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Domingo, 19 de Fevereiro de 2017
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - SÃO FRANCISCO DE ASSIS INSPIROU DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DOS ANIMAIS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Comemorou-se no último dia 27 de janeiro, mais um aniversário da Declaração Universal dos Direitos dos Animais outorgado em Bruxelas na Bélgica pela UNESCO em 1978 e é sempre muito bom invocá-la, em qualquer época. Inspirada em São Francisco de Assis, ela destacou que todo o animal possui direitos e que o seu desconhecimento e o desprezo pelos mesmos, têm levado e continuam a levar o homem a cometer- lhes crimes e contra a natureza, suscitando severas punições.

E, apesar de sua longa existência, o documento ainda não é divulgado e considerado como deveria e muitos entes vivos, organizados, dotados de sensibilidade e movimento, continuam sendo maltratados, perseguidos ou subjugados, em flagrante desrespeito aos princípios desta importante proclamação de alcance internacional.

No entanto, o reconhecimento à existência das espécies constitui o fundamento do equilíbrio ecológico.  Por isso, o sistema educativo deve ensinar desde crianças, as pessoas a observarem, a compreenderem, a respeitarem e a amarem os demais seres. A agressão gratuita aos bichos e aves reflete uma insensibilidade absolutamente inadmissível frente à necessária consciência ambientalista que deve prevalecer atualmente. Tanto que até o abate nos matadouros vem se reestruturando no sentido de evitar maiores sofrimentos àqueles que os utilizam de alimento. Além desse aspecto, vale ressaltar a importância que representam à convivência em geral.

De acordo com dados divulgados pela comunidade científica, em apenas dez minutos de contato com animais o organismo humano libera “dopamina”, “betaendorfina”, entre outras substâncias responsáveis pela sensação de prazer e bem–estar físico e mental. Por isso, é cada vez mais comum, que cachorros, gatos cavalos, coelhos etc., sejam reconhecidos por seu surpreendente poder terapêutico. A interação com eles, na troca de carinho, confiança e cuidados, tem se tornado um excelente remédio contra ansiedade, depressão, estresse e baixa auto-estima, indicado até mesmo para casos de deficiência física e psíquica.

Por isso, a Declaração dos Direitos dos Animais é de extrema relevância e nos alerta para o respeito que precisamos devotar a quaisquer espécies vivas. Vale aqui invocarmos a poetisa Olympia Salete: “A vida é valor absoluto. Não existe vida menor ou maior, inferior ou superior. Engana-se quem mata ou subjuga um animal por julgá-lo um ser inferior. Diante da consciência que abriga a essência da vida, o crime é o mesmo”.

         Mais do que nunca é preciso que nos preocupemos com a preservação do ambiente como um todo. É evidente que o homem sempre buscou estabelecer relações entre si e a natureza. No entanto, em nome de um suposto avanço científico nos campos técnicos, acabou rompendo esse trajeto, destruiu ecossistemas, exterminou espécies e continua a colocar em risco a possibilidade de vida no planeta.

Realmente, novas concepções e ideias precisam encontrar campo para germinar, dentro da dinâmica da evolução humana e devem ser passíveis de cobrança judicial. Os enunciados da boa convivência compreendem o respeito e a preservação dos poucos recursos naturais que nos restam, dentre os quais os animais. Mesmo que haja excepcionalmente alguns excessos dos preservacionistas, constitui-se numa obrigação geral o impedimento a manifestações de brutalidade contra quaisquer seres vivos e a denúncia aos órgãos competentes para que as leis que os protegem se cumpram efetivamente.

 

Resumo dos direitos dos animais

 

 

Em síntese, são os seguintes os direitos previstos na Declaração Universal dos Direitos dos Animais: todos os animais têm o mesmo direito à vida; têm direito ao respeito e à proteção do homem; nenhum animal deve ser maltratado;  todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat;  o animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado;  nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor;  todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida;  a poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra os animais;  os diretos dos animais devem ser defendidos por lei e  o homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI, é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. Presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com)



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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - IVAN WASTH RODRIGUES E OS UNIFORMES MILITARES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ivan Wasth Rodrigues (1927-2007), artista de muito talento, formado na Escola Belas Artes de São Paulo, é frequentemente confundido com seu tio José Wasth Rodrigues (1891-1957), do qual foi discípulo e continuador. Ivan deixou obra monumental, como ilustrador de livros históricos brasileiros e autor de muitos selos impressos pelos Correios nacionais. Trabalhou também para o MEC e o IBGE. Possuía grande erudição histórica, haurida autodidaticamente, e dominava vários idiomas, também estudados e assimilados por conta própria. Pesquisava conscienciosamente fontes e informações históricas antes de fazer cada desenho, de pintar cada aquarela. Extremamente rigoroso consigo mesmo, a autenticidade documental de suas produções resiste aos críticos mais severos.

A “História do Brasil em quadrinhos”, com texto de Gustavo Barroso, lançada em 1959/1962 pela EBAL (Editora Brasil-América, do Rio de Janeiro) em dois volumes, foi inteiramente ilustrada por Ivan, com desenhos fantásticos que constituem uma coleção maravilhosa, com grande autenticidade documental e muito bom gosto. A obra mais chamativa que produziu foi a quadrinização de “Casa Grande & Senzala”, de Gilberto Freyre, publicada pela EBAL em preto e branco em 1981, e em cores, no ano 2000, pela ABEGraph.

Cheguei a ter um contato pessoal com ele, por telefone, quando já estava no fim da vida. Autorizou-me de boa vontade a usar algumas imagens suas num livro que eu estava editando e, embora não estivesse bem do ponto de vista econômico, compreendeu que se tratava de uma edição de alto interesse cultural e sem nenhuma perspectiva de lucro, de modo que nada quis cobrar pela utilização de suas imagens.

Uma das suas obras mais valorizadas é a coleção dos uniformes militares utilizados no Brasil desde o século XVI, reproduzida em “Uniformes Militares Brasileiros”, livro-álbum lançado em 1984 pela Léo Christiano Editorial, do Rio de Janeiro, com texto de Deocleciano Azambuja e aquarelas de Ivan Wasth Rodrigues. Trata-se de uma raridade bibliográfica disputadíssima. Há muitos anos desejo adquiri-la, mas sempre que a encontrei foi a preços proibitivos fora do meu alcance. Coleções incompletas são, frequentemente, desfeitas e suas pranchas destacáveis, com as aquarelas impressas, são oferecidas avulsamente, em leilões. Também alcançam altos preços.

O uniforme é peça de grande importância para o militar, com algumas funções primordiais: 1) deve lhe servir como proteção ao corpo, contra o frio e o calor excessivos, contra a chuva, contra o sol, e, quando em situação de combate, deve também protegê-lo contra o inimigo, por meio de equipamentos defensivos (por exemplo, o capacete) e uso de artifícios de camuflagem; 2) deve ser prático, no sentido de oferecer a ele mobilidade e conforto para o exercício de suas atividades, tanto na paz quanto em combate; 3) deve servir como fator de identificação hierárquica e funcional; 4) deve também, por via de simbolismo, exprimir e significar valores morais que têm, para o militar, importância fundamental.

A enorme variedade dos uniformes, ao longo da História, em épocas e situações distintas, permite identificar os valores e as ideologias dominantes em cada tempo histórico. Vou dar um único exemplo que permite identificar como ideologias podem influenciar um uniforme. Tradicionalmente, os militares portavam no peito as medalhas e condecorações recebidas. O critério dessas distinções sempre foi qualitativo, ou seja, o militar ia subindo de grau, dentro de uma mesma ordem de valores, a cada nova ação digna de recompensa que praticasse. Podia subir de cavaleiro para oficial, para dignitário, para grã-cruz de uma ordem, podia passar de uma coroa ou medalha de bronze para outra de prata e, por fim, de ouro etc. etc.

Os exércitos comunistas, igualitários por ideologia, instituíram um critério novo de homenagens, mais quantitativo do que qualitativo. Passaram a conferir a mesma medalha ao mesmo indivíduo, no mesmo grau único, um número indefinido de vezes. Um sujeito podia, por exemplo, ser três ou quatro vezes condecorado com a mesma insígnia de “Herói da União Soviética”. E houve um que recebeu onze vezes a mesma “Ordem de Lenine”. O que valia era a quantidade, mais do que a qualidade. Por trás dessa mudança de critério - que se exprimia de modo visual e vivo, no uniforme - estava todo um universo de concepções filosóficas e criteriológicas, que marcava bem a diferença entre a civilização e a cultura anteriormente predominantes, e a “nova sociedade” socialista. igualitária e proletária que tentavam implantar.

Um estudo dessas variações, sobretudo no âmbito da Nova História Cultural (tendência historiográfica à qual prefiro tender, apesar de ter em relação a ela alguns pontos de dissonância), é algo extremamente rico e sugestivo.

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS, é historiador e jornalista profissional, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

 



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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - ASAS DA PAZ

 

 

 

 

 

 

 

 

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            Devo registrar, antes de mais nada, que por muitas vezes acredito que penso em coisas nas quais a maior parte das pessoas não pensa, ou, na melhor das hipóteses, nas quais só pense quem, assim como eu, tem a preocupação com os animais e com o destino que é dado a cada um de nós, gente ou bicho, nesse mundo.

            Sei que a maior parte das pessoas se incomoda e talvez com razões justas, com as pombas que vivem nos grandes centros urbanos, seja pela sujeira que fazem, seja pelas doenças que podem transmitir ou ainda pelo fato de que invadem telhados e qualquer brecha nas construções humanas para lá fazerem seus ninhos. Não estou aqui criticando quem não gosta das pombas ou quem as quer fora das cidades, só acho que o mundo é um lugar difícil para elas e eu, se fosse uma pomba, ia me arriscar a viver bem longe dos seres humanos.

            Então, ainda que pareça estranho, eu sempre tive pena das pombas. Quando eu era criança já empreendia uma "cruzada" pela salvação de algumas delas. Na casa dos meus avós paternos havia um grande forno a lenha, destinado a assar os pães que meus avós vendiam na pequena padaria que era anexa à casa. Ocorre que, do lado de fora, no quintal, uma parte do topo do forno era acessível para as pombas que, diante de um lugar protegido e quentinho, lá faziam seus pequenos ninhos.

            Quando descobri que lá encima poderia haver ovos e filhotes, fiquei enlouquecida e logo arrumei um meio de subir a uma altura que me permitisse enxerga-los. Na verdade, mais do disso, pois tratei de segurar os ovinhos, observá-los e devolvê-los com cuidado aos ninhos sempre que os pais não estavam por perto. Eu seguia observando até que os filhotes nascessem e gostava de segura-los aninhados em minhas mãos. É claro que eu fazia isso sem a anuência ou conhecimento dos meus pais, mas era dos meus avós que eu mais fazia questão de esconder essas minhas atividades, eis que eles não queriam uma infestação de pombos por lá.

            O fato é que não havia qualquer contato das pombas com o forno ou com o que quer fosse produzido na padaria. As aves apenas se aproveitam do calor que emanava de uma parte da construção que ficava sobre o forno. As pombas também se aproveitavam da existência de galinhas no quintal e quando a comida era atirada para as penosas, lá se lançavam em busca de um quinhão.

            Muitos anos depois e eu continuo me apiedando das coitadas. Sempre que vejo uma delas machucada, perambulando pelas calcadas e ruas sem poder voar, percebo que não há viva alma que a elas dê guarida ou refúgio. Normalmente morrem abandonadas à própria sorte e sequer seus corpos são retirados com urgência e dignidade, ficando muitas quase como um decalque sobre o asfalto e o concreto.

            O máximo que algumas pessoas fazem é alimenta-las, oferencendo-lhes os restos de refeições ou pedaços de pão, mas até isso atrai o ódio de muita gente que não as deseja por perto. Dessa forma, infelizmente, não é raro que sejam envenenadas, que sejam alvo da crueldade de gente que sequer é capaz de ver nelas seres vivos.

            Fico pensando que, curiosamente, o símbolo da paz seja uma pomba, junto ela, tão relegada, mal-falada e pouco amada. Em tempos de guerras, de todo tipo de guerras, talvez isso nem seja assim tão paradoxal, tão incoerente, sei lá. Só acredito que elas são injustiçadas, porque a sujeira que fazem, nem de longe chega perto da sujeira que nós produzimos e se as pessoas, pelo mínimo, lavassem as mãos antes de tocar nos alimentos, por exemplo, já tiraria das pombas uma dose de culpa que vem carregando nas asas.

            Certa vez li uma matéria sobre uma moça que, muito melhor pessoa do que eu, olhou para uma dessas aves que, machucada, jazia esquecida pelo chão e, de forma piedosa, dela tratou e cuidou, tudo com aval de um veterinário que, em muito, desmistificou alguns fatos. O animal não apenas se recuperou como virou um pet e, solto para ir e voltar, sempre retornava para o lar que a ele se abriu.

            Talvez esse texto cause estranheza a alguns leitores, mas eu confesso, sem pudores, que, se pudesse, teria comigo não só as pombas, mas outros tantos animais desprezados e incompreendidos por aquele se julga a melhor e mais perfeita espécie da Criação. Estranho que sejamos todos dotados da capacidade de amar, todos desejosos de sermos amados, compreendidos e perdoados, mas pouco exercitamos disso para o próximo, pombo ou gente.

            Se eu fosse uma pomba, reivindicaria juridicamente que o sinal da paz dos homens fosse alterado, até por se tratar de pura apropriação indevida e imerecida...

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo.  -  cinthyanvs@gmail.com



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - AUTOCONTROLE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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No mesmo dia, duas situações me despertaram. A primeira, ao trafegar pela Vila Joana. Um casal, com aparência de moradores de rua, seguia pela calçada em titubeios. Assim que os vi, a moça estava toda molhada. Por certo se banhara em alguma mangueira cedida pelo percurso. O moço lhe entregou uma toalha de banho e ela, com expressão de contentamento, sem se deter, enxugava os cabelos encaracolados. Vinham, creio eu, de um bairro onde há farto comércio de drogas. Seguiam em direção ao centro da cidade.
A que decadência chega o ser humano e sem perder a noção de algumas coisas essenciais como a higiene pessoal, nesse caso acontecendo à vista de todos. Que judiação! Desconheço o que se passou com os dois após saírem do berço e suas angústias. Qual foi o mundo que lhes apresentaram. Quais os olhares com que se depararam. Quais as experiências que adquiriram junto à sociedade, à família, à escola e ao mundo. Cidadãos do acaso em busca de nada.
À tarde, estive com um egresso do sistema penitenciário. A compulsão pelas drogas o levou a delitos outros e dos delitos ao cárcere. Amargou vários anos preso, pois não retornava nas “saidinhas”. Há um tempo considerável, deixou os entorpecentes e sua história atual indica um novo rumo. Trabalha como autônomo, pois é raro que um atestado de antecedentes criminais, com nódoa, possibilite a inserção no mercado de trabalho. Durante a conversa, comentou que tem conseguido se autocontrolar quando alguém o irrita e concluiu: “Se abro a boca, a mão se fecha”. Um soco é quase imediato. Conhecer-se é virtude essencial. Aplaudi-o por essa vitória e me veio o casal que avistara pela manhã. Como conseguir o autocontrole após incontáveis decadências? Na verdade, cada um de nós necessita de autocontrole nisso ou naquilo, ma, se não houve degradação maior, é mais fácil.
Na atualidade falta esse exercício de autocontrole. Há pais que permitem e justificam as atitudes negativas dos filhos e, mais tarde, nos desencontros dos mesmos se fazem de vítimas. Correção de atitudes comportamentais nas escolas é motivo de denúncia e de reclamos dos responsáveis pelas crianças e adolescentes. E como quem vive sem limites pode, em algum momento, dizer não ao que é prazeroso, mas corrói o ser humano? Nos dois casos que citei, creio que o problema maior se encontre na ausência de aconchego social.

 

 

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil



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RENATA IACOVINO - PENSAR OU NÃO PENSAR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há algo de tão simples e ao mesmo tempo tão indecifrável em nosso cotidiano.

Indecifrável à medida que, de um momento para o outro esquecemos o que é a simplicidade e, pendências a serem resolvidas, decisões a serem tomadas, ações que nos possibilitariam sentir o alívio que só é possível com a sua finalização... enfim, uma série de pequenos impedimentos vão se avultando à nossa frente e perdemos a força. Nem sequer ao menos nos lembramos onde paramos da última vez que empacamos.

E a partir daí, a bola de neve da organização dos afazeres toma uma enorme proporção e tal acúmulo faz-nos adiar ainda mais as tarefas.

A procrastinação é um elemento que atua sobremaneira em nosso tempo e domá-la é quase uma ciência. A ciência do convívio com o cotidiano; de dividir o espaço com o – ora – insuportável; do não respeito à manutenção da ordem que nós próprios imputamos ao dia a dia; da antipatia com o que parece estar dando certo... a ciência do convívio com nossas dezenas de personalidades.

Sim, porque dar solução a pequenas (ou não tão pequenas) questões, resolver impasses, administrar dilemas, aceitar o “talvez” quando precisamos do não, prescindir do “sim” quando o queremos antes de tudo... todo esse movimento seria lógico e provavelmente preciso, caso usássemos tão somente a razão para cuidar de nossa agenda diária.

Mas parece que não é bem assim. O resultado disso não é encontrado numa soma matemática, pois nossos pensamentos ocupam vários espaços e vão se esparramando por lugares onde nem imaginamos, e também vão se distraindo aqui e acolá, contaminando-se com outros irmãos pensamentos que em nada colaboram para um final feliz.

E não bastasse isto – quilos de pensamentos, mais popularmente conhecidos como caraminholas – ainda temos um senhor deveras autoritário chamado “coração”, que cisma em ser radical, por vezes, e fazer de suas, por vezes, insanidades, a verdade irremovível.

Aí se instaura o comumente digladiar entre o simples e o complexo. E cabe-nos (a quem mais?) resolver tal pendenga, apartar conflitos, colocar panos quentes... E o que aconteceu é que deixamos de lado a possibilidade de resolver pequenos problemas, ali atrás, em seu tempo, para ganhar um outro, bem maior em largura e comprimento.

Pensar ou não pensar, eis a questão.

 

 

 

 

 

RENATA IACOVINO, escritora e cantora / www.facebook.com/oficialrenataiacovino/



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JÚLIA FERNANDES HEIMANN - SERES EMPÁTICOS

                                                     

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Participamos de uma instituição onde a empatia é fundamental. Sem ela, tudo fica pela metade, mesmo que haja simpatia entre as partes.

A empatia e outros sentimentos estão relegados ao esquecimento em nossos dias. Talvez, por causa de sua definição gramatical de substantivos abstratos, estejam tão ausentes nas relações interpessoais.

É comum confundir empatia com simpatia, pois as duas palavras vêm do grego e têm a mesma raiz “pathia”, sentimento. No termo simpatia, usa-se o prefixo “sim” que significa junto, ao lado de. No termo empatia, usa-se o prefixo “em” que significa estar dentro, interior. São termos parônimos na escrita e na sonoridade, o que nos leva a confundi-los.

A pessoa simpática é agradável e atenciosa – méritos louváveis – mas poderá ser indiferente, incapaz de solidarizar-se, evasiva. A empática mostra solidariedade e compreensão.

Encontramos, numa revista antiga, um bom exemplo de empatia. O artigo conta a história de uma jovem, cujo pai fora morto por uma bomba durante uma conferência, nos EUA. O autor foi preso, cumpriu a pena e saiu da prisão. A jovem quis conhecer, de perto, o assassino de seu pai. Sentaram-se frente a frente, várias vezes, e tiveram diálogos dolorosos para ambos. Esses encontros os ajudaram a ter compreensão da perspectiva do outro sobre o fato.

Essa experiência, a princípio penosa, levou-os a fundar uma organização chamada “Construindo Pontes para a Paz”. A instituição promove encontros e incentiva inimigos declarados para que um passe a experimentar e entender a ótica do outro e, assim, se aproximarem do perdão e da paz. Ela diz: “Compreendi que, seja qual for o lado do conflito em que você esteja, se tivesse vivido a vida do outro, poderia ter feito o que ele fez.”

O artigo publicado na revista encontra-se no livro “O Poder da Empatia”. Para o autor, o australiano Roman, esses atos poderão transformar o mundo.

De acordo com os especialistas envolvidos nesse estudo, sem a capacidade de entender o ponto de vista do outro, logo a humanidade será composta por psicopatas e autistas.

Quando vemos um pai que aguarda, por horas, atendimento médico para um filho febril, depredar o local de espera do hospital, achamos que o policial agiu certo, dando-lhe cacetadas por estar destruindo um patrimônio público. Usando a empatia, perguntaremos: e se fosse conosco? E se a criança fosse nosso filho, ficaríamos passivos?

O autor diz:- A empatia pode criar laços humanos. Nosso bem-estar depende de sairmos do nosso egocentrismo e entrarmos no sentimento do outro. Sem isso, agiremos, sempre, como seres pequenos, voltados somente para as nossas verdades.

 

 

 

JÚLIA HEIMANN   -   é poetisa e escritora, autora de nove livros.

                                                         



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FELIPE AQUINO - COMO VENCER A NÓS MESMOS ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Está cansado da caminhada? Pensa em desistir? Nada disso! Tenha paciência! Não desanime, faça a sua parte e conte com a de Deus.

 

 

Jesus disse que “a carne é fraca” (Mt 26,41); carne na Bíblia significa a nossa natureza humana, fraca, miserável, depois que o pecado entrou em nossa história. Todos nós experimentamos isso, até mesmo São Paulo se lamentava, como podemos perceber em Romanos 7.

Mas, é preciso entender que a nossa santificação é mais um trabalho de Deus em nós, do que de nós mesmos. Não temos força e poder de vencer sozinhos o mal que há em nós. Por isso, precisamos lutar com todos os recursos que a Igreja nos oferece, mas sabendo que “é Deus quem, segundo o seu beneplácito, opera em nós, o querer e o fazer” (Fil 2,13).

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Deus nos conhece antes de sermos gerados. “Nele existimos nos movemos e somos” (At 17,28), e sabe como agir em nós para a nossa santificação. Temos de ter paciência não só com os outros, mas também conosco e saber esperar a maturação do nosso espírito, como acontece a maturação da flor e do fruto na natureza.

Deus nos dá lições diárias para a vida espiritual. A natureza não se cansa e não se exaspera; não desanima. Deus não tem pressa porque é eterno, o tempo é todo Dele. São Paulo diz ainda que “é Ele quem nos capacita”; Ele é “Aquele, cujo poder, agindo em nós, é capaz de fazer muito além, infinitamente além de tudo o que nós podemos pedir” (Ef 3,20). Então, paciência! Não desanime, faça a sua parte e conte com a de Deus.

Vamos fazer uma comparação para entender melhor isso. Jesus contou uma parábola sobre o Reino de Deus, comparando-o ao agricultor que lançou a semente na terra, e dormiu; levantou-se de dia e de noite, e a semente germinou sem ele saber como. Porque a terra, por si mesma, produz primeiro o caule, depois a espiga, e depois o trigo maduro na espiga. Só então o homem mete a foice, porque chegou o tempo da colheita. (cf. Mc 4,26-29)

O agricultor esforça-se para preparar bem o terreno, retirar as pedras, arar bem a terra, adubar o solo para a sementeira; mas, uma vez semeado o grão, já não pode fazer por ele mais nada, a não ser esperar com paciência, até o momento da ceifa. Ele espera a terra germinar a semente, espera a chuva do céu; e somente pode tirar as ervas daninhas.

 

Leia também: Como vencer as batalhas contra nós mesmos?

Nunca desanimar na luta contra o pecado: sempre é tempo de conversão!

“Crescer na confiança enfrentando as tribulações” (Jó 1,20)

Sim. Há um caminho mais inteligente e mais suave!

Não nos perturbemos com os nossos defeitos

O que é tomar a cruz a cada dia?

Tem paciência contigo!

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Ele não pode realizar o milagre de fazer a semente germinar; o grão se desenvolve por sua própria força interna. Ora, com esta comparação o Senhor mostra-nos o vigor íntimo do crescimento do Reino de Deus no mundo e em nós também, até o dia da colheita (cf. Joel 3,16; Ap 14,15).

Jesus quer mostrar que a pregação do Evangelho, que é a semente abundantemente espalhada, dará o seu fruto sem falta, não dependendo de quem semeia ou de quem a rega, mas de Deus, “que dá o crescimento” (1 Cor 3,5-9). Tudo se realiza sem que os homens se deem conta.

 

Assista também: Devemos lutar sempre contra o pecado e nunca desistir

Como faço para me livrar do peso dos pecados que cometi, mesmo já tendo me confessado?

 

Ao mesmo tempo o Reino de Deus indica a operação da graça de Deus em nossas almas: Deus opera silenciosa e pacientemente em nós, respeitando nossa realidade, sem queimar etapas para não nos queimar.

Assim Ele faz uma transformação em nós, enquanto dormimos ou enquanto velamos e trabalhamos, fazendo surgir no fundo de nossa alma resoluções de fidelidade, inspirações de entrega, desejo de fazer Sua vontade…, até nos levar àquela idade perfeita, “o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo” (Ef 4,13); “conformados à imagem de Cristo” (Rom 8,29), como falava São Paulo.

O nosso esforço é indispensável para vencer nós mesmos, o nosso egoísmo, os apegos às coisas e criaturas, sensualidade, ira, inveja, preguiça, gula, etc., mas, em última análise é Deus quem atua, porque “os que são conduzidos pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” (Rom 8,14), e Deus cuida deles.

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É o Espírito Santo que, com suas inspirações, vai dando um tom sobrenatural aos nossos pensamentos, desejos e atos. Precisamos, então, fazer a nossa parte, mas ter paciência e saber esperar a vitória sobre nós mesmos florescer como a planta que cresce lentamente, para poder crescer forte.

Alguém disse que “o que nasce grande é monstro”, feio. Na obra de vencer a nós mesmos, e superar nossa miséria, a grande arma é a paciência. Santo Agostinho disse que: “Não há lugar para a sabedoria onde não há paciência”.

Como Deus faz crescer em nós a paciência? Fazendo-nos exercitar nela. É para isso que ele permite as tribulações, doenças, pessoas “chatas” ao nosso lado, gente que nos criticam, condenam, que nos desprezam… Tudo isso para treinar a nossa paciência, senão ela não cresce e não se fortalece para enfrentar os combates da vida. O mesmo Santo Agostinho disse: “Ainda não alcançamos a Deus, mas temos o próximo perto de nós. Suporta aquele com o qual andas e alcançarás Aquele junto do qual queres permanecer eternamente”.

 

 

 

 

FELIPE AQUINO - Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.

 

 

 

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PAULO R. LABEGALINI - COMPROMISSO DE PERDOAR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Um dia, um aluno me pediu uma folha em branco para refazer a primeira questão da prova. Olhando o espaço disponível, eu lhe disse que poderia riscar os erros e resolver o exercício na própria página. Em casa, ao corrigir a questão, logicamente não considerei a parte nula e dei valor àquilo que ele havia acertado.

Bem, mal comparando, Deus também age assim conosco; aliás, ao invés de riscar o passado, Ele sempre permite que usemos uma nova folha em branco. E reflita comigo se não é maravilhoso podermos confessar os pecados, sermos perdoados por tudo que fizemos de errado e, ainda, escrevermos uma nova história que nos levará à salvação!

Tudo isso só depende de cada um de nós, mas, infelizmente, muita gente diz que acredita em Deus só da boca pra fora, porque na hora de deixar de pecar e aceitar os Mandamentos, prefere continuar repetindo os erros. E – o pior! – deixando de se confessar, a folha de sua vida continuará manchada e será avaliada com fatos condizentes à condenação.

Ainda bem que já queimei uma papelada imensa ao receber Sacramentos nas confissões que fiz. Agora, continuo escrevendo numa folha limpa e espero não sujá-la tão cedo; porém, se isso acontecer, pedirei ao querido Pai uma nova página, prometendo caprichar mais na história que estarei vivendo. Mas é importante lembrar que a falta de perdão já é um pecado!

Ainda refletindo na educação que muitos recebem na escola, contam que um professor pediu aos alunos que trouxessem uma sacola de casa. Depois, mostrando um saco de batatas que se encontrava na sala de aula, solicitou que pegassem uma batata para cada pessoa que os magoou, e algumas sacolas ficaram muito pesadas!

A tarefa seguinte consistia em carregar consigo a sacola durante uma semana para onde quer que fossem. Com o tempo, as batatas foram se deteriorando, ficou incômodo carregá-las o tempo todo e ainda sentir o mau cheiro. Foi assim que os alunos entenderam a lição de que carregar mágoas é tão ruim quanto carregar batatas. Perceberam, também, que perdoar e deixar os ressentimentos irem embora é a única forma de viver em paz e aliviar o peso do sofrimento.

Agora, que tal jogar fora suas ‘batatas’? Não é muito melhor sorrir ao invés de estar triste desejando mal para os outros? Se eu lhe perguntasse se tem experiência em perdoar ou guardar mágoa, tenho certeza que responderia: ‘Sim, já fiz as duas coisas’.

Então, veja se concorda que quase todo mundo: já fez bola de chiclete e lambuzou o rosto; já passou trote por telefone; já raspou o fundo da panela de arroz doce; já escreveu no muro da escola; já sentiu medo do escuro; já gritou de felicidade; já roubou flores num jardim; já chorou por ver amigos partindo; e já descobriu que, apesar de tudo, a vida continua.

Foram tantas coisas iguais guardadas no nosso coração que chegamos à conclusão que não vale a pena deixar de perdoar sabendo que tudo passará com o tempo, queiramos ou não. E assim como há semelhanças entre pessoas, também há diferenças, e quem insiste em guardar mágoa, na verdade tem vergonha de ser igual aos bons e perder a identidade – além de desobedecer a Cristo!

Você sabe por que a maioria das pessoas fracassa em seus sonhos? Não é por falta de capacidade, mas sim por falta de compromisso. O compromisso produz entusiasmo e gera recompensas cada vez maiores. Nada cai do céu de mão beijada! A Bíblia nos diz: “Esforça-te e tem bom ânimo, estou contigo por onde quer que andares” – Josué 1, 6.

Não adianta você ficar sentado esperando um milagre; faça alguma coisa. Lute com a verdade! Reze! Verifique na história da humanidade e conclua que não conhece uma só pessoa que tenha sido vencedora sem ser disciplinada. A disciplina é a chama através da qual o talento se transforma em capacidade.

Roy Smith disse: “Você produzirá muito mais se fizer uso do chicote contra si mesmo”. Isto significa que disciplina com compromisso fará de você o que a maioria das pessoas não poderá ter: sucesso! Quem sabe hoje você precisa tomar esta decisão: romper com tanta coisa que lhe faz mal, fazendo uma limpeza no coração. Deus dá a vara, mas você tem que buscar a isca!

Jogue fora aqueles sentimentos de tristeza, de menosprezo, de mágoa, de ódio, de injustiça contra você. Pare de remoer o passado, de abrir mão do direito de fazer justiça, de colocar diante de Deus sua frustração por não conseguir o que você quer.

Se você caiu, levante-se! Se você perdeu, tente de novo! Nunca é tarde para reconstruir e recomeçar sua vida. Não deixe para amanhã. Decida hoje. Comece hoje. Você vai vencer se souber aliar: perdão, compromisso, verdade, disciplina e oração. Ninguém vai lhe deter!

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas

 

 



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HUMBERTO PINHO DA SILVA - MEU TIPO INESQUECÍVEL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entre a minha parentela – que não é grande, – havia figura, que se destacava, não pela inteligência, e ainda menos pelo dinamismo, mas sim, pela bondade e simpatia.

Para muitos, era um pobre diabo. Homem de fraca personalidade, de pouca vontade própria, facilmente manipulável. Mas, para mim – que sempre o admirei, e para os que sabem observar o interior da alma, – era: homem extremamente bom; sempre preocupado com os outros: pronto a prestar pequenos favores e pequenas atenções.

Era o que Cristo havia dito, em Confarnaun, no célebre Sermão da montanha: um pobre de espírito.

Se alguém caia doente, mesmo sem ser familiar, certo era, que o Júlio o ia visitar, oferecendo, com lealdade, seus préstimos.

Um dia meu pai foi hospitalizado. Bem desejava que os amigos o fossem visitar… mas quase todos tinham muitos afazeres…

Um, que era Religioso, e vivia na cercania da Casa de Saúde, telefonou-lhe, desculpando a ausência: falta de tempo… e de transporte.

Mas o Júlio, não só o visitava assiduamente, como se pôs logo à disposição, para tudo que fosse necessário.

Já em casa, após o tratamento hospitalar, meu pai, devido à doença, que o vitimou, não podia sair.

Prontamente o Júlio, se ofereceu para entregar, na redação, a crónica semanal, que mantinha na terceira página do periódico.

Não havia funeral de amigo ou conhecido, que o Júlio, não fosse. Ia, não para ser visto, mas para oferecer seus préstimos.

Na juventude, devido à educação que recebera, o Júlio, não frequentara a Igreja; todavia, nas últimas décadas, graças ao primo Mário, passou a participar diariamente, na missa das seis, na igreja da Trindade, no Porto.

Encontrei-o, muitas vezes, nos primeiros bancos do transepto, de joelhos, recolhido diante do Altíssimo.

Meu pai faleceu. Era jovem e inexperiente. De imediato, o Júlio, se prontificou a cuidar de tudo, auxiliando em tudo que fosse preciso.

Por ser simples, de coração simples, tornou-se, para mim, no meu primo inesquecível.

Como ele, tenho apenas um amigo (por razões obvias, não o menciono,) que está sempre presente, nos momentos mais difíceis. Ter amigos destes, é um privilégio…já que é tão raro!...

Não admira, portanto, que o Júlio, seja lembrado com carinho, por todos que tiveram a felicidade de terem convivido com ele.

São homens, como o meu primo Júlio, que nos levam acreditar que ainda há gente boa, capaz de viver, para servir.

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por solpaz às 17:11
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EUCLIDES CAVACO - MÃE DO FADO
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um poema declamado que relembra os tempos áureos da eterna SEVERA que foi possivelmente a primeira fadista portuguesa.
Veja e ouça este tema em PS ou aqui neste link:
 

http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Mae_do_Fado/index.htm
 


Desejo uma excelente semana para todos vós.
 
 
 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

 

***

 

 

 

 Horário das missas em, Jundiai ( Brasil):

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?opcoes=cidade_opcoes&uf=SP&cidade=Jundiai&bairro&submit=73349812

 

 

 Horário da missas em São Paulo:


http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=12345678&p=12&todas=0

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=5a348042&p=4&todas=0

 

 

 Horário das missas na Diocese do Porto( Portugal):

 

http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_paroquias&view=pesquisarmap&Itemid=163

 

 

 

***



publicado por solpaz às 17:05
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