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Sexta-feira, 14 de Abril de 2017
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - A PÁSCOA E A LIBERTAÇÃO COMO IDEAL MAIOR DAS PESSOAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Já se disse que para cada ceia eucarística ser honesta, deverá haver pão sobre as mesas e justiça nas ruas. Infelizmente, a nossa realidade tem se distanciado cada vez mais dos mínimos padrões morais de convivência. É por isso que o Domingo de Páscoa é muito importante, já que o sentido de sua celebração leva a repensar nossa vida à luz do Cristo ressuscitado, para criar outro modo de ser, de pensar e de se relacionar com Deus, com os irmãos e com a natureza.                      

A festa pascal mostra a premente necessidade de se provocar uma transformação de base no relacionamento humano, no qual todos tenham voz e vez, e seja possível firmar entre os homens uma aliança que elimine o isolamento, a marginalização e a exploração humana.

É profundamente lamentável que nesta época, muitos somente pensem nos feriados prolongados, nas viagens planejadas, nos descansos brandos, na gastronomia variada e em tantas outras atividades estritamente prazerosas. Caracterizam-na como um período recreativo e ainda, incentivados por um consumismo desenfreado elegem uma nova data para o comércio faturar com ovos e coelhinhos de chocolate.

Essa indiferença demonstra que o egoísmo e o individualismo prevalecem na atualidade, provocando uma inversão de valores. Alguns passam a seguir uma trilha vulnerável às questões espirituais, mas fortemente afeita às coisas materiais, de tal sorte que somente são considerados aqueles que detêm grandes riquezas terrenas. Um quadro vergonhoso, deturpador dos verdadeiros princípios e manifestamente alienante em relação a terceiros, que diariamente sucumbem sem quaisquer considerações.

         No entanto, com sua ressurreição, Jesus inaugurou uma nova era para a humanidade, decretando a vitória da vida sobre a morte e apontando a libertação como o ideal maior de todo o indivíduo. Da mesma forma, atualmente, são evidentes as implicações éticas de nossa conduta, quer como cristãos, quer como cidadãos: a solicitude pelos pobres, migrantes e excluídos; a educação em favor da paz; a defesa dos direitos humanos; a promoção da saúde e da moradia; a luta ecológica; a formação político-cristã do povo.

Para que alcancemos tais propósitos, precisamos compreender o momento pascal como passagem do egoísmo que acumula para a partilha do amor que divide; da tristeza e do vazio existencial para a alegria de horizontes definidos; do desânimo diante das dificuldades para o estímulo de verdadeiras conquistas; da ganância que isola para o desapego e a fraternidade, e do pecado para a graça.

         Na mesma linha, propõe que lutemos contra as injustiças, as discriminações, a pobreza e a agressividade, tentando consolidar a dignidade humana, e consequentemente, a paz social.  Desejar “Feliz Páscoa”, por isso, é contribuir com princípios éticos que reafirmem a primazia da pessoa humana, buscando os reais valores no plano da convivência social e distribuição de renda. Aproveitemos a ocasião para anunciar com ênfase o valor da vida e do amor como critério fundamental na construção de uma nova era, onde o acesso aos direitos fundamentais seja facilitado para todos, sem exceções.

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com).



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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - COMO SE ESTUDAVA GENEALOGIA, NO PASSADO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nas últimas décadas, em todo o Ocidente tem ocorrido um curioso fenômeno: a generalização do interesse pela Genealogia, pelo estudo das origens familiares. É um fenômeno de características próprias, muito diferente do que no passado entendiam e praticavam os cultores de estudos genealógicos.

Em livro recentemente lançado (“À procura de Tructesindo: Por que tanta gente hoje em dia pesquisa as próprias raízes?”. S. Paulo: Scortecci Editora, 2016) analisei as principais características desse fenômeno, que denominei “Neo-Genealogia", para distinguir da Genealogia tradicional.

Os estudos genealógicos, no passado, eram basicamente: 1) ou de cunho religioso; 2) ou de cunho nobiliárquico; 3) ou se destinavam a assegurar a transmissão da propriedade.

Falemos das genealogias de cunho religioso: basta, no caso da nossa cultura ocidental, tão influenciada pela herança cultural judaica que impregnou o cristianismo, lembrar as genealogias bíblicas: Moisés, que sob inspiração divina redigiu o Pentateuco, os primeiros cinco livros das Sagradas Escrituras, talvez possa ser considerado o primeiro genealogista da História da Humanidade. Há, na Bíblia, extensos e pormenorizados registros genealógicos.

Não só entre os hebreus, mas entre os povos antigos em geral (pelo menos entre os que possuíam certo grau de cultura), eram muito frequentes tais registros. Egípcios, Romanos, Assírios, Caldeus, Gregos, Persas, sempre deram grande valor às estirpes, e na valorização dessas estirpes estava presente um elemento religioso mais preponderante ou menos, mas sempre constante e claro. O culto pela memória dos antepassados, reverenciados pelo que tinham sido e pelo que significavam para os seus descendentes, adquiria, o mais das vezes mesclado com um caráter um tanto supersticioso, um cunho de culto religioso. Isso era constante na Antiguidade.

A esse respeito, cabe lembrar aqui uma obra excelente, que em nossos dias vem sendo reapreciada devidamente: o clássico livro de Fustel de Coulanges La Cité Antique (Paris: Hachette, 19ª ed., 1905), que recentemente tem sido publicado por diversas editoras brasileiras. Fustel de Coulanges mostra que tal era o respeito que entre os antigos se tributava aos antepassados que, quando alguém se afastava do torrão natal em demanda de novas terras, para fundar novas cidades, para constituir novas sociedades, novas comunidades políticas, era costume levar, num vasinho, um pouco de terra do local em que nascera e onde estavam sepultados os antepassados. Essa porção de terra, levada com respeito, era também com respeito depositada no local em que se erigiria a nova fundação, para que, de certa forma, pelo menos simbolicamente, fosse algo das cinzas dos antepassados que se transferisse para o novo local, e a continuidade daquela estirpe, na interpenetração profunda entre esses dois valores, a família e o torrão natal, fosse mantida.

As catacumbas romanas também têm origem, segundo teorias das mais categorizadas, nesse culto respeitoso dos antepassados - os Manes - (ao lado dos Lares e dos Penates). Como fizesse parte dos costumes que os membros de uma família fossem sepultados dentro dos limites do próprio lar, costumava-se escavar, dentro da urbe romana, por baixo das casas ou dos palácios, túneis em níveis diversos de profundidade, para, dentro dos limites da propriedade, sepultar os membros daquela gens. Cada família vivia, assim, no sentido mais estrito do termo, sobre um cemitério em que jaziam seus antepassados, sem sair dos limites territoriais do lar. Ao cabo de algumas gerações, inevitavelmente esses condutos subterrâneos se comunicavam uns com os outros, constituindo uma vastíssima rede de galerias que com o passar dos tempos perdeu a primitiva significação, mas na qual a Igreja perseguida, nos três primeiros séculos da Era Cristã, encontrou abrigo seguro (pois os pagãos conservavam um temor supersticioso de penetrar naquelas galerias escuras, e mesmo quando eles penetravam, os cristãos, que conheciam o mapeamento daquela cidade subterrânea, com relativa facilidade conseguiam ocultar-se), na qual sepultou seus mártires e que até hoje é visitada com comovida veneração por incontáveis peregrinos que acorrem à Cidade Eterna.

Tratarei, no próximo artigo, do cunho nobiliárquico de que se revestiam, no passado, os estudos genealógicos.

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS, é historiador e jornalista profissional, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

 



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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - OVOS DE OIRO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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             Nessa semana eu li, em um rede social, que os ovos de Páscoa estão tão caros esse ano que devem trazer de brinde um carro zero quilômetro. Exageros à parte, de fato, os ovos de Páscoa estão com um custo bem elevado, fora da realidade econômica da população brasileira. Como as crianças são as principais consumidoras dessas guloseimas, é comum que quem os produza use de todos os apelos possíveis para atrair seu público alvo e, assim, nessa época do ano, muitas famílias se apertem para poder atender ao desejo de seus filhos.

            O fato é que as fábricas e os lojistas sabem que, embora o valor de um simples ovo de Páscoa equivale a várias caixas de bombons ou muitas barras de chocolate, pais, padrinhos, avós e tios não fazem a conversão na hora de escolher uma delicia de Páscoa para seus pequenos. E é assim que um simples ovo de chocolate, ainda que recheado com um brinquedo inútil, custa cerca de R$60 reais. Se o ovo de Páscoa for de grife ou tenha na sua elaboração algum componente mais caro, o céu dos preços parece ser o único limite.

            Quando eu e minhas irmãs éramos crianças, ganhar ovos de Páscoa era um evento extremamente aguardado e festejado, e dentre deles só encontrávamos bombons e nada mais. Diferenciavam-se apenas pelo tipo de chocolate e novidades eram os brancos e os crocantes. Ganhávamos também coelhos de chocolate e mini ovinhos e eles nos faziam igualmente felizes. Acredito que os preços praticados não fossem tão exorbitantes à época, pois se deixados para serem adquiridos nos dias imediatamente anteriores ao domingo de Páscoa, havia o sério risco de não serem mais encontrados nos supermercados.

            Atualmente, mostra fiel de que os preços estão muito além do que deveriam ser é a quantidade ovos que permanece nos estabelecimentos mesmo depois do feriado de Páscoa. É como se tivessem perdido o significado, pois se dissociaram do evento ao qual estavam atrelados, virando tão somente um produto de consumo, cada vez mais para poucos. Aos poucos, para além de não terem de fato dinheiro, tamanha a crise que se instalou no Brasil, acredito que as pessoas estejam se dando conta de que mais vale comprar chocolate em outras tantas apresentações do que pagar por algo que atualmente é mais plástico do que doce.

            Sei que há boas opções no mercado e os ovos caseiros podem ser de qualidade de com preço bem melhor, mas normalmente são capazes de contentar os adultos e não as crianças. Da mesma forma há ovos de Páscoa que são mesmo verdadeiras obras de arte, seja pela apresentação, seja pelos ingredientes ou pelo conjunto dos dois. É que se os mais simples são caros, sobre esses então é melhor nem comentar.

            Não sou muito fã de chocolate e assim, para mim, deixei de adquirir ovos de Páscoa há bastante tempo. A minha parte prefiro em outras coisas, como bacalhau, por exemplo. Deixo o chocolate que consumo para a cobertura de bolos de cenoura. Contudo, tenho sobrinhos e um afilhado e, para eles, crianças, adquiro os tais ovos de Páscoa. Há semanas, assim, aventurei-me a fazer as compras pascais e depois de passar pelo Caixa com quatro pequenos ovos de personagens de desenho, pensei que, para o bem de todos, era melhor que fossem maravilhosos, exceto se viessem com uma jóia dentro.

            Haverá o dia no qual eles não irão mais esperar pelos ovos de Páscoa, crescidos que estarão e, provavelmente, desse dia em diante eu sequer me detenha na seção onde eles ficam, inúteis que me serão. Por ora, embora pudessem ser mais acessíveis, ter preço mais condizente com o chocolate que carregam, seguirei escolhendo ovos de Páscoa para crianças que os esperam como eu mesma um dia os esperei, repleta de emoção.

            Nesse sentido, para mim, os ovos de Páscoa são de ouro. Renasço um pouco todas as vezes nas quais, com carinho, escolho o que mais possa agradar, recordando-me da criança que um dia eu mesma fui, ansiosa pelos tios que os traziam consigo. Ainda que nos seja impossível uma viagem física no tempo, temos a dádiva de viajarmos por ele através de nossas lembranças.

            Seria bom se todas as crianças pudessem ganhar seus ovos de Páscoa, pois isso significaria que teriam o necessário para sobreviver, que teriam quem as amassem suficientemente para se importar se o ovo comprado foi o que foi pedido. Os ovos de Páscoa, para mim, permanecem símbolos de que os tempos mudaram, mas que as crianças continuarão sendo crianças. Pena que a Páscoa, por si só, nao seja capaz de fazer renascer os melhores sentimentos nas pessoas de um modo geral, restaurando na sociedade o bom-senso, a honestidade e a percepção de que não é preciso vender uma mercadoria a preço de ouro para que ela seja de fato importante ou para que se tenha ganhos.

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo.  -  cinthyanvs@gmail.com



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - LEMBRANÇAS QUE SALVAM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O rosto do moço não me é estranho. Já nos vimos em algum lugar e são tantos os pelos quais passei... Possuo facilidade em guardar olhares e sorrisos, contudo a origem deles... E não é de agora, foi sempre assim.
Ao me ver chegar em casa, ficou à espera. Dessa vez, carregava uma mochila de ursinho. Imaginei, de imediato, que tivesse para ele algum significado. Antes de me pedir alguma coisa, sempre me mostra as mãos calejadas por fazer alguns trabalhos com madeira que encontra descartada ou por conseguir carpir um terreno em troca de pequenos valores. Não possui residência fixa, um dia aqui, outro acolá. O dinheiro que solicita com respeito talvez seja para o uso de alguma droga lícita ou ilícita, contudo, nas poucos momentos que conversamos, não me parece de comportamento alterado ou insano. Fala com coerência e de olhos nos olhos, entretanto, por vagar pelas ruas, vive em alguma situação de desequilíbrio.
Não tenho dúvida de que o uso de substâncias inadequadas provoca desorganização mental e corrói o pensamento. Como despertar púberes e adolescentes para a realidade que os aguarda na viagem do prazer que envenena?! Fico assustada com as estratégias para o uso de drogas no caminho de meninos e meninas. O conhecimento do cigarro eletrônico é recente para mim. É possível colocar nele maconha, haxixe, ecstasy... E vem se espalhando em meio aos adolescentes.
Perguntei ao moço a razão da mochila de ursinho. Sou “perguntadeira” por natureza. Gosto de saber o que motiva as pessoas, principalmente as marginalizadas, para tentar traduzi-las e pensar nas possibilidades de construção/reconstrução. Ele me contou sobre a lembrança de um ursinho de pelúcia que foi o único brinquedo de sua infância. Eram pobres demais. Do pai nunca soube. A mãe trabalhava no entorno de um aterro sanitário. Separava os recicláveis. Encontrou o ursinho, lavou, costurou os rasgados, embrulhou e lhe deu de presente no aniversário de seis anos. Dois anos depois, ela faleceu de “doença do lixão”. O ursinho se perdeu em suas jornadas para a casa deste ou daquele parente, até que se notou intruso e se fez da rua.
A lembrança bonita que carrega no coração se estende, por certo, na mochila desgastada que o acompanha pelas avenidas cinzentas. Sua companheira nas marquises que o acolhem na madrugada. Dor e salvação. Morte e vida.

 

 

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.


 
 



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SONIA CINTRA - A ÚLTIMA PRECE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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  A notícia de falecimento do Padre Paulo André Laurièr Labrosse, aos 74 anos, na residência paroquial de Nossa Senhora da Fátima, na Vila Hortolândia, dia 28 de dezembro, entristeceu muita gente. Canadense, havia chegado ao Brasil há 42 anos, como irmão de São Vicente, e desenvolvia um trabalho voltado para auxílio aos excluídos que não tinham alternativas de vida. Maria Cristina Castilho de Andrade lembra que na luta comum em prol dos jovens ele era entusiasta e responsável pelo fomento de programas de ajuda a crianças e adolescentes, quando ainda nem era padre.

 Ordenado diácono em 1982, em Cajamar, e, posteriormente, padre pela Diocese de Jundiaí, em 9 de dezembro de 1984, Paulo André completou trinta anos de vida sacerdotal, à frente de muitas paróquias, dentre elas, a paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Vila Hortolândia, a de Santo Antônio, no Anhangabaú, e a Nova Jerusalém, à rua Pirapora, e em outras cidades, sendo respeitado e querido por sua honestidade, alegria e bom coração. Era um homem de grande força de vontade e de intenções altruístas, que usou da inteligência e dons para incentivar o diálogo e a prática cristã.

Nas políticas públicas soube conciliar os ideais religiosos com projetos e programas sociais. Colaborou na reurbanização da Vila Ana e trabalhou para que muitas famílias tivessem moradia condigna. Por indicação do vereador Erazê Martinho foi condecorado Cidadão Jundiaiense e reiterou sua gratidão na homenagem póstuma rendida a Erazê, em evento da Academia Jundiaiense de Letras, que reuniu familiares e amigos, no Museu Solar do Barão, em bela manhã de novembro de 2013, coroada com a apresentação da Banda São João Batista. Naquele dia, Padre Paulo André fez um depoimento emocionante sobre a generosidade discreta de Erazê, que mensalmente levava os jovens sob tutela do Padre para passarem o fim de semana no sítio do Sem-fim, reforçando a reintegração dos adolescentes ao convívio social sadio e à cidadania. 

Quem teve o privilégio de conviver com o Padre Paulo André aprendeu a ter uma visão de mundo que vai além do pragmatismo usual e dos discursos egoicos, que transcende as ações banais e os falsos pretextos, para alcançar a liberdade de pensar e refletir, de se relacionar com o bem maior que habita cada um de nós. Padre Paulo André considerava a Vila Hortolândia seu lar. Sua última prece foi para morrer ali. A par e passo da saudade, ele nos deixa exemplos de amor e compaixão.

 

 

 

SONIA CINTRA    -    É doutora em Letras Clássicas e Vernáculas pela Universidade de São Paulo. Pesquisadora da Cátedra José Bonifácio - IRI/USP e membro efetivo da UBE. Fundadora e mediadora do Clube de Leitura da Academia Paulista de Letras e do Clube de Leitura Jundiaiense. Ex-presidente da AJL, oradora da Aflaj e madrinha do Celmi. Pós-graduada em Educação Ambiental, ensaísta e articulista de jornais, revistas e blogs nacionais e internacionais. Tem 13 livros publicados com tradução para o italiano, francês e espanhol.



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RENATA IACOVINO - ATÉ DE MANHÃ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            Paulinho, o da Viola, um dos compositores de nossa MPB pertencente à linhagem dos letristas-filósofos, que bebeu na fonte de grandes personalidades, como Cartola, Jacob do Bandolin e Pixinguinha, reúne em sua obra verdadeiras pérolas, que acabam morando no rol das composições que se eternizam, transcendendo tempo e espaço.

            Falando em tempo, este é um dos temas recorrentes em suas composições, de melodias apuradas e singulares.

            Quem não se lembra de: "Dinheiro na mão é vendaval/É vendaval/Na vida de um sonhador", versos de Pecado Capital, música tema de abertura da novela homônima, que foi ao ar em 1975.

            Dono de um ótimo vocabulário, aliado a rimas típicas do que encontramos na melhor literatura, Paulinho esbanja refinamento em sua maneira mui modesta de ser.

            Em Retiro, é fácil encontrar identificação: "(...) Meu tempo às vezes se perde/Em coisas que não desejo/Mas não repare esse lado/Pois meu amor é o mesmo/Nos momentos de carinho/Eu me desligo de tudo/Nos braços de quem se ama/É fácil esquecer o mundo".

            "Solidão é lava/Que cobre tudo/Amargura em minha boca/Sorri seus dentes de chumbo/Solidão palavra/Cavada no coração/Resignado e mudo/No compasso da desilusão". Como passar superficialmente frente a versos que tocam tão diretamente nossa alma, como em Dança da Solidão?

            Mas foi com Foi um Rio que Passou em Minha Vida, de 1970, que se tornou popular. Paulinho a compôs em homenagem à Portela, pois anteriormente havia composto Sei Lá Mangueira, em homenagem a outra escola. Como um bom portelense, não quis deixar nenhum mal entendido no ar, e fez a música que se tornaria um hino da escola azul e branca: "Ah, minha Portela/Quando vi você passar/Senti meu coração apressado/Todo o meu corpo tomado/Minha alegria a voltar/Não posso definir aquele azul/Não era do céu/nem era do mar/Foi um rio que passou em minha vida/E meu coração se deixou levar".

            A serenidade de Paulinho nos faz querer ouvi-lo até de manhã, sem nenhum cansaço, apenas bons sambas nos braços.

            E que bom poder ser abraçada por suas canções, que me aproxima um pouco mais do que sou e do meu tímido lado bom.

            Ouvir Paulinho dá vontade de empunhar o violão, cantar e tocar, venerando o samba e a nossa música, naquilo que ela tem de mais pura e rara.

            "Tanta coisa que eu tinha a dizer/Mas eu sumi na poeira das ruas"...

 

 

 

 

RENATA IACOVINO, escritora e cantora / www.facebook.com/oficialrenataiacovino/



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FELIPE AQUINO - QUAIS SÃO OS SÍMBOLOS DA PÁSCOA ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cordeiro

 

 

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O cordeiro que os israelitas sacrificavam no templo no primeiro dia da páscoa como memorial da libertação do Egito, na qual o sangue do cordeiro foi o sinal que livrou os seus primogênitos. Este cordeiro era degolado no templo.

Os sacerdotes derramavam seu sangue junto ao altar e a carne era comida na ceia pascal. Aquele cordeiro prefigurava a Cristo, ao qual Paulo chama “nossa Páscoa” (Cor 5, 7).

João Batista, quando está junto ao rio Jordão em companhia de alguns;

Também o Apocalipse apresenta Cristo como cordeiro sacrificado, agora vivo e glorioso no céu. (Cf. AP 5,6.12; 13, 8).discípulos e vê Jesus passando, aponta-o em dois dias consecutivos dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jô 1, 29 e 36).Isaías o tinha visto também como cordeiro sacrificado por nossos pecados (Cf. Is 53, 7-12).

 

 

Ovo

 

 

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O costume e tradição dos ovos estão associados com a Páscoa há séculos. Símbolo da fertilidade e nova vida. A existência da vida está intimamente ligada ao ovo, que simboliza o nascimento. O sepulcro de Jesus ocultava uma vida nova que irrompeu na noite pascal. Ofertar ovos significa desejar que a vida se renove em nós.

 

 

Coelho

 

 

 

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Por serem animais capazes de gerar grandes ninhadas e reproduzirem-se várias vezes ao ano, sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos de Jesus, Filho de Deus.

 

 

Leia também: Páscoa, festa da Ressurreição de Cristo

Por que a data da Páscoa não é fixa?

 

 

 

Pão e vinho

 

 

 

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Na ceia do senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor.

Representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos para celebrar a vida eterna.

 

 

Ouça também: Qual é o verdadeiro sentido da Páscoa?

 

 

Cruz

 

 

 

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A cruz mistifica todo o significado da Páscoa na ressurreição e também no sofrimento de Cristo.

No Conselho de Niceia em 325 d.c., Constantim decretou a cruz como símbolo oficial do cristianismo.

Então não somente um símbolo da Páscoa, mas símbolo primordial da fé católica.

 

 

Círio Pascal

 

 

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É uma grande vela que é acesa no fogo novo, no Sábado Santo, logo no início da celebração da Vigília Pascal. Assim como o fogo destrói as trevas, a luz que é Jesus Cristo afugenta toda atreva do erro, da morte, do pecado. É o símbolo de Jesus ressuscitado, a luz dos Povos. Após a bênção do fogo acende-se, nele, o Círio. Faz-se a inscrição dos algarismos do ano em curso; depois crava-se neste, cinco grãos de incenso que lembram as cinco chagas de Jesus e as letras “alfa” e “Omega”, primeira e última letra do alfabeto grego, que significa o princípio e o fim de todas as coisas.

 

 

 

 

FELIPE AQUINO - Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.

 



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PAULO R. LABEGALINI - AS DECISÕES QUE TOMEI

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Os fatos abaixo foram alguns passos importantes que dei na vida e que, em cada momento, mudaram completamente o meu destino. Para tecer esses comentários, omitirei os nomes completos das pessoas envolvidas.

Em 1972, após um ano de namoro, eu e a Fátima nos separamos. Passados alguns meses, ela foi a um baile de formatura em São Paulo, onde eu residia, e chorou o tempo todo ao me ver com outra namorada. Aquilo me comoveu, me fez ver o quanto ela ainda me amava, voltamos a namorar e estamos juntos até hoje. Que baile marcante, hein?

Após um ano, no último dia de carnaval em Monte Sião, conversando com um colega – Zezinho – que também cursaria o terceiro colegial, fui convidado a estudar com ele para o vestibular. Se eu aceitasse, teria que me desligar do emprego em São Paulo e me mudar para lá. Não demorou muito para eu rasgar a passagem de ônibus do dia seguinte e dizer que iria ser engenheiro. Aquela decisão deu início à minha carreira profissional.

Mais três anos se passaram e, numa aula do professor Hermeto, a nossa turma foi desafiada a fazer um exercício de Mecânica Geral no quadro negro. Como ninguém se prontificou e percebendo a decepção dele conosco, resolvi enfrentar o problema. Meio aos ‘trancos e barrancos’, consegui chegar à solução, fiquei motivado a continuar aprendendo o assunto e me tornei monitor da matéria. Considero que abracei a docência naquele dia e, formado, trabalhei na UNIFEI por 36 anos!

Depois, muita coisa aconteceu, mas vou direto a 1992. Muitas pessoas sabem que fiquei internado em Campinas e só tinha dois por cento de chance de sair vivo do hospital. Graças a muitas orações, fui curado e passei a ter mais ânimo para encarar novos desafios. Então, no ano seguinte, o professor Turrioni me animou a fazer doutorado com ele na USP e, como as demais decisões, foi rápida e abençoada.

E, agora, vem o mais importante, que aconteceu em 1997 na Capela de Nossa Senhora da Agonia. Ao final da missa, o amigo Valadão anunciou que estavam precisando de pessoas para ajudar na comunidade. De pronto, fui ao seu encontro, comecei a grande missão de evangelização em minha vida e, tenho certeza, não há volta, pois experimentei o Amor do Pai e vivo aceitando os seus chamados.

Esses chamados acontecem a toda hora e, vários, influem até hoje em tudo o que faço para o Reino de Deus. Eis aqueles convites que melhor recordo: do Manezão, para eu ser vice-presidente da Associação Nossa Senhora da Agonia; do Ernani e da Meire, para ser vicentino; do Pacheco, para escrever semanalmente no jornal ‘O Sul de Minas’; do Luiz Antônio, para participar da Tribuna Independente, na Rede Vida; do Cesário, para gravar o primeiro CD; da Ângela do Aldo, para escrever um livro de artigos católicos; da Helena, para ingressar na Pastoral da Comunicação; do Inácio, para a Pastoral Familiar; do Júlio César, me indicando para colunista de jornais e revistas vicentinos; do José Vítor, para animar os encontros da Escola de Caridade Antonio Frederico Ozanam; do Paulinho, para fazer concurso no Instituto Federal em Pouso Alegre; enfim, isso não tem fim!

Como eu nunca disse ‘não’ aos chamados, continuo caminhando para entrar em muitas outras portas que Deus me abrirá, porque sei que posso contar com as orações da minha mãe, dos familiares e amigos; posso sempre recorrer à intercessão do meu pai, dos parentes falecidos e de muitos santos protetores; posso continuar contando com os bons comportamentos de minha esposa e filhos, que me dão paz suficiente no dia-a-dia; e conto, ainda, com a bênção maior daquela que é a paixão da minha vida: Nossa Senhora.

Se eu tivesse comido uma batata a cada decisão acertada que tomei, já teria engordado tanto que não poderia sequer andar; mas, pensando bem, não foi quase isso que Jesus fez por nós? Só que, ao contrário, Ele foi assumindo os nossos erros e acabou, realmente, sem poder andar – pregado na Cruz! Eu, pelo menos, aprendi que é mais fácil caminhar com oração e acertar em cada decisão do que pecar e não ter sempre alguns ‘anjos’ de prontidão.

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.

 

 



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HUMBERTO PINHO DA SILVA - DOM JOÃO DA CÂMARA, UM HOMEM BOM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dom João da Câmara era admirado por todos, que tiveram a felicidade de, com ele, terem convivido.

Era poeta notável, e grande dramaturgo. - Em 1901 foi candidato ao Prémio Nobel de Literatura.

- Todavia, decorrido mais de cem anos da sua morte, é, para a geração actual, um desconhecido.

Mas se é de admirar a obra – que é excepcional, – não é menos digno de relevo o exemplo que deu, com a conduta exemplar da sua vida.

Como homem de teatro, que era, os contemporâneos, que não lidavam com ele, pensavam que era um bom vivant, por conviver com actrizes de nomeada.

Estavam redondamente enganados. Além de escrupuloso consigo, em matéria moral, tinha particular cuidado na educação dos filhos, recomendando-lhes que não descorassem as suas orações.

Segundo Pedro Pinto. “ Era dotado de uma modéstia de trajo e de maneiras que a todos encantava, granjeando a estima e a veneração dos mais altos aos mais humildes” – “ Occidente” – 10/01/1908.

Entre os numerosos episódios, que se contam, episódios comoventes, que só Homem extremamente bondoso, poderia ter vivido, há o célebre caso das botas:

Aluno, de fracos recursos, não tendo calçado decente para se apresentar num importante encontro, lembrou-se que o professor calçava o mesmo número.

Foi bater-lhe à porta. D. João da Câmara ouviu comovido o insólito pedido. Compreendeu a aflição do rapaz. Foi ao quarto. Buscou as únicas botas que possuía…

Já ia alta a manhã e o dramaturgo não saia do quarto. Preocupado, um filho, foi verificar a razão da demora, e encontrou-o deitado.

Pensou que o pai estivesse doente; mas, após breve interrogatório, este declarou-lhe, muito encolhido, o que acontecera.

Ficou espantado com o que ouvira, e inqueriu: porque não lhe emprestara as botas novas, que lhe haviam oferecido; ao que D. João da Câmara, repostou:

 

- Essas apertam muito… Meu filho! Ele tem o meu pé!…”

 

Camara.jpg

 

 

Era assim D. João da Câmara, ilustre descendente de João Gonçalves Zarco.

A extraordinária actriz Maria Mattos, tinha por ele verdadeira veneração: sempre que sentia dificuldades ou problemas sérios, deslocava-se ao cemitério e rezava junto do jazigo do escritor – segundo narra Dona Emília Almeida Garrett, em carta endereçada à mãe, datada de 25/06/1910.

Homens como D. João da Câmara deviam ser lembrados nas nossas escolas, com exemplo a seguir pela juventude, que tão desvairada anda; mas, infelizmente, nos nossos dias, ser bom: é sinónimo de imbecilidade.

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por solpaz às 20:03
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EUCLIDES CAVACO - SEMANA SANTA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aqui partilho com os meus amigos este poema recitado particularmente inspirado nesta semana especial e formatado neste video por Gracinda Coelho:

 



https://www.youtube.com/watch?v=vfiRn6I_JOk&feature=youtu.be

 

 

 

 

 

Desejos duma vivida semana santa.

 

 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

***

 

PRODUTORES RURAIS AJUDAM NA PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE

 

 

 

O investimento em tecnologia e o reflorestamento aumentam a produtividade no campo e ajudam a reduzir o desmatamento. Um raio-x da Embrapa em propriedades rurais comprova que os agricultores brasileiros estão preservando mais o meio ambiente.

 

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=AtPct5nknsg

 

 

 

ISTO PODE-LHE SER ÚTIL

 

001.jpg

 

 

 

***

 

 

 

 Horário das missas em, Jundiai ( Brasil):

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?opcoes=cidade_opcoes&uf=SP&cidade=Jundiai&bairro&submit=73349812

 

 

 Horário da missas em São Paulo:


http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=12345678&p=12&todas=0

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=5a348042&p=4&todas=0

 

 

 Horário das missas na Diocese do Porto( Portugal):

 

http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_paroquias&view=pesquisarmap&Itemid=163

 

 

 

***



 


publicado por solpaz às 19:56
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