Terça-feira, 15 de Maio de 2012
CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - MARTE PRECISA DE MÃES

 

 

 

 

 

 

            Dia desses assisti a um desenho que se chamava “Marte precisa de mães”. Antes de mais nada, registro que adoro animações, sobretudo as infantis. É que algumas, inegavelmente, são feitas para os adultos. Aliás, tivesse eu alguma habilidade para desenho, procuraria trabalhar em algo no gênero, criando personagens, colorindo emoções, desenhando risadas. Como não vim munida desse dom, fico tentando, dentro de minhas limitações, inventar estórias, no desenho de que, alguém, algum dia, quiçá sem nada melhor para fazer, resolva dar rosto e voz para meus delírios.

            Daí que, sempre que posso, assisto desenhos. Quando minha sobrinha está do lado, sem dúvida, fica muito mais divertido, porque nada se comparar à alegria e ao deslumbramento de uma criança diante da tela ilustrada, em movimento. Se ela não está por perto, fico com a criança que sou mesmo. Assisti, assim, sozinha, a “Marte precisa de Mães” e fiquei pensando que a estoriazinha era bem bolada e que, de algum modo, passava uma mensagem mais profunda, uma reflexão subliminar.

            No filminho, as mães marcianas, em resumo, por conta dos múltiplos afazeres e trabalhos, relegaram a criação de seus filhos a robôs incapazes de afeto, ditadores de regras, tão somente. Os pais, por sua vez, também foram afastados das famílias, como se desnecessários, em uma sociedade comandada por mulheres. Enfim, os marcianos passavam a ser criaturas planejadas e eficazes, nada mais.

            Algum tempo depois, observando certas coisas, peguei-me refletindo sobre se, de algum modo, aqueles marcianos e marcianas, não somos, na verdade, nós. A cada dia a sociedade parece cobrar, de homens e mulheres, que sejam eficientes, brilhantes, bem-sucedidos, além de multifuncionais. No meu modo de ver as coisas, alguns valores importantes tem ficado para trás. Não sou uma estudiosa ou entendida do assunto, mas arrisco afirmar que algo está estranho quando a cada vez mais vamos produzindo sociopatas, assassinos seriais e toda sorte de perversões.

            É certo que qualquer pai ou mãe, com abastadas exceções, que hoje queira propiciar um futuro com oportunidades para seus filhos não pode se dar ao luxo de não fazer nada, dedicando-se, ambos, completamente à criação dos mesmos. Dessa forma, sair à luta faz parte da rotina quase inevitável de pais e mães, terráqueas ou marcianas. O que me inquieta é que, em algum momento, as crianças perderam dos pais até a atenção mínima, o cuidado que não se resume ao imprescindível amparo financeiro. Marte tem os robôs como babás e a Terra, o que terá deixado no lugar das mães?

            Será que teremos, nós também, que recuperarmos nossas mães (e pais) da prisão em que os guardamos para o bem-estar do progresso e da prosperidade? Estou convicta de que não sei muitas coisas, mas uma certeza só aumenta em mim: não há tesouro maior do que a família, não há futuro sem amor às crianças. Não há afeto que nasça da indiferença, da unilateralidade. Não é só Marte que precisa de mães...

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo.



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - " SENHORA DAS ÁGUAS"

                                 

 

 

 

 

Ler a respeito: do equilíbrio entre o racional, o emocional e a fé; das coisas misteriosas de Deus e Sua onipresença, com partículas dEle ao nosso redor; da mão invisível que conduz com maestria os acontecimentos e experiências da vida; do “flerte” de qualquer ser humano, em algum momento, com o desconhecido; da pedra, que fechava o sepulcro do coração, se romper pelas mãos meigas e delicadas de Nossa Senhora, me emocionou profundamente e me pôs no silêncio da contemplação de minha história e do mundo em que estou inserida.

O livro a que me refiro é “Senhora das Águas” de Pedro Siqueira, pela Editora Prata, lançado em 2011. O autor, advogado da União, reside no Rio de Janeiro com sua esposa e, na Zona Sul da mesma cidade, conduz um grupo de oração baseado no Rosário e nos dons do Espírito Santo.

Conhecia, através da imprensa, um mínimo sobre a atuação dele na Igreja e o livro, que não me despertou a vontade de adquiri-lo. Presenteou-me, há 15 dias, com um exemplar, o amigo querido desembargador José Renato Nalini. Desde a primeira página, tive sede de deserto em mergulhar nos fatos relatados.  Deus usou da delicadeza do Renato para me oferecer uma espécie de retiro com a Imaculada, que pisa na cabeça da serpente. Ela dignifica todas as mulheres.

Gabriela, a personagem principal, psicóloga, cética, relata seus caminhos sem a consciência de que Deus a acompanhava até as iluminadas conclusões na gruta do Santuário de Lourdes, na frente do Rio Gave.

Em um dos capítulos, antes de sua peregrinação, uma conversa dela com um Frei de nome Antônio me levou a refletir por horas. Ressalta, o religioso,  o capítulo 23 de São Lucas. Durante a crucificação do Senhor, os chefes do povo escarneciam dEle dizendo: “Ele salvou  a outros. Que salve a si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito!” Ou seja, só começaram afrontar Jesus depois de perceberem que Ele não tomaria nenhuma providência contra ninguém. Considera, o Frei, os riscos da vaidade, seja ela espiritual ou não. Aquele sentimento torpe: eu sou melhor do que ele ou ela, eu posso mais, eu tenho mais forças, sou mais jovem, mais preparado, possuo reservas financeiras... “Naquele momento da cruz, Jesus era um homem. Deus se fez homem nEle. A vontade de Deus precisava ser cumprida. Era a missão de Jesus. Mas como humano também, Ele se sentiu impotente diante daquela barbaridade. Estava ali, entregue... Não tinha permissão do Pai para descer da cruz. (...) Ele não podia, diante da própria dor, salvar a Si mesmo e esquecer-Se do resto. Não dava para, simplesmente, voltar para casa!”  Na humildade, gritou: “Meu Pai, meu Pai...”  E concluiu Frei Antônio: “Aquele que é realmente um homem de Deus, que vem a este planeta para cumprir sua missão, não obedece aos seus próprios desígnios. Só realiza aquilo que lhe é permitido pelo Pai”.

“Senhora das Águas” lava a alma e demonstra que a sustentação do ser humano se encontra em, na humildade, pedir ajuda e ajudar.

 

 

 

 

Maria Cristina Castilho de Andrade

 

É educadora e coordenadora da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala, Jundiaí, Brasil

 



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Segunda-feira, 14 de Maio de 2012
FILIPE AQUINO - VOCÊ SABE O QUE SÃO SACRAMENTOS ?

 

 
 
 
 
 

Conhecendo um pouco mais sobre os Sete Sacramentos

 

 

 

Jesus Cristo redimiu o mundo com a Sua Morte e Ressurreição, e instituiu a Santa Igreja, Seu Corpo Místico, para levar a salvação por Ele conquistada, a todos os homens de todos os tempos e lugares, até que Ele volte para encerrar a História, na Parusia, e julgar a humanidade. Ele deu a seus Apóstolos, hoje os nossos Bispos, a missão de levar a salvação a toda a humanidade, pela pregação do Evangelho e celebração dos Sacramentos.

Por isso o Concílio Vaticano II chamou a Igreja de “Sacramento universal da salvação” (LG 4). Ela é o braço estendido do Cristo na História dos homens. Quando a Igreja nos alcança, é Cristo que nos alcança; quando a Igreja nos batiza, é Cristo mesmo que nos batiza; quando a Igreja nos perdoa pela Confissão, é Cristo mesmo que nos perdoa…; isto é, a Igreja é a portadora e administradora da salvação, através dos Sete Sacramentos que ela ministra em nome de Jesus.

Os Sacramentos são os canais por onde flui a salvação de todos os homens, que Cristo conquistou com a Sua Morte e Ressurreição. Eles se relacionam intimamente com Cristo, com a Igreja e com toda a Liturgia. Há em todos eles um denominador comum, que é o conceito de sinal (seméion, em grego) eficiente ou sinal que realiza o que ele assinala. A santíssima humanidade de Cristo é o grande sinal eficiente, transmissor da graça; também a Igreja, como Corpo de Cristo prolongado na história dos homens (cf. Cl 1, 24) e a Liturgia, com seus ritos sagrados, continuam essa função. Cristo toca o cristão pelos Sacramentos não apenas de maneira psicológica ou afetiva, mas de uma forma concreta.

Os Sacramentos são esses sinais comunicadores da graça divina.Por isso o cristão não pode ficar sem os Sacramentos. O Cristianismo não é apenas uma filosofia religiosa, mas é uma comunhão de vida com o próprio Deus da maneira que Ele estabeleceu, especialmente pelos Sacramentos.Todo Sacramento é um sinal, que não apenas assinala, mas que realiza o que assinala; assim, a água do Batismo indica a purificação da criança e a realiza. Os Sacramentos dão continuidade à santíssima humanidade de Cristo, que assinalava e realizava a salvação dos homens. Por isso a Igreja (Corpo de Cristo prolongado) com os sete Sacramentos formam como que “o Grande Sacramento – a ordem sacramental através do qual a vida eterna do Pai flui até cada indivíduo em particular” (E. Bettencourt).

Cada Sacramento consta de matéria (água, pão, vinho, gestos…) e forma, que são as palavras proferidas sobre a matéria, declarando o sentido da mesma: “Eu te batizo…; Isto é o meu Corpo…” Os Sacramentos são sinais visíveis porque o ser humano é formado de corpo e alma; ele passa do visível ao invisível. Aristóteles († 322 a.C.) dizia que: “Nada há no intelecto que não tenha passado pelos sentidos”. É pelos sentidos que ele aprende.Tertuliano (†220 ) dizia que: “A carne (o corpo) é o eixo da salvação. Lava-se o corpo a fim de que a alma seja purificada; unge-se o corpo a fim de que a alma seja consagrada… O corpo é nutrido pelo Corpo e Sangue de Cristo, a fim de que a alma se alimente de Deus… Não podem, pois, ser separados na recompensa, já que estão unidos nas obras da salvação” (Sobre a Ressurreição da Carne 8 PL 2, 852).

Os Sacramentos agem “ex opere operato”, quer dizer, pela força do próprio rito, independente da santidade do ministro; em outras palavras, é Cristo quem ministra todo e qualquer Sacramento, pois Ele é o único sacerdote do Novo Testamento; os demais ordenados são seus ministros, como disse S. Tomás de Aquino. Se tiverem sido validamente ordenados pela Igreja e ministrarem os sacramentos com a mesma intenção que Cristo fez, então, participam do único Sacerdócio de Cristo e sua ação é eficaz.

Todo sacramento produz dois efeitos: o caráter e a graça santificante. O caráter é uma marca, um selo espiritual que é impresso na alma do cristão pelos três Sacramentos que não podem ser repetidos: Batismo, Crisma e Ordem. Os demais sacramentos imprimem um “quase-caráter”; por exemplo, o vínculo conjugal para os validamente casados.

Esta marca significa uma pertença a Cristo, e não depende das disposições morais da pessoa que recebe o sacramento. Santo Agostinho comparava esta marca com aquela que era impressa nas ovelhas, no gado, e até nos escravos pelos seus donos. Mesmo desertado o escravo continuava com a marca para sempre. A graça santificante comunicada pelo Sacramento é a “participação na vida divina” de que falou S. Pedro (1Pe 1, 4), que a pessoa pode não receber se põe obstáculo a ela. Por exemplo, se alguém comunga em pecado grave, ou se não crê na Eucaristia, mesmo assim recebe o verdadeiro Corpo de Cristo, mas não recebe a graça. Por isso os frutos dos Sacramentos dependem do esforço de conversão da pessoa; das suas disposições interiores.

“Toda a vida litúrgica da Igreja gravita em torno do sacrifício eucarístico e dos sacramentos” (SC,6), disse o último Concílio. Há na Igreja sete sacramentos: o Batismo, a Confirmação ou Crisma, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos Enfermos, a Ordem, o Matrimônio (cf. DS 860;1310;1601). (CIC. §1113)

Os Sacramentos encerram em si todas as graças que precisamos durante a vida para que a imagem de Cristo seja formado em nós. Nascemos de nossos pais para uma vida de sofrimentos herdada de Adão; o Batismo nos faz renascer, dando-nos uma vida nova, de filhos de Deus, herdeiros do Céu, passando pela morte e ressurreição de Cristo (Rm 6, 1-11).

Aos poucos a criança atinge a adolescência e se robustece; na vida espiritual recebe o Sacramento da Crisma que lhe dá pelo dom do Espírito Santo, a maturidade espiritual e a força para viver e testemunhar a fé. A cada dia a vida precisa ser alimentada com o pão, mas ele não impede que a morte aconteça; então, Cristo nos dá, pela Igreja, o Pão do Céu, a Eucaristia, que é remédio e sustento para a caminhada, e que nos garante a vida eterna.

As doenças ameaçam o nosso corpo e a nossa vida terrena, também os pecados ameaçam nossa vida espiritual. Temos os remédios para a vida do corpo e Cristo nos dá, pelo Sacramento da Penitência, o remédio que cura a alma. Quando chegamos à vida adulta escolhemos a profissão e o trabalho, e nos preparamos para ele; na vida espiritual seguimos a nossa vocação, para o casamento ou para a vida religiosa. Para realizar bem esta missão Deus nos dá o Sacramento do Matrimônio e da Ordem.

No final da vida, ou na doença grave, quando o sofrimento e até a morte se aproxima, novamente Cristo nos acolhe e prepara para nos curar ou para nos preparar para o desenlace final, acompanhando-nos pelo Sacramento da Unção dos Enfermos.

Assim, os Sacramentos nos acompanham em toda a vida, a fim de que a vida espiritual não pereça, e sejamos felizes sempre na companhia de Cristo, para que possamos chegar “ao estado de homem perfeito, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (cf. Ef 4, 13; 1Cor 2,6).

 

 

 

Do Livro: OS SETE SACRAMENTOS

 

 

 

 

FILIPE AQUINO   -   Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.

 

 

Do Livro: OS SETE SACRAMENTOS

 



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JOÃO BOSCO LEAL - LEMBRANÇAS DO PASSADO

                    

 

 

 

 

 

Residindo perto do Pantanal Sul Mato Grossense, de belezas naturais deslumbrantes e muitos animais silvestres, resolvi convidar uma amiga de juventude para passar um feriado prolongado em minha casa e assim nos reveríamos e ela conheceria o pantanal.

Pretendia mostrar locais que conheço sem nenhuma programação previamente agendada, passeando, parando, tirando fotos, mostrando o que lhe era desconhecido, sem nenhum compromisso de horários, mas como chovia e fazia frio quando a aeronave que a trazia pousou, percebi que a programação teria que ser alterada.

Como duas pessoas que não se viam ou tiveram qualquer tipo de contato há trinta e sete anos, fomos almoçar e começar a conversar sobre o que ocorreu em nossas vidas nesse período e também sobre o que ela gostaria de fazer já que com aquele tempo a programação anterior não seria aconselhável.

Durante essa conversa, por algumas declarações e comportamentos, já percebi que meu convite talvez não tivesse sido uma boa ideia. Notei que havíamos vivido em mundos e culturas diferentes por um período demasiado longo, o que tinha nos transformado em duas pessoas com uma quantidade enorme de diferenças.

Morando só e já próximo dos sessenta, nada mais lógico e esperado que possuísse algumas ou muitas manias, mas tentei colocar minha convidada muito à vontade, mostrando-lhe seus aposentos e onde encontraria tudo o que pudesse necessitar, desde alimentos, bebidas, pratos, talheres e como funcionava a máquina de café.

Por simples bom senso e educação que se espera de quem possui um grau cultural elevado, ou até mesmo por conhecimento prático adquirido durante a vida, imaginei que alguns comportamentos não ocorreriam por serem inesperados para quem se hospeda em casa alheia, independentemente das manias adquiridas por quem está acostumado a viver só como eu.

Morando só no interior do Paraná logo notei que acostumada a viver em casa, não tinha noção do que seria viver em um prédio de apartamentos, mas diversas atitudes comportamentais por mim inesperadas confirmavam minha primeira impressão: éramos pessoas totalmente desconhecidas.

Como o clima frio e chuvoso não a estimulavam sequer a sair do quarto por longos períodos, solicitei a presença de outra amiga e demos algumas voltas pela cidade, visitando locais interessantes e pontos turísticos, mas foi tudo o que conseguimos, pois no dia seguinte o tempo melhorou e o sol voltou a brilhar, mas ela não se interessou pelo passeio turístico que eu havia programado para o Pantanal alegando que preferia permanecer quieta, dentro de casa.

Pensei então sobre todo o período que estivemos longe, morando em ruas, cidades e estados diferentes, estudando em escolas e cursos, tendo amigos e relacionamentos mais ou menos profundos ou duradouros, com idades e em épocas distintas.

Com todas essas variações de estilos, meios e modos de vida, realmente não poderíamos mais ser o que éramos e pensar ou agir como costumávamos fazer.

Uma pena, pois a intenção era a melhor possível e ao invés de reaproximar, certamente acabou afastando mais ainda duas pessoas que já não se viam há décadas, mas que mantinham lembranças de um tempo diferente, quando éramos jovens e que infelizmente nunca voltará.

Tentar reviver o passado pode fazer perder lembranças que na mente se mantinham bonitas e por isso lá deveriam permanecer.

 

 

 

JOÃO BOSCO LEAL, é articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários. Campo Grande, Brasil.



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EUCLIDES CAVACO - TERRAS DE PORTUGAL
 
                                    
 
 
 
Bom dia estimados amigos e leitores
TERRAS DE PORTUGAL
Na véspera do lançamento do meu livro Terras da Nossa Terra
ofereço-vos este poema declamado que curiosamente é o poema
com que inicio esta minha viagem poética por terras de Portugal.
Veja e ouça este tema em poema da semana ou aqui neste link:
http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Terras_de_Portugal/index.htm
Desejos duma excelente Quinta Feira para todos.
 
 
EUCLIDES CAVACO   -   Director da Rádio Voz da Amizade.London, Canadá

 



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LAURENTINO SABROSA - PENSAMENTOS (CONT.)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

51 - Ser cristão é a maneira poética de ser filósofo; ser poeta é a maneira cristã de ser filósofo e a maneira filosófica de ser cristão. Um filósofo que seja poeta, tem de ser cristão; um poeta que seja cristão, está a ser filósofo.

 

 

52 - No Evangelho de São Mateus (Mt 7, 26-27) mostra-se que é perigoso construir uma casa na areia. Porém, eu acho que mais perigoso ainda é construir uma casa no saibro – na areia, é ruinosa; no saibro, é ignominiosa.

 

 

53 - Na lógica capitalista, o cliente tem sempre razão – quando não a tiver, sempre se arranja uma maneirinha de lha dar; na lógica comunista dos sindicatos, o patrão nunca tem razão! – quando a tiver, sempre se arranja uma maneirinha de lha tirar.

 

 

54 - Meu amado Jesus Cristo, quanto mais meu és, mais és de todos nós, pois eu me comprazo em Te repartir fracção a fracção por toda a Humanidade nos meus escritos, tal como Tu fizeste ao pão de que sobraram cestos e ao pão da Ceia que foi o preâmbulo do Teu sacrifício.

 

 

55 - Se o homem não viesse a sofrer a evolução que sofreu, deixando de ser o hominídeo que foi para ser o inteligente e o espiritual que é, todo o universo, por esplendoroso que fosse com os seus inúmeros sóis e com miríades de estrelas, era uma inutilidade. Durante toda a evolução antropológica do homem, teve ele também e apenas a utilidade de se preparar para dar ao homem uma gloriosa recepção e continuar sempre ao seu serviço.

 

 

56 - Deus teve a benignidade e a bondade de nos chamar à vida, não uma vida meramente existencial como a da pedra, ou simplesmente sensitiva e vegetativa como a dos animais e plantas. Concedeu-nos uma vida à Sua imagem e semelhança, deliberadamente imperfeita, mas com possibilidades de d’Ele nos aproximarmos por esforço próprio através das virtudes e das orações. Contudo, também por amor ao homem, Ele impede-nos de atingirmos a plenitude da perfeição, para não perdermos a prerrogativa de só a Ele o louvarmos, e nunca nos louvarmos a nós mesmos.

 

 

57 - Se não existisse o Homem, que “utilidade” ou “necessidade” teria a existência de Deus? A quem e para quê, Ele manifestaria a Sua glória? Mas existe o Homem, que tem necessidade da existência de Deus e para quem essa existência é muito útil. Por isso Ele o ama tanto.

 

 

58 - Não podemos ser todos doutores, mas todos devemos ser poetas.

 

 

 

 

LAURENTINO SABROSA   -  Economista   -    Senhora da Hora, Portugal.



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JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - A PROTEÇÃO JURÍDICA DA MATERNIDADE

 

                                                           

 

 

 

 

 

Reitere-se nesse espaço, que a capacidade de amar das pessoas é sempre digna de respeito e admiração, notadamente pelos atributos que pressupõe: doação, abdicação, afeto e persistência. No entanto, a maternidade ainda é mais venerada, pois além de superar essas características, revela-se numa aptidão consciente da promoção do ser humano em todas as dimensões. Tanto que, se para uns, “ser mãe é padecer no paraíso”, para outros, bem mais realistas, trata-se de uma missão mesclada de alegrias, dores, renúncias e felicidade. No entanto, ser mãe é vivenciar tudo isso e muito mais, e não é fácil traduzir em palavras o que se passa nas profundezas de seu coração.

            Com efeito, a realidade apresenta inúmeras mulheres que com atitudes positivas, mesmo em meio aos maiores dissabores e tormentos da vida, ensinam-nos que os desafios existem para serem enfrentados com espírito forte e cristão. Com filhos acometidos de graves moléstias ou problemas de deficiência, outorgam-lhes intensa dedicação e manifesto carinho. Por sinal, o Evangelho é dispõe ser suficiente que tenhamos “olhos para ver e ouvidos para escutar” tantas mães que assumem essa qualidade ou condição até as últimas conseqüências.

 Efetivamente, a maternidade é um dom natural de vida, que fortalece a união dos casais, estrutura a instituição da família e se firma como o aspecto principal da dignidade feminina. Merece, por isso, ampla proteção jurídica. E apesar da palavra “mãe” aparecer uma única vez na Constituição Federal para se referir no art. 12 à condição de brasileiros “nascidos no estrangeiro de mãe brasileira”, a Carta Magna não lhe é indiferente, dando tratamento especial por meio de outras palavras e conceitos em diversos de seus dispositivos. Assim, baseados nessas normas constitucionais e que podem variar de acordo com as convenções coletivas de cada categoria profissional, são os seguintes seus direitos: licença maternidade de 120 dias, com pagamento do salário com a opção de prorrogação pelo prazo de mais dois meses conforme Lei 11.770 de 2008; garantia de não serem demitidas do emprego, desde a confirmação de gravidez até cinco meses após (a não ser quando enquadradas em justa causa); assistência gratuita para os filhos, até os seis anos, em creches e pré-escolas; dois descansos especiais de 30 minutos, para amamentar os filhos, até os seis meses, durante a jornada de trabalho e exigência de um local apropriado para deixar seus filhos, em locais onde trabalhem, pelo menos, 30 mulheres com mais se 16 anos. 

  Apesar dessas inúmeras conquistas, ainda são visíveis as discriminações contra as funcionárias que engravidam; a falta de recursos para disponibilizar lugares apropriados para amamentação; humilhações como a exigência de provas de laqueadura para obtenção de emprego; a falta de regras mais rígidas para o cumprimento de obrigação alimentar de pais absolutamente irresponsáveis, que transferem às mulheres todos os deveres na criação, subsistência e educação dos primogênitos e muitas outras circunstâncias negativas que comprometem a função social da maternidade. Cabe a sociedade em geral e aos nossos legisladores, aprimorarem o zelo de tão nobre e especial ministério

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor, professor universitário, mestre em Direito Processual Civil pela PUCCamp e membro das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas



publicado por solpaz às 10:51
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PAULO ROBERTO LABEGALINI - HISTÓRIA e ALGUMAS VERDADES E MENTIRAS

 

 

*H I S T Ó R I A

 

 

 

Era uma vez um lugar chamado ‘Cidade dos Resmungos’,onde todos resmungavam. No verão, reclamavam que estava muito quente; no inverno, que estava frio; quando chovia, as crianças choramingavam porque não podiam sair. Os vizinhos se estranhavam, os pais brigavam com os filhos, e os irmãos batiam nas irmãs.

Um dia, chegou à cidade um mascate carregando um enorme cesto às costas. Uma semana depois, ao perceber toda aquela inquietação e choradeira, pôs o cesto no chão da praça e gritou:

– Ó cidadãos! Os campos estão abarrotados de trigo e os pomares carregados de frutas. Jamais vi um lugar abençoado por tamanha abundância! Por que tanta insatisfação? Aproximem-se e lhes mostrarei o caminho da felicidade.

A camisa do mascate estava rasgada e poluída; havia remendos nas calças e buracos nos sapatos. As pessoas riam ao pensar que alguém como ele pudesse mostrar-lhes como ser feliz; mas, enquanto riam, ele puxou uma corda do cesto e a esticou entre dois postes na praça da cidade. Então, segurando o cesto diante de si, gritou:

– Aqueles que estiverem insatisfeitos escrevam seus problemas num pedaço de papel e ponham aqui dentro. Trocarei seus aborrecimentos por felicidade!

A multidão se aglomerou ao seu redor e ninguém hesitou diante da chance de se livrar dos problemas. Todo homem, mulher e criança da vila rabiscaram suas queixas e as jogaram no cesto. Em seguida, observaram o mascate pegar cada problema e pendurá-lo na corda, de um extremo ao outro. Então ele disse:

– Agora, cada um deve retirar desta linha mágica o menor problema que puder encontrar.

Todos correram para examinar as anotações. Manusearam os pedaços de papel, refletiram, cada qual tentando escolher o menor problema. Depois de algum tempo, a corda estava vazia.

E eis que muitos seguravam os mesmos problemas que haviam colocado no cesto, julgando serem os menores na corda. Daí por diante, o povo daquela cidade deixou de resmungar o tempo todo. Sempre que alguém sentia o desejo de reclamar, pensava no mascate, percebia que o seu problema não era tão grande e que dependia principalmente de si para tornar-se mais feliz –inclusive ajudando a resolver os problemas dos outros.

Querido amigo, sabemos que há centenas de voluntários que buscam amenizar a dor e devolver a esperança a muitos seres humanos. São pessoas abençoadas que ouvem apelos de carinho ecoando a todo instante. Não reclame tanto! Faça você também a sua parte.

 

 

 

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’,que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

 

 

 

            ALGUMAS VERDADES E MENTIRAS

 

Há coisas na vida que acontecem sem muitos questionamentos: desperdiçamos o tempo esperando que as pessoas atendam as nossas expectativas; ficamos preocupados com o que os outros estão fazendo e deixamos de realizar coisas importantes; colocamos a culpa das nossas falhas nas costas de terceiros... Se cada um assumisse a responsabilidade dos atos e fizesse bem feito a sua parte, quase todos os problemas do mundo estariam resolvidos, você concorda?

E se formos buscar a verdade, na maioria das experiências ruins que vivemos existe pelo menos uma mentira. Na verdade, a mentira pode deixar de ser mentira sob certos argumentos, mas, sabemos, toda mentira corrompe o espírito do ser humano e se espalha muito mais rapidamente do que qualquer boa notícia.

Sendo assim, não seria sensato vivermos dizendo somente verdades? Saiba que isso é perfeitamente possível e nunca trará conseqüências ruins a ninguém – é uma questão de bons princípios morais e religiosos. Mas, sempre haverá alguém defendendo a seguinte tese: ‘Uma mentirinha sem maldade de vez em quando, não é pecado!’.

Eu não me arriscaria afirmar isso; apenas diria que nunca sabemos quais os maus resultados de cada mentira até que outros fatos aconteçam. Às vezes, uma mentirinha de nada tende a justificar outra e desencadeiam-se grandes injustiças – como muita gente já experimentou.

Se Jesus disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”... se Nossa Senhora foi escolhida para ser a Mãe de Deus pela pureza do coração... se o Papa não diz sequer uma pequena mentira... como justificar uma vida de mentiras? Para nos salvarmos, é melhor nos acostumarmos com as verdades e deixarmos as inverdades para trás.

Dizem que, dentro de nós, existem dois cachorros brigando: um dócil e outro raivoso. Vencerá a briga aquele que melhor alimentarmos! Por isso, rezando e praticando a caridade, tudo será mais fácil, pois o Espírito Santo estará sempre do nosso lado e o cão raivoso não terá chances de vencer.

Sempre digo que a única coisa que ninguém pode nos tirar é a fé que levamos no peito; porém, há quem a perca sozinho, porque não cuida da sua espiritualidade.

Portanto, leitor, aceite esta grande verdade:‘Mantenha acesa a Luz de Cristo no coração e, com certeza, nunca se arrependerá de não tê-la trocado por muitos diamantes’.

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI -    Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.

 



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Domingo, 13 de Maio de 2012
HUMBERTO PINHO DA SILVA - SEM APRENDIZES NÃO HÁ MESTRES

 

 

 

 

 

 

 

 

Vivo num bairro onde há casita bem cuidada, que pertence a homem que em anos de juventude fora carpinteiro. Artista de valor, reconhecido pela perfeição e trabalho esmerado.

Em tempos não afastados, o bom homem chegou a trabalhar para mim; depois, a idade e a doença, obrigaram-no a recolher-se a casa.

Anteontem, pela fresca da manhã, sai. Necessitava de cuidar de investimento, que para meu mal, pouco rende, já que financeiros e Estado encarregaram-se de o delapidar.

Por vezes cogito: se não me seria melhor ter gasto o dinheiro em viagens, divertimentos e outros prazeres, do que economizar; mas o mal está feito.

Como ia dizendo: sai. Mal havia dado curtas passadas, deparei com o carpinteiro, que fazia seu passeio matinal.

Saudei-o; ia afastar-me, quando este, carecido de convívio, mete-se à conversa:

- Isto está mau! Muito feio! Não há emprego, mas não falta trabalho! …Se pudesse ganhava boa fortuna na biscatagem!

Como não respondesse, prosseguiu: - Batem-me à porta e pedem-me, pelas almas, que vá consertar o armário ou janela, que empenaram; mas que quer? A minha coluna não permite….

Como lhe dissesse que hoje todos estudam, acrescentou:

- Pois é. No meu tempo não faltavam artistas por aqui, agora não se encontra um! Já não há aprendizes! Quer ver, vizinho: conheço camarada que tem um rapaz, que é negação para os estudos. Então pensou pô-lo a aprender arte. Sabe o que lhe disse o filho?!

Sussurrei um “hem” interrogativo, e o homem continuou:

- Que não quer trabalhar em Portugal, porque tem vergonha dos colegas. Já que não pode ser doutor, vai procurar emprego lá fora, onde ninguém o conheça. Veja!? Ter vergonha de trabalhar! No meu tempo, acabada a Primária, íamos de marmita na mão, para as obras, e as moças p’ra costura. Agora têm vergonha! …

Separamo-nos, com forte aperto de mão, e fiquei a pensar: têm vergonha dos colegas e preferem emigrar…

É direito inalienável que todos tenham as mesmas oportunidades - sempre me bati por essa conquista, - que é cristã e é inerente à democracia, mas ao escutar esse desabafo fiquei apreensivo.

É que sou do tempo em que o trabalho braçal era honra, e os filhos não se envergonhavam de coadjuvar nas tarefas paternas.

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



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PINHO DA SILVA - À JANELA

 

 

 

 

 

 

 

 

Ouves?

         Repara: são sinos ao longe,

ou serão corações a palpitar?

Talvez seja o silêncio; talvez

a magia desta hora singular;

desta hora de saudade e de oração...

 

 

 

Repara no rebanho e no pastor

recortados a negro no sol-pôr:

 

 

 

Que encanto! que magia!, que beleza

nesta tela da Mestre Natureza!

 

 

 

Fecha; fecha a janela e vem sentar-te

nesta velha cadeira a meditar...

Repara  como as sombras vão crescendo

nos cantos desta sala!

                              Morre o  sol

e vai nascer a noite escura e triste...

 

 

 

São horas de rezar-mos a Maria;

são horas de oração e poesia!

 

 

 

Ao Calor maternal - lá nos seus ninhos -

também rezam por certo os passarinhos...

 

 

 

Vê:

    está tudo suspenso, em oração...

Repara como o sol mais a janela,

riscaram uma cruz sobre a parede!...

Ouves? escuta: são sinos ao longe!

Vamos rezar?

            

              - Avé Maria, Avé...

 

 

 

 

Gaia,9 de Julho de 1954

 

 

 

PINHO DA SILVA   -   Vila Nova de Gaia, Porto

 

                                                                      XXXXXXXXX

 

 

Acaba de sair o número de Maio do Jornal "Povo de Portugal"

 

 

             

Sede e redacção: Case Postale,14 . 1246 Corsier, Genéve  -  Suiça

 

 

XXXXXXXXX

 

 

 

 

EUCLIDES CAVACO

 

Tem o grato prazer de informar os seus amigos e leitores

 

que editou e vai lançar o seu novo livro

 

TERRAS DA NOSSA TERRA

 

em Portugal, nos locais e datas a seguir indicados:

 

 

 

Maio

 

17 – MIRA 21:00 Biblioteca Municipal

 

18 – AVEIRO 17:30 Sala do Plenário da Assembleia Municipal (antiga Capitania)

 

18 – ESGUEIRA 21:30 – Centro Cultural de Esgueira

 

19 – AVEIRO 21:30 - Hotel Moliceiro –– Apresentação e convívio

 

23 – LISBOA 16:00 horas - Academia de Cultura e Cooperação

 

26 – Local a ser confirmado e anunciado

 

27 – LISBOA 16:00 - Associação Portuguesa de Poetas - Casa das Beiras

 

Junho

 

1 – LISBOA 20:00 - Hotel Real Palácio

 

2 – CORROIOS 16:00 - Centro Cultural do Alto do Moinho

 

3 – AMORA 15:00 - Auditório da Junta Freguesia

 

6 – LISBOA 15:00 - Sporting Clube de Portugal Salão VIP – Estádio José Alvalade

 

7 ou 8 – COSTA CAPARICA – A ser confirmado

 

9 – ALCOCHETE 16:00 - Galeria Paços do Concelho , organização Casa da Malta – com fados

 

16 – LISBOA 18:00 - Movimento Internacional Lusófono – na sede do MIL

 

Julho

 

8 – MONTE GORDO / VRSA Local e hora a confirmar

 

 

 

 

Livros à venda on line:

 

http://www.bertrand.pt/ficha/terras-da-nossa-terra?id=12851435

 

http://www.wook.pt/ficha/terras-da-nossa-terra/a/id/12851435

 

 

 

Livrarias:

 

Bertrand – Wook – Alêtheia – Pó dos Livros - Lofersil

 

 

 

Mais informações ou endereços através do email de Portugal:

 

ecosdapoesia@hotmail.com

 

Euclides Cavaco
cavaco@sympatico.ca
email de Portugal a partir de 12 de Maio:
ecosdapoesia@hotmail.com
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Museu do Trabalho Michel Giacometti

Largo Defensores da República

2900-470 Setúbal - Portugal

265537880

 

 



publicado por solpaz às 18:24
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