Blogue luso-brasileiro
Sábado, 14 de Janeiro de 2017
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - IMPORTANTES COMEMORAÇÕES NO FINAL DESSE MÊS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comemora-se a 30 de janeiro, o Dia da Saudade, cuja palavra vem do latim “solitate”, que na tradução literal quer dizer solidão. Em nossa língua, no entanto, ela tem uma concepção mais romântica, com caráter dúbio, ou seja, indica lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave. Temos saudades de pessoas, de momentos, de situações, de lugares e de tudo o que nos faz bem. E, como apregoa o adágio popular, relembrar é viver e ela nos transporta para um tempo em que fomos mais felizes, trazendo, muitas vezes, no entanto, momentos doloridos.

Por isso constantemente é tema de músicas, poemas, filmes e não há quem já não a tenha sentido. Para celebrarmos a data, invocamos Vinícius de Moraes e Tom Jobim que cantaram o clássico da bossa nova “Chega de saudade, a realidade é que sem ela não há paz, não há beleza é só tristeza e a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai”. E Mário Quintana: “O tempo não para! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...”.

E no dia 31 de janeiro, celebra-se o Dia Internacional da Solidariedade e esta, como propósito moral que vincula o indivíduo à subsistência, aos interesses e às obrigações dum grupo social, duma nação ou da própria humanidade, fazendo com que ele partilhe construtivamente da vida do seu semelhante, encerra dois aspectos, ou seja, participação e ajuda: uma virtude que se subordina à disposição afetiva em relação a quem nos avizinha. Para Franz Kafka, ela “é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana”.

Numa época na qual os padrões dominantes privilegiam o ter em detrimento do ser, faz-se necessário traçarmos um novo horizonte para o amanhã, com a asseveração de princípios básicos como a solidariedade, que integra a terceira geração dos direitos humanos. Por isso, imperioso que se multipliquem as ações sociais. Todavia, isso só se tornará realidade quando, dentro de nós mesmos, o individualismo for substituído pelo amor sincero ao próximo. Somente a solidez dessa conduta capacita os indivíduos a resistir aos apelos fáceis e as tentações do mundo moderno. E essa mesma firmeza é que cria a respeito e o entendimento entre as pessoas, sendo que o compromisso com o bem comum vai se traduzindo no esforço constante de se promover o ser humano.

O futuro, coletivo e individual, depende de esforços pessoais que se somam e começam a mudar pequenas questões para que estruturados em muito trabalho e nunca boa dose de renúncia, alcançar gradualmente, e o quanto antes, a consolidação de uma convivência afável, fraterna e justa.

 

 

                   O aniversário de São Paulo

 

 

Nos anos 60, num dos tradicionais festivais de música da TV Record em SP, Brasil, o compositor baiano Tom Zé foi o vencedor com a música “São São Paulo Meu Amor” na qual mostrava a realidade da grande cidade naquela ocasião. Um dos trechos da composição dizia: “porém com todo defeito, te carrego no meu peito”.o D

Esse verso traduz uma nítida realidade até hoje: apesar de todos os problemas como excesso de carros, deficiência nos transportes públicos, um número exacerbado de pessoas, dificuldades de locomoção e de atendimento de saúde, poluição e a manifesta violência etc. a cidade de São Paulo é extremamente amada por seus filhos e por moradores que vêm de todo o mundo.

Realmente essa metrópole desperta as mais variadas paixões, que produzem desde músicas, crônicas, poemas e poesias, até apaixonantes declarações, sempre enfocando a primazia de nela se residir, trabalhar ou passear. Parabéns São Paulo.

 

 

 

Histórias que divertem gerações

 

 

30 de Janeiro é Dia Nacional da História em Quadrinhos no Brasil, já que nessa mesma data, em 1869, o jornal Vida Fluminense (RJ) publicou a primeira "tirinha" de uma história ilustrada chamada “As Aventuras de Nhô Quim”, contando as peripécias de um caipira perdido na cidade grande - escrita e desenhada por Ângelo Agostini. As revistas e as tiras nos periódicos apresentam uma linguagem importante ao desenvolvimento recreativo e cultural das crianças, exercitando a criatividade de forma prazerosa e divertida, além de entreterem os adultos. É possível definir as HQs como arte sequencial, pois a história é narrada quadro a quadro através de sequência de acontecimentos ilustrados, trazendo benefícios há muitas gerações.

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. Presidente da ACADEMIA JUNDIAIENSE DE LETRAS –SP/BR (martinelliadv@hotmail.com)        



publicado por solpaz às 18:43
link do post | comentar | favorito
|

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - SOBRE A REFORMA DO ENSINO MÉDIO - 2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No Brasil independente, tanto no período imperial como na Primeira República, houve iniciativas de ensino público aplicadas em várias partes do Brasil – lembrem-se o Colégio Pedro II, do Rio, e os Ginásios Estaduais criados em quase todo o Brasil depois de 1889 – mas essas iniciativas, embora muito meritórias, nunca alcançaram grande sucesso em termos quantitativos.

Passemos ao Estado Novo (1937-1945). Sou crítico severo de Getúlio Vargas e de sua ditadura. No tocante ao ensino, porém, julgo que a “Reforma Capanema” foi altamente benéfica. O livro “Tempos de Capanema”, de Simon Schwartzman et alii (São Paulo: Paz e Terra, 2000) apresenta uma visão bastante completa dessa reforma.

O mineiro Gustavo Capanema era homem de ampla cultura. A partir de 1942, em plena ditadura estadonovista, elaborou as Leis Orgânicas do Ensino, com inspiração humanística e clássica, fortemente influenciadas por dois jesuítas de grande cultura, que eram conselheiros do Ministério da Educação – Padres Leonel Franca e Arlindo Vieira. As regras instituídas por essa reforma, inspirada na famosa Ratio Studiorum, da Companhia de Jesus, privilegiavam a formação humanística, sem esquecer as áreas das Exatas, a das chamadas Ciências Naturais e a formação profissionalizante. A “Reforma Capanema” vigorou no Brasil, plenamente, até o início da década de 1960. Verificou-se, durante sua vigência, um ensino público de alto nível, tendo como único ponto negativo o fato de atingir um número muito pequeno de alunos. As escolas públicas da época ministravam um ensino muito bom, extremamente rigoroso. No máximo, tolerava-se uma repetição de ano; caso o aluno não se emendasse e repetisse novamente, era “jubilado” – eufemismo que significava ser expulso da escola. Havia escolas particulares de muito bom nível no Brasil, geralmente de instituições confessionais católicas ou protestantes, mas não ministravam ensino significativamente melhor do que o oficial. Os egressos de escolas públicas, dos Cursos Clássico e Científico (as duas principais vertentes em que se desdobrava o Ensino Médio, da época), que desejavam prosseguir estudos universitários não tinham dificuldade para obterem aprovação nos exames vestibulares, que naquele tempo não constituíam a barreira terrível (verdadeiro mata-burro!) em que mais tarde se transformariam.

Havia, isso sim, um verdadeiro terror na época, que eram os exames de admissão ao Curso Ginasial. Eu, que nasci em 1954, ainda peguei, aos 10 anos de idade, esse exame, que era realmente aterrorizante... Muita gente parava no ensino primário, o qual, no modelo de Capanema, dava uma boa base para a maior parte das profissões – digamos – modestas. Saía-se do ensino primário sabendo ler e escrever com correção, sabendo muito bem as operações matemáticas fundamentais, e com noções gerais sólidas, embora rudimentares e superficiais, sobre História e Geografia do Brasil.

No Curso Ginasial, que era então de quatro anos, aprofundava-se bem mais o aprendido no Curso Primário, e estudava-se Latim, Francês, (às vezes também Inglês e Espanhol), História Geral, Geografia do Brasil e do Mundo, Ciências Naturais, Trabalhos Manuais, Noções de Higiene e Moral etc. Do Ginásio, saía-se habilitado para a grande maioria das profissões “médias” – para ser funcionário público, para se empregar no comércio ou para “trabalhar em escritório” – o que, para filhos de operários, significava uma enorme promoção social e econômica. Não havia exame vestibular para o Clássico ou Científico, mas a imensa maioria dos alunos optava por parar, ali mesmo, os estudos, ingressando desde logo no mercado de trabalho.

Os que desejavam continuar faziam-no já visando ao futuro Curso Superior, que na época se resumia quase exclusivamente aos três tradicionais cursos de Direito, Medicina e Engenharia, pois os outros cursos superiores ainda eram uma novidade; ou faziam o Curso Normal, que habilitava muitas mocinhas (e alguns poucos mocinhos) para lecionarem em escolas primárias; ou, ainda, optavam por algum curso técnico, como o de Contador ou o de Comércio.

Uma jovem formada pelo Curso Normal era prestigiada e muito bem paga. Geralmente, as “normalistas” faziam ótimos casamentos, por todo o interior do Brasil, com advogados, juízes, médicos, promotores ou filhos de ricos fazendeiros.

A Reforma Capanema, que vigorou no país por cerca de 20 anos, proporcionava, repito, um ensino excelente, considerando as condições do tempo. A meu ver, seria preciso tê-lo ampliado e generalizado, corrigindo o defeito de ser pouco disseminado no conjunto da sociedade. Em outras palavras, havia que democratizá-lo sem abaixar seu nível. Infelizmente, não foi o que aconteceu.

 

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS, é historiador e jornalista profissional, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por solpaz às 18:39
link do post | comentar | favorito
|

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - BARBÁRIE EM FASES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2vl2knt.jpg

 


 

 

 

 

 

 

 


Que horror a selvageria acontecida nos presídios de Manaus e Roraima.  Crueldade em seu estágio máximo. As facções do crime, que atuam dentro e fora dos cárceres, voltaram a ser destaque nas manchetes: PCC, Comando Vermelho e Família do Norte.
Tenho lido reportagens e opiniões diversas sobre o assunto e penso a respeito da “capacitação” para o embrutecimento que a sociedade contemporânea oferece. Decapitar alguém, cortar as pessoas como carne em açougue, ou os autores se tornaram sem domínio sobre seus instintos ou, movidos pelo pavor de não sobreviverem, seguem as determinações dadas: ora pagamento de dívidas, ora “batismo” com o propósito de se inserirem nos grupos da criminalidade.
Há qualificação para o embrutecimento na história de crianças que crescem sob o descuido dos pais, perdidas pelas ruas, atrás de bola de futebol e, em seguida, de pipa com linha cortante. Na escola, não rendem e são colocadas em um espaço no qual não atrapalhem a evolução dos demais.
Existe preparo para o embrutecimento na caminhada de púberes e adolescentes, os quais se desenvolvem sem eira e nem beira e se aprofundam nos becos da periferia, nos “pontos conhecidos de drogas e de receptação. Pontos citados ao deterem alguém na proximidade, contudo não existe um esforço maior para fechá-los, assim como para impedir o tráfico internacional pelas estradas, pelos rios, pelo ar... Adolescentes que anseiam por vestuário e objetos de consumo, pelo prazer sem limites e pelo poder com riqueza, apresentados como sinônimo de felicidade. Evadem-se das escolas para alívio de alguns.
Há instrução para o embrutecimento na “cultura da corrupção”, com imagens fictícias de mulheres e homens bem sucedidos.  Isso também é selvageria, pois estraçalha o direito do cidadão a sobreviver com dignidade.
Existe habilitação para o embrutecimento na maioria dos cárceres destinados aos pobres, com celas superlotadas, estrutura em péssimas condições, denúncias de propina para enriquecimento de quem manda.
Não compreendo o motivo da inexistência, no sistema carcerário, desde a detenção, de uma atividade a ser desenvolvida pelos presidiários, incluindo formação, para se inserirem, em liberdade, no mercado de trabalho.
Há treino para o embrutecimento, quando as pessoas são consideradas estorvos e sobrevivem distantes de olhares que aproximam e cuidam.

 

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.


 



publicado por solpaz às 18:37
link do post | comentar | favorito
|

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - ETIQUETA VIRTUAL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cinthya Nunes Vieira da Silva.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

             Acredito que por mais que estejamos vivenciando tempos de modernidade, algumas coisas permanecem as mesmas, ainda que com roupagem diferente. No que diz respeito à etiqueta social, às boas práticas de relacionamento e convivência, muita coisa ainda precisa ser observada.

            Fui ensinada a sempre que entrasse na casa das pessoas, deveria levar um mimo aos donos, ajudar a arrumar as coisas após uma refeição, fosse auxiliando o anfitrião a recolher a louça ou a lavá-la. Meus pais me ensinaram que não deveria ir até a casa dos outros "de mãos abanando". Tudo era uma questão de consideração, de respeito por quem abria as portas de seu lar para nos receber.

            O tempo passou e embora seja cada vez menos comum, sobretudo nas cidades grandes, receber amigos em casa, ainda considero a regra de ouro e penso que pequenas gentilezas atraem coisas boas e caem bem em qualquer lugar. E é por isso que, embora eu não seja uma pessoa versada nas normas de etiqueta social, pouco sabendo diferenciar para que serve o garfo esquisito e nunca consiga memorizar para que serve cada tipo de taça, defendo que o convívio social reclama algum refinamento no agir, mesmo que virtual.

            Gosto das redes sociais por alguns motivos, sobretudo porque me permitem a proximidade daqueles que estão geograficamente longe e, assim, com eles, compartilhar de alguns bons momentos, mas não gosto do excesso de exposição pessoal, profissional e familiar que algumas pessoas se submetem. Até aí, contudo, é um problema (ou não) da pessoa e não meu. O que o outro veste, os locais que frequenta, o corpo que exibe e os bens que possue não me dizem respeito e nem me prejudicam em nada.

            O que me incomoda é como as pessoas interagem eventualmente. Penso que o bom senso resolveria tudo, mas algumas pessoas simplesmente não o possuem. Há aqueles que se acham no direito de dar sua opinião sobre tudo o que os outros escrevem, mesmo que isso possa ofender a pessoa. Bastaria pensar que, comparativamente, a página da pessoa é a casa dela e se você não gosta de alguém, simplesmente bastaria não ir visita-lo.

            Além dos "palpiteiros" há ainda aqueles que gostam de fazer piadas de mau gosto, grosseiras, nos comentários alheios, muitas vezes deturpando o que a outra pessoa havia escrito. Acredito que, da mesma forma como se solicita a amizade de alguém virtualmente, não se pode pensar que isso não significa nada, pois se assim o for, melhor não aceitar. No mínimo é indelicado desafazer uma amizade virtual que existia também no mundo real, sem sequer se dar um motivo para isso, como se tudo se resumisse, de fato, a uma mera tecla de computador.

            No fundo, seja como for, a boa educação cabe em todos os lugares, no real e no que tenta imitar o real. Por mais que os meios de interação tenham se modificado, modernizado, o material humano, as pessoas por detrás das teclas continuam sendo tão somente pessoas, repletas de sentimentos, bons e nem tão bons. E o coração é chão onde se deve pisar com cautela, com respeito, sob pena de torna-lo irremediavelmente árido é estéril.

            Se é para visitar alguém leve flores, um mimo, um sorriso, uma mensagem de incentivo, uma palavra de amizade ou de consolo.  A tecnologia deve servir para aproximar as pessoas, para permitir que expandam seus horizontes, tenham acesso a notícias, descobertas,  entretenimento e não para ser escudo para covardia, grosseria, crueldade e até mesmo crimes. Se não for para somar, melhor nem ser...

            As pessoas devem estar cientes de que, por mais que a tela de um computador possa fazer suas vidas parecerem menos ordinárias, é do lado de fora que as coisas de verdade acontecem. O lado de dentro é só vitrine, só aparência, é como regra a projeção que se faz daquilo que se gostaria de ser. Ainda somos feitos de carne e ossos, por mais que alguns de nós pensem que já sejam meio avatares.

            De um jeito ou de outro, gente mal-educada, louca e grossa não se torna melhor porque tem uma foto bonita ou produzida ou porque copia e cola frases de efeito. Talvez as pessoas que assim sejam o sejam por questões genéticas, por falta de exemplos ou por falta de estofo moral mesmo, mas eu me recuso a achar isso normal, a aceitar que comportamentos inadequados nas redes sociais devam ser tolerados, restem impunes ou ditem os padrões a serem adotados. Assim, aos próximos aos quais eu solicitar amizade ou de quem eu aceitar amizade virtual, farei a advertência de que isso implica na aceitação do fato de que, caso eu não queria mais manter tal status, a pessoa saberá exatamente as razões. Espero, no mínimo, o mesmo, inclusive dos amigos atuais. Amigo, afinal de contas, é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito, como muito já se cantou por aí...

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo.  -  cinthyanvs@gmail.com



publicado por solpaz às 18:27
link do post | comentar | favorito (1)
|

SÔNIA CINTRA - TODOS NO MESMO BARCO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sonia.png

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            Disse, outro dia, ao Araken, que algumas pessoas estão sempre presentes em nosso pensamento e com elas compartilhamos conquistas e frustrações, bendizendo no silêncio da prece o bom anjo da guarda que as colocou em nosso quinhão, nesse campo de semeadura e colheita de que é feita a existência. Há um afeto secreto que nos une, mesmo ante os desconcertos do mundo, que apenas a sabedoria é capaz de compreender e transmutar em alegrias.

            Uma dessas pessoas é Dona Sebastiana Gebram. De solteira, Almeida, mãe, avó e bisavó amada. Assim como de ponto em ponto cria seu crochê, de cor em cor pinta seus panos de prato, ou de canteiro em canteiro cultiva o jardim; de exemplo em exemplo ela tece laços de convivência, sem mando ou maldade, incluindo docemente todos nós nesse seu cruzeiro contínuo. Aprendemos com ela a fazer dos maus momentos uma estrela-guia que nos aponta os rochedos, em horas de tormenta, no mar da lida. Aprendemos com ela a ignorar as malícias e seguir adiante, de velas pandas.

            Ao se casar com Salim Mussalam Gebram, Sebastiana veio de Itatiba, sua terra natal, morar em Jundiaí, e, neste ano em que a Gebram Seguros completa oitenta anos, ao ouvir o seu discurso comemorativo, recordo momentos especiais de nossa relação, que dura mais de quatro décadas. Ao lado dos três filhos, Salim, Sérgio e Sílvio, aqui fez inúmeras amizades e restritos amigos e consolidou uma empresa fidedigna. Por sobre as intempéries e os infortúnios ela passou, sem nunca haver consentido à peçonha fazer ninho em sua morada, sem nunca ter dado largas a maldizentes, nem haver alimentado intrigas. Nesse grande rio com seus afluentes, suas vazantes e suas enchentes, estivemos sempre unidas, lamentando tacitamente os naufrágios e acolhendo os navegantes que aportavam.

            Juntas, costuramos os adornos do berço e do cortinado da neta primogênita, Sandra, depois readaptados para o caçula, Fernando; juntas, fizemos os docinhos e confeitamos o bolo dos primeiros aniversários deles, comemorados pelos familiares e amigos, na casa da Rua Barão; juntas nos emocionamos durante batizados, formaturas e estreias; juntas sofremos algumas tristezas e desfrutamos de muitas alegrias. Juntas, apreciamos a boa música, e, juntas, prosseguimos nossa viagem, pois muito há para brindarmos, como, por exemplo, bodas e bisnetos, e para lembrarmos, como as histórias de sua mãe, a saudosa Vó Quita, porque estamos todos no mesmo barco.

 

 

 

 

SONIA CINTRA    -    É doutora em Letras Clássicas e Vernáculas pela Universidade de São Paulo. Pesquisadora da Cátedra José Bonifácio - IRI/USP e membro efetivo da UBE. Fundadora e mediadora do Clube de Leitura da Academia Paulista de Letras e do Clube de Leitura Jundiaiense. Ex-presidente da AJL, oradora da Aflaj e madrinha do Celmi. Pós-graduada em Educação Ambiental, ensaísta e articulista de jornais, revistas e blogs nacionais e internacionais. Tem 13 livros publicados com tradução para o italiano, francês e espanhol.

 



publicado por solpaz às 18:23
link do post | comentar | favorito
|

RENATA IACOVINO - UM CANTO PARADOXAL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            Sim, o tipo de música que faço e que canto não agrada à maioria. Tampouco sei se agrada à minoria. Se agrada...

            Sei é que sigo fazendo. E que esta é a minha verdade. Em meio a tantas inverdades ou a verdades tantas incertas, creio na minha. Pelo menos no tocante a este aspecto. No tocante, inclusive, no sentido de tocar. É o que me toca. Somente conseguirei transmitir algo, se não plenamente, mas que seja próximo a isto, se eu o fizer ou buscar fazer de forma plena.

            Sim, a plenitude também transita pelo utópico. Mas buscar o acessível, a esta altura... não é o bastante, o suficiente.

            Assim, pois, sigo, fazendo o que é cada vez mais raro (não pelo valor, mas pela escassez), reunindo-me com os cada vez mais raros e estranhos como eu. Mas entre estranhos deixamos de ser estranhos, não? Passamos a ser um pouco mais comuns... E às vezes - às vezes! - a sensação de ser comum é alentadora.

            Encontrar espaços onde minha voz possa soar com acolhimento, como dizia, é tentativa desafiadora, é estar na corda bamba.

            Não preciso fazer o que outros já fazem, ou realizar algo que não me realiza. Pra isso já existem as obrigações cotidianas, os horários e afazeres que nos deixam pela metade. Busco inteireza no que é possível encontrar. E o que mora em nossa essência, por mais que por vezes tentemos negar em razão de um motivo ou outro, volta à tona para nos libertar, para nos dar de comer e beber, para nos fazer respirar mais fundo e dormir.

            Não há nada de muito concreto nisso tudo. Nem naquilo.

            Apenas vou abstraindo para poder me abstrair e tentar alcançar o mínimo do inefável que mora em algum canto. Ou que se movimenta de um canto para o outro. E eu vou de canto em canto atrás desse movimento. Um canto ora rouco, ora silencioso, ora brilhante, ora opaco, ora outro, ora ele, ora nada.

            Tal qual uma oração inútil e descrente; assim como um grito avassalador e de efeito... Paradoxal em sua própria existência.

            Há os que de fato ouvem; os que ouvem, mas ignoram; os que ouvem, sem ouvir; os que jamais ouvirão; os que desejam ouvir e não conseguem; os que não querem ouvir e ouvem; os que não ouviam e passam a ouvir; e os que ouviam e começam a não ouvir.

            Existe de tudo. Mas como boa estranha, tento absorver esse mundo das estranhezas. Afinal, qual outro universo conhecemos? 

 

 

 

RENATA IACOVINO, escritora e cantora / www.facebook.com/oficialrenataiacovino/

 

 



publicado por solpaz às 18:14
link do post | comentar | favorito
|

FELIPE AQUINO - O NOIVADO E A IGREJA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O noivado é um belo tempo que antecede o casamento; é quando o casal já decidiu que vai se casar, e estão na preparação imediata para o matrimônio. É o tempo em que tudo deve ser dialogado, tudo deve ser revelado, o mistério insondável que é cada um deve ser revelado ao outro, para que este não se case com um “desconhecido”. Infelizmente muitos casais se casam sem se conhecer; alguns colocam máscaras durante o namoro e noivado, e depois se estranham quando casados, achando que o outro mudou muito. Não mudou, é o mesmo, mas apenas não era conhecido pelo cônjuge.

 

noivadotumblrm7oyq12Yqw1r1i527o1500-300x200.jpg

 

Só se deve ficar noivo quando se decidiu que vão se casar; não há mais dúvida; se amam de verdade, se conhecem, sabem os defeitos e as qualidades recíprocas e estão dispostos a viverem juntos para sempre, unidos no amor de Deus, prontos para “fazer o outro crescer a cada dia”, amando-o, perdoando-o, compreendendo-o; e dispostos a “acolher os filhos que Deus lhes enviar”, educando-os na fé do Cristo e da Igreja. O casamento é para sempre; até que a morte os separe; precisam estar convictos do juramento que vão em breve fazer no Altar de Deus: “Eu te recebo como meu marido (mulher) e te prometo ser-lhe fiel na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te e respeitando-te TODOS OS DIAS de minha vida. Estão preparados?

namoro.png

 

 

Leia também: Sereis uma só carne

11 conselhos do Papa Francisco para os noivos em Amoris Laetitia

Estou namorando. Como saber se está na hora de me casar?

Você ama mesmo seu namorado(a)? Para você, o que é amar?

Dúvidas e insegurança no namoro

Namoro, tempo de conhecer e escolher

 

sereis_uma_so_carne.png

 

Não se pode casar “no escuro”; e não se pode enganar-se, fingindo que não vê os problemas que estão pela frente. Se o casal não tem convicção de que estão preparados e maduros para o casamento, então, talvez seja melhor adiar o noivado. E devem saber os jovens cristãos, que o noivado não é ainda uma autorização para a vida sexual; não. Ela só deve começar depois do casamento, pois eles ainda não pertencem mutuamente. São Paulo disse: “O marido cumpra o seu dever para com a sua esposa e da mesma forma também a esposa o cumpra para com o marido.  A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence ao seu marido. E da mesma forma o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa” (1Cor 7, 3-4). O Apóstolo não fala em namorados e noivos, mas marido e mulher.  E o Catecismo da Igreja ensina: “2350 – Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus. Reservarão para o tempo do casamento as manifestações de ternura específicas do amor conjugal. Ajudar-se-ão mutuamente a crescer na caridade”. Assim, vivam o noivado como Deus quer e a Igreja ensina, serão felizes.

 

 

 

FELIPE AQUINO - Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.



publicado por solpaz às 18:04
link do post | comentar | favorito
|

PAULO R. LABEGALINI - RELACIONAMENTO DE AMOR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nas férias escolares, um garoto foi para o interior visitar os bisavós. Chegando à casa do casal de velhos, o netinho percebeu o carinho que um tinha pelo outro e sentiu-se à vontade para conviver alguns dias com eles.

Numa manhã, enquanto tomavam café, a bisavó falou para o marido:

– Meu bem, acho que hoje vai chover.

– Você está certa, meu amor – respondeu ele.

Passados alguns minutos, ela falou novamente:

– Pensei melhor e já sinto que não choverá hoje.

– Você tem razão, minha querida – disse ele prontamente.

Estranhando as respostas do bisavô, o menino cochichou no seu ouvido:

– Vô, você deu a mesma resposta para perguntas diferentes! Acho que a vovó não entendeu nada!

– É isso mesmo, Zezinho. Sabe que você tem razão?

A bisavó havia entendido sim, porque conhecia o marido que tinha. Ele não discutia e nem criava polêmicas por pouca coisa, apenas aceitava a opinião das pessoas para conviver em paz com todos. Por isso vivia tão bem em família há anos, sem nunca ter brigado com ninguém!

Não dá vontade de ter esse espírito harmonioso sempre? Quem vive procurando confusão e aumentando o número de inimigos, será que tem consciência que Deus reprova seus atos? Jesus nos deu uma missão de pregar a união e a paz, então, que tipo de filhos maldosos e desobedientes nos tornamos?

Eu já disse por algumas vezes que só se afasta do Pai quem nunca viveu uma verdadeira experiência no Seu amor. E também foge da reflexão na Sua Palavra porque teme ser tocado no coração e precisar mudar de vida. Quem age assim, um dia, com certeza, irá se arrepender.

Um dia, enquanto tomava café, assisti uma entrevista do Ney Matogrosso. Ele disse que não tem religião e nunca precisou dela, mas comentou que já falou muito de sexo em suas músicas e agora irá passar mensagens espirituais. Acredito que essas mensagens serão meio vazias no conteúdo e irão agradar principalmente quem está afastado de Deus.

Jamais condenarei quem prega o amor, mas, além disso, o cantor não poderia atender outros desejos de Cristo? Às vezes, falta coragem para anunciar o Evangelho e fica cômodo enfocar apenas superficialmente alguma mensagem. Se Jesus não fosse até as últimas consequências – por amor a cada um de nós –, haveria ressurreição dos mortos? Seria pavoroso pensar em permanecer enterrado para sempre!

Há terapeutas ensinando a hipótese de que dentro de nós existem dois cachorros brigando – um bom e outro ruim. A cada dia, vence a briga aquele que alimentamos melhor. Quem se enfurece com o irmão, em nada ajuda à sua saúde física e mental. Além disso, a mancha do pecado cresce no coração e a alma vai se perdendo.

Portanto, todos ganham no relacionamento amoroso aprovado por Deus. E como paciência e bom senso estão em falta nos dias de hoje, é preciso que conheçamos muito bem os Mandamentos e façamos orações espontâneas para fugir das tentações. Ah, valorizar o irmão também é fundamental em qualquer relação, como mostra este texto:

“O homem é a mais elevada das criaturas e a mulher é o mais sublime dos ideais. O homem é o cérebro; a mulher é o coração – o cérebro fabrica a luz; o coração, o amor. A luz fecunda, o amor ressuscita.

O homem é forte pela razão; a mulher, invencível pelas lágrimas – a razão convence, as lágrimas comovem. O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher, de todos os martírios – o heroísmo enobrece, o martírio sublima.

O homem é um código, a mulher é um evangelho – o código corrige, o evangelho aperfeiçoa. O homem é um templo; a mulher é o sacrário – ante o templo nos descobrimos, ante o sacrário nos ajoelhamos. O homem pensa; a mulher sonha – pensar é ter no crânio uma larva, sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano; a mulher é um lago – o oceano tem a pérola que adorna; o lago, a poesia que deslumbra. O homem é a águia que voa; a mulher é o rouxinol que canta – voar é dominar o espaço, cantar é conquistar a alma.

Enfim, o homem está colocado onde termina a Terra; a mulher, onde começa o Céu. Nós, homens e mulheres, agradecemos a Deus por fazermos parte de seu Reino – com o maravilhoso dom de servir” – Vitor Hugo.

Pois é, que bom seria se nos amássemos incondicionalmente e praticássemos todas essas virtudes. Tudo irá melhorar se a mudança começar por você!

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas

 

 



publicado por solpaz às 17:56
link do post | comentar | favorito
|

HUMBERTO PINHO DA SILVA - È TRISTE SER VELHO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A.T. era um homem bom. Conheci-o no Porto, nos anos oitenta. Tinha casa em Macieira, donde era natural. Casa, que construíra lentamente, porque, não era rico, nem nascera em berço de oiro.

Edificara residência ampla, para caberem os numerosos filhos, sempre sonhando que mais tarde os netos o fossem visitar.

Quem sabe?: passarem as férias na sua companhia…

Todos os fins de semana esperava a carreira, junto da Estação de S. Bento. As obrigações, a catequese, e o amor à terra natal, a isso obrigava.

Um dia ficou doente e viúvo. Os filhos, que o amavam extremosamente, receberam-no em sua casa…. Mas sentia-se deslocado. “ Querem intimidade!…” - dizia; e terminava com desanimo estampado no rosto:

- “ A casa dos pais é sempre a dos filhos; mas a dos filhos nem sempre é a dos pais!…”

 

 

 

                                                                                ***

 

 

Conheci casal em Trás-os-Montes com vários filhos. Construíram, com sacrifício, moradia, onde cada um tinha seu quarto. “ É para o futuro…” - diziam. Os filhos casaram; criaram novos lares; o marido faleceu, e a senhora ficou só na solidão da sua casa….

Alimentou a esperança, que os netos a fossem visitar…; mas preferiam a praia…as areias morenas do Algarve…

Certo dia, a Joana, comunicou-lhe que ia passar parte da férias grandes, em sua companhia. Rejubilou. Recebeu-a de coração transbordando de alegria:

- “ Como estou feliz!…Joaninha, por teres vindo passar uns dias com a avó!…”

- “ Vim de castigo!… - retorquiu a netinha. - Meu pai, por não ter boas notas, disse-me: “ Vais de castigo para casa da avó!…”

Estes dois casos, verdadeiros, ocorridos não há muitos anos, fazem-nos pensar, e reflectir, sobre a triste situação de muitos idosos.

É triste ser velho…Incompreendido…  até pelos seus…

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por solpaz às 17:49
link do post | comentar | favorito
|

EUCLIDES CAVACO - ESCULTURA DIVINA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Poema e voz de Euclides Cavaco


Presto aqui a minha homenagem a este ser maravilhoso e quase divino que é a MULHER .
Veja e ouça neste video elaborado por Gracinda Coelho:

 

 



https://www.youtube.com/watch?v=90d5ZgVjTqE&feature=youtu.be

 

 

 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

 

***

 

 

 

 Horário das missas em, Jundiai ( Brasil):

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?opcoes=cidade_opcoes&uf=SP&cidade=Jundiai&bairro&submit=73349812

 

 

 Horário da missas em São Paulo:


http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=12345678&p=12&todas=0

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=5a348042&p=4&todas=0

 

 

 Horário das missas na Diocese do Porto( Portugal):

 

http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_paroquias&view=pesquisarmap&Itemid=163

 

 

 

***



publicado por solpaz às 17:39
link do post | comentar | favorito
|

Europa
mais sobre mim
Brasil
arquivos

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

pesquisar
 
Foz Coa
links