Blogue luso-brasileiro
Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - DATAS IMPORTANTES À VALORIZAÇÃO DO SER HUMANO NO BRASIL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No último dia 15 de novembro, comemoramos mais um aniversário da Proclamação da República no Brasil, que instituiu um sistema de governo integrado por representantes eleitos pelo povo, sobrepondo-se à monarquia, já que até 1889, todas as decisões giravam em torno do Imperador Dom Pedro II. A palavra “República” vem do latim “res publica” e significa “coisa pública”, o que por si só já revela a importância desse sistema. Com o regime democrático, que permite ao povo (governados) uma efetiva participação no processo de formação da vontade pública (governo), ganhou maior relevância.

Por ocasião da data solene que passou, vale refletirmos e até mesmo conhecermos alguns dos principais aspectos da República Federativa do Brasil, cujos fundamentos expressos na Constituição são: soberania (poder máximo de que está dotado o Estado para fazer valer as decisões e autoridade dentro de seu território; cidadania (qualidade do cidadão,  caracterizada pelo livre exercício dos direitos e deveres políticos e civis); a dignidade da pessoa humana; os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e pluralismo político (existência de mais de um partido ou associação disputando o poder político).

Por outro lado, constituem seus objetivos primordiais: construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais, além de promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação , propósitos expressamente previstos na Constituição.

Da simples leitura, percebe-se quão longa e difícil é a tarefa de todos na perseguição e consecução destes objetivos, notadamente o da consolidação dos fatores que aprimorem o respeito à dignidade humana, princípio que situa as pessoas no vértice de todo o ordenamento jurídico, pois o Direito só se justifica em função do ser humano, que deve ser tratado como um fim e nunca um meio.

Num mundo onde o humanismo parece ceder espaços cada vez maiores para o materialismo, prevalecendo uma cultura extremamente consumista, muitas dessas aspirações permanecem abstratas, distantes do mundo real, reconhecendo-se direitos, sem efetivá-los na prática, o que frustra e contraria a base da Justiça, fomentando ainda mais, os extensos e predominantes critérios de desigualdade social, tornando desacreditadas algumas de nossas instituições e desesperançada grande parcela da população.

 

         AMARUDERECIMENTO INSTITUCIONAL

 

Na realidade, o amadurecimento institucional da República Federativa do Brasil ainda requer desenvolvimento cultural e educacional, fortalecimento da cidadania com a inclusão dos excluídos (reforma agrária justa e legal, habitação social, saneamento, saúde) e exige um grande esforço de restauração do respeito à lei, com provimento eficiente de justiça e segurança pública.

 

UMA DATA PARA LUTAR CONTRA A DISCRIMINAÇÃO

 

O primeiro grito de liberdade ecoado na América Latina foi dado por Zumbi, que pagou com a própria vida por ter construído na Serra da Barriga, Alagoas, uma verdadeira república, onde conviviam em liberdade não apenas os negros fugidos do escravismo, mas também brancos foragidos da Justiça e índios. Sua execução ocorreu há mais de 320 anos, e é por isso que comemoramos na segunda-feira, vinte de novembro, o DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA. Trata-se de uma data de suma relevância, posto que, apesar da legislação em nosso país coibir a discriminação e o preconceito racial, eles existem, ainda que dissimulados e têm sido fatores determinantes na definição da pirâmide social e das relações de trabalho no Brasil, necessitando serem afastados e extintos, para não se contrariarem princípios gerais de Direito em pleno século XXI.

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com)



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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - AINDA SOBRE A HISTÓRIA DOS EXCLUÍDOS

        

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No mês passado, esteve em São Paulo, lançando mais um livro na Editora da UNESP, o respeitado historiador inglês Peter Burke, um dos expoentes da Nova História Cultural. Burke, filho de pai católico irlandês e de mãe judia polonesa, fez uma conferência muito bonita, sobre a utilização de imagens como documentos históricos, tema do livro que estava lançando. Não leu a conferência, como costumam fazer muitos europeus, mas apresentou-a à moda brasileira, de improviso e sem embaraço. Falou com forte sotaque britânico, mas num português claríssimo e, do ponto de vista gramatical, impecável. Burke é, aliás, casado há muitos anos com uma brasileira e já lecionou na USP e em outras universidades brasileiras. A mediação da conferência foi feita, de modo brilhante, pela Profa. Mary Del Priore, do IHGB.

No artigo anterior, desta coluna semanal, tratamos da chamada “História dos Excluídos”, ou seja, daqueles que fazem História anonimamente, de modo discreto, sem estarem no foco das atenções e dos registros oficiais. O assunto tem tudo a ver com Peter Burke, que comentou, em texto muito conhecido e frequentemente citado, dois relatos da batalha de Waterloo. Uma exposição pormenorizada da batalha foi escrita pelo general que a venceu, o Duque de Wellington. Como ele próprio reconhece, a vitória foi devida à providencial chegada, já no final da tarde de um dia chuvoso, das tropas do general prussiano Blucher. Até aquele momento, a decisão da batalha estava incerta e havia ainda uma possibilidade muito grande de Napoleão sair vencedor. Mas a chegada de Blucher, que vinha em marcha batida e conseguiu chegar a tempo, foi fatal para Napoleão e selou para sempre sua sorte.

Outra descrição, da mesma batalha, foi encontrada no diário de um soldado raso inglês que participou do combate e também registrou suas impressões e sua versão dos acontecimentos. São óticas diversas que permitem, aos historiadores de hoje, uma visão mais completa e abarcativa do grande acontecimento. Tanto o soldado quanto o generalíssimo participaram da batalha. Portanto, o resultado dela deveu-se aos dois. Mas não se pode dizer que se deveu igualmente aos dois. As massas, as multidões, os anônimos, têm sem dúvida seu importante papel na História. Mas querer uma história sempre vista de baixo para cima, parece-me desarrazoado. Pois sempre terá razão Hobsbawm, que diz que, na História, muito pouca coisa se fez de grande, que não fosse obra de elites. Lembre-se, ainda, a famosa frase atribuída a Alexandre: "Eu não temeria um grupo de leões conduzidos por uma ovelha, mas temeria um rebanho de ovelhas conduzidas por um leão."

De qualquer forma, é sempre enriquecedor analisar os acontecimentos históricos nas duas óticas: na oficial, que normalmente provém dos grandes protagonistas, e também a partir de documentação primária de pessoas simples, que estão muito distantes dos centros de decisão do poder.

Adquiri no ano passado, num site de leilões europeu, por uma quantia muito acessível (custou menos do que eu pagaria aqui no Brasil por um livro novo de 800 páginas) um acervo que é um verdadeiro tesouro, nessa linha. Trata-se de um conjunto de 410 cartas trocadas entre um casal francês durante a Segunda Guerra Mundial. Eram jovens, os dois, tinham acabado de casar e ainda estavam na lua-de-mel quando estourou a Guerra. O rapaz foi convocado, serviu no Exército francês durante a fase inicial do conflito e caiu prisioneiro dos alemães durante a “Blitzkrieg” da primavera de 1940. Passou mais de quatro anos num “Stalag", campo de concentração de prisioneiros militares. Não era um campo de extermínio, mas era um campo de concentração privilegiado, digamos assim, com trabalhos forçados, para os não-oficiais, mas no qual os alemães, por força dos acordos de Genebra, eram obrigados a tratar razoavelmente bem os prisioneiros, que até podiam se corresponder com suas famílias.

O resultado é que, nos anos em que esteve prisioneiro, o rapaz e a moça trocaram mais de 400 cartas, que estão, todas, em meu poder. São interessantíssimas. Vê-se que a moça é de nível cultural bem superior ao marido. Pela letra regular e pela fluência da escrita, vê-se que tinha algum estudo. Já ele escrevia com letra tosca e num francês com muitos erros de ortografia. Das 410 cartas, umas 370 são da moça, que escrevia mais, umas 40 são do rapaz. Há troca de fotografias dos dois, durante a guerra. Os assuntos políticos e militares eram vedados nessa correspondência, mas nas entrelinhas podem ser notadas alusões sobre o andamento da Guerra.

Estou aos poucos explorando essa documentação primária, que poderá, mais tarde, render um livro bem interessante, na linha da “História dos Excluídos”. Será sobre a Segunda Guerra vista por um casal apaixonado, separado pela força das circunstâncias.

 

 

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS é historiador e jornalista profissional, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História

 



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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - QUE REI SOU EU ?

 

 

 

 

 

 

 

 

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            Perto da nossa casa, no meio de uma região valorizada da cidade de São Paulo, situada entre a zona central e sul, há uma favelinha, ou, segundo o politicamente correto, uma comunidade. Seja o nome que se quiser dar, a verdade é que isso não muda a situação de quem vive ali, na favela ou na comunidade.

Moramos nas redondezas há nove anos. Quando nos mudamos para o lugar, para ser honesta, não tinha notado a existência da dita cuja, o que se deu apenas alguns dias depois. Confesso que fiquei com um pouco de medo, pois além de um estigma social, havia boatos, ou mais do que isso, envolvendo o local.

Por outro lado, segundo nos disseram, não era preciso que nos preocupássemos, pois os moradores da referida comunidade não incomodavam ninguém da região. Com o passar do tempo, de fato, acabamos conhecendo muita gente boa, honesta e trabalhadora que residia naquele lugar e, via de regra, nosso relacionamento com o entorno sempre foi tranquilo.

Nem tudo, porém, são flores. Há ali um entra e sai de pessoas que por certo lá não se dirigem para comprar flores e é inegável que a criminalidade orbita pelo local. De amigos policiais eu já ouvi várias histórias que me deixaram de cabelo em pé, dando conta de que até cativeiro com reféns de sequestro já foi encontrado ali. Se é verdade, contudo, também não posso afirmar peremptoriamente.

Infelizmente, a presença de pessoas totalmente embriagadas ou sob efeito de entorpecentes é uma constante, o que causa um pouco de receio a quem circula pelo bairro a pé, sobretudo de noite.

Há por certo, um preconceito que acaba maculando as pessoas que ali vivem. Já soube de uma moça, excelente manicure, que era mandada embora sempre que descobriam onde ela morava. Por óbvio que há um despropósito, um descabimento nisso, porque o lugar que você mora não deveria limitar quem você.

Hoje, ao acordar, escutamos muitas sirenes de bombeiros e o barulho estava muito próximo. Assim que saí de casa descobri que a ocorrência era na comunidade. Aparentemente um “líder” local foi morto em uma ação policial e isso desencadeou o furor das pessoas que, em represália, incendiaram caçambas de lixo, fechando o acesso à rua. A polícia foi acionada e, após a intervenção dos bombeiros, permanece no local, ainda inacessível aos transeuntes não moradores.

Fico pensando que além de haver um imenso descaso com a população por parte do Poder Público de forma geral, e considere-se que a comunidade ali já se encontra instalada há pelo menos 5 décadas, há ainda, claramente, a existência de Estados paralelos, os quais ditam suas próprias regras e que não se submetem aos Poderes constituídos.

Em tempos de escassez ética e moral, fica difícil decidir entre o bandido de colarinho branco e o bandido comunitário. Enquanto isso, quem não ocupa poder algum fica no meio do caminho, desviando de balas e sonhos perdidos...

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada na Silva Nunes Advogados Associados, professora universitária, membro da Academia Linense de Letras e cronista.       São Paulo.  -  cinthyanvs@gmail.com



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - VIVÊNCIAS DE TRAGÉDIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Quantas vivências de tragédia na vida de mães com filhos dependentes químicos. A primeira vez que a vi, há uns 14 anos, veio me pedir notícias sobre o filho. Estava detido, no cadeião do Anhangabaú e eu, na época, participava da Pastoral Carcerária. Mocinho ainda, ao conversar com ele, falou-me de suas esperanças: vencer o vício, tirar os documentos, arranjar emprego e dar orgulho à mãe. Era grato por ser filho de mãe presente, que substituiu, desde bebê, também o pai ausente. Ao contar para a mãe, que me aguardava na saída, choramos juntas. Logo depois, estava ela com a carteirinha pronta para a visita ao filho.
Alguns anos mais tarde a reencontrei. O filho retornara ao presídio. Não conseguira livrar-se da droga e, em decorrência dela, inserira-se no tráfico. Vendia para consumir. Mas agora estava decidido firmemente a se superar. Relatou-me diversos bate-papos deles a respeito de vitórias sobre o mal. 
Procurou-me a semana passada para uma informação sobre o desligamento do sinal analógico e o conversor digital. Percebi que era pretexto para desabafo. Alquebrada, os olhos repletos de lágrimas.
O filho não está no sistema penitenciário, contudo permanece cada vez mais envolvido com fumaça e pó. Não comenta sobre sonhos e nem sobre êxitos. O cérebro “atrofiou”. Um dia desses, alucinado, quebrou inúmeras coisas da casa. Fez “parceria” com uma moça de histórico parecido. Para manter o vício de ambos, vendeu objetos da mãe, que possui pouco.  Deu parte. A “autoridade” que a atendeu expôs que furtar objetos da própria casa não é delito.  Questionou se não seria crime, igualmente, colocar veneno na comida dele. Responderam que seria presa de imediato.
Doeu-me tanto essa situação toda, com quase nada de perspectiva de mudança! De minha parte, apenas a possibilidade de ouvi-la.
Ao se despedir, afirmou que o ideal seria mesmo colocá-lo de volta ao útero e, durante nove meses, cantar de Oswaldo Montenegro para ele:
“Dorme, dorme menininho/ Eu estou aqui, vá sonhar, ainda é tempo (...). / Sonha sonhos cor-de-rosa passeia no céu e no mar apanha o mundo no teu sonho,/ menininho,/ e não deixa ninguém roubar”.
 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.



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VALQUÍRIA GESQUI MALAGOLI - RELIGIÃO DA NATUREZA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            A cada dia que passa mais convictamente assino embaixo do que disse Mia Couto em entrevista: “sou ateu não praticante”.

            Não à toa.      

Caso palavras valessem mais que atitudes, já teriam me convencido de muita balela por aí...

Infelizmente para esses tais profetas às avessas, à antiga, ainda procuro identificação entre o fraseado e a malfadada prática.

Vou aprendendo, pois, a retirar-me à menor sugestão do belo palavrear.

            Os ouvidos aprendem a fechar-se frente certos discursos devotados, que, se têm algum mérito, é o de testemunhar ao contrário.

            Esgotei-me de ouvir, uma atrás da outra, piadas preconceituosas, racistas e desumanas dos mesmos que, adiante, vêm perguntar: “onde está deus na vida das pessoas?”.

            Folgo em contar entre essas pessoas, cujo deus não é este – minúsculo!

No embalo de facebook e quetais, sem peso ou medida alguma, coloca-se todo mundo – à exceção é claro de si mesmo – no mesmo saco, não importando a quem se magoe ou acuse infundadamente, desde que se mantenha ali, imaculada, sua imagem de fiel, enquanto o mundo ao seu redor borbulha em pecado.

            Tão ruins quanto são os impropérios fanáticos de quem julga seu candidato o próprio deus, ao passo que o opositor é a encarnada representação do mal.

Fanatismo se alimenta desse tipo e de outros piores de credulidade que leva tanta gente a aparentar um engajamento político-religioso exemplar, apenas e tão somente enquanto a água não bate na bunda.

            Política e religiosamente, rezo pela cartilha de Alberto Caeiro: “se Deus é as flores e as árvores E os montes e sol e o luar, Então acredito nele, Então acredito nele a toda a hora, E a minha vida é toda uma oração e uma missa, E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos. E por isso eu obedeço-lhe, (Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?), Obedeço-lhe a viver, espontaneamente, Como quem abre os olhos e vê, E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes, E amo-o sem pensar nele, E penso-o vendo e ouvindo, E ando com ele a toda a hora.”.

            Amém.

Embora sabendo que “(Isto é talvez ridículo aos ouvidos De quem, por não saber o que é olhar para as cousas, Não compreende quem fala delas Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)”.

 

 

 

Valquíria Gesqui Malagoli, escritora e poetisa, vmalagoli@uol.com.br / www.valquiriamalagoli.com.br



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LOURENÇO MIKA - LENDAS, CRENDICES E SUPERSTIÇÕES

 

 

 

 

 

 

 

 

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A doutrina cristã, da Igreja Católica, deriva da Bíblia Sagrada e do Magistério da Igreja. Ocorre que nas convicções de fé do povo, há muitos elementos contrários à sã doutrina. Por exemplo, alguns católicos acreditam na reencarnação ensinada pelo espiritismo. Neste começo de século e milênio, as crendices e superstições estão voltando com força total, misturadas aos ensinamentos da Nova Era. Por isso, o católico, para viver a verdadeira fé, deve se purificar das crendices e superstições, as quais derivam da cultura pagã.

 

Definições:

 

Lenda: Narração escrita ou oral, de caráter maravilhoso, na qual os fatos históricos são deformados pela imaginação popular ou pela imaginação poética.

 

Crendice: Crença popular absurda e ridícula.

 

Superstição: Sentimento religioso baseado no temor ou na ignorância, e que induz ao conhecimento de falsos deveres, ao receio de coisas fantásticas e à confiança em coisas ineficazes; crença estranha à fé religiosa e contrária à razão, atribuindo efeitos espirituais a coisas ou objetos inanimados.

 

As principais lendas, crendices e superstições são:

 

Boitatá = pelo folclore, gênio que protege os campos contra os incêndios; ou, touro furioso que lança fogo pelas narinas e queima tudo. Facho de luz que surge espontaneamente sobre o banhado, fenômeno natural.

 

Lobisomem = homem que, segundo a crendice vulgar, se transforma em lobo e vagueia nas noites de sexta-feira pelas estradas, assustando as pessoas, até encontrar quem, ferindo-o, o desencante. É uma lenda.

 

Saci Pererê =  uma das mais populares entidades fantásticas do Brasil, negrinho de uma só perna, de cachimbo e com barrete vermelho, de poderes mágicos e que, consoante a crença popular, persegue os viajantes ou lhes arma ciladas pelo caminho. É lenda.

 

Mula-sem-cabeça = conforme a crendice popular, concubina de padre, que, metamorfoseada em mula, sai, certas noites, cumprindo o seu fadário, a correr desabaladamente, ao fúnebre tilintar de cadeias que arrasta, amedrontando os supersticiosos; mulher que namora padre vira mula-sem-cabeça.

 

Curupira = ente fantástico que, segundo a crendice popular, habita as matas e é um índio cujos pés apresentam o calcanhar para diante e os dedos para trás.

 

Caipora = ente fantástico e azarado. oriundo da mitologia tupi, representado, segundo as regiões, ou com a forma de uma mulher unípede que anda aos saltos, ou como uma criança de cabeça grandíssima, ou como um caboclinho encantado, ou como um homem agigantado, montado num porco-do-mato, ou com um pé só, redondo, seguido do cachorro papa-mel.

 

Iara = ente fantástico, espécie de sereia de rios e lagos. Criada pelo folclore brasileiro.

 

Fantasma = suposto reaparecimento de defunto ou de alma penada, em geral sob forma indefinida e evanescente, quer no seu antigo aspecto, quer usando atributos próprios, como sudário, cadeias, etc.; alma do outro mundo, aparição, assombração, assombramento, assombro, mal-assombrado, visagem; seres estranhos que aparecem às pessoas... São lendas, isto é, histórias criadas pela tradição popular, algumas absurdas ou ridículas.

 

Coisas que dão azar - gato preto, sexta-feira, número 13, passar por debaixo de uma escada, quebrar um espelho...

 

Atitudes para afastar o azar - figa, pé de coelho, ramo de arruda atrás da orelha, plantar espada de São Jorge ou jurema, bater na mesa 3 vezes com o dorso dos dedos dizendo "isola", defumação com incenso vendido pelos esotéricos...

 

Feitiços para causar o mal a alguém - feitiço feito com fitas amarradas; despacho de comidas deixado na esquina, ou no cemitério ou na barranca do rio; olho gordo; encosto; escrever o nome da pessoa num bilhetinho e colocar o bilhetinho na boca de um sapo seco ou sob a sola do sapato; espetar alfinetes na fotografia da pessoa; acender vela preta ou vermelha; amassar os nomes de um marido e esposa com pimenta malagueta para separar o casal; jogar terra de cemitério no quintal; galo preto; bruxaria...

 

Simpatias para atrair a sorte - entrar com o pé direito, benzer-se, pregar na porta da casa uma ferradura encontrada na estrada, trevo de quatro folhas, pirâmide, estátua de elefante colocada de modos a ser vista por trás, amuletos, estátua de buda, duende (boneco) no jardim, olho ou pele de lobo, panelinha da fartura...

 

Superstições de Passagem de ano - roupa branca, lentilha na ceia, pular as sete ondas, flores oferecidas à iemanjá...

 

Ler a sorte - há várias maneiras de se ler a sorte: ler a mão, como fazem as ciganas; cartas de tarô; numerologia; jogar búzios; consultar vidente ou espírita; fazer o mapa astral; adivinhar o futuro impondo as mãos numa bola de cristal...

 

Horóscopo - é certo que a lua, os planetas e os astros influenciam a vida das plantas e dos animais da Terra, podendo interferir até no clima (marés, chuva, geada, furacões, el niño). Porém, até hoje ninguém conseguiu provar a influência dos astros sobre o futuro da vida particular das pessoas, com base na data do nascimento. O horóscopo veiculado pelos jornais, pela rádio e pela televisão, não passa de uma espécie de auto-sugestão, na qual não há nada de científico.

 

Interpretar sonhos - os sonhos nada mais são do que criações da mente inconsciente, dado que o homem possui o consciente, o subconsciente e o inconsciente. É certo que Deus pode falar à pessoa através de sonhos; isso aparece na Bíblia. Porém, tudo depende da interpretação do sonho. Por exemplo, se um motorista sonha com um acidente, não significa que lhe vá acontecer um acidente; mas, se ele interpretar que o acidente lhe vai acontecer, o acidente pode acontecer pelo auto-condicionamento.

 

Fazer 30 cópias de uma oração e deixar na igreja - isso é uma devoção popular que a Igreja nunca aprovou e nem incentivou. São orações ao Espírito Santo, a São Judas, a Santa Edviges, a Santa Rita, a Santo Antônio e a outros santos. Em alguns folhetos há ameaças para quem quebrar a corrente. Rezar, é válido; porém, a Igreja nunca disse a alguém que deva fazer 30 cópias de uma oração e deixá-las nos fundos da Igreja, ou que devesse publicar a oração num jornal. Outra devoção popular sem nenhuma fundamentação é a das 13 almas benditas.

 

Acender velas - nenhum santo e nem Jesus Cristo nunca pediram a ninguém para acender velas; normalmente, são os benzedores que mandam acender velas. O que a Igreja adota é o uso da vela (Cristo-Luz) no Batismo, na Crisma, na 1ª Eucaristia, na procissão, na visita ao doente... E o que a Igreja desaprova é o acender maços inteiros de velas no cemitério ou no candeeiro; não seria mais sensato comprar algo para uma família carente do que queimar dezenas de velas?

 

Promessas - Há muito pagador de promessa caminhando por longos trajetos sob o peso da cruz. Há muita mãe que promete não cortar o cabelo do filho até os 7 anos de idade. Nos locais de peregrinação, muitos a andar ajoelhados. Promessas absurdas. Ainda há aqueles que batem na secretaria da paróquia e dizem: "Padre, me dê uma ajuda porque eu fiz a promessa de ir na Basílica de Aparecida!" Esclarecendo - a Igreja mantém apenas as promessas do Batismo; e explica que ninguém é obrigado a cumprir uma promessa errada.

 

O 3º Segredo de Fátima - circulam por aí centenas de textos xerocados que tentam descrever o 3º segredo de Fátima, predizendo três dias de trevas... Nisto não há nada de científico ou aprovado pela Igreja. O 1º segredo de Fátima foi o fim da I Guerra Mundial; o 2º, a conversão da Rússia; o 3º segredo, o atentado ao Papa João Paulo II na Praça da Basílica Vaticana, em 1981. Nos casos de aparições de Nossa Senhora a Igreja é muito prudente e lenta para declarar uma aparição como verdadeira.

 

Espiritismo e Fenômenos Paranormais - o espiritismo fala de incorporação de espírito, transe, curas, cirurgias invisíveis, mediunidade... É tudo invenção, charlatanismo e caso de polícia. Já a Parapsicologia explica cientificamente fenômenos como telepatia, premonições, casas mal-assombradas, colchões que pegam fogo, imagens que choram, pessoas que narram fatos do passado (psicografia não existe)... São fenômenos originados pelas vivências contidas no inconsciente da pessoa, onde estão arquivadas informações de até 8 gerações anteriores, se exteriorizando em algum fenômeno. A hipnose é científica, bem como a sugestão, a regressão da memória e o poder da mente.

 

Reencarnação - o homem se compõe de corpo (organismo), psiquismo (cinco sentidos aliados às faculdades mentais) e espírito (sobrenatural). Nasce uma vez, vive uma vez, morre uma vez e parte para a eternidade uma vez. Não há como admitir a volta do espírito a um outro corpo. E nenhum aleijado está pagando pecados de vidas pregressas.

 

Liberdade e destino - há os que acham injusto o sofrimento de pessoas de bem ou a morte prematura de um jovem. Dizem que foi o destino traçado por Deus. Estão errados. Deus dá a liberdade e a vontade a toda pessoa humana para ela mesma decidir o seu rumo na vida, ainda que haja escolhas que não dependam da pessoa porque são escolhas inerentes à natureza humana. A felicidade plena está reservada para o céu. Aqui na terra, antes de se revoltar com um filho que nasceu deficiente ou teve uma morte prematura, é aconselhável cair de joelhos e dizer o que Jesus ensinou: "Pai, seja feita a Vossa Vontade", e não a minha vontade. Admitir o destino é negar a liberdade humana.

 

 

Questões a responder:

Quais as crendices e superstições que existem na sua comunidade?

Você conhece alguma crendice ou superstição que não foi citada aqui?

Existem pessoas azaradas? Seria coincidência ou acaso?

 

 

 

LOURENÇO MIKA   -   Padre Vicentino, Curitiba.

 

 



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FELIPE AQUINO - 10 ENSINAMENTOS DE SÃO LEÃO MAGNO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O santo de hoje mostrou-se digno de receber o título de “Magno”, que significa Grande, isto porque é considerado um dos maiores Papas da História da Igreja, grande no trabalho e na santidade.

 

 

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Ele nos deixou riquíssimos ensinamentos. Aproveitemos o dia de hoje, em que a Igreja celebra sua memória litúrgica, para conhecer alguns desses ensinamentos e meditá-los:

 

  1. “Ele se fez filho do homem para que pudéssemos ser filhos de Deus”.
  2. “Se somos o templo de Deus e o Espírito Santo habita em nós (1Cor 3,16), cada fiel guarda em sua alma mais do que tudo que se admira no firmamento”.
  3. “A verdadeira paz consiste em não se afastar da vontade de Deus e só se comprazer naquilo que Deus ama”.
  4. “Há muitos que, aferrados às suas ideias e mais prontos para ensinar do que para aprender o que ainda não compreenderam, naufragaram na fé (1Tm 1,19)”.
  5. “Que não vos detenham as coisas deste mundo, pois os bens do céu vos esperam”.

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Leia tambémCarta de São Leão

Qual foi o primeiro Papa a ser chamado “Magno”?

10/11 – São Leão Magno

 

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  1. “A prática da sabedoria cristã não consiste em profusão de palavras, nem em sutileza de raciocínios ou na ambição dos louvores e glória, mas na humildade sincera e voluntária que o Senhor Jesus Cristo, desde o seio de sua mãe até o suplício da cruz, escolheu e apontou como a plenitude da força (Mt 18,1-4)”.
  2. “Cristo ama a infância que ele assumiu de início em sua alma como em seu corpo. Cristo ama a infância, mestra da humildade, norma de inocência, modelo de mansidão”.
  3. “São grandes os méritos e a eficácia das esmolas. Sem dúvida, beneficiamos a nossa própria alma cada vez que socorremos por misericórdia a indigência alheia”.
  4. “Deposita no céu o seu tesouro quem alimenta a Cristo no pobre”.
  5. “Não seja um homem desprezível a seu semelhante, nem se menospreze aquela natureza que o Criador de todas as coisas fez sua”.

 

 

 

FELIPE AQUINO - Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.

 



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PAULO R. LABEGALINI - O TERÇO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A oração diária do Santo Rosário é um dos cinco pedidos que Nossa Senhora nos faz em suas mensagens de Mediugórie para a salvação do mundo. Não devemos nos esquecer que o Terço tem sido - e sempre será - uma “poderosa arma” do cristão contra as forças do mal aqui na terra.

 

Quanto podemos aprender com Maria!

 

1.   Muitos, nos sofrimentos e provações, se revoltam contra Deus e até O abandonam, afastando-se Dele e da Sua Igreja. Se seguissem o exemplo da Mãe celeste - na aceitação da vontade de Deus em sua vida -, teriam a certeza de que o Senhor nos ama e de que através do sofrimento podemos crescer na fé, pois, de todo mal aparente, Deus tira um bem maior.

2.   Ao oitavo dia do nascimento de Jesus, Maria O leva para ser circuncidado e, após se completarem os dias de purificação, como todo primogênito de Israel, se dirige ao Templo para consagrá-Lo ao Senhor. Assim, Maria nos ensina que a primeira preocupação e atitude dos pais deve ser a de iniciar os filhos na fé, através do Sacramento do Batismo.

3.   São Lucas nos relata, na visita dos pastores a Jesus recém-nascido, que, eufóricos, revelam a José e a Maria tudo o que ouviram dos anjos, e adoram o Menino-Deus. O texto diz que “Maria meditava estas palavras em seu coração”. Certamente, a Virgem Maria compreendeu que Deus lhe falava através daqueles simples pastores que seu filho era o Salvador esperado por Israel. E, mais uma vez, nossa Mãe Santíssima vem nos ensinar a refletir em todos os fatos e acontecimentos de nossa vida. Isso é preciso, porque Deus nos fala através de fatos e de pessoas para que, com a simplicidade e a humildade de Maria, possamos ter o coração alimentado em nossa caminhada rumo à Casa do Pai.

4.   Se olhamos para Jesus e imaginamos o Seu sofrimento e a Sua agonia na Cruz, podemos também olhar para Maria e tentar imaginar a dor que sentiu naqueles momentos. Mas, diante dessa cena, a postura de Maria muito nos ensina. Diz São João que ela “estava de pé” junto à Cruz e isso significa que, mesmo na maior dor, ela não estava em desespero, em revolta. Mais uma vez, estava entregue nas mãos de Deus, aceitando Sua vontade até finalmente ouvir:Pai, em Tuas mãos entrego o meu espírito”.

 

Vamos, portanto, neste tempo de tantas injustiças com os filhos de Deus, olhar para Maria e examinar a nossa postura diante do sofrimento e das tribulações. Se ela nos pede que rezemos o Santo Terço diariamente, ainda muito pouco se compararmos com as bênçãos que todos os dias recebemos em nossas vidas, vamos logo atender a este pedido da Mãe com o nosso generoso “sim”.

Como diz Roberto Carlos na sua composição ‘O Terço’: Com o Terço na mão peço a vós, minha Virgem Maria: minha prece levai a Jesus, Santa Mãe que nos guia . . .”.

Sou apaixonado por ela!

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas

 

 



publicado por solpaz às 14:19
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Havia, nos anos da minha juventude, slogan muito em voga, que sintetizava a conduta do Estado e do cidadão. Era: “ Deus, Pátria e Família

Em primeiro lugar estava Deus. Todos devíamos seguir os Mandamentos, a doutrina ensinada na Bíblia – manual de conduta, por excelência, da vida do cristão. Todos aprendiam, na escola e na catequese, as normas ensinadas por Jesus. Por sua vez, os pais, não descuravam de incutir, nas crianças, as obrigações morais e cívicas.

Nesse tempo – quiçá por isso, – havia mais paz na via pública, mais respeito e mais ordem.

Depois, vinha a Pátria: que era sagrada. Era dever de todos – sem exceção, – defende-la. Cumpria-se o serviço militar obrigatório, para se saber manobrar armas e conhecer técnicas de defesa e ataque.

Havia, nessa época, orgulho em ser cidadão do país onde se nasceu, sem odiar as outras nações; porque: assim manda o Senhor: Somos todos irmãos; filhos do mesmo Pai.

Por último, vinha a Família: união sagrada de homem e mulher, ligados por laços de amor.

A Pátria era o conjunto das famílias; e a Família, a pequena Pátria.

Os irmãos deviam (tinham obrigação,) – assim se ensinava, – de auxiliarem-se mutuamente.

Ao filho mais velho ou o que teve mais sorte e oportunidade, cabia-lhe a obrigação moral, de proteger os irmãos mais débeis e menos afortunados.

Os mais generosos, chegavam a pagar estudos superiores ou procuravam ocupações dignas. As nossas aldeias encontram-se enxameadas de exemplos desses.

Havia até quem protegesse a parentela mais próxima. Não queriam, que, quem usasse, o mesmo apelido, tivesse necessidade…

Assim se criou a sociedade, que longe de ser perfeita, permitia circular pela via pública, sem se correr o risco de se ser espoliado: de bens, até da vida.

Contribuía, também, para a segurança: policiamento eficaz, mesmo de madrugada…

A coletividade, que se formou com esses valores, não era perfeita: havia injustiça, havia pobreza, havia exploração do mais fraco; mas havia, igualmente: caridade, e sobretudo, misericórdia.

 Será esta – que agora existe, – melhor?

Creio bem que não. Muito pelo contrário.

É gritante a injustiça social: porque se perdeu o temor a Deus, o respeito pelo idoso, e pela vida humana

E, como não se respeita os Mandamentos divinos, ninguém está seguro:

Não está segura a criança, na escola.

Não está segura a família, no lar.

Não está seguro o professor, na sala de aula.

Não está seguro o cidadão, na via pública.

Não está seguro a mercadoria do comerciante; nem a honra da moça, no emprego.

Não está segura a própria polícia; nem sequer Deus, no Seu templo e Seus santos…

Ninguém se sente seguro: porque expulsaram Deus da: Escola, da Empresa, da Repartição Publica, do Hospital, do Parlamento, do Estado.

E se O expulsaram, Ele, apesar de ser Amor, abandonou-nos…

O Homem ficou órfão, e busca, afadigadamente, qualquer coisa que seja sucedâneo de Deus. Até quando?

Assim vai a nossa civilização.

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal

 



publicado por solpaz às 11:34
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JORGE VICENTE - SOPRA O VENTO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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JORGE VICENTE    -   Fribourgo, Suiça

 

 

 

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JANTAR DOS CONJURADOS

 

 

 

 

 

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(Recorte do jornal portuense:  " A ORDEM"  de 16 de Novembro de 2017)

 

 

 

 

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PALESTRA SOBRE ANGOLA

 

 

 

 

Dia 18Nov (Sábado) pelas 20H30
Jantar do RC CARNAXIDE
 
no Restaurante MULEMBA X'ANGOLA ( no Largo José Afonso nº42, em Olival Basto - mesmo depois do final da Calçada de Carriche, na saída de Lisboa para a A8).
 
Palestra pelo Prof Doutor Alberto Oliveira Pinto, subordinada ao tema "Um olhar sobre a História de Angola, até à independência".
 
Poesia sobre Angola.
 
Jantar só com "moambada".
 
Teremos a presença do Exmº Sr. Dr. Luandino Carvalho - Adido Cultural da Embaixada de Angola, em Portugal.
 
Preço = 20€ (vinte Euro)
Inscrições: franciscoqueiroz.emrotary@gmail.com
Esclarecimentos:
+351967026038
 
Saudações Rotárias
 
 
 
 
 

 

***

 

 

 

 

Horário das missas em, Jundiai ( Brasil):

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?opcoes=cidade_opcoes&uf=SP&cidade=Jundiai&bairro&submit=73349812

 

 

 

 Horário da missas em São Paulo:


http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=12345678&p=12&todas=0

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=5a348042&p=4&todas=0

 

 

Horário das missas na Diocese do Porto( Portugal):

http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_paroquias&view=pesquisarmap&Itemid=163

 

 

 

 

*** 

 

 

 

 



publicado por solpaz às 10:59
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