Blogue luso-brasileiro
Quinta-feira, 28 de Abril de 2011
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - DIREITO - O PRIMEIRO DE MAIO. O trabalho é relevante à manutenção da ordem social.

 

 

 

 

O DIA DO TRABALHO é extremamente importante, já que   foi instituído para reverenciar o passado de lutas das classes laboriosas, reafirmar o compromisso com as mesmas propostas no presente e meditar sobre o futuro de uma sociedade igualitária, sem explorados, nem exploradores. Com efeito, o exercício de uma atividade digna é necessária ao ser humano, constituindo-se num direito e num dever de todos os que têm condições e idade de trabalhar.

 

 

Determinados meses do ano são marcados por características fortes e importantes para a vida de uma nação ou das pessoas. Maio, por exemplo, logo em seu início, exalta o trabalho, que reitere-se,  é tão relevante quanto o Direito à manutenção do equilíbrio social. Além de dignificar a pessoa, permite o desenvolvimento de suas capacidades, define o tempo e a história humana, contribui à promoção do bem comum e garante a subsistência do trabalhador e de sua família. Constitui-se ainda em elemento de realização pessoal deste, quando executa seu ofício com prazer, unindo satisfação com precisão.

Sob a ótica existencial e geral, é sobretudo, fonte de sentido para a vida humana. De acordo com Dulce Criteli, professora de filosofia da PUC-SP e autora de diversos livros, “o trabalho nos revela para os outros e para nós mesmos. Por meio dele construímos nossa identidade. A partir dele descobrimos habilidades, poderes, limites, competências, alegrias, tristezas... Criamos vínculos com as pessoas, com os ambientes, com a cidade e a nação. Por meio dele entramos em contato com os costumes da sociedade, suas leis, sua moral seus anseios e filosofia de vida, e os assimilamos. Nos comprometemos com causa e uns com os outros. Desenvolvemos interesses, afinidades, finalidades e metas para nossa vida. E também afinamos sonhos medos, desejos...” (Folha de São Paulo- suplemento “Equilíbrio”- 02/03/2006 – p. 02).

Por isso o DIA DO TRABALHO é marcante em quase todo o mundo, já que   foi instituído para reverenciar o passado de lutas das classes laboriosas, reafirmar o compromisso com as mesmas propostas no presente e meditar sobre o futuro de uma sociedade igualitária, sem explorados, nem exploradores. Sua origem já enseja tais atributos. No dia 1º de maio de 1886, em Chicago, nos Estados Unidos, registrou-se um episódio de horror: a passeata de trabalhadores daquela cidade, em busca da redução da jornada para 8 horas diárias, terminou numa chacina praticada pela polícia, insuflada pelos patrões. Três anos depois, no Congresso Socialista realizado em Paris, foi oficializada a data como aquela em que se homenageariam os trabalhadores de todo o mundo.

Além de destacar inúmeras vitórias, atualmente esta celebração também indica novos desafios. Diante da dinâmica do momento e de um ambiente cercado por transformações rápidas, a flexibilização das relações trabalhistas surge como uma alternativa para minimizar a crise causada pelas mudanças econômicas, políticas e culturais, principalmente em nosso país, no qual “distorções e erros é o que não falta na estrutura das leis trabalhistas e na atuação da Justiça que as julga”, conforme apontou a jornalista Suely Caldas. De acordo com ela, “mais de 2 milhões de ações trabalhistas ingressam anualmente na Justiça do Trabalho (ante 75 mil nos EUA, país considerado excessivamente litigioso), o Brasil gasta R$ 6,84 bilhões/ano (0,36% do PIB) para sustentar tribunais espalhados pelo País e não raro prazos de julgamento ultrapassam oito anos, tantas são as instâncias de recurso. Lenta, cara e dispersa, a Justiça do Trabalho pouco alcança trabalhadores informais – sem garantia de direitos e sem ter como provar vínculo empregatício, eles não se arriscam a pagar um advogado e perder a ação” (O Estado de São Paulo – 06/08/2006- “Mudar a Justiça do Trabalho” – p. B2).

Desta maneira, há motivos para se repensar a questão trabalhista no Brasil e suas formas vindouras, como uma revisão da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), já que ela não conseguiu acompanhar as mudanças do mercado e mantém normas que não fazem muito sentido. No entanto, entendemos que a sua flexibilização deva ser efetivada, aprimorando-se os direitos já existentes, sem prejudicar os trabalhadores.

Com efeito, o exercício de uma atividade digna se faz necessária ao ser humano, constituindo-se num direito e num dever de todos os que têm condições e idade de trabalhar. Buscar soluções que não ameacem as conquistas já alcançadas e que propiciem ao mesmo tempo estabilidade de emprego é o grande desafio de nossos tempos. Para tanto, é preciso vontade política para obtenção de medidas que mantenham a meta de garantir e proteger os anseios básicos dos empregados em geral.

 

 

                        Liberdade de Imprensa

 

 

Em 1993, a Assembléia Geral da ONU – Organização das Nações Unidas proclamou três de maio como o DIA INTERNACIONAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA, com base numa resolução da UNESCO que estabeleceu o preceito de que  uma imprensa livre, pluralista e independente, é componente essencial de qualquer sociedade democrática. Esta data foi assim designada em homenagem a Declaração de Windhoek para Promover uma Imprensa Africana Independente e Pluralista, aprovada a 3 de maio de 1991 pelo Seminário realizado em Windhoek (Namíbia) sobre o mesmo tema. Efetivamente, a liberdade de imprensa é de grande importância ao  regime democrático, pois nele “nenhum indivíduo humano transfere seu direito natural a um outro (em proveito do qual ele aceitaria não mais ser consultado). Ele  o transfere ao todo da sociedade da qual é parte. Os indivíduos permanecem, assim, todos iguais, como no estado de natureza” (Spinoza, Tratado Teológico-Político, 16 – apud Roberto Romano- “Renasce a censura” – Folha de São Paulo- 26/05/2005). Por outro lado, Alberto Camus certa vez afirmou que “uma imprensa livre poderia ser boa ou má, mas que, certa mente, uma imprensa sem liberdade seria apenas má”. Assim, a imprensa deve ser livre e não pode aceitar distorções tanto no caminho da apuração como na divulgação ao leitor, respeitando ainda princípios éticos. Infelizmente na atualidade, grande parte dela em nosso país desvirtuou seus objetivos, sucumbindo aos efeitos do Poder Econômico. Por isso, vale invocarmos Rui Barbosa: “Um país de imprensa degenerada ou degenerescente é, portanto, um país cego e um país miasmado, um país de idéias falsas e sentimentos pervertidos, um país que, explorado na sua consciência, não poderá lutar com os vícios, que lhe exploram as instituições.”

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário



publicado por solpaz às 11:42
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EUCLIDES CAVACO - A ÁGUA
Bom dia simpáticos amigos
 
A ÁGUA
É sem dúvida símbolo de vida que inspirou este tema
que poderá ver  aqui nest link:
 
http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/A_Agua/index.htm
 
Desejos dum magnífico dia para todos vós .
Euclides Cavaco
cavaco@sympatico.ca


publicado por solpaz às 11:40
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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - CHÁ - CRÁS

 

 

 

            Dias atrás, enquanto eu me dirigia à faculdade, para ministrar uma longa manhã de aulas, assim que parei no semáforo, recebi um panfletinho, das mãos de um senhor. Dei uma olhada, por cima, e vi que se tratava de uma propaganda de uma “vidente”. Eu já ia jogar fora, no lixinho que carrego no carro, quando uma palavra me chamou a atenção. Tive, desse modo, que guardar o papel em minha bolsa, para uma “análise” mais detida, assim que descesse do carro.

            Certa vez, escrevi um texto exatamente sobre esse tipo de, digamos, “serviço”. Era um daqueles: “trago seu amor de volta em 24 horas”! Eu, por hábito (ou por precaução mesmo), prefiro não desdenhar daquilo que não entendo, até por que, como se diz por aí, mesmo que não se acredite em bruxas, elas existem.

            Então, partindo do pressuposto que possa haver quem tenha o poder de recuperar o amor alheio, perdido, em tempo recorde, ou coisas afins, eu estou convencida que a maior parte desses serviços esconde uma grande picaretagem. Infelizmente, muitos se valem da credulidade do próximo para se tornar muito próximo, diria íntimo, talvez dono, é da grana alheia...

            Tão logo pude, detive-me na leitura do texto que vinha impresso em um papel pequeno, retangular, de cor verde clara. Como de praxe, tipo uma espécie de atendimento padrão, havia as informações de sempre. Além das soluções afetivas, ainda fazia arrumar emprego, curava todos os males do corpo e da alma e, o mais interessante, o que de fato chamou minha atenção foi que fazia alinhamento do chá-crás...

            Fiquei imaginando que, sem dúvida nenhuma, tratava-se de alguém que, REALMENTE, entendia do mundo espiritual e exotérico. Informar sobre o alinhamento do chá-crás, por certo, além de servir como um selo de qualidade dos serviços prestados, era um diferencial e tanto.

            Não deve, mesmo, ser uma tarefa fácil alinhar o chá-crás! Eu, que nem gosto de chá, fiquei me perguntando que gosto deve ter e quais os efeitos benéficos que resultam do alinhamento do dito cujo. Aliás, meu bom Deus, eu sei que tomar chá é um hábito que remonta À fineza de modos, mas ô coisinha insossa! Chá, para mim, fica mais na lista de “águas com gostinho estranho”, do que para uma bebida, mas tudo bem, eu não sou lá muito fina...

            Será que o cliente pode tomar um pouquinho do chá-crás antes de alinhá-lo ou é melhor ingerir depois? Essas informações, tão relevantes e esclarecedoras, deveriam ter constado no “prospecto” da vidente. Vou dizer uma coisa: se ela garantisse que alinharia a coluna, para todo o sempre, no estilo “trazemos sua coluna de volta em 24 horas”, eu marcaria uma consulta o mais rápido possível... Agora, de chá, seja de erva-cidreira, de hortelã ou crás, eu quero é distância... Acho que eles não fazem muito bem aos meus chakras. Assim como os charlatões, é o tipo da coisa que os desalinha...

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA- Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo





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Quarta-feira, 27 de Abril de 2011
MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - VEJA, SENHOR!

 

 

Ela se preparara, talvez há anos, para acompanhar a Via-Sacra levando a Cruz. A possibilidade, contudo, naquela noite, acontecera em poucos dias. Um sonho das integrantes da Pastoral da Mulher/ Magdala em testemunhar, pelas ruas da cidade – as mesmas ruas em que foram vítimas de escárnio - que as dores pessoais de cada uma não as privou de ver que a dor suprema era a do Senhor, que Se entregara ao sofrimento e à morte para salvar o ser humano do poder do mal. Como profetizara Isaías: “Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que nos agradasse. Era desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos; passando por ele, tapávamos o rosto; tão desprezível era, não fazíamos caso dele. A verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores; e nós pensávamos fosse um chagado, golpeado por Deus e humilhado! Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura” (53, 2-5). A violência que lhes abriu úlceras e as empurrou para fora do rebanho como ovelhas desgarradas, não as impediu de voltar ao colo do Pastor que as buscara.

Foi a mulher expressão firme que, por primeiro, pediu para levar a Cruz. Os braços elevados e a Cruz fincada em seu peito em soluços pelas lembranças tristes e densas. Fez-se de silêncio. “O silêncio é um espelho em nós e devemos nos espelhar para contemplar quem somos” – diz o Frei Patrício Sciadini, OCD, em seu livro “Silêncio” – Edições Loyola – 2000. Olhou atenta o seu mundo de antigamente. O pai que se foi antes que a visse. A mãe que partiu aos cinco anos dela. A situação de escassez de alimentos, de roupas e de ternura em sua infância. Os meninos de família rica, culturalmente convidados a ser machos em lugar de homens puros, que passaram, em troca de bombons, a exercitar no corpo dela os seus instintos. O ruído dos bares noturnos, que reproduzia o dia todo, para não se encontrar com ela mesma. O rosto coberto pela maquiagem. A fome de comida e de amor. O achar-se perdida por culpa própria.

A noite da sua Via-Sacra, contudo, aconteceu de maneira diferente. A face sem brilho e cores artificiais. Os olhos límpidos, lavados, durante o percurso todo, por lágrimas. Estava no silêncio de Deus, em oração. Desinstalara-se das trevas para se colocar na madrugada da Ressurreição. Era o silêncio que anuncia o Frei Sciadini, “feito de amém, FIAT, eis-me aqui”. Silêncio de intercessão pelos seus.  Silêncio em que se instalou em si própria. Silêncio humilde, sem ego, avaliando suas fragilidades e de onde vem a verdadeira força. Alma em escuta. Experiência do que afirmou a Beata Elisabete da Trindade (1880-1906): “Eu valho muito: valho o sangue de um Deus feito homem”.

Ao se deparar com um hotel de alta rotatividade, no qual outrora estendera o seu corpo pela sobrevivência, virou a Cruz em direção a ele e, espontaneamente, exclamou em voz alta: “Veja, Senhor, não estou mais lá, porque O tenho em minha vida”.

Louvado seja o Deus Amor!

 

Maria Cristina Castilho de Andrade

É educadora e coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher/ Magdala - Jundiaí, Brasil





publicado por solpaz às 14:45
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RENATA IACOVINO - CONSELHO BOM

                       

 

 

Em recentes leituras sobre a utilização da paródia por muitos de nossos poetas e letristas da MPB, cheguei a outro conceito bastante manejado também por estes. Em tais vertentes encontramos, dentre tantos outros, Murilo Mendes, Oswald de Andrade, Drummond e Cassiano Ricardo.

            Na MPB, um compositor que traduz inúmeros perfis fiéis do brasileiro, utilizando-se da ironia, é Chico Buarque. Disse que “a ordem é uma palavra que não rima com a arte” e que “os artistas estão aí, justamente, para perturbar a ordem e nisso sempre estiveram”.

            Se a arte está, de fato, a serviço do pensamento que transforma, bons conselhos é que não faltam.

            “Faça como eu digo/Faça como eu faço/Aja duas vezes antes de pensar”. Ou ainda: “Espere sentado/Ou você se cansa/Está provado/Quem espera nunca alcança”. A inversão dos provérbios utilizada por Chico em “Bom Conselho” nega a “sabedoria proverbial” e se finca contra um conformismo mascarado, útil a alguns, mas açambarcado pela coletividade. A transgressão, contida nesta letra, aos usos e costumes impostos, busca revitalizar a iniciativa pessoal. Se há uma impessoalidade em “Quem semeia ventos...”, “Quem espera sempre alcança”, há um resgate crítico na intenção do autor, pois em outros trechos diz: “Corro atrás do tempo/Vim de não sei onde”; “Eu semeio o vento/Na minha cidade/Vou pra rua e bebo a tempestade”. Voz deslocada para primeira pessoa: instaura-se a não aceitação das coisas estabelecidas e da passividade. Há questionamento e oportunidade para o pensar existir. O lugar-comum cede espaço a algo maior que a imitação e a sujeição. “Beber a tempestade” é um desafio instaurado pelo poeta: feita num copo d’água, representa um antagonismo escatológico. Há a junção de dois provérbios, pois “Quem semeia ventos, colhe tempestade” e “Fazer tempestade em copo d’água”.

            A arte carrega um princípio revolucionário!

            Sobre linguagens estereotipadas, disse Antonio Cândido: “Todas são modos de petrificar a língua, de confinar o seu dinamismo a um código imutável, cuja principal função é eliminar a surpresa e, portanto, a abertura para novas experiências.”.

 

Renata Iacovino, escritora, poetisa e cantora / reiacovino.blog.uol.com.br /reval.nafoto.net / reiacovino@uol.com.br

 



publicado por solpaz às 14:39
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PAULO ROBERTO LABEGALINI - HISTÓRIA e RESGATAR O AMOR PRÓPRIO

 

 

*H I S T Ó R I A

 

 

Uma noviça recém-chegada ao convento procurou a superiora e disse-lhe:

- Querida madre, ainda não entendi por que recitamos tantas orações diferentes se não iremos conseguir decorá-las nunca!

Antes de responder, a madre pediu-lhe que fosse à gruta e trouxesse água num velho cesto de vime. A noviça estranhou a tarefa, mas apanhou o recipiente e se dirigiu à gruta. Mal enchia o cesto e a água vazava quase toda.

Quando chegou à madre, foi logo dizendo:

- Onde despejo a água? Só sobrou um restinho!

Foi, então, orientada a jogá-la numa linda roseira e ir buscar mais para aguar as outras flores do jardim. Vendo que a água se perdia no caminho, a noviça corria cada vez mais, tentando aproveitar o máximo que pudesse. Na sexta viagem, já exausta e toda molhada, ela falou ofegante à madre:

- Até quando tenho que fazer isso com este cesto vazado ao invés de um balde novo?

- Até você compreender a transformação que está havendo com o cesto! – disse a superiora.

- Madre, o cesto está ficando cada vez mais limpo. Só isso! – falou a noviça.

E a freira mais experiente completou:

- Exatamente, minha filha. Isso também acontece quando você reza: mesmo sem memorizar tudo o que recebe, sua alma vai se purificando com as palavras da oração!

Pois é, quando se trata de valores espirituais, nossos hábitos devem ser melhorados a cada dia.

Eu sempre lembro o que dizia o Pe. José Maria, que foi vigário em Itajubá: “Ninguém vai para o céu sozinho, ninguém vai para o inferno sozinho”. Pensando nisso, não é melhor adotarmos os hábitos daqueles que querem se salvar? E todo processo de santidade começa pela oração.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

 

** resgatar o amor próprio

 

 

Hoje, apresento uma seqüência de conselhos para cultivarmos a auto-estima a cada dia. O autor dos nove itens é o padre americano Robert Degrandis, que trabalha com ministério de cura há quase cinqüenta anos!

1.      Estou bem como estou, não como estava ou poderia ser. Sou amável assim como sou, com todos os meus pontos positivos, com todos os meus pontos fracos, inclusive pecados.

2.      Deus não faz questão de que eu seja perfeito, mas sim de que eu me entregue a ele planamente agora mesmo.

3.      Sentimentos de culpa fazem mal. Deus não quer que eu sinta culpa por coisas que não posso mudar. Deus quer que eu trabalhe naquilo que posso mudar.

4.      Posso admitir erros, problemas e fraquezas, sem perda do amor-próprio. O que importa é aprender com os erros e tratar de enfrentar os problemas.

5.      Tenho valor, não importa o que digam ou pensem os outros. Mesmo as pessoas que mais amo podem destruir minha importância ou minha dignidade como pessoa.

6.      Minha importância não se baseia no que faço ou realizo, mas no que sou como pessoa.

7.      Sou capaz de fazer o bem pelos outros e conseguir êxito na medida certa. Eu cresço ao aprender a dar e receber.

8.      Posso mudar se realmente quiser, e posso dar forma ao meu futuro com as decisões tomadas hoje.

9.      Posso ser feliz, ainda que a vida não tome o jeito que eu gostaria. Sou tão feliz quanto quero ser.

Aqueles que praticarem estes ensinamentos, certamente viverão mais felizes e serão mais aceitos na sociedade. Para isso, é muito importante que tenhamos plena consciência da Misericórdia de Deus para conosco. Se Ele nos ama e perdoa, por que também não nos amamos sem sentimentos de culpa?

No Evangelho escrito por Marcos (12, 3), Jesus nos convida a amar: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Se meditássemos mais na profundidade dessas palavras, saberíamos que não é possível amar um irmão senão na medida em que se ama a si próprio. Portanto, todo sentimento de culpa pode e deve ser curado: primeiro numa confissão – através do perdão do Pai que nos criou – e, depois, dentro de cada um de nós.

No campo da psicologia, a importância ao amor-próprio em tratamentos e análises também é cada vez maior porque todas as ciências se fundamentam nos ensinamentos do mesmo mestre: Jesus Cristo.

 

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h – segunda a sexta.

Site para ouvir o programa ao vivo: www.futurafm.com.br

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI --    Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.

 

 



publicado por solpaz às 14:33
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FILIPE AQUINO - AS PROVAS DA RESSUREIÇÃO DE JESUS
 
 

A Igreja não tem dúvida em afirmar que a Ressurreição de Jesus foi um evento histórico e transcendente. No §639 o Catecismo afirma: “O mistério da Ressurreição de Cristo é um acontecimento real que teve manifestações historicamente constatadas, como atesta o Novo Testamento. Já S. Paulo escrevia aos Coríntios pelo ano de 56: “Eu vos transmiti… o que eu mesmo recebi: Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras. Foi sepultado, ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras. Apareceu a Cefas, e depois aos Doze” (1Cor 15,3-4). O apóstolo fala aqui da viva tradição da Ressurreição, que ficou conhecendo após sua conversão às portas de Damasco.

O primeiro acontecimento da manhã do Domingo de Páscoa foi a descoberta do sepulcro vazio (cf. Mc 16, 1-8). Ele foi a base de toda a ação e pregação dos Apóstolos e foi muito bem registrada por eles. São João afirma: “O que vimos, ouvimos e as nossas mãos apalparam isto atestamos” (1 Jo 1,1-2). Jesus ressuscitado apareceu a Madalena (Jo 20, 19-23); aos discípulos de Emaús (Lc 24,13-25), aos Apóstolos no Cenáculo, com Tomé ausente (Jo 20,19-23); e depois, com Tomé presente (Jo 20,24-29); no Lago de Genezaré (Jo 21,1-24); no Monte na Galiléia (Mt 28,16-20); segundo S. Paulo “apareceu a mais de 500 pessoas” (1 Cor 15,6) e a Tiago (1 Cor 15,7).

S. Paulo atesta que Ele “… ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e foi visto por Cefas, e depois pelos Onze; depois foi visto por mais de quinhentos irmãos duma só vez, dos quais a maioria vive ainda hoje e alguns já adormeceram; depois foi visto por Tiago e, em seguida, por todos os Apóstolos; e, por último, depois de todos foi também visto por mim como por um aborto” (1 Cor 15, 3-8).

“Deus ressuscitou esse Jesus, e disto  nós todos somos testemunhas” (At 2, 32), disse São Pedro no dia de Pentecostes.  “Saiba com certeza toda a Casa de Israel: Deus o constituiu Senhor (Kýrios) e Cristo, este Jesus a quem vós crucificastes” (At 2, 36). “Cristo morreu e reviveu para ser o Senhor dos mortos e dos vivos”.(Rm 14, 9). No Apocalipse, João arremata: “Eu sou o Primeiro e o Último, o Vivente; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos, e tenho as chaves da Morte e da região dos mortos” (Ap 1, 17s).

Toda a pregação dos Discípulos estava centrada na Ressurreição de Jesus. Diante do Sinédrio Pedro dá testemunho da Ressurreição de Jesus (At 4,8-12). Em At 5,30-32 repete.  Na casa do centurião romano Cornélio (At 10,34-43), Pedro faz uma síntese do plano de Deus, apresentando a morte e a ressurreição de Jesus como ponto central. S. Paulo em Antioquia da Pisídia faz o mesmo (At 13,17-41).

A presença de Jesus ressuscitado era a manifestação salvífica definitiva de Deus, inaugurando uma nova era na História humana; era a força do Apóstolos. Jesus ressuscitado caminhou com eles ainda quarenta dias e criou a fé dos discípulos e não estes que criaram a fé no Ressuscitado.

A primeira experiência dos Apóstolos com Jesus ressuscitado, foi marcante e inesquecível: “Jesus se apresentou no meio dos Apóstolos e disse: “A paz esteja convosco!” Tomados de espanto e temor, imaginavam ver um espírito. Mas ele disse: “Por que estais perturbados e por que  surgem tais dúvidas em vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu! “Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, como, por causa da alegria, não podiam acreditar ainda e permaneciam surpresos, disse-lhes: “Tendes o que comer?” Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o então e comeu-o diante deles”. (Lc 24, 34ss)

Os Apóstolos não acreditavam a principio na Ressurreição do Mestre. Amedrontados, julgavam ver um fantasma, Jesus pede que o apalpem e verifiquem que tem carne e ossos. Nada disto foi uma alucinação, nem miragem, nem delírio, nem mentira, e nem fraude dos Apóstolos, pessoas muito realistas que duvidaram a principio da Ressurreição do Mestre. A custo se convenceram. O próprio Cristo teve que falar a Tomé: “Apalpai e vede: os fantasmas não têm carne e osso como me vedes possuir” (Lc 24,39). Os discípulos de Emaús estavam decepcionados porque “nós esperávamos que fosse Ele quem restaurasse Israel” (Lc 24, 21).

Estes depoimentos “de primeira hora”, concebidos e transmitidos pelos discípulos imediatos do Senhor, são argumentos suficientes para dissolver qualquer teoria que quisesse negar a ressurreição corporal de Cristo, ou falar dela como fraude. Esta fé não surgiu “mais tarde”, como querem alguns, na história das primeiras comunidades cristãs, mas é o resultado da missão de Cristo acompanhada dia a dia pelos Apóstolos.

Com  os Apóstolos aconteceu o processo exatamente inverso do que se dá com os visionários. Estes, no começo, ficam muito convencidos e são entusiastas, e pouco a pouco começam a duvidar da visão. Já com os discípulos de Jesus, ao contrário, no princípio duvidam. Não crêem em seguida na Ressurreição. Tomé duvida de tudo e de todos e quer tocar o corpo de Cristo ressuscitado. Assim eram aqueles homens: simples, concretos, realistas. A maioria era pescador, não eram nem visionários nem místicos. Um grupo de pessoas abatidas, aterrorizadas após a morte de Jesus. Nunca chegariam por eles mesmos a um auto-convencimento da Ressurreição de Jesus. Na verdade, renderam-se a uma experiência concreta e inequívoca.

Impressiona também o fato de que os Evangelhos narram que as primeiras pessoas que viram Cristo ressuscitado são as mulheres que correram ao sepulcro. Isto é uma mostra clara da historicidade da Ressurreição de Jesus; pois as mulheres, na sociedade judaica da época, eram consideradas testemunhas sem credibilidade já que não podiam apresentar-se ante um tribunal. Ora, se os Apóstolos, como afirmam alguns, queriam inventar uma nova religião, por que, então, teriam escolhido testemunhas tão pouco confiáveis pelos judeus? Se os evangelistas estivessem preocupados em “provar” ao mundo a Ressurreição de Jesus, jamais teriam colocado mulheres como testemunhas.

Os chefes dos judeus tomaram consciência do significado da Ressurreição de Jesus, e, por isso,  resolveram apaga-la: “Deram aos soldados uma vultosa quantia de dinheiro, recomendando: “Dizei que os seus discípulos vieram de noite, enquanto dormíeis, e roubaram o cadáver de Jesus. Se isto chegar aos ouvidos do Governador, nós o convenceremos, e vos deixaremos sem complicação”. Eles tomaram o dinheiro e agiram de acordo com as instruções recebidas. E espalhou-se esta história entre os judeus até o dia de hoje” (Mt 28, 12-15). A ressurreição corporal de Jesus era professada tranqüilamente pela Igreja nascente, sem que os judeus ou outros adversários a pudessem apontar como fraude ou  alucinação.

Os Apóstolos só podiam acreditar na Ressurreição de Jesus pela evidência dos fatos, pois não estavam predispostos a admiti-la; ao contrário, haviam perdido todo ânimo quando viram o Mestre preso e condenado; também para eles a ressurreição foi uma surpresa.

Eles não tinham disposições psicológicas para “inventar” a notícia da ressurreição de Jesus ou para forjar tal evento. Eles ainda estavam impregnados das concepções de um messianismo nacionalista e político, e caíram quando viram o Mestre preso e aparentemente fracassado; fugiram para não ser presos eles mesmos (Cf. Mt 26, 31s); Pedro renegou o Senhor (cf. Mt 26, 33-35). O conceito de um Deus morto e ressuscitado na carne humana era totalmente alheio à mentalidade dos judeus.

E a pregação dos Apóstolos era severamente controlada pelos judeus, de tal modo que qualquer mentira deles seria imediatamente denunciada pelos membros do Sinédrio (tribunal dos judeus). Se a ressurreição de Jesus, pregada  pelos Apóstolos não fosse real, se fosse fraude, os judeus a teriam desmentido, mas eles nunca puderam fazer isto.

Jesus morreu de verdade, inclusive com o lado perfurado pela lança do soldado. É ridícula a teoria de que Jesus estivesse apenas adormecido na Cruz.

Os vinte longos séculos do Cristianismo, repletos de êxito e de glória, foram baseados na verdade da Ressurreição de Jesus. Afirmar que o Cristianismo nasceu e cresceu em cima de uma mentira e fraude seria supor um milagre ainda maior do que a própria Ressurreição do Senhor.

Será que em nome de uma fantasia, de um mito, de uma miragem, milhares de fiéis enfrentariam a morte diante da perseguição romana? É claro que não. Será que em nome de um mito, multidões iriam para o deserto para viver uma vida de penitência e oração? Será que em nome de um mito, durante já dois mil anos, multidões de homens e mulheres abdicaram de construir família para servir ao Senhor ressuscitado? Será que uma alucinação poderia transformar o mundo? Será que uma fantasia poderia fazer esta Igreja sobreviver por 2000 anos, vencendo todas as perseguições (Império Romano, heresias, nazismo, comunismo, racionalismo, positivismo, iluminismo, ateísmo, etc.)? Será que uma alucinação poderia ser a base da religião que hoje tem mais adeptos no mundo (2 bilhões de cristãos)? Será que uma alucinação poderia ter salvado e construído a civilização ocidental depois da queda de Roma?  Isto mostra que o testemunho dos Apóstolos sobre a Ressurreição de Jesus era convincente e arrastava, como hoje.

Na verdade, a grandeza do Cristianismo requer uma base mais sólida do que a fraude ou a debilidade mental. É muito mais lógico crer na Ressurreição de Jesus do que explicar a potência do Cristianismo por uma fantasia de gente desonesta ou alucinada. Como pode uma fantasia atravessar dois mil anos de história, com 266 Papas, 21 Concilios Ecumênicos, e hoje com cerca de 4 mil bispos e 416 mil sacerdotes? E não se trata de gente ignorante ou alienada; muito ao contrário, são universitários, mestres, doutores.

 

FILIPE AQUINO   -   Escritor católico.Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.



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JOSÉ RENATO NALINI - PEDRO, O INJUSTIÇADO

                  

 

 

O Brasil não cultiva a sua memória. É a maldição de um passado miserável: os erros acumulados só fizeram crescer a pobreza e a ignorância. É hora de reabilitar Pedro II. O Imperador injustiçado. O homem bom, traído pelos que mais se beneficiaram de sua bondade, de sua tolerância, de sua superioridade moral. Reler o livro “O Ocaso do Império”, de Francisco José de Oliveira Vianna, é exercício saudável.

O octogenário texto de Oliveira Vianna tem espantosa atualidade. O Império brasileiro era admirado por todo o mundo civilizado. Foram quase 50 anos de estabilidade. Não se ousou censurar a Imprensa. Falava-se o que se queria do Imperador. Ele a tudo compreendia, a tudo perdoava. Acabou sozinho. Relata Oliveira Vianna o final que um homem desses mereceria, fossem civilizados os súditos: 

“Merecia, no seu ocaso, ter o esplendor flamejante e a grandeza tranquila de um belo poente de verão e, entretanto, não teve nenhum desses traços de beleza épica que, de costume, acompanham a queda dos Impérios: o rumor e o brilho das espadas que se entrebatem e lutam, ou o clamor das multidões enfurecidas que apedrejam e ululam. Terminou, ao contrário, muito prosaicamente, e de súbito.

Do Paço, de onde dominara durante meio século, o velho Imperador, abatido pela moléstia, mas nobre ainda no seu porte majestoso, saiu, não sob a claridade da luz meridiana, mas dentro da noite, sob a escuridão protetora de uma alta madrugada, como um criminoso que se foragisse – e foi às pressas que embarcou no pequeno navio, que o haveria de levar para as tristezas do exílio irrevogável”. A República era conhecida por poucos. 

Os exemplos republicanos no continente não eram dos melhores. Mas as ambições pessoais, o insuperável anseio pelo mando, acenavam afoitas e atiçavam os apetites. Enxotaram-no e à família sem condescendência. Estoico, estatura ética gigantesca, “não levava nenhuma desilusão, senão a experiência da ingratidão dos homens. 

Esta mesma ele, na sua magnanimidade, parecia ter perdoado: não teve uma palavra só de censura para ninguém, uma só recriminação, um só desabafo de desespero, ou de cólera, ou de mágoa: nada”. Pedro II não merecia o tratamento indigno dos brasileiros. E quanta diferença entre ele e a maior parte dos que vieram depois a mandar no Brasil.

José Renato Nalini é Desembargador da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo e autor de “Ética Ambiental”, editora Millennium. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.



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HUMBERTO PINHO DA SILVA - SER SANTO

                      

 

 

Todo o baptizado pode ser santo, e ser santo, não é privilégio de alguns. A santidade é acessível a todos.

Quando se fala de santos, logo surge a ideia de privações sem conta. Em monges e freiras, que se enclausuram em estreitas celas e habitam mosteiros soturnos, onde o Sol é coado por espessos reposteiros; mas santidade não é isso. Pode-se ser santo nesses conventos tristes, onde mora o silêncio e se reza várias vezes ao dia, mas essa “santidade” não é para todos, apenas para quem aspira elevado grau.

Para a maioria das pessoas, a santidade é ser: boa mãe e bom pai;  criar filhos crentes e cidadãos exemplares.

Os cristãos conscientes devem dar exemplo, não só em palavras, mas também em obras. O verdadeiro discípulo de Jesus, não é só no templo, mas na escola, na oficina, com colegas de trabalho.

É santo quem defende, e se empenha a divulgar os mandamentos de Deus; quem leva vida digna e desce a terreiro a pelejar pela Fé.

É santo, quem cuida dos mais carenciados, sejam crianças indefesas ou velhinhos abandonados. São santos, os que consideram que o semelhante é irmão e batalham em defesa dos oprimidos e pobres.

Para ser santo, companheiro de Jesus, não é preciso imitar os antigos fariseus, que mostravam o semblante macerado para provarem que jejuaram, nem passar horas afio em oração. A beata Maria, filha do Conde Clemente Droste zu Vischering, dizia, que se pode rezar mesmo quando se trabalha, desde que se traga o pensamento em Cristo.

O mundo precisa de santos, que rezem, que frequentem a Eucaristia, mas principalmente que o sejam na vida quotidiana.

Ser santo não é pertencer a movimentos religiosos e ser assíduo ao culto; ser santo é levar vida honrada, dar testemunho, pelo exemplo, e não recear falar de Cristo, mesmo nos ambientes adversos.

É santo, o político que compromete a carreira, ao negar o voto a leis indignas. É santo, o profissional que não receia perder a oportunidade, para não pactuar em alicantinas.

É santo o que recusa o cargo, sempre desejado, porque sabe que terá de sanear alguém, cujo crime é ser militante de partido rival ou sendo independente, não tem quem o apõe.

Precisamos de pais e mães, sacerdotes, religiosos, santos, que vivam a Fé e partilhem, não o que lhes sobeja, mas o que lhes pode ser necessário.

Precisamos de santos, que sirvam a Deus, cuidando dos homens; de santos, que trabalhem na vinha do Senhor por Amor e não por interesse.

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal

 



publicado por solpaz às 14:14
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PINHO DA SILVA - O SENHOR É MEU PASTOR...

 

                                           

                 

 

 

                                                                  (Salmo23)

                                 “La force de Dieu,surmonte celle de ses ennemis”

                                                                       Pascal

                                                                   “Pensèes”

 

 

 

Se Deus é meu Pastor, nada me falta:

- nem, para me deitar, os pastos verdes;

nem águas mansas, para as minhas sedes;

nem, para meu coração, a Fé mais alta.

 

 

Nos trilhos da Justiça, Ele me guia,

por amor do Seu nome. Inda que andasse

pelos sombrio vale, se O avistasse,

certamente que nada temeria!

 

 

E se tem Consigo, à Sua mesa,

da presença inimiga, sempre acesa,

Seu cajado amigo me conforta;

 

 

pertinho do Senhor, meu calix cheio,

habitando a Sua casa, no Seu seio,

eu viverei com Ele”…Isso, é que importa!...

 

 

 

PINHO DA SILVA   -   Vila Nova de Gaia, Portugal



publicado por solpaz às 14:05
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