Blogue luso-brasileiro
Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011
CIINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - CAIXINHAS DE NATAL

 

 

 

 

 

            Acho que acontece o mesmo para quase todo mundo, mas eu vou estranhando algumas mudanças da e na sociedade. É fato inconteste que as pessoas mudam, que os costumes se alteram e que cada nova geração acresce e deixa de lado aquilo que não se amolda ao seu tempo.

            Assim, há alguns anos, quando se falava em caixinhas de Natal, a imagem que se formava na minha mente era a de caixas coloridas, nas quais os presentes de fim de ano seriam acomodados. Hoje, sobretudo, parece-me, nesse ano, a expressão “caixinha de Natal” está longe de ter o mesmo significado.

            De repente, todo mundo resolveu enfeitar uma caixa ou uma lata e colocar no seu estabelecimento comercial, a título de caixinha de Natal. Da padaria ao veterinário, parece que esse se tornou uma espécie de enfeite de Natal. Então vejamos: no Natal, mais do que qualquer coisa, eu tenho que contribuir com um dinheirinho extra para qualquer um cujos serviços eu utilize. Se vou fazer as unhas, tem lá uma caixinha, se vou comprar pão, se levo meus cães para tomar banho, se vou ao mercado, à farmácia, em todo lugar tem uma das tais caixinhas, estrategicamente colocada, toda embrulhada em motivos natalinos, solicitando uma parcela do meu suado salário...

            Eu só queria era entender um pouco isso. Quase todo esse pessoal é assalariado, portanto, ganha 13° salário. Assim, falta-me talvez inteligência para entender por que razão eu tenho que repassar partes do meu para os outros. Não estou falando de ação de solidariedade, de ajuda a pessoas carentes, que fique bem claro. Refiro-me a pessoas que trabalham e que, não raras vezes, ganham até mais do que eu.

            Fico me perguntando: a quem pertence, por exemplo, a caixinha que fica na Padaria? Será dividida igualmente entre os funcionários ou o dono está querendo minimizar o dever dele de pagar aos empregados? Se eu colaborar, posso perguntar, será, a destinação?

            Outra coisa que me deixa louca no fim de ano são os entregadores. Até o carteiro me deixa um cartão pedindo caixinha! O lixeiro, que eu passo o ano todo sem ver, dá as caras todos os dias na última semana de Natal e fica varrendo a rua bem devagarzinho, tocando as campainhas e pedindo caixinhas. Minha revista Veja é sempre atirada varanda a dentro, algumas vezes atingindo em cheio meus vasos, mas, nos últimos dez dias do ano, o entregador prefere entregar pessoalmente, juntamente, é claro, com o pedido de praxe.

            A equação parece-me muito simples: se eu der “caixinha” para todo mundo, ficarei eu na condição de ter que fazer o mesmo. Como advogada, será que posso ligar para meus clientes pedindo uma colaboração? Posso até usar a frase que vem impressa em alguns dos “cartões” de Natal que tenho recebido: “por não termos 13° salário, peço encarecidamente a sua ajuda para fazer o meu Natal mais feliz”... Se não der certo, posso mandar uma cartinha aos meus alunos, solicitando, gentilmente, uma modesta contribuição natalina...

            Francamente, doa a quem doer, isso já virou uma palhaçada! Mais uma vez, o Natal vai perdendo sua razão de ser. Uma coisa é eu dar um valor a mais para minha faxineira, que me acompanha, com carinho, há mais de 4 anos, todas as semanas, a título de Boas Festas, de agradecimento. Fazer uma cesta de Natal para ajudar a quem precisa, colaborar com alguma causa, tudo isso tem o meu apoio, mas esse hábito de quase mendicância natalina, não ganha meu voto.

            Boa parte de minha família é gente humilde, e meus avós paternos, sobretudo, foram, em vários momentos da vida, pessoas muito pobres. A herança, contudo, que me deixaram, foi a de que é preciso trabalhar e garantir, honestamente, o pão de cada dia. Tenho vergonha de ver a quantidade de pessoas que espoliam, descaradamente, os cofres públicos, mas também me envergonho desse hábito de pedir por pedir, aproveitando-se de uma época na qual as pessoas estão mais sensíveis. Espero, sinceramente, que não estejamos nos tornando uma nação de mendigos de caráter e de ladrões do dinheiro alheio.

            Feliz Natal a todos, com desejo de que o verdadeiro espírito do Natal se faça presente em todos os lares...

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA- Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo

 



publicado por solpaz às 14:45
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JOSÉ RENATO NALINI - MAIS UM BEATO

 

Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana, abriu a causa de beatificação e canonização de D. Luciano Mendes de Almeida, que morreu em 27.8.2006. D. Luciano foi arcebispo de Mariana por 18 anos e era grande amigo de Norberto Mohor Fornari, o Presidente do Centro Universitário Padre Anchieta, instituição de ensino que nasceu e honra Jundiaí e região. Nós também temos um processo em causa, que propõe o reconhecimento das virtudes do nosso primeiro Bispo, o inefável Dom Gabriel Paulino Bueno Couto.

O povo de Mariana contribui bastante para o andamento do exaustivo e longo processo. Sua sepultura está sempre coberta de flores, bilhetes e fotos de pessoas que recorrem à sua intercessão. O número de beatificações e canonizações aumentou a partir do pontificado de João Paulo II, ele mesmo candidato à canonização. Quem não se recorda do povo gritando “Santo súbito”, na celebração de sua beatificação em 1º.5.2011, seis anos após a morte? Das 784 canonizações feitas entre 1594 – Papa Clemente VIII – e 2004, mais da metade foi feita por João Paulo II: foram 482 canonizações e 1.342 beatificações em 26 anos de pontificado.

Bento XVI já realizou 34 canonizações e 577 beatificações desde que eleito Pontífice, há seis anos. A beatificação é o primeiro passo para a canonização. Beato e santo são pessoas apresentadas à veneração dos cristãos como exemplos a serem seguidos. São 3 etapas no processo: verificação da fama de santidade, se viveu as virtudes cristãs em grau heroico e se existe milagre atribuído à sua intercessão. O segundo milagre é exigido para a canonização do beato. Milagre é algo sobrenatural, tanto que submetido à análise de comissão de médicos e peritos não necessariamente católicos.

D. Luciano nasceu em 1930, no Rio de Janeiro, em família rica. Foi jesuíta e nomeado Bispo Auxiliar de São Paulo em 1976, responsável pela região do Belém. Varava madrugadas para cuidar dos pobres. “Não se esqueçam dos meus pobres” foi sua mensagem no leito de morte no Hospital das Clínicas, quando agonizava acometido de câncer no fígado. Como pode ajudar as pessoas a se tornarem melhor o conhecimento da vida de pessoas como D. Gabriel e D. Luciano! Essa é uma das glórias de minha Igreja.

 

José Renato Nalini é Corregedor Geral da Justiça de São Paulo. E-mail:jrenatonalini@uol.com.br.



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LAURENTINO SABROSA - SINCERIDADES FORÇADAS

 

 

 

 

 

Se há virtudes mais nobres que outras, a virtude da sinceridade é das mais nobres. Se não houver sinceridade no que se diz, no que se faz, no que se promete, no que se reza, nada tem valor, tudo passa a ser hipocrisia. A humildade, os próprios actos de caridade, os actos de solidariedade, se não forem sinceros por terem interesses pessoais ou fins inconfessáveis, são vilezas que quando descobertas tocam a oco e sabem a choco.

Refiro-me à sinceridade que, “sinceramente”, está alojada no espírito e no coração, fazendo parte da formação espiritual da pessoa. Mas, na verdade, de certa maneira, todos nós somos “obrigados” a ser sinceros. Com efeito, queiramos ou não, e sem nisso pensarmos, todos nós damos a perceber aquilo que somos, nas nossas relações quotidianas com os familiares e todas as pessoas com quem lidamos. As reacções perante alegrias e tristezas, o olhar e os gestos, o estilo de vida e os vícios, as preferências no que veste e no que come, mostram a um bom observador a personalidade de uma pessoa, evidenciando o seu húmus psicológico e sentimental, ou seja, patenteando os pensamentos que lhe bailam na cabeça e os sentimentos que lhe inundam o coração.

Nicolau Tolentino de Almeida (século XVIII) diz em algures da sua obra poética:

 

Debalde loucos amantes, disfarçais penas e gostos

se os atentos circunstantes têm em vós os olhos postos.

Um suspiro de repente e um certo mudar de cor

São sinais evidentes de que o peito oculta amor

 

O que vale à maioria das pessoas que não querem mostrar aquilo que são e querem esconder aquilo que sentem, é que, na verdade, são muito poucas as pessoas que são suficientemente observadoras e perspicazes para o descobrir, o que tem como reverso poucas pessoas serem apreciadas pela suas virtudes.

Há alguns livros que nos pretendem dar orientações sobre como captar a maneira de ser das pessoas, analisando os tiques, a maneira de cumprimentar, o riso, a fala e outras manifestações espontâneas pelas quais cada um pode inconscientemente revelar-se. Não é fácil, porém, ser psicólogo para desvendarmos, ainda que superficialmente, o íntimo de alguém. As pessoas, por um lado, têm, mesmo perante um psicólogo profissional, um grande índice de retracção para não se deixarem devassar; mas por outro lado, mostram aquilo que são, nas suas atitudes, nas suas opiniões, em episódios isolados e em instantes fugidios, ainda que seja apenas “um suspiro de repente e um certo mudar de cor”. Se um bom observador, numa análise continuada souber conjugar e relacionar todos os elementos que lhe são patenteados, pode chegar a conclusões válidas. 

Conheço uma história que, penso eu, comprova cabalmente esta minha teoria de que nos damos a conhecer quando menos o queremos. Foi publicada há muitos anos, no jornal O PRIMEIRO DE JANEIRO, numa série de episódios retirados dos arquivos da Scotland Yard, por um agente aposentado.

Um certo homem era duramente acusado de vários crimes, e havia provas evidentes de que ele era o criminoso. No entanto, ele, talvez querendo escapar à pena de morte, negava terminantemente, proclamava a inocência, apesar de se lhe mostrarem as provas esmagadoras. Perante elas, com grande teimosia e resistência psicológica, continuava sempre a negar, o que não impediu de ser condenado e levado ao patíbulo para ser enforcado. À última hora, quando já estava tudo pronto e a postos para a execução, o homem pediu para dar umas palavras ao povo que assistia. Era o seu último desejo que, como tal, lhe foi permitido. Então, o homem bradou para todos:

– Criminosos!  Nunca confesseis!

Os jurados que o tinham condenado ficaram satisfeitos. Aquele criminoso que nunca tinha confessado os seus crimes, sem querer, à última hora, fez a mais válida das confissões.

 

 

LAURENTINO SABROSA   -  Senhora da Hora, Portugal

 



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RENATA IACOVINO - DROGA (S) DA MODA

 

 

 

 

O consumismo é o aliado de algumas drogas. Todas lícitas.

As reconhecidas do grande público – álcool e tabaco – e bombardeadas por quase todos os lados, desde os conservadores até os ex-consumidores, causam doenças. Mas as não reconhecidas também.

Muitos dos alimentos ingeridos, atualmente, estão longe (e não faz tanto tempo assim) de possuir as vitaminas e os nutrientes necessários ao nosso organismo. Comidinha caseira como a da mamãe? Esqueça! Época que não volta. E com isso, o paladar de muitos que nasceram sob a égide do “saboroso sim, mas não saudável”, vai se fortificando no vazio.

E não é nesse mesmo vazio que estamos construindo nossa visão de mundo, nossos conceitos, nossas crenças? Parece que desaprendemos a lição... ou nunca a aprendemos de fato. Pois esses conceitos e crenças estão brotando em um meio tão artificial quanto àquele propiciado à produção de transgênicos.

Somos a geração agrotóxico, aquela que consome o pior alimento disfarçado com uma bela fantasia, uma embalagem que não deixa dúvida de sua qualidade, uma publicidade que hipnotiza desde um bebê de dois até um senhor de oitenta anos. A probabilidade do bebê se encantar é maior, pois ele não carrega a memória e, portanto, o conhecimento do anteriormente vivido, então, a referência que tem é precária. Quanto mais jovens mais nossa referência é precária. Referência com algo que possua identidade e não apenas siga uma moda, uma ditadura de comportamento, um submeter-se no qual nem é possível identificar qual face tem o que elegemos, pois nem somos mais quem elegemos. A “mão invisível” de Adam Smith que o diga... Se não conseguimos implantar um sistema onde houvesse uma grande intervenção do Estado para que a economia não ficasse sujeita a crises e a desempregos, dentro de um bom planejamento, havendo controle por parte da coletividade sobre o processo social de produção e distribuição, fazendo com que o indivíduo não fosse dominado pelas forças imprevisíveis do mercado – Socialismo –, ficamos sujeitos a uma mínima intervenção do Estado, grandes crises, vasto desemprego etc, pois tudo depende da força imprevisível do mercado, com pouco controle por parte da coletividade sobre o processo social de produção e distribuição – Capitalismo.

E voltando às drogas... isso é assunto para o próximo artigo.

 

Renata Iacovino, escritora e cantora / reiacovino.blog.uol.com.br /
reval.nafoto.net / reiacovino@uol.com.br

 



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PAULO ROBERTO LABEGALINI - HISTÓRIA e O SANTO ROSÁRIO

                                    

 

                   

  

 

*H I S T Ó R I A

 

Quando um rei completou 25 anos de monarca, decidiu libertar o prisioneiro que o convencesse de sua inocência. Quatro foram trazidos até ele; e disse-lhe o primeiro:

- Majestade, nunca fiz nada de errado. Um inimigo acusou-me falsamente!

- Eu jamais matei alguém. Confundiram-me com um assassino – disse o outro.

- Estou aqui porque o juiz não gostava de mim –falou o terceiro.

E o último, usando de sinceridade, comentou:

- Não posso negar que tirei a vida de um homem, senhor. Naquela época, eu era muito violento e não tinha controle sobre a minha coragem. Hoje, arrependo, mereço o castigo que recebo, mas peço a Cristo que, um dia, todos venham a me perdoar.

Diante deles, o rei colocou o cetro na cabeça do quarto prisioneiro e tomou a decisão:

- É você quem vai sair daqui. Vou aproveitar o seu arrependimento e dar-lhe uma nova chance de permanecer bom antes que volte a ser malvado e ponha tudo a perder.

Pois é, assim nosso Pai age conosco: no primeiro sinal de arrependimento sincero, nos perdoa e nos envia para os caminhos da salvação. Portanto, bastaria um pouquinho de fé e bom senso para que o pior dos homens se reconciliasse com Ele, porém, pra muita gente, isso parece impossível.

Contam que, conversando sobre cristianismo, um cosmonauta ateu disse a um fervoroso neurocirurgião: ‘Eu sempre viajo pelo céu e nunca vi um anjo. A mim, isso prova que eles não existem!’. O médico, então, respondeu: ‘Eu também já operei cérebros de pessoas geniais e jamais vi uma idéia. Isso nos torna menos inteligentes?’.

Na verdade, fica difícil a graça divina atingir alguém que não aceita as verdades contidas no Evangelho, mas, mesmo assim, não podemos desanimar em levar mais almas para o Céu porque, para Deus, nada é impossível.

Feliz Natal com Jesus no coração!

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’,que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

**O SANTO ROSÁRIO

 

A oração diária do Terço é um dos cinco pedidos que Nossa Senhora nos faz em suas mensagens de Mediugórie para a salvação do mundo. Não devemos nos esquecer que o Terço tem sido - e sempre será - uma “poderosa arma” do cristão contra as forças do mal aqui na Terra.

E quanto nós podemos aprender com Maria! Vejamos alguns exemplos:

1.  Muitos irmãos, nos sofrimentos e provações, se revoltam contra Deus e até O abandonam, afastando-se Dele e da Sua Igreja. Se seguissem o exemplo da Mãe celeste - na aceitação da vontade de Deus em sua vida -, teriam a certeza de que o Senhor nos ama e de que através do sofrimento podemos crescer na fé, pois, de todo mal aparente, Deus tira um bem maior.

2.  Ao oitavo dia do nascimento de Jesus, Maria O leva para ser circuncidado e, após se completarem os dias de purificação, se dirige ao Templo para consagrá-Lo ao Senhor. Assim, Maria nos ensina que a primeira preocupação e atitude dos pais deve ser a de iniciar os filhos na fé, através do Sacramento do Batismo.

3.  São Lucas nos relata, na visita dos pastores a Jesus recém-nascido, que, eufóricos, revelam a José e a Maria tudo o que ouviram dos anjos, e adoram o Menino-Deus. O texto diz que “Maria meditava estas palavras em seu coração”. Certamente, a Virgem Maria compreendeu que Deus lhe falava através daqueles simples pastores que seu filho era o Salvador esperado por Israel. E, mais uma vez, nossa Mãe Santíssima vem nos ensinar a refletir em todos os fatos e acontecimentos de nossa vida. Isso é preciso, porque Deus nos fala através de fatos e de pessoas para que, com a simplicidade e a humildade de Maria, possamos ter o coração alimentado em nossa caminhada rumo à Casa do Pai.

4.  Se olhamos para Jesus e imaginamos o Seu sofrimento na Cruz, podemos também olhar para Maria e tentar imaginar a dor que sentiu naqueles momentos. Mas, diante dessa cena, a postura de Maria muito nos ensina. Diz São João que ela “estava de pé” junto à Cruz, e isso significa que, mesmo na maior dor, ela não estava em desespero, em revolta. Mais uma vez, estava entregue nas mãos de Deus, aceitando Sua vontade até finalmente ouvir: “Pai, em Tuas mãos entrego o meu espírito”.

Vamos, portanto, neste tempo de tantas injustiças com os filhos de Deus, olhar para Maria e examinar a nossa postura diante do sofrimento e das tribulações. Se ela nos pede que rezemos o Santo Terço diariamente - ainda muito pouco se compararmos com as bênçãos que todos os dias recebemos em nossas vidas -, vamos logo atender a este pedido da Mãe com o nosso generoso “sim”.

Como diz Roberto Carlos na sua composição: “Com o Terço na mão peço a vós, minha Virgem Maria: minha prece levai a Jesus, Santa Mãe que nos guia . . .”

 

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h – segunda a sexta.

Site para ouvir o programa ao vivo: www.futurafm.com.br

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI -    Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.



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FAUSTINO VICENTE - FRUTAS E FRUTOS DO NATAL

 

 

 

Final de ano é a época em que as empresas se preparam para fechar a contabilidade e apurar o saldo numérico de todas as transações comerciais realizadas,analisando se as estratégias planejadas atingiram as metas pré-estabelecidas. As causas dos efeitos não desejados serão rastreadas com a devida abrangência, para que não voltem a desagradar acionistas,clientes e funcionários.

 

A imprensa mostrará, na retrospectiva anual, os acontecimentos políticos, sociais, esportivos, econômicos e religiosos que abalaram o mundo e transformaram as novas vidas. Merecerão destaque especial as descobertas científicas e as inovações tecnológicas que tornaram o homem capaz de destruir o planeta. Mas o mantiveram incompetente para assegurar qualidade de vida, mínima e digna, à população mundial. Esta constatação nos faz crer “que apesar de todos viverem sob o mesmo céu, nem todos desfrutem do mesmo horizonte”. A classe política divulgará suas realizações e justificará as promessas de campanha não cumpridas.

 

O restrito acesso aos serviços de educação e saúde, de excelente qualidade, é o fator inibidor mais significativo para que as condições de igualdade do desenvolvimento humano sejam, ainda, apenas, retóricas. Também as organizações do chamado Terceiro Setor, ou voluntariado de responsabilidade social, cujo movimento tem apresentado impressionante expansão, prestarão contas, aos seus parceiros e colaboradores. O voluntário tem a nobreza de partilhar o mais precioso tesouro da nossa era, o conhecimento – certidão de nascimento de cidadania.

 

De forma idêntica cada um de nós deve fazer a sua reflexão,analisando o seu desempenho pessoal na abrangência dos seis fatores motivacionais, que são: saúde física, espiritualidade,família, saúde mental, relacionamento social,carreira profissional e condição financeira. A harmonia entre esses indicadores evidenciará se as metas que planejamos, os sonhos que acalentamos e as ações que empreendemos foram desenvolvidas rumo à meta maior de todo ser humano: a felicidade. Interiormente, devemos verificar se nos tornamos menos arrogantes e mais tolerantes, menos professor e mais aprendiz, menos teólogo e mais apóstolo. Enfim, se estamos conscientizados de que os votos de – Feliz Natal – não deva ser, apenas, uma manifestação episódica de amor ao próximo,mas contínuas práticas de fraternidade.

 

A própria transformação da “paisagem” nos contagia, pois as ruas, as fachadas das casas, as vitrines das lojas e, até árvores, ganham decorações especiais, luzes multicoloridas e enfeites criativos. As ornamentações dos interiores das residências, e dos templos religiosos, simbolizam o nascimento do homem que dividiu a história da humanidade em antes e depois dele – Jesus Cristo.Os especialistas em marketing disputam cada centímetro, e cada segundo da mídia,principalmente da irresistível telinha da TV. O simpático velhinho,com suas tradicionais barba branca e roupagem vermelha, continua sendo a grande esperança da criançada.

 

Para os trabalhadores, a chance de conseguir emprego, mesmo que temporário,para os empresários, a oportunidade de maior faturamento e para o país, o crescimento do PIB – o qual deve ter como missão a melhoria da distribuição de renda. Até as frutas que serão consumidas no Natal fazem parte das estimativas dos especialistas em gestão. Porém, se não colhermos os frutos da espiritualidade, a morte na cruz terá sido em vão.

 

Com a esperança de que o espírito natalino sensibilize os nossos corações erradicando a discriminação, o preconceito e todas as formas de exclusão social – chagas ainda vivas na sociedade – entendemos que a arquitetura de um mundo mais justo economicamente e mais igualitário socialmente é condição essencial á conquista da tão sonhada Paz, nesta maravilhoso planeta azul.

 

 Faustino Vicente - Advogado, Professor e Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos – e-mail: faustino.vicente@uol.com.br – Jundiaí (Terra da Uva) – São Paulo - Brasil

 

 



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - ENTÃO É NATAL

                     

 

 

 

 

 

O menino, de família com recursos mínimos, ganhou como prêmio, numa brincadeira que exigia atenção, um boneco do Pica-Pau de Walter Lantz. Quis me mostrar e me perguntou se eu gostava daquela personagem. Diante da resposta afirmativa, presenteou-me com ele. Tentei que levasse para casa, era uma conquista pessoal. Não houve jeito. Está comigo. Creio que pela ternura do menino, recordei-me do livro, com histórias do Pica-Pau, que ganhei em algum dezembro de minha infância. Não me lembro de detalhes. Inverno com neve, a ave em sua casa com lareira no tronco, mergulhada em pipocas, que se avolumaram na sala. Mais uma das confusões do Pica-Pau Maluco de espírito aventureiro, brincalhão e bagunceiro. Pipocas estouradas na hora, bem branquinhas e macias, sem piruás. Veio-me, ainda, a lembrança de uma frase que li, outro dia, em um e-mail: quando uma criança, próxima da travessia da rua ou na calçada em meio a gente estranha, segura no dedo do pai, com sua mão pequenina, e encontra acolhimento, mantém-se assim para a vida inteira, independentemente da presença física. Gostei tanto dessa colocação! É uma grande verdade. Se você tem esse amparo nos primeiros passos, segue com ele em todas as épocas de sua história. Mesmo que partam, os queridos encontram, em Deus, uma maneira de permanecer. Mais do que em fotos, nas imagens que dão vida aos sentimentos bonitos.

Creio que a celebração do Natal de Jesus deva conter a ternura que partilha e declara carinho. O menino me oferecer o seu boneco branco, azul e vermelho me emociona. Ele que possui tão pouco, que é de sonho de um real para comprar doce na escola ou pipa na papelaria. O boneco se agigantou aos seus olhos, mas se fez pequenino na intensidade de seu sentimento de abraço. Seus olhos me ofertaram o presente – conquista dele – com brilho ensolarado.

 Natal é festa de ser cuidado e de cuidar. O Pai, o Criador, em cujo dedo seguramos, ao nos depararmos com os sons, as silhuetas externas, os tons, os toques, os sabores estranhos, após um tempo de aconchego na gruta materna, envia Seu Filho para ser, na caminhada, parceiro que se detém em nossos interesses e desinteresses, em nossos encantos e desencantos, em nossas vitórias e naufrágios, e nos salva. O Pai, em Seu Filho, traduz o sentido das trevas da Sexta-Feira Santa e do cântico dos anjos no Natal, que anuncia uma grande notícia. É atenção terna com o ser humano. Quanto a cuidar, você e eu sabemos quem espera por nós para ser cuidado e para oferecer o sentido de Deus ao Natal.

Feliz Natal, querida leitora, querido leitor, na experiência de ser cuidado e cuidar.

 

Maria Cristina Castilho de Andrade

É educadora e coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher/ Magdala

 



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SERGIO ZEHLAUY BARCELLOS - PORQUE É NATAL

                       

 

 

 

 

Porque é Natal, vou fazer uma criança sorrir.

 

Porque é Natal, vou olhar aos pobres e doentes.

 

Porque é Natal , vou assistir aos tristes e abatidos.

 

Porque é Natal, vou distribuir alguns trocados.

 

Porque é Natal, vou desejar felicidades.

 

Porque é Natal vou presentear os amigos e parentes.

 

Porque é Natal, vou vestir roupa nova.

 

Porque é Natal, a mesa será farta.

 

Porque é Natal, tudo isso compra minha consciência robotizada por
uma sociedade vestida com o manto da hipocrisia.

 

Porque é Natal, envolto na magia das
luzes e enfeites, montados pela ganância, minha mente se ofusca e não percebe
que o decreto que encerra a injustiça e a opressão só se assina com o coração.

 

 

 

SERGIO ZEHLAUY BARCELLOS   -   São Paulo, Brasil



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HUMBERTO PINHO DA SILVA - A MELHOR EVANGELIZAÇÃO

 

 

 

Naquela alegre manhã coberta de sol, Francisco, assentou convidar Frei Junípero - “ O palhaço do Senhor” ou “O brinquedo de Deus”, como Clara, dizia, - o mais ignorante irmão do seu conventinho, para companheiro de pregação.

Ficou assombrado o discípulo do santo da Porciúncula, pelo inusitado convite.

Como poderia ele, inculto, quase analfabeto, desprovido do dom da palavra, pregar, juntamente com o eloquente e inteligentíssimo Francisco!?

E voltando-se para o santo, humildemente replicou:

- Como, irmão, se mal sei falar correctamente, posso pregar ao povo!?

O estigmatizado, mansamente pousou a mão no ombro direito do discípulo e respondeu:

- Vem! Não receies! Confia! Eu estou contigo! …

Como bom frade e obediente que era, seguiu de cabeça inclinada, mãos enfiadas nas largas mangas do hábito, e olhos cravados no caminho.

Rezaram, conversaram e deambularam por Assis: ampararam pobres desanimados; consolaram enfermos em desespero; riram-se e distraíram-se com as crianças; auxiliaram idosos indefesos; confortaram inválidos, e regressaram serenamente ao convento, louvando o Senhor.

Ao subirem para a Porciúncula, Frei Junípero, declarou a Francisco.

- Esqueceste de pregar! Não falhaste de Deus, nem ensinaste doutrina! …

Ao que advertiu o santo, sorrindo:

- Quando ajudamos, consolamos, rimo-nos com as crianças, auxiliamos idosos, confortamos inválidos, estivemos a pregar; e que óptima pregação fizemos!

Nós, que fomos baptizados e cremos em Jesus, devemos não só ensinar, mas principalmente testemunhar com o exemplo.

O bom educador sabe, que a melhor forma de educar é o exemplo. Pode-se ensinar as regras de etiqueta a uma criança, mas se não dermos o exemplo, aplicando no momento e lugar certo o que inculcamos, foi inútil, e nada valeu decorar o livrinho de civilidade.

Evangelizar foi o que Francisco fez naquela amena manhã de sol.

Não se pense que é só no muito rezar que se agrada a Deus. A beata Maria, filha do Conde Clemente Droste zu Vischering, Morgado dos Drostes, dizia que a melhor oração é andar sempre com o pensamento Nele.

É o que fazia Madre Teresa, cuidando dos infelizes, que agonizavam pelas ruas.

Isso é que é ser cristão, evangelizar, seguir Cristo, ser discípulo de Jesus.

O resto são palavras… palavra…, mais palavras, quantas vezes proferidas por vaidade, que podem obter encómios, mas raramente convencessem e poucas vezes agradam a Deus, se me é permitido pensar o que Ele quer.

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto,Portugal



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CLARISSE BARATA SANCHES - NATAL

 

 

Natal! Quem me dera voar mundo fora;

Entrar pela porta de muitos amigos;

Até, dos mais pobres de frágeis abrigos,

Cantar ao Menino na mágica hora…

 

Pedir-lhe uma graça de Paz Redentora

Que livre as crianças de sérios perigos…

E tantos velhinhos que sofrem castigos…

Mal feitos por homens, sem honra mentora.

 

Que lindo que era, cantarmos em coro

E ver o Menino a sorrir-se e sem choro

Naquele Presépio de Luz e de Amor!

 

Cear, mesmo ali, à volta da mesa

Com toda a modéstia sem ver lá tristeza,

E ter Esperança dum mundo melhor!

 

Clarisse Barata Sanches – Góis – Portugal



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