Blogue luso-brasileiro
Segunda-feira, 30 de Julho de 2012
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - EXCESSO DE LEIS EM NOSSO PAÍS.

 

 

                                                  

 

 

 

 

 

No Brasil existe uma enorme quantidade de normas jurídicas e para que não haja contradição entre elas, é preciso que estejam integradas num sistema jurídico hierarquicamente organizado que as disciplinam e que recebe o nome de “ordenamento jurídico”, cuja base é Constituição Federal, tida como a ‘lei máxima’ e fundamental da Nação. A partir daí, seguem-se outras, como as “normas complementares” que regulam o texto constitucional e devem estar devidamente previstas na Carta Magna; as “normas ordinárias” elaboradas pelo Poder Legislativo em sua função típica de legislar; as “normas regulamentares” que são os regulamentos estabelecidos pelas autoridades administrativas em desenvolvimento da lei, tais como decretos, portarias etc. e “as normas individuais” que representam as aplicações concretas das demais normas do Direito ao comportamento social dos indivíduos, como por exemplos, sentenças e contratos.

Apesar dessa classificação, o seu excesso tem sido prejudicial à própria aplicação das leis. De acordo com matéria publicada pelo jornal “O Estado de São Paulo” (15.04.2007- A-12), “o ordenamento jurídico brasileiro tem um total de 181.318 normas legais, segundo levantamento da Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República. O impressionante é que, desse universo, 53 mil leis estão realmente em vigor. Há um pouco de tudo: leis que colidem até com a própria Constituição, outras que já foram revogadas, algumas que o tempo tornou obsoletas e tantas outras que servem apenas para confundir”.

            Da mesma forma, virar nome de lei é um desejo que mexe com o ego de parlamentares, ministros e até mesmo de figuras sem intimidade com a política. Alguns conseguem chegar lá e outros a ela se associam independentemente da própria vontade. É o caso apontado pelo jornalista Adriano Barcelos, em artigo publicado pelo jornal “Zero Hora” (Porto Alegre, 19.08.2007), referente ao jogador de futebol Gérson que viu a boa imagem construída na Copa do Mundo de 1970, associada ao jeitinho brasileiro por meio de uma lei que nunca existiu, a Lei de Gérson. Ele entrou para o anedotário popular ao protagonizar na TV, na  década de 70, um comercial de cigarros em que dizia “afinal, eu gosto de levar vantagem em tudo, certo?”. Virou nome de lei a contragosto.

No entanto, os brasileiros sabem que o respeito à lei contribui para o aperfeiçoamento do Estado Democrático de Direito que é aquele cujo regime jurídico autolimita o poder do Estado ao cumprimento das leis que a todos subordinam. Tal noção corresponde ao estágio civilizatório das democracias “em que o poder das leis está acima das leis do Poder”. Nesse sentido, vale invocar trecho de artigo publicado por Duílio Battistoni Filho (historiador e membro da Academia Campinense de Letras”, no jornal “Correio Popular” (19.04.2009- A-3), que com raro brilhantismo enfocou a situação atual de nosso país:

“O Brasil sempre foi um País de leis e de legisladores. Herdeiros, via Portugal, da tradição jurídica romano-germânica, somos um dos maiores produtores de leis. A mania de regulamentação foi introduzida e reforçada pela grande presença de juristas e advogados no Poder Legislativo e na administração do Estado, que compunham a quase totalidade da elite política durante todo o período de formação nacional no século XIX e que continuam a representar parcela importante dela. Hoje, a aspiração de nosso jurista é formular a legislação perfeita que enquadre toda a realidade e evite qualquer brecha por onde possa escapar um suposto transgressor. Ele se vê como um demiurgo, organizador do mundo, um reformador universal. Feita a lei, o problema para ele está resolvido, não lhe interessando sua execução. Nas grandes cidades, sobretudo em suas periferias, o agente da lei próximo à população era, e ainda é  o policial militar ou civil, cujo arbítrio e violência são conhecidos, com raras exceções. A camada social em melhor posição para perceber a transgressão e reagir contra ela é a classe média. É ela que está mais cercada pela lei, em função de sua inserção profissional, é sobre ela que recai grande parcela de impostos, mas é ela que menos se beneficia de políticas sociais”.

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor, professor universitário, mestre em Direito Processual Civil pela PUCCamp e membro das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas.

 

 

 

 

   

                  PERÍODO DE FÉRIAS

 

 

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Por motivo de férias, como tem acontecido nos anos anteriores, não será actualizado o blogue durante o mês de Agosto.

 

 

 

 



publicado por solpaz às 14:43
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RENATA IACOVINO - A LIBERDADE DA REGRA

 

 

 

 

 

 

 

Quem nasceu primeiro: o Homem ou a regra?

A princípio parece uma pergunta fácil de responder.

Enquanto os animais irracionais possuem suas regras sem precisar criá-las, pois a natureza dá conta dessa harmonização, nós, animais racionais, precisamos, desde os primórdios, inventar formas de nos organizar, de nos civilizar, de conseguir meios para convivermos, um com o outro.

É assim até hoje. Estamos em busca disto. Encontramo-nos e perdemo-nos nessa empreitada, porque, diferente dos irracionais, temos a interferir em tal processo, peculiaridades que embolam tal caminhada... os sentimentos, aqueles que devem ser domados – embora estejamos falando de... racionalidade (?).

Sentimentos como a inveja, a cobiça, a ambição, a vaidade, o preconceito e outros, que exigem que criemos um regramento e uma ordem, a fim de que possamos nos tornar seres civilizados. O que não quer dizer que mesmo convivendo com tais regras, consigamos atingir a tão esperada... paz.

Regras possuem dois lados, como praticamente tudo que nos cerca. Por um lado elas nos beneficiam, por outro, parecem nos ameaçar.

Mencionando a poesia, por exemplo, temos algumas regras que orientam como fazê-la. Mas não há apenas uma modalidade poética e sim várias. Não dá para ignorar que a regra existe, mesmo para aquilo que aparentemente se mostra despido de alguma norma. Mesmo para a poesia dita “livre”. A “liberdade” dela está em seu nome, mas não em sua forma, sonoridade, ritmo... as técnicas estão – ou deveriam estar – presentes, mesmo quando ignoradas.

Isto serve, dentre outras razões, para desafiar o poeta, estimulá-lo, estabelecer, enfim, uma conectividade com pessoas que compartilham daquela mesma linguagem; criar – além de uma harmonia para propiciar a melhor organização sobre o assunto – uma afinidade entre aqueles que exercitam, estudam, praticam ou vivem daquilo.

Parece algo bem racional... e... o que somos, afinal?

É o mal necessário.

Muitos dos que se aventuram pelas alamedas dos escritos dizem querer a liberdade, temer as regras, mas, não as conhecem. É o mesmo preconceito de qualquer situação onde não se admite o diferente, simplesmente por não conhecê-lo. A ignorância é a maior causa do preconceito. Digo ignorância no melhor sentido possível. A regra propicia o conhecimento, seja em qual esfera for.

 

Renata Iacovino, escritora, poetisa e cantora / reiacovino.blog.uol.com.br /

reval.nafoto.net / reiacovino@uol.com.br

 

 



publicado por solpaz às 14:32
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FELIPE AQUINO - VIDA PARA ALÉM DA MORTE

 

 

                             

 

 

 

 

 

  O que a Igreja fala sobre a vida após a morte

 

 

 

A maior esperança cristã é esta: a vida não termina na morte, mas continua no além. E muitos perguntam “o que virá depois?”. Somente a fé católica tem resposta clara para esta questão. A Carta aos hebreus diz que “está determinado que os homens morram uma só vez e em seguida vem o juízo” (Hb 9,27). Para nós católicos, isso liquida de vez com a mentira da reencarnação, que engana tantas pessoas, e as deixa despreparadas diante da morte, acreditando neste erro, e com uma falsa idéia de salvação.

São Paulo ensinava aos cristãos de Corinto, muito influenciados pela mitologia grega que dominava a região, que “ao se desfazer esta tenda que habitamos neste mundo, recebemos uma casa preparada por Deus e não por mãos humanas, uma habitação eterna, no céu” (2Cor 5,10). Mas, Paulo não deixou de dizer que “teremos de comparecer diante do tribunal de Cristo. Alí cada um receberá o que mereceu, conforme o bem ou o mal que tiver feito enquanto estava no corpo” (2Cor 5,10).

A Igreja nos ensina que logo após a morte vem o Juízo particular da pessoa. Diante da justiça perfeita de Deus, seremos julgados. Mas é preciso lembrar que o Juíz é o mesmo que chegou até o lenho da Cruz para que ninguém fosse condenado, e tivesse à sua disposição, através dos Sacramentos da Igreja, o perdão e a salvação que custaram a Sua Vida.

Afirma o nosso indispensável Catecismo que: “Cada homem recebe em sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo, seja através de uma purificação, seja para entrar de imediato na felicidade do céu, seja para condenar-se de imediato para sempre” (§ 1022). Isto mostra que imediatamente após a morte a nossa alma já terá o seu destino eterno definido: o céu, mesmo que se tenha de viver o estado de purificação antes (purgatório), ou o inferno.

Sobre o céu diz São Paulo que “o que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, e o coração do homem não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que o amam” (1Cor 2,9). O Papa Bento XII (1335-1342), assegurou através da Bula “Benedictus Deus”, que as almas de todos os santos, mesmo antes da ressurreição dos mortos e do juízo geral, já estão no céu. A Igreja, desde o tempo dos primeiros mártires acredita, sem dúvida, que eles já estam no céu, intercedendo pelos que vivem na terra. São muitos os documentos antigos que confirmam isto.

Sobre o purgatório a Igreja também não tem dúvida, já que esta verdade de fé foi confirmada em vários concílios ecumênicos da Igreja: Lião(1245), Florença (1431-1442), Trento (1545-1563), com base na Tradição e na Sagrada Escritura (1Cor 3,15; 1Pe1,7; 2Mac 12,43-46 ).

Ensina o Catecismo que: “A Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados”(§1031). As almas do Purgatório já estão salvas, apenas completam a sua purificação para poderem entrar na comunhão perfeita com Deus. Diz a Carta aos hebreus que “sem a santidade, ninguém pode ver o Senhor” (cf. Hb 12,14).

Mais do que um estado de sofrimento, o Purgatório é, ensina São Francisco de Sales, doutor da Igreja, um estado de esperança, amor, confiança em Deus, e paz, embora a alma sofra para se santificar. Para os que rejeitarem a Deus e sua graça, isto é, que deixaram o coração endurecer, o destino será a vida eterna longe de Deus, para sempre, e junto daqueles que também rejeitaram a Deus. Jesus diz que alí haverá “choro e ranger de dentes”.

 

É preciso dizer aqui que Jesus foi ao extremo do sacrifício humano para garantir a todos os homens a salvação; logo, Ele fará de tudo para que ninguém seja condenado. Mas Deus respeita a liberdade de cada um, e, como disse Santo Agostinho, Ele que nos criou sem precisar de nós, não pode nos salvar sem a nossa ajuda. Ao falar do inferno, o Catecismo diz que: “Deus não predestina ninguém para o inferno; para isto é preciso uma aversão voluntária a Deus (um pecado mortal), e persistir nela até o fim. São Pedro diz que Deus “não quer que ninguém se perca, mas que todos venham a converter-se” (2Pe 3,9).

Se a lembrança do inferno trouxer medo ou insegurança ao seu coração, lembre-se daquilo que disse um dia São Bernardo, doutor da Igreja: “Nenhum servo de Maria será condenado”. Sem dúvida a Mãe de Deus saberá salvar aqueles que foram seus fiéis devotos aqui na terra. Ela é, afinal, a Mãe do Juiz!

A Igreja nos lembra ainda que na segunda vinda de Cristo, a Parusia, que ninguém sabe quando será, haverá o Juízo final ou geral. O Catecismo ensina que: “A ressurreição de todos os mortos, ‘dos justos e dos injustos’” (At 24,15), antecederá o Juízo Final” (§ 1038). O Magistério da Igreja ensina que esta será “a hora em que todos os que repousam no sepulcro ouvirão a Sua voz e sairão, os que tiverem feito o bem para uma ressurreição da vida; os que tiverem praticado o mal para uma ressurreição de julgamento” (Jo 5,28-29). “Então Cristo virá em sua glória e todos os seus anjos com Ele…” (Mt 25,31).

Portanto, a ressurreição dos corpos ainda não aconteceu nem mesmo para os santos. Os seus corpos ainda aguardam a ressurreição do último dia. Somente Jesus e Maria já ressucitaram e têm seus corpos já glorificados. Quanto a este grande Dia da volta gloriosa do Senhor, a Igreja não quer que se faça especulações sobre ele; pois o próprio Cristo o proibiu. Muitos foram enganados e a fé desacreditada por muitos que ao longo dos séculos ousaram marcar a hora da volta do Filho de Deus.

Sobre isto, o Papa João Paulo II disse recentemente: “A história caminha rumo à sua meta, mas Cristo não indicou qualquer prazo cronológico. Ilusórias e desviantes são, portanto, as tentativas de previsão do fim do mundo (L’Osservatore Romano, n.17 – 25/4/98). Muitas vezes a Igreja já se pronunciou sobre esta questão. No Concílio ecumênico do Latrão, em 1516, assim afirmou:

“Mandamos a todos os que estão, ou futuramente estarão incumbidos da pregação, que de modo nenhum presumam afirmar ou apregoar determinada época para os males vindouros para a vinda do Anticristo ou para o dia do juízo. Com efeito a Verdade diz: “Não toca a vós ter conhecimento dos tempos e momentos que o Pai fixou por Sua própria autoridade. Consta que os que até hoje ousaram afirmar tais coisas mentiram, e, por causa deles, não pouco sofreu a autoridade daqueles que pregam com retidão. Ninguém ouse predizer o futuro apelando para a Sagrada Escritura, nem afirmar o que quer que seja, como se o tivesse recebido do Espírito Santo ou de revelação particular, nem ouse apoiar-se sobre conjecturas vãs ou despropositadas. Cada qual deve, segundo o preceito divino, pregar o Evangelho a toda a criatura, aprender a detestar o vício, recomendar e ensinar a prática das virtudes, a paz e a caridade mútuas, tão recomendadas por nosso Redentor”.

Diz o nosso Catecismo: “Só o Pai conhece a hora deste Juízo, só Ele decide do seu advento. Através do seu Filho Jesus Ele pronunciará a sua palavra definitiva sobre toda a história. Conheceremos então o sentido último de toda a obra da criação”(§ 1040).

 

 

 

 

FELIPE AQUINO   -   Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica

 



publicado por solpaz às 14:29
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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - VELHOS CONCEITOS

 

 

 

 

 

 

 

            Não sou nenhuma conhecedora do mundo da propaganda. Minhas opiniões, assim, não são de alguém com autoridade para escrever sobre o assunto, mas minhas percepções advem do papel de consumidora, de quem assiste e está exposta às propagandas que bombardeiam os meios de comunicação.

            Em matéria de publicidade, algumas coisas me intrigam e outras me revoltam. Fico intrigada pensando se as pessoas repetem as mesmas ideias, os mesmos conceitos, por falta de criatividade, por incompetência, por hábito ou por conveniência, pelo menor esforço. Tempo vai e tempo vem e não vejo muitas mudanças. São sempre os mesmos apelos, os mesmos estereótipos, as mesmas velhas piadas já gastas e muitas vezes sem graça.

            E é aí que muitas coisas me revoltam. Confesso que me sinto até ofendida com a quantidade de anúncios que vendem uma ideia da mulher como seres humanos fúteis e destituídos de maiores propósitos. Invariavelmente tem uma mulher de biquíni, andando como se tivesse lordose, interessada no dinheiro ou no carro que alguma criatura do sexo masculino estiver exibindo. Isso sem falar naqueles odiosos anúncios de mulheres burras, péssimas motoristas, objetos apenas do desejo masculino e cuja existência parece se restringir a esse propósito.

            Vejam bem, nada contra o que cada um quiser ser ou fazer da vida, mas colocar todas as mulheres nesse patamar baixo, é pobreza de espírito. Homens e mulheres, não cabemos em tipos fixos, pois somos diversos por natureza. Tudo bem a brincadeira, a piada, o afastar da onda do “politicamente correto” que, diga-se de passagem, é uma droga, mas eu fico pensando que, com tantos recursos, com tantos argumentos que poderiam ser usados nas campanhas publicitárias, para inovar, comover, fazer ir, tornar viral, é muito pouco,  muito abaixo de medíocre, usar sempre as mesmas toscas ideias.

            Creio que haja mais mulheres que acordam cedo, correm contra o relógio para deixar a casa em ordem, alimentam os animais de estimação, preparam a comida dos filhos, dão um beijo naquele que amam, arrumam a maquiagem e ainda saem para uma jornada de trabalho de mais de 10 horas diárias, do que o número de mulheres que vivem de biquíni, tomando cerveja na praia e gritando como se fossem idiotas. Outra vez eu repito: nada contra tomar cerveja, usar biquíni e ficar na praia, mas não aprecio quando essa imagem aparece idiotizada, como umas bonecas infláveis de carne e osso. Normalmente, inclusive, em muitos comerciais, o plural do gênero é sempre usado de forma pejorativa, como se “mulheres” fosse o coletivo de algo consumível e reciclável.

            Vez ou outra, contudo, somos brindados com propagandas inteligentes, de bom gosto, de humor refinado ou não, mas que não são somente o “mais do mesmo”, tampouco se utilizam de tipos ridículos por definição, moldados em ideias ultrapassadas e preconceituosas, naquele tipo de preconceito que somente contribui com a burrice alheia,  para o apequenar da cultura de um povo... Aos publicitários inteligentes, todo o respeito de uma plateia igualmente inteligente, já cansada de tantas ideias usadas...

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA -Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo

           

 



publicado por solpaz às 14:10
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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - ARY FOSSEN, O SER HUMANO

               

                     

 

 

Quando uma pessoa vai embora e, de alguma forma, faz parte de nosso mundo, fica um vazio que as lembranças ocupam, mas ninguém consegue preencher. Com o passar do tempo, esses vazios se multiplicam e a terra que habitamos se torna, em grande parte, molhada de saudade. Sei disso há tempo. Meu pai se casou com 48 anos e nasci aos 55 dele. A ascendência paterna disse adeus muito cedo.

Reflito sobre  a partida do Sr. Ary Fossen como ser humano e aquilo que faltará dele na história que escrevemos neste tempo e neste lugar. A Família bonita que ele construiu, juntamente com a Marialice, terá sempre muito mais a dizer. Marialice do sim nas alegrias e na cruz. Marialice que, embora a dor a comprima, permaneceu e permanece em pé. Ao falar da Família, as palavras do Sr. Ary eram como favos de mel. Seu orgulho maior. Sentimento que cresceu com a chegada do genro, noras e netos.

Tínhamos alguns lugares em comum como o SESI, até um pouco depois da virada do século; a Catedral Nossa Senhora do Desterro em diversas celebrações e o Jardim Novo Horizonte a partir de 2005. Alguns amigos, que tocaram ou tocam o coração, eram os mesmos.  Dentre eles Dom Gabriel Paulino Bueno Couto. Sr. Ary jamais se esquecia de seus ensinamentos. O encanto pela grandeza e a sensibilidade do Inos Corradin e sua obra, que eleva o espírito através da arte, nos era similar.

Muitos destacaram, nos testemunhos e nas reportagens, sua trajetória política. Escolho escrever sobre o que vivia em seu coração, além da Família, nas conversas informais: o amor e a presença de Deus no seu dia a dia; os eventos religiosos de que participava, bendizendo ao Senhor por tudo o que lhe dera; os livros e os autores que lhe chamavam a atenção; a alegria ao poder colaborar com sonhos dos empobrecidos e fortalecê-los; as recordações de pessoas, fatos e paisagens. Emocional em determinados acontecimentos, ao se indispor com uma pessoa, tinha a humildade de buscar a reconciliação. O poder, em diferentes cargos que ocupou, não o fez arrogante.

O menino, de emprego simples na adolescência, pelo empenho, inteligência e preparo, assumiu funções de destaque e, por se abrir ao divino, chegou por certo ao Céu, atraído, como sempre demonstrou, pela luz sobrenatural da fé, pela fragrância da ressurreição.

A primeira Leitura da Missa do dia de sua partida, do Profeta Isaías (26, 7-9.12.16-19) proclama: “Quando vem a noite, anseia por ti a minha alma e com a força do espírito te procuro no meu íntimo. (...) Senhor, hás de dar-nos a paz, como nos deste a mão em nossos trabalhos. (...) Reviverão os teus mortos e se levantarão também os meus mortos. Despertai, cantai louvores, vós que jazeis no pó! Senhor, é orvalho de luz o teu orvalho, e a terra trará à luz os falecidos”.

Deus nos amou tanto que nos fez para a Eternidade. No vazio deixado pelo Sr. Ary, além das lembranças, o anúncio do Ressuscitado, que vence a morte, e a certeza de que a vida vale a pena quando é serviço para o bem.

 

 

 

 

 

 

 

Maria Cristina Castilho de Andrade

Coordenadora da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala, Jundiaí



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LAURENTINO SABROSA - POSTAL DE PARABÉNS POR ANIVERSÁRIO

 

 

 

 

 

 

 

Especialmente dedicado a quem se chamar ANA

 

 

 

 

 

PREZADA LEITORA

 

 

Qualquer que seja o seu nome completo, para nós, o PAZ  e eu, seu colaborador, aqui e agora é simplesmente ANA. E vai ver já porquê. Já reparou nesse seu nome? É nome bíblico de raíz hebraica, que significa “misericórdia”. Além disso, tem a propriedade de ser um palíndromo. Sabe o que isso é? É desculpável que não, por, possivelmente, não ser termo específico da sua área. Pois palíndromo, é uma palavra que, com mais simplicidade, pode ser definida como “palavra-capicua”, porque, tal como as capicuas numéricas, tem sempre a mesma leitura.

Se fazer, das capicuas numéricas, números de sorte pode ser sinal de superstição, é bom fazer do seu nome-capicua um augúrio de felicidade. Espero que já o tenha feito, embora distraidamente, pouco consciente das realidades vividas no seu dia-a-dia. Mas agora, que celebra mais um aniversário com pujança e beleza, e que tem um amigo, embora desconhecido, que a vem felicitar com palavras diferentes das habituais, esse seu amigo vem alertá-la para a beleza do nome e para que faça dele talismã de grande significado espiritual. Para isso deverá ser, não distraída mas conscientemente, a capicua da sorte das pessoas com quem lida, com quem convive, das pessoas que de perto ou de longe mais a amam. A felicidade que conseguir espargir com a ajuda dos seus méritos, bastante com a ajuda espiritual do seu nome a funcionar como capicua da sorte, acabará por ser a felicidade dos que de perto ou de longe mais ama e a sua própria felicidade.

E a minha também. Por isso é com a maior satisfação e alegria que lhe desejo um feliz aniversário, com muita saúde e todas as venturas, não só neste seu dia mas em todos os seus dias de uma longa vida.

 Em nome do PAZ e em meu nome como seu colaborador

laurindo.barbosa@gmail.com

 

 

 

LAURENTINO SABROSA   -    Senhora da Hora, Portugal.

 



publicado por solpaz às 13:54
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PAULO ROBERTO LABEGALINI - MINHAS SETE MULHERES

 

                                                  

 

 

 

Comentarei hoje o meu amor pelas sete mulheres da minha vida.

A primeira, minha mãe, talvez eu nem precisasse confirmar, já que, como muitos dizem: ‘mãe é mãe’; mas a minha é realmente uma grande mãe em todos os sentidos. Ela aconselha, respeita minhas decisões e reza sem parar. Ah, dona Wanda também é uma super-avó, sogra carinhosa como poucas e transborda alegria. Graças a Deus, ela é minha mãe!

Minha irmã, Maria Aparecida, também foi muito importante nesses meus 55 anos de vida. Mesmo hoje, quando preciso, ela me estende a mão, o braço, o ombro... enfim, não mede esforços para me ajudar. Gerou meus três queridos sobrinhos e luta incansavelmente pelo bem estar de todos.

Bem, a terceira, é minha abençoada esposa. Esta, todos conhecem, porque é figurinha fácil ao meu lado por onde vou. Já passamos grandes provações juntos – aliás, imensas!– e aprendemos a nos amar de verdade. Há dez anos, trocamos as brigas por orações e o desespero pela confiança nas promessas do Senhor.

Agora, vou falar da Thaís, minha filha mais velha. Quando ela nasceu, eu chorei de alegria. Lembro-me que encontrei a Irmã Emiliana no corredor da maternidade e, em prantos, disse-lhe que já era pai! E, aqui entre nós: ela também é chorona como eu e viria chorar se ouvisse isto.

Chegou a vez da quinta? Bem, é a quinta a ser citada apenas na ordem cronológica de nascimento, pois minha segunda filha, Soraia, tem dons muito especiais na família: é professora de português, canta afinadíssimo e tem olhos azuis! Antes, eu a carregava comigo para cantar nas missas, agora, ela me chama à oração.

A sexta mulher da minha vida é a minha netinha, Luísa, de 4 anos. Graças ao bom Deus, ela é um encanto de criança e diz que é o meu grude! Mora no sul do Paraná e, quando nos despedimos para viajar de volta, cada um fica uns dias chorando de saudades– ela e eu. Como é bom ser avô!

Falta falar de quem? É claro: Nossa Senhora! Sou apaixonado por ela e nem sei dizer quanto. Já lhe prestei homenagens cantando, trabalhando, compondo, escrevendo e falando do amor que sentimos um pelo outro. Eu peço, ela me atende; ela pede e eu faço. É uma relação simples e sincera entre um coração de mãe e seu filho obediente.

Se não fosse por ela, eu nem estaria aqui confessando o meu amor pelas outras seis mulheres; na verdade, nem imagino onde e como eu estaria agora. Deus a colocou para me proteger, me guiar, e diariamente rezo assim a ela: ‘Santa Mãe querida, dai-nos a sua bênção. Que os raios de luz de sua coroa sejam lâmpadas para os nossos pés e que seu sagrado manto seja o nosso eterno abrigo. Que o seu infinito amor nos assista, amém!’.

Minhas outras seis mulheres sabem que a Mãe de Deus é o grande amor da minha vida. É por isso que eu as amo tanto também.

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI -    Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI



publicado por solpaz às 13:47
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FRANCISCO VIANA - ISRAEL ACUSA HUGO CHÁVEZ DE ESTAR AJUDANDO O IRÃ A CONSTRUIR A BOMBA NUCLEAR

 

 

 

 

 

 

 

            Tanto na área diplomática quanto na área de comércio exterior, cada vez mais o regime de Caracas procura ajudar o Irã a construir uma bomba nuclear e a escapar das sanções internacionais impostas pela ONU a Teerã Venezuela e conseguir por vias transversas tecnologia militar, como denunciou por esses dias, por escrito os jornais ocidentais, Yigal Palmor, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel. Na sua carta aos jornais, comentou sobre a crescente interação entre Caracas e Teerã, que se tornou uma aliança crucial para o regime de Ahmadinejad.

            No entanto, Palmor deixou claro que, pelo menos por enquanto, Chávez não está financiando diretamente o programa nuclear iraniano, mas apenas colaborando de modo indireto ou, possivelmente, de modo secreto. “Mas o fôlego econômico que a Venezuela dá, nesse momento, à economia iraniana em detrimento do rápido empobrecimento do povo venezuelano – ao ajudar Teerã em desbordar as sanções internacionais da ONU – especialmente através de sua assistência aos setores chaves, petroquímico e de armamentos, além de um incansável respaldo político na arena internacional, permite que o Irã possa concentrar seus recursos e esforços no projeto nuclear. Toda a parceria entre ambos faz parte de um ‘grande objetivo’”, disse Palmor. Disse ainda que “a complacência do regime de Caracas tem sido essencial para que o Irã consiga o espaço de manobra que precisa para tocar adiante seu programa nuclear e militar, que tem sido denunciado internacionalmente”.

            Os comentários de Palmor seguem o tom das declarações feitas previamente pelo ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, que admitiu o fato de que, cada vez mais, se justificam as razões para se suspeitar que a Venezuela esteja ajudando ostensiva e secretamente o programa nuclear e militar do Irã.

            A ação da Venezuela, provavelmente, se dá pela promessa não divulgada explicitamente de Teerã de que os avanços tecnológicos serão compartilhados com ambos os países, como sugeriu numa conversa que teve com o vice-presidente da Costa Rica, Alfio Piva.

            O colunista Uri Dromi, que acompanha de perto os temas relativos à defesa do Estado de Israel, concordou que a ajuda venezuelana se converteu numa ajuda incalculável para as aspirações nucleares e militares iranianas. “Ao ajudar o Irã a desbordar as sanções da ONU, a Venezuela está ajudando os persas a continuarem com seu programa nuclear bélico”, comentou Dromi numa entrevista por telefone.

            Estados Unidos e União Europeia impuseram, através do Conselho de Segurança da ONU, uma série de sanções econômicas contra o país islamofascista para obrigá-lo a permitir uma ampla monitoração de seu programa nuclear pela AIEA, ante o temor de que seja usado para desenvolver ogivas nucleares e armas de destruição em massa, uma alegação que Teerã nega. Tais sanções, em sua maioria, têm a finalidade de cortar o acesso aos mercados internacionais do petróleo persa e incluem proibições a bancos e outras empresas integrantes do sistema financeiro internacional a se envolverem nas operações de compra e venda de petróleo iraniano.

            Outras sanções também estão dirigidas ao Banco Central Iraniano, uma vez que a União Europeia estabeleceu um embargo ao petróleo desse país. Dromi disse ainda que o Irã não apenas está recebendo ajuda material da Venezuela, mas que o país sulamericano está exercendo um papel essencial nos esforços para conseguir respaldo no terreno diplomático. “Nunca antes, a situação do Irã chegou a ficar tão sombria. As sanções estão surtindo um efeito devastador… E agora, com a queda da Síria, um aliado importante, os persas têm mais necessidade do que nunca de contar com os poucos amigos de outros lugares”, explicou Dromi.

            E a Venezuela se converteu assim num dos melhores e mais amplos colaboradores do regime antissionista persa, já com mais de 150 adidos diplomáticos creditados em Caracas e de outro pessoal que toca um porto exclusivo cedido ao Irã pelo mandachuva venezuelano. Com isso, o Irã já produz uma ingerência nos assuntos internos da Venezuela comparável a exercida por Cuba.

            A Venezuela, considerando-se o tamanho do “corpo diplomático” iraniano, se converteu num importante centro de operações antiamericanas e antidemocráticas da América do Sul, com um contingente de inteligência iraniana e cubana agindo livremente no país. Trata-se de uma aliança estratégica que permite ao regime de Teerã “estender suas unidades militares” a toda a América Latina, o que significa que “pode executar ataques terroristas” muito mais além de sua esfera geográfica e de influência.

            Chávez já revelou que está construindo aviões não tripulados – “drones” – para Teerã, e em contrapartida engenheiros persas supervisionam este e outros projetos militares venezuelanos. Tem também enviado ao Irã um número ainda desconhecido de caças F-16, comprados dos EUA, sob a alegação de “treinamento e de calibração de radar”, segundo Palmor.

            “Em troca, o Irã está montando fábricas para a produção de petroquímicos e munições de armas leves na Venezuela, alem de ter aberto sucursais bancárias e empresas de transporte de fachada para serem usadas na evasão das sanções internacionais”.  Além disso, Chávez permite que o Irã obtenha tecnologia e conhecimentos que precisa, e que de outra maneira seria impossível conseguir devido às sanções impostas pela ONU, às quais está conseguindo contornar com a ajuda venezuelana.

            Palmor deu ênfase ao fato de que as aspirações iranianas de desenvolver ogivas nucleares e a decisão de Teerã de perpetrar ataques terroristas ao redor do mundo para alcançar seus objetivos são as grandes preocupações de Israel, e deveriam ser também as do resto do mundo. “Foi o regime dos aiatolás iranianos que criou o conceito moderno dos “homens-bomba” e o introduziu no Oriente Médio, com base no conceito teológico jihadista extremo de que o suicídio é bendito e recompensado por Alá caso resulte na matança de soldados ou civis inimigos, como os judeus”. “Pode-se dissuadir os que aderem à “glorificação do suicídio”? Essa é a razão pela qual Israel considera essencial evitar que o Irã obtenha armas nucleares e a razão pela qual a assistência venezuelana está dando ao regime islamofascista dos aiatolás uma ajuda irresponsável e execrável”, disse o porta-voz.

            A situação pode chegar a um ponto de que, qualquer ação militar contra o Irã, subentenda a inclusão de uma ação militar contra a Venezuela, concomitante.

 

 

Segunda feira, 23 de julho de 2012

 

 

 

FRANCISCO VIANNA  -    Médico, comentador político e jornalista  - Jacarei, Brasil



publicado por solpaz às 12:49
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - OS NOSSOS AMIGOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Diz Lucas (8:19,21), que estando Jesus a ensinar, avizinhou-se Sua Mãe e familiares. Como continuasse a pregar, avisaram-No; mas retorquiu: - “Minha mãe e Meus parentes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”.

Lembrei-me dessa passagem do Evangelho, esta manhã, ao abrir o computador e deparar com mensagens electrónicas de numerosos amigos.

Muitos são de longínquas paragens, mal os conheço, mas diariamente me saúdam, endereçando-me notícias palpitantes, recortes de jornais e PPs curiosíssimos.

Então pus-me a pensar: “ Não serão esses, que nunca se esquecem de enviar o que leram e viram de interessante, e partilham periodicamente, tristezas e alegrias, infortúnios e sucessos, a verdadeira família, os amigos dedicados?”

Há parentes que raramente vejo. Conheço-os porque surgem em casamentos e funerais; alguns moram a escassos quilómetros, mas encontram-se demasiadamente ocupados para indagarem, como me encontro. Depois, não precisam de mim.

Todavia, os virtuais, que moram a milhares de léguas, diariamente presenteiam-me: narram problemas; pedem orações para males, e entristecem-se ao saberem que estou enfermo.

Os laços que nos une, são mais fortes, mais reconfortantes, que vínculos de sangue de parentes, assim como de companheiros de infância ou colegas de escola, que não escrevem, não telefonam, não se preocupam com minhas enxaquecas.

Amiga virtual, distinta escritora, já falecida, confessou-me que todas as noites sentava-se diante do monitor, para desabafar comigo, problemas e consumições.

Em hora de solidão convidou-me para ir visitá-la, na sua bela casa solarenga. Adiei o encontro. Certa manhã recebi mensagem de familiar, dizendo-me que falecera.

Li, não sei onde, que senhora idosa, sem filhos e parentes queridos, resolveu distribuir os bens pelos amigos virtuais. Os únicos que lhe alegraram os últimos anos, já que parentes – em sua opinião, – só apareceriam para farejarem o odor da morte, na esperança de lucro.

Compreendo o gesto generoso, porque parentes e amigos, são aqueles que periodicamente nos visitam e nos dão apoio nas horas amargas. São os que por simples clik, encontram-se pela manhã, prontos para nos dizerem: - Bom dia! Como passa ?

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por solpaz às 12:08
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CLARISSE BARATA SANCHES - SÃO AS RICAS JÓIAS DO MUNDO

  

                         

 

 

 

 

 

 

As crianças são estrelas,

Asas de Anjo, tagarelas,

                        Madrugadas de luar!

São os embalos da vida,

São a graça embelecida

                        Que Deus fez para nos dar.

 

 

  São o Céu posto na Terra

  E todo o bem que ela encerra

                    Com toda a sua pureza

  Sejam de cor ou branquinhas,

  São todas elas florzinhas

                   A alegrar a Natureza!

 

 

  São a Paz, são a Verdade,

  Arrimo da Humanidade,

                        São as bênções do Senhor!

  São a mais doce ternura

  E toda a nossa ventura,

                        Se lhe ensinarmos Amor.

 

 

  Que inocentes gargalhadas

  Com muita graça, dobradas,

                       Nos dão a cada momento.

  São o mimo dos avós

Que, por vezes, vivem sós

                      Com elas no pensamento.

 

 

  Que ninguém lhes mostre a guerra,

  Nem as maltrate na Terra,

                     Que as crianças, tão singelas,

  São açucenas de luz

  E mesmo o próprio Jesus

                     Que está vivo dentro delas!

 

 

  Cuidemos destes amores

  E sejamos protectores

                    Das crianças que, no fundo, 

  São regalos de harmonia,

  São toda a nossa alegria

                   E as ricas jóias do mundo!  

 

 

 

 

 

CLARISSE BARATA SANCHES   -  Goís, Portugal

 

 

 

            Fórum Cáritas do Terceiro Setor

 

 

As pessoas interessadas em políticas públicas, terceiro setor e assistência social, estão convidadas para o  11º Encontro do Fórum Cáritas do Terceiro Setor, que contará com a ilustre presença da Profa. Dra. ALDAÍZA SPOSATI da Pontíficia Universidade Católica de São Paulo, que provocará reflexões sobre "A Consolidação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) nos Municípios”. O encontro será realizado na cidade de Jundiaí-SP, no dia 02 de agosto (quinta-feira), a partir das 19 horas no anfiteatro da Cúria Diocesana (Rua Engenheiro Roberto Mange, n.° 400- bairro de Anhangabaú). O evento, que conta com apoio da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil), é gratuito, sem necessidade de prévia inscrição. Os coordenadores e mediadores do Fórum serão Maria Rosangela Moretti e Rodrigo Mendes Pereira. Trata-se de uma excelente promoção que merece ser prestigiada e se reveste de elevada relevância do tema enfocado.

 

 

 

 

 

 

                    AGÊNCIA DE NOTÍCIAS REDE  CARIDADE

                                               AO SERVIÇO DA FAMÍLIA VICENTINA

 

                                                            VISITE E COLABORE

 

 

                    

 

                                                                   http://www.rededecaridade.com/index1.php

 

 

 

 

 

 

 

ACABA DE SAIR O NÚMERO DE AGOSTO/SETEMBRO DO FRI-LUSO, JORNAL DE FRIBOURG, AO SERVIÇO DA COMUNIDADE LUSIADA, NA SUIÇA.

 

 

                              

 

 

 

 

 

 

                

 

 

 

                        

CINEMA GRATUITO NA CIDADE DE JUNDIAÍ

O cinema está de volta ao centro da cidade!
A Prefeitura de Jundiaí por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com apoio do Cineclube Consciência, promove o projeto Cineclube na Cidade, proporcionado mais uma opção de cultura à cidade, com sessões de cinema gratuitas às quartas-feiras de agosto a novembro na Sala Glória Rocha, á partir de 25/08.
O projeto Cineclube na Cidade cria um espaço alternativo de cinema com debates e convidados, oferecendo reflexão e difusão cultural.
Local: Sala Glória Rocha (Rua Barão de Jundiaí, 1093, Centro) (11) 4521-0971 Realização: Prefeitura Municipal de Jundiaí- Secretaria Municipal de Cultura e Cineclube Consciência Apoio cultural: Centro Cineclubista de São Paulo Produção: Vânia Feitosa- Cine a Vapor Produções
Contato com a produção Vânia Feitosa cineclubenacidade@yahoo.com.br (11) 9700-3120 ou (11) 8029-3780

 

 

 



publicado por solpaz às 11:52
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