Blogue luso-brasileiro
Sexta-feira, 30 de Novembro de 2012
FRANCISCO VIANNA - FOTOS DO CONFLITO EM GAZA PROVOCAM ACUSAÇÕES DE MÍDIA TENDENCIOSA
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FRANCISCO VIANNA (da mídia internacional)

Sexta feira, 23 de novembro de 2012

 

 

 

 

 

            Em meio ao conflito armado, cada foto conta uma história. Não apenas o que se poderia pensar delas. Durante oito dias de hostilidades entre Israel e militantes palestinos na Faixa de Gaza, uma discussão teve começo sobre o uso das imagens que documentam a luta. Partidários de cada lado vêm injustiça na forma como os eventos foram retratados pelas lentes das câmeras da mídia jornalística, que tentam estimular o lado emocional dos que as veem e que, nem sempre reflete a verdade dos fatos. Aparentemente, mesmo o quadro universal do sofrimento humano está cheio de controvérsias.  

 

            Uma foto da Associated Press de um homem palestino com intensa expressão de sofrimento, segurando o que parece ser o corpo de um bebê supostamente morto pelo fogo israelense, está entre as mais chocantes. A foto, foi publicada na primeira página do jornal americano The Washington Post, em 15 de novembro e em outros jornais e sites, mostra um homem, um jornalista da BBC árabe chamado “Jihad Misharawi” – atente para o nome – embalando o corpo envolto de seu bebê morto. A angústia é evidente em seus olhos e na inclinação de sua cabeça para o céu como suplicando ajuda divina. Ele está no meio de um semicírculo de homens, um dos quais parece consolá-lo.

 

            A foto postada na Internet foi motivo de dezenas de reclamações, segundo o diretor de fotografia da AP, Mary Anne Golon. Um dos reclamantes acusou o jornal americano de ser “tendenciosamente favorável aos palestinos”, parte do padrão geral da alegada tendência antissionista de grande parte da mídia estadunidense. Outros objetam o destaque dado à foto pelo jornal, ocupando o espaço de quatro colunas na página. 

 

            Outras fotos controversas que se seguiram — e um vídeo — que foi publicado na terça feira, quando a AP, a Reuters e a CNN apresentaram o show macabro e chocante de palestinos não identificados arrastando o corpo sem vida de um de seus compatriotas pelas ruas de Gaza sendo puxado por uma corda amarrada aos seus pés e atada numa motocicleta. Todas as três agências de notícias disseram que o homem foi sumariamente assassinado, sem julgamento, pela simples suspeita de ser um colaborador de Israel. Essa é, de fato, uma cena que jamais será vista em Israel...    

                                

            Queixas de que a tendenciosidade na imprensa em cada lance dessa luta se multiplica e aumenta, não dá, no entanto, a nenhum dos lados em conflito a certeza de que têm a capacidade de influenciar a mídia e fazê-la “puxar a brasa para a sua sardinha” (“a desonestidade é bem uma desgraça de padrão realmente em voga”, como dizem alguns), muito embora se acredite que os israelenses levam vantagem perante o público americano graças as suas “afinidades culturais” com os jornalistas ocidentais, ou seja, todos falam inglês, ao passo que pouquíssimos falam árabe. 

 

 

Além disso, o conflito é extremamente assimétrico e coloca as modernas e bem equipadas forças armadas de Israel contra guerrilheiros irregulares e fanáticos — convencidos a se imolarem estupidamente pelo Islã, algo que, diferentemente da religião muçulmana, é mais uma doutrina política que quer o extermínio daqueles que não a seguem. Com isso, há muita gente pelo mundo a fora que critica, e com boa dose de razão, a maneira como muitas vezes a mídia americana retrata as ações israelenses.

 

O sistema de defesa antimíssil de Israel, chamada Pilar da Defesa, e seus abrigos limitam extraordinariamente o número de baixas causadas pelos mísseis palestino de fabricação iraniana, e daí há poças fotos de Israel sentindo a dor das perdas de guerra, o que ocasiona uma espécie de “desequilíbrio emocional” naqueles que leem os jornais carregados de fotos de morte, ferimentos e destruição do lado palestino e muitas vezes, tais leitores não se dão conta de que o lado agressor é exatamente o lado palestino que vem sendo, covardemente, utilizado pelas nações antissionistas como bucha de canhão numa guerra que esses mesmos estados não ousariam deflagrar contra Israel. Ao mesmo tempo, o moderno armamento de Israel produz uma desproporção “telegênica” que alimenta a falsa impressão de quem vê Israel como o elemento agressor. Uma grande bola de fogo resultante de um ataque de um caça F-16 a uma mesquita, por exemplo, é uma imagem bem mais chocante do que os restos de mísseis destruídos em pleno voo e esparramados pelo lado israelense.

 

Os que apoiam Israel geralmente rejeitam qualquer retrato ou narrativa que tente mostrar a nação judia como agressora, e seus militares como uma força que mata indiscriminadamente civis de modo impune — uma narrativa que acreditam ser promovida pelas facções árabes.

 

Dizem que as imagens que mostram palestinos sofrendo não se ajustam a um contexto mais amplo: o de que os militares israelenses apenas agem em defesa própria de seus cidadãos, que têm sido deliberadamente alvejados pelos terroristas da Faixa de Gaza com seus mísseis fornecidos por países interessados em “riscar Israel do mapa” e propositalmente lançados de áreas densamente povoadas da Cidade de Gaza, de modo a causar, propositadamente, o maior número de mortes entre civis, mulheres e crianças, por trás de quem se esconde a covardia e a pusilanimidade dos “líderes” palestinos, para quem a vida de seus irmãos não vale nada.

 

 

 

FRANCISCO VIANNA   -   Médico, comentador político e jornalista  - Jacarei, Brasil.



publicado por solpaz às 19:05
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - NÃO È DO PORTO, É DA MURTOSA!

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando era menino, havia na rua Marquês Sá da Bandeira, em Vila Nova de Gaia, lojinha que tudo vendia: desde artigos de papelaria, loiça de faiança, a vasos de barro vermelho.

 

Era proprietário o Sr. Costeira, o negociante mais honrado que conheci. Desde o largo dos Aviadores até ao jardim Soares dos Reis, não havia homem mais respeitado e honesto do que o modesto lojista.

 

Entrou, certa vez, meu pai no pequeno estabelecimento. Saudou o dono afavelmente, e quando lhe pedia resma de papel costaneira, recebe embrulhadinho de moedas.

 

Espantaram-se os olhos diante a insólita oferta. Estupefacto ficou meu pai, mirando alternadamente, as moedas de cobre e níquel.

 

Então o Sr. Costeira, de semblante risonho, pedindo mil desculpas, meio envergonhado, meio brincalhão, disse: - Sr. Pinho, sem querer, levei-lhe dinheiro a mais, na última compra. Aqui está o que é seu!

 

Era assim o Sr. Costeira. Profundamente crente, testemunhando a fé em Cristo, pela conduta exemplar.

 

Tinha o bom negociante estranho costume: se lhe pediam desconto, dizia, entre sorrisos: - Já tem o bicho cacau! Bicho cacau era o preço justo.

 

O tempo passou. Indo meu pai de viajem a Lisboa, teve que se deslocar à Costa do Sol. Entrou numa pastelaria na Parede, a fim de tomar  cafezinho.

 

Reparou o comerciante, pela pronúncia, que era do Norte, e ao inteirar-se que vivia no Porto, acrescentou: depreciativamente:

 

-Os negociantes dessa cidade são quase todos desonestos, a que meu pai tripeiro ferrenho, repostou, defendendo-se: - Depende! …

 

E começou a contar que conhecia comerciante, honesto com poucos, narrando a cena das moedas guardadas pelo Sr. Costeira.

 

Ao escutar a palavra “ Costeira”, iluminou-se-lhe a boca de largos risos, interrompendo a narração de imediato:

 

- Mas esse não é do Porto! É da Murtosa!

 

Havia chegado ao Sul a honradez do Sr. Costeira. Perante o pasmo de meu pai e meu, que presenciava o episódio, rapidamente esclareceu:

 

- Os Costeiras são da Murtosa e conhecidos pela verticalidade e honradez. É boa gente!…mas não são do Porto!…

 

 

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por solpaz às 18:50
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EUCLIDES CAVACO - FADO E SAUDADE
 
  
 
 
 
 
Olá prezados amigos... Com as minhas cordiais saudações aqui vos envio o poema da semana:
FADO E SAUDADE que poderão ouvir e ver  aqui neste link:
http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Fado_e_Saudade/index.htm
Desejos dum resto de dia muito agradável 
 
 
 
Euclides Cavaco  - Director da Rádio Voz da Amizade.London, Canadá
cavaco@sympatico.ca
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

                      Destine seu imposto de renda para projetos sociais de sua cidade.

           Você não tem nada a perder, somente a contribuir!

 

       Projeto GeraAção Jovem – Selo CMDCA nº 61/2012

 

A Cáritas Diocesana de Jundiaí e o

Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente de Jundiaí – CMDCA

apresentam uma proposta de trabalho com crianças e adolescentes da comunidade do Jd. Novo Horizonte e imediações,

na defesa de seus direitos de esporte, cultura e lazer,

  na perspectiva do afastamento de situações de risco sociais e aliciamento e uso de drogas.

 

Objetivo Geral: Realizar atividades diárias, no período da tarde, de esporte, cultura e lazer para crianças e adolescentes, em situação de risco social, residentes no Jd. Novo Horizonte e imediações.

 

 

Objetivos Específicos:

  • criar vínculos com as crianças e adolescentes que frequentam o Centro Comunitário São Francisco de Assis,
  • afastar as crianças e adolescentes do aliciamento e uso de drogas,
  • criar espaço de diálogo sobre  perspectivas de futuro, importância dos estudos, qualificação profissional,
  • encaminhar para programas e projetos de qualificação e inclusão ao mercado de trabalho,
  • diminuir a evasão e aumentar a assiduidade escolar,
  • favorecer atividades de lazer e integração comunitária.

 

Meta: Atendimento de 50 crianças e adolescentes,

 

Metodologia:

  • realizar atividades de esporte, cultura e lazer, com grupos alternados por faixa etária e de interesses, de segunda a sábado,
  • valorização do protagonismo infanto-juvenil, na perspectiva de criar o sentimento de responsabilidade e pertencimento.

 

Local:  Centro Comunitário São Francisco de Assis, situado à Rua Pastor Francesco Ciaranella, nº 10, Pq. Almerinda Chaves.

 

Investimento: R$ 23.150,37

 

Como participar e repassar parte de seu imposto de renda!

 

Destine parte de seu imposto de renda para a realização do Projeto GeraAção Jovem, que está certificado com o Selo nº 61/2012  do Conselho Municipal de Direitos da Criança e Adolescente, que será responsável pelo repasse dos recursos financeiros para as instituições certificadas com o Selo, possibilitando transparência e acompanhamento por toda a sociedade jundiaiense na efetivação dos objetivos do projeto.

As pessoas jurídicas (empresas) tributadas podem destinar até 1% do imposto devido até o último dia de funcionamento bancário de dezembro.

As pessoas físicas que preenchem o formulário completo podem destinar até 6% do imposto devido até o último dia de funcionamento bancário de dezembro.

 

Como proceder:  Conhecendo até quanto pode destinar ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente de Jundiaí, deve efetuar a transferência até o último dia de expediente bancário do mês de dezembro, via internet ou diretamente no Caixa apenas deste banco e agência.

Banco do Brasil    -   Av. Jundiaí, 600 - Tel. 11 - 4521-3255

Agência 0340-9   -  C/C PMJ-FMDCA, nº 73.139-0

CNPJ 45780103/0001-50

 

Feita a destinação (depósito) é importante que ela seja imediatamente comunicada à Secretaria Executiva do CMDCA, informando:

  • O nome da entidade e do Projeto para qual está destinando parte de seu Imposto de Renda,
  • Dados para emissão do recibo e endereço para o envio do recibo por correio.
  • Anexar o comprovante de depósito.

Pode enviar por:

  • fax (11) 4583-7313,
  • carta - Rua Marechal Deodoro, nº 504, Centro – CEP 13.201-002 Jundiaí SP,  ou
  • e-mail semads@jundiai.sp.gov.br

 

O CMDCA vai emitir um recibo que deverá ser arquivado por no mínimo 5 (cinco) anos para eventual comprovação perante a Receita Federal. Se a destinação for feita em nome de Pessoa Jurídica, você deve informar o nome da empresa, CNPJ e o valor. Se Pessoa Física, seu nome, CPF e valor. O recibo será logo em seguida enviado pela Secretaria Executiva do CMDCA, por meio dos Correios.

Informações site – http://eusouadiferenca.com.br/index.php

 

Envie um e-mail ou fax ou carta com a cópia do comprovante para a

Cáritas Diocesana de Jundiaí informando o valor da destinação para o “Projeto GeraAção Jovem – Selo nº 61/2012”

 

 

Cáritas Diocesana de Jundiaí

Rua Eng. Roberto Mange, 400, Anhangabaú – CEP 13.208-200 Jundiaí SP

Fone/ FAX  – 4583.7474

e-mail – caritas@dj.org.br

site – www.caritas.dj.org.br



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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS.

 

 

 

 

É preciso resgatar o sentimento da gratidão.

 

 

                       

                        Visando ressaltar a importância da gratidão, celebra-se de forma ecumênica, na última quinta-feira do mês de novembro, o DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS. Ela se originou da “Thanksgiving Day”, uma tradicional festa americana que surgiu quando um grupo de colonizadores ingleses chegou em Plymout, Massachussets, nos Estados Unidos no outono de 1620, após ter passado fome e frio. Pelo fato de terem sobrevivido na nova terra, os imigrantes organizaram um jantar em agradecimento a Deus, convidando alguns índios com os quais mantiveram relacionamento amistoso para participarem do evento. Tal confraternização iniciou essa comemoração, que já tem centenas de anos, tendo os nativos, em 1621, levado perus selvagens, razão da existência de alguns pratos típicos até hoje servidos nesta data: salada de verduras cruas e sopa de abóbora, sendo o prato principal, o peru recheado e uma farofa preparada com o molho de cozimento da ave, acompanhada de pão de milho, ovos, cebola, aipo e um preparado especial feito com uma  frutinha parecida com amora, o “cramberry sauce”. Mais do que o Natal, o “Thanksgiving”é o grande feriado de congraçamento dos EUA, ocasião em que os filhos que moram longe voltam para casa para estar com os pais e os aeroportos batem recordes de movimento. 

 

                        No Brasil, essa festividade foi instituída em 16 de agosto de 1949 pelo presidente Eurico Gaspar Dutra e regulamentada em 1966. Internacionalmente, coube ao diplomata brasileiro, Joaquim Nabuco sua concepção. Assistindo com o corpo diplomático à missa de ação de graças na Catedral de São Patrício, em Washington em 1909, fez um apelo profético:-  “ Eu quisera que toda a humanidade se unisse anualmente, num mesmo dia, para um agradecimento universal a Deus”. E assim, um dia especial no ano, reservado para dar graças, acabou demonstrando não só a necessidade de agradecer continuamente ao Senhor da Vida, mas também se revelou num convite para se cultivar o sentimento de gratidão no relacionamento fraterno, alcançando apoio geral e sendo destacado por diversas religiões.

 

                        No entanto, são inúmeras as críticas às celebrações desta natureza,  já que seus detratores entendem que elas copiam tradições norte-americanas, absolutamente distantes de nossa realidade. Nessa trilha, invocamos o jornalista Paulo Sotero:- “A história de como o Thanksgiving americano faz o governo brasileiro ir à missa ilustra um dos aspectos mais ridículos da compulsão atávica de nossa caboclíssima elite nacional de emular hábitos estrangeiros que não compreende, ao mesmo tempo em que mantém o País cada dia mais distante e isolado do resto do mundo, resistindo à estabilização da economia e às mudanças estruturais que prejudicam seus interesses e boa vida” ( “O Estado de São Paulo”- 25.11.93- pág.02).

 

                        A nosso ver, a comemoração não deve se restringir exclusivamente às suas origens, negando--lhe validade por ter nascido num país imperialista, mas  concebê-la num sentido abrangente, em nível espiritual, capaz de anular preconceitos, derrubar barreiras, aproximar os indivíduos, fazendo-os sentir-se filhos do mesmo pai que faz o sol nascer e brilhar para todos, sem acepção de pessoa. Vale transcrevermos parte do texto de matéria sobre a data publicado pela revista “Família Cristã” (11/93- pág.42):- Em nossa sociedade, dominada pelo egoísmo e pela ganância, parece que o sentimento de gratidão não encontra mais espaço no coração humano. É preciso resgatar este sentimento como uma forma simples de acreditar  no valor da vida, na importância da amizade, na esperança de que é possível superar a fome, o desemprego, a violência. Hoje, mais do que nunca é fundamental resgatar a lei do amor e da gratidão a Deus por seus gestos de pai e, no relacionamento fraterno, introduzir as pessoas no delicado mistério do ‘muito obrigado’( os grifos são nossos) ”.

 

 

 

 

 

“DIA SEM CARNE”

 

 

 

 

                        Os defensores dos animais e aves exóticas estarão voltados no dia 25 de novembro à campanha  mundial “MEATLESS DAY”, popularmente conhecida como DIA SEM CARNE, cujo objetivo é conscientizar as pessoas da necessidade de amar e respeitar todas as formas de vida. Nascido aos 25 dias de novembro de 1879, Sadhu Vaswani, um santo da Índia Moderna e que pregava a preservação da vida animal, foi homenageado nessa data com essa promoção que há muitos anos, num ato simbólico de abstenção da carne, as pessoas e grupos ecológicos do mundo todo demonstram seu repúdio à matança dos animais. A comemoração ainda procura alertar sobre a destruição provocada pela inconsciência do homem, que queima as matas sem a menor compaixão pelas espécies.

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI -   Advogado, jornalista, escritor e professor universitário. Prêmio Quality de Direitos Humanos de 2011.

 

 

 

 



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - LUCILENE COLODO DO AMARAL FERREIRA

 

 

  

 

 

 

 

 

 

Despedi-me de minha amiga querida e parceira de tantos projetos, LUCILENE, no último dia 16 de novembro. Quando uma pessoa da qual a gente gosta muito parte para a morada do Pai, abre no coração uma fresta doída: a dor da distância, embora possamos enviar recados de saudade e de ternura através das preces. Deus se torna o intermediário de nossas conversas.  Sinto-me com hematoma no pulsar do coração.

A Lucilene, como todo ser humano, teve seus encontros e desencontros, porém era incrível.  Era da vitória e da ressurreição, pois no lugar de cada perda, quase de imediato, colocava uma nova conquista. E creio que isso se acentuou durante os 11 anos da doença.  Aperfeiçoava-se nos quitutes e trazia os mais próximos para refeições com pratos saborosos por ela preparados. Participava, anualmente, dos cursos da UNICAMP que diziam respeito à literatura e à redação para o vestibular, preocupada com os seus alunos.  Defendeu tese de doutorado em Teoria Literária e Literatura Comparada na USP, na qual foi aprovada com louvor, sobre a obra do poeta Mafra Carbonneri. Trouxe-o ao seu convívio, juntamente com a universalidade e a profundidade nos textos de José Renato Nalini e o lirismo de Paulo Bomfim, todos da Academia Paulista de Letras. E mantinha o diálogo com o Eterno. Dom Joaquim Justino Carreira lhe transmitiu a devoção a Nossa Senhora de Fátima. Visitou o Santuário em Portugal e, no avanço da doença, disse-me que o seu tempo se tornara de reza do terço, mais em intenção dos outros do que dela.  Ao relatar o seu medo da solidão da travessia, a  Dom Gil Antônio Moreira, que a visitou no último mês de agosto,  amigo que a fortalecia e iluminava, obteve dele a Palavra de consolo e coragem: “A alma do justo está nas mãos de Deus”. De Dom Vicente Costa recebeu, em seu velório, o reconhecimento pelo trabalho voluntário na Associação Maria de Magdala e aos familiares e amigos, a quem ela amava muito, o anúncio de que nos veremos.

Inúmeras vezes, ouvimos dela que não poderia pedir mais nada a Deus, pois o marido que Ele lhe dera, o Renato - homem bom, digno, de perseverança e sentimentos nobres – compensava os limites e as dores da enfermidade.

Ao perceber que a hora estava próxima, confiou à Rose Ormenesi que colocasse, antes de seu sepultamento, a música “Who Wants To Live Forever” (Quem quer viver para sempre) da banda Queen, e a mim que lesse aquilo que ela escrevera para o seu funeral. Partilho, como fecho desta crônica, o texto da Lu.

“Desde a primeira vez que ouvi esta música gostei dela. Não é uma música qualquer. Suas metáforas são perfeitas. ‘Toque meu mundo com a ponta de seus dedos’. Que construção digna de Manuel Bandeira.

Ninguém suportaria viver para sempre. A vida se tornaria insuportável. Estamos sempre em busca de algo novo. Queremos desvendar mistérios. E o mundo físico é pequeno e pouco para nós. Por isso, não estou triste. Vocês sim, pois não terão mais a minha companhia (que modesta, não?). Eu estarei um passo à frente de vocês, conhecendo coisas novas, um mundo novo. Lá, separada das coisas materiais, estarei apta a entender a verdade. Nesta terra, fui muito feliz, apesar da doença. Conheci a todos vocês. Tive uma palavra para todos. E isso é ser feliz. Foram instantes únicos.

Obrigada a todos por serem meus amigos.  E aos inimigos também, pois aprendi muito com eles.  Fui teimosa, brava, exigente. Mas fui feliz assim.

Que ninguém guarde mágoa de mim. Que vocês vivam felizes. Um pequeno momento de felicidade vale uma vida.  Eu estarei bem, prometo.  E, quando chegar a hora, nos reencontraremos.  Fiquem em paz. Eu estou nela.  O ‘para sempre’ é hoje”.

 

 

 

 

 

Maria Cristina Castilho de Andrade

Coord. Diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala, Jundiaí, Brasil.



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RENATA IACOVINO - O SONHO E O BOLSO

 

 

 

 

 

 

Estamos às vésperas, aquiem São Paulo, de mais uma Bienal do Livro.

 

Um evento que poderia ser, ou já foi em outras épocas, um grande difusor da leitura.

 

Sabemos, no entanto, que não é bem assim...

 

Tratei deste assunto em artigos passados, mas é sempre estimulante voltar ao tema.

 

A Bienal é um evento comercial, no qual quem sai ganhando são editores e empresários.

 

O escritor e o leitor, de forma ilusória, se beneficiam.

 

O escritor, pelo simples fato de que, se não for amplamente conhecido e reconhecido, não vende! Se não estiver atrelado a uma grande editora, não consegue distribuição. E para estar numa grande editora, há que se ter indicações fortes e parentescos... Caso contrário, deve se contentar com as pequenas, que são prestadoras de serviço, e vendem muito bem seu peixe, especialmente aos iniciantes sonhadores, deixando-os depois com os livros, editados, empilhados em suas casas.

 

Muitos ainda têm a ilusão de que basta publicar para que tudo o mais aconteça, ou seja, para que os livros percorram prateleiras de livrarias a fora e sejam procurados por ávidos leitores. Os ávidos leitores (com exceção, às vezes, de algum amigo ou um provável parente) querem os best sellers, não importa sobre o que estes versem. Não nos esqueçamos: estamos na era do consumismo, queremos tudo aquilo que todos têm. Queremos ser iguais, somos seres-padrão, sem opinião diferenciada, sem crítica... Queremos engolir o livro que está no topo da lista e na estante mais visada da livraria, triturá-lo rapidamente e cuspir,em seguida. E a partir dali está morto. É um produto usável como outro qualquer. Ninguém absorverá dali qualquer outra utilidade, tampouco servirá para alguma reflexão.

 

Para conseguirmos que a geração jovem se interesse por leitura, teremos que fazer um árduo trabalho, que vai além da Bienal, pois esta apresenta, na verdade, um cenário que é aquele que nós, escritores, queremos evitar, ao menos um pouco: o do consumismo por si só.

 

E para conseguirmos que nós, escritores, tenhamos nossos trabalhos lidos, não é ali que conquistaremos nosso espaço. O deslumbramento de estar numa Bienal, não passa desse próprio deslumbramento. O escritor paga para ter um status. Que no dia seguinte não vale mais nada. Mas o sonho é o que alimenta a vida de muitos. E engorda o bolso de outros tantos...

 

 

 

 

 

Renata Iacovino, escritora, poetisa e cantora / reiacovino.blog.uol.com.br /

reval.nafoto.net / reiacovino@uol.com.br

 

 



publicado por solpaz às 12:10
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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - VILIPÊNDIO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            Para minha tristeza, há cerca de uma semana eu passei a engrossar uma desagradável estatística: a dos ex-proprietários de carros. Levaram meu carro, a meu total contra gosto, sem que eu tivesse qualquer chance de me defender ou de defender meu pobre carrinho, comprado a duras penas do meu sagrado suor de trabalhadora.

 

            Eu bem que gostaria de estar a figurar nas estatísticas dos felizes ganhadores da loteria, ou dos contemplados no sorteio de uma Mercedes Benz, mas, ao invés disso, faço, oficialmente, parte do nada seleto grupo dos donos (ou ex-donos?) de carros furtados. Claro que poderia ser bem pior: eu poderia fazer parte dos atingidos pela violência e por tantos lamentáveis outros males.

 

            É óbvio, assim, portanto, que racionalmente eu esteja conformada, até pelo mal que não se fez maior e definitivo, mas os sentimentos não são tão simples assim. Fica a dor moral, aquela que faz com que a gente se sinta com uma bola vermelha no nariz. Fica a revolta por ver que há gentinha que prefere não trabalhar e tirar dos outros o fruto alheio. Fica a frustração de não poder sequer defender o próprio patrimônio. Fica a certeza de que estamos à mercê da bandidagem. Fica a insegurança e o medo de usufruir do mínimo, de um mínimo que foi conquistado na labuta do dia-a-dia.

 

            Bastaram poucos minutos e vimos outra pessoa saindo com meu carro, pura e simplesmente, como se lhe pertencesse por direito. Eu confesso, sem medo de sofrer qualquer tipo de crítica, porque simplesmente não vou dar a menor importância a elas, que minha tolerância a certo tipo de crime é zero. Jamais eu poderia ter um porte de arma e jamais irei buscar isso, pois eu me tornaria uma assassina circunstancial sem muita dificuldade.

 

            Naquela hora, vendo meu patrimônio ser levado, sem que haja nesse mundo qualquer justificativa para isso, a não ser as babaquices de praxe, como a suposta vitimização e injustiça social, eu teria, de cabeça quente e coração frio, se armada, atirado na criatura que profanava algo que era meu. Só que não sou uma assassina e não quero, na escala da dignidade, rebaixar-me diante do pouco que consegui me soerguer.

 

            Senti-me vilipendiada. Essa a palavra que melhor exprime o meu inconformismo, aquele que não cede mesmo diante da consciência de que, como tenho seguro, não ficarei a ver navios e que tudo poderia ser finitamente pior. Vilipêndio é desrespeito, desonra, desprezo e é como me sinto por ora.

            Sei que o tempo haverá de me recompensar, mas o que conforta quem perde um ente querido?  Está mais do que na hora dos homens e mulheres de bem fazerem valer a Justiça nesse país. Creio que o crime sempre fará parte da sociedade, mas ele não pode dominá-la, tampouco ficar impune e banal. O que mais me incomda, agora, não é pelo meu carro que se foi, mas pelo que ainda pode me atingir e atingir as pessoas que amo e mesmo aqueles que me são estranhos, mas que são pessoas que fazem valer o pão de cada dia.

 

            Eu me entristeço por me sentir assim, desprotegida enquanto cidadã, mais valorizada enquanto porcentagem, do que qualquer outra coisa. Enquanto todos não nos tornarmos alguma espécie de estatística, tudo ficará sem resposta, pois o mal que não se sente na carne, parece ser o mal que não existe.

 

            Passou da hora de tomarmos alguma providência em prol da vida e da segurança...

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo.

 



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Domingo, 25 de Novembro de 2012
JOSÉ RENATO NALINI - BRASIL: PUXÃO DE ORELHAS

 

 

 

O Brasil se submeteu a uma sabatina perante a comunidade internacional durante sua segunda participação na Revisão Periódica Universal da ONU. O encontro foi em Genebra e o objetivo avaliar a situação dos direitos humanos. Ciente de que não basta enunciar 78 direitos fundamentais como incisos do artigo 5º da Constituição Cidadã, além de escancarar uma porta para incluir no rol todos aqueles que resultarem de tratados, acordos, convenções, o Brasil sabe viver um discurso diferente da prática.

O texto constitucional é o mais avançado. Tanto que admite a inclusão, como direito fundamental, de qualquer bem da vida não explicitado, mas decorrente da interpretação ou implicitamente extraível do contexto fundante. Por saber que não fez “a lição de casa”, aceitou, passivamente 159 correções de rumo.

Ou seja: se comprometeu a implementar 159 das 170 recomendações. Sabe que algumas delas são inviáveis: a presença de um defensor público em cada unidade prisional. Haverá também médicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais? E nos estabelecimentos dedicados às crianças e aos idosos, eles estão lá? O direito fundamental à educação, à moradia, ao saneamento básico, ao transporte, ao trabalho, ao lazer, já foi estendido a todos? Há recomendações bizarras nesse grupo de países que fiscaliza o cumprimento dos direitos fundamentais no quintal dos outros: o de extinguir a Polícia Militar.

É um absurdo, no momento em que a PM recupera o Rio, pacifica espaços que a criminalidade adotara e mantivera durante décadas, por descaso do Estado. Outras recomendações esbarram naquilo que resta de soberania ao Estado contemporâneo. Por exemplo: a proteção da família “natural”, decorrente do casamento e formada por um marido e por uma mulher.

Deixar de reconhecer outras formatações, no momento em que o STF legitima uniões homoafetivas, já invadiria o espaço reservado à autonomia de cada país. O melhor mesmo seria o Brasil cumprir o que já prometeu e não fez: criar indicadores próprios de direitos humanos. Uma espécie de autocontrole, de autogestão de seus interesses, para não levar mais puxões de orelha da comunidade internacional.

 

 

 

 

JOSÉ RENATO NALINI é Corregedor Geral da Justiça do Estado de São Paulo, biênio 2012/2013.

E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.



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FELIPE AQUINO - OS DINOSSAUROS EXISTIRAM ?

 

 

 

 

Alguns leitores me perguntam se os dinossauros existiram mesmo e se a sua existência não se opõem aos ensinamentos da Bíblia?

 

 

 

 

 

 

A existência dos dinossauros é comprovada pela paleontologia e  não tem conflito com a Bíblia. O Gênesis não tem a intenção de  descrever a ordem ou o modo como apareceram as criaturas; não entra em questões de ordem científica, étnica  ou paleontológica.

 

Segundo o cálculo dos cientistas a Terra se formou a cerca de 5 bilhões da anos e sempre sofreu períodos de extinção em massa.

 

Há 250 milhões de anos, quando a sua parte emersa formava apenas um continente, (a Pangéia), um acontecimento, como a queda de um asteróide pode ter extinguido várias formas de vidas primitivas. Mais tarde, favoreceu o aparecimento de novas espécies como plantas e dinossauros, durante os períodos triássico, jurássico e cretáceo (entre 250 milhões e 66 milhões de anos atrás).

 

Esses dinossauros eram répteis da super-ordem dos Arcossauros, com tamanho que variava de uma galinha até os tipos gigantescos, como, por exemplo, o diplodoco, com 27m de comprimento e cerca de 30 toneladas de peso.

 

 

 

 

 

 

 

Nas divisões do tempo geológico, houve a época era mesozóica, situada entre o paleozóico e o cenozóico. Abrange três grandes períodos: o triássico, o jurássico e o cretáceo. Durou cerca de 160 milhões de anos, estendendo-se de 225 a 65 milhões de anos atrás. Conhecida como a era dos répteis, foi a época em que dominaram os grande sáurios e surgiram os mamíferos e as aves.

 

 

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Tudo isto não está em conflito com o texto bíblico que não pretende oferecer uma descrição científica da origem das criaturas, mas apenas mostrar o sentido religioso das mesmas ou o valor que elas têm perante Deus e o homem. (cf. Revista Pergunte e Responderemos, n.  469, junho 2001).

 

 

 

FELIPE AQUINO   -   Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.

 

 

 



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PAULO ROBERTO LABEGALINI - A TERCEIRA IDADE

 

 

Resolvi escrever este artigo porque algumas pessoas que mais rezam por mim são senhoras de 82, 84 e 95 anos: minha mãe, D. Sebastiana e D. Onofra. Inicio por uma história que corre na internet:

No primeiro dia de aula, nosso professor nos desafiou a apresentar alguém que não conhecêssemos ainda. Eu fiquei em pé para olhar ao redor quando uma mão suave tocou meu ombro. Olhei para trás e vi uma velhinha enrugada sorrindo para mim. Ela disse:

– Ei, bonitão, meu nome é Rosa. Tenho oitenta e sete anos de idade. Posso lhe dar um abraço?

Eu concordei e perguntei:

– Por que você está na faculdade em idade tão avançada?

– Eu sempre sonhei em ter estudo universitário e agora estou tendo um!

Após a aula, caminhamos para o prédio da união dos estudantes e nos tornamos amigos instantaneamente. Eu ficava extasiado ouvindo aquela ‘máquina do tempo’ compartilhar sua experiência e sabedoria comigo. Ela tornou-se um ícone no campus e fazia amigos onde quer que fosse.

No fim do semestre, convidamos Rosa para falar durante o nosso banquete de futebol. Ela pegou o microfone e disse:

– Nós não paramos de amar porque ficamos velhos, aliás, nos tornamos velhos porque paramos de amar. Existem segredos para continuarmos jovens de sucesso: você precisa rir e ter um sonho. Vemos tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem desconfiam! Se você tem dezenove anos e ficar deitado na cama por um ano inteiro sem fazer nada de produtivo, ficará com vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete e ficar na cama por um ano e não fizer coisa alguma, ficarei com oitenta e oito. Portanto, ficar velho não exige talento nem habilidade. A idéia é crescer feliz, encontrando oportunidades de mudar. E não tenha remorsos. As únicas pessoas que têm medo da morte são aquelas com muitos remorsos.

Uma semana depois da formatura, Rosa morreu tranqüilamente em seu sono. Mais de dois mil alunos da faculdade foram ao funeral em tributo à maravilhosa mulher que nos ensinou isto: ‘Nunca é tarde para ser tudo aquilo que você deseja ser’.

Agora, para quem gosta de fatos reais, pode se espelhar na neurologista Dra. Rita Levi-Montalcini, Presidente Honorária da Associação Italiana de Esclerose Múltipla, que viveu mais de 100 anos. Em 1951, veio ao Brasil para realizar experiências de culturas in vitro no Instituo de Biofísica da Universidade do Rio de Janeiro onde, em dezembro do mesmo ano, conseguiu identificar o fator de crescimento das células nervosas. Foi esta descoberta que lhe valeu o Premio Nobel de Medicina junto com Stanley Cohen.

Eis uma entrevista que concedeu em 2005:

– Como vai celebrar seus 100 anos?

– Ah, não sei se viverei até lá e, além disso, não gosto de celebrações. Gosto do que faço a cada dia.

– E o que você faz?

– Trabalho para dar bolsas de estudo às meninas africanas. Quero que estudem e prosperem. E continuo investigando, sigo pensando, porque jamais vou me aposentar. Aposentar-se é destruir o cérebro! Possuímos grande plasticidade neural; e quando morrem neurônios, os que restam se reorganizam para manter as mesmas funções, mas para isso é conveniente estimulá-los. Mantenha seu cérebro com ilusões, sempre ativo, faça com que  trabalhe e ele nunca se degenerará. A chave é manter curiosidades, entusiasmos, paixões.

– E o que tem sido o melhor da sua vida?

– Ajudar aos demais cada vez mais.

– Já pensou no que faria hoje se tivesse 20 anos?

– Exatamente o que eu estou fazendo! Minha idade não prejudica meu trabalho.

Também a idade de Zilda Arns não a impediu de ajudar o povo do Haiti. Aos 75 anos, morreu trabalhando e servindo o próximo, por amor a Deus.

Médica pediatra e sanitarista, fundou a Pastoral da Criança, Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, cardeal arcebispo emérito de São Paulo, viúva desde 1978, teve cinco filhos. Para ser indicada ao Prêmio Nobel, Zilda percorreu um longo e dedicado caminho.

Em 1955, começou sua vida profissional como médica pediatra do Hospital de Crianças Cezar Pernetta, em Curitiba. Suas participações em eventos internacionais são diversas: de Angola à Indonésia, Estados Unidos e Europa, Zilda Arns representou a Pastoral da Criança. Proferiu centenas de palestras, acompanhou comitivas brasileiras a outros países, levando a Pastoral para o mundo. Sua participação em eventos nacionais é praticamente incontável; desde 1994 são aproximadamente 27 eventos ligados à Pastoral da Criança e inúmeros outros pela Pediatria.

Tanta dedicação teve seu reconhecimento. Desde 1978, são diversas menções especiais e títulos de cidadã honorária. E da mesma forma, a Pastoral da Criança já recebeu diversos prêmios pelo trabalho que vem sendo feito desde a sua fundação.

Que esse grande exemplo de amor, cidadania e fé possa nos animar a praticar a caridade. Recordo o que me disse o amigo vicentino de Curitiba, padre Maikol: ‘Zilda Arns será santa!’

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI -    Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.



publicado por solpaz às 19:18
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