Blogue luso-brasileiro
Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013
HUMBERTO PINHO DA SILVA - O QUE FAZ FALTA… É LIVRINHO DE CIVILIDADE

 

 

 

 

 

 

 

          Nesta quadra festiva, que passou, recebi Boas-Festas de jornalista brasileira, via Internet. Conforme é meu costume, prontamente agradeci, retribuindo, igualmente, um Santo Natal.

 

          Para minha surpresa, decorrido dias, abri nova menagem da jornalista, agradecendo ter respondido.

 

          É tão raro o agradecimento, que já se fica penhorado por essa elementar regra de etiqueta.

 

          Quando era rapazinho ia de férias, com meu pai, no mês de Agosto, para o Vale da Vilariça.

 

          Não haviam ricos ou pobres que não nos convidassem para almoçar ou merendar em sua casa. Até as autoridades punham viaturas à disposição, para que o jornalista, filho adoptivo de Vila Flor, não faltasse aos convites.

 

          Lamentava depois, meu pai, ao regressar, que todos se esqueciam dele: nem carta, nem telefone, nem cartãozinho de boas-festas, pelo Natal!

 

          Cumpria-se o que diz o ditado:“Longe da vista, longe do coração”.

 

          Várias vezes, em crónicas, lamentei que a ingratidão esteja  em moda, e  dos que, sentindo as algibeiras carregadas de moedas, esquecem-se daqueles que lhes dispensaram carinho e amor; mas penso que nunca dei solução para o descuido.

 

          Pois aqui vai, para quem não teve a sorte de nascer em família educada, conhecedora das regras que lubrificam as relações humanas:

 

          Há à venda livrinhos, que ensinam como se deve portar em todas as ocasiões. Alguns, mais completos, explicam, o trajo ideal para certas cerimonias, e até incluem exemplos de correspondência.

 

          Já que as escolas não ensinam as elementares regras de civilidade, e as famílias - mesmo as que dizem serem da alta sociedade, -   não têm tempo para isso, seria bom que cada um fosse à livraria mais próxima, e pedisse exemplar de livrinho de civilidade e etiqueta.

 

          Creio, que se todos o lessem e pusessem em prática os ensinamentos, as relações interpessoais, seriam bem melhores, e a vida de todos, tornar-se-ia mais suave e mais fácil.

 

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -    Porto, Portugal



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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013
CLARISSE BARATA SANCHES - A LÍNGUA PORTUGUESA

 

 

 

 

 

 

 

 Eu sou a nobre língua Lusitana,

 Falar-me é devoção e privilégio;

 Defendei-me de alguma mão profana,

 Maltratar-me seria um sacrilégio.

 

Maria José Guerreiro Pinheiro

                 À Memória

 (Desta distinta poetisa Algarvia)

 

 

 

Glosa

“Eu sou a nobre língua lusitana,”

A qual tem, por “irmãs”, sete Nações;

Fui sempre e serei inda a que se ufana

De ser a língua Pátria de Camões!

 

 

 

Em qualquer parte, aonde vós moreis,

“Falar-me é devoção e privilégio;”

Sabei honrar-me, sim, sendo fieis,

Como seja um mandato santo e régio.

 

 

Se sou par’cida com a castelhana,

Não me corrompam, nunca, por favor,

“Defendei-me de alguma mão profana”

Que me adultere e não me tenha amor!

 

 

Mesmo noutro país se, por ventura,

Me tenhais de estudar, nalgum colégio,

Trabalhai-me com garra e com ternura:

“Maltratar-me seria um sacrilégio.”

 

 

 

   Clarisse Barata SanchesGóis – Portugal


 
 ***
 
http://observatorio-lp.sapo.pt/pt/temas-de-actualidade/congressos-coloquios-e-eventos/1-congresso-internacional-de-lingua-portuguesa

 

 

 

1.º Congresso Internacional de Língua Portuguesa

1.º Congresso Internacional de Língua Portuguesa

1.º Congresso Internacional de Língua Portuguesa, nos dias 27 e 28 de Fevereiro de 2013.

Tendo em conta as comemorações recíprocas do ano do Brasil em Portugal e de Portugal no Brasil, a Universidade Lusíada de Lisboa, através da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, e o Observatório da Língua Portuguesa vão realizar o 1.º Congresso Internacional de Língua Portuguesa, nos dias 27 e 28 de Fevereiro de 2013.

O 1.º Congresso Internacional de Língua Portuguesa pretende constituir um espaço de reflexão e contribuir para o ensino, promoção, difusão e projecção da língua portuguesa. A presença e o contributo de investigadores, docentes e profissionais, têm como objectivo analisar, reflectir e debater os problemas emergentes, no quadro nacional e internacional, sistematizando contributos inovadores no domínio da língua portuguesa, enquanto compromisso com o cidadão e os povos.

 

Ver:

 

***

 

 

Comissão Nacional Pro Referendo-vida

 

 


É importante reconhecer a importância do papel da criação cultural e artística na tomada de consciência da Sociedade dos valores inegociáveis e civilizacionais da Vida e da Família. Para isso, entendeu a Comissão Nacional pro Referendo-Vida desafiar os criadores e artistas de diversas áreas a produzir obras com mensagens interpelantes e mobilizadoras de uma mudança das mentalidades no sentido do "Cultura da Vida". A primeira iniciativa nesta consistirá num concurso aberto de videos pro-Vida, para o qual estabelecemos três prémios no valor de 300, 150 e 50 frames, a atribuir ao 1º, 2º e 3º classificados, respectivamente.
Agradecemos toda a colaboração possível na divulgação deste concurso, afixando o cartaz cujo link segue.
Com os melhores cumprimentos,
Pela Comissão Nacional pro referendo-Vida Carlos Fernandes e  Nuno Capucha   

 

 

 CARTAZ: https://docs.google.com/file/d/0B-L0UnRH3ftSRDl0dWYxYzQyWTA/edit?usp=sharing


REGULAMENTO: https://docs.google.com/file/d/0B-L0UnRH3ftSS3V1VnVtTm9saTA/edit?usp=sharing

 

 http://www.facebook.com/notes/ppv-portugal-pro-vida/concurso-pro-v%C3%

 

ADdea/578511425509862 http://daconcepcaoamortenatural.blogspot.pt/

Alguns video-exemplos: http://www.youtube.com/watch?

 

feature=player_embedded&v=SOm41wZN9C4 http://www.youtube.com/watch?

 

v=y5roNWU424Y&list=PLDC6533A22BE7716B http://www.youtube.com/watch?v=f7QqJd48u8c

 

http://www.youtube.com/watch?v=GaT81wi2-r4 http://www.youtube.com/watch?v=wszf0iIIDAk

 

http://www.youtube.com/watch?v=D3xrf67YrsA&list=PLDC6533A22BE7716B

 

http://www.youtube.com/watch?v=ycdtK569U00&list=PL321EEFF3D1533E12

 

http://www.youtube.com/watch?v=IgDcihrotIA http://www.youtube.com/watch?v=0srhBbsLyRM

 


 -- Comissão Nacional pro Referendo-Vida

 

 

 

 contactos: email: pro.vida@vodafone.pt  ...... blogue:

 

http://daconcepcaoamortenatural.blogspot.com/    Comissão Nacional pro-referendo Vida    R. 24 de

 

Junho, 1497    4800-076 Guimarães aldeiaprovida.playdennis.com

 

http://daconcepcaoamortenatural.blogspot.pt/p/assinar-peticao.html

 

*** 

 

 

 

 



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Sábado, 23 de Fevereiro de 2013
MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - A RENÚNCIA DO PAPA BENTO XVl

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comoveu-me, de imediato, a informação sobre a renúncia do Papa Bento XVI. O primeiro sinal do adeus. O Papa é pai espiritual, que orienta, corrige, ilumina, caminha à frente com o propósito de salvar o seu povo daqui e de lá, os que o aceitam e os que o rejeitam, sempre em comunhão com o Criador e em consonância com a Palavra e a Tradição.

Deus me concedeu a graça de participar de uma Missa por ele presidida, na manhã de 11 de maio de 2007, no Campo de Marte em São Paulo, durante a qual canonizou o franciscano Frei Antônio Galvão. Sua serenidade e seu olhar de compaixão abraçavam a cada um – mais de um milhão de pessoas - que ali estava. Tive a confirmação de que ele, embora de lugar distante, protegia-me das forças que destroem o ser humano e fortalecia os sonhos do Altíssimo de uma civilização fraterna.

Imagino o quanto foi sofrido para ele renunciar. Uma decisão que reflete em perdas humanas: o poder, as viagens de encontro com o povo, os incontáveis abraços de ternura, o espaço para proclamar o que Deus, a quem ele entregou sua história, lhe sussurra. Ele, no entanto, um homem inteligentíssimo e preparado, embora tenha conquistado os mais altos postos na Igreja, não perdeu a capacidade de se olhar. Abdicou das vaidades. Não se distanciou da essência do cristianismo e, mais uma vez, assumiu o que disse Aquele que o chamou para pescador de homens: “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e me siga. Porque quem quiser salvar a sua vida, a perderá” (Lucas 9, 23.24).

Entendeu, imagino, que para corrigir alguns desacertos na Igreja, provocados pela fraqueza e pelos desvios humanos, ele não teria mais a estrutura física de outrora. Além disso, os fiéis clamam hoje por proximidade e seus limites o impedem de voos mais distantes. Os meios de comunicação são velozes e a Igreja precisa, na mesma rapidez, estar neles. O indivíduo, em um mundo tão massacrado pelo egoísmo, espera encontrar na Igreja respostas sobre coisas em suas vidas que estão além de seu controle. Embora de alma imensa, o seu físico está aquém do que vê como urgência. E a necessidade de renovação, por ele colocada, sem dúvida não diz respeito às verdades da fé que professamos. Há quem defenda mudanças, advogando em causa própria.

Compará-lo com seu antecessor, o sempre amado Beato João Paulo II, que não renunciou, é um julgamento infeliz, como reflete com sabedoria o  Padre José Brombal.  Cada um é um. Cada um possui a sua história. Queremos que respeitem nossa maneira de ser, no entanto somos severos diante das diferenças dos outros. As mulheres que aparecem nos Evangelhos, Jesus as tratou de acordo com sua realidade e suas dores. Vemos isso, por exemplo, com Maria Madalena, a Samaritana, a viúva de Naim, a pecadora pública, a mulher hemorroíssa, a mulher encurvada, Marta e Maria.

Sempre admirei o Cardeal Joseph Ratzinger e o carreguei no coração a partir de sua eleição como Papa. E ele permanecerá em mim como exemplo de humildade - conhecendo a si mesmo-, e de pacto pleno com o Caminho, a Verdade e a Vida.

 

 

 

 

 

Maria Cristina Castilho de Andrade

Coord. Diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala, Jundiaí, Brasil.

 



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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - AOS MEUS PAIS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            No dia 31 de janeiro passado meus pais completaram 43 anos de casados. Antes que algum engraçadinho comece a fazer contas em meu desfavor, compete informar que eles demoraram para ter filhos. Ok, confesso que não tanto, mas ao menos alguns anos. Enfim, deixemos isso de lado. Passadas várias semanas, somente hoje eu  consegui organizar meus pensamentos para escrever, sem lhes fazer injustiça, sobre essa data tão especial para eles e para todos nós que deles descendemos, filhas e netos...

 

            Fiquei matutando se escreveria o quanto eles são pessoas maravilhosas, o quanto eu os amo e coisa e tal, mas isso seria apenas o aspecto subjetivo da coisa e não lhes faria jus. O que causaria espanto seria o contrário, ou seja, uma filha dizer que não ama os pais ou que os acha pessoas deploráveis. Então, nesse quesito, meu texto seria um tanto chavão e, para o bem de todos, caberia melhor em um cartão privado.

 

            O que realmente me fez pensar é que não deve ser nada simples conviver com alguém por tanto tempo, dividindo não apenas espaço físico, mas os ganhos, as perdas, as dores, as alegrias e mais uma quase inominável gama de sentimentos e acontecimentos. Não creio que somente o amor tenha sido o responsável pelo sucesso dessa relação, honestamente. Claro que, sem amor, nada faria sentido, porém, hoje, entendo que a causa maior da manutenção de tantos anos de vida em comum tenha sido o mútuo respeito...

 

            Entendo, nessa altura da minha vida, que o maior mestre é o exemplo e, por isso até, a importância da família como formadora da sociedade, como construtora do futuro. Estou convicta de que meus pais devem ter tido várias brigas, mas minha imensa felicidade foi nunca ter presenciado isso, nunca ter visto meu pai em fúria, minha mãe aos prantos, não porque estivessem se matando em frente das filhas.

 

            Vimos, minhas irmãs e eu, que éramos e somos filhas de gente de carne e osso, que sangra, ri, chora, brinca, tem decepções, sucessos e fracassos, mas que teve sempre o cuidado de preservar a prole do que não era inevitável, do que não precisava ser visto ou marcado na vida de crianças pequenas...

 

            Não existe, creio, alguém que possa ser o melhor pai ou a melhor mãe do mundo. Quem avaliaria isso? Os próprios filhos? Sem chance dessa votação ser isenta. Mas tenho, sem dúvida, os melhores pais que eu podia ter, e essa sorte grande de ter nascido e crescido em um ambiente saudável, de respeito, de afeto, de cuidados, ainda que com os defeitos humanos de qualquer família, estou certa, fez de mim alguém de bem, ainda que tão imperfeita quanto deveria ser.

 

            Aos meus pais, Luiz e Elizabeth, não apenas dou os públicos parabéns pelos muitos anos de união, mas agradeço, imensamente, pelo exemplo do pai como profissional reto, firme, competente, pai amoroso, compreensivo e justo. À minha mãe, pela ternura que sempre invade minhas

 

lembranças mais caras, pela bondade infinita, pelo exemplo de mulher honesta, equilibrada e digna. Embora tudo isso possa ser atribuído a ambos, em meu coração, cada qual ficou marcado de um jeito especial, sobretudo pelo amor incondicional que sempre me dedicaram.

 

            SE eu pudesse escolher, jamais teria escolhido ser filha de outras pessoas. Aos meus, todo meu amor, meu respeito, minha devoção e minha gratidão por me darem a chance de ser alguém como vocês!

 

 

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo.

 

 



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JOSÉ RENATO NALINI - TODOS ENREDADOS

 

 

 

 

A verdade é que ninguém mais consegue viver sem participar das redes sociais. Até mesmo Joseph Ratzinger, o filósofo que sucedeu João Paulo II e adotou o nome Bento XVI, estreou no twitter no final do ano passado. Padre Marcelo Rossi recomendou que ele também faça parte do Facebook. Hoje, quem não está nas redes está desconectado do mundo.

 

Verdade que alguns teimam em não ter celular, em não usar computador, em confessar – até com indisfarçável orgulho – “não ser escravizado pela tecnologia onipotente”. Mas a imensa maioria já se conscientizou de que sem se conectar não há salvação terrena. Hoje, quem precisa de um emprego tem de saber que o recrutamento se faz também mediante pesquisa em páginas como o Google.

É bom saber que os profissionais de RH, ao digitarem um nome no Google, não vão além da primeira página de resultados. E as ferramentas online disponíveis não eliminam as informações pouco lisonjeiras. É por isso que Universidades corretas e que se interessam pelo day after de seu egresso propiciam um programa gratuito para ajudá-lo a encontrar bom emprego. É o que acontece com a Universidade de Syracuse, por exemplo.

 

As redes podem ajudar a construir uma boa reputação, como podem detonar a imagem de qualquer pessoa. Lisa Severy, que é Presidente da Associação Nacional para desenvolvimento de carreiras nos Estados Unidos, reconhece a importância da boa imagem profissional na internet. Para ela, não é segredo que os estudantes estejam acostumados com uma circunstância inevitável: detalhes íntimos da vida de qualquer pessoa estão disponíveis na internet desde o dia em que ela nasceu.

 

Pesquisa realizada pela CareerBuilder com 2 mil gerentes de RH mostrou que mais de 40% das empresas usam redes sociais para pesquisar sobre a vida dos candidatos. 1/3 dos recrutadores disse ter feito algum tipo de anotação sobre a pesquisa nos currículos dos candidatos, como evidências de uso excessivo de bebida alcoólica ou de algum tipo de droga.

 

O estudante de hoje, profissional de amanhã, deve se envolver ativamente na construção de sua presença online. É o que impõe a vida contemporânea. Sem escapatória. De forma irreversível.

 

 

 

JOSÉ RENATO NALINI é Corregedor Geral da Justiça do Estado de São Paulo, biênio 2012/2013. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.



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JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - O PRIMEIRO DE MARÇO É O DIA MUNDIAL DA ORAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

O Dia Mundial de Oração é realizado a cada ano, na primeira sexta-feira do mês de março, em mais de 170 países. A celebração tem uma concepção ecumênica, ou seja, esse movimento foi iniciado por mulheres em 1887 e, desde então, reúne pessoas de diferentes raças, culturas e tradições religiosas de todo mundo, para orarem em conjunto e compartilharem esperanças e temores, alegrias e tristezas. Efetivamente,

a proposta é que cristãos (católicos, evangélicos, espíritas etc.) possam afirmar a própria fé e compartilhar suas experiências.

 

Já se disse que a oração é a comunicação e o fruto consciente do relacionamento com Deus durante a qual alguém louva, agradece, intercede pela vida de outro, pede bênçãos a ele ou a terceiros. Através dela  desfruta se da presença do Criador, a quem é dirigida, podendo se efetivar de vários modos, em voz alta, falada, em canção ou em silêncio.Por isso que se afirma que orar é um ato ou um gesto de fé, passado de geração a geração.

 

George S. Patton, afirmou: “Aqueles que rezam fazem mais pelo mundo que aqueles que lutam; e se o mundo vai de mal a pior, é porque existem mais batalhas do que orações”.  O autor de “O Pequeno Príncipe”, Antoine de Saint-Exupéry disse com brilhantismo: “A grandeza da oração reside principalmente no fato de não ter resposta, do que resulta que essa troca não inclui qualquer espécie de comércio”.

 

Santa Terezinha, assim se expressou: “Para mim, a oração é um impulso do coração, um simples olhar dirigido para o céu, um grito de agradecimento e de amor, tanto do meio do sofrimento como do meio da alegria. Em uma palavra, é algo grande, algo sobrenatural que me dilata a alma e me une a Jesus”. E Mahatma Gandhi, patrono mundial da não violência clamava:  “ Orar não é pedir. Orar é a respiração da alma. Como o corpo que se lava não fica sujo, sem oração se torna impuro”.

 

Façamos um convite a nós mesmos: inspirados por esta data comemorativa também nos silenciemos por alguns instantes e oremos. O propósito da prece, segundo o profeta Mateus, não seria o de alterar a vontade de Deus, mas de obter para nós mesmos ou para os outros, bênçãos e graças que Ele já estaria disposto a conceder, mas que deveriam ser solicitadas para se obter. Através da oração, poderemos compreender que a Sua palavra é a que ensina, reconforta e traz esperança, revelando-se nas mais diversas formas, tais como um sorriso infantil, a emoção de uma descoberta, um instante de reflexão, os gestos comuns, a liberdade, a luta por igualdade, o respeito ao próximo e principalmente, a partilha.

 

A maioria das pessoas tem consciência desses atributos, mas por comodidade e apego material, adapta os ensinamentos religiosos aos próprios interesses. Interpretam-nos de acordo com tudo que lhes convém, modificando a essência clara e extremamente nítida dos princípios e pregações. Cria normas de conduta específicas, justificando isoladamente o egoísmo de que é dotada, permanecendo inaudita aos verdadeiros valores. Pratica uma auto-religião, simula atos caridosos e tenta enigmaticamente esconder-se do remorso que a persegue. É por isso que o mundo se encontra moralmente tão instável e frágil, no qual o predomínio de uma cultura consumista, obediente a ditames exclusivamente  econômicos, vem sufocando a espiritualidade e esfriando a convivência humana.

 

Rezemos para que o mundo seja mais humano, fraterno e solidário e que consigamos manter uma postura digna mesmo diante dos percalços da vida. O músico John Lennon, dentro de sua genialidade, assim justificava certas atitudes: “Quando você fizer uma boa ação e não for devidamente reconhecido, não fique triste. Lembre-se que o sol dá um espetáculo durante todas as manhãs, porém muitos ainda estão dormindo”.

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor, mestre em Direito Processual Civil e professor das Faculdades de Administração e de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí.



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LAURENTINO SABROSA - INCONGRUÊNCIAS, anomalias, SINAIS DOS TEMPOS

 

 

 

 

 

 

 

 

No meu tempo de criança, há 60 anos ou mais, os doentes de muito poucos recursos não se podiam tratar devidamente. Diziam: para o médico, eu ainda iria arranjando dinheiro; mas os remédios? São tão caros!...nem vale a pena pensar nisso.

Hoje é contrário: para os remédios essas pessoas ainda vão arranjando dinheiro, visto que, ao contrário do que era antigamente, a grande maioria deles tem uma boa comparticipação da Segurança Social; mas pagar ao médico? Eles cobram-se de tal maneira, que quem tem parcos recursos mal pode pensar nisso. E se precisar de um médico de uma certa especialidade? Oh! então é que são elas! O preço duplica ou triplica. O pior é que um médico que dantes era médico de clínica geral, agora também é “especialista” – especialista de medicina interna e familiar. Se precisar muito e não tem dinheiro, vai ao seu Centro de Saúde, ao médico que lhe atribuírem depois de vários dias de espera e de paciência, e …é o que Deus quiser! Se for necessária uma operação cirúrgica, depois de muito trabalho, paciência e outros sacrifícios, lá consegue ver por fim agendada a tal operação, não se sabe para quando, que pode demorar meses ou anos. Durante a espera do que tanto tempo demora a chegar, a mulher diz para o marido:

 – Ó homem, que tristeza, nunca mais te chamam para fazeres essa operação que tanto precisas!

E o marido, conformado, responde:

 – Deixa lá, mulher, não há nada fazer! Não temos compadres que me façam passar à frente dos outros, pois não? Então, vamos andando, é o que Deus quiser! Vou morrer antes? E se morrer?..

.Esta vontade de querer ter alguém que o favoreça na vida, mesmo em prejuízo dos outros, passou a ser um dos aspectos do velho struggle for life, necessidade fulcral para sobrevivência humana, sem a satisfação da qual todos são ou receiam fundadamente ser cilindrados. Vencidos da vida! Vae victis! ai dos vencidos! É nos exames de condução, nos exames que nos concedam diplomas de grande categoria profissional, nos internamentos hospitalares e operações cirúrgicas, na obtenção de empregos rendosos, se possível sinecuras, é em tudo que seja ter na vida um lugar ao sol ou um lugar à sombra, conforme as nossas conveniência ou gostos.

Se não houver alguém que nos favoreça, favorecemo-nos a nós próprios, exagerando os nossos direitos, esquecendo os nossos deveres, aproveitando-nos de deslizes ou esquecimentos dos outros, usando a nossa supremacia contra a debilidade económica ou social deles, e não se importando de dar e considerar bom para eles o que para si não presta.

Há já bastantes anos, quem de direito queria encontrar onde enterrar lixos radioactivos Foram pensadas algumas localidades como apropriadas para isso, mas logo uma onda de protestos se levantou em cada uma delas. Ninguém queria aceitar, invocando toda a espécie de razões, todas bem elaboradas. Mas aquele lixo tóxico tinha de ter um destino, onde? A resposta de todos implicitamente era : em qualquer lado; desde que não seja à nossa porta!...

Dantes a sabedoria popular, através de tradições, ditados, aforismos, a chamada “sabedoria das nações” cheia de lógica e de bom senso, era conhecida e seguida. Mas os nossos deputados, da Assembleia Nacional e de outras assembleias são mestres no seu desconhecimento. Não importa o Governo dizer que não há dinheiro, que estamos de tanga, que temos de a abandonar hábitos de viver acima das possibilidades. Os deputados, principalmente os vocacionados para a oposição derrotista, o que querem é lisonjear a turba para que ela não seja beliscada nos seus direitos adquiridos em época de desvario, esquecidos de que…  se não há, não há, onde não há o rei o perde, ou seja,  se não há, não há, o próprio rei por mais absoluto que seja não abicha nada. Não querem que os outros percam direitos para que eles próprios também não percam direitos.

Por outro lado o próprio Governo, os seus ministros, embora dizendo que estamos de tanga, também não querem perder benesses e regalias, e os cortes, a austeridade, é só para os outros, para a turba, habituada a maus exemplos e a pérfidos incentivos. Por vezes, até dizem que o benefício que para o Estado e para o Orçamento resultaria do corte das suas regalias e luxos, era tão diminuto que não vale a pena pensar nisso, até porque, eles sim, são cidadãos de primeira, enquanto os outros, a turba a quem se deviam dedicar, são cidadãos de terceira. Não sabem que em assunto de economias grão a grão enche a galinha o papo, e nunca ouviram dizer que se uma imagem vale tanto como mil palavras, um bom exemplo vale tanto como mil imagens.

E os sindicatos! Alguém ouviu dizer que algum tenha dito aos seus associados que acima dos seus direitos está o dever de serem ponderados, justos e comedidos a exigir direitos? Algum disse que os trabalhadores só podem exigir direitos se eles próprios criarem condições para que eles lhes sejam dados, trabalhando mais, produzindo mais, por patriotismo, por civismo e para garantia dos próprios postos de trabalho? O que querem é lisonjear a malta, incitando-a a exigir mais, sempre mais, e quanto menos se necessitar mais se deve exigir. E então, greves e mais greves! Sem importar os custos sociais e económicos e o que indirectamente e a prazo, prejudicam o próprio trabalhador! Não importa quem paga, quais as consequências! Actualmente seguir, aconselhar o bom senso da “sabedoria das nações” não é seguir o que é mais correcto e aconselhável, para nós e para os outros, para agora e para o futuro, é seguir o “politicamente correcto” do imediato e do mais atractivo.

De vez em quando, há remodelação do Governo, substituição de ministros e secretários de Estado. Logo após a nomeação, lá são eles abordados pelos jornalistas, quais vampiros que se alimentam de sangue, nem que seja de sangue podre, que querem morbidamente saber coisas do recém-nomeado, quais os seus planos, o que vai fazer e o que vai alterar, etc.,etc. A mim, quer-me parecer que a única resposta honesta e inteligente era mais ou menos: caros senhores, acabo de ser nomeado, embora não seja totalmente ignorante do que me espera, falta-me saber muito sobre os problemas reais, qual o conteúdo dos dossiers em curso, e, por isso, só depois de me informar e de os estudar convenientemente em todos os pormenores, é que posso fazer algumas declarações.

O leitor ouviu algum novo ministro ou secretário falar desta maneira? Eu não ouvi, pelo contrário, o indivíduo apesar de até ali ter estado fora dos corredores do poder e de ser muito natural que ainda não tenha o conhecimento completo da complexidade do cargo que lhe foi atribuído, logo fala cheio de importância e sabedoria, já senhor de todos os assuntos!

No entanto, é de presumir que são individualidades altamente preparadas, porque nunca tanto como hoje houve tantas cabeças bem pensantes e bem falantes, que sabem de tudo. São os ministros, os secretários e subsecretários, os bastonários, os deputados, os conselheiros, os Presidentes disto e daquilo, os comentadores, os directores gerais. O leitor já reparou na quantidade enorme de sindicatos, de associações, de fundações, de institutos, que há em Portugal, todos dirigidos por gente de grande sabedoria, todos a quererem o bem comum, todos a trabalharem “a bem da Nação”, embora abjurem dessa linguagem? Só que…os bons resultados estão bem à vista…

Nunca houve tão grande inundação de sabedoria académica como na actualidade. As universidades principalmente as particulares e modernas, inventaram cursos científicos (com o aval do Estado!) cuja utilidade e aplicação só os doutorados nesses cursos vão compreender bem, no fim do curso. Há uma proliferação de cursos, em que a Ciência é profusamente subdividida e aumentada, aumentada talvez a querer corresponder à profecia evangélica de que “a ciência aumentará”. Engenharias de todas as etiologias! No entanto, a mim me parece que esses cursos e quem os inventou, têm uma certa analogia com certo chinês que para levar a vida fundou uma escola para estudantes que quisessem saber como caçar dragões. Isso foi há muitos, muitos anos, no tempo em que as galinhas tinham dentes, ou ainda muito antes, quando havia dragões mas já estavam em via de extinção. Pois o homem, fundou uma escola, ensinava a caçar dragões e dava-lhes um diploma. De posse do diploma aí vai o diplomado caçar dragões. mas como não encontrava dragões, que fez ele para não viver na  penúria? Fundou ele próprio outra escola, ensinando também ele a caçar dragões!

E assim vamos andando, é o que Deus quiser…

Porque isto é mais verdade do que aquilo que parece, não admira que a par de tanta doutorice haja tanta burrice, tanta incompetência e por arrastamento tanta ganância e tanta corrupção entre quem devia ser o escol do país, e tanta apatia e indiferença da parte da generalidade desse país. Sabe-se bem onde está o mal, mas mal se sabe onde está o remédio e como aplica-lo. Por isso, as poucas vozes que se levantam, não são antídoto poderoso. Uma dessas vozes é este meu escrito, e outra voz, mais poderosa que a minha, mas também ineficaz, é o que se segue, da autoria dum meu colega de trabalho, poema publicado na revista da nossa classe profissional, sem valor literário, mas satírico e muito justo, que retrata esta nossa época:

Já tenho licenciatura / agora sou um doutor. / Tenho montes de cultura. Vou ser ministro? E se for?

Inscrevi-me ao fim do dia, naquela Universidade dos diplomas de inverdade / para testar o que sabia, já de manhã, mal se via, de maneira prematura fiz muito má figura./ Mas mesmo sem saber nada, formei-me na Tabuada / já tenho licenciatura!

Dei cem erros no ditado / e agora o mais curioso / por estar muito nervoso à recta chamei quadrado! / Quando me foi perguntado / se conhecia o reitor / respondi que não senhor / embora fosse meu tio! / Disse mentiras a fio/ Agora sou um doutor.

Com mesquinhez e com tudo, puxei das equivalências / juntei outras mil valências / Deram-me mais um canudo, com diploma contudo / Era fácil a leitura, deixei de ser um pendura. / Sou político afamado / sou falado em todo o lado, Tenho montes de cultura./ E agora, queiram ou não, mesmo sem nenhum valor/ eu falo que é um primor na Assembleia sentado,/ Para já sou deputado!/ Vou ser ministro? E se for?

 

Antigamente, e mesmo agora, o homem que espera uma operação cirúrgica, diz resignadamente, tristemente: Vou morrer antes? E se morrer? Agora, muito doutor formado às três pancadas, com sorte e compadrios, tem o desplante de dizer ou pelos menos de pensar triunfantemente: Vou ser ministro? E se for?

Uma época que inspira uma literatura desta só pode ser uma época de decadência

 

 

 

LAURENTINO SABROSA    -   Senhora da Hora, Portugal

laurindo.barbosa@gmail.com



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FELIPE AQUINO - A RENUNCIA DE BENTO XVl

 

 

 

 

 

O Papa Bento XVI, por razões de saúde e de idade, decidiu renunciar ao Papado, tendo em vista sentir-se sem saúde necessária para cumprir sua árdua missão, que exige intenso trabalho diário, muitas viagens, audiências, discursos, etc. Em sua renúncia ele disse com toda clareza e sinceridade:

 

“Após ter examinado perante Deus reiteradamente minha consciência, cheguei à certeza de que, pela idade avançada, já não tenho forças para exercer adequadamente o ministério petrino. Sou muito consciente que este ministério, por sua natureza espiritual, deve ser realizado não unicamente com obras e palavras, mas também e em não menor grau sofrendo e rezando. No entanto, no mundo de hoje, sujeito a rápidas transformações e sacudido por questões de grande relevo para a vida da fé, para conduzir a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor tanto do corpo como do espírito, vigor que, nos últimos meses, diminuiu em mim de tal forma que eis de reconhecer minha incapacidade para exercer bem o ministério que me foi encomendado”.

 

 

 

 

 

 

Fica claro que o Papa rezou muito e meditou bastante antes de tomar a decisão com a consciência tranquila. Foi um ato de humildade diante do seu estado físico e de coragem diante da História da Igreja, sem medo de que seu gesto desgoverne a Barca de Pedro. É um gesto que demonstra a fé de que a Igreja é dirigida por Deus e não pelos homens. É emocionante Bento XVI aceitar diante de si mesmo, da Igreja e do mundo sua “incapacidade para exercer bem o ministério que me foi encomendado”.

 

Toda a Igreja Católica, e também os não católicos, são testemunhas da grandeza deste homem que deu sua vida pela Igreja, e que a continuará servindo de outra forma. Antes de tudo o nosso agradecimento a Deus por tão grande dádiva para a Igreja. Durante 25 anos ele foi Prefeito da Congregação da Fé da Santa Sé, auxiliar fiel e dedicado ao Papa João Paulo II. Deus seja louvado por Bento XVI!

 

 

Clique no link e veja o vídeo sobre o assunto…

 

 

Desde já rezemos para que o novo papa a ser eleito pelos cardeais seja aquele cujo nome já está no coração do Bom Pastor e Cabeça da Igreja. Aproveitemos o tempo de Quaresma para intensificar as preces e sacrifícios oferecidos a Deus para que os cardeais eleitores sejam iluminados de modo a escolher rapidamente o nosso novo Pastor Universal.

 

A renúncia do Papa é algo legal, prevista no Código de Direito Canônico da Igreja, que diz no Cânon 187 – “Qualquer um, cônscio de si, pode renunciar a um ofício eclesiástico por justa causa”. O pedido de renúncia deve ser feito à autoridade superior; mas, como na Igreja não há autoridade superior ao Papa, seu pedido de renúncia é suficiente para consumar sua decisão.

 

Em uma entrevista dada ao jornalista alemão Peter Seewald, no livro A LUZ DO MUNDO, EM 2010, Bento XVI declarou que “é possível renunciar quando não é mais possível continuar”, quando o papa não está mais em condições físicas adequadas. Nesses casos, chega a ser cogitada inclusive a “obrigação moral” de se apresentar a renúncia.  Portanto, sua renúncia é um gesto de coerência e a certeza de que quem governa a Igreja é Jesus Cristo e que o Espírito Santo é quem guia e assiste o Papa legalmente eleito, seja ele quem for.

É uma decisão corajosa, lúcida e coerente do “humilde servo da vinha do Senhor”, Papa Bento XVI, como ele se apresentou no dia de sua eleição.

 

Na história da Igreja três papas já renunciaram. Ponciano (230-235), porque foi exilado para a Sicília, juntamente com o antipapa Hipólito, pelo Imperador romano Magno, onde ambos morreram mártires. Durante o exílio, o Papa Ponciano renunciou em 28 de setembro de 235, para que a Igreja pudesse eleger seu sucessor.

 

O Papa Celestino V (1294), que foi monge beneditino e eremita, pouco preparado para governar a Igreja, renunciou em idade avançada, mais de oitenta anos e faleceu em um mosteiro.

 

Gregório XII (1405-1415), em 1415 renunciou com mais de oitenta anos para que a Igreja chegasse ao fim do chamado “Cisma  do Ocidente”, um triste período de 40 anos quando a Igreja teve um Papa legítimo em Roma (Gregório XII), e dois antipapas, um em Avignon (Bento XIII) na França e outro em Bolonha (João XXIII) na Itália.

 

O Concílio de Constança (1414-1418), com a renúncia de Gregório XII, depôs os dois antipapas e elegeu Martinho V em 1417;e a Igreja voltou a ter só um Papa.

 

Segundo uma informação do porta-voz do Vaticano, o Papa Bento XVI vai residir em um mosteiro no Vaticano. Poderá ser, quem sabe, um grande colaborador do novo Papa, com sua sabedoria, conhecimentos e santidade.

Enquanto não se eleger um Papa, após o afastamento de Bento XVI, o cardeal chamado de Carmelengo passa a governar o Estado do Vaticano, e o Colégio dos Cardeais governa a Igreja

 

Assim, a Igreja vai continuar sua caminhada e missão na terra, levando o Evangelho a todas as nações. Teremos um novo Conclave, a eleição de um novo Papa, como dizia Santa Catarina de Sena, o “Doce Cristo na Terra”.  Certamente ele virá ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude; talvez o nosso país seja o primeiro a receber o novo Papa.

 

 

 

 

 

FELIPE AQUINO   -   Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.

 



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JOÃO BOSCO LEAL - O SISTEMA SINDICAL E AS GREVES

 

 

 

 

 

 

 


 

Por haver participado da política classista durante vários anos, apesar de uma única participação na diretoria de um Sindicato propriamente dito na década de oitenta, sinto-me à vontade para realizar algumas reflexões sobre o sistema sindical brasileiro.

 

Sem entender como os Sindicatos e as Federações podem representar seus associados cuidando de interesses distintos e muitas vezes opostos como fazem atualmente, depois dessa experiência todas as minhas participações foram em entidades que não fazem parte do sistema sindical, as chamadas organizações não governamentais.

 

Penso que essas entidades possuem maior legitimidade exatamente porque tratam exclusivamente de um interesse específico como as que buscam o respeito à propriedade privada, a reforma agrária, o meio ambiente, os povos indígenas e não de interesses diversos, muitas vezes confrontantes como alguns dos citados.

 

No sistema sindical vigente em nosso país, os mesmos sindicatos, federações e confederações que cuidam dos interesses dos produtores de milho cuidam também daqueles dos criadores de porcos e frangos que o consomem, o que penso ser inviável, pois os interesses certamente são opostos.

 

Por questões de insalubridade, capacitação, exigência de nível de escolaridade e outras, os interesses dos trabalhadores rurais na agricultura são totalmente diversos dos trabalhadores na pecuária e os sindicatos que os representam são os mesmos. O sindicato que cuida dos interesses de um grande produtor rural é o mesmo que cuida daquele ex sem terra que hoje, após assentado, é um pequeno agricultor e isso ocorre em todas as áreas

.

Trabalhadores de empresas estatais ou privadas, Universidades Federais, Polícia Federal, médicos, professores, bancários e funcionários dos correios realizaram ou estão realizando greves e sem me aprofundar no mérito, fica claro que a busca de todos eles é prioritariamente por maiores salários, com os sindicatos sempre muito intransigentes nessas negociações. Entretanto, não vejo nenhum sindicato incentivar a realização de greves para que seus filiados recebam cursos para maior capacitação profissional.

 

O indivíduo capacitado, com mais cursos e especializações, sempre conseguirá maiores remunerações salariais e não necessitará fazer greve para tal, ou nem mesmo ser filiado a nenhum sindicato, só contribuindo a estes por obrigação legal.

 

Penso haver chegado o momento de uma verdadeira mudança no foco central da questão. Em sua grande maioria as lideranças sindicais que aí estão são verdadeiros profissionais da exploração de seus filiados, não abandonando seus cargos e frequentemente alterando seus estatutos para incontáveis reeleições, pensando exclusivamente nas benesses salariais e mordomias obtidas com esses cargos, sem, em nenhum momento pensar realmente nos interesses da classe que deveria defender.

 

A obrigatoriedade da filiação sindical é o principal motivo desses acontecimentos. No sistema democrático todos devem ser filiados a uma entidade que oficialmente os represente diante do poder público, mas precisariam ser livres para se associar a quem entenderem que realmente os represente, podendo inclusive mudar quando julgar que outra entidade o representaria melhor.

 

Os sindicatos deveriam pleitear sempre a maior capacitação, educação e cultura de seus filiados, que assim serão mais bem remunerados sem a necessidade de greves, mas isso não aumenta a arrecadação sindical.

 

Trabalhadores mais capacitados não reelegerão os líderes sindicais que aí estão e por isso as greves são por maiores salários e não por maior capacitação.

 


 

 

 

 

JOÃO BOSCO LEAL, é articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários. Campo Grande, Brasil.

 



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PAULO ROBERTO LABEGALINI - A SANTA MÃE IGREJA

 

 

 

 

 

 

Um jovem cumpria seu dever no exército, mas era ridicularizado por ser cristão comprometido com a fé católica. Um dia, na intenção de humilhá-lo na frente do pelotão, o sargento da tropa pregou-lhe uma peça:

–Soldado Coelho, pegue esta chave, vá até aquele jipe e o estacione ali na frente.

–Mas, sargento, o senhor sabe que eu não sei dirigir!

–Soldado Coelho, eu não lhe perguntei nada. Vá até o jipe e faça o que lhe ordenei. Peça ajuda ao seu Deus e mostre-nos que Ele o ama.

O soldado, então, pegou a chave e foi até o veículo. Sentou-se no banco do motorista e fez esta oração: ‘Jesus, guia as minhas mãos e mostra a estas pessoas a tua fidelidade. Eu confio em Ti, Senhor, e sei que podes me ajudar. Amém’.

Em seguida, o garoto manobrou o jipe e o estacionou como queria o seu superior. Ao sair do veículo, viu todo o pelotão chorando e alguns de joelhos.

–O que houve gente? – indagou o soldado.

–Nós queremos o teu Deus, Coelho. Como fazemos para tê-lo? – perguntou o sargento.

–Basta aceitá-lo como Salvador; mas, por que todos decidiram por Jesus Cristo?

O superior pegou o soldado pelo braço e caminhou com ele até o jipe enquanto enxugava as lágrimas. Daí, levantou o capô e mostrou que o veículo não tinha motor!

Bem, eu sei, é só uma história, certo? Contudo, leitor, você acredita que isto pode acontecer ou acha que até Deus tem limites para fazer milagres? Quem já viu de perto graças impressionantes acontecerem – como eu, por exemplo –,sabe que nada é impossível neste mundo. E àquele que não tem fé, eu peço que espere um pouco mais. No tempo de Deus, aquilo que merece ser-lhe-á dado.

E se você está passando por provações não se desespere, pois Deus tem visto suas lutas. Confie que os maiores problemas estão chegando ao fim. Continue rezando na certeza que uma bênção maior está direcionada a você. No tempo certo, Ele lhe dará a vitória. Enquanto isso, não complique as coisas como nesta outra história:

Sherlock Holmes e Dr. Watson foram acampar. Montaram a barraca e, depois da refeição e algumas garrafas de vinho, deitaram-se para dormir. Horas depois, Holmes acordou e cutucou seu fiel amigo:

Meu caro Watson, olhe para cima e diga o que vê.

 

 

Vejo milhares de estrelas – respondeu o amigo.

E o que isso significa? – perguntou Holmes.

 

Watson ponderou por um minuto e depois enumerou:

Astronomicamente, significa que há milhares de galáxias e, potencialmente, milhões de planetas. Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de sorte. Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 3h15min pela altura em que se encontra a Estrela Polar. Teologicamente, posso ver que Deus é todo poderoso e somos insignificantes diante Dele. Metereologicamente, suspeito que teremos um lindo dia amanhã. Então, está tudo correto, senhor?

 

Holmes ficou uns instantes em silêncio e respondeu:

Watson, seu idiota, significa apenas que alguém roubou a nossa barraca!

 

Pois é, a vida é simples, nós é que temos a mania de complicar. Também na religião, vejo com muita simplicidade algumas verdades que aprendi na infância. Este texto divulgado na internet retrata um pouco isso:

Nossa família se difundiu pelo mundo e é feita de todas as raças; somos jovens e velhos, ricos e pobres, pecadores e santos. Com a graça de Deus, abrimos hospitais para cuidar dos doentes, fundamos orfanatos e ajudamos os necessitados. Somos a maior organização caritativa do planeta, trazendo alívio e conforto para aqueles que tanto precisam.

Nós educamos mais crianças do que qualquer outra instituição, defendemos a dignidade de toda vida humana, preservamos o casamento e a família. Cidades receberam os nomes de nossos venerados santos, que percorreram o caminho do Céu antes de nós. Guiados pelo Espírito Santo, compilamos a Bíblia. Somos transformados pela Sagrada Escritura e pela Sagrada Tradição, que nos têm guiado firmemente por mais de dois mil anos!

Nós somos a Igreja Católica, com mais de um bilhão de pessoas na família, compartilhando sacramentos e plenitude da fé cristã. Por séculos, temos rezado por você e por todo o mundo, a cada hora, a cada dia, sempre que celebramos a missa. O próprio Jesus lançou os fundamentos da nossa fé quando disse a Pedro, o primeiro Papa:“Tu é Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. A partir disso, nós tivemos uma linha ininterrupta de pastores guiando a Igreja Católica, com amor e verdade, num mundo confuso e doloroso de viver.

E nesse mundo cheio de caos, dificuldades e dor, é reconfortante saber que algumas coisas permanecem coerentes e fortes: nossa fé católica e o eterno amor que Deus tem por toda a criação. Portanto, se você está fora da nossa Igreja, o convidamos a voltar. Nossa família é unida em Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Também temos as infalíveis proteções da Virgem Maria, dos anjos e dos santos.

Nós somos católicos, apostólicos, romanos. Bem vindo à sua casa!

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI -    Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.



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