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Sábado, 29 de Março de 2014
MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - EXCLUSÃO EMOCIONAL

 

 

 

 

 

 

 

Estivemos na Câmara Municipal de Jundiaí: nosso Bispo Dom Vicente; o Coordenador Diocesano de Ação Evangelizadora, Padre Leandro Megeto; Maria Rosângela Moretti, Coordenadora da Cáritas Diocesana; Dolaine Coimbra, Coordenadora Diocesana da Campanha da Fraternidade; Padre Milton Rogério Vicente, Coordenador do Conselho Regional de Ação Evangelizadora da Região I, Diáconos e leigos. Fomos para refletir sobre o tema da Campanha da Fraternidade deste ano: “Tráfico Humano e Fraternidade”.

 

Algumas participantes da coordenação da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena e Associação Maria de Magdala  e da  Dominus Salus e  algumas assistidas da mesma, também se fizeram presentes com faixa que traziam as seguintes mensagens: “Tráfico Interno também é crime”, “Rede um grito pela vida. Pare o tráfico de pessoas”, “Pela proteção de adolescentes e jovens, com oportunidades que impeçam de transformá-los em mercadoria”, “Jogue a favor da vida. Denuncie o tráfico de pessoas” e de Nelson Mandela: “A pobreza não é um acidente. Assim como a escravização e o apartheid, a pobreza foi criada pelo homem e pode ser removida pelas ações dos seres humanos”.

 

Acolhimento agradabilíssimo por parte do Presidente da Câmara , Gerson Sartori, e de todos os Vereadores e funcionários.

 

Após as falas, os Vereadores, atentos, expressaram sua opinião sobre o tema. Defendo, no que diz respeito ao fortalecimento da jovenzinha e do jovenzinho, a fim de que não caiam nas malhas do comércio do sexo e nas ilusões vendidas pelos traficantes de seres humanos,  que nas campanhas de prevenção à gravidez na adolescência e às doenças sexualmente transmissíveis, haja, obrigatoriamente, a presença de um psicólogo, com o propósito de abordagem sobre os danos emocionais e sociais da promiscuidade sexual. Falei sobre isso. Preservativos – distribuídos a rodo há tempo -, pílulas anticoncepcionais e pílulas do dia seguinte (abortivas se o óvulo foi fecundado), não curam feridas emocionais.

 

Dentre as manifestações dos nobres Vereadores, destaco a do médico e Vereador Antônio de Pádua Pacheco, que comentou sobre a importância de um olhar sobre a exclusão emocional. Excluído emocional é aquele com quem ninguém se importa na família ou que é considerado somente se dispõe a prestar um serviço de interesse de alguém. Excluído emocional é aquele que, na escola, sofre “bullying” ou que é ignorado pelo fato de não ser destaque em alguma coisa. Excluído emocional é aquele que ouve que teria sido melhor se não nascesse. Excluído emocional é aquela a quem falta orientação mais profunda e, baseando-se nos conhecimentos do uso de preservativos, fica uma noite com cada um. Ao encontrar alguém com quem deseje estabelecer uma relação mais profunda, ouve um “não”, com a justificativa da impossibilidade de assumir um compromisso sério com “ratoeiras”. Excluído emocional é aquele que, por desconhecer a força dos sentimentos, dorme com todas e, após um tempo, enfarado, por não saber como tratar seus vazios, entrega-se à droga. Excluída e excluído emocionalmente são aqueles a quem não foi ensinado como construir um projeto de vida.

 

As sequelas dos emocionalmente excluídos são os desvios comportamentais e, dificilmente, escapam de um ou mais tipo de predadores.

É hora de uma rede de proteção aos adolescentes no que diz respeito à sua sexualidade, para que não sejam transformados em mercadoria.

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - É coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.

 



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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - VOCÊ TAMBÉM ESTÁ FICANDO NEURÓTICO ?

                     

 

 

 

 

 

Remexendo velhos papéis de um arquivo que, apesar dos bons propósitos sempre reafirmados, jamais consegui ordenar de modo satisfatório, apareceu-me diante dos olhos uma curiosidade antiga... e perfeitamente atual.

 

Trata-se de um extrato de jornal, que guardei há muitos anos, sem ter, contrariamente ao bom costume, anotado a data nem o nome do autor. É uma crônica ligeira que, pela ortografia e pelo aspecto do papel, foi com certeza publicada em fins da década de 60. Embora seja contra meus princípios reproduzir textos alheios sem indicar o respectivo autor, na impossibilidade de nomeá-lo e deixando claro que não é de minha lavra, aqui transcrevo, para apreciação dos meus eventuais leitores, esta primorosa composição anônima intitulada A CONSULTA:

 

"- Sua aparência é saudável, mas as aparências às vezes enganam. Vamos lá ver: o que é que o Sr. sente?

 

- O que eu sinto, doutor? Não sei dizer direito. É uma espécie de opressão, de angústia, de ânsia...

 

- E o Sr. pensa que eu também não sinto? Isto é normal. Normalíssimo! Que mais?

 

- Bem, doutor, eu tenho insônias.

 

- E eu não tenho, por acaso? Pergunte ao seu vizinho se ele não tem também. Todo o mundo tem.

 

- Eu não me dou com o meu vizinho.

 

- É isto: não se dá com o vizinho. Eu também não me dou com o meu. Ninguém se dá com ninguém. Mas não precisa perguntar: eu sei. Seu vizinho também não consegue dormir. Ninguém consegue. Isto é normal.

 

- Mas, doutor...

 

- Eu sei: o Sr. anda nervoso, excitado, angustiado... Diga-me: não sente medo? Um medo sem causa, sem nenhum motivo aparente, medo de qualquer coisa que o Sr. não sabe o que é?

 

- Realmente... Eu estava até com vergonha de dizer, mas desde que o Sr. falou, é verdade: sinto, sim.

 

- Ótimo! o Sr. sente medo. Eu também sinto. Ótimo, torno a dizer. O Sr. não tem nada, meu amigo. Está inteiramente são, uma vez que sente medo. Se não sentisse, aí sim, precisaríamos procurar as causas dessa anomalia. Talvez fosse grave, sabe?

 

- Sabe, doutor, eu às vezes tenho a impressão de que estou ficando neurótico.

 

- Claro que está! E eu não estou? E o seu vizinho não está? E todo o mundo não está? E o Sr. pensa que vai ficar de fora? Por quê? Ora, reflita um pouco, meu caro. O Sr. vive, eu vivo, toda a gente vive, num mundo anormal, sádico, doente, sanguinário, onde a regra é a falta de regras, um mundo hediondo e tenebroso, onde o homem é cada vez mais o lobo do próprio homem. Um mundo de guerras, massacres, de hecatombes, alicerçado no ódio, na iniquidade e na violência. Acrescente a tudo isso a poluição sonora, a poluição moral, a degradação dos costumes, a falência dos serviços públicos, o colapso do trânsito, a morte da urbanidade, da cordialidade, da solidariedade humanas. O Sr. sente angústia. É normal. O Sr. sente medo. É normalíssimo! O Sr. tem insônias. Como não tê-las? O Sr. sente que está ficando neurótico. Quem é que não está hoje em dia? Só se for um louco varrido! Meu caro cliente, vá tranquilo. O Sr. não tem nada, nada. Passe bem. O próximo, por favor!"

                                                                   * * *

Assim termina a crônica anônima, escrita há mais de 40 anos. Agora, responda o prezado leitor: não está ela perfeitamente atual?

 

 

 

   ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS   -   é historiador, jornalista profissional e membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.



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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - INVERSÃO DE VALORES

 

 

 

 

 

 

            Sinceramente, estou chegando à conclusão de que poucos comportamentos humanos e sociais poderão me surpreender no futuro. Até já escrevi recentemente que temo que a humanidade esteja trilhando um caminho inverso, rumo à barbárie.

 

            Fiquei chocada com o resultado de uma pesquisa que concluiu que mais de 80% dos entrevistados entendia ser justificável que uma mulher vestida com roupas curtas, apertadas ou de alguma forma provocantes, fosse atacada e, em último caso, até mesmo estuprada. A culpa, portanto, da ignorância e da bestialidade de alguns machos, eis que não vou chamá-los de homens, é da mulher que o induz a tanto...

 

            Honestamente, fico pensando, crendo que a pesquisa foi séria e representativa, que tipo de pessoas estamos formando, que espécie de homo sapiens somos nós. Resultados como esses provocam vergonha alheia, até porque própria parece que não há. Em que mundo o crime se justifica, dessa forma, pela existência do belo, do sedutor?

 

            Na época da faculdade eu estudei vitimologia e até li um pouco sobre isso depois, mas embora nem de longe eu possa me sentir uma especialista no assunto, pondero que as coisas não podem ser levadas aos extremos. É possível afirmar que uma moça que entra em um trem lotado, repleto de homens, vestida de micro saia, por exemplo, é capaz de prever um assédio ou mesmo que está ciente de que provocará olhares, porém isso em nada legitima atos de violência, física ou moral.

 

            A partirmos para esse tipo de raciocínio, vamos nos tornando culpados pela maldade alheia. Se alguém me assalta, a culpa é minha por ter um carro, por ter uma casa? O fato de ter trabalhado para isso fica em que plano? E a obrigação do Estado de me proteger, sobretudo diante da confiscatória carga de impostos?

 

            Há no Direito casos nos quais a vítima contribui para o ato do criminoso, mas nem isso, ao menos no Direito Brasileiro, legitima a ação que é contrária à lei. Assim, é, ao meu sentir, perigoso e vergonhoso o fato de sabermos que há quem acredite, em pleno ano de 2014, que as mulheres podem ser agredidas legitima e justificadamente, pelo simples fato de serem bonitas ou sensuais!

 

            A par disso, é bom que se diga que em muitos casos “essas mulheres” são apenas meninas, muitas das quais sequer tem consciência de uma sensualidade que vai aflorando e que não podem sucumbir diante de tarados, de gente da pior espécie.

 

            Concito, portanto, maridos, namorados, pais, filhos, irmãos, os homens de bem e de bom senso, que saiam em defesa de suas mulheres, pelo direito que elas tem de serem belas, de serem livres, de serem respeitadas e protegidas, assim como qualquer outra pessoa...

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA -  Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora   -  São Paulo.

 



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JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - 27 DE MARÇO. DIA DO CIRCO NO BRASIL

 

 

 

 

 

 

 

Estripulias de palhaços, malabarismos, mágicas, olhares surpresos e gargalhadas fazem parte de um universo fantástico chamado circo.

 

         Quem hoje, que já passou dos quarenta anos, não se lembra da alegria contagiante que o circo provocava desde que iniciava sua temporada numa cidade?

 

Era gostoso ver o desfile anunciando sua estréia, visitar o local onde se instalava e finalmente assistir aos espetáculos.

 

         Hoje, infelizmente, com a televisão, a internet e o consumismo desenfreado que impera nas relações humanas, a arte circense está meio adormecida entre as pessoas.

 

Vai sobrevivendo em função de uns poucos abnegados artistas ou montagens mais modernas, misturando personagens já conhecidos com os tradicionais personagens do picadeiro, como recentemente fez a Turma da Mônica com o Circo dos Sonhos.

 

Há ainda os Circos Escolas e trupes que optam continuar enfrentando os obstáculos, que atualmente vão desde a dificuldade para encontrar um terreno para instalarem a lona, até o sofrimento para atrair público, já  distanciado da tradição circense.

 

Mesmo assim, num esforço para manter a arte da lona e do picadeiro viva, muitos reinventam suas performances, tentando preservar a magia vibrante do circo.

 

Piolin, o mais emblemático dos palhaços brasileiros, completaria 117 anos no  dia 27 de março. É em homenagem ao seu aniversário que nesta data se comemora o Dia do Circo. Aproveitamos a ocasião para reverencia-lo. Ele começou a sua carreira por acaso, como substituto e nunca mais largou o ofício.

 

Tinha só oito anos e apresentava vários números no circo de seu pai – o Circo Americano. Um belo dia, o garotinho teve que se passar por um palhaço e, de tanto talento, arrancou risos e mais risos da plateia. Piolin emigrou para outros meios de comunicação. Fez filmes, gravou discos e realizou incontáveis espetáculos.

 

Mas foi no circo, onde a sua simplicidade, alternando-se com seu grande dom artístico, o consagrou e ele por sua vez, eternizou essa importante forma e virtuosa arte de alegrar e entreter as pessoas.

 

O (seu) epitáfio de seu túmulo, assim dispõe: “Meu sonho era ser engenheiro. Queria construir pontes, estradas, castelos. Construi apenas castelos de sonhos para minha gente. Sou, de qualquer maneira, um engenheiro. E, estou feliz com isso”.

 

 

 

 

                       Em homenagem a data do nascimento de Piolin, comemora-se a 27 de março o Dia do Circo.

 

 

Em sua homenagem e a todo encanto que a arte circense provoca, nosso desejo que o circo viva muito tempo ainda.  Que vença as suas dificuldades. Que ganhe cada vez mais apoio oficial e prestígio popular.  A cultura brasileira só teria a agradecer e o público, parafraseando o também palhaço Arrelia, responderia com ênfase a sua típica indagação:  “como vai?, como vai? como vai?”: - “Muito bem, muito bem, muito bem, bem, bem!”.

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. É autor de inúmeros livros, entre os quais “O Sentimento de Justiça” (Ed. Litearte)

 



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PAULO ROBERTO LABEGALINI - REPENSAR NA CARIDADE

 

 

 

 

 

 

 

É bom lembrar de nossos filhos quando crianças, principalmente fatos pouco conhecidos até pelos familiares. E, além disso, acho importante relacionar o que aconteceu com aquilo que vivemos hoje.

 

Começando pela mais velha, a Thaís sempre foi muito responsável e, às vezes, até exagerava. Quando íamos à praia, ela ficava contando os amiguinhos à sua volta com medo de se perderem. Todos se divertiam, mas ela não tirava os olhos das crianças, inclusive correndo buscar alguém que se afastava do grupo.

 

A Soraia nunca se importou em ser mais elegante que a irmã. Via roupas nas vitrines e pedia à mãe que as comprasse para a Thaís. Achávamos aquilo meio estranho, mas admirávamos o seu espírito de despojamento. Porém, como filha amada que sempre foi, acabava sendo premiada com belos presentes e os dividia com os irmãos.

 

E o caçula, Alexandre, nunca foi o mais mimado. Acho que por ser homem, cobrávamos dele uma postura de liderança. Lembro-me que em 1991, quando tive alta após dois meses internado no hospital, sentia medo de ficar muito tempo sozinho no quarto da casa de minha mãe. Então, chamava o Alexandre para brincar de tartaruga ninja comigo. Espalhávamos os bonecos pela cama, ele se divertia e eu me alegrava por ter tão boa companhia.

 

Você, leitor, concorda que já eram caridosos desde pequenos? Eu sei que caridade é muito mais que isso, mas tudo tem um começo na vida da gente, e melhor quando os indícios começam de criança. Hoje, vejo o bom coração que bate no peito de cada um de meus filhos – anunciando fé e amor em abundância.

 

Assim, cada vez me sinto mais responsável em lhes dar exemplos de servir a Deus com alegria. Eu imagino que possam estar seguindo os meus passos e os passos da mãe para não saírem do bom caminho.

 

E não importa a tua idade, o que vale é querer se doar para servir o próximo da maneira que Deus quer. Para motivá-lo, veja o que Luís Fernando Veríssimo escreveu – sobre coisas que levou anos para aprender:

 

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa – esta nunca falha.

 

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas – está cheio de gente querendo lhe converter!

 

3. Ninguém liga se você não sabe dançar – a maioria das vezes, quem está olhando também não sabe.

 

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca – Deus deu 24 horas por dia para cada um cuidar da sua vida e tem gente que insiste em fazer hora extra!

 

5. Jamais tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite – quem disse tinha conhecimento de causa.

 

6. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu todo o seu potencial, essa palavra seria ‘reuniões’ – onde ninguém se entende.

 

7. Há uma linha muito tênue entre ‘hobby’ e ‘doença mental’ – ouvir música é hobby, mas no volume máximo às sete da manhã pode ser doença mental.

 

8. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito – que bom!

 

9. Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador construiu a Arca de Noé e um grande grupo de profissionais construiu o Titanic – é a pura verdade!

 

10. Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra – não é coisa de gente inteligente.

 

Pois é, se alguém tão capacitado demorou tanto para aprender coisas simples, não está na hora de você repensar na sua vida? Por exemplo, você sabe o relacionamento entre seus 2 olhos? Eles piscam juntos, se mexem juntos e choram juntos. Eles também veem as mesmas coisas e dormem juntos. Embora eles nunca se olhem, a amizade entre eles é eterna! Imagine, agora, que o seu segundo olho é uma pessoa pobre que você ainda não conhece... Ser vicentino pode lhe dar essa oportunidade...

 

Como disse São Vicente: “Adorar a Deus na igreja ou servir um pobre é a mesma coisa”. Significa deixar Deus por Deus.

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI -    Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.

 

 

 



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JOSÉ RENATO NALINI - A CRUZ É INEXTINGUÍVEL

 

 

 

 

A tentativa de eliminar símbolos do Cristianismo das repartições públicas é utopia. O Brasil se chamou Terra de Santa Cruz, a religião católica foi a oficial desde 1500 até 1890. A laicidade da República não significa ateísmo. Apenas não há uma religião oficial. Todas são permitidas. Até incentivadas, porque é lícito celebrar acordos, convênios e tratados com organizações religiosas quando se cuida de implementar políticas públicas.

 

A se levar a sério a eliminação de qualquer sinal da cristandade, cultura entranhada em nossas tradições, teríamos de reescrever a história. E isso é impossível. Veja-se o ridículo da revisão do passado, de maneira a excluir o que é inexcluível, tema que George Orwell já enfrentou no seu célebre “1984″. Ao proceder a leitura de “O Tempo das Ruas”, da antropóloga Fraya Frehse, mais me certifiquei disso. Ela fala de São Paulo, cidade fundada sob a invocação do Apóstolo dos Gentios, por padres jesuítas que aqui estavam a catequizar os indígenas.

 

A reescrita obrigaria São Paulo a não se chamar assim. Seria apenas “Paulo”? Não estaria implícito e subjacente a santidade do patronímico? Onde se chegaria se tivéssemos de dizer que a população recenseada pelo poder público paulistano em 1872 e 1890 obedecia a uma divisão administrativa que se chamava, simplesmente, Nossa Senhora da Assunção da Sé, Nossa Senhora da Conceição de Santa Ifigênia, Nossa Senhora da Consolação e São João Batista, Senhor Bom Jesus do Mattosinhos do Braz, Nossa Senhora da Expectação do Ó, Nossa Senhora da Penha de França, Nossa Senhora da Conceição de São Bernardo, Nossa Senhora do Desterro do Juqueri e Nossa Senhora da Conceição dos Guarulhos?

 

As cidades todas têm padroeiro, os Estados membros também, a Nação idem. Que cidade não tem a sua “rua do Rosário”, invocação mariana entranhada na consciência das pessoas e que nenhum decreto humano conseguirá apagar. Vide a URSS, que ao ser dissolvida, viu voltar, em plenitude e exuberância, a fé e a crença na transcendência, vocação natural dos míseros humanos. Conformem-se, ateus, e tentem ganhar a adesão dos descrentes, sem modificar o passado. Este já foi e é a única dimensão do tempo com que se pode efetivamente contar.

 
 
 
 

JOSÉ RENATO NALINI é presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para o biênio 2014/2015. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br. Visite o blog no endereço http://renatonalini.wordpress.com e dê sua opinião sobre seus artigos.

 


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FELIPE AQUINO - VIDA PARA ALÉM DA MORTE

 

 

 

 

 

 

O último artigo do nosso Credo diz: “Creio na vida eterna”.

 

A maior esperança cristã é esta: a vida não termina na morte, mas continua no além. E muitos perguntam “o que virá depois? “. Somente a fé católica tem resposta clara para esta questão.

 

A Carta aos hebreus diz que “está determinado que os homens morram uma só vez e em seguida vem o juízo” (Hb 9,27). Para nós católicos, isso liquida de vez com a mentira da reencarnação, que engana tantas pessoas, e as deixa despreparadas diante da morte, acreditando neste erro, e com uma falsa ideia de salvação.

 

São Paulo ensinava aos cristãos de Corinto, muito influenciados pela mitologia grega que dominava a região, que “ao se desfazer esta tenda que habitamos neste mundo, recebemos uma casa preparada por Deus e não por mãos humanas, uma habitação eterna,  no céu ” (2Cor 5,10). Mas, Paulo não deixou de dizer que “teremos de comparecer diante do tribunal de Cristo. Ali cada um receberá o que mereceu, conforme o bem ou o mal que tiver feito enquanto estava no corpo” (2Cor 5,10).

 

A Igreja nos ensina que logo após a morte vem o Juízo particular da pessoa. Diante da justiça perfeita de Deus, seremos julgados. Mas é preciso lembrar que o Juiz é o mesmo que chegou até o lenho da Cruz para que ninguém fosse condenado, e tivesse à sua disposição, através dos Sacramentos da Igreja, o perdão e a salvação que custaram a Sua Vida.

 

Afirma o nosso indispensável Catecismo que: “Cada homem recebe em sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo, seja através de uma purificação, seja para entrar de imediato na felicidade do céu, seja para condenar-se de imediato para sempre” (§ 1022).

 

Isto mostra que imediatamente após a morte a nossa alma já terá o seu destino eterno definido: o céu, mesmo que se tenha de viver o estado de purificação antes (purgatório), ou o inferno.

 

Sobre o céu diz São Paulo que “o que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, e o coração do homem não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que o amam” (1Cor 2,9).

 

O Papa Bento XII (1335-1342), assegurou através da Bula “Benedictus Deus”, que as almas de todos os santos, mesmo antes da ressurreição dos mortos e do juízo geral, já estão no céu. A Igreja, desde o tempo dos primeiros mártires acredita, sem dúvida, que eles já estão no céu, intercedendo pelos que vivem na terra. São muitos os documentos antigos que confirmam isto.

 

Sobre o purgatório a Igreja também não tem dúvida, já que esta verdade de fé foi confirmada em vários concílios ecumênicos da Igreja: Lião(1245), Florença (1431-1442), Trento (1545-1563), com base na Tradição e na Sagrada Escritura (1Cor 3,15; 1Pe1,7; 2Mac 12,43-46 ).

 

Ensina o Catecismo que: “A Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados”(§1031). As almas do Purgatório já estão salvas, apenas completam a sua purificação para poderem entrar na comunhão perfeita com Deus. Diz a Carta aos hebreus que “sem a santidade, ninguém pode ver o Senhor” (cf. Hb 12,14).

 

Mais do que um estado de sofrimento, o Purgatório é, ensina São Francisco de Sales, doutor da Igreja, um estado de esperança, amor, confiança em Deus, e paz, embora a alma sofra para se santificar.

 

Para os que rejeitarem a Deus e sua graça, isto é, que deixaram o coração endurecer, o destino será a vida eterna longe de Deus, para sempre, e junto daqueles que também rejeitaram a Deus. Jesus diz que ali haverá “choro e ranger de dentes”.

 

É preciso dizer aqui que Jesus foi ao extremo do sacrifício humano para garantir a todos os homens a salvação; logo, Ele fará de tudo para que ninguém seja condenado. Mas Deus respeita a liberdade de cada um, e, como disse Santo Agostinho, Ele que nos criou sem precisar de nós, não pode nos salvar sem a nossa ajuda.

 

Ao falar do inferno, o Catecismo diz que: “Deus não predestina ninguém para o inferno; para isto é preciso uma aversão voluntária a Deus (um pecado mortal), e persistir nela até o fim. São Pedro diz que Deus “não quer que ninguém se perca, mas que todos venham a converter-se” (2Pe 3,9).

 

Se a lembrança do inferno trouxer medo ou insegurança ao seu coração, lembre-se daquilo que disse um dia São Bernardo, doutor da Igreja: “Nenhum servo de Maria será condenado”. Sem dúvida a Mãe de Deus saberá salvar aqueles que foram seus fiéis devotos aqui na terra. Ela é, afinal, a Mãe do Juiz!

 

A Igreja nos lembra ainda que na segunda vinda de Cristo, a Parusia, que ninguém sabe quando será, haverá o Juízo final ou geral. O Catecismo ensina que: “A ressurreição de todos os  mortos, ‘dos justos e dos injustos’ (At 24,15), antecederá o Juízo Final” (§ 1038).

 

O Magistério da Igreja ensina que esta será  “a hora em que todos os que repousam no sepulcro ouvirão a Sua voz e sairão, os que tiverem feito o bem para uma ressurreição da vida; os que  tiverem praticado o mal para uma ressurreição de julgamento” (Jo 5,28-29). “Então Cristo virá em sua glória e todos os seus anjos com Ele…” (Mt 25,31).

 

Portanto, a ressurreição dos corpos ainda não aconteceu nem mesmo para os santos. Os seus corpos ainda aguardam a ressurreição do último dia. Somente Jesus e Maria já ressuscitaram e têm seus corpos já glorificados.

 

Quanto a este grande Dia da volta gloriosa do Senhor, a Igreja não quer que se faça especulações sobre ele; pois o próprio Cristo o proibiu. Muitos foram enganados e a fé desacreditada por muitos que ao longo dos séculos ousaram marcar a hora da volta do Filho de Deus.

 

Sobre isto, o Papa João Paulo disse recentemente: “A história caminha rumo à sua meta, mas Cristo não indicou qualquer prazo cronológico. Ilusórias e desviantes são, portanto, as tentativas de previsão do fim do mundo.(L’Osservatore Romano, n.17 – 25/4/98)

 

Muitas vezes a Igreja já se pronunciou sobre esta questão. No Concílio ecumênico do Latrão, em 1516, assim afirmou:

 

“Mandamos a todos os que estão, ou futuramente estarão incumbidos da pregação, que de modo nenhum presumam afirmar ou apregoar determinada época para os males vindouros para a vinda do Anticristo ou para o dia do juízo. Com efeito a Verdade diz: “Não toca a vós ter conhecimento dos tempos e momentos que o Pai fixou por Sua própria autoridade. Consta que os que até hoje ousaram afirmar tais coisas mentiram, e, por causa deles, não pouco sofreu a autoridade daqueles que pregam com retidão. Ninguém ouse predizer o futuro apelando para a Sagrada Escritura, nem afirmar o que quer que seja, como se o tivesse recebido do Espírito Santo ou de revelação particular, nem ouse apoiar-se sobre conjecturas vãs ou despropositadas. Cada  qual  deve,  segundo o preceito divino, pregar o Evangelho a toda a criatura, aprender a detestar o vício, recomendar e ensinar a prática das virtudes, a  paz e a caridade mútuas, tão recomendadas por nosso Redentor”.

 

Diz o nosso Catecismo: “Só o Pai conhece a hora deste Juízo, só Ele decide do seu advento. Através do seu Filho Jesus Ele pronunciará a sua palavra definitiva sobre toda a história. Conheceremos então o sentido último de toda a obra da criação”(§ 1040).

 

 

 

FELIPE AQUINO   -  Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.

 



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Sexta-feira, 28 de Março de 2014
FILIPE D' AVILLEZ - NOS EUA, DIZER " APOIO O CASAMENTO TRADICIONAL" PODE VALER DESPEDIMENTO

 

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=29&did=143312
 
 

Liberdade religiosa ameaçada nos Estados Unidos?

 

 

É uma advogada norte-americana que o garante. Com a legalização do casamento homossexual em cada vez mais estados americanos, surgem vários focos de confronto entre a liberdade religiosa e discriminação por orientação sexual.
 
 
 
 

Uma advogada de sucesso, que trabalha numa multinacional, chega ao auditório de um centro paroquial universitário para falar sobre as ameaças à liberdade religiosa. Confrontada por um jornalista, aceita falar, mas apenas sob anonimato. Teme perder o emprego, como já aconteceu a conhecidos.

 

Estamos no Michigan, Estados Unidos, a pátria da liberdade religiosa, mas onde muitos crentes começam a sentir que essa conquista está a definhar.

 

“Sei de casos de pessoas que foram despedidas de empresas privadas simplesmente por dizer coisas do género 'Eu apoio o casamento tradicional'”, explica a advogada à Renascença.

 

Em causa está a redefinição do conceito tradicional de casamento, como sendo entre homem e mulher, para a aceitação da noção de casamento entre pessoas do mesmo sexo.

 

Com a legalização do casamento homossexual em cada vez mais estados americanos, surgiram vários focos de confronto entre a liberdade religiosa e discriminação por orientação sexual.

 

“Há o caso de um casal que tinha uma pastelaria que se recusou a fazer um bolo para um casamento homossexual. Foram processados, multados e acabaram por fechar a loja. Mais recentemente, tivemos um caso no Novo México de uma fotógrafa que se recusou a trabalhar numa cerimónia homossexual”, conta.

 

A advogada explica que a educação é outra área de preocupação: “Massachusetts foi o primeiro Estado a aprovar a redefinição de casamento. Nesse Estado estão a ensinar na escola que o estilo de vida homossexual é natural e bom. Os pais não se podem queixar, nem são notificados. Há uma preocupação que esse género de restrições chegue a outros estados que também aprovem o casamento homossexual”.

 

 

 

 

“Como viver a minha fé?”

 

 

 

 

Na sala paroquial estão dezenas de jovens atentos, orientados pelo jovem e enérgico padre Denis Heames. O sacerdote nota preocupação entre os alunos católicos da Central Michigan University (CMU), que acompanha.

 

“Penso que estamos a chegar a um ponto em que vamos perder a liberdade de ser contra isto na praça pública. Sinto que já nem é uma discussão”, refere.

 

“Por exemplo, pessoas que estudam ciências da educação” sentem algumas dificuldades com o currículo “no que diz respeito à diversidade ou literatura, que contém material mais claramente ideológico”, diz. “Vejo alunos católicos que entram para estes cursos e que sentem dificuldades com isto. Como é que vou conseguir viver a minha fé neste ambiente laboral, com tanta pressão ideológica?”

 

A dificuldade é sentida na pele por Kelly, aluna da CMU que estuda educação.

 

“Preocupo-me com os meus filhos, não os quereria colocar no ensino público. E preocupo-me comigo porque quero ser professora e não me sentiria bem a ensinar algo deste género, porque atenta contra as minhas crenças e valores”, diz. “Não consigo separar a minha fé da minha vida profissional.”

Bobby, da mesma universidade, estuda comunicação social e dá conta da agressividade que tem de enfrentar quando se manifesta sobre assuntos como o casamento entre homossexuais.

 

“É um tema fracturante, basta falar no assunto e as pessoas levantam rapidamente as defesas. Mesmo no Facebook, quando a questão surgiu, as pessoas estavam só a atacar. Publiquei a minha opinião enquanto católico e fui atacadíssimo. Por isso, às vezes, é difícil e só nos apetece virar as costas ao assunto”, confessa.

 

 

 

Supremo vai decidir

 

 

 

 

Os casos envolvendo objecção de consciência à participação em cerimónias de casamento entre pessoas do mesmo sexo estão a caminho do Supremo Tribunal.

 

Antes, os juízes terão ainda de avaliar a questão do “ObamaCare”, o plano de Barack Obama para a reforma do sistema de saúde, que pretende obrigar instituições católicas, como universidades e hospitais, a fornecer aos seus empregados seguros de saúde que cubram contraceptivos e serviços abortivos.

 

Os bispos já disseram que se recusam a acatar a ordem e que preferem encerrar todos os seus serviços nestas áreas, mas a administração Obama não desarma, o que tem levado a Igreja a invocar também o argumento da liberdade religiosa.

 

Estes e outros assuntos serão, certamente, um dos pontos de discussão entre o Papa Francisco e Obama, que se encontram no Vaticano, esta quinta-feira.

 

 ( Transcrito do Site da "Renascença"

 

 

 

FILIPE D' AVILLEZ -MICHIGAN, ESTADOS UNIDOS.



publicado por solpaz às 11:37
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - RECEITA PARA TER SEMPRE RAZÃO

 

 

 

 

 

 

Entre os poucos amigos de meu pai, havia o Mário Macedo. O Mário, era um jovem de vinte e poucos anos, magro, alto, bem-falante, e de resposta pronta.

 

Certa ocasião veio a nossa casa, e como amigo que era, foi recebido na pequena salinha, contigua à cozinha, onde tomávamos as refeições. As cerimoniosas eram sempre encaminhadas para ampla sala, que ficava no segundo andar, onde havia pesados reposteiros, móveis sisudos e bustos de gesso, pousados em altas colunas, que primavam pela robustez.

 

Ora, dessa vez, o Mário, que era de conversa fácil, deslumbrou pela erudição.

 

Meu pai, estupefacto com tanta sabedoria, não se conteve e louvou o conhecimento, mormente a extraordinária memória:

 

- Não conhecia essa faceta. Você é jovem, mas demonstra cultura invulgar, e capacidade de citar a propósito, pensamentos oportunos. Dou-lhe os parabéns, e gabo-lhe a memória. A minha é de papel, e vejo-me, muitas vezes, atrapalhado para encontrar fichas e recortes de jornais, em desalinho.

 

Sorriu-se o maroto do Mário. Piscou os olhos gaiatos e a grandes gestos, encarou meu pai, após circunvagar a vista pelos presentes, que permaneciam de boca escancarada, perante novo Salomão. Exclamou a risadas:

 

- O Senhor Pinho também pode fazer o que eu faço!...

 

- Como assim?! Explique-se?!

 

- É muito simples! Dantes, ao ter uma ideia, uma opinião, diziam: “ Estás a filosofar!”, “ Ainda não conheces a vida!”, “És muito novo! …”; ou então: “Nem parece teu! É uma criancice! Um disparate! …” Lembrei-me, então, recorrer a autoridades incontestáveis…”

 

- E decorou reflexões de homens célebres para empregá-las no momento exacto. - Acrescentou meu Pai.

 

- Nada disso! - Retorquiu o jovem. - Quando surge a ideia, não digo que é minha, mas de conhecido economista, famoso político ou intelectual de renome, e o parecer é acatado e até louvado.

 

Como meu pai ficasse admirado com o atrevimento, o Mário, acrescentou, soltando larga risada:

 

- A semana passada estive com o abade de*** Tinha lido, em publicação religiosa, referências a Encíclicas e a teólogos famosos. Colhi nomes e atirei opiniões minhas como fossem deles. O bom sacerdote, entrado em anos, engolia em seco e assarapantado, dizia:” Está bem! …Está bem! …; mas não se pode acreditar em tudo que os teólogos dizem…”

 

E rematou, com sonora e alegre gargalhada:

 

- Sabe, Senhor Pinho! Poucos são os que conhecem mais que nomes e lombadas de livros…Depois, ninguém gosta de parecer ignorante! …

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal

 



publicado por solpaz às 11:26
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EUCLIDAS CAVACO - CAMÉLIA
 
 
 
 
CAMÉLIA Um tema com cheirinho a Primavera que o exímio cantor Avelino Teixeira enriqueceu com a sua melodiosa interpretação. Veja e ouça CAMÉLIA no PPS anexo, em Poema da Semana ou no link abaixo:
 

                      http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Camelia/index.htm

Euclides Cavaco
Director da Rádio Voz da Amizade cavaco@sympatico.ca


publicado por solpaz às 11:21
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