Blogue luso-brasileiro
Segunda-feira, 4 de Agosto de 2014
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - A IMPORTÂNCIA DA PATERNIDADE RESPONSÀVEL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Num mundo consumista e egoísta em que vivemos, no qual cresce a lei do vale-tudo, onde as pessoas são cada vez mais valorizadas por aquilo que têm e não por seus princípios e valores, a relevância da figura paterna é manifesta. É por isso que um homem precisa ter consciência da importância destes aspectos e pensar que sua força e virilidade não estão na quantidade de filhos que gera, mas em sua disponibilidade de assumi-los e na qualidade de sua presença.

 

 

 

            Celebra-se no segundo domingo de agosto o Dia dos Pais, cuja idéia foi trazida dos Estados Unidos e chegou ao Brasil em 1953, sendo essa data escolhida por ser próxima de 14 de agosto, que no calendário católico, é o Dia do Patriarca ou Dia de São Joaquim, pai de Maria, mãe de Jesus, de acordo com a tradição cristã. Apesar do intenso apelo comercial de que se reveste, a comemoração adquiriu, com o passar do tempo, um forte significado, quer emocional, quer reflexivo, constituindo-se numa ocasião em que eles são alvos de inúmeras homenagens, recebendo uma atenção especial dos familiares, e também acabam por meditar sobre uma nova realidade, ou seja, a de maior relacionamento e de participação concreta na vida dos primogênitos.

 

            Efetivamente, no coração do ser humano, ter um pai representa possuir raiz, identidade e uma base sólida, constituindo-se num direito de toda criança conhecê-lo e conviver com ele. Quem não teve essa oportunidade, corre o sério risco de ficar, para sempre, buscando a compreensão de si mesmo. É por isso que um homem precisa ter consciência da importância destes aspectos e pensar que sua força e virilidade não estão na quantidade de filhos que gera, mas em sua disponibilidade de assumi-los e na qualidade de sua presença. Depois de uma dramática experiência pessoal e familiar vivida, a mensagem que temos para dar é: não há tempo melhor aplicado do que aquele destinado aos filhos.

 

            Efetivamente, um filho precisa de amor, carinho, atenção, presença, amizade, orientação, modelo e estímulo daquele que o gerou. Inexiste qualquer coisa que possa preencher o vazio deixado por um pai. “O pai é a figura que constela determinados símbolos no desenvolvimento dos filhos. Ele assegura a passagem para a vida social e a ruptura da ligação com a mãe. È a instância normativa, a lei. Aponta para o crescimento, a saída, o externo. Para a menina, representa a primeira figura masculina com quem ela interage e por quem desenvolve afeto. Para o menino, é o modelo de como um homem funciona. Sua ausência ou presença tem efeito condicionador preponderante na formação da criança e na vida do futuro adulto” – afirmou o psicólogo Ageu Heringer Lisboa em matéria publicada pela revista “Família Cristã” (08/1994- p. 22).

 

Num mundo consumista e egoísta em que vivemos, no qual cresce a lei do vale-tudo, onde as pessoas são cada vez mais valorizadas por aquilo que têm e não pelo que são, a relevância da figura paterna é manifesta, havendo de se diminuírem as distâncias com os filhos, possibilitando-lhes uma convivência serena e de confiança mútua. Diante deste processo de inversão de valores e mudanças nos padrões de comportamento, a imagem de pai distante, rígido e exigente, vai cedendo lugar a uma outra mais humana, próxima, envolvida com a vida do filho desde a sua concepção, afastando-se das barreiras impostas por condutas autoritárias e de distanciamento.

 

A paternidade faz parte de uma filosofia de vida, que aplicada diariamente, numa seqüência coerente através dos anos, constitui-se numa das missões mais importantes desempenhadas pelos seres humanos. E há que se ter uma grande dose de fé, amor e esperança, acrescida de muita sabedoria, maturidade e despojamento no exercício de tal atributo, preservando-se a autoridade da função que estabelece limites e compromissos, ao mesmo tempo em que gera afeto aos filhos, provendo-os nas suas necessidades. A própria legislação vem se adequando a esta nova realidade traduzida num potencial maior de relacionamento e de participação paterna.

 

                       

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário (martinelliadv@hotmail.com)

 

 



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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - EDUCAÇÃO FORMAL, EDUCAÇÃO INFORMAL E CIDADANIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Costuma-se distinguir a educação formal, oficialmente proporcionada nas escolas de vários níveis, da educação informal, que é oferecida pela família, pelos círculos de relacionamento social, pelas comunidades religiosas, pelos meios de comunicação social.

 

No meu modo de entender, a educação informal e extra-oficial é mais importante, para a formação do senso crítico e, portanto, da chamada cidadania, do que a educação formal e estritamente curricular.

 

Há numerosos exemplos na História de pessoas simples, sem educação formal, que exerceram atividades políticas de grande alcance.

 

A democracia suíça, a dos velhos cantões medievais, constituiu-se, em larga medida, em sociedades camponesas, com pessoas rudes e pouco letradas, mas que souberam instituir um sistema admirável. Quando, na passagem do século XV para o XVI, a Confederação Helvética passou por grave crise e esteve a ponto de cindir-se numa guerra civil, ela foi salva por um grande estadista que era, paradoxalmente, um camponês semi-analfabeto: Nicolau de Flue.

 

Nicolau, que depois a Igreja Católica canonizou, era pai de 10 filhos e, tendo enviuvado, vivia retirado, em profunda oração, numa ermida. Seu prestígio moral era enorme em toda a velha Helvécia. No auge da crise, sem solução à vista, foram todos os contendores, “gregos” e “troianos”, procurá-lo à procura de uma saída que impedisse a guerra civil. E São Nicolau, o camponês iletrado, com uma habilidade e um tino diplomático extraordinários, conseguiu "costurar" um acordo que a todos satisfez e garantiu, à Suíça, séculos de ordem interna e estabilidade social e econômica. Durante algum tempo, São Nicolau chegou a presidir à Confederação Helvética e, depois, retornou à ermida, onde acabou os seus dias em oração e penitência. Ele é considerado, ao lado de Guilherme Tell, um grande herói nacional, um verdadeiro Pai da Pátria. Os descendentes deles, muito numerosos, foram guardas suíços do Papa e de várias monarquias europeias. De São Nicolau de Flue descende, através de 17 gerações, minha amiga Profa. Valdirene Ambiel, historiadora e arqueóloga que realizou o notável trabalho de identificação e análise dos restos mortais de D. Pedro I e das Imperatrizes D. Leopoldina e D. Amélia, conforme foi noticiado pela grande imprensa de todo o País. Dele também descende, em linha direta, meu amigo Prof. Luiz Fernando Amstalden, que escreve semanalmente, em dia fixo, nesta mesma página de “A Tribuna Piracicabana”.

 

No início do século XIX se destacou, no Tirol austríaco, a figura de outro camponês quase analfabeto, Andreas Hoffer, que organizou e comandou uma heroica resistência contra os exércitos napoleônicos, pondo-os em cheque. Treinou seus famosos atiradores tiroleses, que acertavam preferencialmente e aterrorizavam os oficiais franceses, libertou extensas áreas de sua região natal, administrou admiravelmente essas áreas como governador (inicialmente extra-oficial, depois oficializado pelo Arquiduque Johann von Habsburg, representante do Imperador da Áustria). Traído, foi aprisionado pelos franceses e fuzilado. É, também, um herói nacional, com sua memória até hoje reverenciada pelos austríacos em geral e, mais especialmente, pelos tiroleses.

 

Não vou multiplicar os exemplos estrangeiros. Consideremos concretamente o caso do Brasil. Nosso povo, mesmo com baixa escolaridade, tem impressionante capacidade de análise e julgamento, e muitas vezes considera com lucidez surpreendente graves problemas políticos de nível nacional e até internacional. Tive ocasião de mais de uma vez percorrer o sertão árido da Bahia, em viagem de estudos, e lá pude conversar longamente com pessoas sem nenhuma educação formal. Muitas lições recebi dessas pessoas, em sabedoria de vida e, também, em civismo e até em política. E, como eu, muitos outros brasileiros com títulos universitários por certo muito teriam a aprender com esses nossos compatriotas formalmente sem-educação...

O problema é que o sistema político-institucional vigente no Brasil republicano não permite que esse imenso potencial de civismo e participação política se manifeste e, realmente, influencie decisivamente o andamento da coisa-pública. E, assim, se perde.

 

 

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS  é historiador e jornalista profissional, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

 



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - PELA LIBERDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na primeira ocasião que a moça passou pela cadeia, após um furto, teve um impacto ao receber, no dia seguinte, o alvará de soltura. Explicou,  à responsável pela carceragem, que não estava preparada para voltar à rua.  As demais, no pátio, riram e questionaram, indignadas, como seria imaginável alguém, em são consciência, não aplaudir a possibilidade de sair da cadeia pela porta da frente.

 

Depois disso, reencontrei-a inúmeras vezes, logo pela manhã, sozinha, na parte externa do estacionamento de um supermercado. Surgia dentre o carros, o jeito envergonhado de sempre, com seu sorriso tímido e me perguntava se poderia lhe dar uma moeda para o café da manhã. Em nenhum momento me abordou com ar de vítima ou discorreu sobre danos em sua história, com filhos passando fome, mãe doente, dinheiro para fraldas, leite, botijão de gás ou remédios... Seu único reclamo era sobre a dificuldade em arranjar emprego.  Indagava-lhe se procurava serviço e ela abaixava a cabeça constrangida. Jamais insistiu como se fosse obrigação minha lhe ofertar algum valor. Aliás, há determinados pedintes que me cansam ao teimar sobre “uma ajuda financeira” que, por certo, reverterá na aquisição de álcool ou droga ilícita. Nos dias em nos deparávamos, encontrava-se lúcida.

 

Voltou à cadeia não faz muito, devido a um novo furto. O “entorno” de seus atos clandestinos é região conhecida pelo tráfico. Confirmou que não se apresentava “ajeitada” para voltar ao convívio cotidiano. Dependente de crack, viu na cadeia de Itupeva uma hipótese de vencer os impulsos que a levam à droga. Lá, não existe chance de consegui-la, portanto é obrigada a se aguentar em carne viva. Contou-me que no período de abstinência viu bichos pré-históricos na parede da cela, gritou de medo e se encolheu com tal força, que conseguiria voltar ao útero materno.  Acredita que o pior já passou, embora, em alguns instantes, deseje ardentemente fumar uma pedra.

 

Penso que ela vencerá e peço a Deus por isso. Conheço pessoas que superaram o vício a partir da detenção.  O primeiro passo já deu: entrar na humildade. Admite tanto os seus embaraços como escravidão, que aceita a cadeia pelo anseio de liberdade.

 

Uma coisa é certa, a moça compreendeu que enfrentar os nossos demônios não depende do espaço, é uma decisão individual a cada dia.

 

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - Professora  e coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.

 



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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - COMO NASCEM AS BRUXAS

 

 

 

 

 

 


 
            Há alguns anos eu tenho uma teoria própria sobre bruxas. É aquela velha historio: não creio nelas, mas existem, infelizmente.Particularmente, no correr de minha vida, tive o desgosto de conhecer várias, para meu desgosto.

            Antes que alguém pense que estou falando sobre a existência de bruxos como Harry Potter, já aviso que não é sobre isso que escrevo, em absoluto. Sobre esses seres eu nada sei e apenas divirto-me com a ficção. Contudo, pensando com minhas caraminholas, eu acredito que de algum lugar deve ter saído o estereótipo da mulher encarquilhada, cheia de verrugas, que passa a vida a desejar e fazer o mal para os outros.

            Estou certa de que quase todos conhecem esse tipo de pessoa. É aquela criatura que é infeliz consigo, com a vida, que não sorri, que só sabe falar mal da vida alheia, que reclama de tudo e de todos. Penso que gente assim vai destilando um fel que, na mesma proporção que é colocado para fora, desce garganta abaixo, amargando e amargurando, ainda mais, suas miseráveis existências.

            Como se corroídas de dentro para fora, elas vão se encurvando, física ou psicologicamente, até que um dia apenas são capazes de enxergar seus próprios e inúteis umbigos. E eis que nasceu uma bruxa ou um bruxo! O problema de tudo é que esse processo é irreversível e essas pessoas jamais deixarão de ser aquilo no que se tornaram. Ao contrário, com o passar dos alunos, apenas terão essa condição agravada. Najuventude,enquanto a beleza e o vigor físico ajudam a camuflar algumas coisas, os bruxos até se misturam aos demais, mas na velhice, quando muitos ficam sozinhos com seu próprio mal, quase nada é capaz de ocultar o quanto fizeram de ruim a eles mesmos.

            Gente assim, nesse ponto da vida, tem ódio e inveja da risada alheia, até porque já nem mais sabe o que é isso. São criaturas que poderiam ir parar dentro de uma novela, de um livro, de uma peça de teatro, porque seriam cômicas, se não fossem tristes. A arte imita a vida e qualquer um que tiver olhos de ver será capaz de encontrar essa categoria de bruxos e bruxas por aí. A bruxaria da qual são capazes, no entanto, mais lhes atinge do que a qualquer outra pessoa. Traz a eles solidão e infelicidade. Infelizmente, entretanto, eles tem também o poder de atormentar a vida alheia, seja com fofocas, com reclamações, com condutas indesejadas e outras coisas mais.

            Não tenho qualquer dúvida de que muitas lendas sobre bruxas nascerão assim. Basta lembrarmos da madrasta da Branca de Neve. Linda, ela não podia viver sob a sombra da igual beleza alheia. Quando ela se transforma na bruxa verruguenta e feia, apenas se virou do avesso, nada mais. Aquilo era sua essência. O belo e o feio, o bem e o mal, todos podem vestir a mesma indumentária, o mesmo rosto, a mesma idade. A nossa essência, contudo, não ocultamos de todos, não o tempo todo, não para sempre. Talvez por isso a Bruxa Má quisesse o coração da Branca de Neve e não a sua cabeça, como prova da sua morte...

Dureza quando as bruxas estão mais perto do que podemos suportar, mas muito mais sério é encontrá-las no espelho. Se um dia eu me tornar assim, darei conta de providenciar minha própria maçã envenenada...

 

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA -  Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora   -  São Paulo.


 



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JOSÉ RENATO NALINI - PERDAS MACROSCÓPICAS

 

 

 

 

 

 

 

Em poucos dias, o Brasil perdeu Ivan Junqueira, Rubem Alves, Ariano Suassuna e João Ubaldo Ribeiro. O céu deve estar sentindo falta de eruditos. Mas a Terra também é carente. Fica a cada dia mais pobre.

 

Pobre porque não descobriu a receita para a paz. Guerras fratricidas, ódios acumulados, preconceitos exacerbados. Violência por todo o canto. Haverá esperança para a Humanidade? Crescem os roubos, escasseia a água.

 

A crise é muito mais grave e séria do que se anuncia. Mesmo assim, age-se como se a abundância ainda fosse a regra. As pessoas são insensíveis, não escutam a advertência de que em breve haverá forte racionamento. Continuam a sonhar sob os chuveiros, a lavar passeios e carros. Deixam a torneira aberta e querem que apenas os outros economizem.

 

A propósito dessa falta d‘água, que coincide com a perda macroscópica de gigantes da literatura, dois fatos interessantes. Ignácio de Loyola Brandão escreveu há mais de 30 anos um livro profético: “Não verás País como esse”, em que as últimas gotas dos rios e córregos extintos estavam recolhidas em pequenas garrafinhas numa espécie de “Museu da água”. Profecia? Parece que chegaremos lá.

 

A FLIP, que endeusa autores estrangeiros, trouxe o escritor paquistanês Mohsin Hamid, que escreveu “Como Ficar Podre de Rico na Ásia Emergente”. Conta a estória de um jovem que resolveu engarrafar água da torneira e vende-la como se fora mineral. Para o autor, “a água sempre foi grátis. Se estamos vivendo num mundo em que é preciso trabalhar e ganhar dinheiro para compra-la, estamos ultrapassando uma fronteira civilizacional. Estamos vivendo uma situação que a humanidade nunca viveu antes”.

 

Sua cidade natal, Lahore, lembra um pouco São Paulo, pois ali também há falta de água para boa parte da população, “enquanto temos casas grandes com piscinas e fontes”.

 

A metáfora não pode deixar de surgir: rareia a água pura, sem a qual não há vida. Vão desaparecendo as grandes figuras literárias, provocando uma seca de ideias, de criatividade e de talento. A falta de memória garante uma sobrevida de alguns meses após a morte. Depois disso, tudo cai no esquecimento. A vida continua. Triste e sem perspectivas, mas a oferecer desafios aos que ainda têm sua peregrinação a cumprir.

 

 

 

 

JOSÉ RENATO NALINI  é presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para o biênio 2014/2015. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

 

 

 



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FELIPE AQUINO - O SENTIDO DO CASAMENTO


 

 

 

 

 

 

O mesmo Deus que criou o homem e a mulher uniu-os em matrimônio. A Bíblia nos diz que, ao criar o homem, Deus sentiu-se insatisfeito, porque não encontrara em todos os seres criados nenhuma criatura que o completasse.

 

E Deus percebeu que “não é bom que o homem esteja só” (Gn 2,18a). Então, disse ao homem: “Eu vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada” (Gn 2,18b), alguém que seria como você e que o ajude a viver. E fez a mulher. Retirou “um pedaço” do homem para criar a mulher (cf. Gn 2,21-22). Nessa linguagem figurada, a Palavra de Deus quer nos ensinar que a mulher foi feita da mesma essência e da mesma natureza do homem, isto é, “à imagem e semelhança de Deus” (cf. Gn 1,26). Santo Agostinho nos lembra que Deus, para fazer a mulher, não tirou um pedaço da cabeça do homem e nem um pedaço do seu calcanhar, por que a mulher não deveria ser chefe nem escrava do homem, mas companheira e auxiliar. Esse é o sentido da palavra que diz que Deus tirou “uma costela do homem” para fazer a mulher.

 

 

 

 

Ao ver Eva, Adão exclamou feliz: “Eis agora aqui, o osso de meus ossos e a carne de minha carne” (Gn 2,23a). Foi, sem dúvida, a primeira declaração de amor do universo. Adão se sentiu feliz e completo em sua carência. Então, Deus disse: “Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne” (Gn 2,24).

 

Isso quer dizer: serão uma só realidade, uma só vida, uma união perfeita. E Jesus fez questão de acrescentar: “Portanto, não separe o homem o que Deus uniu” (Mt 19,6b).

 

Após uni-los, Deus disse ao casal: “Frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn 1,28). Aqui está o sentido mais profundo do casamento: “frutificai [crescei] e multiplicai”. Deus quer que o casal, na união profunda do amor, cresça e se multiplique nos seus filhos; e daí surge a família, a mais importante instituição da humanidade. A família é a célula principal do plano de Deus para os homens e ela surge com o matrimônio.

 

 

 

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É muito significativo que Deus tenha dito ao casal: “crescei”; e, em seguida, “multiplicai”. Isso mostra que a primeira dimensão do casamento é o crescimento mútuo do casal, realizado no seu amor fecundo. Ninguém pode multiplicar sem antes crescer. Como é que um casal vai educar os filhos, se eles, antes, não se educaram, não cresceram juntos?

 

O casamento não é uma aventura nem um “tiro no escuro” como dizem alguns; é, sim, um projeto sério de vida a dois, no qual cada um está comprometido em fazer o outro crescer, isto é, ser melhor a cada dia. Se a esposa não se torna melhor por causa da presença do marido a seu lado, e vice-versa, então o casamento deles está sem sentido, pois não realiza sua primeira finalidade. Também um namoro, um noivado, ou até uma simples amizade, não terão sentido se um não for para o outro um fermento de auxílio e crescimento. Enfim, o casamento não é para “curtirmos a vida a dois”, egoisticamente; ele existe para vivermos ao lado de alguém muito especial e querido que queremos construir. É por isso que se diz que “amar não é querer alguém construído, mas, sim, construir alguém querido.”

 

Para ajudar o outro a crescer é preciso aceitá-lo como ele é, com todas as suas qualidades e defeitos. A partir daí é possível então, com muita paciência e carinho, ajudar o companheiro a crescer; e crescer quer dizer “atingir a maturidade como pessoa humana” no campo psicológico, emocional, espiritual, moral, etc.

 

 

 

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FELIPE AQUINO   -  Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.



publicado por solpaz às 19:21
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PAULO ROBERTO LABEGALINI - PLANTANDO OBEDIÊNCIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Desde pequeno aprendemos que ser obediente é importante na educação do ser humano, mas até que ponto? É difícil discordar que uma criança deve obedecer aos pais, um militar deve obedecer ao comandante e um empregado deve obedecer ao patrão. Por outro lado, nem sempre um político obedece ao partido a que pertence ou um jogador de futebol obedece ao esquema tático do treinador etc. Por que isso acontece?

 

A resposta parece simples: porque o ser humano pensa que não nasceu para ser mandado a vida toda. Por ser dotado de inteligência, não concorda com determinadas regras que limitam o seu comportamento, porém, nem sempre se dá bem sendo desobediente.

 

E com relação a Deus, como fica a nossa obediência? Por que a sua Palavra quase sempre é desrespeitada? A resposta também é simples: porque Deus nos dá mais liberdade de escolha do que qualquer ‘patrão’. E muita gente se aproveita disso para desobedecer sem medir as consequências.

 

Quem será que já parou o suficiente para pensar que essas consequências estão entre o céu e o inferno? É muito forte esse tipo de colocação? A resposta ainda é simples: caminhando na fé, nos afastamos do inferno e nada devemos temer. Portando, encarando a linda realidade de que somos filhos de Deus e a Ele devemos total obediência, aconselho que rezemos sempre a ‘Oração da Humildade’:

 

“Ó Deus que, através do ensinamento e do exemplo do Vosso Filho Jesus, apresentaste a humildade como chave que abre os tesouros da graça e, como fundamento de todas as outras virtudes, concedei-nos, por intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, aceitar agradecendo todas as humilhações que a vossa Divina Providência nos oferecer. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amém.”

E relendo o jornal ‘O São Paulo’, uma leitora enviou esta pergunta ao Pe. Cido Pereira: ‘Deus castiga quem não paga promessas?’. Eis um trecho da resposta:

“Não é necessário fazer promessas, pois Deus sabe do que precisamos. Quem, porém, quiser fazer promessas, prometa a Deus uma vida de santidade, marcada pelo amor a Ele e ao próximo. E saiba agradecer os sinais de bondade que Deus vai fazendo você experimentar ao longo da vida.”

A leitora achou que a sua pergunta não fora respondida e insistiu: ‘Afinal, quem não cumpre promessas é castigado ou não?’. Eis mais um trecho da resposta do Pe. Cido, na outra edição do jornal:

 

“Se o amor de Deus por nós é tão grande, você acha que Ele iria, logo depois de uma bênção maravilhosa, nos dar um castigo só porque não cumprimos o que prometemos? Até porque se Deus nos fez experimentar o seu amor, Ele o fez gratuitamente e não pelo que lhe prometemos.”

 

Correto! Eu também penso assim. A Paternidade Divina não se vinga dos filhos ingratos dessa forma, mas continua lhes dando oportunidades para a conversão. E se a conversão for definitiva na vida de um cristão, agradará muito mais ao Senhor do que o cumprimento de promessas.

 

Isso não significa dizer que ninguém deva pagar suas promessas, muito pelo contrário. Todos nós temos o dever de agradecer e louvar a Deus pelas graças recebidas, porém, algumas pessoas, em momentos de desespero, fazem promessas quase impossíveis de serem cumpridas. E daí, o que fazer depois?

 

Volto, em parte, à explicação do Pe. Cido: acredito que Deus concordaria que substituíssem as promessas difíceis por uma vida de santidade, marcada pelo amor a Ele e ao próximo. Assim, não precisariam mais se preocupar com novas promessas.

 

Como é bom ter certeza que a Misericórdia Divina é infinita, não? Imagine se Deus agisse como nós! Dando um exemplo: um cidadão promete ao amigo ser avalista na compra de um imóvel muito cobiçado, mas, na hora de fechar o negócio, o tal avalista não comparece no cartório e o seu amigo perde a grande oportunidade financeira da vida. Considerando que não houve motivo de força maior para a ausência do avalista no horário combinado, como seria o relacionamento entre ambos a partir dali? Dá para imaginar, não?

 

Pois bem, com Deus, sempre que furamos os compromissos, somos perdoados e ganhamos novas oportunidades para nos reconciliarmos no Seu amor. Isso só não dura para sempre porque o nosso tempo neste mundo é limitado. Se Ele cumpre tudo o que nos promete e nós nunca lhe mostramos gratidão, o nosso tempo vai se esgotando e o dia do juízo final chegará.

 

Quando Jesus curou dez leprosos e só voltou um para agradecer (Lucas 17, 11-19), Ele indagou: “Não ficaram curados todos os dez? Onde estão os outros nove? Não se achou senão este estrangeiro que voltasse para agradecer a Deus?”. Isso mostra que Deus fica feliz com cada coração obediente e agradecido, embora não exija sacrifícios de ninguém.

 

Recitar e colocar em prática o salmo 39 pode perfeitamente substituir muitas promessas meio inconsequentes: “Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!” Dá pra prometer e cumprir isto?

 

 

 

 PAULO ROBERTO LABEGALINI -    Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.



publicado por solpaz às 19:14
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - O VELHO RELÓGIO DE CORDA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

São quatro horas de tarde escaldante. O velho relógio de parede acaba de dar quatro sonoras badaladas, que ecoaram pela casa deserta e silenciosa.

O centenário relógio de pêndulo, movido a corda, foi de minha bisavó Júlia. Sempre o conheci suspenso da parede, forrada a papel encarnado, da pequena salinha de jantar, onde tomávamos as refeições diárias.

 

Está protegido por sólida caixa de madeira, esbotenada e lurada de caruncho, de cor castanha, onde dois grandes ponteiros negros, marcam e contam o tempo.

 

Insensível, cumpridor fiel das suas funções, assistiu, altivo e sisudo, às alegrias e angústias da família.

 

Passivamente, viu, do alto da sua parede a morte de minha avó, na flor da idade e à criação de meu pai.

 

Assistiu, igualmente, aos derradeiros momentos de minha mãe, vítima de doença que não perdoa, apesar do progresso da medicina.

 

Impávido e sereno, sempre indiferente, sempre na monotonia do tic- tac, o pêndulo de metal amarelo, marca ritmicamente, minutos e horas. Horas que passam, que foram, mas já não são.

 

Minha juventude foi cronometrada por esse velho relógio de corda.

 

As sonoras badaladas percorriam a antiquíssima casa, avisando a hora do almoço, e indicando o termo das divertidas brincadeiras – as construções de madeira, o mecânico, os soldadinhos de folheta policromados, os bonecos de trapos, que a madrinha Baptista, com habilidade, paciência, e muito gosto, confecionava, imitando trajos usados na sua longínqua adolescência.

 

E sempre ele, o velho relógio de pêndulo, dia e noite, sem parar, sem descansar, avisava que o tempo passava.

 

Um dia fui chamado a cumprir os deveres para com a Pátria.

 

Levei saudades da casa, onde nasci; dos carinhos maternos; do sofá, onde, em tardes sombrias, lia e relia livros que retirava da vasta biblioteca paterna; e do velho e amigo relógio.

 

Após a morte de meu pai, feito partilhas, trouxe-o para minha casa.

 

Solenemente coloquei-o na sala de jantar.

 

Reparei, então, que a velhice, começara a corromper a complicada engrenagem, que mostrava sinais de desgaste.

 

Levei-o ao relojoeiro. Mirou-o, remirou-o e por fim disse: - “ É muito antigo…Os concertos são difíceis e caros."

 

Pendurei-o em local de destaque, mas não lhe dei corda, para não gastar as peças.

 

Mas sempre que chega o Natal, acerto-o. Dou-lhe corda. Começa, então, no seu tic-tac, surdo, o mesmo tic-tac que ouvia na infância.

 

O velho relógio de parede traz, consigo, o passado: cenas, alegrias, tristezas, que sempre partilhou, impassível, mas atento, do alto da sua parede.

 

Os objetos antigos, que passam de geração a geração, na mesma família, possuem encanto especial, e a magia de unir a família…principalmente com os que já faleceram.

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por solpaz às 15:08
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FRANCISCO VIANNA - OS EUA PARECEM TER ENCONTRADO O CAMINHO PARA MUDAR A TRISTE REALIDADE DA VENEZUELA

 

 

 

 

 

Os legisladores estadunidenses parecem dispostos a levar adiante uma série de sanções a serem aplicadas seletivamente aos membros do regime chavezista, da Venezuela. A principal dessas sanções seria o congelamento de ativos dessas pessoas fora da Venezuela, principalmente nos EUA.

Alguns senadores da Flórida, entre eles o republicano Marco Rubio, têm a esperança de conseguir a aprovação dessas sanções nos próximos dias, que se somarão à decisão do Departamento de Estado americano, de suspender os vistos de entrada a dezenas de funcionários venezuelanos implicados na violação de direitos humanos no país caribenho, em vigor desde a última quarta feira.

Rubio, um influente senador da Flórida, disse que “aplaude essa decisão”, ao referir-se à medida tomada pelo Departamento de Estado, um setor da Administração Obama, que estava pouco inclinada a aplicar sanções contra o chavezismo, por considerá-las contraproducentes.

Um porta-voz do Departamento de Estado disse que a decisão de suspender os vistos de entrada de funcionários chaves do governo venezuelano nos EUA é uma resposta com a participação destes na violenta repressão às manifestações de rua em protesto contra o regime que sacudiram várias cidades venezuelanas no primeiro semestre deste ano e que produziram pelo menos 43 mortos e mais de 850 feridos.

O governo americano justificou tais medidas dizendo que o regime de Maduro é antidemocrático e faz uso de “detenções arbitrárias e sem acusação formal”, além do “uso excessivo da força” para conter as manifestações pacíficas de sua gente, bem como, em diversas ocasiões os agentes do governo fizeram uso dos tribunais, devidamente aparelhados pelo regime, para intimidar judicialmente a dissidência, ao limitar a liberdade de imprensa e silenciar os opositores, atitudes que são próprias de ditaduras.

Os senadores disseram ainda que “a nossa mensagem é clara: aqueles que cometem esses abusos e crimes contra a democracia e os direitos da pessoa humana não serão bem vindos aos Estados Unidos da América”, indicando que Washington não tornará publica a lista de nomes dos venezuelanos atingidos pela medida.

No entanto, sanções maiores ainda poderão vir a incidir sobre essas pessoas se o Senador Rubio, juntamente com seus colegas Bob Menéndez e Bill Nelson, conseguir ver aprovadas as suas proposições ao Capitólio, quais sejam, entre outras, as de congelamento de ativos bancários e bens que alguns destes indivíduos têm nos EUA. Afinal, a maioria deles não deixa seu dinheiro na Venezuela, à mercê de uma economia corroída pelo socialismo, e preferem transferi-la para a segurança do “império”...

Alguns analistas dizem que esse tipo de medidas poderá ser das mais efetivas e que, se tomada e aplicada com rigor, vai combater com eficácia um regime que se torna cada vez mais ditatorial. “Podem, tais medidas, se tornar uma flexada certeira no tendão de Aquiles da ‘boliburguesia’ reduzida do Partido Único de Caracas, do politiburo socialista montado por Hugo Chávez, e que vive nababescamente com absoluta impunidade a lavar dinheiro à vontade em negócios escusos de alta monta, a custa de um povo que sofre um empobrecimento acentuado, passando por uma escassez imensa de artigos de necessidade básica”, disse um desses analistas.

Espera-se que esse congelamento de ativos, “possa ativar mecanismos de deserção, rachas e dissidências internas, porque atingirá seus bolsos, cuja plenitude com dinheiro público é o que mais lhes importa”, acrescentou.

Ao comentar a opinião desses analistas, a congressista Ileana Ros-Lehtinen concordou com eles, dizendo que “Só através de golpes como esses a seus locais mais sensíveis, os seus bolsos, é que esses criminosos acoitados pelo regime de Maduro começarão a achar afinal que o socialismo bolivariano não é um negócio tão bom assim e talvez decidam a mudar o regime para padrões democráticos internacionais capazes de criar segurança jurídica para que os venezuelanos capazes voltem ao seu país e os capitais venezuelanos voltem a ser aplicados em seus mercados domésticos criando uma nova era de prosperidade para uma Venezuela altamente empobrecida”.

De acordó com o Senador Rubio, “o bolso dessa gente tem se locupletado do saque ao erário, desviando parcelas importantes das rendas do petróleo para seu enriquecimento ilícito e imoral, através de um dos regimes mais corruptos do planeta, onde virtualmente todos os membros dos três primeiros escalões do regime chavezista participam desse esquema de roubo”.

Declarou ainda que “a cornucópia da maioria é a estatal do petróleo do país, a PDVSA, que tem que pagar pelos insumos comprados apenas de empresas ou pessoas mancomunadas com o esquema de desvio tanto de lavagem de dinheiro como de superfaturamento. É comum vê-los com frequência a gastar muitos dólares em diversos resortes e cassinos nos EUA”, comentou o senador. Outra fonte de corrupção é o sistema de câmbio imposto aos venezuelanos, onde os apaniguados do regime conseguem comprar dólares à vontade e a taxas preferenciais, enquanto os demais venezuelanos têm suas compras de moedas estrangeiras limitadas e em taxas oficiais realistas. Rubio garante que parte desse dinheiro está invertida nos EUA e na Europa. Disse ainda que “o bolivarianismo funciona como uma imensa nuvem de gafanhotos a devastar a Venezuela e somente quando tudo estiver arrasado e acabar o dinheiro... Dos outros, é que o socialismo também acabará por lá”.

Seguindo-se a aprovação dessas sanções e após um breve tempo para a apreciação de seus resultados, há outras medidas na fila, uma delas a de se buscar uma espécie de reconciliação venezuelano-americana assim que o regime der sinais de abertura democrática e de medidas saneadoras internas, bem como de outras que representam esforços do Departamento de Estado para levar a juízo muitos elementos do regime de Maduro envolvidos com o narcotráfico.

O importante, disse o Senador, “é que já vislumbramos o camino que tem que ser seguido pelos EUA para mudar a situação angustiante a que o socialismo bolivariano tem levado a Venezuela e seu povo”.

 

  (da mídia internacional)

Domingo, 03 de agosto de 2014

 

 

 

FRANCISCO VIANNA  -   Médico, comentador político e jornalista  - Jacarei, Brasil.

 



publicado por solpaz às 15:02
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EUCLIDAS CAVACO - TEMPERANÇA
 
 
 
 
 
TEMPERANÇA É uma das Virtudes Cardeais hoje aqui feita poema da semana. De acordio com esta versão poética , até mesmo no amor é prudente haver alguma temperança. Veja este tema  aqui neste link:
 
 

http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Temperanca/index.htm

 
 

Desejos duma excelente semana

EUCLIDES CAVACO   -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

***

 
                                            BannerFans.com

 

 

 

 

Por motivo de férias, como tem acontecido nos anos anteriores, não será atualizado o blogue durante o mês de Agosto.

 

 

 

***



publicado por solpaz às 14:57
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