Blogue luso-brasileiro
Domingo, 31 de Maio de 2015
HUMBERTO PINHO DA SILVA - DOUTORES, ENGENHEIROS & COMPANHIA ...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando minha mãe era adolescente, frequentou o Carolina Michaelis, então na Praça Coronel Pacheco. Nessa ocasião, muitas vezes, visitava a tia Teresa, que morava na Travessa de Cedofeita.

Vinha pelo passeio. Descia na pedra do estiquete – laje temida pelas alunas, porque era certo: a que a pisasse, tinha péssima nota, – e entrava na estreita rua que entestava com a de Cedofeita.

Certa vez, indo visita-la, esta disse-lhe que esperasse um pouco, porque o filho Artur ia chamar táxi para o levar à estação de S. Bento, e dava-lhe boleia.

Chegou o táxi. Carregaram as malas, e sentados no banco de trás, conversaram animadamente.

Já na estação ferroviária, quando esperava que o primo embarcasse, aproximou-se carregador – nessa época havia homens que ajudavam a transportar as malas, – e perguntou-lhe:

- O Senhor doutor quer auxílio?

Admirou-se minha mãe que o homem soubesse que o primo frequentava a Escola Médica, e virando-se, disse-lhe:

- Não sabia que eras tão conhecido…”

Ao que este respondeu:

- Não sabes que estes homens tratam todos por doutor? Se acertam tudo bem; se erram, o freguês fica contente…

Vem o episódio a propósito de todos quererem ser doutores. Em Portugal é quase título nobiliárquico…

Com o ensino obrigatório, o número de licenciados aumentou, assim como mestrados e doutorados, o que retirou, um pouco, o prestígio que tinham, mas mesmo assim, ser doutor ou engenheiro ainda abre muitas portas…

Quando realizei série de entrevistas para o “ Notícias de Gaia”, a maioria das personalidades com quem falei, na dúvida, chamavam-me sempre de doutor.

João Adelino, da RTP, conta, que estando nos estúdios para iniciar debate eleitoral, um dos convidados recusou entrar, porque não o tinham tratado por doutor! E acrescenta: “ Não há convidado, na televisão, que não seja apelidado, invariavelmente de “doutor” ou “ engenheiro” – JN – 14/04/2012.

Teresa de Mello escreveu um dia no “ Jornal de Abrantes”, então dirigido pelo notável jornalista Fernando Martins Velez, que conhecia muitos que nunca frequentaram a Universidade, e era todos tratados por doutores, enquanto seu pai, que possuía dois cursos superiores, foi sempre conhecido pelo nome.

Certa ocasião o Sr. Fernando Figueirinhas – da livraria Figueirinhas, – apresentou a meu pai o cineasta António Lopes Ribeiro.

Como o tratasse por doutor, disse-lhe:

- “ Sr. Pinho da Silva: eu tenho nome e orgulho-me dele! …”

Na verdade as grandes figuras da Literatura, da Arte, da Ciência, do Cinema ou da Política, nunca são tratados por doutores, apenas pelo nome.

Mas qual o jovem, que acabe de se licenciar, que não goste de ser chamado de doutor?

Amigo meu contou-me, que o filho, após ter defendido tese, virou-se para o pai e com tristeza, disse-lhe:

- Papá: ainda ninguém me chamou por doutor…

Ao que o pai respondeu, sorrindo:

- Não seja por isso, eu vou tratar-te por Senhor Doutor!

Se vendessem títulos académicos, como se venderam outrora os nobiliárquicos, os cofres das Universidades estariam cheios…

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA - Porto, Portugal

 



publicado por solpaz às 19:26
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EUCLIDES CAVACO - PREITO A AVEIRO
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PREITO A AVEIRO
 

Esta semana presto meu preito à maravilhosa cidade de Aveiro
onde estarei este próximo Sábado dia 30 de Maio para o habitual
encontro e recital no HOTEL MOLICEIRO, para o qual tenho prazer
de CONVIDAR todos quantos puderem estar presentes.
Ouça e veja este tema declamado  aqui neste link:
 


Veja pormenores do evento no DIÁRIO DE AVEIRO
e dos CONVITES no FACEBOOK, formulados
pela gentileza do Hotel Moliceiro, Manuel Janicas e outros amigos.
 
 
 
 
EUCLIDES CAVACO - Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.
 
 
 
 ***
 
 

A colaboradora do blogue luso-brasileiro “PAZ”, RENATA IACOVINO, concedeu, recentemente, uma entrevista à "FlixTV".Com muito gosto a inserimos no blogue desta semana.

 

 

 
 
 
Cantora Renata Iacovino no Esquina da Cultura - FlixTV CD "translúdico" traz novo trabalho autoral de Renata e Valquíria Acaba de sair do forno o mais recente CD que traz composições da parceria entre Renata Iacovino e Valquíria Gesqui Malagoli,...
flixtv.com.br
 
 
 
 


publicado por solpaz às 19:21
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Domingo, 24 de Maio de 2015
ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - AVIAÇÃO E BLINDADOS NA GUERRA DE 1914 - 18

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Primeira Guerra Mundial assistiu ao surgimento de dois novos e mortíferos instrumentos de luta. Refiro-me ao avião e ao carro de combate, novidades que trariam grandes consequências para a evolução do pensamento militar no período entre Guerras.

Nos início do conflito, os aeroplanos foram utilizados quase exclusivamente em missões de reconhecimento, para espionarem a retaguarda das forças inimigas e acompanharem os deslocamentos de suas tropas. Nas primeiras semanas, era comum se cruzarem, nos ares, aviadores inimigos e até se saudarem, batendo ambos continência... Mas logo ocorreu que passaram a trocar tiros de pistola ou carabina, e começaram os primeiros duelos aéreos, geralmente acompanhados pela “torcida” que, da terra, acompanhava os combates. Descobriram-se técnicas de correção de tiro, técnicas de colocação do adversário num ângulo morto em que ele ficava à mercê do antagonista e sem poder defender-se, depois os combates passaram a ser feitos com metralhadoras e descobriu-se - num grande avanço para a época - um sistema de sincronizar os disparos, de modo a que as balas passassem por entre as pás da hélice, sem atingi-las. A aviação de caça se desenvolveu extraordinariamente durante a Grande Guerra. Somente por exceção, durante esse conflito, foram usados aviões em missões de bombardeio. No período entre Guerras, porém, a aviação progrediu muito mais, os aviões aumentaram de tamanho e de autonomia de voo, passaram a poder voar em altitudes mais elevadas, de modo que a aviação se tornou uma arma autônoma nas Forças Armadas dos vários países e os aviões passaram a ser usados como bombardeiros e também para transporte rápido de tropas, para deslocamentos de paraquedistas e comandos. Igualmente a função de “limpar” o terreno adversário previamente ao avanço da infantaria, que outrora era função da artilharia, passou a ser atribuição da força aérea, por meio de bombardeios prévios. Sem o maciço bombardeio das praias da Normandia teria sido impossível o desembarque do Dia-D. Durante a Segunda Guerra, a aviação militar teve progressos ainda mais assinalados, chegando às super-fortalezas voadoras e, já no final do conflito, à aviação a jato.

Quanto aos carros blindados, remotos sucessores dos primitivos elefantes usados nas guerras da Antiguidade, eles foram episodicamente usados na Primeira Guerra, mas de modo muito restrito. Eram, na realidade, veículos simples, apenas protegidos por chapas de metal. Tinham como meta aliar a mobilidade dos veículos com a segurança de uma mini-fortificação. Eram, por assim dizer, pequeninas fortalezas móveis, mas ainda frágeis, não resistindo a projéteis mais potentes e carecendo de mobilidade em terrenos mais acidentados. Entre as duas Guerras, houve um grande progresso na blindagem e no sistema de locomoção dos tanques, que passaram a ter rolamentos com esteiras, adaptando-se melhor aos terrenos acidentados. Numerosos teóricos estudaram e aprofundaram o tema. Na Alemanha dos anos 1930, os tanques, estudados por Erwin Rommel, foram muito aperfeiçoados e produzidos em grande quantidade. Eles eram indispensáveis para a blitzkrieg (guerra relâmpago), permitindo rápido deslocamento das forças de combate, numa ação combinada de tanques, artilharia e aviação. Também nos Estados Unidos e na Inglaterra houve progressos nos tanques, no período 1918-1939.

Curiosamente, os aviões militares e os tanques tiveram origem na mesma tradicional arma: a Cavalaria. Tanto o tanque de guerra quanto o avião eram vistos, pelos que os usavam, como uma espécie de sucedâneo do antigo cavalo de guerra, com todo o simbolismo e o significado desse nobre animal.

No tocante à aviação militar, é facilmente acessível ao público brasileiro o livro intitulado “No tempo das carabinas” (Rio de Janeiro: Flamboyant, 1961), escrito pelo francês René Chambe, que foi um dos primeiros caças que combateram no ar, em 1914, e derrubaram adversários alemães. Teve um papel muito importante ao longo de toda a Guerra, na qual chegou a ser ferido. Continuou depois no Exército e atingiu o generalato no início da Segunda Guerra, quando comandou a aviação francesa na Bélgica. Sua visão do papel dos aviões na guerra, infelizmente, não tinha sido compartilhada pelo alto comando francês, assim como, paralelamente, este tampouco tinha dado ouvidos ao então Coronel De Gaulle, que propugnava uma intensificação do poderio dos carros de combate franceses. Chambe foi, depois da queda da França,em 1940, desmobilizado, mas continuou na resistência antinazista, atuando em várias ocasiões com heroísmo e acerto. Escreveu numerosas obras de história da aviação, sendo “No tempo das carabinas” a única traduzida para o português. É obra memorialística, que narra as apaixonantes aventuras da esquadrilha comandada pelo Major de Rose, no tempo em que os combates aéreos ainda eram feitos com carabinas. Vale a pena ler.

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS é historiador e jornalista profissional, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

 



publicado por solpaz às 18:53
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JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - ADOÇÃO, RELEVANTE INSTITUTO DO DIREITO DE FAMILIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A vinte e cinco de maio, celebra-se no Brasil o DIA DA ADOÇÃO, instituído com o objetivo de divulgar este importante instituto do Direito de Família que gera laços de paternidade entre pessoas para as quais tal relação de parentesco inexiste naturalmente.

De acordo com a consagrada jurista Maria Helena Diniz, a “adoção é o ato jurídico solene pelo qual, observados os requisitos legais, alguém estabelece, independentemente de qualquer relação de parentesco consangüíneo ou afim, um vínculo fictício de filiação, trazendo para sua família, na condição de filho, pessoa que, geralmente, lhe é estranha” (Código Civil Anotado - Ed. Saraiva- 2006- p. 1200).

Afastando-nos do campo jurídico, podemos dizer que a adoção é, verdadeiramente, um ato de amor. Com efeito, José Luiz Mônaco da Silva, autor da obra “A Família Substituta no Estatuto da Criança e do Adolescente” (Ed. Saraiva – 1995 - p. 28) afirma que “é a forma mais genuína de amor, de carinho, de dedicação e de solidariedade que alguém devota, sem dúvida alguma, a outro ser humano”.

Tais atributos, evidentemente, podem ser manifestados pelas mais variadas formas: quer por trabalhos voluntários, pelo envio de contribuições financeiras, de visitas esporádicas a instituições de caridade, quer pela prática de atos de doação em prol de pessoas necessitadas. No entanto, a adoção é o modo que melhor concretiza o sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem. Constitui-se numa atitude de manifesta renúncia e de aceitação voluntária de uma criança como filho.

O instituto impõe um parentesco legal entre adotado e seus descendentes e o adotante e entre adotado e parentes do adotante, visto que o adotado entra, definitivamente na família daquele que o adotou, passando inclusive, a condição de herdeiro, desligando-se dos pais e parentes consangüíneos, exceto quanto aos impedimentos para o casamento, ou seja, não pode contrair matrimônio com familiares anteriores.

No Brasil, a questão é regulada pelo Código Civil Brasileiro e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, exemplificando que o primeiro dispõe que para adotar, o adotante deverá ter, pelo menos, mais de dezoito anos, pouco importando seu estado civil, sexo ou nacionalidade. Se a adoção se der por marido e mulher ou por companheiros, bastará que um deles tenha completado esta idade mínima e que haja comprovação da estabilidade da família.

A regra geral é a adoção de uma criança ou adolescente por pessoas ou casais brasileiros. Apenas excepcionalmente permite-se a sua efetivação por casais ou interessados estrangeiros. Em quaisquer casos, o pedido é antecedido por um estudo social realizado por psicólogos forenses ou assistentes sociais da Comarca onde é formulado, visando avaliar todas as condições dos envolvidos, propiciando a maior segurança possível no deslinde de questões desta natureza, muitas vezes delicadas ou complexas por circunstâncias próprias que cercam cada caso especificadamente.

                       

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário (martinelliadv@hotmail.com).

 



publicado por solpaz às 18:48
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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - PORQUE DEUS CAPACITA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A moça veio me ver. Deve estar agora na faixa dos 50 anos. Conhecemo-nos nas visitas em que fazia, pela Pastoral Carcerária, na antiga Cadeia Pública de Jundiaí, localizada no Anhangabaú. Na década de 90, havia duas celas para as mulheres e as demais para os homens. Os contatos entre eles eram através de bilhetes e da pequena janela, com grade, que dava para o pátio. O banho de sol acontecia em horário diferenciado. Enquanto estava lá, servia de “pombo-correio”, levando mensagens carinhosas com promessas de relacionamentos duradouros aqui fora. Raros os reencontros no mundo fora do cárcere, porém uma maneira de não deixar o coração endurecer e enxergar as celas úmidas com tom azul ensolarado. Confesso-lhes que gostava de assumir o papel de correio do amor. Fiz isso, também, por vários anos, da cadeia de Itupeva, onde se encontram as presidiárias, para a daqui. O amor trata o coração, desperta os sonhos e melhora o ser humano. Ser portadora desse amor me fazia transpirar doçura.

A primeira vez que adentrei na referida cadeia foi para visita a duas jovens, próximas da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena. Cobraram-me que fosse até lá. Não me simpatizava a ideia, pois tinha a impressão de que me fariam mal a amargura e o desencanto que marcam as paredes frias dos presídios, as dores maiores das vítimas e o desequilíbrio dos infratores. Um chamado, porém, mais forte que meus limites, me aproximou dos detentos.

Mas voltando à moça que me procurou: creio que fora presa por briga em bar, com garrafas quebradas como arma de defesa e ataque. Falou-me sobre a importância das visitas da Pastoral naquela época, do “correio do amor” e de meu olhar materno sem ser mãe. Perdeu os vínculos familiares na adolescência. Não voltou mais a transgredir, contudo se entregou ao alcoolismo, da mesma forma que o companheiro que lhe arrebatou da solidão. Aos poucos, se liberta desse vício. Em seguida, concluiu que o Senhor me capacitara para estar com elas.

Fiquei pensando sobre Deus capacitar as pessoas para a missão que lhes propõe. De uma hora para outra, mudam os nossos rumos e nos deparamos com encargos que jamais imaginávamos. Essa consciência me ajuda a vencer a soberba, mas também me questiona: será que estou, de verdade, sem me acomodar, partilhando, a serviço do bem, os dons que recebi?

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.



publicado por solpaz às 18:44
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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - O PODER DE UM SORRISO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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            Particularmente, tento sorrir sempre que posso. Mesmo quando não estou com muita vontade, o que também é raro. Os sorrisos, de longe, sempre foram minha expressão fácil preferida nos rostos alheios e também no meu. Gosto de gente que tem risada solta, que é feliz sem razão, que me faz rir também.

            Gente que sorri logo pela manhã, que dá bom dia com cara de dia bom, faz diferença na vida dos outros, mas faz sobretudo diferença na própria vida. Gente sisuda, mal-humorada, que só reclama de tudo, maldizendo as chances que não teve, faz mal até para quem fica perto. Gente assim cansa, irrita, desanima, espanta tudo o que de bom estiver querendo se chegar.

            No fundo, penso que todo mundo goste de sorrisos. Tão logo uma criancinha se dê conta das pessoas, já terá alguém por perto tentando fazê-la sorrir. Os sorrisos são um tanto mágicos, diga-se de passagem. Sorrisos bem dados abrem portas, cativam corações, insinuam sentimentos, escancaram alegrias e até mesmo curam mágoas e doenças do corpo e da alma. Eu tenho até mesmo a impressão de que gente feliz fica menos doente e que quem sorri fica menos sozinho...

            Considero tarefa ingrata e lamentável ter que lidar com gente que não sabe sorrir, que subestima o quanto um sorriso pode tornar o ambiente mais leve, a vida mais doce. Sorrir, assim como reclamar, pode se transformar em hábito. Muitas vezes, assim, não estamos em um bom dia, mas é exatamente nesses momentos que temos que nos esforçar para ao menos esboçar um sorriso, pois o simples exercício dos músculos da face pode ser o início de dias melhores.

            Penso também que, mesmo que não estejamos propriamente felizes, se lidamos com público em nosso trabalho, temos a obrigação de sermos gentis com os outros, principalmente quando esses não tem qualquer responsabilidade pelas nossas dores, nossos medos ou nossas decepções. Ninguém quer ser atendido por uma pessoa de cara amarrada, grosseira ou com aparência de quem está apenas esperando a vida passar. Inclusive, funcionários com esse perfil costumam ser excelentes para quem pensa em diminuir suas vendas ou mesmo falir...

            Outra lição curiosa, mas importante que aprendi sobre sorrisos com o passar do tempo é que eles também são embelezadores. Devo confessar que não sou fotogênica. Aliás, quase sempre apareço nas fotos com uma cara muito estranha, porque eu juro que não sou eu, mas um clone bizarro que me possui quando sou fotografada, rs... De fato, costumo mesmo não sair bem em fotos, mas nas raras vezes nas quais gostei de uma foto minha, eu estava sorrindo.

            Criancinhas ficam até bonitinhas fazendo bico. Meninos e meninas podem ficar charmosos. Moças e rapazes podem parecer sexys de semblante fechado, mas quanto mais velhos ficamos, se insistimos em estampar bocas tortas, uma fachada pesada, ficamos parecidos com megeras, ranzinzas e irremediavelmente fora de linha. Gente bonita, não importa a idade, é gente que ri, que gosta de convidar os demais para um riso coletivo, contagiante, gostoso.

            Como diz a sabedoria popular, nos piores momentos, um sorriso de hora em hora. Nos melhores então, uma boa gargalhada... Excelentes sorrisos

 

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo.



publicado por solpaz às 18:40
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JOSÉ RENATO NALINI - A PASSOS LARGOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ano difícil requer entusiasmo e criatividade. O Tribunal de Justiça de São Paulo avança no Projeto 100% Digital. A promessa é vedar o ingresso de papel na Justiça bandeirante até dezembro de 2015. O cronograma está sendo obedecido. Atingiu-se 62% de informatização e o “implantômetro”, disponível no site do TJ, pode ser acompanhado por qualquer usuário.

Em abril deu-se um enorme passo. Adotou-se importante ferramenta para facilitar o peticionamento eletrônico. Novas etiquetas, de uso simples, permitem que petições e documentos sejam incluídos nos autos de forma identificada. Isso facilitará ao magistrado examinar o que lhe interessa para atender ao reclamo da parte.

Antes disso, tudo era juntado aos autos eletrônicos sob a forma de documento único. Sob a rubrica “documentos”, havia um sem número de peças, tudo junto e misturado. Agora é possível examinar apenas aqueles que interessam. O ganho de tempo é muito importante e, mais ainda, a organização dos autos eletrônicos, agora muito mais eficiente até do que no processo físico. Neste, não havia condições de localização imediata daquilo que realmente interessa para analisar o pedido. No peticionamento digital, isso se tornou possível.

O TJSP investe continuamente no aperfeiçoamento do sistema virtual. Enquanto isso, tenta resolver a questão do dispendioso arquivo de processos findos, que não podem ser descartados sem o exame de temporalidade recomendado pelo CNJ. Só que não há dinheiro para isso. São 90 milhões de processos, cuja análise e cadastramento levariam 227 anos para terminar, se entregue ao pessoal do próprio Judiciário. Não faz sentido tirar funcionários da atividade fim para um serviço que é importante, mas que não se compara com a missão de solucionar conflitos e pacificar a sociedade.

O projeto do TJSP é entregar a Universidades, Arquivos Públicos, entidades e escritórios de advocacia, mesmo às partes interessadas, os processos de seu interesse, mediante custódia análoga ao depósito. Isso pouparia ao povo paulista um dispêndio de milhões de reais, tão essenciais para melhorar o funcionamento da Justiça. É um outro passo, cuja consecução continua a ser objeto de persistência da atual gestão, às voltas com imensos desafios para tornar eficiente o gigantesco equipamento.

 

 

 

JOSÉ RENATO NALINI é presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para o biênio 2014/2015. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.



publicado por solpaz às 18:35
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FELIPE AQUINO - QUANDO SERÁ A VITÓRIA FINAL DA IGREJA ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A realização da Igreja se dará plenamente somente na eternidade. O Concílio Vaticano II afirmou que: “É no fim dos tempos que será gloriosamente consumada [a Igreja], quando, segundo se lê nos Santos Padres, todos os justos, desde Adão, do justo Abel até o último eleito, serão congregados junto ao Pai na Igreja universal” (LG,2).

 

“A Igreja à qual somos todos chamados em Jesus Cristo… só será consumada na glória celeste, quando chegar o tempo da restauração de todas as coisas; e, como o gênero humano, também o mundo inteiro, que está intimamente unido ao homem e por ele atinge o seu fim, será totalmente renovado em Cristo” (LG,48).

 

 

Muitas passagens das Escrituras mostram isso:

 

 

“Enviará ele o Cristo que vos foi destinado, Jesus, aquele que o céu deve conservar até os tempos da restauração universal, da qual falou Deus pela boca dos seus santos profetas” (At 3,21).

Quando de sua vinda gloriosa, Cristo inaugurará o seu Reino definitivo e toda a criação será renovada.

“Depois, virá o fim, quando entregar o Reino a Deus, ao Pai, depois de haver destruído todo principado, toda potestade e toda dominação. Porque é necessário que ele reine, até que ponha todos os inimigos debaixo de seus pés… E, quando tudo lhe estiver sujeito, então também o próprio Filho renderá homenagem àquele que lhe sujeitou todas as coisas, a fim de que Deus seja tudo em todos”( 1Cor 15,24-28).

São Paulo nos ensina que este é o “misterioso” desígnio da vontade do Pai na plenitude dos tempos: “Reunir em Cristo todas as coisas que estão na terra e no céu” (Ef 1,10).

São Pedro fala, não do fim do mundo, mas da “renovação” do mundo e da gloria da Igreja: “Nós, porém, segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça” (2Pe 3,10-13).O profeta Isaias já tinha dito: “Eis que faço novos céus e nova terra; e ninguém mais se recordará das coisas passadas; elas já não voltarão à mente”. (Is 65,16). “Vi um céu novo e uma terra nova, pois o primeiro céu e a primeira terra haviam desaparecido” (Ap 21,1).

 

 

 

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É interessante notar o que Jesus disse aos apóstolos:

 

 

 

“No dia da ‘renovação’ do mundo, quando o Filho do homem estiver sentado no trono da glória…” (Mt 19,28)

Com relação à data em que acontecerá a renovação do mundo e a inauguração definitiva do Reino de Deus, ninguém sabe e não deve especular a respeito. Muitos se enganaram sobre isto e levaram muitos outros ao engano e ao desespero. Até grandes santos da Igreja erraram neste ponto. Podemos citar por exemplo, S. Hipólito de Roma (†235) – chegou a afirmar que o final do mundo seria no ano 500… Santo Irineu (†202) – confirmava a tese de Barnabé, de que o final seria no ano 6000 após a criação do mundo… S. Gaudêncio de Bréscia (†405) – indicava o ano 7000 após a criação.

No século V, com a queda de Roma (476), S. Jeronimo (†420), S. João Crisóstomo (†407), S.Leão Magno (†461), defendiam que face à queda de Roma, o fim do mundo estava próximo… No século VI e VII, S. Gregório Magno (†604) afirmava como próxima a vinda de Cristo…

Muitas vezes as profecias sobre a vinda de Cristo iminente são sugeridas pela necessidade que temos de encontrar uma “saída” para os tempos difíceis em que se vive. Por isso a Igreja é muito cautelosa nesse ponto, e sempre nos lembra:

“Não toca a vós ter conhecimento dos tempos e momentos que o Pai fixou por sua própria autoridade” (At 1,7).

“Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém os conhece, nem mesmo os anjos do céu, nem mesmo o Filho, mas, sim, o Pai só” (Mc 13,32).

O Magistério da Igreja quer que se respeite essa vontade de Deus de deixar oculta aos homens essa data. No Concílio Universal de Latrão V, em 1516, foi decretado:

“Mandamos a todos os que estão, ou futuramente estarão incumbidos da pregação, que de modo nenhum presumam afirmar ou apregoar determinada época para os males vindouros para a vinda do Anticristo ou para o dia do juízo. Com efeito, a Verdade diz: “Não toca a vós ter conhecimento dos tempos e momentos que o Pai fixou por Sua própria autoridade. Consta que os que até hoje ousaram afirmar tais coisas mentiram, e, por causa deles, não pouco sofreu a autoridade daqueles que pregam com retidão. Ninguém ouse predizer o futuro apelando para a Sagrada Escritura, nem afirmar o que quer que seja, como se o tivesse recebido do Espírito Santo ou de revelação particular, nem ouse apoiar-se sobre conjecturas vãs ou despropositadas. Cada qual deve, segundo o preceito divino, pregar o Evangelho a toda a criatura, aprender a detestar o vício, recomendar e ensinar a prática das virtudes, a paz e a caridade mútuas, tão recomendadas por nosso Redentor”.

Em 1318, o Papa João XXII, condenando os erros dos chamados Fraticelli disse: “Há muitas outras coisas que esses homens presunçosos descrevem como que em sonho a respeito do curso dos tempos e do fim do mundo, muitas coisas a respeito da vinda do Anticristo, que lhes parece estar às portas, e que eles anunciam com vaidade lamentável. Declaramos que tais coisas são, em parte, frenéticas, em parte doentias, em parte fabulosas. Por isso nós os condenamos com os seus autores em vez de as divulgar ou refutar” (Curso de Escatologia – D. Estevão Bettencourt, págs. 123 / 124).

 

 

 

 

FELIPE AQUINO - Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.



publicado por solpaz às 18:16
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VALDEREZ DE MELLO - PRIVAÇÃO DE MÃE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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            Urge repensar a alfabetização da alma infantil. Imperativo que as mães modernas e exímias profissionais tenham conhecimento da importância do papel da maternidade e principalmente da participação presencial e efetiva no desenvolvimento dos filhos.

            Segundo John Bowlby, estudioso no assunto e grande pesquisador, que durante décadas se debruçou sobre o crucial problema da privação de mãe, trabalho realizado especialmente para a organização mundial da saúde, intitulado: “Cuidados Maternos e Saúde Mental”, que visa a prevenção da violência infantil e juvenil, partindo do pressuposto despreparo das mulheres para a maternidade, alertando sobre os prejuízos gerados pelo abandono infantil principalmente durante os primeiros três anos de vida, através de privação de mãe de forma continuada.

            Crianças que sofrem privação de mãe, quer em seus próprios lares, quer fora deles, são uma fonte de contaminação social tão real e grave quanto os portadores de difteria e febre tifoide. Um dos fatores atuantes e prejudiciais é a falta de convicção dos governos, dos serviços sociais e do público em geral em acreditar que o amor materno seja tão importante para a saúde mental do bebê e da criança quanto o são as vitaminas e proteínas para a saúde física.

            Uma privação de mãe prolongada e extrema, iniciada muito cedo no primeiro ano de vida, cerceia o direito da criança de usufruir do personalíssimo ato de ser amamentada pela mãe e poder sentir e criar elos afetivos, através de cada sugada no seio morno e quentinho daquela que o gerou, ato este permutado pelos goles frios oferecidos às colheradas nas instituições que se dizem modernas. Imperativo saber que a privação de mãe, tem efeitos negativos sobre o desenvolvimento emocional e intelectual, além da resistência à recuperação.

            Ao abrir mão do colo, carinho e coração na educação da criança no decorrer dos primeiros anos de vida as mulheres, infelizmente, permutam a formação dos filhos com a realização profissional e em nome da modernidade desatam os laços da maternidade prematuramente.

            Durante os primeiros três anos de vida a companhia da mãe é de suma importância para o desenvolvimento infantil, basta que voltemos o olhar para a natureza que escancara bons exemplos, quando todos os animais zelam dos filhotes até que possam entender a ausência materna sem traumas e sofrimento.

            Segundo os estudiosos no assunto, a privação de mãe é o maior causador da violência infantil e juvenil no mundo. Só não enxerga quem opta pela cegueira social!

 

 

 

VALDEREZ DE MELLO     Professora, pedagoga e psicopedagoga. Autora de Quintal de Sonhos.

valdemello@gmail.com



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PAULO ROBERTO LABEGALINI - ERRANDO E APRENDENDO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alguns anos atrás, um grupo veio ao meu apartamento fazer a Novena de Natal e, a cada mistério do terço, alguém puxava as jaculatórias. E chegou a vez de um amigo dizer o nome de algum santo de sua devoção. Como não lhe veio nada na memória, falou:

– Santa Lurdinha...

Respondemos sem muita convicção:

– Rogai por nós!

Antes de prosseguirmos a oração, uma senhora perguntou a ele:

– Existe essa santa?

– Sei lá, acho que sim – falou meio envergonhado, provocando muitas risadas.

Como sua intenção não foi brincar ou desprezar a seriedade daquele momento de fé, todos entenderam a infelicidade que o levou a quebrar a corrente de intercessão à Santa Mãe de Deus. Porém, há pessoas que articulam gracinhas para tirar a atenção de quem está rezando.

Quando eu era jovem, sempre convidava um outro amigo para ir à missa e ele desconversava. Num domingo ele concordou e, durante a celebração, puxava conversa a toda hora. No ofertório, quando a sacola de coleta chegou até nós, ele colocou a mão no bolso esquerdo da calça, depois no direito... e começou a procurar nos bolsos da blusa enquanto a pessoa que segurava a sacola continuava esperando. Aquilo foi causando certo constrangimento, até que ele pegou o lenço no bolso de trás e, rindo, começou a limpar o nariz!

Alguns diriam que ‘jovem é assim mesmo’, outros poderiam pensar: ‘é melhor estar na igreja distraído do que pecando na rua’, mas, sem dúvida, o certo é aproveitar ao máximo cada momento de comunicação com Deus. Se já são tão poucos, não podemos desperdiçá-los e jogar as graças fora. Hoje, eu também me divirto contando isso às pessoas, mas não posso concordar com qualquer falta de respeito durante a Eucaristia.

Outro fato parecido aconteceu na década de 70 na igreja de Monte Sião – atual Santuário de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. Na missa de quinta-feira santa – Santa Ceia –, eu era um dos 12 apóstolos sentados atrás do altar. Meu pai sempre assava e doava um pão grande e redondo para aquela celebração. Quando o alimento começou a passar de mão em mão entre nós, ao invés de ‘um dos apóstolos’ tirar o seu pedaço e entregá-lo ao próximo, começou a comê-lo sozinho!

Como o conhecíamos bem e sabíamos que iria ‘aprontar’ mais cedo ou mais tarde, quase choramos de tanto rir. No dia seguinte, eu soube que, cobertos de razão, muitos criticaram a nossa má conduta naquela hora santa. Portanto, eu também já compactuei com esse tipo de brincadeira indevida quanto estava frente a Jesus Cristo.

O importante é não continuar com os erros do passado. Atualmente, participo da missa prestando a máxima atenção o tempo todo. Não me atraso, não converso, fico atendo às palavras do sacerdote, canto, louvo a Deus nas orações, comungo sempre, ajudo naquilo que posso, enfim, aceito os chamados para estar próximo do meu Salvador. E como não cabe a mim julgar algum tipo de conduta pecadora do próximo, naquilo que não posso interferir, rezo e entrego nas mãos de Deus.

Há algum tempo, fui a um casamento na Igreja Matriz de São Benedito em Itajubá e, ao meu lado, alguns convidados riam e conversavam em voz alta, tirando a minha concentração. Então, pedi a Nossa Senhora que tomasse conta deles por mim. Imediatamente se afastaram e saíram pela porta ao lado.

Quem já rogou à Mãezinha com fé sabe que a providência da Virgem Maria não tarda. Isso prova que não devemos nos exaltar e xingar os irmãos que ainda não têm a nossa espiritualidade. Tudo se resolve com paciência, perdão, amor e fé – como Jesus e seus pais nos ensinaram. Quem pratica a verdadeira caridade sabe bem como agir em todos os momentos.

Quando rezamos o Pai-nosso, pedimos: ‘Venha a nós o Vosso reino’; na oração do Creio, professamos a fé na comunhão dos santos; na linda e santa recitação da Ave-Maria, o nosso coração se exalta confiante nas palavras: ‘rogai por nós pecadores agora’; portanto, somos muito protegidos e nada devemos temer.

Ninguém é mais ou menos amado por Deus, apenas recebemos o que plantamos – de bom e de ruim. Se estivermos em estado de graça – sem maldades e pecados mortais –, tudo o que acontece contribui para um bem maior.

E você, que mora em Itajubá ou perto daqui, está convidado a participar da festa da nossa padroeira, Nossa Senhora do Sagrado Coração, no Instituto Padre Nicolau. Até domingo à noite, estarei na barraca de doces ajudando a servir bolos maravilhosos! Não erre ficando em casa.

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre

 

 

***

 

 

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publicado por solpaz às 17:56
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