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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2015
CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - FAMÍLÍAS

 

 

 

 

 

 

Cinthya Nunes Vieira da Silva.jpg

 

 

 

 

 

 

 

            Algumas vezes já me questionei se escolhi a profissão certa, se de fato, dentre os caminhos possíveis, optei por trilhar aquele que mais se ajusta a meu modo de ser. Nos últimos tempos, contudo, com o passar dos anos, eu concluo que talvez nem me fosse possível escolher algo diferente do que o Direito.

            Embora eu goste de outras tantas áreas do conhecimento e tenha sonhado, enquanto criança, em me tornar veterinária, creio que dentro de mim muito mais alto fala o sentimento de que a Justiça é um ideal a ser buscado e pelo qual se deve lutar. Se a Justiça Suprema, Divina, é algo que quiçá não nos seja dado compreender, a Justiça humana, mesmo que falha, deve ser um norte, um horizonte a se buscar.

            Assim, quanto mais tempo eu vivo, mais percebo o quanto as injustiças se propagam e o quanto isso é nocivo à sociedade como um todo e às pessoas, individualmente consideradas. E dessa forma, tenho me tornado uma pessoa chata, pois me incomoda cada vez mais a percepção de que algumas pessoas simplesmente não se importam como o que sucede aos demais.

            Sinto-me particularmente incomodada com determinadas posturas, sobretudo aquelas baseadas em crenças particulares e em questões puramente religiosas e ainda mais aturdida ao perceber como muita gente se julga detentora única das verdades desse mundo, justificando posturas discriminatórias, xenofóbicas, homofóbicas, cruéis ou radicais de um modo geral.

            Ontem, ao ler uma notícia na internet, por exemplo, fiquei extremamente desgostosa em ver que a sociedade brasileira parece caminhar em direção ao retrocesso. Quando deputados votam no sentido de que família é a apenas a comunidade formada entre um homem e uma mulher ou qualquer um deles e seus filhos, eu lamento profundamente, mas não vou me restringir a isso.

            Por certo que não tenho poder, simples cidadã que sou, de alterar decisões legislativas, mas exatamente por ser cidadã e por desejar uma sociedade menos rancorosa e mais tolerante é que não vou me calar. Penso que família é muito mais do que a união entre homem e mulher e nem estou falando apenas da questão dos homossexuais. Pela definição que os nobres legisladores pretendem ver estabelecida, uma casa na qual morassem duas irmãs, dois primos, tio e sobrinho, por exemplo, não seria uma família...

            Pergunto-me se o Estado tem o direito de dizer quem devemos considerar como nossa família!?! Tantas questões prementes a serem discutidas e de competência e responsabilidade do Estado, que acho o cúmulo a ingerência sobre a vida particular das pessoas. Uma família se forma pelo amor, pelo afeto, pela afeição, sentimentos que transcendem ao que as pessoas pensam umas das outras e do que o Estado acha que as pessoas devem fazer ou sentir.

            Sou contra qualquer espécie de discriminação, de intolerância e de segregação. Esses sentimentos, inclusive, foram as causas de praticamente todas as grandes mazelas mundiais que esse mundo já vivenciou, mas parece que somos uma raça burra, incapaz de aprender com as lições do passado. Daí, voltando ao início desse texto, creio que eu não poderia ter seguido outra carreira que não o Direito. Acredito que a Justiça deva começar pelas iguais oportunidades, pela visão de que somos todos seres humanos e que não somos mais ou menos pela cor de nossa pele, pelo que vestimos, por onde moramos ou por quem amamos...

            As religiões, sejam elas quais forem, tem importante papel na condução de um mundo melhor, mas quando são usadas como pano de fundo para justificar barbáries, ódio, guerras ou divisões, não detém meu respeito.

            E se você, meu caro leitor, detentor de todo meu respeito, acredita em um mundo desigual, desagregador, eu sinto dizer que, então, não o represento...

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo.

          



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - VER DEUS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O venerável Frei Maria-Eugênio do Menino Jesus (1894-1967), natural de Gua, no sul da França, carmelita descalço, entrou-me ao coração em dezembro do ano passado. Recebi, do Carmelo São José, seu livro: “Ao Sopro do Espírito – oração e ação” , Editora Paulus. Fundador do Instituto “Notre-Dame de Vie”, constituído por sacerdotes e leigos, que consagram a vida segundo os preceitos evangélicos e, no mundo, se fazem presença transformadora para modelá-lo, aperfeiçoá-lo e santificá-lo.

Ao lê-lo, falou-me à alma e, conforme ele escreve, a partir de reflexões de São João da Cruz: “Deus é a saúde da alma”. Aliás, seu pensamento está intimamente ligado aos Santos do Carmelo, além de São João da Cruz: Teresa D’Ávila e Teresinha do Menino Jesus.

Ao celebrar os 500 anos do nascimento de Santa Teresa D’Ávila, a Editora Vozes e o Instituto “Notre-Dame de Vie”, com a colaboração do Carmelo de Cotia e a coordenação do Padre Dr. Jean-Marie Laurier lançaram, em português do Brasil, neste mês, a obra-prima de Frei Maria-Eugênio: “Quero ver a Deus”. Excelente livro para quem busca se aprofundar no encontro com o Senhor.

Os anseios da alma não mudam, contudo a sociedade em que vivemos procura mascará-los ou emudecê-los através do consumismo, do barulho, do imediatismo, do culto ao prazer, dos vícios...  Frei Maria-Eugênio, em processo avançado de beatificação, responde sobre o sentido da existência à humanidade ferida pelo materialismo, à humanidade faminta de Deus, mesmo que não saiba traduzir o que grita por socorro dentro dela.  E alerta que o Reino de Deus é um fermento, porém a maldade também. Vem em ajuda aos olhos desérticos, para oferecer as águas onde Deus paira. Frei Maria-Eugênio me fortalece na convicção de que a verdadeira caridade do apostolado não é somente social, mas sim a que une a Deus, que sobrenaturaliza, vendo no próximo um prolongamento do divino.  Tem me ajudado muito na oração do silêncio que leva ao contato com Deus vivo, com o Deus que reage e age.

Apresenta o Pai, Deus Amor, cujo movimento Moisés captou no braseiro. Deus fonte de luz, de misericórdia.  Cristo como “mata-borrão” que tira as nossas manchas. O homem como o ser querido pelo Criador. A fé que não consiste em sentir, mas sim em aderir a Deus.

A vivência do pensamento do Frei Maria-Eugênio é caminho para se contemplar o Céu.

 

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.

 

 



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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - LIBERDADE E IGUALDADE: COMO CONCILIÁ-LAS ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vimos no artigo anterior que a existência de partidos políticos é indispensável para o funcionamento de uma democracia, tal como esta é entendida nos tempos atuais. Não cairei aqui na tentação de tentar definir o que é democracia. “Omnis definitio periculosa” (toda a definição é arriscada), diziam os medievais. O cientista político espanhol Eugenio Vegas Latapié abre seu clássico livro “Consideraciones sobre la Democracia” (Afrodisio Aguado, Madrí, 1965, p. 22), escrito em meados do século XX, informando que numa universidade norueguesa acabava de ser defendida uma tese de doutorado sobre o conceito de democracia. Seu autor havia coligido mais de 300 fórmulas elaboradas por juristas, historiadores, filósofos, cientistas políticos e jornalistas de todo o mundo, ao longo dos séculos, tentando definir o conceito de democracia... e havia chegado à conclusão de que democracia era algo indefinível.

A célebre frase tantas vezes atribuída a Abraham Lincoln ("democracia é o governo do povo, pelo povo e para o povo"), na realidade não é uma definição; a primeira condição para que uma definição realmente defina é que seja clara, que não contenha termos ambíguos; ora, nessa batida, sonora e vazia frase, a palavra povo não é tomada em sentido unívoco, mas em três sentidos diferentes (op. cit., p. 62).

Sem qualquer pretensão de definir com precisão o conceito, direi que consensualmente se designa como democrático um sistema político e institucional em que ao mesmo tempo existem; 1) amplas liberdades civis e políticas; 2) ampla participação popular na condução dos negócios públicos; e, também, 3) ampla participação popular no usufruto dos bens da sociedade.

A noção de democracia moderna, pois, não se restringe à liberdade e à participação popular no governo (naturalmente, por meio da representação), mas, também, requer uma adequada e tanto quanto possível equilibrada distribuição dos benefícios sociais. Por “equilibrada distribuição” não se deve entender igualdade absoluta, mas, sim, igualdade proporcionada. Ensinou Ruy Barbosa na “Oração aos Moços” que a regra suprema da justiça não é dar o mesmo a todos, mas dar a cada qual o que lhe compete, proporcionadamente, tratando igualmente a iguais e desigualmente a desiguais. Nessa distribuição proporcionada está a verdadeira e justa igualdade ou, em termos mais precisos, a equidade.

Os dois ideais supremos da democracia moderna pós-Revolução Francesa são a liberdade e a igualdade. Tomados absolutamente, são ideais antitéticos e de si contraditórios. Com efeito, como assegurar uma liberdade total, sem que dela decorra que alguns ultrapassem outros e assumam uma posição superior na sociedade? De outro lado, como assegurar uma igualdade absoluta, sem de alguma forma violentar as liberdades individuais?

Esse é o grande problema da democracia moderna: como conciliar dois ideais supremos que se contrapõem. No plano teórico, é impossível uma igualdade total sem que desapareça a liberdade, e é impossível uma liberdade total sem que se sacrifique a igualdade. Na prática, entretanto, essa incompatibilidade não é tão impossível, mas, com certa dose de bom senso, ambas as coisas acabam se equilibrando.

Trata-se, na prática, de dosar a aplicação dos dois princípios inteligentemente, considerando os casos concretos dos países e das sociedades, privilegiando ora um, ora outro desses dois valores do ideário democrático, mas sem absolutizar nenhum deles.

O grande drama da maior parte do século XX, escreveu o historiador carioca Arno Wehling, presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, é que quase a metade da humanidade privilegiou a liberdade a ponto de criar um sistema sócio-político gravemente injusto, enquanto uma outra quase-metade privilegiou a igualdade a ponto de criar um regime ditatorial igualmente injusto. E ambos esqueceram, cada qual a seu modo, do terceiro elemento do tríplice e utópico lema da Revolução Francesa: a fraternidade.

Esse problema está presente também no embate das divisões partidárias, sendo especialmente claro nos países democráticos que adotam o bipartidarismo.

No fundo, bem no fundo, é esse o problema que está em jogo na alternância de poder dos tories e dos whigs, na Inglaterra. Os tories, do Partido Conservador, privilegiam a liberdade e, com ela, o conservantismo e a desigual distribuição de renda; os whigs, do Partido Trabalhista, privilegiam a igualdade, sacrificando em alguma medida a liberdade individual, aumentando os impostos e favorecendo o chamado estado social. Exatamente a mesma polarização existe nos EUA entre republicanos e democratas. E, no mundo inteiro, entre direitistas e esquerdistas.

Repito: somente uma adequada alternância e um bem dosado sistema de equilíbrios e compensações pode, de parte a parte, garantir o bem comum de TODA a sociedade, assegurando que ela usufrua, tanto quanto possível, do máximo de benefícios e exerça a maior parcela razoável de liberdade, tanto civil quanto política.

Para isso, é fundamental o papel dos partidos políticos. Quanto mais amplo e diversificado for o espectro deles, e quanto mais eles realmente representarem todas as parcelas da opinião coletiva, tanto mais será autêntico o sistema democrático. Voltaremos ao assunto.

 

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS é historiador e jornalista profissional, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

 

 

 

 

 

 

 

 



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JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA FAZ VINTE E SETE ANOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há mais motivos para comemorar do que lamentar nestes vinte e sete anos da atual Constituição, a oitava da História do Brasil, pois efetivamente se constituiu numa peça fundamental para a transmissão democrática do País, preocupando-se os constituintes em restabelecerem o Estado de Direito, após anos de arbitrariedades jurídicas provocadas pelo regime militar ditatorial. Entretanto, há muito por se fazer, para que efetivamente se concretize como a “Constituição cidadã”, denominação que recebeu por tentar garantir a consecução dos direitos fundamentais ao povo brasileiro.

 

 

 

 

No Direito brasileiro existe uma enorme quantidade de normas jurídicas e para que não haja contradição entre elas, é preciso que estejam integradas num sistema jurídico hierarquicamente organizado que as disciplinam e que recebe o nome de “ordenamento jurídico”, cuja base é a Constituição Federal, tida como a ‘lei máxima’ e fundamental da Nação. Com vinte anos completados hoje, a atual Carta Magna mantém sua tendência permanente de reformas. Já bateu todos os recordes de alterações, se comparada às sete anteriores e alguns capítulos, como o da ordem econômica, foram mudados por completo, de monopolista e estatizante passou a ser aberto e privatista.

Promulgada em 5 de outubro de 1988 durante uma sessão festiva que teve de tudo, de chuva de papel picado ao choro emocionado de constituintes, ela recebeu o nome de “Constituição cidadã”, em razão da preocupação dos parlamentares de então, em buscar preceitos que relevassem os direitos fundamentais do ser humanos. Por outro lado, consagrou como regime político-jurídico do país o Estado Democrático de Direito cujos fundamentos são: soberania (poder máximo de que está dotado o Estado para fazer valer sas decisões e autoridade dentro de seu território; cidadania (qualidade do cidadão caracterizada pelo livre exercício dos direitos e deveres políticos e civis); dignidade da pessoa humana; os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e  pluralismo político (existência de mais de um partido ou associação disputando o poder político).

            Apesar de sua inclinação a constantes modificações, ela é considerada um marco histórico extremamente relevante. Tanto que o professor da Unicamp, Jaime Pinsky, especialista em revolução francesa e organizador do livro “A História da Cidadania” – uma ambiciosa obra de autores sobre a história da cidadania no mundo ocidental, lançada em 2003, não vê exagero na comparação dela com os documentos relevantes dos Estados Unidos e da França. “A nossa Constituição também vai além e estabelece um tipo de sociedade a ser almejada”. Por isso mesmo, ele observa que muitos consideram seu texto utópico. Em entrevista ao jornal “O Estado de São Paulo”, declarou: - “É claro que ali há coisas impraticáveis, mas acho que a Constituinte deve ser tomada como uma declaração de intenção, um vir a ser da sociedade”, explica. “Merece, sem dúvida, o nome de Constituição cidadã e acho que a História lhe fará justiça” (05.10.2003 – p. A7).

            Entendemos a sua importância, mas também acreditamos que muitos de seus preceitos ainda são meramente teóricos e muito ainda há de ser feito para faze-los deixar a abstração para aterrissarem no mundo real. Não podemos perder de vista seus objetivos primordiais no âmbito interno e devemos lutar para efetivá-los na prática. São eles: construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI  é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. Presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com).



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JOSÉ RENATO NALINI - FALTAM ÓCULOS OU COLÍRIO ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É difícil acreditar que pessoas aparentemente lúcidas não se compenetrem de que a situação brasileira precisa de tratamento de choque, não de paliativos. O que ocorre com a Nação é muito mais grave do que a microcrise no âmbito doméstico. Mas guarda similitude. Quando se gasta mais do que se recebe, o remédio é deixar de consumir. É refrear as despesas, é cortar na carne e procurar otimizar os recursos. Mas não é o que está acontecendo. Palavrório, interpretação variada, crítica e mais crítica. Mas de concreto, o que se fez?

É o momento de enxugar o Estado. Mas enxugar mesmo, não ameaçar e retroceder. Toda a população já percebeu que o Governo é um lobo faminto que suga, exaure a saúde do contribuinte e não se satisfaz. Ninguém desconhece que nossos preços são muito maiores do que os oferecidos a estrangeiros onde o controle sobre a volúpia tributária é eficaz, porque sob controle de uma cidadania protagonista. Aqui, investiu-se na infantilização de pessoas que só têm direitos, mas não assumem suas obrigações. Tudo tem de ser oferecido gratuitamente por um Estado-babá que já faliu. Não tem mais condições de nutrir as expectativas de quem não foi preparado para o trabalho, para o sacrifício, para o desempenho autônomo. Só se sabe reivindicar, exigir, boicotar quando desatendido em seus reclamos, na insaciabilidade de quem aprendeu a consumir como se fora primeiro mundo.

Um choque de verdade faria bem a todos. Assumir protagonismo cívico. Cair na realidade: o Governo não terá mais condições de oferecer tudo o que prometeu. Cada qual tem de procurar o caminho da sobrevivência, que passa pelo trabalho duro, pela economia forçada, pela redução de gastos e pelo empreendedorismo. Não há mágica num estágio calamitoso como o da nossa economia, sem perspectivas políticas de consenso, sem o espírito de sacrifício, há muito abandonado na ilusão de que o Governo é onipotente e tem cofres inexauríveis.

 

 

Fonte: Diário de S. Paulo | Data: 24/09/2015

 

 


JOSÉ RENATO NALINI é presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para o biênio 2014/2015. E-mail: jrenatonalini@uol.com.



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FELIPE AQUINO - O DIA DA BÍBLIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Igreja no Brasil dedica o mês de setembro à Bíblia, o que é muito significativo e bom, pois a Palavra de Deus ilumina a vida de cada cristão e da Igreja. É uma grande oportunidade para se conhecer melhor as Sagradas Escrituras, que são como placas de trânsito a nos mostrar o caminho seguro a ser seguido, para não correr o risco de entrar em uma contra mão e acabar sofrendo um grande acidente, trazendo lesões irreversíveis e cicatrizes por toda vida. A Bíblia é sempre para nós a luz de nossa caminhada.

Deus em sua infinita misericórdia nos deixou a sua Palavra que é fonte de consolo, alegria, paciência, sabedoria e felicidade. Ele nos deixou uma Carta Magna. São Paulo diz que “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para persuadir, para corrigir e formar na justiça” (2Tm 3,16). A carta aos hebreus diz que “a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes, e atinge até à divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4,12).

Para aquele que possui a fé sem a qual “é impossível agradar a Deus” (Hb 11,6), a Palavra de Deus é alimento sólido para a vida espiritual, indispensável para aquele que deseja, pela fé, fazer a vontade de Deus e ter luz na própria vida.

Não é sem razão que São Pedro disse: “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus” (2 Pd 1,20-21).

Toda a Bíblia é a Palavra de Deus aos homens, escrita por pessoas inspiradas pelo próprio Espírito Santo; é a Sua revelação, ensinando-nos tudo o que devemos saber e fazer nesta vida e na outra.

A Bíblia não é um livro de ciência, mas, sim, de fé. Utilizando os mais diversos gêneros literários, ela narra acontecimentos da vida de um povo guiado por Deus, desde quatro mil anos atrás, atravessando os mais variados contextos sociais, políticos, econômicos, etc. Por isso, a Palavra de Deus não pode sempre ser tomada ao “pé da letra”, literalmente, embora muitas vezes o deva ser. “Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica” (2 Cor 3,6), disse São Paulo.

 

Leia também: Setembro, o mês da Bíblia

Como ler e entender a Bíblia?

A Igreja Católica e a Bíblia

Pode aprender-se a orar com a Bíblia?

 

Portanto, para ler a Bíblia de maneira adequada, exige-se antes de tudo o pré-requisito da fé e da inspiração do Espírito Santo na mente e orientação da Igreja, sem o que a interpretação da Escritura pode ser comprometida. Foi a Igreja Católica quem compôs a Bíblia, discernindo os 72 livros inspirados, desde os primeiros séculos. Santo Agostinho disse que: “Eu não creria no Evangelho, se a isto não me levasse a autoridade da Igreja católica” (Cat. 119). A alma da Igreja é o Espírito Santo dado em Pentecostes; por isso a Igreja não erra na interpretação da Bíblia e isso é dogma de fé. Jesus mesmo lhe garantiu isto: “Quando vier o Paráclito, o Espírito da verdade, ensinar-vos-á toda a verdade” (Jo 16,13a).

 

Para que a Palavra de Deus seja eficaz em nossa vida, precisamos, pela fé, acreditar nela e colocá-la em prática objetivamente. Em outras palavras, precisamos obedecê-la, pois estaremos obedecendo ao próprio Senhor. Podemos dizer como o salmista, no Salmo 118:

“Vossos preceitos são minhas delícias.

Meus conselheiros são as vossas leis” (v. 24).

“O único consolo em minha aflição

É que vossa palavra me dá vida” (v. 50)

“Quão saborosas são para mim vossas palavras,

mais doces que o mel à minha boca” (v. 103).

“Vossa palavra é um facho que ilumina meus passos. E uma luz em meu caminho” (v. 105).

“Encontro minha alegria na vossa palavra,

Como a de quem encontra um imenso tesouro” (v.162).

 

Assista também: Setembro: Mês da Bíblia

 

O mês da Bíblia termina no dia 30 de setembro; dia de São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja (348-420), e no último domingo de setembro a Igreja no Brasil celebra o “Dia da Bíblia”. São Jerônimo era cidadão romano, muito culto, sabia o latim, o grego e o hebraico, um espírito enciclopédico. Era filósofo, retórico, gramático, dialético. A ele devemos a tradução em latim do Antigo e Novo Testamento, que se tornou, com o título de Vulgata, a Bíblia oficial do cristianismo.

Seu nome era Sofrônio Aurélio Jerônimo; nasceu na Dalmácia, em Strido, e educou-se em Roma; é o mais erudito dos Padres da Igreja latina. Viveu alguns anos na Palestina como eremita. Foi batizado aos 20 anos. Fez os estudos teológicos na famosa Academia de Tréveros. Desde jovem sentiu atração pela vida mundana (cf. Ep. 22,7), mas buscou a religião cristã e orientou-se para a vida ascética.

São Jerônimo é uma personalidade fortíssima: em Roma atacou os vícios e hipocrisias e deu início a novas formas de vida religiosa, atraindo para elas algumas influentes damas patrícias (de Roma), que o seguiram depois na vida eremítica de Belém. Os “rugidos deste leão do deserto” eram ouvidos tanto no Ocidente como no Oriente

 

 

escoladafeii

 

 

 

 

Toda vez que terminava um livro ia fazer uma visita às monjas que dirigia na vida ascética num mosteiro não distante do seu. Ele as escutava, respondendo às suas perguntas. No livro “Homens Ilustres”, onde apresenta um perfil biográfico dos homens ilustres, conclui com um capítulo dedicado a ele mesmo.

Em 382, transferiu-se para Roma; o Papa Dâmaso (366-384), conhecendo a sua fama de asceta e a sua competência de estudioso, assumiu-o como secretário e conselheiro (382 a 385); encorajou-o a fazer uma nova tradução latina dos textos bíblicos por motivos pastorais e culturais. Após a morte de Dâmaso, foi para a Palestina, e fez a revisão da versão latina da Bíblia (Vulgata), em Belém, por 35 anos; assim, deu à Igreja latina alicerces bíblicos sólidos que não foram abalados nesses dezesseis séculos depois dele. Sempre considerou os seus majestosos trabalhos como “armas que dão à fé”. Em 382, por convite do Papa Dâmaso, participou em Roma de um sínodo para debelar um cisma de Antioquia. O Papa Bento XV chamou-o de “doutor eminente na interpretação das Sagradas Escrituras”. Morreu aos 72 anos, em 420, em Belém.

Como se pode ver, não é sem razão que o Dia da Bíblia quer também lembrar este gigante da Igreja.

Neste dia da Bíblia, peçamos ao Espírito Santo que faça crescer em nós o dom de sabedoria, para que assim possamos amar ainda mais a Palavra de Deus.

 

 

 

FELIPE AQUINO - Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.



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RENATA IACOVINO - A POESIA E O AGRONEGÓCIO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            "Ó donos do agrobiz, ó reis do agronegócio,/Ó produtores de alimentos com veneno,/Vocês que aumentam todo ano sua posse,/E que poluem cada palmo de terreno,/E que possuem cada qual um latifúndio,/E que destratam e destroem o ambiente,/De cada mente de vocês olhei no fundo/E vi o quanto cada um, no fundo, mente."

            Hoje abro os braços deste espaço para receber alguns de nossos maiores menestréis e compositores que tecem seus versos como que gritando para que voltemos nosso olhar a questões tão sérias e que colocam em risco nossas vidas, nosso planeta.

            Os versos acima, de Carlos Rennó, ganharam melodia na voz de Chico César, que de forma comovente vai desenhando essa épica "Reis do Agronegócio".

            "Vocês me dizem que o Brasil não desenvolve/Sem o agrebiz feroz, desenvolvimentista./Mas até hoje na verdade nunca houve/Um desenvolvimento tão destrutivista./É o que diz aquele que vocês não ouvem,/O cientista, essa voz, a da ciência./Tampouco a voz da consciência os comove./Vocês só ouvem algo por conveniência."

            A precisão da crítica de Rennó desfila em versos longos de treze estrofes.

            Tais versos remeteram-me ao compositor Vital Farias e sua "Saga da Amazônia": "O que se corta em segundos gasta tempo prá vingar/e o fruto que dá no cacho prá gente se alimentar?/depois tem o passarinho, tem o ninho, tem o ar/igarapé, rio abaixo, tem riacho e esse rio que é um mar/Mas o dragão continua a floresta devorar/e quem habita essa mata, prá onde vai se mudar???/corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá/tartaruga: pé ligeiro, corre-corre tribo dos Kamaiura".

            Quando percorro versos como estes, vejo o quanto o Homem se distancia de maneira cada vez mais veloz da natureza, matando-a, como se dela não fizesse parte; como se fosse um ser superior a tudo isso e pudesse superar o que dele está sendo subtraído ao subtrair o que se encontra a sua volta.

            "Desmata Minas, a Amazônia, Mato Grosso…;/Infecta solo, rio, ar, lençol freático;/Consome, mais do que qualquer outro negócio,/Um quatrilhão de litros d´água, o que é dramático./Por tanto mal, do qual vocês não se redimem;/Por tal excesso que só leva à escassez –/Por essa seca, essa crise, esse crime,/Não há maiores responsáveis que vocês."

            Essas canções deveriam ser o sucesso nacional e tocar incansavelmente nas emissoras de rádio e TV.

 

 

 

RENATA IACOVINO, escritora, poeta e cantora / reiacovino.blog.uol.com.br /

reval.nafoto.net / reiacovino@uol.com.br

 



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PAULO R. LABEGALINI - O SILÊNCIO DE CRISTO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma antiga lenda norueguesa apresenta o episódio de um homem chamado Haakon, que cuidava de uma ermida. Naquele lugar, havia uma cruz antiga e muitos vinham pedir a Cristo que fizesse algum milagre. Certo dia, o eremita Haakon quis também pedir-lhe um favor. Ajoelhou-se diante da cruz e disse:

– Senhor, quero padecer por vós. Posso substituir-vos na cruz?

O Senhor, então, abriu os lábios e falou mansamente:

– Meu servo, cedo ao teu desejo com uma condição. Aconteça o que acontecer e vejas o que vires, deves guardar sempre o silêncio.

– Prometo, Senhor! – respondeu Haakon.

Fizeram a troca e ninguém reconheceu o eremita na cruz. Durante muito tempo, ele conseguiu cumprir o compromisso sem dizer absolutamente nada. Certo dia, porém, chegou um rico e, depois de rezar, esqueceu ali a sua bolsa. Haakon viu e calou-se. Também não disse nada quando, duas horas mais tarde, veio um pobre e se apropriou da bolsa do rico.

Ainda não se manifestou quando um rapaz se prostrou diante dele pouco depois para pedir-lhe graças numa longa viagem. Nesse momento, porém, o rico tornou a entrar em busca da bolsa. Como não a encontrou, pensou que o rapaz teria se apropriado dela. Voltou-se para ele e interpelou com raiva:

– Dá-me a bolsa que me roubaste!

– Não roubei nenhuma bolsa!

– Não mintas; devolva-me já!

– Repito que não apanhei nenhuma bolsa!

O rico arremeteu-se furioso contra ele. Soou, então, uma voz forte: ‘Para com isso!’.

Olharam para cima e viram que a imagem falava. Haakon, que não conseguiu permanecer em silêncio diante daquela injustiça, defendeu o jovem e censurou o rico pela falsa acusação. Ficaram assustados e saíram correndo.

Então, Cristo dirigiu-se ao servo e disse-lhe:

– Desce da cruz. Não serves para ocupar o meu lugar porque não soubeste guardar silêncio.

– Mas, Senhor, como podia eu permitir essa injustiça?

Trocaram de lugar. Cristo voltou a ocupar a cruz e o eremita permaneceu diante dela. O Senhor continuou a falar-lhe:

– Tu não sabias que era conveniente para o rico perder a bolsa, pois trazia nela o cobiçado preço da virgindade de uma jovem. O pobre, pelo contrário, tinha necessidade desse dinheiro e fez bem em levá-lo inocentemente. Quanto ao rapaz que ia receber os golpes, suas feridas o teriam impedido de fazer a viagem que, para ele, foi fatal: há minutos, o seu barco afundou e ele morreu. Tu não sabias; mas eu sim. Por isso me calo.

Em seguida, o Senhor tornou a ficar em silêncio...

Pois é, muitas vezes nos perguntamos por que Deus não nos responde. Por que Ele se cala? Gostaríamos que nos dissesse o que desejamos ouvir, mas Ele não o faz e apenas responde-nos com o silêncio. Deveríamos aprender a escutar esse silêncio até entender a resposta. O Divino silêncio é uma mensagem destinada a convencer-nos de que Ele, sim, sabe o que faz. Com quietude, diz-nos carinhosamente: ‘Confia em mim, sei o que é necessário fazer por você!’.

Infelizmente, ao invés do silêncio de Cristo, muitos preferem os sons contagiantes do pecado. Enquanto Jesus está solitário no sacrário, as novelas batem recordes de audiência! A profundidade da Palavra de Deus é quase totalmente desconhecida para muita gente, mas quem dorme junto nas novelas todo mundo sabe e comenta.

Hoje em dia, aquele que aparece de repente na televisão mostrando o corpo e brigando a toda hora, vira ídolo e tem o direito de publicar bobagens em muitas revistas. Ao contrário, a voz de Cristo que ressoa na boca do Papa é pouco inserida nos principais meios de comunicação. Que mundo é este?

Um Big Brother Brasil dura aproximadamente três meses, e você sabe quanto custa eliminar cada candidato da casa? São feitos cerca de vinte e nove milhões de telefonemas; considerando trinta centavos cada ligação, teremos oito milhões e setecentos mil reais num só paredão! Para quem vai esse dinheiro?   

Além do mais, como disse José Neumari Pinto, da Rádio Jovem Pan: “O sábio público tem ainda várias chances de gastar quanto dinheiro quiser com as votações. Aliás, algo muito natural para quem gasta mais de oito milhões numa noite, num país onde o cidadão vota para desclassificar um bobão ou uma bobona qualquer, mas não lembra em quem votou na última eleição”. Que tipo de cidadãos somos nós?

Quando a mega-sena acumula, enormes filas se formam nas portas das lotéricas, mas, quando divulgamos que uma família está passando fome, quase ninguém coloca a mão no bolso para ajudar. Por que será que as pessoas não entendem que apostar na loteria é dinheiro jogado fora, e visitar o pobre ajuda a viver eternamente no Céu?

São coisas como estas que mantém muitos corações fechados para ouvir os chamados de Deus. Quando nos confessamos e ficamos afastados do pecado, escutamos melhor a Palavra do Senhor: na Bíblia, nas missas, nas orações e na boca do pobre.

Portanto, é muito melhor o silêncio de Cristo – que nos faz refletir e crescer em espiritualidade. Só não o escuta quem não quer.

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre

 

 



publicado por solpaz às 10:56
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Domingo, 27 de Setembro de 2015
HUMBERTO PINHO DA SILVA - MUITAS ... OU SÓ UMA ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Senhora, da Igreja que frequento, contou-me : estando numa aula de catequese, um menino perguntou-lhe:

- “ Quem é Nossa senhora?”

Como lhe dissesse que era a Mãe de Jesus, ficou muito admirado, porque pensava que era a Senhora de Fátima.

A confusão deve-se ao facto de não lhe terem explicado, devidamente, quem é Maria; e mostra total desconhecimento do Novo Testamento.

O que desconhecia o rapazinho, é comum a muitos crentes.

Ouvi certa ocasião, artista famoso, declarar na TV, que tinha grande devoção pela Nossa Senhora de Aparecida, mas a “Santa Forte “, para ele, era a de Fátima…

Com tantas invocações, com tantos santuários, com tantas imagens vestidas de modo diferente, é natural que os crentes, que não leiam a Bíblia, nem se deem ao trabalho de frequentar a catequese de adultos, pensem que cada invocação corresponda a uma Senhora.

Escutei, num concurso da RTP, engenheiro, responder quando lhe foi perguntado se sabia quem era a freira que escreveu cartas de amor, que ficaram na literatura portuguesa, dizer: “Só poder ser a Senhora de Fátima! …”

Parece-me, para bem da verdade e para que os crentes possam ter fé adulta, que se diga, claramente, que todas as Nossas Senhoras, não passam de uma só. Ou seja: Maria, a Mãe de Jesus.

É que anda muita boa gente confundida, pensando que há muitas “santas” a que se presta “ culto” – deveria dizer: veneração, – desconhecendo que basta rezar a Maria, para que interceda junto a Jesus.

Sei que escrever sobre este assunto é melindroso e pode ser mal compreendido, pelos católicos menos esclarecidos, mas graças a Deus, ao escolher os temas para as crónicas, não cuido agradar, mas dizer o que penso e sinto.

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por solpaz às 19:35
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EUCLIDES CAVACO - OUTONO DA VIDA
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Neste início de Outono 2015 aqui fica este poema que retrata comparavelmente também o Outono das nossas vidas .
Veja o poema no PPS anexo executado pelo nosso amigo Arlindo Silva ou aqui nest link num minucioso trabalho da talentosa Mena Aur:
 
 
 

http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Outono_da_Vida/index.htm


 
 
EUCLIDES CAVACO - Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.


publicado por solpaz às 19:28
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