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Sábado, 22 de Julho de 2017
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - " A AMIZADE É DOCE CANÇÃO DA VIDA E A POESIA DA ETERNIDADE "

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Dia Internacional da Amizade, comemorado a 20 de julho, foi criado pelo filósofo e sociólogo argentino Enrique Ernesto Febbraro, inspirado pela chegada do homem à Lua, nesta data em 1969. Em alguns estados brasileiros como o Rio de Janeiro, sua celebração é determinada por leis próprias, motivadas estritamente por apelo comercial – um evento para troca de presentes. No entanto, o seu propósito original é incentivar a reflexão sobre esse importante e necessário instrumento de união entre as pessoas, notadamente num mundo extremamente consumista e competitivo.

Apesar do tema se constituir em fonte inesgotável de todas as formas artísticas (que o digam Milton Nascimento e Renato Teixeira), o unilateralismo prevalece de maneira assustadora. Com efeito, o dinamismo provocado pelos reflexos materialistas leva os indivíduos a se fecharem em si mesmos, pois passam a viver em função de ganhos, posição social e poder, como se tais aspectos fossem fundamentais às suas realizações. Esquecem-se das circunstâncias humanistas e imprescindíveis à própria felicidade, como gestos e atitudes fraternas, relacionamentos afetivos, solidariedade com o próximo, respeito a todos os seres vivos em geral e tantas outras, sobrepostas por interesses exclusivamente pessoais e ao mesmo tempo, carregados de puro egoísmo.

Nesta trilha, a psicóloga Rosely Sayão assim se expressou: “Fazer amigos ajuda a combater a ideologia consumista de nosso tempo, que pega tão pesado com os jovens, já que ter amigos subverte a lógica do consumo. Quem cultiva amizades entende que mais importante do que ter o poder de ter algo é ter alguém ao lado, poder contar com alguém” (Caderno Equilíbrio, Folha de São Paulo, p. 12 -25/08/2005).

Por outro lado, o cultivo da amizade gera satisfação, apoio, segurança, lealdade, conforto e principalmente, respeito à ordem social da qual o Direito é o seu instrumento regulador. Ocorre que, quando os indivíduos se conhecem, se gostam e se respeitam, dificilmente infringem normas legais, uns contra os outros. Tanto que ela é citada por Aristóteles como uma das principais bases da consolidação do regime democrático. Ele igualou esse relacionamento sadio entre irmãos à democracia, que só seria possível pelo processo de fraternização.

Desta forma, a data de amanhã é muito importante, já que busca valorizar as ligações amistosas entre as pessoas e que estão praticamente ausentes da convivência na atualidade. Com efeito, a rapidez na luta pela sobrevivência, tem evitado uma vida mais afetiva, desprendida e próxima dos outros, aspectos que, embora praticamente ignorados diante da atual crise de valores, são benéficos ao nosso amadurecimento. A amizade transmite confiança, compreensão, atenção, perdão, cumprimento, simpatia e outros atributos significativos à nossa realização em vida. “É por isso que os amigos, ainda que ausentes, estão presentes. Ainda que pobres, têm abundância; ainda que fracos, são fortes e, o que é mais difícil dizer, ainda que mortos, estão vivos: tamanha é a consideração, a lembrança, a saudade dos amigos que os acompanha (...)”, escreveu Santo Agostinho, em Confissões IV.  E Roque Schneider indicou: “a amizade é a doce canção da vida e a poesia da eternidade”.

Quando formos capazes de pensar na satisfação de todos e não apenas em vantagens próprias, iremos superar a conjuntura moral do mundo e, em conseqüência, as dificuldades econômicas, sociais e tantas outras que afligem o homem e a nossa realidade será mais amena e conviveremos mais e melhor com nossos semelhantes.

 

 

25 de julho. DIA NACIONAL DO ESCRITOR NO BRASIL

 

 

“Escritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira” (Carlos Drummond de Andrade). Homenagem aos escritores, grandes responsáveis pelo avanço no desenvolvimento da sociedade em todos os aspectos, até no de construir sonhos, sem os quais a vida não tem quase nenhum encanto.

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com)

 

 



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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - EUCLIDES DA CUNHA: UMA REAÇÃO SURPREENDENTE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Concluo hoje a série de artigos que venho publicando, sobre o curioso paradoxo psicológico de coexistirem sem conflito, no interior de muitas mentes, simpatias e pendores pela monarquia e pela república, formas de governo que no plano teórico são opostas e pressupõem cosmovisões irremediavelmente antagônicas.

Já expus alguns exemplos de republicanos convictos que não esconderam suas simpatias pela monarquia. Poderia citar, em sentido contrário, monarquistas declarados e até pretensos aristocratas com anel de nobreza do dedo, que tampouco conseguem ocultar fortes tendências igualitárias e revolucionárias... Se um dia eu escrever Memórias, contarei alguns casos bem característicos.

Vou agora, para encerrar a série, apresentar o caso de Euclides da Cunha, republicano convicto e cheio de preconceitos antimonárquicos que, no entanto, tomou uma atitude surpreendente. Primeiro, transcreverei os tópicos principais da carta que o Príncipe D. Luiz de Orleans e Bragança, filho da Princesa Isabel e líder do movimento monarquista brasileiro, dirigiu da Áustria, a 12/2/1908, ao autor de “Os Sertões”:

“Ilmo. Sr. Dr. Euclides da Cunha: / A recepção das suas obras que teve a amabilidade de enviar-me foi motivo de verdadeiro prazer para mim. Há muito tempo que sou seu sincero admirador, como já tive ocasião de manifestá-lo publicamente. / Os "Sertões", que li pela primeira vez ha dois anos, foram uma revelação para mim e têm-me acompanhado em todas as minhas viagens. Os "últimos dias de Canudos", sobretudo, atingem uma força trágica que em poucas outras narrações militares tenho encontrado. Outros capítulos do livro fizeram-me conhecer aqueles vastos territórios do Brasil central, tão importantes para o futuro desenvolvimento de nossa pátria. / Também conhecia desde pouco os "Contrastes e Confrontos". Se em matéria política não concordo com todas as suas opiniões, não há do ponto de vista literário uma linha daquela pequena obra-prima que eu não admire. Tenho lido e tornado a ler sua magistral descrição intitulada “a Esfinge”, a tal ponto que às vezes (tenho) a impressão de ter assistido àquela noite tão primorosamente descrita. Em outros capítulos, como nos sobre as secas do Ceará, são relevantes os serviços prestados pelo Sr. à civilização brasileira. (...) / Soube pelo meu amigo Guimarães que ao seu último filho deu o Sr. o nome de Luiz; é motivo para mim de satisfação o ver que em sua família há quem tenha nome igual ao meu, de forma que ao pronunciar o de quem lhe escreve guardará a sua voz um pouco da amizade que tributa ao filhinho querido. / Peço que de mim se não esqueça quando publicar outra obra e tenha certeza que daqui da Europa sigo com atenção e simpatia a sua triunfal carreira em nosso país. / Aperta-lhe afetuosamente as mãos o / patrício admirador e amigo / Luiz de Orleans e Bragança”.

Pelo teor dessa carta, fica claro que Euclides já havia, anteriormente, mandado ao príncipe obras que publicara. Vejamos agora como Euclides acolheu a missiva principesca, inicialmente no seguinte trecho de carta que escreveu a Francisco de Escobar, no dia 10/4/1908:

“Um contraste: depois de receber a tua carta, irei responder outra - do príncipe D. Luiz de Bragança!... Recebi-a há dois dias. Tem oito páginas maciças, escritas num português impecável e surpreendente. Não preciso dizer que ela não me fere a integridade republicana. D. Luiz é sobretudo escritor. Escreveu ao adversário político - ele mesmo o observa - obedecendo apenas às afinidades de temperamento. De qualquer modo é um compatriota que estuda as nossas coisas e que ama o Brasil. E como, ao mesmo  tempo, parece-me ter lucidez bastante para compreender que a missão de sua dinastia está completamente acabada, irei responder-lhe desafogadamente”.

Nessa carta ao amigo Escobar, Euclides fez questão de ressalvar a sua integridade republicana. Mas em outra carta, dirigida a 15/3/1908 a um parente, foi mais franco e não escondeu o encanto que a carta do Príncipe lhe causara:

“...Todos vamos bem. Como novidade única, recebi longa carta de d. Luiz de Bragança, neto do imperador, que ultimamente passou por aqui. É uma carta de compatriota inteligente e digno; e - é incrível! - eu, velho republicano, fiquei contentíssimo de recebê-la. Está entre os meus melhores autógrafos. Pelo menos é um patrício de valor e, como homem, digno de toda a estima. O seu ato, dirigindo-se, cavalheirosamente, a um simples escritor, cativou-me pela sua própria nobreza.”.

Pouco tempo de vida restava a Euclides da Cunha. No dia 15 de agosto do ano seguinte, teve ele o fim trágico que todos conhecemos. Devido à exiguidade de espaço, neste artigo, não foram incluídas as referências documentais das cartas citadas. Mas se algum leitor desejar, é só me pedir e fornecerei de bom grado.

 

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS é historiador e jornalista profissional, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História.

 

 

 



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SONIA CINTRA - A VIAGEM DO ELEFANTE: FICÇÃO E HISTÓRIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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            Nos idos de 1551, o rei de Portugal D. João III e sua mulher D. Catarina de Áustria oferecem de presente de casamento ao arquiduque austríaco Maximiliano II de Habsburgo, recém-casado com a filha do imperador Carlos V, um elefante. Nascido em Goa, o elefante Salomão, após ser transportado pelos mares, despertara grande curiosidade ao desembarcar em Lisboa, há mais de dois anos. Agora vivia isolado, sujo e malcheiroso, num cercado em Belém, junto com seu cornaca Subhro, conforme consta no romance de José Saramago que dá título a este artigo.

            Sai a caravana de Lisboa com soldados, cavalos, bois e um elefante de quatro toneladas de peso e três metros de altura e, meses a fio, percorre os caminhos de Portugal, Espanha e Itália, atravessa os Alpes sob tempestade de neve e chega a Viena no dia 6 de janeiro de 1552. Ao longo do percurso eles sofrem com intempéries, perigos reais e imaginários, vivem aventuras e enfrentam o gelo e os abismos dos Alpes, os quais, diga-se de passagem, Salomão encara com a galhardia de seus antepassados liderados pelo general cartaginês Aníbal, na II Guerra Púnica, séculos antes.

            Essa epopeia de fundo histórico traz considerações sobre a natureza humana e a elefantina, numa prosa regada a ironia e poesia. Impelido a cruzar meia Europa, Salomão não decepciona as cabeças coroadas. Após ser recebido festivamente em Valladolid, Solimão, agora é este o nome do elefante, a mando do imperador, que lá esperava para integrar a caravana, entra em Viena, onde salva uma criança, em clima de grande comoção. O cornaca, agora Fritz, também a mando do arquiduque, acompanha-o

            Para encurtar a história, o elefante Salomão morreu no inverno de 1553, não se soube de quê. Cortaram-lhe as patas, que serviram para guardar bengalas, bastões, guarda-chuvas e sombrinhas, à entrada do palácio. O cornaca Subhro recebeu o soldo e a propina por ordem de Maximiliano II e comprou uma mula e um burro. Anunciou que iria retornar a Portugal, mas não se tem notícia de ter entrado no país.

            Quando, semanas depois, chegou a Lisboa a carta do arquiduque que informava da morte do elefante, D. João III, entristecido, mandou chamar a rainha, que pela expressão do marido, não o deixou acabar a notícia de que Salomão havia morrido. Catarina de Áustria foi para seus aposentos, onde chorou o resto do dia. “Assim é a lei da vida: triunfo e esquecimento”, conclui o narrador.

 

 

 

 

SONIA CINTRA    -    É doutora em Letras Clássicas e Vernáculas pela Universidade de São Paulo. Pesquisadora da Cátedra José Bonifácio - IRI/USP e membro efetivo da UBE. Fundadora e mediadora do Clube de Leitura da Academia Paulista de Letras e do Clube de Leitura Jundiaiense. Ex-presidente da AJL, oradora da Aflaj e madrinha do Celmi. Pós-graduada em Educação Ambiental, ensaísta e articulista de jornais, revistas e blogs nacionais e internacionais. Tem 13 livros publicados com tradução para o italiano, francês e espanhol.



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - MATERNAGEM OU COMPAIXÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Não sei se é maternagem ou compaixão este sentimento que aflora diante das duas mocinhas grávidas. Ou maternagem e compaixão seriam, de certa forma, sinônimos para se dizer da vontade de dar colo, sussurrar cantigas de ninar e assoprar dores?
São filhas da periferia e nela conservam-se.  Em seu relacionamento de fertilidade, me parecem mais movidas pelas carências do que por amor ou busca de prazer.   Essencial olhar além da silhueta. Não é ausência de sonho, mas de possibilidades para chegar ao cimo de uma montanha. Faltaram: fortalecimento na família, aprendizagem na escola, olhar da sociedade e do poder para o pequeno mundo em que nasceram e cresceram. O tempo das brincadeiras foi atropelado pela realidade complicada.  Os anos foram passando e cavando por dentro sem colocar sementes. O companheiro que surgiu não era o ideal e nem veio montado em cavalo branco, contudo aparentava ser o único. Talvez realmente fosse. De certa forma, acreditam que sejam possíveis mudanças e que, na transformação, sem álcool, pó e pedra, eles se tornem melhor. Nesse reconhecimento, mascaram os hematomas das agressões e prosseguem. Pelo menos, têm a impressão de que são consideradas. Existe, agora, no entanto, uma angústia que não passa em tempo de Zika, de microcefalia... Como desembarcará o bebê que trazem em suas entranhas? Gostariam de uma ecografia semanal, que lhes dissesse que se encontra tudo bem, que o bebê possui as medidas normais e que a cabecinha segue na mesma proporção. Um bebê com limites acumularia nelas uma espécie a mais de fracasso. Incrível como não possuem consciência de que muita coisa nas pegadas delas não é culpa pessoal, mas da insensibilidade de inúmeros diante da miséria que arruína a vida de tantos. Que bom, em Jundiaí, termos, dentre outros profissionais, a enfermeira obstetra Maria Manoela Duarte Rodrigues, comprometida com a humanização da gravidez e do parto. 
Vem-me nessa mistura de maternagem e compaixão, a música Gente Humilde de Garoto, Vinícius de Moraes e Chico Buarque: “Tem certos dias/ que eu penso em minha gente,/ e sinto assim meu coração se apertar... E aí me dá uma tristeza/ no meu peito/ feito um despeito por não ter como lutar...” Mas termino o canto de maneira diferente: e eu que creio, “peço a Deus por minha gente, / é gente humilde/ que vontade de chorar”.

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.



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RENATA IACOVINO - ESCREVENDO COM ELAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bastou eu sentar para escrever (digitar) este artigo e logo tenho à minha volta todas elas, as cinco filhas felinas, que não me deixam um minuto desde que adentro cá no apartamento.

Uma sobre a cama, outra do meu lado, outra buscando passar despercebida, coloca-se entre meus pés; aquela que anda mais arisca por não querer interagir com as demais, pula no batente da janela e pelo vidro aprecia a paisagem, e a última que fica me olhando e miando, pois quer que eu passe a mão sobre ela, acarinhando seu corpo e seus pelos macios.

Adoraria tirar uma foto da cena e publicar aqui. Mas entre um pensamento e outro e nova frase se formando, as gatas vão revezando seus lugares, passando a explorar novas tentativas.

Tenho escrito algumas vezes sobre elas porque esses seres de fato me intrigam e me encantam.

Por mais que pensemos já conhecer o suficiente desse universo para convivermos com uma dada rotina, a verdade é que essa rotina acaba não existindo. Sempre há novas informações no dia a dia, curiosidades que nos fazem até nos questionarmos como seres humanos.

Nós, que no alto de nossa sabedoria, dando todo crédito à ciência e aos estudos na área, sempre reforçamos a ideia de que esses bichinhos não sentem e que no lugar dessa característica exclusivamente humana, só existem os instintos...

Mas nessa convivência é fácil percebermos que há mais mistérios entre os felinos e os humanos do que comprovou a ciência até o momento. E talvez nunca comprove, pois o que é da ordem do metafísico...

Contando para uma conhecida a respeito da minha relação com meu gato já falecido, o Dimitri, disse a ela que em alguns momentos em que eu estava com ele, principalmente nos momentos em que eu o escovava e ele ronronava bastante, se mostrando feliz, eu sentia a presença de minha mãe (falecida). E ela disse-me algo no sentido de que aquele momento era tão especial para mim e eu me sentia tão bem e aberta, que provavelmente esse clima possibilitasse tal sensação.

Pois bem, cá estou às voltas com este texto e com as gatas, que com a sabedoria típica dos felinos, estão me ajudando a redigi-lo.

E finalizando, digo que a maior bobagem que ouvi e continuo ouvindo, é que gatos são interesseiros. São é interessados! Interessados em carinho, interessados por nós. Mais do que muitos de nós pelos outros.

 

 

 

RENATA IACOVINOescritora e cantora / www.facebook.com/oficialrenataiacovino/

 



publicado por solpaz às 14:57
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VALQUÍRIA GESQUI MALAGOLI - MOTIVOS PESSOAIS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            Se existe algo que não se pode fazer nas relações de amizade ou trabalho, e cuja penalidade é passar por “chato”, isso, o que não se pode – ou deve – é dizer a verdade. Ou, pior ainda – apontá-la.

            Quem é o dono da verdade? Ora, ninguém. Principalmente, encarada seja como ela é: mais relativa impossível.

            Mas, ainda assim, há verdades tão cuspidas e escarradas que um simples apontar de dedos escancara. E ninguém precisa ser o dono da dita-cuja para apontá-la.

            Acontece que, ainda que no intuito de ajudar, prevalecerá o gesto de apontar este que aponta como presunçoso ao gesto outro simplicíssimo de corrigir o apontado erro. Ou, pior, fazer ouvidos moucos.

            Desapontamento geral.

            Venho alegando “motivos pessoais” para desligar-me de “coisas”.

            Motivos pessoais. Prova cabal de minha submissão idêntica à de qualquer um; ato tão humano quanto o de qualquer outro mortal, a fim de justificar atitudes – pensadas e irreversíveis, portanto, tranquilas.

Motivos pessoais. Antiquíssimo recurso, segundo o qual para fazer valer bons modos frente quem não os merece, deturpa-se a verdade.

            Ai ai... quisera agora afirmar que encarno José Régio: “Ninguém me diga: ‘vem por aqui’!/ A minha vida é um vendaval que se soltou,/ É uma onda que se alevantou,/ É um átomo a mais que se animou.../ Não sei por onde vou,/ Não sei para onde vou/ Sei que não vou por aí!”. Tenho, ao invés disso, ido por aí.

Por isso, aliás, é que venho cada dia menos poetando. Poetar vinha se tornando um refúgio onde entregar-me a uma verdade escrita e personalíssima, enquanto de lado e entregue a outrem ficava, essa sim, a verdadeira verdade para bem ou muitíssimo mal ser vivida!

Por isso é que, ao invés de meus e mal traçados, tomo emprestados versos de Gonzaguinha para traduzir o que sinto: “Palavras, palavras, palavras/ Eu já não aguento mais/ Palavras, palavras, palavras/ Você só fala, promete e nada faz/ Palavras, palavras, palavras/ Desde quando sorrir é ser feliz?/ Cantar nunca foi só de alegria/ Com tempo ruim/ Todo mundo também dá bom dia!/ Cantar nunca foi só de alegria/ Com tempo ruim/ todo mundo também dá bom dia!”.

            Se bem que, enquanto determinado por pessoas, motivos são de fato pessoais.

 

 

 

Valquíria Gesqui Malagoli, escritora e poetisa, vmalagoli@uol.com.br / www.valquiriamalagoli.com.br

 

 



publicado por solpaz às 14:53
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FELIPE AQUINO - É VERDADE QUE A PÍLULA DO DIA SEGUINTE É ABORTIVA ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Frequentemente recebemos perguntas sobre as pílulas contraceptivas. Elas são abortivas? E a pílula do dia seguinte?

Confira neste vídeo uma explicação do Prof. Felipe Aquino sobre este assunto:

 

 

 

 

 

https://youtu.be/WQxS57g7h4Y

 

 

 

FELIPE AQUINO - Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.

 



publicado por solpaz às 14:40
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PAULO R. LABEGALINI - O TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Há anos, inúmeros foram aqueles que solicitaram do Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho, Professor no Seminário de Mariana, uma análise teológica sobre o Terceiro Segredo de Fátima – mentirosamente divulgado na internet. E ele esclareceu:

“Cumpre que se diga que temos obrigação de crer nas revelações divinas contidas na Bíblia Sagrada. Estas terminaram com o que está escrito no Apocalipse, último livro das Escrituras. Depois disto, revelações particulares não têm, evidentemente, o mesmo alcance, inclusive, as mensagens de Fátima. Jesus foi claro: ‘Fazei penitência e crede no Evangelho’ (Mc 1,15).

O importante é viver em função das virtudes teologais e praticar plenamente as virtudes morais. A mensagem de Fátima conclama a que se unam as forças do bem no mundo, para que haja harmonia nesta terra. Cumpre confiar em Jesus, nosso único salvador, cuja cruz assentada na montanha deste mundo é o sinal da vitória do bem contra as forças malignas.

Sob este aspecto, não há novidades na referida mensagem, mas há um alerta que deve ser permanente. Em todos os tempos houve e haverá guerras, tribulações, perseguições à Igreja, crueldades, mas a fé em Jesus sustenta os cristãos que não esmorecem nunca e se entregam à santidade de vida. À frente da Igreja, surgem sempre as figuras dos papas a ajudarem a subida da montanha.

As visões de Lúcia são consoladoras se bem interpretadas e mostram o poder redentor de um Deus numa história humana de martírio e de lutas ferozes contra o Inimigo do gênero humano. Cumpre ao cristão seguir o que Jesus preconizou: ‘Se alguém quiser ser meu discípulo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me’ (Mt 15,24); deixando de lado especulações sobre o fim do mundo, impedindo todo e qualquer tipo de pânico e tendo uma visão otimista da história – apesar dos males causados pelo pecado original, fonte de tantas misérias. Tudo que está na mensagem de Fátima se refere ao passado e não ao futuro.

O que é preciso é muita oração, penitência e conversão interior. Isto é o que Nossa Senhora de Fátima quer de seus devotos, e não especulações infantis. Seria bom que se lesse Lucas: 17,20-25. O Coração Imaculado de Maria há de triunfar sim, na medida em que os seus filhos imitarem suas virtudes e forem verdadeiramente ‘sal da terra e luz do mundo’ (Mt 5,13).

Maria foi aquela que acreditou (Lc 1,45) e foi fiel ao ‘sim’ que deu ao Ser Supremo. Satanás quer a perdição das almas, mas quem se acha sobre a proteção da Virgem Santa estará salvo. O viver livre e sem coação, o escolher o seu modo de existência, ignorando os Mandamentos divinos, são a nascente dos males hodiernos.

Saber viver intensamente o Evangelho neste clima atual de individualização inteiramente liberal é uma arte que exige um esforço sobre-humano, mas o devoto de Maria evita traumas e conflitos fatais sob sua égide poderosa. Ela está a clamar: ‘Se sois cristãos, tendes o mundo nas mãos. Salvai-o com vossas preces e vossa penitência’. Nada, portanto, de pensamentos alheios à realidade dos fatos!”

Que reflexão maravilhosa, não? O conteúdo da terceira parte do Segredo de Fátima, revelado em 13 de julho de 1917 e redigido em 3 de janeiro de 1944 pela Ir. Lúcia dos Santos, é o seguinte:

“Escrevo, em ato de obediência a Vós meu Deus, que me mandais por meio de Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Bispo de Leuria e da Vossa e minha Santíssima Mãe. Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora, um pouco mais alto, um anjo com uma espada de fogo na mão esquerda.

Ao cintilar, desprendia chamas que pareciam incendiar o mundo. Mas, apagavam-se com o contato do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro. O anjo, apontando com a mão direita para a terra, com voz forte, dizia: ‘Penitência, penitência, penitência’.

E vimos numa luz imensa, que é Deus, algo semelhante a como se veem as pessoas no espelho quando lhe diante passa um bispo vestido de branco. Tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre. Vimos vários outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande cruz de tronco tosco, como se fora de sobreiro como a casca. O Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade, meia em ruínas e meio trêmulo, com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena. Ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho.

Chegando ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da cruz, foi morto por um grupo de soldados que lhe disparavam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns após os outros: os bispos, os sacerdotes, religiosos, religiosas e várias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da cruz, estavam dois anjos. Cada um com um regador de cristal nas mãos recolhendo neles o sangue dos mártires e com eles irrigando as almas que se aproximavam de Deus.”

Este, portanto, é o conteúdo do Terceiro Segredo de Fátima. Todo o resto é pura fantasia.

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas

 



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HUMBERTO PINHO DA SILVA - COMO É FEITA A OPINIÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Certo politico – que dizem ser o pai da democracia portuguesa, – proferiu, certa vez, frase (que não era sua) que ficou célebre: “Só os burros é que não mudam!”

Assim é; mas será que a maioria das pessoas têm opinião ou sabem o que é ter opinião?

Creio que não: porque os pareceres mudam, consoante: os momentos, os interesses e a opinião do “ clube”, que estão inseridos.

Vejamos: Qual é o militante, que pretende ascender a cargos – remunerados ou não,  do seu partido, que se atreve a discordar do líder quando este está em plena ascensão?

Poucos ou nenhuns. A opinião do militante, é, salvo raras exceções, a mesma do chefe.

Uma vez o líder em queda, surgem, então, os pareceres, as discórdias; e poucos o defendem, mesmo os que meses antes se batiam heroicamente a seu favor.

Também o critico da moda – literário ou teatral, – ao escrever o comentário, tem o pensamento na “ capelinha” que o apoia, que não lhe perdoaria critica negativa, a camarada.

O escritor é excelente ou medíocre, conforme o grau de amizade, ou por haver tratado tema, que agrada a certa feição, seja: politica, religiosa ou desportista.

Sejamos francos e honestos: a obra pode ser excecional, o autor um génio, mas se os ideais defendidos são contrários ao nosso ponto de vista, a obra é: má ou assim, assim.

Para o homem da esquerda, só tem valor o que pensa como ele; e o mesmo acontece, quase sempre, ao que milita em partidos de direita.

Mas, o que é afinal, ser de direita ou de esquerda?

Há homens de direita, que pensam e agem, como se fossem de esquerda; e há de esquerda, que quando agem, enquadram-se até na extrema-direita!...

 Uma coisa é vê-los falar; outra, são as obras…

É que a escolha de ideologia ou partido, é feita, muitas vezes, por razões sentimentais ou conveniências…

Já repararam: se futebolista joga num clube rival ao nosso, as atitudes incorretas, taxamo-las de: indisciplina e má educação; mas, se o nosso clube, contrata-o, passam a ser: nervosismo”, ” ter o coração junto da boca”…

Sabemos que é assim; mas as massas não sabem; e como são incapazes de raciocinar sem a muleta do crítico ou comentador, seu parecer, é o que está em voga, ou o que seu jornal defende.

E está em voga, porque, minoria, bem organizada,  com poder, domina a mass-media, e interessa-lhe que o Senhor “A” seja uma sumidade, e que o Senhor “B“, burro chapado ao quadrado! …

E, as massas acéfalas, em rebanho, engrossam as manifestações e os abaixo assinados, convencidas que pensam, mas não pensam…E mal é quem lhes diga isso…

E assim, o povo, não passa de bonequinho de marioneta: salta, canta, chora, ri, aplaude, censura, grita, berra, sem se aperceber, que é comandado por cordelinhos invisíveis! …

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por solpaz às 14:26
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CASIMIRO DE ABREU - DEUS

 

 

 

 

 

 

 

 

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Eu me lembro, eu me lembro! - Era pequeno

E brincava na praia; o mar bramia

E, erguendo o dorso altivo, sacudia

A branca espuma para o céu sereno.

 

 

E eu disse à minha mãe nesse momento:

- " Que dura orquestra! Que furor insano!

Que pode haver maior do que o oceano,

Ou que seja mais forte do que o vento ? "

 

 

Minha mãe a sorrir olhou pr'os céus

E respondeu: - " Um ser, que nós não vemos,

É maior do que o mar, que nós tememos,

Mais forte que o tufão... Meu filho: é Deus !

 

 

 

 

CASIMIRO DE ABREU   -  poeta brasileiro

 

 

 

 

***

 

RESPIGANDO NA NET

 

 

 

https://sol.sapo.pt/noticia/572801/a-nova-inquisicao

 

 

 

A nova Inquisição

 

 

 

Com os incêndios a continuarem a queimar o país, outros incêndios – estes verbais – assolaram o nosso universo mediático.

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 

Foram as acusações de racismo feitas pelo Ministério Público a 18 agentes da PSP de Alfragide; foram as declarações de Gentil Martins considerando a homossexualidade «uma anomalia» e condenando Ronaldo por ter recorrido a uma barriga de aluguer; foram as declarações do candidato do PSD/CDS a Loures, André Ventura, de crítica a supostos comportamentos da etnia cigana.

Independentemente da opinião que cada um de nós possa ter a respeito destes casos, uma coisa é certa: hoje pode chamar-se tudo a toda a gente, inclusivamente chamar «palhaço» ao Presidente da República.

Mas ai de quem diga alguma coisa que cheire a preconceito racial ou de crítica à comunidade gay. São temas tabu.

Que mostram que a liberdade de opinião tem zonas proibidas.

Há uma coisa que muita gente não percebe: o facto de alguém ter opiniões diferentes das nossas, e que nos merecem repúdio, não significa que não tenha direito a exprimi-las.

Este é o primeiro ponto. Gentil Martins e André Ventura têm todo o direito a exprimir a sua opinião, independentemente, de se estar ou não de acordo com eles.

O segundo ponto tem a ver com o cinismo das pessoas. Confesso que ouço muita gente dizer coisas parecidas com o que o Gentil Martins disse sobre os gays e Ronaldo, ou com o que André Ventura disse sobre o comportamento da etnia cigana.

Todos já ouvimos opiniões semelhantes.

Mas se alguém diz alto aquilo que muitos dizem baixo, aqui d’el Rei! É homofóbico, é xenófobo, é racista, etc.

Em terceiro lugar – e no que respeita a André Ventura –, ele disse coisas objetivas: que muitos ciganos em Loures não pagam os transportes públicos, que não trabalham e vivem do rendimento mínimo, que querem viver acima da lei.

Ora, em vez de discutirmos ideologia, por que não vamos ver se as afirmações são certas ou erradas? Se diz a verdade ou não?

Se diz a verdade, há que fazer um trabalho junto da comunidade cigana para que se integre melhor e passe a cumprir a lei. Se não diz a verdade, deve ser desmascarado. Mas com factos – e não com palavras ou insultos.

Numa democracia, as coisas passam-se assim.

O ‘politicamente correto’ é o index de uma nova Inquisição.

 

 

 

 JOSÉ ANTÓNIO SARAIVA

 

 

(Transcrito do semanário: " SOL")

 

 

***

 

 

 

https://www.facebook.com/aroldo.mendonca/videos/1100926163372803/

 

 

 

 

Antonio J C da Cunha

 

 

BANCO DE LEITOS HOSPITALARES: UM PROJETO FABULOSO CRIADO E DESENVOLVIDO PELO COMPANHEIRO AROLDO MENDONÇA, COMO MEMBRO EFETIVO DO ROTARY CLUB LOTE QUINZE, SEMPRE APOIADO PELOS ROTARIANOS DO DISTRITO 4570, ESPECIALMENTE PELOS CLUBES DA BAIXADA FLUMINENSE.

 

 

HOJE, DIA 18 DE JULHO DE 2017, DATA EM QUE AROLDO MENDONÇA COMPLETA 89 ANOS DE VIDA, SEU FILHO AROLDINHO E SEU NETO PROMETEM DAR CONTINUIDADE À OBRA QUE AROLDO MENDONÇA CRIOU, AUXILIADO, SEMPRE, PELOS COMPANHEIROS ROTARIANOS DO "LOTE XV" - PARABÉNS COMPANHEIRO AROLDO.

 

COM A CONTINUIDADE DESTE TRABALHO, CERTAMENTE TE TORNARÁS IMORTAL. VIVA O AROLDO MENDONÇA. O VALOR DO PROJETO NÃO ESTARÁ NO NOME ANUNCIADO A PARTIR DE ENTÃO. SE EM NOME DO ROTARY LOTE XV OU DA FUNDAÇÃO AROLDO MENDONÇA. O VALOR ESTÁ EM SEUS PROPÓSITOS E CONTINUARÁ A SER RECONHECIDO PELOS SERVIÇOS PRESTADOS À COMUNIDADE CARENTE E NECESSITADA DOS SEUS BENEFÍCIOS: LEITOS HOSPITALARES, CADEIRAS DE RODAS, CADEIRAS HIGIÊNICAS E QUAISQUER OUTROS PRODUTOS HOSPITALARES DE REABILITAÇÃO.


O encontro do dia 18 de julho de 2017 - será mais uma oportunidade de se declarar a importância do ROTARY em nossas vidas. Estamos presentes para homenagear o companheiro AROLDO MENDONÇA, por seu aniversário e por sua genial iniciativa de criar um banco de leitos hospitalares em nosso clube. A sua iniciativa pode ser resumida numa única palavra: SOLIDARIEDADE. O texto, adaptado da obra de Sérgio Freire, é a minha homenagem ao ilustre companheiro.


A vida é vivida a partir de parâmetros. Configuramos e reconfiguramos valores e conceitos ao sabor das linhas desenhadas no caderno de nossa existência. A cristalina certeza de ontem é hoje a opaca dúvida que nos atormenta. As demonstrações e juras de amor que vão dormir acesas acordam cinzas de indiferença. Porque o mundo gira e porque a vida treme, já não temos mais tanta certeza. A única certeza é que a vida tem se tornado mais difícil para todos.

 

A solidariedade é o preenchimento da expectativa de que o outro vai retribuir aqueles momentos em que você prostrou-se na frente daquela batalha, porque acreditava na causa, a mesma causa que agora eles prostram-se ao seu lado. Solidário é o companheiro de trincheira. A solidariedade é aquela vozinha de defesa no meio da gritaria estridente de acusações. É a manifestação eloquente, ainda que silenciosa, da presença solidária na sustentação, em meio aos fortes ventos criados por articulações maléficas, daqueles que só se solidarizam para fazer o mal, o que não é solidariedade, mas cumplicidade.


Tomar chuva na trincheira, gritar pelo outro até perder a voz por vontade própria, quando e onde estiver, a hora em que for preciso. Isso é ser solidário. A solidariedade é a capacidade de fazer sólido quem de solidez necessita. Parece contraditório, mas o cristal é a matéria-prima da solidariedade, se trinca por algum motivo, nem mesmo o mais perfeito artesão, que é o tempo, é capaz de remover as estrias.
Esquecemos de cuidar bem do meio ambiente e dos homens. Os fenômenos naturais fogem do nosso controle, a fome nos traz doença e pavor. A Terra está numa evolução contínua e as pessoas estão aptas a responder a este apelo de amor e solidariedade, sem esses dois sentimentos (amor e solidariedade) não há como o homem sobreviver. Entendo agora o porquê dos maremotos, enchentes, vulcões, terremotos, acidentes etc. que nos tem assolados, eles existem por conta dos nossos erros e servem para despertar o nosso amor e solidariedade, desta forma também entendo porque o Rotary e Aroldo existem, eles complementam-se na ação de servir.
Assim é a estória do ROTARY, assim é a vida de Aroldo Mendonça, exemplo de cidadão, de rotariano, símbolo do nosso distrito 4570, do amigo, do companheiro, do incansável construtor da união e da eficácia do RC BR LOTE XV. Parabéns aos rotarianos que tornaram possível a realização de um dos muitos sonhos desta figura amada e respeitada que é o AROLDO MENDONÇA.


ATÉ AQUI, O QUE DIRIGIU A VIDA DE AROLDO MENDONÇA ? Certamente... a vontade de servir.... a solidariedade quando mais se precisa, na dor...
Mas, o Aroldo não é pessoa de falar e sim de fazer... de fazer o bem sem olhar a quem... sempre. Todos nós temos as nossas vidas dirigidas por algo.... Por uma referência....


Você, companheiro Aroldo, é uma referência para todos os rotarianos.
E você, meu prezado companheiro, aqui presente, o que dirige a sua vida? Pense nisso.... Sem um propósito claro, ficamos sem alicerce sobre o qual fundamentar nossas decisões, como empregar o nosso tempo, como aplicar os nossos recursos. A tendência será tomar decisões com base nas circunstâncias, nas pressões do momento e no humor do dia. Quem não conhece a si mesmo não consegue A PAZ NO SERVIR.


A solidariedade, sem dúvida, é o amor em movimento. É do tipo mais nobre, do tipo admirável em todos os aspectos, indispensável. Hoje compreendemos melhor o que é solidariedade, porque temos o BANCO DE LEITOS HOSPITALARES, criado por este admirável rotariano.

PARABÉNS AROLDO MENDONÇA.

 

 

 

***

 

 

 

Horário das missas em, Jundiai ( Brasil):

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?opcoes=cidade_opcoes&uf=SP&cidade=Jundiai&bairro&submit=73349812

 

 

 

 Horário da missas em São Paulo:


http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=12345678&p=12&todas=0

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=5a348042&p=4&todas=0

 

 

 

 Horário das missas na Diocese do Porto( Portugal):

 

http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_paroquias&view=pesquisarmap&Itemid=163

 

 

 

***

 



publicado por solpaz às 13:43
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