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Quinta-feira, 31 de Agosto de 2017
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - MILHARES DE PESSOAS BUSCAM NA JUSTIÇA BRASILEIRA INDENIZAÇÕES POR OFENSAS MORAIS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Muitas pessoas buscam na Justiça receber em dinheiro, algo que não deveria ter preço: o respeito. Com efeito, são inúmeros os casos de indenização por danos morais que tramitam em nossos tribunais, visando reparar ofensas à parte mais sensível do ser humano, o seu espírito e que lhe pode provocar sérios prejuízos como ente social, ou seja, como indivíduo integrado à sociedade, propiciando-lhe dor, tristeza, humilhação e outras situações constrangedoras.

Com efeito, são constantes as agressões à honra, à imagem de um ser humano, ao seu pudor, às suas emoções, à sua autoestima, ao seu amor próprio estético, à integridade de sua inteligência, à suas afeições, aos seus gostos e a eventuais outras manifestações próprias, causando-lhe sofrimento, aflição física ou comportamental, tristes sensações, vergonha ou espanto e que não ensejam uma perda econômica, mas que prejudicam ou reduzem seu patrimônio ético-moral.

Alguns comentários indicam a existência nos dias atuais de uma “verdadeira indústria de indenizações” referente à grande procura do Poder Judiciário à satisfação de  prejuízos por ofensas aos bens de caráter imaterial - desprovidos de conteúdo econômico, insuscetíveis verdadeiramente de avaliação em dinheiro mas que trazem um reflexo subjetivo na vítima, traduzido no padecimento ou angústia. Registram-se inúmeras situações de “bullying”, discriminação, preconceito, prepotência, arrogância, desprezo e tantos outros que tentam diminuir de forma agressiva e injustificada, determinados indivíduos, afetando-lhes diretamente o caráter.  

No entanto, a situação é bastante plausível já que toda vez que o cidadão sofrer uma perda em seus valores pessoais e íntimos, o Poder Público deve lhe assegurar o direito à sua concreta restauração. A própria Constituição Federal do Brasil defende direitos do espírito humano e os valores que compõem a personalidade, estabelecendo expressamente que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.

A Carta Magna enfatizou assim, o firme propósito de se alcançar o triunfo do acatamento entre os seres, como uma das bases do Estado de Direito que estamos paulatinamente construindo. Efetivamente, o convívio social, diversificado e complexo,  integrado por muitos indivíduos que desconhecem os limites de suas ações, acaba por afetar a moral dos seus semelhantes, tolhendo-lhes a aspiração ao recato e à identidade, lesões que acarretam perdas de natureza íntima nas vítimas, passíveis de reparação judicial, cujo objetivo maior é coibir abusos contra o ânimo psíquico, moral e intelectual, consolidando o respeito à dignidade da pessoa humana.

E já se disse que não existe pior agonia, que a chamada “dor da alma”, sendo a compensação financeira mais uma forma de intimidar seus agressores do que compensar as próprias vítimas, que muitas vezes carregam fortes traumas decorrentes dessas ofensas, as quais valor nenhum financeiro seria capaz de amenizá-las.

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com)



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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - MONARQUIA VERSUS REPÚBLICA: UM DEPOIMENTO CURIOSO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                  

 

Comentei, no meu último artigo, que por mais que se oponham, no plano teórico e ideológico, Monarquia e República, e por mais que cada uma dessas formas de governo implique uma visão diferente do próprio universo, o fato é que no interior das mentes ambas convivem. Por mais que uma pessoa seja monarquista, ela sempre conserva no seu interior, ainda que subconscientemente, algumas pitadas de republicanismo; e por mais que alguém seja republicano, não pode deixar de sentir, dentro de si, algumas vagas simpatias por tudo aquilo que, no imaginário coletivo, caracteriza a velha e tradicional monarquia.

Vale lembrar, a propósito, que num estudo clássico, intitulado “O Patriarca e o Bacharel” (São Paulo: Martins Ed., 1953), Luís Martins analisou o caso de uma geração de jovens que saudaram com esperança o advento do regime de 1889 e pouco a pouco, ao longo da vida, foram se desiludindo com a república, chegando à idade madura francamente como saudosistas do velho regime imperial. Em “Ordem e Progresso” (Rio de Janeiro: José Olympio, 1957), Gilberto Freyre também alude ao mesmo fenômeno. São exemplos clássicos de “republicanos agredidos pela realidade”, nos quais acabou despertando o velho monarquista adormecido. Consta que, no fim da vida, até Júlio de Mesquita Filho, diretor do republicaníssimo jornal “O Estado de São Paulo”, não escondia seu saudosismo monárquico, a ponto de dizer que não entendia como seu pai, sendo homem inteligente, tinha podido defender a República (cfr. José Maria Mayrink, Trajetória de um jornalista liberal, “O Estado de São Paulo”, 25/11/2009).

Um exemplo característico de monarquista dormindo ou dormitando num republicano confesso pode ser encontrado em recente artigo do historiador e professor da UNICAMP Leandro Karnal, publicado precisamente no velho jornal dos Mesquita (O Real da realeza, “O Estado de São Paulo”, 4/1/2017), no qual comenta o seriado televisivo “The Crown”, que vem sendo exibido em todo o mundo e já conquistou um número imenso de aficionados.

Karnal aponta vários aspectos do seriado que o impressionaram. Por exemplo, a cena da velha rainha Mary se inclinando respeitosamente diante da sua jovem neta no momento em que esta recebia a notícia do falecimento do falecimento de seu pai. “The King never dies”... Morto Jorge VI, a realeza britânica continuava viva, sem qualquer solução de continuidade, na pessoa de sua filha Elizabeth. E o fato de a velha mãe do monarca falecido se curvar diante da neta (que naquele instante já não era apenas a neta, mas personificava uma instituição venerável, um ideal, uma nação, uma História, a recordação de um passado e ao mesmo tempo a esperança de um futuro para todo um Povo e, mais do que isso, para um conjunto de povos que constituiriam a Commonwealth)  tem inegável grandeza. A cena impressionou Karnal, que a comenta e, ao mesmo tempo mostra certa nota de melancolia:

“O trono é mais poderoso do que seus ocupantes. Mary se inclina enfaticamente e demonstra que não existe mais Elizabeth de Windsor, mas apenas a rainha Elizabeth II. Essa é parte da magia das monarquias: a liturgia do cargo antecede e se amplia sobre as pessoas. No campo simbólico, as repúblicas sempre falharam miseravelmente diante da força histórica e sagrada do trono. A célebre música de Haendel usada em coroações, Zadok the Priest, com sua grandiosidade épica, seria inconcebível numa posse em Brasília”.

Não foi essa a única cena do seriado que fez Karnal lembrar melancolicamente da capital brasileira. Afinal de contas, se a Inglaterra, aferrada ao seu passado glorioso, insiste em se manter de pé, à maneira de uma mítica ilha de sonho, também nós, no Brasil republicano temos uma “ilha da fantasia” - como se costuma designar, com claro intuito pejorativo, a Brasília republicana. Karnal se impressionou com uma cena do velho Churchill discursando e não lhe foi possível deixar de compará-lo aos “estadistas” brasileiros da atualidade. Passo de novo a palavra a ele:

“Eu falei de ligeira melancolia. Sim, porque ouvir Churchill discursando me remete aos discursos atuais sob o trópico da crise. Temos homens preparados e já houve até pessoas cultas na presidência. Mas a falência da nossa retórica é brutal. Os políticos falam mal, pronunciam de forma péssima e, quase sempre, expressam ideias pouco elaboradas. Insultam-se, matando o decoro, a inteligência e a esperança num Brasil melhor. Por que melancolia? Porque um dia os discursos estiveram inscritos nas páginas da literatura mundial; hoje, amiúde, constam em autos judiciais de acusações recíprocas de rapinagem. Moldura e tela ficaram de qualidade duvidosa”.

  As palavras com que conclui seu artigo são ainda mais expressivas da mentalidade de um intelectual inteligente que, agredido pela realidade republicana, sente dentro de si, latente, a atração pela monarquia: “Na nossa República, a mediocridade é exaltada e a ribalta política traz à tona o caráter tosco e raso dos nossos líderes. Não sou um monarquista, mas confesso que ser republicano está cada dia mais árduo... God save the Queen! Que Marianne, símbolo da República, tenha uma ou duas aulas de etiqueta e de dignidade”.

 

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS é historiador e jornalista profissional, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História.

 



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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - JULGAMENTOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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            Aprendi, com o tempo, a dar ouvido às minhas intuições. Quase sempre, por mais que me fossem dolorosas suposições, revelaram-se verdades. Assim, posso escolher dar crédito ou rezar para estar errada, mas ignorar não se mostrou, na minha experiência, uma opção acertada.

            O mesmo não posso dizer de primeiras impressões, de pré-julgamentos. Eu os condeno e os abomino na grande maioria das vezes, sobretudo quando são fruto de ideias pré-concebidas, de conceitos equivocados. Entretanto, em muitos casos não sou capaz de evita-los e quase não há exceções para os meus desacertos nesse sentido.

            Tenho refletido bastante sobre isso e buscado me policiar para que, uma vez mais, diante de uma pessoa ou situação nova, eu já não vá me adiantando e julgamento de forma errada o que vejo. No mais das vezes sinto remorso ou tristeza pelos meus pensamentos. Ao menos, se me pode servir de consolo, sou capaz de reconhecer o erro e de buscar reparar qualquer efeito que isso possa ter provocado.

            Lembro-me uma vez em que era aluna de um curso preparatório para concursos públicos e notei um barulho que me atrapalhava. Olhei para o lado e vi um rapaz que, de óculos escuros, parecia batucar com um lápis em uma prancheta no meio da aula. Logo franzi o cenho ao pensar em como era estranho usar óculos escuros em uma sala de aula, bem como era desrespeitoso batucar deslavadamente.

            Passados alguns minutos, para minha vergonha, notei que o rapaz era cego e de forma alguma estava batucando. Estava escrevendo em braile. Nem sei dizer o quanto me senti idiota. Alguns meses depois e éramos muito amigos. Aprendi muito com ele sobre as dificuldades e a rotina de que não enxerga. Cega, de fato, era eu.

            No metrô, dia desses, um menino abordava as pessoas na bilheteria, pedindo trocados. O fato é que se eu for dar uma moeda a todos que me pedirem, rapidamente ficaria eu mesma sem qualquer tostão, mas corri com meu dinheiro para comprar passes, atrasada que estava e irritada com a chuva que já me molhara os sapatos.

            Assim que me aproximei da bilheteria, com dinheiro certo para comprar 6 bilhetes, eu nem cogitei dar alguma moeda ao garoto, coisa que vez ou outra eu faço. Além disso, armei uma carranca, capaz de afastar qualquer um. Eis que o menino me chama a atenção e eu, de malgrado, olho para ele pela primeira vez, para ver, consternada e desconcertada, que ele me estendia minha super sombrinha dobrável, que eu havia deixado cair sem perceber.

            Nem preciso dizer o quanto me senti mal, ainda mais quando notei que ele era só um menininho, uma vítima provável de um sistema falido e insensível. Meu ímpeto, diante da minha presunçosa indiferença era de pedir a ele uma esmola, uma pouco da sensibilidade que fui perdendo pelo meio do caminho e que a cada dia temo ser irrecuperável.

            Fico pensando que não gostaria de ser julgada por uma primeira impressão que tiver causado a alguém, mas ainda assim me surpreendo analisando as pessoas  desse modo eventualmente. A cada bordoada que levo da vida sempre que sou menos humana do que gostaria, aprendo, entretanto, que muitas vezes é imprescindível dedicarmos mais um olhar ao que está a nossa volta, até para que possamos receber do universo esse mesmo benefício.

 

 

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada na Silva Nunes Advogados Associados, professora universitária, membro da Academia Linense de Letras e cronista.       São Paulo.  -  cinthyanvs@gmail.com

 

 

 

           



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - ESTUPROS INDIVIDUAIS E COLETIVOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A menina, de nove anos, comentava um dia desses que o pai lhe dissera para, ao visitar a avó, que mora em lugar complicado, levar o facão de carne a fim de se defender do risco de estupros. E pôs se a discorrer sobre os acontecimentos de violência sexual que lhe contaram. Surpreendi-me com o conhecimento dela e o conselho do pai. 
O Ministério da Saúde apresentou dados dos estupros no país: a média de aumento foi de 125%, divulgado, em 20 de agosto, pelo jornal Folha de São Paulo. Em 2011, foram notificados 12.087 casos de estupros em geral e, em 2016, 22.804. E os estupros coletivos cresceram de 1.570 a 3.526. Na região de Jundiaí, de acordo com matéria do J.J. , em 19 de agosto, de janeiro a julho deste ano, são 102 casos de estupro e a maioria de menores.

Analisando as estatísticas, a proteção à mulher e às crianças nesse tipo de violação não produziu o efeito desejado.  E há, para determinados abusadores, uma possibilidade de prisão domiciliar, como foi o caso do médico Roger Abdelmassih, antes de retornar à Penitenciária de Tremembé. Aliás, as diferenças são gritantes. Embora o crime seja outro, Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, conseguiu prisão domiciliar por ter um filho menor de 12 anos. Quantas mães de bebês visitei, em meu tempo de Pastoral Carcerária, de delitos menores que os dela, e que cumpriram integralmente a pena.

Na Folha, há, ainda, um artigo interessantíssimo da jornalista Fernanda Mena, a respeito dos estupradores registrarem com fotos e vídeos os estupros coletivos e disseminarem nas redes sociais, mostrando que existe tolerância para esse tipo de violência contra as mulheres e “a presunção de impunidade de seus perpetradores”.

Inúmeras mulheres, por medo e vergonha, não denunciam, o que faz com que o criminoso permaneça sem punição e continue a atacar outras pessoas.

Recordo-me da moça de uns trinta anos, dependente química, residente na periferia.  Uma noite, ao retornar para casa, foi abordada por três homens que se encontravam em um carro importado e ali mesmo violentada pelos três. Contou-me, dias mais tarde, que não denunciou porque, pelo perfume e as roupas, deveriam ser “gente de bem” e seria pior para ela.

Sou contra todo tipo de violência, porém deve ser por fatos como esse que o pai da menina criou a “lógica do facão”.

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.



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SONIA CINTRA - DA EDUCAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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            Percebe-se o empenho de pessoas que se importam com a educação no país. Ainda que sob o véu congelado do pessimismo, colocam o saber e a experiência contra a ignorância e o mercenarismo, criando e inovando projetos e programas, sob a égide de educar o povo - que somos nós - como diz o arquiteto-urbanista e educador Araken Martinho. Professores, nossos heróis anônimos, continuam a labuta. José Renato Nalini, secretário de educação do Estado de São Paulo, dedica-se diuturnamente a essa nobre e árdua causa. Seu projeto Escritor na Escola, da Academia Paulista de Letras (2007), foi abraçado por confrades de Jundiaí, subsidiados por mesas-redondas e conferências acadêmicas que abordam vida e obra de escritores brasileiros e patronos das escolas.

A Academia Jundiaiense de Letras em parceria com a Cúria Diocesana, após reunião com o presidente João Carlos José Martinelli e o seminarista Salathiel de Sousa, realiza concurso de crônicas. O tema “Olhar os lírios do campo”, remete às palavras de Clarice e Veríssimo, ao Sermão da Montanha, à nossa Padroeira, à Campanha da Fraternidade, entre outras fontes, estimulando o estudo, a pesquisa, a leitura, a escrita, a sensibilidade, o conhecimento e a reflexão sobre o meio ambiente e nossos biomas, motivando o repensar sobre a cidade e o mundo, na busca da paz. Uma oficina literária está prevista e será realizada pelas acadêmicas Mara Lígia Biancardi, Susana Ferretti e esta articulista. Inscrições na secretaria da Catedral.

O presidente da AJLJ, Tarcísio Germano de Lemos, tem agendado palestras abertas ao público; a presidente interina da AFLAJ Marilzes Petroni incrementa as sessões femininas com o talento das confreiras; Olga de Brito, na AILA, dedica-se à formação literária infantil. A Olimpíada de Redação já é tradicional em Jundiaí e Região. O Celmi, dirigido por Eusébio dos Santos, contribui de várias formas para educação e lazer na terceira idade. O Clube da Lady, sob tutela de Lúcia Andrade Gomes, tem dialogado com as academias de letras, para novas ações socioculturais conjuntas. Lares espíritas como o Anália Franco e o Vinha de Luz mantêm programas educativos para jovens. Os Clubes de Leitura estão a cada dia mais dinâmicos e a expectativa da I FLIVI, organizada por Márcio Martelli, que homenageia a escritora Anna Maria Martins (APL) está efervescente.

Tudo lembra Milton Santos ao analisar fluxos e fixos de nossa sociedade: “o fim é chegado, mas o novo já está aí”.É preciso reconhecê-lo e dar-lhe devida atenção, não é?

 

 

 

 

SONIA CINTRA    -    É doutora em Letras Clássicas e Vernáculas pela Universidade de São Paulo. Pesquisadora da Cátedra José Bonifácio - IRI/USP e membro efetivo da UBE. Fundadora e mediadora do Clube de Leitura da Academia Paulista de Letras e do Clube de Leitura Jundiaiense. Ex-presidente da AJL, oradora da Aflaj e madrinha do Celmi. Pós-graduada em Educação Ambiental, ensaísta e articulista de jornais, revistas e blogs nacionais e internacionais. Tem 13 livros publicados com tradução para o italiano, francês e espanhol.

           



publicado por solpaz às 11:17
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ANTÓNIO VENDRAMINI NETO - O FANTASMA DO ZÉZINHO MUÇAMBÊ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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José Epaminondas de Albuquerque Martins veio de uma cidade do nordeste, com o intuito de melhorar a vida em São Paulo. Contou o seu plano para sua “mainha”, mas pediu segredo do assunto, não queria assustar o velho pai, que dele tanto precisava na ajuda do sustento do lar.

 

No dia marcado, bem de madrugada, pegou a “matula”, preparada no dia anterior para enfrentar a fome durante a viagem. Seguiu a pé do sitio em que morava até o ponto de saída do “pau de arara” da cidade mais próxima.  Durante três dias viajou na companhia de sonhos que raiavam em sua mente. Pensava em aplicar os seus conhecimentos. Senti uma força nova, e com seus conhecimentos poderia encontrar na metrópole a felicidade que tanto sonhava.

 

Partiu muito jovem, deixando para trás a mãe chorosa e já saudosa de sua presença, pois era um dos baluartes da casa de oito irmãos que moravam em um ranchinho beira-chão, com paredes de pau-a-pique, onde ele fazia um artesanato com muita qualidade, utilizando produtos da região e a fértil imaginação.

 

Depois de várias peças prontas, vendia tudo nas feiras dominicais, o que lhe rendia o sustento pessoal mais a certa ajuda para a família. Suas obras eram famosas, pois as pessoas que as adquiriam, espalhavam sua fama espontaneamente, falando de sua habilidade com o trato das mãos, e do carinho com que as esculpia, como se fosse o último exemplar.

 

Com o pouco que lhe sobrava, pediu ao fotógrafo da praça, onde vendia sua arte, o chamado “lambe-lambe”, alguns ensinamentos. Essa ideia era um dos seus sonhos durante a viagem, e um filme alegre e colorido, passava em sua mente, enchendo de ansiedade a cada dia que se aproximava o destino traçado.

 

Ficou deslumbrado com a cidade de São Paulo aos seus pés, então pensou: ”é aqui que eu vou ficar e vencer, para ajudar a minha família”. Mas a situação não foi assim como imaginava. Começou a encontrar dificuldades de moradia e de como praticar sua arte. Então recorreu aos mascates da praça, que lhe “arrumaram um ponto” o qual teve que pagar com a metade das economias que trouxe. Passou a expor suas peças, trazidas em um alforje, em dois caixotes de frutas com um pano sobrepondo.

 

Prevendo mais dificuldade em comprar material, propôs uma sociedade com o “amigo” que lhe vendeu o “ponto”. Disse-lhe que podia também tirar fotos. Então juntaram o que restou das economias e compraram uma câmara fotográfica e junto com o artesanato começaram a somar dinheiro, para pagar a pensão em que moravam.

 

Em meio ao vai-e-vem de sua vida, conheceu uma moça que também era sozinha e possuía uma moradia melhor.  O tempo logo foi gentil com José que se viu nos lençóis da mulher, dividindo seus medos e aflições. Passado um mês, veio a descobrir que enquanto ficava na praça tirando fotos, ela se prostituía naquela mesma cama em que dividia com ela o teto. Ficou chateado e aborrecido, mas como não tinha para onde ir, foi aguentando a situação, até que um dia conheceu um fotógrafo profissional que observou o seu jeito manhoso e jeitoso de fazer as fotos e encantar os clientes que vinham fazer “pose”.

 

Então disse a José:

- Sou do interior, não quer vir trabalhar comigo? Preciso de alguém para tomar conta do meu “atelier” enquanto venho para São Paulo fazer as compras. José que estava amargurado com aquela situação meteu um pé na bunda da “Puta-Chalana”, juntou seus trapos e acompanhou o Sr.Cicero que assim se chamava.

 

José ganhou a confiança do seu “bem-feitor” e começou a inovar com as fotos. Passou a utilizar alguns truques aprendidos como o lambe-lambe, o que agradou o parceiro. Durante a noite iniciou um curso de como fazer fotos técnicas e aprendia também vendo um programa especifico na televisão que mostrava como fazer etc.

 

Ficou muito conhecido no local e com alguma intimidade, a ponto do pessoal começar a chamar-lhe de “Zezinho das Artes”, porque não deixou de fazer suas peças de artesanato.

 

Progrediu e juntou dinheiro, daí então se sentiu confortável para dar um basta na parceria. Criou o seu próprio negócio que progrediu muito bem, repleto de muitas novidades – inclusive fotos multicoloridas nos acontecimentos sociais, esportivos e eclesiásticos, chegando até ser convidado para padrinho das crianças nos batizados que fotografava.

 

No carnaval, saia na escola de samba, nos campeonatos de futebol, aparecia com destaque na imprensa, tirando fotos das personalidades e as levava para o jornal local, onde fez uma parceria, entregando também as matérias das fotos.

 

Nessa ocasião, uma tosse começou a lhe perturbar e atrapalhava até nos eventos, mas não ia ao médico para uma consulta e a situação foi se agravando. Para amenizar começou a tomar um xarope de uma planta que um desses curandeiros de crendice popular lhe indicou, de nome Muçambê, acrescido de outras ervas que nem ele sabia do quê. 

 

Quando estava em um local público e a tosse começava a lhe incomodar, tirava do bolso detrás, um vidro daquele feito para carregar, em forma de concha e “dava umas talagadas” o que acalmava momentaneamente o incômodo e dizia para as pessoas:

 

- É o muçambê que estou tomando, não é pinga não.

 

Então essa situação ficou conhecida e quando ele tirava o vidro para um gole, as pessoas falavam:

 

- Olha lá o Zezinho Muçambê. O apelido “das artes” ficou para trás, porque já não trabalhava mais com isso e pegou esse novo apelido.

 

Com o decorrer do tempo, já tinha dois funcionários em sua loja de artigos fotográficos, que entregou a uma simpatizante para “tomar conta”, enquanto ele fazia os trabalhos externos. Um dia de muita chuva, não veio trabalhar, os funcionários logo pensaram que era por causa do temporal, ligaram para sua casa e não houve resposta. Já passava das doze horas e tinham que fechar para o almoço.

 

Então o funcionário mais antigo foi até à sua casa para saber o que se passava, tocou a campainha várias vezes e de nada adiantava. Em seguida passou a esmurrar a porta, até que ela se abriu. Viu então, o Zezinho Muçambê deitado no chão da sala. A boca toda torta, parecia de ataque cardíaco, ao seu lado a maldita garrafinha com aquele líquido, que caiu de suas mãos e escorreu sobre o tapete, deixando um cheiro terrível na atmosfera da sala.

  

O funcionário de nome João, vasculhou a casa, a procura de dinheiro que ele sabia existir, não se sabe como. Depois de alguma busca, encontrou “muito dinheiro” em um fundo falso do criado-mudo da cama. Ele voltou para a loja, dispensou os outros funcionários sem uma desculpa evidente, apanhou o dinheiro da caixa registradora. Disse apenas que eles estavam “dispensados” e que não receberiam nada. Disse também que iria providenciar a entrega do imóvel, o velório e o enterro de Zezinho.

 

Com aquela “grana” na mão, foi pagando em dinheiro alguma coisa, outras foi dizendo que pagaria mais tarde. O corpo foi encaminhado pela funerária até o velório, e o enterro foi marcado para as dezessete horas.

 

No funeral muita gente conhecida da cidade; políticos, religiosos, imprensa falada e escrita etc. Chegado o momento da condução do corpo, um vereador muito amigo seu, começou a fazer uma homenagem, discursando e falando das coisas boas que o Zezinho fez para a cidade, contou até como o apelido muçambê ocorreu.

 

Terminado um discurso, outras pessoas falaram, e a hora foi passando. Alguém disse que o cemitério fechava às dezoito horas e só restavam quinze minutos. Então veio aquela carretinha com pneus de bicicleta, para acomodar o caixão e não ter que carregar o peso e levar para a última morada do Zé.

 

Já eram dezessete e cinquenta. O carrinho começou a ser empurrado para fora do velório, com o povo atrás, com destino ao campo santo. Foi então que caiu uma chuva torrencial, muita água, nem o melhor guarda-chuva resistiu, fez água, todos correraram para as calçadas procurando um abrigo.

 

A água não parava de cair. O carrinho foi deixado no meio da rua, sem ninguém para empurrar, a água foi encharcando o caixão, que permanecia imóvel, sob o som de trovoadas e relâmpagos. Faltavam apenas duas quadras para o portão do cemitério e de lá se ouviu o sino de toque de recolher, porque, como foi dito, fechava às dezoito horas.

 

O quadro era o seguinte: Caixão com o Zezinho no meio da rua e na chuva, o cemitério fechado, já era noite escura, os acompanhantes foram embora, pois o tempo não melhorava e fazia muito frio. Resultado final da tragédia: Ficou sendo observado por apenas dois vagabundos que tinham o hábito de dormir na bancada da barraca de flores, que ficava sem ninguém após o encerramento das atividades do cemitério.

 

Eles então perceberam o drama, foram até o carrinho e o “arrastaram” para debaixo da barraca. Um deles teve a ideia de chamar a policia, vieram dois policiais e constataram a aberração, e começaram as providencias, para levar de volta ao velório o caixão. Só que também estava fechada, por questões de segurança, a administração mantém o recinto dessa forma, durante a noite. Aonde vamos levar? Para a Delegacia falou um deles.

 

Telefonaram do orelhão para o Delegado, que informou não ter autorização, porque infringiria as leis vigentes. Diante do drama, os policiais falaram para os vagabundos ficarem tomando conta do caixão até o dia seguinte. Fizeram o boletim de ocorrência, prometeram que durante a noite, fariam umas rondas por lá. Assim, o Zezinho seria enterrado logo que os portões se abrissem.

 

Durante a noite, o carrinho, que suportava o caixão, não resistiu ao peso de toda a matéria mais o Zezinho encharcado, começou a murchar os pneus, fazendo um barulho esquisito, parecendo o som de uma corneta. Os vagabundos ali se assustaram e correram acovardados para longe.
Ficaram apenas a barraca de flores vazia e o caixão com o corpo do Zezinho.

 

No dia seguinte, a cidade estava em polvorosa com o trágico acontecimento e foram providenciar o sepultamento. Chegaram ao local e não avistaram nada. O que teria acontecido? Até hoje ninguém sabe, ficou um caso estranho que é contado com requintes pelo povo, como coisa de assombração, por todos que tiveram algum envolvimento com o Zezinho Muçambê.

 

 

 

ANTÓNIO VENDRAMINI NETO   -   escritor,cronista e poeta. Jundiaí, Brasil.



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FELIPE AQUINO - COMO DEIXAR O VÍCIO DA PORNOGRAFIA ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tenho recebido vários e-mails de jovens que me perguntam como deixar o vício de estar na frente do computador vendo sites pornográficos.

 

 

Sabemos que também há muitos filmes e revistas pornôs. Para muitos, isso já se tornou um vício, especialmente porque a Internet facilita muito esta atividade negativa.

Sei também que muitas pessoas casadas têm também esse vício. Muitas vezes uma esposa já me procurou porque surpreendeu seu esposo vendo sites pornográficos. Uma delas, apavorada, chegou a me perguntar se devia abandoná-lo; é claro que não! Antes de tudo é preciso dizer que se entregar ao deleite da pornografia é condenado pela moral cristã. O Catecismo da Igreja a coloca como um dos pecados contra a castidade:

 “Entre os pecados gravemente contrários à castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais.” (§2396)

Portanto, o cristão não pode se entregar a essa prática pecaminosa. É preciso lutar, com o auxílio da graça de Deus e da força de vontade, para combater esse vício.

Antes de tudo é preciso não se desesperar diante do problema; ter calma, e não desanimar. O mais importante é lutar com perseverança até que se domine a situação. Jesus disse que quem perseverar até o fim será salvo do pecado. Mesmo que se tenha uma recaída, é preciso levantar e retomar a luta.

O grande remédio que Jesus recomendou aos Apóstolos contra o pecado, foi “vigiar e orar” para não cair em tentação.

 

Leia também: Prejuízos da pornografia para a juventude

A pornografia mata o amor: impactante testemunho de um famoso ator de Hollywood

Carta da esposa de um viciado em pornografia: uma leitura obrigatória para todos os maridos

Um estudo sério sobre os efeitos da pornografia

 

Duas coisas:

 

  1. Rezar bastante! Pedir ajuda de Deus, da Virgem Maria, de São José castíssimo, dos anjos e santos. Comungar sempre que possível e pedir a Jesus eucarístico a graça dessa libertação.

Sempre que houver uma queda, se confessar; ainda que isso se repita muito, pois a Confissão dá forças para vencer o vício. Converse com o Confessor sobre o assunto, sem medo. Ele está cansado de ouvir isso, e pode te ajudar.

  1. E vigiar! Isto significa fugir da ocasião de pecado; e essa é uma fuga heroica! Não abrir nenhum site pornográfico, nem a revista suja, nem o filme impuro, nem mesmo abrir o computador, se não puder se controlar diante dele. Suplicar a força de Deus, a intercessão dos santos, da Virgem Maria nessa hora.

“Algumas vezes encontrei-me em perigo de morte, mas fui libertado pela graça de Deus.” (Eclo 34,13) É muito importante você tomar a decisão de não acessar o site pornô, “por amor a Jesus” que por você morreu na cruz. Ofereça a Ele esse “jejum de pecado” e suplique que o Seu preciosíssimo Sangue o ajude. Nosso Senhor vai gostar muito. E o mais importante: não desistir nunca! Não desanimar! E lutar… Sei que esta é uma luta de muitas pessoas.

Às vezes para ganhar uma guerra, é preciso vencer muitas batalhas, mas uma de cada vez. Uma destas batalhas a vencer é a de desintoxicar a alma do veneno do sexismo, hoje espalhado por toda parte, especialmente na moda e nos meios de comunicação. Santo Agostinho gostava de lembrar que tudo o que invade a nossa alma entra pelas “janelas”, que são os sentidos: olhos, ouvidos, boca, mãos, nariz. Então, é preciso fechar as “janelas da alma” para que a tentação não entre por elas. Não permita que sua alma seja excitada sexualmente pela sujeira que entra por essas janelas. Feche os seus olhos e seus ouvidos para tudo que o possa excitar.

Mate o pecado na sua raiz!

A Bíblia nos ensina que quem abusa da ocasião cai no pecado. E o povo diz que “a ocasião faz o ladrão”. Na verdade, “quem ama o perigo nele perecerá” (Eclo 3,27).

Gostaria de dizer às esposas que surpreendem o esposo vendo filmes e sites pornográficos que não devem se desesperar, mas ajudá-lo, com firmeza e carinho, a vencer o vício; e exigir essa mudança para o bem dele e do casamento.

Esta tentação é muito forte para o homem e ele precisa ser ajudado para vencer; ele precisa ser ajudado pelo amor, pela oração da esposa. Não estou aqui justificando o seu erro. A esposa tem de exigir a sua mudança, mas precisa ajudá-lo. Não é isso que deve abalar ou muito menos destruir um casamento. Juntos, marido e mulher devem conversar e vencer o problema. Será uma bela vitória de ambos, do casamento e da família!

 

 

Retirado do livro: “O Brilho da Castidade”. Prof. Felipe Aquino. Ed. Cléofas.

 

 

 

 

 

FELIPE AQUINO - Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.

 

 

 

 

 



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PAULO R. LABEGALINI - SONHOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Desde pequena, Karina só tinha conhecido uma paixão: dançar e ser uma das principais bailarinas do Ballet Bolshoi. Seus pais haviam desistido de lhe exigir empenho em qualquer outra atividade.

Certa vez, ela teve sua grande chance profissional ao conseguir uma audiência com o diretor do Bolshoi, que estava selecionando aspirantes para a companhia. Nessa oportunidade, Karina dançou como se fosse seu último dia na Terra. Colocou tudo que aprendera em cada movimento, pensando que sua vida inteira pudesse ser contada num único passo.

Ao final, aproximou-se do renomado diretor e perguntou-lhe: ‘Então, o senhor acha que posso me tornar uma grande bailarina?’. E decepcionou-se com a resposta. Na longa viagem de volta à sua aldeia, Karina, em meio às lágrimas, imaginou que nunca mais aquele ‘não’ deixaria de soar em sua mente.

Meses se passaram até que pudesse novamente calçar uma sapatilha e fazer seu alongamento em frente ao espelho. Dez anos mais tarde, quando já era uma estimada professora de ballet, ela criou coragem de ir à apresentação anual do Bolshoi em sua região. Sentou-se bem à frente e notou que o senhor Davidovitch ainda era o diretor máster.

Após o concerto, aproximou-se dele e contou-lhe o quanto lhe doera, anos atrás, ter ouvido que não seria capaz de ser profissional.

– Mas, minha filha, – disse o diretor – eu digo isso a todas as aspirantes!

Com o coração ainda aos saltos, Karina não pôde conter a revolta e desabafou:

– Como o senhor foi cometer uma injustiça dessas? Eu poderia ter sido uma grande bailarina se não fosse o descaso com que o senhor me avaliou!

Havia solidariedade e compreensão na voz do diretor, mas ele não hesitou na resposta:

– Perdoe-me, mas você nunca poderia ter sido grande o suficiente se foi capaz de abandonar seu sonho na primeira opinião contrária que ouviu.

Pois é, esta história sugere que devemos continuar sonhando, com capacidade e dedicação, quando buscamos alcançar nossas metas honestamente. A cada sonho, muitos obstáculos terão que ser transpostos, e será importante lutarmos sempre contra o medo e a preguiça para vencermos. Mark Twain disse: “Nunca se afaste de seus sonhos porque, se eles se forem, você continuará vivendo, mas terá deixado de existir”.

E São Luis Maria Grignion de Montfort, pregador do século 17 e autor do Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Santíssima, também escreveu isto sobre Nossa Senhora:

“A sua humildade era tão profunda que não teve na Terra interesse mais forte e mais constante do que esconder-se perante si mesma e perante toda criatura, para só ser conhecida por Deus. O Pai consentiu que ela não fizesse qualquer milagre durante a sua vida, pelo menos que se soubesse. Deus Filho consentiu que ela quase não falasse, embora lhe tivesse comunicado a sua sabedoria. E Deus Espírito Santo consentiu que os apóstolos e os evangelistas falassem muito pouco dela, apenas o necessário para dar a conhecer Jesus Cristo, embora ela tivesse sido a sua esposa fiel.

Maria é a excelente obra-prima do Altíssimo, da qual só Ele tem o conhecimento e a posse. Maria é a fonte selada e a esposa fiel do Espírito Santo, onde só Ele pode entrar. Maria é o santuário e o lugar do repouso da Santíssima Trindade, onde Deus está de forma mais magnífica e divina do que em qualquer outro lugar do universo, incluindo a sua morada acima dos querubins e dos serafins; e não é permitido a nenhuma criatura, por mais pura que seja, entrar nela sem um privilégio especial.

Digo-o com todos os santos: Maria é o paraiso terrestre do novo Adão. É o grande e divino mundo de Deus, onde há belezas e tesouros inefáveis. É a magnificência do Altíssimo, onde Ele escondeu, como em seu próprio seio, o seu Filho único e, nele, tudo o que há de mais excelente e mais precioso. Oh, quantas coisas grandes e ocultas fez o Deus poderoso nesta criatura admirável, como ela mesma se sente obrigada a dizer, apesar da sua profunda humildade: ‘O Todo-Poderoso fez em mim grandes coisas!’. O mundo não as conhece porque disso é incapaz e indigno.”

Portanto, Nossa Senhora nos ensinou os maiores segredos para alcançarmos os nossos objetivos: humildade, oração e caridade. Infelizmente, a maioria das pessoas – como eu – só aprende isso depois dos quarenta! Muitos jovens pensam que somente a capacidade e a dedicação bastam, e vários quebram a cara porque se afastam de Deus.

Voltando à bailarina da história, será que rezou o suficiente antes de se apresentar ao diretor? Sua autossuficiência não pode tê-la prejudicado?

Então, procure fazer de sua vida um mar de bênçãos. Para isso, persiga um sonho que promova a paz no nosso meio, reze diariamente pedindo ajuda à Virgem Maria para fugir dos pecados que lhe cercam e tenha uma conduta digna de ser filho de Deus.

Assim, a felicidade de ver seu sonho realizado chegará.

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas



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HUMBERTO PINHO DA SILVA - O TRANSMONTANO ANALFABETO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Casal amigo, recentemente vindo do Brasil, que anda a viajar pela velha Europa, ao passar pela minha cidade, quis visitar-me, e convidou-me para encontro num hotel do centro da cidade.

Conversamos sobre a situação politica no Brasil e da América Latina, mormente da Venezuela; e a determinado momento, a conversa descambou para o facto de todos quererem ser europeus.

Foi então que narraram a curiosa história, do transmontano, que certo dia, abandonando sua aldeia, partiu para o Rio de Janeiro. Levava consigo a esperança de vir enriquecer, nesse imenso Brasil, onde se contava, que havia a árvore da pataca: bastava abanar… e o dinheiro chovia…

Desembarcado em terras de Vera Cruz, logo verificou, que para sobreviver, teria que trabalhar duramente; e a famosa “ árvore” só existia na imaginação de “ poetas” excêntricos.

Empregou-se num empório. O dono da casa era rude e pouco amável para os gringos, mormente portugueses.

De tanto se ver desprezado, transformado em palhaço pobre de circo pobre, pelo facto de ser português, resolveu, quando conseguiu disfarçar a pronúncia, esconder a nacionalidade.

Se sofria com a chacota que faziam aos patrícios?

Lá isso sofria…Debochavam, que vinham: “ de pau e saco às costas”; e com o aparecimento da TAP, de ” Tamancos Aéreos Portugueses”, e outros chispes, que a rádio, e mais tarde a TV, lançavam para gáudio de muitos. Mas sofria calado…por medo e vergonha.

Casou. Teve filhos e filhas. A vida melhorou. Comprou casinha… e ele, sempre ruído pela saudade da sua terra, ia-se conformando, não só com a nacionalidade, mas com a indiferença e desprezo dos filhos.

Prosperados com o trabalho paterno, frequentaram o Ensino Superior; se não tinham vergonha, evitavam, acintosamente, a companhia do pai. Homem inculto, que mal sabia ler, e ainda menos escrever, que trajava modestamente, e trabalhava como galego.

Mais tarde, os netos e bisnetos, nem o iam visitar – diziam que os afazeres não lhes permitia, – “ Para quê?!”: Era velho, pobre, rude, analfabeto…E agradeciam ao pai, não os ter batizado com apelido português. Hoje podiam usar nomes com “Y's”, “W's”, e letras dobradas. Era chique e dava status.

Um dia, o transmontano, morreu. Foi sepultado em vala comum, quase como indigente, em caixão modestíssimo, e sem acompanhantes.

A família não queria que se soubesse que o antepassado fora daqueles que desembarcaram de: “ trouxa de roupa e cajado, que lhe servia de bengala…”

Passou o tempo…Passaram décadas…Portugal aderiu à U.E. ; mais tarde ao euro. Agora dizem:” Estão ricos!!!Ganham em euros!!!...””

Os netos e bisnetos, do velho e pobre transmontano, lembraram-se, então, dele, e pensaram: “ - Agora podemos lucrar pelo facto de sermos descendente, desse antepassado! …”

- “Mas como?! …”

- “ Nem conhecemos donde era! …Trás-os-Montes é grande! …”

Então, rebuscaram velhos e revelhos documentos. Escreveram a padres e Juntas de Freguesia. Buscaram amigos e parentes; e até um neto percorreu o distrito de Bragança, com foto do agora “ querido” avozinho, e palavras sentimentais…, na esperança que alguém fornecesse alguma dica.

Já não dizem: que andara de “ Tamancos Aéreos”; e invejam, até, os que já obtiveram o almejado cartão, que lhes permite serem cidadãos europeus; crentes que não lhes vai acarretar problemas, dissabores e despesas futuras.

Se o velho transmontano, no outro mundo, poder conhecer o que se passa neste, há-de rir-se, em grande risota, com outros gringos analfabetos, que envergonhavam a família, por serem: italianos, portugueses… europeus analfabetos…

Assim rematou aquele casal, que sempre se orgulhou das suas origens, e sempre frequentou e procurou o convívio de patrícios, em associações e clubes, indiferentes à chacota e ao ridículo, que muitos (netos e bisnetos de portugueses e italianos,) lançavam sobre aqueles que se orgulhavam dos avós: Homens honrados, humildes e trabalhadores exemplares.

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



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EUCLIDES CAVACO - FADO SAUDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Após o meu regresso de Portugal há poucas horas partilho este poema declamado com meus amigos deixando entretanto as minhas mais cordiais saudações.
Vejam e ouçam aqui o poema neste link:
 
 
 

https://www.euclidescavaco.com/fado-e-saudade-recita
 
 
 
 
 
 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 
 
 
 
 

***

 

 

Horário das missas em, Jundiai ( Brasil):

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?opcoes=cidade_opcoes&uf=SP&cidade=Jundiai&bairro&submit=73349812

 

 

 

 Horário da missas em São Paulo:


http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=12345678&p=12&todas=0

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=5a348042&p=4&todas=0

 

 

 

 Horário das missas na Diocese do Porto( Portugal):

 

http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_paroquias&view=pesquisarmap&Itemid=163

 

 

 

***

 

CURSO E PALESTRA PARA CUIDAR DE IDOSOS

 

 

 

LSNSJC

Dia 22 de julho de 2017, estive na reunião do Conselho Metropolitano da Sociedade de São Vicente de Paulo ( SSVP - “Vicentinos” ), em Curitiba-PR. Estavam presentes os representantes de todos os Conselhos Centrais do Paraná. Na ocasião expliquei o meu projeto de instituir palestras e cursos para interessados em ser Cuidador de Idosos. . Agora, o projeto pode ser colocado em prática.

Se algum Conselho Central ou Particular puder inserir o curso ou palestra ainda em 2017, será possível realizá-lo. Já para 2018, que cada Conselho Central pense em colocar o curso/palestra no calendário anual. Meu contato:

Lourenço Mika = lmaikol@uol.com.br

Celular/ Whatsapp = ( 41 ) 99189 9595

- - -

Curso/Palestra de Cuidador de Idosos

Autor: Lourenço Mika

Curitiba-PR, 15 Agosto 2017

- - -

- Após frequentar o Curso de Cuidador de Idosos na Escola Tecnológica UNITEC em Curitiba-PR, resolvi redigir um Projeto de Cursos/Palestras de Cuidador de Idosos voltado especificamente para os Vicentinos da Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP) e para os membros dos Ramos da Família Vicentina. Depois das ponderações, espero executar o Projeto.

 

Ementa

* A população de idosos aumenta cada vez mais no Brasil e no mundo. Está em alta a profissão de Cuidador de Idosos. São profissionais que mesclam várias profissões: enfermagem, psicologia, nutrição, trânsito, administração financeira... A profissão de Cuidador de Idoso está regulamentada pela Classificação Brasileira de Ofícios (CBO) com o Código 5162-10 = http://www.ocupacoes.com.br/cbo-mte/516210-cuidador-de-idosos

* Outros nomes: Acompanhante de Idosos, Cuidador de Idosos Domiciliar, Cuidador de Idosos Institucional, Cuidador de Pessoas Idosas e Dependentes, Gero-Sitter... Ocupações correlacionadas: BabáMãe socialCuidador em saúde, Cuidador de Crianças.

* Assuntos a serem abordados no Curso/Palestra:

- Fundamentação Legal: Direitos Humanos, Constituição Brasileira, Estatuto do Idoso, Guia do Cuidador, Manual do Cuidador

- Quem é o Cuidador de Idosos: perfil, formação profissional, teoria e prática

- Processo de Envelhecimento, Consultas Médicas

- Sinais Vitais, Emergências, Primeiros Socorros

- Banho do Idoso, higiene corporal, virar-se na cama

- Hábitos do Idoso: horário dos medicamentos, das refeições, sono, televisão

- Monitoramento: pressão arterial, desidratação, desnutrição, glicemia, colesterol, patologias, vacinas, feridas, edemas, febre, insônia

- Doenças do Idoso: Alzheimer, Hipertensão, AVC, Diabetes, Parkinson, Down, Osteoporose, Demência, Olhos/Ouvidos, insônia, depressão

- Organismo Humano: Sistemas Ósseo, Articular, Muscular, Cardiocirculatório, Respiratório, Nervoso, Digestório, Urinário, Geniturinário

- Nutrição, Dietética, Alimentação por Sonda

- Noções de Enfermagem, Curativos, Fisioterapia, Massagens

- Farmacologia: principais medicamentos para as doenças mais comuns

- Quedas de Idosos, Adaptação do Lar para Idosos, cadeira de rodas, muletas, bengala

- Caderno/Diário do Idoso

- Atividades Ocupacionais, Exercícios Físicos, Lazer, Socialização com Grupos

- Assessórios para Idosos, cadeira de rodas, objetos, roupas, uso do fraldão, próteses

- Exames Médicos Preventivos, Coleta de Material para Exames

- Uso do Celular pelos Idosos

- Maus Tratos aos Idosos

- Paciente Idoso Terminal, Cuidados Paliativos

- Aposentadoria, Pensão, Plano de Saúde, Testamento, Codicilo, Plano Funeral

- Contrato de Trabalho do Cuidador, Leis Trabalhistas, CTPS

 

Justificativa

- “Tive fome e me destes de comer. Sede, e me destes de beber. Eu era estrangeiro, me recebestes. Estive nu, me vestistes. Doente e preso, me visitastes.” – Jesus Cristo. Presume-se que Jesus cuidou de São José na senilidade. Por isso, cuidar dos idosos é uma bênção.

 

Finalidade

- O presente projeto tem por finalidade propor a realização de palestras, cursos, encontros, oficinas práticas... sobre a profissão de Cuidador de Idosos. A proposta é despertar interesse sobre essa ocupação de Cuidador de Idosos no ambiente Vicentino nas obras unidas, na visita ao pobre, nas escolas, nas paróquias...

 

Objetivos

- Geral: Motivar as pessoas para o ofício de Cuidador de Idosos. Não apenas pela caridade voluntária, mas, como trabalho profissional qualificado. Não é objetivo ministrar Curso Técnico de II Grau, pois, isso já é ministrado pelo Senac e por escolas particulares, como a UNITEC de Curitiba-PR, onde a carga horária varia de 80 a 120 horas.

- Específico: Despertar os Vicentinos para a nobre missão de Cuidar dos Idosos. São Vicente de Paulo constatou que o povo é caridoso, mas, a caridade está mal organizada. O Bem Aventurado Antonio Frederico Ozanam ensinou a importância de se ir à casa do pobre.

 

Estratégias

- Aulas presenciais, com o auxílio da tecnologia eletrônica. Os conteúdos serão apresentados em PowerPoint e semelhantes, e, com vídeos curtos. Cada aluno poderá trazer para a aula o seu Celular, Tablet, Notebook e principalmente o Pendrive para levar gravado o conteúdo das exposições. As explicações orais serão simples, de modos que pessoas com pouca escolaridade passam entender. Os assuntos abordados começarão com a parte mais simples e interessante; os assuntos mais complexos ficarão mais para o final do curso/palestra.

- É possível uma videoconferência semanal sobre Cuidador de Idosos, em dia e hora predeterminados.

 

Modalidades

- Modalidade 1: Palestra - 2 horas

- Modalidade 2: Encontro de Formação - 4 horas, manhã ou tarde

- Modalidade 3: Curso de Formação - 8 horas, dia todo

- Modalidade 4: Noções Teóricas e Práticas - 12 horas, um dia e meio

- Modalidade 5: Curso Semi-Profissionalizante – 30 horas, uma vez por semana

* Modalidades a combinar

 

Participantes

- 20 a 30 pessoas ou mais; o curso/palestra só acontecerá se houver um número mínimo de participantes.

 

Parcerias

- Pastoral do Idoso, Pastoral dos Enfermos, Pastoral da Saúde, Pastoral da Criança, Grupos de 3ª Idade

- Secretaria Estadual da Saúde, Secretaria Municipal da Saúde

- Equipes de Saúde da Família do Programa Saúde da Família do SUS

- Centro de Referência Especializado de Assistência Social - CREAS

 

Calendário

- No decorrer de 2017 e 2018

 

Local

- Locais onde houver interesse

 

Equipamentos Necessários

- Projetor de Multimídia e Telão ou semelhante (TV led de 40 polegadas)

- Microfone e amplificador de som, se for auditório

- Alguns objetos de uso hospitalar

- Os materiais para as aulas práticas serão de responsabilidade dos alunos porque são descartáveis.

 

Para quem

- Para os membros dos Ramos da Família Vicentina

- Para quem já é Cuidador de Idoso e não fez curso

- Para quem pretende ser Cuidador de Idoso profissional

- Para quem cuida de idosos na família

- Para quem quer prestar trabalho voluntário para Idosos - Agentes de Pastoral

 

Inscrições

- Responsabilidade da entidade promotora do curso/palestra

 

Certificado

- Será entregue um Certificado de Participação de Palestra/Curso, válido para currículo. Certificado outorgado pelo Conselho Metropolitano da SSVP de Curitiba-PR, em parceria com a Pastoral do Idoso.

 

Organizador

- Lourenço Mika

 

Investimento

- Taxa de Inscrição do Participante do Curso/Palestra: para custear as despesas de viagem do Monitor, custeio dos equipamentos... o que depende de: distância do deslocamento, modo de deslocamento, duração do curso/palestra, número de participantes... a combinar.

- Gratificação simbólica do Monitor.

- O investimento poderá ser rateado entre a “Taxa de Inscrição” e/ou a entidade promotora.

 

Contato: Lourenço Mika

- Rua Maria Augusta da Silva, 351 - Bairro Atuba

- CEP 82630-300 - Curitiba-PR

- Fone ( 41 ) 3359-9653 – Celular (41) 99189-9595

- E-mail: lmaikol@uol.com.br

- Facebook: Máikol Mikako

- Site pessoal: www.maikol.com.br

 
 
 
 
 






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