
O 25 de julho foi definido como Dia Nacional do Escritor por decreto governamental, em 1960, após o sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado naquele ano pela União Brasileira de Escritores, por iniciativa de seu presidente, João Peregrino Júnior, e de seu vice-presidente, Jorge Amado (foto). Uma data de grande relevância por reverenciar àqueles que escrevem, por ofício, por prazer, pela junção desses dois aspectos e principalmente por transmitirem idéias, sonhos, fantasias, realidades e tantos outros atributos através das palavras.
Desde a Antiguidade, a obra literária é a grande companheira do ser humano, que através dela, pode adquirir os mais diversos conhecimentos. Por outro lado,o maior desafio dos brasileiros neste século é apagar os vestígios indesejáveis da ignorância, da injustiça e miséria. Um dos aspectos para que tal quadro se instale é possibilitar o acesso de todos à educação que tem nos livros e nos autores, seus maiores instrumentos de consolidação.
Tanto uns, como outros são necessários à efetivação cultural que se pretende para o desenvolvimento do país. E ambos sempre se reciclam, mantendo-se vivos, apesar de todas as dificuldades impostas pelo consumismo desenfreado e pela comunicação virtual. Vale aqui invocarmos o escritor francês André Gide que escreveu:- “Todas as coisas já estão ditas, mas como ninguém escuta, é preciso recomeçar sempre”. O catarinense Emanuel Medeiros Vieira assim se expressou:- “E o ofício de escrever é um eterno recomeçar; lutar com palavras mil rompe a manhã para usar a expressão do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade. Creio que travamos, através da linguagem, o que Thomas S. Eliot, poeta norte-americano chamou de “combate intolerável com as palavras” que “se esticam, racham, escorregam, perecem!”.
A nossa cidade é visivelmente privilegiada na área da literatura, contando com inúmeros e bons escritores. Além disso, possui três academias literárias: Academia Jundiaiense de Letras, Academia Feminina de Letras e Artes e Academia Jundiaiense de Letras Jurídicas. Possui, além de outras, a ótima biblioteca municipal e uma particular, Gabinete de Leitura Ruy Barbosa.
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor, professor universitário, mestre em Direito Processual Civil pela PUCCamp e membro das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas.