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Sábado, 18 de Março de 2017
PAULO R. LABEGALINI - AS DUAS FACES DA MOEDA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Você sabe quem é capaz de provocar inúmeras alterações na vida de algumas pessoas que têm com ele contato mais estreito? Pois bem, eis algumas dicas:

– Pode mudar completamente a filosofia de vida de alguém, pois reverte sua postura perante os outros. Há, ainda, aqueles que se tornam seus servos. Noutros, ele altera radicalmente o senso de justiça porque é, realmente, muito poderoso.

– Em cada país, veste-se com roupagem diferente e atende sob diversas denominações, mas em todo lugar tem seus adoradores. Aqueles que entendem o seu verdadeiro objetivo, o têm para promover a paz e o bem-estar social. Ele também mantém empregos, permite pesquisas científicas importantes, impulsiona a tecnologia, fomenta a educação e a saúde de muita gente.

E agora, você já sabe de quem é que estou falando? O dinheiro? Sim, é isso mesmo! O dinheiro, por si só, é neutro; o que faz a diferença é o valor que cada um lhe atribui. Sem dúvida, é um valioso recurso para servir de alavanca ao progresso da humanidade e não há nada de errado possuí-lo em abundância.

O que ocorre é que, quase sempre, o colocamos acima da promoção do ser humano. Salvo as honrosas exceções, o homem – que deveria ser o senhor – se submete a ele totalmente, tornando-se escravo por opção. Dispõe-se a servi-lo a qualquer custo e, muitas vezes, vende a honra, a dignidade, a fidelidade às leis e até a própria vida – como temos visto na política.

O cidadão insensato torna-se mesquinho e arrogante, negando até mesmo a existência de Deus e elegendo o dinheiro como o todo poderoso, ao qual presta reverências. Já o homem prudente, o usa para conquistar a liberdade na Terra e o descanso eterno no Céu. Como aplicar esse recurso, é apenas uma questão de escolha.

Mas, se no início deste artigo, você pensou que eu estava falando de Jesus, também acertou. Releia os três primeiros parágrafos e confirme que as afirmações podem se referir ao nosso Senhor. Quem O aceita, muda radicalmente de vida, passa a adorá-Lo e consegue promover a paz, concorda? Em cada lugar, O exaltam com denominações próprias: Cristo, Menino Jesus de Praga, Senhor do Bonfim, Ressuscitado, Salvador, Cordeiro de Deus, Rei dos Reis, Javé, Filho do Altíssimo, Espírito Santo etc.

Logicamente que ser servo de Jesus é bem diferente de ser escravo do dinheiro. Quem serve a Deus, sabe que os últimos serão os primeiros, enquanto que quem adora a fortuna, só se esforça para acumular riquezas aqui na Terra. E quem ama a Deus partilha; já quem ama demasiadamente o dinheiro, prefere esbanjá-lo sempre. Enfim, estar com Jesus só faz bem, mas o mesmo nem sempre acontece quando temos muito dinheiro.

Nem é novidade dizer que ser rico não é pecado, porém, o mal uso da riqueza pode nos fazer perder os valores espirituais que nos levariam à salvação. Por isso é que Jesus disse que dificilmente um rico entra no Reino do Céu. E para ficar mais claro tudo o que estou escrevendo, vamos refletir nesta história:

Três homens viajavam pelo deserto e, após duas semanas de caminhada, ficaram perdidos. O velho camelo que os levava também adoeceu e não podia suportar mais tempo sem tratamento. Desesperados, começaram a rezar e, no entardecer de mais um dia de sofrimento, avistaram um mercador montado num belo animal.

Correram pra junto dele e pediram que os levasse, mas a resposta foi preocupante:

– Só vou levar um de vocês. Quando amanhecer, quem me pagar mais pela viagem, será transportado na traseira do meu camelo.

Cansados e assustados, começaram a preparar o local de pouso sem mais nada conversar. Assim que o sol apareceu, só dois homens estavam ali. Perceberam que o outro companheiro os roubou e seguiu viagem com o mercador. Começaram, então, a lamentar:

– Por que não tive a mesma ideia? Eu era o mais forte dos três e podia ter conseguido o dinheiro na hora!

– Mas eu é que tinha mais dinheiro no bolso! Se tivesse feito a oferta e pago ontem à noite, teria garantido o meu lugar.

Foi quando viram uma coberta enrolada na areia. Dentro, havia uma folha com o seguinte recado do mercador: ‘A atitude do amigo de vocês irá condená-lo ao fogo do inferno. Agora, cabe a vocês se salvarem, pedindo perdão dos pecados e confiando na graça de Deus’. E aqueles dois homens ainda se dividiram nas opiniões:

– Quem ele pensa que é para nos aconselhar? Se não fosse a sua proposta gananciosa, ainda teríamos alguma chance de sairmos daqui.

– Calma, companheiro! Vamos rezar e pedir a Deus que as pegadas na areia não se apaguem logo. Com certeza, aquele mercador foi enviado em resposta às nossas preces.

Em seguida, saíram caminhando: um atrás da vingança e o outro, quem sabe, buscando entrar novamente numa igreja. Naquele momento, o dinheiro no bolso não fazia nenhuma falta, mas o Espírito Santo no coração fazia toda a diferença.

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.



publicado por solpaz às 20:11
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