PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sexta-feira, 18 de Setembro de 2020
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - DIA 23-09. A CHEGADA DA PRIMAVERA NO BRASIL, ESTAÇÃO DAS FLORES E POESIAS - ( ENCANTO MESMO EM TEMPO DA PANDEMIA PROVISÓRIA)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

73006349_2448637445385150_3785251181584973824_n.jp

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                  

Dia 22 de setembro se inicia a tão esperada primavera, estação do ano que se segue ao inverno e precede o verão, tipicamente associada ao reflorescimento terrestre. Por isso se diz que é o período das flores, marcado por belas paisagens formadas por uma grande variedade tais como orquídea, jasmim, violeta, hortênsia, crisântemo, entre outras, sendo o Brasil possuidor de uma flora abundantemente diversificada, com mais de 55 mil espécies. Elas tornam a natureza mais bela que nunca, vestindo-se de tipos de variadas cores, dos mais ricos matizes, de intensos e diversos perfumes.

Por essa razão, inspiram-se os poetas que lhes dedicam inúmeros versos. Vinicius de Moraes narra em sua poesia “Primavera”: “Acontece que eu estou mais longe dela/ Que da estrela a reluzir na tarde/ Estrela, eu lhe diria/ Desce à terra, o amor existe/ E a poesia só espera ver nascer a primavera/ Para não morrer”... Para Casimiro de Abreu, “a  primavera é a estação dos risos”. Até o líder revolucionário Che Guevara sucumbiu aos seus encantos deixando  uma frase celebre: “Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira”.

Cecília Meirelles escreveu num texto maravilhoso, “Saudando a Primavera”, entre outras coisas que “Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e voltar sempre inteira”.

Realmente, para muitos a alegria toma conta não só dos corações humanos, mas também dos animais, que também saem de seus refúgios e passam a circular com mais intensidade no alto e na terra. Por outro lado, o clima é bastante agradável, já que pode ser influenciado pelos oceanos  meridionais do hemisfério sul onde está localizado o nosso país  e que ainda está frio, mas com o passar dos dias eles vão ficando mais aquecidos, o que resulta em temperaturas amenas.

         E mesmo em tempo de pandemia provisória, é uma boa época para renovar o espírito, assim como as flores se renovam. E principalmente, propicia momentos para nos conscientizarmos da importância do respeito à natureza e à ecologia, para que possamos por muito tempo usufruirmos de suas maravilhas e atrativos. Por isso, reportando-se a Jaak Bosmans, com certeza a “primavera não é uma simples estação de flores, é muito mais, é um colorido da alma"(Jaak Bosmans).

 

 

 

 

 JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. É  ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas. Tem oito livros individuais e participou de mais de cem obras coletivas (martinelliadv@hotmail.com)



publicado por Luso-brasileiro às 15:15
link do post | comentar | favorito

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - VIVÊNCIAS NA CASA DA FONTE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2vl2knt.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 



Quando cheguei ao Jardim Novo Horizonte, a convite da CSJ, empresa concessionária responsável pela construção e operação da Estação de Tratamento de Esgoto -, para pensar com eles a organização de um projeto socioeducacional, dentro do que já investiam nessa área, encantei-me com o povo, o azul do céu e a festa de cores do crepúsculo. Meu novo espaço de trabalho se fez poema de ternura, coragem e esperança. Passei a conviver com os sorrisos, os sonhos, as vitórias, as tragédias e as lágrimas da comunidade.
No primeiro espaço, salão de um antigo bar: estantes com livros e mesas como para desenhar e pintar as tonalidades que todos os seres possuem. Na parede, a colocação de Mário Quintana: “Todos estes que aí estão atravancando meu caminho, eles passarão. Eu passarinho”. Bem isso: espaço com oportunidades iguais para voos diferentes. Respeito às escolhas individuais, contudo com lucidez para o bem. Além do salão, o quintal da casa da proprietária, a querida Sirlei, que o escancarou para que mais atividades fossem inclusas: aulas de artesanato. Um galo residia lá e buscava afagos. Muitas pessoas foram se aconchegando e a gente a eles. Alunos que compareciam chegavam a pé, de bicicleta e também quem se aproximasse a cavalo. Achava o máximo trabalhar quase que na calçada, junto de todos. Vieram os profissionais, voluntários e agregamos mais três locais. Não foram suficientes. Três anos e meio depois, alargou-se o ambiente e mudamos para o atual.
Os participantes pediam e procurávamos uma maneira de acontecer. Até hoje é assim.
Lá e cá os calçados colocados em um canto, como se estivessem no quintal de casa. Esse tal pertencimento que constrói cidadania.
Parceira dentre as escolas, destacou-se por primeiro a Profa. Tiemi Pupin e o Prof. Ivaldo Cuca Milharci do Centro Esportivo que levou os alunos para andar de caiaque. Um deles, no retorno, me disse: entendi que minha vida segue além das fronteiras do meu bairro.
Foram e são muitos aqueles que vieram como alicerce. Em meio aos que partiram destaco: Da. Guiomar Gennari – com seu primor nos bordados; Sr. João Olivato que plantou aqui o Jardim do Beija-Flor e Lucilene Colodo do Amaral Ferreira, Castro Siqueira e Geraldo Cemenciato que propunham projetos de acréscimo.
15 anos de Casa da Fonte em 15 de setembro. 15 anos de caminhos além do horizonte. Gratidão.

 

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil

 



publicado por Luso-brasileiro às 14:45
link do post | comentar | favorito

CINTHYA NUNES - EM CHAMAS

 

 

 

 

 

 

 

 

Cinthya Nunes.jpeg

 

 

 

 

 

 

 

 

            Sequer tenho palavras para expressar com exatidão como me sinto em relação aos incêndios que estão devastando o Pantanal. Apenas posso dizer que uma tristeza imensa me consome, aliada à frustração de não poder fazer nada, à exceção de rezar pela redenção da chuva.

            Por certo que a seca da estação é um dos gatilhos, mas até isso é culpa da intervenção humana, que ao destruir biomas inteiros, ao assorear rios, a canalizar cursos d’água, poluir tudo em que pisa, provoca terríveis, nefastas mudanças climáticas. Ao que me consta, inclusive, não temos muitos impactos positivos para o planeta que decorram da existência humana.

            A seca e a falta de chuvas, no entanto, não são as responsáveis pela tragédia que vem destruindo essa importante região ainda verde de nosso país. Incêndios criminosos, causados por pessoas imbecis, cretinas, ignorantes e gananciosas tem vitimado fauna e flora, muitos dos quais já ameaçados de extinção pelas práticas predatórias (des)humanas.

            Nem sei se o vídeo é verdadeiro, eis que a internet propaga muita coisa não confiável, mas assisti a um no qual alguém ateava fogo em espaços de vegetação já esturricada do Pantanal e comemorava cada labareda surgida. Só posso crer que uma criatura dessas seja ignorante, porque nem mesmo a maldade pode explicar. Os reflexos disso vão além das mortes dos inocentes animais e da destruição da vegetação. Então, somente uma pessoa burra pode ser capaz de aplaudir essa calamidade.

            Como minha ligação com os animais é um dos maiores vínculos que tenho com o Criador, seja Ele quem for, fico igualmente destruída ao ver e saber das mortes de tantos animais, sufocados pela fumaça ou queimados vivos enquanto lutam para sobreviver ou proteger suas crias. Nessas horas minha Fé na humanidade e no Divino descem a níveis da quase inexistência.

            Entendo a questão do livre arbítrio dos seres humanos, mas isso não se aplica àqueles que são vítimas, gente ou bicho. Não sou e nem quero ser uma teórica religiosa, eis que não tenho crença ou estofo para isso, mas como ser vivente não aceito um Deus que não mande ao menos chuva abundante para salvar os inocentes.

            E que ninguém me venha com os argumentos de que todos os anos é assim e que a natureza se renova, porque ainda que seja parcialmente verdade, a cada dia nossos espaços verdes vem se reduzindo e pobres das futuras gerações, caso se importem com algo para além de seus celulares de último modelo.

            Último reduto das onças pintadas, o Pantanal abriga centenas de animais e plantas que apenas lá são encontradas e deveria ser respeitado e preservado, mas sucumbe diante de interesses meramente econômicos. Para mim a questão é muito simples: TODA VIDA IMPORTA e nada justifica, em pleno século XXI, a miopia e cegueira das autoridades (de todas elas) quanto a isso.

            Infelizmente nada posso fazer de efetivo para mudar esse estado de coisas. Minhas palavras de indignação, impressas em jornal, logo estarão servindo de embrulho ou de forração. Dentro de mim, no entanto, persiste a dor avassaladora de saber que esse é o verdadeiro silêncio dos inocentes que, ardendo em chamas, não são ouvidos por quase ninguém e até mesmo Deus, se é que existe, resolveu não intervir.

 

 

 

 

CINTHYA NUNES é jornalista, advogada e a cada dia se faz mais descrente diante de todo mal feito à natureza – cinthyanvs@gmail.com



publicado por Luso-brasileiro às 14:39
link do post | comentar | favorito

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - RECORDANDO UM " ENQUANTO ISSO" DE 30 ANOS ATRÁS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Armando Alexandre dos Santos.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No dia 15 de março de 1990, o então jovem Fernando Collor de Mello assumiu a presidência da República e nomeou, para comandar a economia brasileira, a ministra Zélia Cardoso de Mello. No dia imediato à posse, promulgou o chamado Plano Collor, que deveria, teoricamente, ter acabado com a inflação galopante que assolava o País. Foram repentinamente “congeladas” (o que, na prática, equivalia quase a um confisco) todas as contas correntes e as de poupança dos brasileiros, ficando cada uma delas apenas com a quantia bem modesta de 50 mil cruzados novos disponíveis. Ao mesmo tempo, foi criado um novo padrão monetário, com a extinção dos “cruzados novos” e o reaparecimento do “cruzeiro”. Essas medidas abalaram profundamente o país, entrando em pânico os meios empresariais e financeiros. A reação das bolsas foi imediata e muita gente rica se viu, de repente, reduzida à condição de “classe média bem baixa”. Lembro de uma pessoa que havia vendido um apartamento na semana anterior e tinha recusado receber o pagamento em dólares, preferindo receber em dinheiro brasileiro para aplicar tudo em bancos, no chamado overnight. Perdeu tudo, ou quase tudo, da noite para o dia.

O fato foi muito chocante pela deslealdade de procedimento da nova equipe governamental. 3 ou 4 dias antes de Collor tomar posse, Zélia, que já estava indigitada para ministra e já conhecia sigilosamente o pacote econômico que seria lançado, foi numa entrevista pública questionada sobre se havia alguma possibilidade de ocorrer no Brasil uma forma de confisco de poupanças, como tinha havido anteriormente na Argentina. A futura ministra, para evitar que houvesse uma corrida aos bancos, mentiu deslavadamente e declarou solenemente: podem deixar seu dinheiro nas poupanças, porque eu mesma, se tivesse dinheiro, era lá que deixaria o meu...

Diante do mercado em pânico, era preciso acalmá-lo. Foi combinado, então, um almoço de empresários do Brasil inteiro com a Ministra Zélia. Cada um dos participantes devia pagar uma quantia muito elevada para ter o privilégio de comparecer ao seleto e exclusivíssimo repasto. Se não me falha a memória, era o equivalente a 15 mil cruzados novos, ou seja, quase um terço do que cada conta bancária ou caderneta de poupança pudera conservar.

Na hora em que estavam todos reunidos para iniciar o almoço, em meio à expectativa geral, foi anunciado que a ministra não poderia comparecer, porque estava com a agenda muito sobrecarregada, mas que um assessor qualificado dela a substituiria e daria todos os esclarecimentos pedidos pelos “almoçantes”.

Compreende-se a decepção e a revolta dos presentes... Muitos dos empresários, indignados, protestaram em altos brados e exigiram a imediata devolução dos cheques que tinham passado. Como eram muitos os “protestantes”, foi organizada uma fila enorme e cada um foi pegando de volta seu cheque e ia saindo... em jejum!

Precisamente no dia seguinte, foram lançadas no mercado brasileiro as novas notas de dinheiro, com o novo padrão monetário (o ressuscitado cruzeiro) em lugar do defunto cruzado novo. Nas novas notas, não mais eram impressas figuras de personagens da História do Brasil, mas nelas aparecia a imagem da chamada “Marianne”, a mulher que simboliza a república francesa e de modo geral as demais repúblicas do mundo.

Aconteceu então uma coisa muito engraçada: a mulher que figurava nas notas como "Marianne" tinha alguma semelhança fisionômica com a ministra Zélia. Obviamente, isso deu em piada, todos os leitores entendem bem... Começaram a dizer que, na véspera, Zélia não pudera ir ao almoço dos empresários porque precisara ficar posando para o desenhista da nota.

No dia seguinte, um jornal paulistano publicou uma charge engraçadíssima, com dois desenhos e, separando-os, duas palavrinhas apenas. As palavrinhas eram: “Enquanto isso...”. Essa locução adverbial de tempo, seguida de reticências, era perfeitamente incompreensível se desacompanhada dos quadrinhos, E sobretudo o era sem todo o contexto vivido pelo Brasil inteiro naquela situação.

No primeiro dos quadrinhos, aparecia uma fila enorme de senhores furiosos e solenes, vestidos com casaca, fumando charutos e com suas cartolas na mão com a abertura para cima, na posição clássica de quem pede e espera uma esmola. Só isso, nada mais... No quadrinho seguinte, depois do “Enquanto isso...”, uma cena completamente diferente: a ministra Zélia, estendida languidamente sobre um sofá, posava como modelo para um artista, o qual tinha diante de si uma tela com o desenho e os contornos da nova nota de um cruzeiro e, bem no centro, reproduzia com seu pincel a cara da ministra.

Na época, todo mundo entendeu e todo mundo deu boas risadas, porque era realmente original e engraçada a charge. Por quê? Porque todos conheciam o contexto. Alguns meses depois, o episódio já estava esquecido e aquelas imagens tão vivas e espirituosas pareceriam incompreensíveis e não teriam a menor graça. Era o conhecimento do contexto que tornava possível a compreensão da charge.

Aqui ficam estas recordações velhas de 30 anos, para conhecimento dos meus leitores – a maior parte dos quais nem tinha nascido ou estava na primeira infância quando esses fatos ocorreram.

Em tempo: Não foi essa a primeira vez que, no papel-moeda brasileiro, se notou semelhança fisionômica entre a mulher-símbolo da República e uma determinada mulher bem conhecida de todos. Este artigo já vai muito longo... mas se me lembrarem posso contar em outra ocasião.

 

 

 

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS  -  é licenciado em História e em Filosofia, doutor na área de Filosofia e Letras, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História.

 

                         

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 14:28
link do post | comentar | favorito

JOSÉ RENATO NALINI - ESTÁ FALTANDO CORAGEM?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

José Nalini.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

Por uma ignorância hipócrita perpetrada em 1946, o Brasil fechou as portas dos cassinos, colocou na rua setenta mil pessoas e começou a perder dinheiro para os espertos que continuaram a explorar o jogo.

Hoje, todos jogam. Os ricos vão a outros países, alguns até vizinhos. Os que não podem, fazem as inúmeras loterias que o governo explora. O jogo de bicho preserva a sua vocação de aposta honesta. E até mesmo Hans Kelsen reconheceria que essa contravenção deixou de existir, porque não há o menor respeito por sua permanência. Quando ninguém obedece uma norma, há uma derrogação absoluta. Com esse argumento, os pseudo-contraventores foram absolvidos e para um Estado jogador, seria no mínimo paradoxal punir a concorrência.

Mas o advento da Quarta Revolução Industrial fez com que o jogo pela internet ganhasse o mundo. Milhares de brasileiros jogam poker e quem ganha é a Inglaterra, os Estados Unidos e outros países espertos. Quando se visita Saint Moritz, na Suíça, os melhores hotéis oferecem aos hóspedes uma cartilha de como jogar, com algumas fichas e convite para drinque e jantar gratuito.

Enquanto isso, o Brasil patina e resiste à tendência universal de liberar o jogo, alimentando a ilicitude que o explora por baixo do pano.

Passo tímido se deu com a Medida Provisória 923, de 2.3.2020, que altera a Lei 5.768, de 20.12.1971 e dispõe sobre a distribuição gratuita de prêmios, mediante sorteio, vale-bride ou concurso, a título de propaganda e estabelece normas de proteção à poupança popular.

Autoriza redes nacionais de televisão aberta, aquelas assim reconhecidas pela Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações, que prestem serviços de entretenimento ao público, por meio de aplicativos, de plataformas digitais ou de meios similares, a essa exploração que injeta recursos domésticos numa economia frágil.

Não é transformação de emissoras de TV em cassinos. É reconhecer que o Brasil está drenando substanciosos recursos para outros Países, quando poderia ser o destino preferido de milhões de jogadores estrangeiros.

Nunca mais será possível recuperar as décadas perdidas em que nossa indústria foi sucateada. O setor de serviços é o que permite às Nações sobreviverem no século 21. Com os oito mil quilômetros de orla, enquanto o aquecimento global não engolir nossas cidades praianas, temos tudo para atrair o turismo planetário.

Catorze milhões de desempregados precisam se qualificar para essa indústria negligenciada: o turismo. Temos cultura diversificada, folclore exuberante, paisagens sedutoras e clima aprazível o ano inteiro, para recuperar a lenda do “Paraíso Terrestre”, que os portugueses acreditavam haver reencontrado quando da “descoberta” em 1500.

Quantas atrações os cassinos não poderiam propiciar, aproveitando-se do talento natural de nossa juventude para a música, para o show e teatro, para os esportes de praia e de piscina? Seria um investimento fantástico em nossa gastronomia, com o despertar de talentos para a elaboração de bebida e comida logo considerada a melhor do mundo.

A juventude sem trabalho nunca terá emprego suficiente para atender à urgência de um sobreviver com dignidade. O caminho natural será o investimento numa vocação para a qual o Brasil foi dotado pela Providência ou pela natureza, conforme queiram.

O jogo é provido daquela sedução lúdica, à qual poucos resistem. Mas ele é apenas um dos pretextos para que o turismo tupiniquim possa competir com os profissionais dos países que recebem milhões de visitantes, enquanto nós continuamos toscos amadores.

Os próprios críticos da Medida Provisória 923 reconhecem que a iniciativa não elimina a concorrência dos que vierem a ser beneficiados, com a internet. Mundo mágico suficiente para a profunda e irreversível mutação em que a sociedade planetária sofreu nas últimas décadas e que oferece, nas múltiplas telas dos mobiles, modalidades de aposta mais atraentes, mais inteligentes e compatíveis com esta geração que já nasceu com chip em seu cérebro.

Um motivo a mais para reclamar postura ousada e audaciosa de um governo que precisará dar resposta imediata aos desamparados pelo avanço do corona vírus. A permissão para o jogo é a providência que se mostra adequada para vencer o recrudescimento de uma crise que voltou robusta e forte com a pandemia que nos flagela.

Todos os argumentos farisaicos utilizados pelos inimigos do jogo, se cotejados com a situação de indigência da maioria sem trabalho e sem emprego, tornam-se inócuos e estéreis. Se jogar fosse um vício mortal, como é que a sociedade brasileira conviveria com as filas que se formam nas lotéricas, evidência da ilusão do pobre em tornar-se um dia milionário?

Se algo é intrinsecamente mau, o Estado não pode patrociná-lo. Se não é, precisa liberar a prática para a iniciativa privada. Esta já comprovou ser mais eficiente e menos dispendiosa do que as estruturas arcaicas e burocráticas de um organismo que urge atualizar, sob pena de se tornar cada vez mais descartável.

 

 

 

 

JOSÉ RENATO NALINI é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2019-2020.

 



publicado por Luso-brasileiro às 13:21
link do post | comentar | favorito

ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES - 14 -AS DOZE VIRTUDES CAPITAIS DO SÉCULO XXI 2ªSÉRIE - 2. A SOLIDARIEDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Coronel Capitão.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

Solidariedade é o substantivo feminino que indica a qualidade do solidário e um sentimento de identificação em relação ao sofrimento dos outros.

A palavra solidariedade tem origem no francês “solidarité”  que também pode remeter para uma responsabilidade recíproca.

 

Em muitos casos, a solidariedade não significa apenas  reconhecer a situação delicada de uma pessoa ou grupo social, mas também consiste no acto de ajudar essas pessoas  desamparadas. Exemplo: “Depois de um terramoto, incêndio, tufão, vendaval ou outras calamidades, vários países e várias pessoas  enviaram ajuda financeira como demonstração de solidariedade.

 

No âmbito jurídico, a solidariedade pode dizer respeito a um acordo que um elemento tem um sentido de obrigação perante outro elemento. Normalmente acontece quando existem vários devedores interligados por determinados interesses, cujo credor pode cobrar o pagamento. Neste caso é comum falar de solidariedade tributária, está contemplada no Código Nacional Tributário.

 

Solidariedade e sociologia. De acordo  com o sociólogo Émile Durheim, existem dois tipos de solidariedade: a mecânica e a orgânica.

A solidariedade mecânica expressa a parecença entre indivíduos e ajusta os detalhes da ligação entre esses mesmos indivíduos. Este tipo de solidariedade manifesta-se através da religião, dos costumes e tradições, ou seja, aspectos que contribuem para o vínculo social.

A solidariedade mecânica tem como objectivo melhorar o vínculo social, mas isso acontece através da divisão social do trabalho. Neste caso, a diferenciação entre os indivíduos através do trabalho resulta na solidariedade, quando existe a interdependên-cia, e o reconhecimento de que todos são importantes.

 

O Papa Francisco pede “Novos Caminhos” para a solidariedade. O Papa Francisco, há poucos dias,  apelou à descoberta de “novos caminhos” para a solidariedade, numa mensagem enviada  ao Conselho das Conferências Episcopais Europeias(CCEE) que se reuniu na Polónia.

O Pontífice pede uma  “solidariedade generosa e responsável que consiga identificar caminhos de “fraterna colaboração pastoral no sulco dos valores espirituais que forjaram o pensamento, a arte e a cultura da Europa.

 

A solidariedade e a Bíblia. Há várias passagens da Bíblia  que falam da solidariedade, mas a mais significativa é esta:

“Vinde, benditos de meu Pai! Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me, estava nu, e destes-me  que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo”….Sempre que fizerdes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes”..Mat.25, 34-40.

 

A solidariedade  é uma virtude que pode ser praticada por todos os adultos, jovens e crianças.

 

Dez conselhos para ensinar a solidariedade  às crianças: As crianças não nascem solidárias. Ensina-se a solidariedade  às crianças de muitas formas e em diferentes situações do quotidiano. Eis algumas dicas:

 

1. A solidariedade deve ser ensinada e transmitida às crianças, sobretudo, através do exemplo. Os pais devem exercitar a solidariedade  entre elas, com os seus filhos, vizinhos, amigos e outros familiares. É o meio que mais incentiva a interiorização dos valores positivos nas crianças.

 

2. É necessário que os pais ensinem as crianças a se colocarem no lugar do outro, e isso pode começar por eles mesmos. A partir dos dois anos de idade, as crianças já começam a ter mais consciência do outro, de condutas como partilhar, colaborar etc.

 

3.Ser solidário deve ser uma regra, como as demais normas de educação.

 

4.É muito importante a comunicação entre pais e filhos. A comunicação incentiva a confiança das crianças ao ensino e à  transmissão de valores dos seus pais.

 

5. É recomendável que os pais falem aos seus filhos do que está bem e do que está mal, como também do que eles poderiam fazer para colaborar, ajudar ou cooperar.

 

6. Uma educação permissiva ou autoritária não é um canal ideal para a transmissão de valores. Para promover valores sociais como a solidariedade, é necessário que a criança receba uma educação mais democrática, num ambiente afectivo e comunicativo, que a criança também tenha liberdade para se expressar

 

7.Comentar algumas situações com os filhos ou acontecimentos que reforcem a importância da solidariedade e do que essa atitude gerou em quem recebeu esse valor, ajudará a criança a entender que tanto quem é solidário como quem recebe solidariedade são presenteados.

 

8. Na escola, deve-se trabalhar a empatia nas crianças, ou seja, o  despertar da preocupação pelos demais. que  compartilhem do material escolar com aqueles que se tenham esquecido, e que  se preocupem com algum companheiro que esteja doente…

 

9. A solidariedade é altruísmo que se aprende e se consolida com a prática e o exercício.

 

10. Incentiva-se a solidariedade combatendo gestos, atitudes e comportamentos egoístas e intolerantes das crianças.”

 

Se todos nós fizermos um pouco  mais  esforço em praticarmos a solidariedade no nosso ambiente de trabalho ou na nossa casa  estamos a contribuir por um mundo melhor.

 

(continua no próximo número)        

 

      

ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES   -   Sacerdote Católico. Coronel Capelão das Frorças Armadas Portuguesas. Funchal, Madeira.  -    Email   goncalves.simoes@sapo.pt



publicado por Luso-brasileiro às 13:04
link do post | comentar | favorito

JORGE VICENTE - TROVAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jorge Vicente.jpeg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A imagem pode conter: texto que diz "Trovas Dentro do nosso coração, Existe muita ternura. Tem saudades muita paixão, Por vezes muita amargura! Nada ficou entre nós dois, Pelo sonho que eu sonhei. Vi na realidade depois, Que em nada disto pensei! ό meu amor quem te disse, Que já não gosto de ti, Nada fiz que destruisse, Amor que nunca escondi! o importante na vida, É viver, acreditar, Não digas: Não há saída. Só tens de t'organizar! Eu fico sempre triste, Com o julgamento alheio, Com esses eu não insisto, ο meu tempo não gaspeio! Jorge Vicente"

 

 

 

 

JORGE VICENTE    -   Fribourgo, Suiça



publicado por Luso-brasileiro às 12:51
link do post | comentar | favorito

PÉRCLES CAPANEMA - FUGINDO DO ÓBVIO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Péricles Capanema.jpeg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O ministro José Luís Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tocou em ponto delicado, silenciado e óbvio: “Temos preocupação que a facultatividade [do voto] possa produzir a deslegitimação dos eleitos na possibilidade de um elevadíssimo índice de abstenção”. Depois, aludiu a questão circunstancial: “Embora ache que deva se considerar, sim, uma eventual anistia de multa, ou considerar uma justificação dos que não compareceram por fundado temor de contração do vírus por se sentir grupo de risco." Em resumo, seria bom deixar de multar quem não apertar os botões na urna em 15 e 29 de novembro próximos.

 

Vou tratar do óbvio silenciado, levantado para surpresa minha por José Luís Barroso: o temor de o voto facultativo deslegitimar no Brasil as eleições e os eleitos. De outro modo, que o povo, soberano reverenciado na mitologia revolucionária, dê as costas para o processo eleitoral, desvalorizando o mandato dos escolhidos. Tô nem aí, diria um jovem. Repetindo o ministro para fazer de clareza solar a afirmação dele ▬ existe generalizado temor de que o voto facultativo possa deslegitimar os eleitos pela possibilidade de elevadíssimo índice de abstenção.

 

Qual seria o índice de abstenção no Brasil com o fim do voto obrigatório? Ninguém sabe. Meu palpite, 70-75% de abstenção em média, considerando todas as eleições. Um pouco menor nas votações para presidente e governadores, quem sabe prefeitos de grandes cidades, subiria a abstenção nas legislativas.

 

Já tratei do assunto em vários artigos: não acho que o voto facultativo deslegitime a eleição e desvalorize os eleitos entre nós ▬ todo mundo está cansado de saber que o voto vale pouco. À vera, expulsaria a fraude política silenciada e puxaria para o proscênio a realidade, mesmo desagradável, e a transparência. O voto obrigatório perpetua o embuste que cobre a represesntação, faz aparentar interesse onde não há, tange para a urna sob pena de punição ou distribuição de pequenos prêmios, multidões desinteressadas; todo mundo fica obrigado a votar debaixo de vara; se não o fizer, multa, proibição de praticar atos normais da vida civil. O soberano (o povo) é quase tratado como marginal perigoso, que precisa de vigilância minuciosa. Veja o que acontece ao desvalido eleitor se o deixar de votar, exercício de um direito, transmutado em dever penoso, e não justificar (alguns exemplos, não é tudo): não pode se inscrever em concurso público; não receberá vencimentos, remuneração em emprego público, autárquico ou de paraestatal, de empresa ligada ao Estado, proibição de participar em concorrências públicas; proibição de tirar passaporte, carteira de identidade, renovar matrícula em instituição fiscalizada pelo Estado; proibição de empréstimo na Caixa Econômica Federal; proibição de participar em ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou do imposto de renda. Em suma, amolação e atraso de vida para o pobre cidadão desamparado. Retrocesso.

 

A maioria dos países adota o voto facultativo. Entre eles, Estados Unidos, França, Inglaterra, Itália, Japão, Alemanha, Espanha, Portugal. Ninguém lá teme deslegitimar eleições nem desvalorizar eleitos por causa da abstenção. Entre a minoria que adota o voto obrigatório, além do Brasil, figuram Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai e Egito.

 

Entre nós, o voto facultativo baratearia as eleições (o custo proibitivo das campanhas é o maior fator de corrupção na política), melhoraria a representação, traria maior proximidade entre eleitores e eleitos. Apesar da evidência, o político brasileiro, direita, centro e esquerda, no caso, deputados federais e senadores, em geral foge da aprovação do voto facultativo como o diabo da cruz. Tem pavor de tratar do assunto. Quando pressionado, dá evasivas; poucas vezes se diz pronto a aprovar qualquer PEC a respeito. Há poucas exceções, às quais aqui homenageio. Não custa lembrar, voto obrigatório (determinado pelo artigo 14, § 1º, I da Constituição) não é cláusula pétrea. São elas: a forma federativa de Estado; o voto direto, secreto, universal e periódico; a separação dos Poderes; e os direitos e garantias individuais.

 

Sem dúvida, o voto facultativo traria eleitos com votações pequenas, acabaria com muitos candidatos folclóricos, forçaria atitudes de sobriedade e modéstia nas casas legislativas, silenciaria blá-blá-blás de participação popular (inautêntica). Enfim, sanearia muita coisa. Mas é pregar no deserto, para desgraça nossa existe sólida maioria na Câmara dos Deputados e no Senado contrária à sua adoção, unida na preservação do entulho autoritário. Panaceia? De modo nenhum, melhoraria algum tanto a representação política, já é ganho ponderável, um avanço civilizatório, de que nos privam os eleitos (por nós).

 

Viro a página. O ministro Barroso levantou tema de enorme importância: a legitimidade. Deixou evidente que a legitimidade, mesmo em situações perfeitamente legais, pode ser ofendida e é dever dos homens de bem evitar a ofensa. Com o voto facultativo, opina o ministro, as eleições teriam igual força constitucional e legal, mas faltaria legitimidade aos eleitos, pouco sufragados. Para ele, situação grave a evitar. Ele tem razão num ponto essencial, a legitimidade não se assenta exclusivamente na lei. Assenta-se também, completo, em outras realidades; se olharmos para o Direito Natural, negado por tantos, tem ali raízes. Em curto, o que é legitimidade? Vai aqui conceito caseiro, sujeito a bombardeios, é a conformidade com a ordem. Ordem via de regra nascida da natureza, da História, do fato moralmente justo. Qualquer situação, brotando da desordem, irrompe ilegítima. É útil recordar, existem a legitimidade e a ilegitimidade da ordem social, das leis, das condições sociais, das dinastias e não apenas das reais. Viver dentro da legitimidade é das mais importantes condições para a consecução do bem comum. E, por ricochete, dos bens individuais. É, contudo, assunto para outra ocasião.

 

Volto ao fulcro, não fujamos do óbvio. É notório, o eleitor brasileiro, desinteressado de política e eleições, sem apetência pelos pratos oferecidos, em sua boa maioria, não votaria se não fosse tangido, debaixo de vara, para a urna. É inafastável a pouca representatividade dos eleitos, a mais do claro fracasso democrático, fatos em nada ofuscados pela tentativa de tentar tapar o sol com a peneira mediante a adoção do voto obrigatório. Haveria mais legitimidade em nossos processos eleitorais com a adoção do voto facultativo; a verdade e a transparência, hoje evitadas, iluminariam melhor o processo eleitoral.

 

 

 

 

 

 

 

 

PÉRICLES CAPANEMA - é engenheiro civil, UFMG, turma de 1970, autor do livro “Horizontes de Minas"



publicado por Luso-brasileiro às 11:38
link do post | comentar | favorito

FELIPE AQUINO - CONHEÇA SETE CHAVES PARA LER E CONHECER A BÍBLIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Primeiro passo para conhecer a Bíblia é ler a própria Bíblia

Você tem “Sete Chaves” que abrem o seu coração para ler a Bíblia de forma libertadora, agradável e correta. Essas chaves são fáceis de serem encontradas, pois elas estão simbolizadas em seu próprio corpo.

Com as “Sete Chaves” você encontra a Palavra de Deus que está na Bíblia e na vida, e entenderá melhor o sentido escondido atrás das palavras.

Veja só:

 

  1. Pés: Bem plantados na realidade

Para ler bem a Bíblia é preciso ler bem a vida, conhecer a realidade pessoal, familiar e comunitária do país e do mundo. É preciso conhecer, também, a realidade na qual viveu o Povo da Bíblia. A Bíblia não caiu do céu prontinha. Ela nasceu das lutas, das alegrias, da esperança e da fé de um povo (Ex 3,7).

 

  1. Olhos: Bem abertos

Um olho deve estar sobre o texto da Bíblia e o outro sobre o texto da vida. O que fala o texto da Bíblia? O que fala o texto da vida? A Palavra de Deus está na Bíblia e está na vida. Precisamos ter olhos para enxergá-la.

 

  1. Ouvidos: Atentos, em alerta

Um ouvido deve escutar o chamado de Deus e o outro escutar o seu irmão.

 

  1. Coração: Livre para amar

Ler a Bíblia com sentimento, com a emoção que o texto provoca. Só quem ama a Deus e ao próximo pode entender o que Deus fala na Bíblia e na vida. Coração pronto para viver em conversão.

 

 

 

 

 

 

 

Leia também: Como ler e entender a Bíblia?

Cinco conselhos práticos para uma boa oração com a Bíblia

Pode aprender-se a orar com a Bíblia?

Interpretar a Bíblia ao pé da letra?

 

  1. Boca: Para anunciar e denunciar

Aquilo que os olhos viram, os ouvidos ouviram e o coração sentiu: a palavra de Deus e a vida.

 

  1. Cabeça: Para pensar

Usar a inteligência para meditar, estudar e buscar respostas para nossas dúvidas. Ler a Bíblia e ler, também, outros livros que nos expliquem a Bíblia.

 

  1. Joelhos: Dobrados em oração

Só com muita fé e oração dá para entender a Bíblia e a vida. Pedir o dom da sabedoria ao Espírito Santo para entender a Bíblia.

 

 

 

 

 

 

Regras de ouro para ler a Bíblia

 

  1. Leia-a todos os dias

Quando tiver vontade e quando não tiver também. É como um remédio, com ou sem vontade tomamos porque é necessário.

 

  1. Tenha uma hora marcada para a leitura

Descobrir o melhor período do dia para você e fazer dele a sua hora com Deus.

 

  1. Marque a duração da leitura

O ideal é que seja, no mínimo, de 30 a 40 minutos por dia.

 

  1. Escolha um bom lugar

É bom que se leia no mesmo lugar todos os dias. Deve ser um lugar tranquilo, silencioso, que facilite a concentração e favoreça a criação de um clima de oração. Se, num determinado dia, não se puder fazer o trabalho na hora marcada e no lugar escolhido, não faz mal. Em qualquer lugar e em qualquer hora devemos ler. O importante é que se leia todos os dias.

 

  1. Leia com lápis ou caneta na mão

Sublinhe na sua Bíblia e anote no seu caderno as passagens mais importantes, tudo o que chamar a sua atenção, as coisas que Deus falou ao seu coração de um modo especial. Isso facilita encontrar as passagens quando precisar delas.

 

  1. Faça tudo em espírito de oração

Quando se lê a Bíblia, faz-se um diálogo com Deus: você escuta, você se sensibiliza, você chora. É um encontro entre duas pessoas que se amam.

“Quando oramos, falamos a Deus. Quando lemos as Sagradas Escrituras é Deus quem nos fala”.

 

Fontehttp://www.veritatis.com.br/sete-chaves-para-ler-e-conhecer-a-biblia/

 

 

 

 

 

FELIPE AQUINO   -      é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:09
link do post | comentar | favorito

PAULO R. LABEGALINI - A HISTÓRIA DE UMA SANTA MÃE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Paulo Labegalini.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cada vez que leio a vida de um santo, tenho vontade de relatá-la, mas acabo dando preferência a outra boa história ou a um tema que me recomendaram. Hoje, porém, vou enfocar uma maravilhosa personagem da nossa Igreja: Santa Mônica – famosa por ter sido mãe de Santo Agostinho e conseguido a plena conversão do filho.

Ela nasceu em Tagaste – África do Norte – no ano 332 e desejava dedicar-se à vida de oração e solidão, mas seus pais fizeram-na casar com Patrício – homem de gênio terrível, mulherengo, jogador e sem religião. Ele a fez sofrer por trinta anos, mas jamais levantou a mão contra ela. Tiveram três filhos: dois homens e uma mulher. Os dois menores foram sua alegria e consolo, mas Agostinho também a fez sofrer por dezenas de anos.

Naquela região, onde as pessoas eram muito agressivas, as demais esposas perguntavam a Mônica por que seu marido nunca a agredia. Ela respondia: ‘Quando meu marido está mal-humorado, me esforço para estar de bom humor e, quando ele grita, eu me calo. Como são necessários dois para brigar e eu não aceito a briga, não brigamos!’ Esta fórmula fez-se célebre no mundo e serviu a milhões de mulheres para manterem a paz em casa.

Embora Patrício criticasse as orações e generosidade da esposa, nunca se opunha que ela se dedicasse a estas boas obras. Mônica rezava, oferecia sacrifícios por seu marido e, no ano de 371, alcançou de Deus a graça de seu batismo. Um ano depois, ele morreu santamente, deixando a pobre viúva com o problema do filho mais velho.

Por ser extraordinariamente inteligente, Agostinho estudava filosofia, literatura e oratória na capital do estado, mas teve a desgraça de ver seu pai, quando vivo, não se interessar por seus progressos espirituais. Somente lhe importava que tirasse boas notas, que brilhasse nas festas sociais e que se sobressaísse nos exercícios físicos, mas, sobre a salvação de sua alma, não lhe ajudava em nada. E isso foi fatal para o filho, pois caiu de corpo e alma no pecado.

Quando o pai morreu, Agostinho tinha 17 anos e Mônica recebia notícias dizendo que o jovem levava uma vida nada santa. Em uma doença, frente ao temor da morte, se fez instruir sobre a religião e propôs tornar-se católico, mas, ao ser curado, abandonou esse propósito. Finalmente, tornou-se sócio da seita Maniqueus, que afirmava: ‘o mundo não foi feito por Deus, mas pelo diabo’. Mônica era bondosa, mas, ao ver o filho chegar de férias, o expulsou de casa e fechou-lhe as portas, dizendo que sob o seu teto não abrigava os inimigos de Deus.

Contudo, aconteceu que, naqueles dias, Mônica teve um sonho e se viu num bosque chorando pela perda espiritual do filho. Então, se aproximou dela um personagem muito resplandecente e lhe disse: ‘Teu filho voltará contigo’. Na época, faltavam ainda 9 anos para que Agostinho se convertesse.

Quando ela contou a um bispo que passou anos e anos rezando, oferecendo sacrifícios e pedindo orações pela conversão do filho, ele respondeu-lhe: ‘Fique tranquila, é impossível que se perca o filho de tantas lágrimas’. Esta admirável resposta e o que tinha escutado em sonho, a encheu de consolo e esperança, apesar de Agostinho não dar o menor sinal de arrependimento.

Aos 29 anos, o jovem decidiu ir a Roma dar aulas. Já era doutor e a mãe se propôs a ir junto para livrá-lo de todos os perigos morais, mas Agostinho armou-lhe uma armadilha. Ao chegar à beira mar, Mônica lhe pediu que fosse rezar no templo enquanto visitava um amigo, porém, ele subiu no barco e partiu, deixando-a sozinha. Não desistindo da missão, Mônica tomou outro barco e se dirigiu a Roma.

Em Milão, ela se encontrou com o arcebispo mais famoso da época: Santo Ambrósio. Nele, viu um verdadeiro pai, cheio de sabedoria, que foi guiando-a com prudentes conselhos. Agostinho também ficou impressionado por sua enorme personalidade e começou a escutá-lo com profundo carinho e a mudar suas ideias da fé católica.

E aconteceu que no ano 387, ao ler umas frases de São Paulo, Agostinho se propôs a mudar de vida. Enviou para longe a mulher que mantinha união livre, deixou seus vícios e maus costumes. Instruiu-se na religião e, na Festa da Ressurreição daquele ano, fez-se batizar. Convertido, dispôs a voltar com a mãe e o irmão à sua terra, na África, e foram ao porto de Ostia esperar o barco.

Mas Santa Mônica, que já tinha conseguido tudo o que queria na vida, já podia morrer tranquila. À noite, estando ela e o filho numa casa junto ao mar, exclamou entusiasmada: ‘E a mim, o que mais pode me amarrar à terra? Já obtive meu grande desejo: ver-te cristão católico. Tudo o que pedi, consegui de Deus’. Pouco depois, teve febre que, em poucos dias, se agravou, e ela morreu. A única coisa que pediu aos filhos foi que não deixassem de rezar pelo descanso de sua alma. Faleceu aos 55 anos de idade.

Milhares de mães e de esposas encomendaram-se a Santa Mônica por todos estes séculos, pedindo que as ajude a converter seus maridos e filhos, e conseguiram milagres admiráveis.

 

 

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 10:50
link do post | comentar | favorito

HUMBERTO PINHO DA SILVA - VOCÊ TEM CURSO UNIVERSITÁRIO ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Humberto Pinho da Silva.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Naquela macia manhã de domingo, fui com meu pai, à missa, na igreja de Santíssima Trindade. Era meio-dia, quando descíamos a ampla escada de granito, que dá acesso à ádito do templo.

Avizinhou-se de nós, homem, alto, elegante, bem trajado, de óculos reluzentes, de cor doirada, cabelo grisalho e rosto risonho, de braços abertos, que euforicamente, cumprimentou meu pai. Sem mais delonga, disse-lhe em afetuosa jovialidade:

- “ Ainda ontem falamos de si! …”

- “Sim?!” – Respondeu meu pai, segurando, com firmeza, os longos e finos dedos morenos do álacre cavalheiro.

Soube, mais tarde, que se tratava de insigne causídico da nossa cidade.

- “ Pois é verdade! Você é um jornalista genial! Escreve com estatura dos grandes prosadores; tem cultura invulgar; e é notável perito da História da cidade. Minha mulher - que é formada em Letras, - até me perguntou: -” Que curso terá esse Pinho da Silva, para ter tanto talento, e possuir admirável estilo?!”

Meu pai, surpreso, agradeceu o inesperado elogio, e após breve pausa, declarou galhofeiramente:

- “ Não tenho curso algum…”

Disse a verdade, omitindo, porém, que cursara as Belas-Artes, e fora discípulo de ilustres e conhecidos Mestres.

O famoso jurisconsulto, mirou-o num relance, estupefacto, de cima a baixo, de olhos esbugalhados de espanto. Depois… tartamudeando palavras ininteligíveis, acabou asseverando, com sorriso compulsivo, nos descorados lábios:

- “ “ Pois não parece! …. Para quem não tem diploma superior, escreve bem. Muito bem… Continue…continue…que irá longe…mesmo sem curso! …

“E eu a pensar, que tinha cursado Letras! …”

O conhecido causídico, estampou expressão de espanto, e certamente pensou com seus bonitos botões doirados: “ Como é que consegue, sem ter frequentado os bancos universitários?! …” – As Belas-Artes, no tempo da juventude de meu pai, não pertenciam ao ensino superior.

O bom jurisconsulto, pensava, que para se ser bom escritor e bom jornalista, era preciso frequentar a Faculdade de Letras! …

Como se as Letras tivessem lá! …

Compreendo, assim, perfeitamente, porque pretendentes a deputado, inventem cursos e diplomas, que não possuem, para serem respeitados.

Quando realizei, numa publicação local, dezenas de entrevistas (quase duas centenas,) a figuras públicas; jovem deputado, confidenciou-me: que ia cursar Faculdade, para poder impor-se, no parlamento…

Vivemos num mundo de “canudos”. Marden, asseverou: que se dava mais valor ao diploma, que ao verdadeiro conhecimento.

E continua a ser verdade…

 

 

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 10:41
link do post | comentar | favorito

EUCLIDES CAVACO - O SOL NA MINHA MÃO - Soneto e récita de Euclides Cavaco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Este meu soneto declamado é um dos que mais alto grita a falta de solidariedade humana e o egocentrismo que ainda persiste.

Arte videográfica do talentoso amigo Afonso Brandão.
 
 


https://www.youtube.com/watch?v=cbTqZq1Jh-U&feature=youtu.be
 
 


Desejos duma salutar semana.
 
 
 
 
 
 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

***

 

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DO PORTO

 

 http://www.diocese-porto.pt/

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP

 

 

 https://dj.org.br/

 

***

 

 

 

Leitura Recomendada:

 

 

 

 

 

Resultado de imagem para Jornal A Ordem

 

 

 

 

 

Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

Opinião   -   Religião   -   Estrangeiro   -   Liturgia   -   Area Metropolitana   -   Igreja em Noticias   -   Nacional

 

 

https://www.jornalaordem.pt/

***

 

HORÁRIOS DAS MISSAS NO BRASIL

 

 

Site com horários de Missa, confissões, telefones e informações de Igrejas Católicas em todo o Brasil. O Portal Horário de Missas é um trabalho colaborativo onde você pode informar dados de sua paróquia, completar informações sobre Igrejas, corrigir horários de Missas e confisões.



https://www.horariodemissa.com.br/#cidade_opco

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 10:30
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
arquivos

Setembro 2020

Agosto 2020

Julho 2020

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

pesquisar
 
links