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Sexta-feira, 10 de Julho de 2020
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - DIA INTERNACIONAL DO HOMEM

 

 

 

 

 

 

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Quem nunca ouviu a brincadeira de que a mulher tem um dia só para ela, mas os homens têm o resto do ano para eles? Gozações à parte, agora  eles realmente já têm uma data exclusivamente deles, cuja comemoração deixa muito a desejar, ou seja, passa quase desapercebida, embora o comércio comece a divulgá-la.         O Dia Internacional do Homem é celebrado a 15 de julho e foi criado há mais vinte anos pelo ex-presidente russo Mikhail Gorbachev e apoiado pela Organização das Nações Unidas em Viena.

E se no Dia Internacional da Mulher descreve-se a luta pela emancipação feminina, a do Homem se “constitui numa excelente idéia para equilibrar os gêneros", de acordo com a diretora da Secretaria de Mulheres e Cultura de Paz da UNESCO, Ingeborg Breines. A celebração deve priorizar aspectos como a melhora da saúde  (especialmente dos mais jovens), a melhora da relação entre sexos e a promoção da isonomia entre eles.

Por isso, são propósitos básicos dessa comemoração: promover modelos masculinos positivos, não apenas de estrelas do cinema ou esportes, mas de homens do dia-a-dia cujas vidas são decentes e honestas; comemorar as contribuições masculinas positivas para a sociedade, comunidade, família, casamento, guarda de crianças e meio-ambiente; concentrar sobre a saúde do homem e seu bem estar social, emocional, físico e espiritual; destacar a discriminação profissional contra os homens nas áreas de serviços sociais, nas atitudes e expectativas sociais e no direito; melhorar as relações de gênero e promover a igualdade de gênero e criar um mundo melhor, onde as pessoas possam se sentir seguras e crescer para alcançar seu pleno potencial

 

Assim, o Dia Internacional do Homem tem objetivos muito bons e bem definidos, os quais precisam ser divulgados. E aproveitando a data, ressalte-se que é preciso manter uma reflexão permanente sobre o papel que cada um -homem e mulher- deve representar no plano de Deus que os criou como parceiros, à sua semelhança, para participarem juntos, sem opressão de um sobre o outro pela construção de um novo mundo novo e plenamente justo, onde os direitos sejam efetivamente iguais.

E mesmo diante da pandemia do corona vírus, para muitos a data não passará em branco, pois ela é mais reflexiva do que comemorativa.

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI  é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. É ex-presidente da Academias Jundiaienses de Letras e Letras Jurídicas (martinelliadv@hotmail.com)



publicado por Luso-brasileiro às 10:59
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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - DIREITO AUTORAL: UMA NOÇÃO RECENTE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A noção de que o criador de uma obra intelectual ou artística tem uma forma de propriedade sobre sua criação, análoga e muito semelhante à de muitos outros direitos reais - como por exemplo o de propriedade imobiliária -, podendo exercer plenamente, em relação a sua criação, o jus utendi, fruendi ac abutendi (direito de usar, de fruir e de dispor) dela, é relativamente recente na História da Humanidade.

No âmbito civil, foi a famosa Convenção de Berna, de 1886, à qual foram aderindo, sucessivamente, quase todos os países do mundo, que consagrou tal direito. A Societé des Gens de Lettres, fundada poucos anos antes em Paris, desenvolveu uma ampla campanha de esclarecimento da opinião pública, sobre os direitos de autor, preparando os espíritos para a vitoriosa realização da Convenção de Berna.

Muito antes da Convenção de Berna, já a Igreja Católica ensinava a existência de um direito de autor, decorrente da própria natureza humana, livre e racional. Ela era tão estrita nisso que as produções intelectuais de um religioso de votos solenes (os mais sérios e perfeitos, no sentido de completos, com todas as suas consequências jurídicas e canônicas) eram de sua propriedade, independente do voto de pobreza.

Lembro de ter lido isso, muitos anos atrás, na Theologia Moralis de Santo Afonso de Ligório. Ele estudava o caso de um religioso de votos solenes que fosse eleito bispo de uma diocese. Esse religioso seria, obviamente, dispensado do voto de pobreza, que não podia ser compaginado com a condição episcopal. Ele sairia da Ordem a que consagrara sua vida levando exclusivamente a roupa do corpo, “como esmola” (more elemosynae) e nenhum dinheiro. Sua sustentação, nas novas funções episcopais, deveria ser provista pela diocese da qual seria bispo e com a qual ele contraía, misticamente, um relacionamento análogo ao de um matrimônio.

No entanto, o Direito Canônico previa que ele poderia levar consigo, livremente e sem depender de autorização de quem quer que fosse, todos os seus manuscritos, porque se entendia que as produções intelectuais eram indissociáveis de sua pessoa e não estavam abrangidas pelo voto de pobreza.

Mesmo no caso de religiosos com votos solenes que se dedicam a atividades intelectuais remuneradas (como professores universitários, autores de livros ou artigos científicos, pareceristas em questões canônicas delicadas), o voto de pobreza não permite que o religioso fique dono daquele dinheiro, mas o costume eclesiástico é que, sem embargo de seu voto, ele fique livre para usar aquele dinheiro comprando livros e fazendo gastos para o próprio estudo. Quando morrer, todos os seus livros de estudo e pesquisa serão incorporados à biblioteca da sua ordem ou congregação religiosa, ou serão doados a uma instituição de ensino católica. Isso aconteceu, por exemplo, com os livros de um amigo jesuíta muito culto com quem muito privei e do qual conservo ótimas recordações: Pe. Hélio Abranches Viotti, da Academia Paulista de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

Quis contar esses casos para mostrar que nesse ponto, como em muitos outros, a sensibilidade eclesiástica precedeu muito a de tantos progressos modernos.

 

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS  -  é licenciado em História e em Filosofia, doutor na área de Filosofia e Letras, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História.

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 10:49
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CINTHYA NUNES - EDUCAÇÃO DO FUTURO E O FUTURO DA EDUCAÇÂO

 

 

 

 

 

 

 

 

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            Até muito pouco tempo era legalmente proibida no Brasil a prática do Ensino Domiciliar, também conhecido como Homeschooling. Recentemente, se não estou enganada, os tribunais brasileiros decidiram de modo a admitir, ainda que por exceção, que pais eduquem seus filhos, sem matriculá-los em escolas regulares. Mediante a realização de provas como o ENEM, por exemplo, seria possível verificar a aproveitamento dos estudantes, certificando-o quanto aos períodos escolares cumpridos.

            E eis que a pandemia da COVID-19 cria, em outras tantas, uma situação insólita. De uma hora para outra as escolas fecharam e, mais de cem dias depois, ainda não tem qualquer previsão de reabrir. Desconheço a realidade do ensino público, sobretudo do fundamental e médio e, assim, prefiro não opinar, mas do ensino particular tenho acumulado vários relatos de pessoas bem próximas.

            Assim, ainda que os estudantes estejam dentro de suas casas, acompanhando as aulas à distância, não é a mesma coisa que serem exclusivamente ensinados por seus pais ou avós. No primeiro caso os professores prosseguem ensinando, mas fisicamente distantes, conectados aos alunos através da tecnologia, via computadores, tablets ou smartphones. No segundo, não há intervenção de uma instituição de ensino, restando a educação  ao  encargo

 dos pais ou de terceiros por eles contratados.

            O fato é que a grande maioria das escolas foi pega de surpresa pela pandemia, não estando preparadas em termos de plataformas de ensino, tecnologias de transmissão e capacitação de professores. Aliado a isso, em muitas famílias, mesmo naquelas que possuem melhores condições econômicas e que a maior parte dos membros já eram usuários constantes da internet, ter a escola toda dentro de um computador foi uma novidade a ser assimilada e entendida.

            Muitas são as intercorrências que precisam ser superadas para que a experiência de se estudar em casa venha a ser um modelo mais próximo do ideal, do proveitoso. É preciso ter uma conexão forte, que suporte a transmissão de vídeos por algumas horas, bem como um local no qual o estudante possa ter o mínimo de concentração para acompanhar as lições e fazer tarefas. Sem dizer que acompanhar uma turma de mais de trinta crianças ou adolescentes, estando apenas ao alcance do microfone, não ajuda muito aos professores que não possuem qualificação ou pendor para o EAD.

            Alguns meses de pandemia e, segundo o que acompanhei, os resultados foram variados. Alguns estudantes se adaptaram perfeitamente ao novo normal, inclusive tendo melhor aproveitamento escolar. Já outros, seja por qual motivo for, não conseguiram se encontrar, acumulando um ano de prejuízo acadêmico. Os professores, então, são um caso à parte. Com trabalho redobrado, tiveram que se reinventar, buscando estratégias para manter os alunos minimamente interessados.

            Principalmente no caso das universidades particulares, as desistências, os trancamentos e mesmo o abandono por parte dos alunos tem sido um desafio a enfrentar. No entanto, por infelicidade, a imensa maioria desses estabelecimentos simplesmente se limitou a demitir, aos baldes, professores e funcionários. Em um caso que ficou notório através da imprensa, professores receberam seus avisos de demissão pela tela do computador. Sequer uma ligação ou um tratamento individualizado receberam. Viraram números em uma tabela de Excell, nada mais.

            Talvez as crianças e os adolescentes que tem acesso à internet possam, de fato, aprender de um modo diferente, transformados em um tempo que lhes pertence. Já o ensino, como um todo, está de luto. Só posso lamentar por isso e temer pelo futuro que daqui há alguns anos haverá de cobrar seu pedágio. E sequer acredito na culpa maior do Corona Vírus.

 

 

 

 

CINTHYA NUNES   -  é jornalista, advogada e acredita que  os professores deveriam ser muito mais valorizados – cinthyanvs@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 10:30
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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - HISTÓRIA DE PORTO

 

 

 

 

 

 

 

 

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Dolorosa a partida dele após o infarto. Não fazia muito que estivera hospitalizado por outro problema.  Sentiu-se mal e ela o acompanhou à UPA. União de 18 anos. Teve alta e se dirigiram ao ponto de ônibus. Oscilou e retornaram ao atendimento médico. Disse-lhe que estava morrendo e se foi. Dor demais para a mulher.
Como não seria possível passar a noite em velório, conversamos até a madrugada. Conheço um pouco de sua história. Vi-a pela primeira vez na década de 90 e seu olhar, feito de ternura, desencanto e esperança, me tocou o coração. Reencontramo-nos em 2005 e foi bom demais recuperar sua presença em meus caminhos. Em tempo de incertezas, fortaleceu um de meus sonhos.
Continua pesarosa e compreendo. Relacionamento de esposa e mãe. Ele viera do Nordeste e, desde que chegou, perdeu o contato com a família. A companheira enviou alguns dados para um programa de TV da cidade mais próxima, com o propósito de recuperar alguém de sangue. Inútil. Conheceram-se nas proximidades da construção em que trabalhava de ajudante de pedreiro.  Tornou-se direção para ele. A situação de miséria, da terra natal, lhe negou a escola. Não saber ler o enchia de medos. Como tomar o ônibus correto ao se dirigir a algum lugar? Precisava dela. Ser importante na vida dele lhe fazia bem. Tê-la lhe dava amparo. O porto em que ancoraram, em parceria, não importa se havia atritos, os sustentava. Penso que, nos relacionamentos que tivera, buscava esse permanecer que ele lhe oferecera. Recordei-me de versos de um poema do saudoso poeta jundiaiense Aristides Prado, mais ou menos desta forma: “Três mulheres pousaram no meu leito, / mas nenhuma dormiu em minha vida”.  É bem assim: existe o sonho de perdurar na vida de alguém. Acontecera com ela depois de décadas.
Lembro-me de que, semanas antes dele partir, ela me disse ser a música que marcara a sua vida: “Legata a Un Granello Di Sabbia” com Nico Fidenco. “Me queres deixar e tu vais fugir/ Mas só no escuro depois me chamarás. (...) Te quero embalar, embalar pousando-te/ Na onda do mar, do mar./ Amarrando-te a um grãozinho de areia/ Assim tu, na neblina não podes fugir mais/ E junto a mim tu ficarás...”
Hoje, ele se encontra com a âncora de sua embarcação presa ao Céu, porém nos elos da corrente existem as marcas de fortaleza e ternura dela, que se refletem no brilho do luar.

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.



publicado por Luso-brasileiro às 10:23
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ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES - 5 AS VIRTUDES CAPITAIS DO SÉCULO XXI - 1ª Série (5B) - 5ª. A HONESTIDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Pessoas honestas  são sinceras e justas, são empáticas e se preocupam com o bem-estar do próximo, colaborando para a construção de ambientes positivos e  verdadeiros. Quem é honesto respeita as opiniões alheias e se relaciona positivamente com todos, apresentando facilidade de trabalhar em equipe e crescer na empresa. Muitas pessoas são desonestas ao tirar vantagem das outras, exactamente porque não confiam em si mesmas e na sua capacidade de realizar as coisas. A maioria dessas pessoas não competem para se  superar, mas para se sentirem melhores que os outros. Essa é a forma que as pessoas inseguras encontram de se afirmar e se superiorizar.

 

Quem só pensa em atender os próprios desejos e necessidades acaba passando opor cima das pessoas, omite informações importantes, inventa histórias e distorce a realidade. Com o tempo a pessoa perde a credibilidade e se torna uma ameaça para as pessoas e para a empresa, já que desestabiliza qualquer ambiente.

 

 

Honestidade no trabalho. A honestidade vai muito além de não roubar e não fazer

fofoca. A partir do momento em que somos contratados por uma empresa ou uma instituição, firmamos um acordo em que prestamos um determinado serviço e  empresa ou a instituição quer seja civil, quer seja militar e até  religiosa,. Ser honesto é prestar um bom serviço. Usando o máximo do seu potencial durante todo o expediente de trabalho.

Se fazemos as coisas de qualquer jeito e não aplicamos todas as nossas capacidades estamos a ser desonestos.

Outro ponto que não nos damos conta ser sinal de desonestidade é usar os recursos das instituições onde trabalhamos para  nosso próprio proveito.

Procure cada um ser honesto para contribuir por um mundo melhor.

 

Alguém  escreveu este texto que expressa  o sentido da honestidade:

 

 

Você tem palacete, tem jóias e criados à vontade

Sem ter nenhuma herança ou parente, só anda de Mercedes e Ferrari

E o povo pergunta com maldade

Onde está a honestidade, onde está a honestidade?

 

O seu dinheiro nasce de repente, e embora não se saiba se é verdade

Você  acha na rua diariamente, anéis, dinheiro e até felicidade

E o povo já pergunta com maldade

Onde está a honestidade, onde está a honestidade?

 

 

Vassoura dos salões da sociedade, que varre o que encontra pela frente

Promove festivais de caridade em nome de qualquer defunto ausente

E o povo já pergunta com maldade

Onde está a honestidade?

 

 

 

(continua no próximo número)        

 

 

      

ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES   -   Sacerdote Católico. Coronel Capelão das Frorças Armadas Portuguesas. Funchal, Madeira.  -    Email   goncalves.simoes@sapo.pt

 

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 10:19
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VALQUÍRIA GESQUI MALAGOLI - MAIS DO QUE OURO

 

 

 

 

 

 

 

 

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Estou cá: quietinha e inteira!

Bem, sozinha e no meu cantinho.

Vinde a mim quem amar me queira;

Não vou mais implorar carinho.

 

Nos enfeites quase uma freira:

Dos fios do cabelo ao dedinho

Sem brinco, colar ou pulseira.

Mais do que ouro me vale o espinho.

 

Estou cá: quietinha e inteira!

Bem, sozinha e no meu cantinho.

Vinde a mim, quem amar me queira;

Não vou mais implorar carinho.

 

 

 

 

Valquíria Gesqui Malagoli, escritora e poetisa, vmalagoli@uol.com.br



publicado por Luso-brasileiro às 10:09
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PAULO R. LABEGALINI - O DOCE GOSTO DA FÉ CATÓLICA

 

 

 

 

 

 

 

 

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Há uma lenda que relata a história de um homem que encontrou uma garrafa mágica. Ao abri-la, imediatamente apareceu um gênio, dizendo que iria conceder-lhe um desejo. O homem, então, pensou: ‘Sou rico, tenho família, possuo grande inteligência para negócios... Já sei! Eu quero conhecer profundamente todas as religiões’.

Desejo concedido, ele passou a dar palestras nos templos, igrejas e sinagogas do mundo inteiro, e seus ensinamentos eram profundamente admirados; porém, ele jamais cumpriu a sua missão na Terra por não professar uma única fé. Sempre que começava um trabalho num lugar, logo se desviava para outra tarefa, servindo outro senhor, num centro distante. E quando morreu, será que ele se salvou?

Infelizmente, quando se trata de religiões diferentes, nem todos os caminhos nos levam ao mesmo lugar, por isso, temos que trilhar o caminho da salvação eterna! Bem, como sou católico convicto da missão que abracei, para chegar ao Céu tenho certeza que não posso misturar nenhuma outra crença no coração, senão me desvio dos ensinamentos que Jesus deixou.

Faço minhas estas palavras do saudoso Pe. Aquilino numa Festa de São José, no Santuário Nossa Senhora da Agonia: “Estou vivendo a fase mais feliz da minha vida!”. Motivos para isso eu tenho de sobra, mas, focando exclusivamente o doce gosto da minha fé, confesso que essa alegria deve-se ao meu envolvimento na Igreja desse ‘trio maravilhoso’: a Eucaristia, Nossa Senhora e o santo Papa. Em que outra religião encontramos isso? Disse Jesus: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18).

Eu respeito todas as crenças e jamais falaria mal de alguma sem conhecê-la, mas posso comentar de cadeira a fé católica porque a vivo a todo instante. E aconselho a todos que conheço: ‘Se querem viver em paz e se salvarem, sigam os Mandamentos de Deus, rezem para Nossa Senhora, participem da Eucaristia e aceitem as orientações do Papa Francisco’. Quem fizer isso, pela fé que tenho no peito, acredito que não poderia agradar mais a Jesus em outro lugar.

A oração da Ave-Maria, raiz na fé católica, nasceu da Bíblia (Lc 1, 28 e 42) e do povo. Não é à toa que a Virgem Maria é a Padroeira do Brasil com o nome de Nossa Senhora Aparecida: sua imagem é feita de barro, é pequena e humilde, porque abençoa a classe mais simples da nação: os sofredores e os pobres – e todos se sentem representados na imagem.

Foi esse povo que colocou nela o manto azul como presente. Ele é ornamentado e muito bonito, porque todos gostam muito de Nossa Senhora! Milhões de pessoas fazem romaria a Aparecida todos os anos, agradecendo as graças, carregando o andor e cantando ‘Ave-Maria’. Por quê? Porque em Maria, o povo vê realizado o ideal que alimenta há muitos séculos: a liberdade dos filhos de Deus.

E por amá-la tanto é que continuamos criando nomes carinhosos a ela. Minha devoção e paixão pela Mãezinha querida fazem com que eu tenha dezenas de imagens que a representam em meu apartamento. E entre as músicas que compus, eis as letras de duas, que falam da Mãe de Deus.

A primeira:

“Virgem Santa, medianeira dos favores do Senhor, / me acompanhe na alegria, alivie a minha dor. / Nos caminhos tortuosos, me segure pela mão; / nos momentos gloriosos, seu é o meu coração. // Mãe das Graças, da Agonia, do Sagrado Coração, / Soledade, Aparecida, do Socorro, a mesma são.”

E a segunda, música de comunhão:

“De Deus, nasceu Maria, a serva do Senhor; / e a Santa Eucaristia, é fruto do amor: / Jesus nos convidando a repartir o pão; / Maria nos mostrando o Altar da Salvação. / Estando preparados, faremos procissão, / levando a nossa Mãe no coração. / Voltando abençoados no Corpo do Senhor, / a luz do céu reflete puro amor: / amor de Deus a todo cristão; / amor da Mãe na Santa Comunhão.”

Graças a Deus, minha família tem essa forte devoção: dormimos e acordamos com Maria no coração. E nesta quarentena, estamos rezando o Terço diariamente em ação de graças por tudo o que temos, tudo o que somos, e pedindo mais bênçãos às pessoas que confiam em nossas orações. Também rezamos firmemente para que acabe de vez a pandemia nessa judiada Terra.

Assim é a vida: uns se matam e outros se ajudam; poucos rezam e muitos se perdem; novas promessas de salvação aparecem e alguns acreditam. Enquanto isso, continuo rezando e dizendo que quem praticar os ensinamentos da Igreja Católica vai entrar no Céu. Essa é a minha convicção, essa é a minha fé.

 

 

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.



publicado por Luso-brasileiro às 10:03
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FELIPE AQUINO - VOCÊ CONHECE A VIDA DE SANTA PAULINA, A PRIMEIRA SANTA DO BRASIL ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conheça alguns ensinamentos da primeira santa do Brasil

A Igreja recorda no dia 9 de julho a memória litúrgica de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, a primeira santa do Brasil.

Amábile Lucia Visintainer nasceu em Trento (norte da Itália) em 16 de dezembro de 1865. Seus pais Napoleão e Ana eram cristãos devotos, mas muito pobres.

Foi esta precária situação econômica que motivou a família da santa a emigrar para o Brasil em 1875. Os Visintainer se estabeleceram no estado de Santa Catarina, em uma comunidade italiana chamada Nova Trento.

Logo após sua chegada, Amábile conheceu Virginia Rosa Nicoldi e ambas se tornaram melhores amigas. Compartilhavam o mesmo amor por Cristo e sempre rezavam juntas fervorosamente. Até fizeram a primeira comunhão ao mesmo tempo, quando tinham 12 anos.

Durante sua adolescência, a jovem começou a participar do apostolado paroquial dando catequese para as crianças, cuidando dos doentes e idosos, e até mesmo a limpando a igreja. Amábile se dedicava a estes trabalhos de corpo e alma e, sem que ela suspeitasse, dilapidaram sua vocação para a vida religiosa.

 

 

 

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Leia também: Você conhece os Santos brasileiros?

Santa Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus

 

 

 

Com a permissão de seu pai, a santa construiu uma pequena casa, em terreno doado por um barão, onde ia rezar, recebia os enfermos e ensinava as crianças. Sua primeira paciente foi uma mulher com câncer terminal e que não tinha ninguém para cuidar dela.

O dia 12 de julho de 1890 é considerado a data de fundação da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, a primeira congregação feminina fundada no país, que começou com o trabalho de Amábile e Virginia na pequena cabana.

Naquele mesmo ano, as duas amigas e outra jovem fizeram seus votos religiosos. Amábile mudou seu nome para Paulina do Coração Agonizante de Jesus e foi nomeada superiora.

O apostolado das irmãs atraiu muitas vocações. Além de suas obras de caridade, também tinham uma pequena indústria de seda para superar as dificuldades econômicas.

Em 1903, Paulina foi convidada a se mudar para São Paulo. Estabeleceu-se no bairro do Ipiranga, onde fundou a obra “Sagrada Família” para acolher os ex-escravos e seus filhos. Em 1918, a igreja brasileira deu reconhecimento a suas virtudes por seu exemplo vocacional.

Em 1938, contraiu diabetes e seu calvário começou. Tiveram que amputar o seu braço direito e chegou a ficar cega. Madre Paulina morreu piedosamente em 9 de julho de 1942.

 

 

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Ela foi beatificada em 1991 pelo Papa João Paulo II durante sua visita ao Brasil e canonizada em 2002.

 

 

Conheça a seguir alguns dos ensinamentos deixados por Santa Paulina:

 

 

 

  1. “Nunca, jamais desanimeis, embora venham ventos contrários”.
  2. “Fé, fé, alma minha! Para fazer somente a Vontade de Deus”.
  3. “Confiar na sabedoria de Deus, é sentir-se amparado em meio ao temporal da vida”.
  4. “Confiai em Deus e em Maria Imaculada; permanecei firmes e ide adiante!”
  5. “Um coração misericordioso mostra que o perdão inunda a vida de esperança”.
  6. “A base para um sono tranquilo é um dia de labuta repleto de atos de amor”.
  7. “O amor ao trabalho torna mais leva a carga de dissabores que o trabalho possa trazer”.
  8. “O desânimo é caminho para a doença. A luta, alimento para a vitória”.
  9. “Meu Deus, não compreendo vossos desígnios, mas a eles me submeto”.
  10. “A oração é oferenda silenciosa de confiança em Deus”.
  11. “Sede bem humildes, é Nosso Senhor quem faz tudo”.
  12. “Aceitar a Jesus como único Salvador é ter já o Céu no Coração”.
  13. “Vamos passo a passo, mas sempre em frente”.

 

 

 

FELIPE AQUINO   -      é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

 

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 09:47
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PÉRCLES CAPANEMA - O CRISTO REDENTOR DO CORCOVADO NA MIRA

 

 

 

 

 

 

 

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Prossegue intensa nos Estados Unidos a campanha de destruição de estátuas simbólicas. Foram derrubadas estátuas de Cristóvão Colombo; várias estátuas de generais heróis na Guerra Civil sofreram a mesma sorte, também algumas de são Junípero Serra. Estátua de são Luís IX, rei da França, foi rapidamente recolhida em Saint Louis para não ser vandalizada. E ainda ameaçadas estátuas dos chamados pais fundadores da nação líder do Ocidente. A destruição continua, nada parece escapar à fúria vandálica. Além de arrancadas violentamente dos pedestais, têm sido corrente, para completar a liturgia caricata, cusparadas, chutes, berros, pinturas afrontosas. Não são raras mutilações e decepações.

 

A mensagem lampeja clara: a figura dos homenageados evoca realidades já não mais toleráveis. Primeiro o símbolo e depois as realidades simbolizadas serão banidos da superpotência. Acusam-nos de representar uma civilização escravocrata, imperialista, genocida, opressora, em especial de negros e índios. Um passo a mais: é a civilização europeia que está no cadafalso. Outro passo na mesma direção: é a civilização cristã europeia. E a fonte última da Europa cristã é Nosso Senhor Jesus Cristo. Questão de tempo, chegarão lá, as estátuas de Jesus Cristo, símbolo de sua doutrina e igreja, também serão abatidas.

 

Aliás, já estamos nas primeiras etapas de tal demolição revolucionária ▬ não convém evitar o qualificativo que cabe: satânica. Coerente com o espírito do movimento, foi o que sintomaticamente já anunciou o escritor Shaun King, ativista social, fundador do “Real Justice PAC” e apoiador do movimento “Black lives matter”: as imagens de Jesus Cristo também precisam ser derrubadas, pois lembram “uma forma de supremacia branca”. Imposição da justiça real, parece, ditadura dos novos tempos.

 

No começo, o vozerio pela derrubada virá da extrema esquerda, de movimentos anarquistas e assemelhados, como já exigido por Shaun King. Depois, vozeadas do centro ecoarão os protestos, propondo a medida como necessidade de harmonia social. No fim, uma suposta maioria centrista achará melhor tirar todas as estátuas de Nosso Senhor dos lugares públicos para preservar o caráter laico do Estado. E, no trajeto, algumas estátuas serão vandalizadas, sem nenhuma punição, forma de impor celeridade maior ao processo demolidor. Alguns, com subestima, às vezes calculada, dirão, são meros atos simbólicos, não mexem no fundo das realidades que importam, que continuarão as mesmas. Serão as mãos que apagam, as vozes que adormecem.

 

Símbolos não importam? Pulo as décadas, retorno para longe. Em 23 de junho de 1813, Napoleão encontrou Metternich em Dresden. Ali se jogava a sorte da Europa, a vida, quem sabe, de milhões de homens. Foram quase quatro horas de conversas, por vezes amável, por vezes tensa e ríspida. De um lado, o general representante da investida revolucionária. Do outro, o representante da Europa conservadora. Em certo momento de tensão, os dois em pé, Napoleão gritou ameaças e atirou o chapéu no chão. Ele era imperador, o outro, apenas ministro. Esperou um gesto de cortesia de Metternich, recolhendo e lhe devolvendo o chapéu. Nada. O corso passou ao lado do chapéu, empurrou-o com o pé. O chanceler austríaco não se mexeu, fingiu nada ter percebido, continuou a argumentar. Napoleão ameaçou:

 

▬ Para um homem como eu, a vida de um milhão de homens, vale nada”

 

Metternich olhou o chapéu no chão. Continuou Napoleão:

 

▬ Perdi 300 mil homens na Rússia, entre eles não havia mais que 30 mil franceses. Os outros, italianos, poloneses, alemães.

 

O ministro atalhou:

 

▬ Vossa Majestade se esquece que fala a um alemão.

 

Napoleão sentiu o golpe, apanhou o chapéu e o enfiou na cabeça. Derrota simbólica enorme. Ao se despedir, Metternich lhe disse: “Majestade, sua situação está perdida. Pressentia-o, quando cheguei. Agora, levo comigo a convicção”.

 

O encontro de Dresden, pleno de frases e gestos simbólicos repercutiu. Repercute até hoje. É visto como um dos marcos importantes da queda de Napoleão. A Europa tomou um rumo detestado pelo imperador da França. Um gesto simbólico, a recusa de apanhar um simples chapéu (no caso, indício de temor e traço de subserviência) até hoje é vista como resumo de uma reunião de mais de três horas. Gestos simbólicos têm efeito enorme, são lances da guerra cultural. Além da importância em si, são observados como atitudes prenunciativas.

 

Será derrota enorme para a Cristandade que diante das estátuas derrubadas (no frigir dos ovos o que está sendo atacado é a Cristandade), não haja resposta à altura com desagravos proporcionais e revide legais, mas altamente significativos.

 

Donald Trump está em campanha pela reeleição. Qual estátua os dirigentes da propaganda escolheram como a mais representativa para ser derrubada? À primeira vista, seria alguma de um “foundigng father”. Ou alguma célebre na Europa pelo valor artístico.

 

Nada disso, foi selecionada a do Cristo Redentor do Corcovado, braços abertos para o mundo, inaugurada em 1931, eco lídimo do movimento pela realeza social de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ato de enorme simbologia, visto pelos chefes da campanha presidencial republicana como de forte repercussão eleitoral. O fato é conhecido. Em propaganda divulgada por todos o país, encimada pelo Cristo do Corcovado, o texto dizia: “O Presidente deseja saber quem o apoiará contra a esquerda radical”. Está dado a entender, queiramos ou não, estamos diante de uma batalha universal.

 

Dia virá, e não está longe, em que se exigirá no Brasil a derrubada da estátua do Cristo Redentor do Corcovado. A exigência virá de grupos ideológicos, inflamados pelas mesmas doutrinas que hoje trabalham nos Estados Unidos pela destruição de suas raízes históricas e aparecimento de uma sociedade rasa e ateia, parecida com o mundo comunal imaginado por Marx como etapa final do comunismo.

 

 

 

 

 

PÉRICLES CAPANEMA - é engenheiro civil, UFMG, turma de 1970, autor do livro “Horizontes de Minas"



publicado por Luso-brasileiro às 09:36
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Terça-feira, 7 de Julho de 2020
HUMBERTO PINHO DA SILVA - A PRINCESA ISABEL, DO BRASIL, EM PORTUGAL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Isabel_Princess_Imperial_of_Brazil_c_1887.jpg

A Princesa Isabel

                            

 

 

 

 

 

 

 

 

A Condessa Maria Droste Zu Vischering – nasceu em Munster a 8 de Setembro de 1863, (Alemanha.) Foi religiosa, no Convento do Bom Pastor, no Porto – Rua do Vale Formoso, – onde faleceu a 8 de Junho de 1899, no dia da festa do Sagrado Coração de Jesus.

 

 

 

Casa onde nasceu e viveu a Irmã Maria.jpg

A Casa dos pais da Irmã Maria

 

 

 

A Irmã Maria – como é conhecida, carinhosamente, na cidade do Porto, – chegou a Portugal, a 24 de Janeiro de 1894, vindo a ser Superiora do Recolhimento do Bom Pastor.

 Era alegre e queria que todos, que com ela convivessem, fossem felizes.

Mantinha, no seu quarto – hoje transformado em capela, – intimas conversas com Jesus.

A seu pedido, com autorização de D. Teotónio Vieira de Castro – seu confessor, – escreveu a Leão XIII, para que consagrasse o Mundo, ao Sagrado Coração de Jesus.

 

 

 

 

Irmã Maria.jfif

 

A Irmã Maria antes de professar

 

 

Impressionada pelas cartas da Irmã Maria, e íntimas conversas com R. P. Lemius, Diretor Nacional de Montmartre, a Princesa Isabel, filha de D. Pedro II, resolveu vir a Portugal, no propósito de erguer basílica, em honra do Divino Coração.

O local escolhido, era a cidade do Porto, no Convento onde a Irmã Maria, vivera.

 

 

 

 

Convento onde a Irmã Maria viveu em Portugal.jpg

 

Convento, em Portugal, onde viveu e morreu a Irmã Maria

 

 

 

A ilustre e bondosa Princesa, deslocou-se ao Paço Episcopal do Porto, para expor, a D. António Barroso, o seu desejo. Partiu, depois para Lisboa, a fim de cumprimentar a Rainha D. Amélia.

Constatou, porém, que o projeto era inviável, nem necessário, visto já existir, em Lisboa, basílica consagrada ao Divino Coração.

 

 

 

 

Irmã Maria.jpg

 

A Irmã Maria

 

 

 

Nos anais, da Congregação do Bom Pastor, no Porto, consta que a Princesa efetuou uma visita à Comunidade, para conhecer o local onde vivera a bem-aventurada.

Traslado do francês, para melhor compreensão, e quase formalmente, o que reza o velho manuscrito:

 

“ A Senhora Condessa d’Eu veio fazer-nos uma primeira visita, quinta-feira, 26 de Novembro (1903). Nesse dia conversou longamente com a Madre M. Jesus. Sua Caridade fê-la visitar toda a casa: as nossas classes e os nossos jardins. A Senhora Condessa pareceu muito satisfeita e pediu o favor de voltar no dia seguinte, sexta-feira, ouvir a missa na nossa humilde capela e receber a Santa Comunhão, querendo comungar no mesmo lugar em que a nossa digna Madre tinha recebido as suas graças do Divino Coração. No dia seguinte, pelas 8 horas a Senhora estava no Convento com a sua filha. Durante a Santa Missa a Comunidade executou alguns motetes de circunstância. Depois deixando a capela, dirigimo-nos ao locutório, onde foi servido modesto almoço e a Senhora Condessa deixou-nos, dizendo-nos quanto estivera feliz por ter visitado estes lugares, onde o Divino Coração se tinha manifestado e deixou-nos como lembrança uma generosa esmola”.

 

 

 

 

Quarto onde morreu a Irmã Maria.jpg

Quarto onde morreu Soror Maria do Divino Coração, no dia da festa do SS. Coração de Jesus.

Condessa Droste Zu de Vichering

 

 

 

A concluir, devo ainda esclarecer: a Irmã Maria, foi beatificada, a 13/02/1964; e é venerada, por muitos portuenses, que recorrem a ela, como intermediária, junto de Deus.

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA    -    Porto, Portugal

 

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 09:45
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EUCLIDES CAVACO - NOIVA DO FADO - Poema e voz de Euclides Cavaco.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Numa leve divagação poética imaginei um noivadoentre o nosso FADO e a nossa SAUDADE, que o meu nobre amigo Afonso Brandão casou neste video.
 
 


https://www.youtube.com/watch?v=BWmRtS_N_oQ
 
 
 
Desejos duma magnífica semana.
 
 
 
 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

***

 

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DO PORTO

 

 http://www.diocese-porto.pt/

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP

 

 

 https://dj.org.br/

 

***

 

 

 

Leitura Recomendada:

 

 

 

 

 

Resultado de imagem para Jornal A Ordem

 

 

 

 

 

Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

Opinião   -   Religião   -   Estrangeiro   -   Liturgia   -   Area Metropolitana   -   Igreja em Noticias   -   Nacional

 

 

https://www.jornalaordem.pt/

***

 

HORÁRIOS DAS MISSAS NO BRASIL

 

 

Site com horários de Missa, confissões, telefones e informações de Igrejas Católicas em todo o Brasil. O Portal Horário de Missas é um trabalho colaborativo onde você pode informar dados de sua paróquia, completar informações sobre Igrejas, corrigir horários de Missas e confisões.



https://www.horariodemissa.com.br/#cidade_opcoes 

 

***

 
 


publicado por Luso-brasileiro às 09:39
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