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Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2020
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - NO ANIVERSÁRIO DO CASAMENTO NO BRASIL, NADA A COMEMORAR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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               O casamento, que ao contrário da concepção de inúmeras pessoas, deve ser efetivado com muito conhecimento de seus direitos e deveres. Essa observação se deve ao fato de comemoramos a 24 de janeiro a Instituição do Casamento Civil no Brasil (cento e vinte e nove anos) e infelizmente, do acentuado acréscimo de divórcios registrados recentemente em nosso país.

               Com efeito, além das preocupações com a casa e os móveis, o vestido e o terno – que não deixam de ter sua importância no contexto geral da  celebração- , o cuidado maior com o matrimonio deve estar voltado à consciência profunda de compromisso a ser assumido através dele.

                 É por isso que se diz que é um processo de autoconhecimento através do outro. Por isso ele é sacramento: pessoas se encontram na vida diante de Deus, através do outro que está mais próximo.

                            É importante na convivência a dois que a escolha do par se faça com maturidade, a lógica não deixa por menos o cultivo do bom relacionamento após as núpcias. As crises tão inerentes não desabarão sobre os casais que estiverem fundados sobre o binômio tão conhecido: “comunhão e participação”, que, por seu lado, pressupõe a primazia do diálogo, da co-responsabilidade e do respeito mútuo.

                            Em nossa carreira profissional pudemos constatar que muitos divórcios se efetivaram ao menor sinal de frustração ou cobrança. Faltaram aos consortes uma preparação mais sólida sobre a relevância, os efeitos legais e as responsabilidades advindas do matrimônio que não se revela  apenas em momentos de prazer  e de alegria. 

                                A despeito do amor e da intenção de viver bem, todos os que compartilham o cotidiano estão sujeitos a uma série de problemas. Para superá-los, os conjugues devem se esforçar permanentemente no sentido de preservarem valores como a cumplicidade, a solidariedade e honestidade em seus relacionamentos, que só se consolidarão, com uma concreta formação pré-matrimonial.

                             Para que a aliança seja satisfatória e duradoura, a escolha do companheiro deve ser baseada na afeição e atração mútuas, com a complementação harmoniosa das personalidades. A simetria do casal requer um intercâmbio contínuo de amor iniciado no tempo de namoro. E o verdadeiro amor é aquele que traz a marca da partilha: o indivíduo sai de si mesmo, rompendo as barreiras que o separam do outro. É aquele que sabe perder para ganhar, dar-se para receber, renunciar para possuir, morrer para si, a fim de nascer para o outro e para os dois. O ser humano só será feliz quando compreender que a felicidade está em se doar e não se fechar em seu próprio egoísmo.

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLIé advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. Ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas (martinelliadv@hotmail.com)

 



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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - FUNÇÃO HISTÓRICA DA LITERATURA ROMÂNTICA

 

 

 

 

 

 

 

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É muito difícil, para nós que vivemos no século XXI, entendermos o grandíssimo problema que se apresentava - à maneira de gigantesca esfinge com um “decifra-me ou devoro-te” - diante da primeira geração de autores românticos brasileiros.

O Brasil mal acabara de se separar politicamente de Portugal. Os hábitos mentais ainda permaneciam umbilicalmente ligados à Mãe-Pátria. Ainda nos sentíamos meio portugueses. Já sabíamos que não mais o éramos, mas essa noção era mais teórica do que real, mais especulativa do que vivencial. O que era propriamente um brasileiro? No que ele se diferenciava de um português?

Na verdade, o Brasil vivia uma imensa crise de identidade. Vivia um problema existencial. Em outras palavras, o Brasil não sabia exatamente o que era, o que queria, para onde ia e que fins colimava. Tudo isso eram névoas que o Brasil vislumbrava vagamente, mas não via com clareza.

Hoje, quando numa Copa do Mundo, ou numa abertura de Olimpíadas, ouvimos o Hino Nacional, todos nós, brasileiros, estremecemos e nos sentimos irmanados, muito acima das divisões políticas, econômicas ou ideológicas que nos separam. Todos nos sentimos, acima de tudo, brasileiros. Mas, naquele tempo, as coisas ainda eram muito confusas, não estavam tão claras.

 O Brasil, na verdade, tornara-se independente em 1815, quando foi elevado por D. João VI à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves. Em 1822, o Brasil separou-se de Portugal, mas do ponto de vista político e formal já era independente antes disso.

Em 1822, consumou-se a separação. Mas permaneciam muito vagos os limites psicológicos e psico-sociológicos entre Portugal e Brasil. Era indispensável todo um trabalho de conscientização da nova nacionalidade, uma ampla tomada de consciência da alteridade entre a Mãe-Pátria lusa e o Brasil. Algo similar aconteceu com as novas nações hispano-americanas. Também elas passavam pelo mesmo processo e sentiam a mesma necessidade. Também elas viviam, a seu modo, a mesma crise identitária.

Curiosamente, também na Europa velhas nações passavam por processo análogo. A Europa das nações, tal como a conhecemos nós, era uma realidade relativamente nova. Portugal, França e Inglaterra eram nações mais antigas, constituídas havia mais tempo. Mas a Espanha ainda era relativamente nova. Ainda hoje, em pleno século XXI, a união espanhola tem algo de artificial e nem a Catalunha nem os Bascos a reconhecem como algo indiscutível. A Alemanha e a Itália, somente bem mais tarde, em 1870, se unificariam. A Bélgica era outra nação que ainda não se encontrava formada.

Foi nesse contexto que surgiu o romantismo, escola literária nova que valorizava, de modo idealizado, as origens históricas dos vários povos.  

O romantismo europeu revalorizou a Idade Média dos respectivos países; em Portugal, Alexandre Herculano escreveu "Eurico, o Presbítero", "O Monge de Cister", "O Bobo" e "Lendas e Narrativas", valorizando o Medievo português; na França, Victor Hugo escreveu "Nossa Senhora de Paris", sobre a catedral de Notre Dame; na Grã Bretanha, Walter Scott escreveu "Ivanhoé" e muitos outros livros sobre temática medieval. Na música, especialmente nas óperas, temas medievais encantavam o público romântico do século XIX, todo ele voltado para o nacionalismo e a valorização cultural e histórica dos respectivos países. O romantismo foi, na Europa, caracteristicamente medievalizante.

No Brasil e na América Espanhola, não tivemos Idade Média, pois já fomos descobertos nos Tempos Modernos. Por isso, ocorreu entre nós a tendência de revalorizar miticamente a figura do indígena. No Brasil, Gonçalves Dias e José de Alencar, entre muitos outros, o fizeram. No Peru, no México, no Chile e em outras nações hispano-americanas igualmente se mitificou o índio, como sendo uma espécie de patriarca, ancestral comum de toda a nação.

Essa é a explicação mais profunda do romantismo brasileiro, sobretudo na sua primeira geração, aquela que mais exaltou os valores pátrios idealizados e mais construiu a figura ideal do indígena. É impossível não recordar, a respeito, a tríade mítica constituída pelos romances de Alencar: 1) Peri, o índio guarani que vive um romance com a filha de um fidalgo português; é apresentado com a nobreza e a valentia de um cavaleiro medieval; 2) Ubirajara, o senhor da lança, o índio que emula em nobreza e elevação de sentimentos com Peri; 3) Iracema, a bela indígena cearense pela qual se apaixonou o português Martim Soares Moreno e que representa uma espécie de grande matriarca do Ceará e, mais amplamente, de todo o Nordeste brasileiro.

Analogamente, no campo historiográfico, ocorreu a atuação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, que foi fundado em 1838 com a missão precípua de escrever a História do Brasil, uma história independente da portuguesa, que convencesse os brasileiros de sua alteridade e de sua especificidade.

Esse é o quadro histórico dentro do qual devemos ler e entender a literatura romântica da nossa primeira fase.

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS é licenciado em História e em Filosofia, doutor na área de Filosofia e Letras e professor da Unisul. Também é Membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História.

 



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CINTHYA NUNES - CELULARITE

 

 

 

 

 

 

 

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            Sim, você leu certo o título acima. Não se trata de celulite, mas de uma expressão de minha lavra, que utilizo para designar as pessoas acometidas do vírus do telefone celular. Trata-se de uma das mais avassaladoras e contagiosas doenças modernas. Os telefones celulares se tornaram praticamente um apêndice das pessoas, parte quase indissociável de um todo chamado homo sapiens.

            Embora eu me considere uma pessoa tecnológica, busco achar um equilíbrio para o uso racional do meu celular. Em mídias sociais eu fico somente o mínimo, mas consulto com frequência os meus e-mails e aplicativos de mensagens instantâneas. Contudo, há situações que exigem, no mínimo, bom senso.

            Uma delas, parece-me, é quando estamos conversando pessoalmente com alguém e essa pessoa simplesmente aparenta estar em outro lugar, com os olhos vidrados na tela, respondendo de forma monossilábica, mal ouvindo e nada prestando atenção. Nessas horas tenho a certeza de estar falando sozinha e, não raro, minha vontade é de virar as costas e ir-me embora.

            Cinema é outra coisa que não combina com celular. Coisa mais inconveniente é ter a luz das telas desses aparelhos brilhando onde tudo deveria estar escuro. Tem gente que gasta dinheiro à toa indo ao cinema para não desgrudar os olhos do celular. Certo que há situações extremas que até podem justificar uma necessidade inadiável de verificar mensagens ou ligações, mas no mais das vezes se trata mesmo é de falta de educação.

            No caso dos adolescentes a celularite é crônica, já que essa geração praticamente tem um celular como extensão das mãos. Vivem alheios a tantas belezas do mundo, da vida real e a encobrem com filtros artificiais. Nas fotos das redes sociais é preciso estar bonito, ser jovem e de preferência estar em algum lugar glamoroso do mundo, mesmo que nada disso seja verdade.

            O celular é usado para internet, para fotos, pra redes sociais, e-mails, pedir transporte, pedir comida, namorar e sabe-se lá o que mais. Quase tudo, exceto telefonar. Tenho até a impressão de que daqui a algum tempo telefonar seja algo tão desconhecido para as futuras gerações como telegramas são para as atuais.

            Confesso que gosto de imaginar quais serão as próximas fronteiras vencidas pelos celulares do futuro. Talvez uma mutação induza ao nascimento de crianças com wi-fi de fábrica e com a opção para os pais baixarem os aplicativos de preferência. Celularite então seja como ser míope: algo tolerável e facilmente corrigível. Como sugestão de design eu indicaria que as ligações de vídeo ocorram via retina, eliminando as telas e poupando as pobres colunas.

            O fato é que as pessoas perderam a mão quando o assunto é celular, pois muitos passam dos limites e se tornam inconvenientes, perdendo da vida o que ela tem de real e único. Qualquer arco-íris fica melhor ao vivo, no fim das contas. Usemos os celulares, mas não sejamos escravos deles, doentes do novo milênio. Ainda prefiro olhos nos alhos e uma boa conversa. No final, se já tivermos sorrido o suficiente, vale fazer pose para câmera, de preferência sem filtro e postar somente nas nossas boas lembranças.

 

 

 

 

CINTHYA  NUNES    -   é jornalista, advogada e só usa filtros engraçados – cinthyanvs@gmail.com



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - MENINAS DIMINUÍDAS

 

 

 

 

 

 

 

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O jornal “Folha de São Paulo”, em 29 de dezembro, comentou sobre o concurso de beleza “Miss Teen/ Infantil Brasil”, com final num resort em Natal e abrangendo quatro categorias: mirim (4 a 7 anos), infantil (8 a 10 anos) pré-teen (11 a 13 anos) e teen (14 a 18 anos).
Segundo a matéria, na faixa caçulinha, algumas crianças que perderam choraram e pediram a mãe. Questiono sobre o mérito desses concursos para as menores de idade. Além da preocupação com padrão de beleza, de acordo com o Dr. Ênio de Andrade, psiquiatra infantil do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, as crianças podem desenvolver de ansiedade a depressão e segundo a procuradora Ana Maria Villa Real, da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente, há casos em que essas crianças estão sujeitas à erotização e a sexualização precoces, a desgastes emocionais, constrangimentos. Isso sem falar nos olhos pedófilos.
A outra matéria, do mesmo jornal, em 5 de janeiro, “Com decretações nas redes sociais, assassinato de meninas dispara no CE”, como resultado da ação de facções criminosas. Meninas de 10 a 19 anos, consideradas caguetas, vagabundas, safadas... As decretações de que serão mortas são divulgadas nas redes sociais. A tortura antecede a morte. São retirados símbolos da feminilidade: os cabelos são raspados e os seios cortados. Enquanto, na primeira matéria, as meninas expostas pelo corpo são de poder aquisitivo suficiente para se hospedar em um resort, pagar maquiagem e usar vestidos na faixa de dois mil reais, no segundo caso são filhas de vulnerabilidades que compõem o cenário periférico cearense como afirma a psicóloga Daniele Negreiros e enumera: evasão escolar, gravidez na adolescência, experimentação precoce de drogas, insuficiência do atendimento socioeducativo, falta de oportunidade de trabalho formal e renda e a violência armada.
E do lado de cá? Como vão as nossas menininhas interessadas em books para fazer propaganda disto ou daquilo? Qual o acompanhamento e o discernimento dos responsáveis sobre os ganhos e os riscos?
Como vão as nossas meninas, evadidas da escola, expostas nas proximidades dos bares, à espera?
Importo-me com as de famílias “ingênuas” e com as de famílias danificadas pela violência. São meninas diminuídas, vistas apenas pelo uso.
Que o Céu olhe por elas!

 

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.

 


 



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JOSÉ RENATO NALINI - HÁ ESPAÇO PARA A ACADEMIA DE LETRAS?

 

 

 

 

 

 

 

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A ideia de Academia surgiu em Atenas, com o jardim Akademos de Platão. Congregação de pessoas postas a pensar pelo pensar. Sem vínculos com resultados concretos, senão com o saudável intuito de permitir a livre expansão daquilo que habita os recônditos da consciência.

Um fluir de ideias sem amarras, o diálogo entre distintas concepções de mundo, o desapego em relação aos frutos desse exercício. A contribuição que a filosofia ofereceu à humanidade é óbvia, ao menos para quem tem neurônios em normal funcionamento. A escala civilizatória tem percalços, porque o bicho humano é insuscetível de perder o animalesco, aquilo que o aproxima das escalas inferiores e o afasta do ideal de perfectibilidade. Utopia que mantém os otimistas a postos e em marcha contínua rumo a um convívio menos angustiante.

Os franceses se inspiraram na Akademia de Platão para criar em 1634 uma instituição com quarenta intelectuais cujo propósito era o cultivo do idioma, veículo para a formulação de ideias. O Rei Luis XIII e o Cardeal Richelieu foram os responsáveis pelo surgimento do cenáculo que, extinto com a Revolução Francesa em 1793, foi restabelecido por Napoleão em 1803. E funciona até hoje, como centro irradiador da cultura francesa.

O modelo foi copiado por Machado de Assis e os outros “Pais fundadores” da Academia Brasileira de Letras, que surgiu em 1897. Sediada na capital da novel República, há no surgimento dela um componente de reação àquilo que surgiu em 15.11.1889, a substituir uma era de tranquilidade e de relativo progresso, por um regime instável e mal nascido.

A releitura da extinção da monarquia permite se detectem múltiplos ângulos. Aparentemente, o Marechal Deodoro da Fonseca era leal ao Imperador, ao qual bem servira, e não queria proclamar a República. A ingratidão perpetrada contra a família imperial é um remorso doloroso que persiste a habitar a consciência coletiva.

Machado era funcionário público do Império. Passara toda a vida em repartição ornamentada com o retrato de Pedro II. Por sinal, no “Pequeno Anedotário da Academia Brasileira de Letras” de Josué Montelo, consta que não permitiu a retirada do quadro com a efígie imperial de sua sala. Teria dito: “Ele entrou aqui por uma portaria, só sai por outra portaria!”.

Nasceu a Academia Brasileira de Letras com a missão de salvaguardar as tradições, em risco de perecimento diante do atropelo republicano, a desconsiderar o passado, a reescrever a História, a desprezar tudo aquilo que a monarquia garantira aos brasileiros ao menos desde 1808.

Tal signo originário parece merecer aragem de atualização no presente momento. Uma espécie de cruzada contra a cultura, contra a filosofia, contra o pluralismo e contra o livre pensar poria em risco o acervo intelectual da Terra de Santa Cruz?

Reserva-se às Academias de Letras a missão salvífica de representar a casamata do intelecto brasileiro. Uma casamata passiva, como repositório daquilo que gerações têm oferecido ao patrimônio intangível da Nação. Uma casamata ativa, para propagar a insuperável valia das letras e do intelecto, a inviabilidade de se desprezar tudo aquilo que privilegiadas mentes de ontem legaram às gerações do porvir e que representam os degraus mediante os quais o presente alçará o futuro.

A profunda mutação gerada pela Quarta Revolução Industrial, na qual estamos irreversivelmente imersos, não condena à extinção instituições humanas que sobreviveram às vicissitudes e continuam alimentadas por essa ideia-força capaz de reconhecer que a palavra é insubstituível. Afinal, integramos uma civilização calcada sobre um asserto que merece contínua reflexão: “No princípio era o verbo!”.

Vida longa às Academias, mormente as Academias de Letras!.

 

 

 

 

 JOSÉ RENATO NALINI   -   é Presidente da Academia Paulista de Letras, gestão 2019-2020.

 

 

 

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publicado por Luso-brasileiro às 11:45
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FELIPE AQUINO - OS QUE NÃO FORAM BATIZADOS SÃO FILHO DE DEUS ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Catecismo, em vários parágrafos afirma que o Batismo nos faz filhos de Deus por adoção em Jesus Cristo. Pelo Batismo Cristo nos traz de volta para Deus. São Paulo diz que pelo Batismo participamos da morte e ressurreição de Cristo (Rom 6,3-4), somo enxertados Nele, nos tornamos membros do seu Corpo, a Igreja (1 Cor 12,27), herdeiros do céu novamente, templo do Espírito Santo.

 

Todos os seres criados por Deus são amados por de Deus, mas, o Batismo nos torna “filhos no Filho”, isto é, filhos adotivos do Pai, através de Jesus Cristo. É o que nos ensina o Catecismo da Igreja Católica:

 

 

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  • 1270. “Tornados filhos de Deus pela regeneração batismal, os batizados são obrigados a professar diante dos homens a fé que pela Igreja receberam de Deus” e a participar da atividade apostólica e missionária do povo de Deus.
  • 537. Pelo Batismo, o cristão é sacramentalmente assimilado a Jesus, que antecipa em seu Batismo a sua Morte e a sua Ressurreição; deve entrar neste mistério de rebaixamento humilde e de arrependimento, descer à água com Jesus para subir novamente com ele, renascer da água e do Espírito para tornar-se, no Filho, filho bem-amado do Pai e “viver em uma vida nova” (Rm 6,4).
  • 1250. Por nascerem com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, também as crianças precisam do novo nascimento no Batismo, a fim de serem libertadas do poder das trevas e serem transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus, para a qual todos os homens são chamados. A gratuidade pura da graça da salvação é particularmente manifesta no Batismo das crianças. A Igreja e os pais privariam então a criança da graça inestimável de tomar-se filho de Deus se não lhe conferissem o Batismo pouco depois do nascimento.
  • 1996. Nossa justificação vem da graça de Deus. A graça é favor, o socorro gratuito que Deus nos dá para responder a seu convite: tomar-nos filhos de Deus, filhos adotivos participantes da natureza divina, da Vida Eterna

 

Leia também: 5 coisas que talvez não saiba sobre o Batismo católico

Batismo de adultos

A Validade do Batismo em Comunidades não-católicas

A necessidade do Batismo

 

 

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  • 1265. O Batismo não somente purifica de todos os pecados, mas também faz do neófito “uma criatura nova”, um “filho adotivo de Deus” (Gl 4,5-7) que se tornou “participante da natureza divina”, membro de Cristo e co-herdeiro com ele, templo do Espírito Santo.
  •  
  1. Nossa justificação vem da graça de Deus. A graça é favor, o socorro gratuito que Deus nos dá para responder a seu convite: tomar-nos filhos de Deus, filhos adotivos participantes da natureza divina, da Vida Eterna.
  2. A graça é uma participação na vida divina; introduz-nos na intimidade da vida trinitária. Pelo Batismo, o cristão tem parte na graça de Cristo, cabeça da Igreja. Como “filho adotivo”, pode doravante chamar a Deus de “Pai”, em união com o Filho único. Recebe a vida do Espírito, que nele infunde a caridade e forma a Igreja.
    Santo Hipólito de Roma, do século II, dizia que:
    “Quem desce com fé ao banho de regeneração, renuncia ao demônio e entrega-se a Cristo; renega o inimigo e proclama que Cristo é Deus; renuncia à escravidão e reveste-se da adoção filial; sai do batismo, e mais que tudo isso torna-se filho de Deus e herdeiro com Cristo”. (S. Hipólito de Roma).
    O Papa São Pio X, disse que: “Ele nos adotou no Batismo como irmãos de Jesus Cristo e coerdeiros, juntamente com Ele, da eterna glória” (Catecismo Maior, Questão 285).
    É por isso que a Igreja pede que os pais batizem logo os seus filhos, e jamais permitam que uma criança morra sem ser batizada.

 

 

 

FELIPE AQUINO   -      é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:29
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PÉRICLES CAPANEMA - FAZER AS COISAS PELA METADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Escrevo em 29 de dezembro, hora da retrospectiva e da prospectiva. Resolvi fazer as duas em uma, assunto único que possa permanecer lembrança útil, singela embora. E o que de imediato me veio à cabeça que poderia unir o olhar para o finado 2019 e a conjetura de 2020? Pulou na frente, de forma inesperada, um traço bem nosso: o gosto de fazer as coisas pela metade.

 

Os dois anos terão isso em comum, infelizmente. Um, já foi, 2019, agastou-me à beça o procedimento rotineiro de não ir até o fim; o outro está aí, 2020, só milagre para não acontecer o mesmo. E de antemão advirto, não o digo por pessimismo, mas por realismo, para tentar ajudar, é tentativa de diminuir efeitos de mau hábito. Todo mundo viu, fizemos as coisas (as boas) pela metade em 2019, vamos fazer pela metade as coisas (boas) em 2020. Alguém acha que vou errar? Deus queira.

 

Avanço. Fazer as coisas pela metade, vezo de séculos, é dos nossos numerosos tumores de estimação. Constituiria, aliás, importante avanço civilizatório do Brasil a convicção entranhada que é preciso acabar com tal hábito. Aqui deixo uma das razões da usança destruidora, quem sabe a de maior relevância. Gilberto Amado repetia, ficava animado nas raras ocasiões que encontrava um brasileiro capaz de ligar causa e efeito. Quando for generalizado comportamento social entre nós ligar causa e efeito, sumirão muitos de nossos problemas.

 

Vamos a 2019. Foi feita a reforma da previdência, trombeteada com boas razões como início do saneamento das contas públicas e um dos marcos, talvez o principal, de nossa eventual prosperidade futura. Economistas sérios advertem, falta muita coisa, é imprescindível já agora pensar nelas. De saída, falta a reforma previdenciária nos Estados e municípios (a tal PEC paralela). Seu efeito, por enquanto, será limitado, ainda que acenda esperanças justificadas. A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão do Senado Federal, observa: “A reforma da previdência não resolve o problema fiscal do país, mas dá fôlego. No máximo, permite que a despesa previdenciária deixe de crescer em relação ao PIB nos próximos anos”. O que lamento, poucos falam em completar o trabalho. Já está bom ter feito as coisas pela metade. Se não for enfrentado o restante, lá na frente o mesmo problema explodirá de novo.

 

Privatização, outra política feita pela metade. Há pouco mais de ano, falava-se no trilhão que entraria no caixa do governo com a venda das estatais deficitárias. Sumiram os números, aqui e ali o dr. Salim Mattar faz discretas advertências, limitado pelo cargo oficial, sobre obstáculos que tem encontrado.

 

Outros baldes de água fria. Fontes do governo informam, a TV Brasil não vai mais ser privatizada. A VALEC, idem. Petrobrás, Caixa e Banco do Brasil, nem se fala, são totens que permanecerão imunes a qualquer privatização. A economista Elena Landau, de posições às vezes censuráveis em outros campos, é no âmbito econômico bom exemplo da angústia que se generaliza entre correntes contrárias ao enorme papel do Estado na economia brasileira (tumor de estimação é coisa séria, mesmo que pese feio no cangote do povo). Advertiu ela em artigo no Estadão, repetindo o que vem dizendo com eco crescente em outros órgãos de divulgação: “Trabalhadores continuam sem liberdade para escolher onde investir seu FGTS. A abertura do mercado de gás não veio. A Petrobrás segue monopolista em várias áreas, celebrou contrato de gás com distribuidoras para 2020 impondo aumento de quase 20% em lugar da prometida queda de 40%.  As estatais criadas pelo PT estão vivas. O trilhão de reais com a venda de estatais e mais outro trilhão com a venda de imóveis não aconteceram, nem virão. A prometida privatização ampla, geral e irrestrita se resumiu a uma política de desinvestimentos das estatais. Das 17 empresas listadas formalmente no programa, nenhuma está pronta para ser vendida, e a maioria delas já está incluída desde o governo Temer. As mais importantes são Telebrás, Casa da Moeda e Correios, de vendas e valores duvidosos, ao lado de mais de uma dezena de empresas que não vão gerar ganho algum. Deveriam ser fechadas. Nada de Petrobrás, Banco do Brasil ou Caixa. A empresa do trem-bala, a EPL, vai se juntar com Infraero e Valec e formar uma grande estatal de logística. Para facilitar a criação dessa nova e poderosa estatal, outra foi criada: a NAV. Se Bolsonaro não abraçar a privatização, serão mais três anos de vendas no varejo. Acreditou no liberalismo deste governo quem quis ser enganado”. Não custa recordar, boa parte dos ativos das estatais, vendidos em programa de privatização, caíram e estão caindo nas mãos de estatais chinesas (do Partido Comunista Chinês, para ser direto).

 

Falava de uma economista, lembro outro, Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central. Também no Estadão, ele constatou quadro preocupante, decorrência de nosso vezo de fazer as cosas pela metade. “Em 1980, o Brasil tinha renda per capita equivalente a cerca de 40% da renda per capita dos EUA. Hoje é 25%. A pergunta é: quanto é preciso crescer a cada ano, de 2020 a 2080, para chegar lá com os mesmos 40% de um século antes? Resposta: 2,5% ao ano mais ou menos, com hipóteses razoáveis sobre população, sobre os EUA e a produtividade. Ou seja, 2,5% até 2080 assegura que não vamos perder este século”. Em 2080, com tal crescimento anual chegaríamos a ter 40% da renda per capita do norte-americano, índice que tínhamos em 1980. E estamos crescendo 0,5%, 1% ao ano, quando muito.

 

O que aqui enfatizo? O estatismo faz parte dos nossos tumores de estimação, entranhou de alto a baixo. Outro, a reforma agrária. São enraizadas rotinas obscurantistas na sociedade e no Estado, pois fogem da luz da realidade, impedem o crescimento natural do Brasil ao sugar pelas décadas afora amazônicas potencialidades do organismo social. Hoje pus no pelourinho outra característica, o gosto de fazer as coisas pela metade. Tudo isso asfixia a inovação, intoxica a iniciativa, dificulta a criatividade, mina o trabalho, constituem fortes amarras no atraso.

 

Já falei disso, mas a repetição é necessária; reforma agrária e estatismo são componentes importantes da opção preferencial pela atrofia, vitoriosa em Cuba, na Venezuela, nos países em que a esquerda triunfou por muito tempo. Temos décadas de aplicação da função social às avessas e de consequente crueldade com os pobres. Estes, como reação louvável e explicável, fogem espavoridos de tais países e procuram entrar desesperadamente no país que, apesar de todos os defeitos que lhe possam ser apontados, nunca fez a opção preferencial pela atrofia: os Estados Unidos da América.

 

 

 

 

 

 

PÉRICLES CAPANEMA - é engenheiro civil, UFMG, turma de 1970, autor do livro “Horizontes de Minas"



publicado por Luso-brasileiro às 11:24
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VALQUÍRIA GESQUI MALAGOLI - DE MENTIRINHA

 

 

 

 

 

 

 

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Esse dia é todo azul

De um azul tão cintilante

Que muito me espanta

Não tê-lo visto antes

Está de mim diante

Nem fuga adianta

Nem pra Istambul

Em qualquer lugar

Tudo há de azulejar!

 

 

Esse dia é todo azul

De azul de mentirinha

Fui eu que o pintei

Desde a manhãzinha

Eu que o azulejei

Nem fuga adianta

Pro norte ou pro sul

Em qualquer lugar

Bobo é quem olhar!

 

 

 

 

Valquíria Gesqui Malagoli, escritora e poetisa, vmalagoli@uol.com.br



publicado por Luso-brasileiro às 11:19
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PAULO R. LABEGALINI - ANDAMOS SEMPRE NA CONTRAMÃO ?

 

 

 

 

 

 

 

 

Paulo Labegalini.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

Um dia, um cristão levantou-se mais cedo para assistir o amanhecer. A beleza da criação Divina estava além de qualquer descrição e, enquanto contemplava, louvou o Criador pelo Seu esplêndido trabalho. Naquele momento, Deus falou com ele:

            - Você me ama?

            - É claro que sim, meu Salvador!

            - Se você tivesse alguma dificuldade física, ainda assim me amaria?

            - Seria difícil, Senhor, mas eu ainda Te amaria.

            - Se você fosse cego, amaria minha criação?

            - Como eu poderia amar algo sem a possibilidade de ver? É estranho pensar nisso, mas acredito que eu amaria só de ouvir falar.

            - Caso você fosse surdo, ainda ouviria a minha Palavra?

            - Como poderia ouvir algo sendo surdo? Mas, pensando bem, ouvir a Palavra não é simplesmente usando os ouvidos e sim o coração. Bem, embora também fosse difícil, eu ainda ouviria a Tua Palavra, Senhor.

            - E se fosse mudo, ainda louvaria meu Nome?

            - Se permitisses que eu cantasse com a alma, eu louvaria Teu Nome.

            - Então, você realmente me ama!

            - Sim, Senhor, eu Te amo como meu único e verdadeiro Deus!

            - Então, por que peca?

            - Porque sou apenas um humano. não sou perfeito!

            - Mas, quando está com problemas, você procura ser perfeito e reza com fervor, canta nos retiros, me busca nas horas de adoração... Por que então, nesta semana, você não está espalhando as boas novas? Por que cria desculpas quando lhe dou oportunidades de servir em meu Nome? Você é muito abençoado e eu não lhe fiz para que jogasse sua vida fora. Eu o abençoei com talentos para me servir, mas você continua pecando! Será que você realmente me ama?

            - Por favor, perdoa-me, Senhor. Eu não sou digno de ser Teu filho.

            - Esta é a minha graça, filho: eu nunca o abandonarei. Quando você chorar, eu terei compaixão e chorarei com você. Quando cair, vou levantá-lo. Quando estiver cansado, eu o carregarei. Estarei com você até o final dos tempos e o amarei para sempre.

            - Como pude ter sido tão fraco, Senhor? Como posso não esquecer o quanto me amas?

Então, Jesus esticou Seus braços e mostrou-lhe as mãos com dois enormes buracos sangrentos. Logo, o filho pecador curvou-se aos Seus pés e, chorando, O adorou verdadeiramente...

Pois é, há coisas na vida que nunca esquecemos e, outras, muito mais importantes, que só lembramos quando alguém nos sacode. Normalmente andamos na contramão da estrada que nos leva ao Céu. Nessa caminhada, não ouvimos o chamado de Deus à conversão, não damos a mão ao irmão necessitado e nos deixamos levar pelo egoísmo, vaidade e ambição.

A cada passo dado na contramão, a nossa carga de pecados fica ainda mais pesada e mais nos distanciamos da graça de Deus. Infelizmente, isso continua acontecendo com a maioria das pessoas! Mas, considerando a grande dose de inteligência que somos dotados e o dom da fé que recebemos no batismo, por que demoramos tanto para dar meia-volta e correr para os braços do Pai? Se Deus falasse com cada um de nós – como na história que contei –, nos converteríamos mais depressa, concorda?

Mas, depois de tudo que Jesus sofreu e diante de tantos milagres que acontecem a todo momento, seria um absurdo exigir ouvir a voz do Senhor ecoando alta e clara em nossos ouvidos – da mesma forma que ocorreu na história. Quem busca, a ouve diariamente na Missa, na Bíblia e nas palavras do pobre que clama por socorro, contudo, como colocar isso na cabeça daquele que não tem fé? O que podemos fazer é mostrar-lhe que não somos capazes de enquadrar os mistérios de Deus nos estreitos limites da razão humana e, ainda, afirmar que a Santíssima Trindade está infinitamente acima da nossa capacidade de compreensão.

São Paulo dizia aos romanos que "todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus" (Rom 8, 28) e, para quem tem fé, isto é suficiente para confiar na providência Divina. Portanto, o Senhor sabe aproveitar os acontecimentos da nossa vida para o nosso próprio bem. Aceitar esta verdade é ter fé e saber abandonar-se nas mãos de Jesus.

Todos os santos chegaram ao Céu pelo martírio ou pela perseverança na oração, e não será andando na contramão que iremos imitá-los. Mesmo vendo centenas de pessoas correndo morro abaixo e se afastando de Deus, devemos continuar buscando o perdão do Pai e caminhar passo a passo rumo à vida eterna. Refletindo nos ensinamentos bíblicos, enxergaremos melhor as ‘placas de sinalização’ para acharmos o caminho certo.

Conta-se que um rei resolveu criar algo diferente para as pessoas do seu povoado: um lago de leite. Então, pediu que cada um levasse um copo de leite naquela próxima madrugada e o jogasse no reservatório vazio. Quando amanhecesse, o lago estaria formado.

Na manhã seguinte, tal foi a surpresa quando o rei viu o lago cheio d’água e não de leite. Consultando o conselheiro do reino, foi informado que todas as pessoas tiveram o mesmo pensamento: ‘No meio de tanto leite, se o meu copo for de água, ninguém perceberá!’

É por este tipo de comodismo que continuamos andando na contramão da salvação. Se cada um fizer a sua parte em qualquer circunstância da vida, sempre estará pronto a dizer: ‘Bendito seja Deus que me conduz ao Céu!’

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.



publicado por Luso-brasileiro às 11:14
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - VAIDADE OU NECESSIDADE ?

 

 

 

 

 

 

 

Humberto Pinho da Silva.jpg

 

 

 

 

 

 

 

A cada passo lemos, nos jornais, que tal figura pública ou conhecido político, teve que corrigir o currículo, porque incluiu habilitações, que não possuía.

Será que o fez por vaidade ou pelo facto de conhecer, que só tem valor, quem possui título académico?

No final do século passado, fui encarregado, primeiro pelo vice-director, depois pelo director de publicação local, a realizar série de entrevistas a figuras que se evidenciaram, na: política, ciência, arte ou desporto.

Certa tarde, depois de acordo telefónico, combinei entrevistar jovem deputado.                          

Após apresentações e conversa informal, confidenciou-me (recomendando desligar o gravador,): que quando chegou, pela primeira vez, à casa da democracia, verificou, estupefacto, que era olhado de modo diferente.

Rapidamente verificou, que era devido a não ser licenciado! …

Então, procurou tirar curso superior, pois desejava fazer carreira política…

Lembrei-me agora, do artigo da escritora Tereza de Mello, referindo-se à minha crónica:” Doutores e Engenheiros”, onde comentava a determinado passo: “ (Meu) pai tinha dois cursos superiores, e nunca foi tratado senão pelo nome.” – “Jornal de Abrantes” – 13/2/09.

Pelo nome, também, deseja ser conhecido o Prof. Doutor Pedro Barbosa, do Porto, que pede aos alunos, que o tratem pelo nome próprio.

João Adelino, da RTP, conta em “ Dinheiro Vivo” – 14/04/12, – que sendo moderador, entre dois políticos, um recusou entrar no estúdio, por não o ter tratado por Sr. Doutor! …

E por que assim acontece?

Responde Marden, em: “ O Poder da Vontade”: “ Dá-se mais importância ao diploma, que representa uma sabedoria fictícia, do que à verdadeira sabedoria, sem garantia do diploma.”

                Para o vulgo – e não só – quem não tem “canudo”, por mais sábio que seja, não passa de simples habilidoso…

Meu pai, com graça, mas de semblante sério, dizia: “Virá o tempo, em que as Escolas Técnicas, terão de dar, o título de doutor: aos trolhas e pedreiros, se queremos ter, quem nos tire a pinga do telhado…

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 11:02
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EUCLIDES CAVACO - PORTUGAL É UM JARDIM ( Soneto e voz do autor)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Hoje partilho orgulhosamente esta exaltação de portugalidade não obstante residir na Diáspora há 50 anos.
Veja neste vídeo do nosso iluminado amigo Afonso Brandão
 


https://www.youtube.com/watch?v=KgN_CRVnk5o&feature=youtu.be
 
 


Desejos duma magnífica semana.
 
 
 
 
 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

 

***

 

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DO PORTO

 

 http://www.diocese-porto.pt/

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP

 

 

 https://dj.org.br/

 

***

 

 

 

Leitura Recomendada:

 

 

 

 

 

Resultado de imagem para Jornal A Ordem

 

 

 

 

 

Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

Opinião   -   Religião   -   Estrangeiro   -   Liturgia   -   Area Metropolitana   -   Igreja em Noticias   -   Nacional

 

 

https://www.jornalaordem.pt/

***

 

HORÁRIOS DAS MISSAS NO BRASIL

 

 

Site com horários de Missa, confissões, telefones e informações de Igrejas Católicas em todo o Brasil. O Portal Horário de Missas é um trabalho colaborativo onde você pode informar dados de sua paróquia, completar informações sobre Igrejas, corrigir horários de Missas e confisões.



https://www.horariodemissa.com.br/#cidade_opcoes 

 

***



publicado por Luso-brasileiro às 10:50
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