PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sábado, 8 de Dezembro de 2018
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - TODO DIREITO É SOCIAL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                    

 

 

 

 

 

          

            Como ensina Arnaldo Vasconcelos, “a base da norma é o fato, sem dúvida, mas o fato axiológicamente dimensionado. Essa apreciação, que se dá quando do surgimento da norma, renova-se todas as vezes que ela é aplicada: os fatos e os valores originais são trazidos a compatibilização com os fatos e os valores do momento presente. Esse processo evidencia o dinamismo do Direito e responde por sua vitalidade” (Ed. Revista dos Tribunais, São Paulo, 1981, p. 38) (os grifos são nossos).

         Também sabemos que não há nem pode haver algum Direito individual; todo o Direito é social. As leis devem ser sociais e, em seu sentido mais amplo, são relações necessárias que derivam da natureza, das coisas e, nesta esteira, todos os seres têm suas leis; a divindade, o mundo material, os animais  e evidentemente, os homens.  Esta é a lição de MONTESQUIEU, no seu consagrado “Do Espírito das Leis”. No entanto, todas as manifestações repousam na premissa de que estas normas legais em seus mundos reflitam a consciência do justo; justiça é instinto e sentimento; não pode ser concebida apenas como conceito.

         E conforme dispôs certa vez o advogado Gilberto Domingues Da Silva, “o sentimento de justiça é a síntese impulsionadora da ciência jurídica e se esta em algum momento é mal conduzida, a culpa é dos próprios homens, pois aquela não pensa, quem pensa são eles”. Nessa trilha, espera-se que o bom senso sempre prevaleça; que ocorra uma permanente contribuição de todos para o bem comum e que diminuam os comportamentos refratários às regras de convivência.

Por outro lado, em todas as áreas do Judiciário, os profissionais não devem tomá-las como simples empregos ou forma de amealhar patrimônio, mas antes como uma convicção de vida, como uma verdadeira causa que merece ser servida. Elas representam, antes de tudo, tarefa social, tarefa política. Mesmo porque, toda ação judicial é um evento, algo que se introduz no mundo da realidade e que, como tal, fica sujeito às incertezas e aos riscos que caracterizam a esfera do real, a espera de posicionamentos firmes que possam ao menos, adequá-las aos acontecimentos.

Após tais ponderações, constata-se que nem sempre a letra fria do diploma legal deva ser absolutamente considerada, suscitando a intervenção de métodos interpretativos, plenamente admitidos, para aproximá-la da realidade.

Com efeito, a circunstância de uma mulher brasileira permanecer reclusa em seu país por quatro meses em função do roubo de um pote de manteiga ganhou recentemente projeção nacional e manifesta repugnância. O flagrante de sua prisão, ao que parece, foi tecnicamente perfeito tendo o Juízo aplicado corretamente a legislação ao caso em tela. Então, qual a razão de tanta indignação? A população, de maneira geral, entendeu que a solução foi incompatível com a situação apresentada e embora previsto e aplicado dentro dos parâmetros legais, o castigo se mostrou nitidamente desproporcional ao delito praticado, sobrando frieza, faltando sensibilidade.

Assim, o desafio no momento é estabelecer os limites mínimos à lógica da verdadeira prestação jurisdicional, levando-se em conta o contexto atual, seus graves reflexos e a enorme desigualdade na distribuição de renda que prevalece no país, precavendo-se para não ser condizente com o crime, nem promover a sua apologia, mas ao mesmo tempo, não se afastar das causas que o determinam. Circunstância de suma importância a ser focada por ocasião do Dia da Justiça no Brasil (08 de dezembro) e do Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro)

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é jornalista, advogado, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com).

         



publicado por Luso-brasileiro às 19:14
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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - ADVERTÊNCIA OPORTUNA DE PAULO BONFIM

 

 

 

 

 

 

 

 

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Passei algumas semanas “de férias”, sem escrever esta coluna, mergulhado nos intermináveis acabamentos da minha tese de doutorado. Durante essas semanas, acontecimentos extremamente importantes se passaram no Brasil. Refiro-me à propalada “greve dos caminhoneiros” e ao quadro geral dentro do qual se inseriu essa greve. A situação é preocupante. De crise em crise, o Brasil republicano cada vez mais parece se aproximar de um desfecho que pode ser calamitoso.

Não é de boa norma para um jornalista, mormente quando está retornando de férias, usar o espaço de sua coluna para transcrever textos de outros autores. Isso é feio, dá a impressão de que lhe faltou assunto ou, pior ainda, faltou vontade de trabalhar e sobrou preguiça...

Mas não resisto a usar o espaço desta coluna para, mais uma vez, publicar um texto antológico e verdadeiramente luminoso de nosso bom Amigo o Poeta Paulo Bomfim. Digo “nosso” porque Paulo, um jovem paulista de 91 anos de idade, não só é meu amigo muito querido, mas também o é de Evaldo Vicente, o prestimoso proprietário, diretor, dinamizador e quase fac-totum  de “A Tribuna Piracicabana”.

O texto foi escrito pelo Poeta de São Paulo há muitos anos, mas conserva atualidade impressionante. Chama-se “Advertência”. Aí vai ele:

“Advertência

“Ai daqueles que brincam com a esperança do povo!

“Ai daqueles que se banqueteiam junto à fome de seus irmãos!

“Ai daqueles que são fúteis numa hora grave, indiferentes num momento definitivo!

“Ai daqueles que corrompem para tirar proveito da corrupção, que envenenam o mundo pela volúpia de caminhar impunemente entre ruínas!

“Ai daqueles que fazem da mentira a verdade de suas vidas!

“Ai daqueles que usam os simples como degraus de sua vaidade e instrumentos de sua ambição!

“Ai daqueles que fabricam com a violência a trama do medo!

“Ai daqueles que roubam ao próximo a alegria de existir!

“Ai daqueles que usam o dinheiro e o poder para prostituir, humilhar e deformar!

“Ai daqueles que se atordoam para fugir das próprias responsabilidades!

“Ai daqueles que traficam a terra de seus mortos, enxovalham tradições e traem compromissos com o presente e com o futuro!

“Ai daqueles que se fazem de fracos no instante de tempestade!

“Ai daqueles que se acomodam a tudo, que se resignam a tudo, que se entregam sem lutar!

“Ai daqueles que loteiam seus corações, alugam suas consciências, transacionam com a honra, especulam com o bem, açambarcam a felicidade alheia e erguem virtudes falsas sobre os pântanos!

“Ai daqueles que concordam em morrer vivos!”

           Até aqui, as inspiradas palavras do nosso Poeta maior.  Não precisam de qualquer comentário. Só precisam ser lidas, meditadas e, sobretudo, tomadas a sério.

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS, é historiador e jornalista profissional, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História e da Academia Ptracicabana de Letras.



publicado por Luso-brasileiro às 19:10
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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - DIGNIDADE

 

 

 

 

 

 

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            Às vezes almoçamos em uma padaria que fica no quarteirão de casa. A padaria é simples, sem muitos atrativos, mas nos habituamos a comer um combinado de arroz com feijão, salada de tomate com rodelas de cebola e filé de frango com ovo, ao menos uma vez por semana.  Já conhecemos os funcionários e os donos e assim, muitas vezes só precisamos pedir “o de sempre”.

            E foi assim que, nessa semana, lá estávamos nós almoçando quando presenciamos uma cena lamentável, triste até. Eu já tinha notado quando o rapaz se aproximou da padaria, acompanhado de um cachorro vira-latas, preto, tamanho médio, que vestia uma roupinha de frio. O dia, por sinal, estava estranhamente frio para um mês de novembro. Uma chuva leve, mas constante, caía havia horas.

            O rapaz, vestido com roupas puídas, sentou-se em uma murada do lado de fora da padaria e abriu uma mochila da qual retirou um pano amarelo.  Estendeu o tecido no chão para que o cachorro ali se deitasse. A um funcionário da padaria ele pediu um guaraná e ficou ali aguardando. De repente, não exatamente a razão, ele e um dos donos da padaria começaram a brigar.

            Percebi que o rapaz se sentiu menosprezado e passou a gritar que as coisas que possuía eram compradas e não roubadas. Pedia para chamarem a polícia e logo a turma do “deixa disso” se aproximou e separou os dois. Enquanto eles discutiam acaloradamente, o pobre cachorro ficava rodeando o dono, latindo em desespero. Em alguns momentos até lambia as mãos de quem buscava apartar a briga. Após a intervenção de funcionários e clientes da padaria, as coisas não ficaram mais graves.

            Fiquei pensando em como é triste viver nas ruas, coisa que por certo era a realidade do rapaz. Aparentemente todas as coisas dele estavam na mochila que ele carregava nas costas. O companheiro dele, o cachorro, estava muito melhor cuidado e seguia o dono com a fidelidade de quem ama e se sabe amado. Para sorte do animal, ele desconhece os preconceitos e as frívolas convenções humanas.

            Quando eu era uma estudante de Direito, aprendia sobre o Princípio da Dignidade humana e lia inúmeros conceitos sobre esse imperativo insculpido na Constituição Federal. Não precisei, no entanto, lembrar-me de nenhum eles para saber que aquele rapaz, assim como tantos outros brasileiros, vive à margem da aplicação do referido princípio. Não há dignidade em viver nas ruas, em não ter um teto por abrigo, nem o direito de comprar um simples guaraná em uma padaria...

            Num piscar de olhos a nossa refeição perdeu o gosto e a chuva que molhava nossos pés também molhou nossas almas...

 

 

 

CINTHYA NUNES – jornalista, advogada e professora universitária.

cinthyanvs@gmail.com



publicado por Luso-brasileiro às 18:57
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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - OUVINDO O CORAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

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Alegra-me ouvir, dentre as rudezas da vida, o lado terno do coração das pessoas. Como diz a canção “Tocando em frente” de Almir Sater e Renato Teixeira: “Todo mundo ama um dia/ Todo mundo chora/ Um dia a gente chega/ E no outro vai embora./Cada um de nós compõe a sua história/ Cada ser em si/ Carrega o dom de ser capaz/ E ser feliz.”
Ela nasceu, há quase 50 anos, nas proximidades de Jundiaí. A mãe e o pai a carregaram com as mãos ásperas pela enxada, que lhes proporcionava o sustento do dia a dia. Menina ainda, se fez também do trabalho no solo, sem deixar de lado a boneca de pano. Estudou quatro anos em escola rural e, em paralelo, foi alinhavando com resistência o seu mundo. O pai de seus filhos não os assumiu como deveria. Indicaram-lhe a Justiça, porém optou por se virar do seu jeito. Um pouco depois que a conheci, me emocionei com uma atitude sua: trabalhava em um depósito de sucata, na separação dos materiais. Era o aniversário da filha. Não tinha condições de presenteá-la nos seus quinze anos. Encontrou, no meio do material, um vidro com dois dedos de perfume. Deixou bem limpo, embrulhou e levou à mocinha que, no dia seguinte, abraçou-me perfumada de paraíso e sorriso e me disse que era oferta materna.
Na atualidade, participa de um projeto socioeducacional onde, no meio de um pequeno jardim, se encontra uma casinha de brinquedos. Pediu aos responsáveis para deixá-la colocar uma cerca pintada de branco e plantar, no entorno, flósculos coloridos, assim como na moradia da Branca de Neve com os Sete Anões. Que encanto! Em meio às pedras pontiagudas, que ferem os rastros, não se perdeu do conto de fada.  Persiste, em um canto de sua alma, uma floresta como a de Spessart, na Alemanha, com seu mar de folhas. Há carvalhos seculares e um prado de diversas árvores frutíferas. Há folhagens verdes, com matizes vermelho-alaranjado no inverno e outono. Há gerânios brancos com tons rosa pálido de maio a julho. Há o majestoso rio Main, mesmo que ela não tenha jamais saído das fronteiras de sua terra.
A história dela, no entanto, não chega à maçã envenenada e nem ao príncipe. Encerra “na casinha dos anões”, com Mestre, Feliz, Zangado, Dengoso, numa existência pacífica, no “dom de ser capaz”. É a mãe que, com seu trabalho, cuida de filhos e netos, sem abrir mão dos sonhos possíveis em seus caminhos. 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.



publicado por Luso-brasileiro às 18:53
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VALQUÍRIA GESQUI MALAGOLI - A POLTRONA VERMELHA

     

 

 

 

 

 

 

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            Tudo que existe ou inexiste o é ou não é não a propósito, mas, sim, a despeito de humanas convicções.

           Deus(es) e demais entidades como amor e felicidade coexistem noutro plano. Não neste físico.

           Num universo paralelo é possível crer, amar, ser feliz etc. e tal, talvez até em plenitude, haja vista, nesse suposto lugar, quem sabe, plenitude também haver.

Lá, nada disso é palavra. Lá, tudo provavelmente seja matéria impalpável, porém, palatável, digerível.

            Aqui são outros quinhentos! Aqui o Tempo urge! O Tempo, aqui, é o senhor de tudo e ruge!

            Por estas bandas de cá, pensando assim, tudo parece à toa, não é? Tudo soa inútil. Tudo é mera perda de tempo. Perda de tempo dentro do Tempo.

            Há contas a pagar a perder de vista. Há educação, trabalho, saúde etc. a administrar.

Paz não há.

Pensei haver. Julguei estar em paz, contudo, descobri que era apenas julgamento meu.

Julgamento. Outra coisa que, por aqui, embora somente palavra seja, como vive!!! Julgamento próprio. Julgamento alheio.

            Viver é administrar julgamentos e essas coisas todas outras as quais chamo de coisas, porque o ademais é igualmente palavra apenas.

Na prática, qualquer coisa que seja palavra não coaduna com a expectativa em vista dela.

            Sei que, de fato de fato mesmo, há aquela poltrona vermelha.

Não só ela existe como está encalhada ali, indevidamente, em devido trecho do córrego das Valquírias.

Sei que ela é um fato, ela existe, ela ali está, e me incomoda deveras! Incomoda-me vê-la. Incomoda-me, mesmo que a imagem, às vezes, sobretudo quando me flagro amalucada com o trânsito, soa deveras poética.

Todavia, incomoda-me infinita e definitivamente agora quando compreendo que a Poesia em minha vida é idêntica a essa poltrona: vermelho-sangue, e apodrece.

Dia desses, passando pelo mesmo local, não a vi. Não vi a tal poltrona.

Salvaram-na?

Salvaram o córrego?

Estiquei o olhar. E ei-la, a dita-cuja a mais e mais, aos pouquinhos, afundar, alguns metros à frente.

Sinto que também não estou salva da Poesia.

Nem ela de mim tampouco.

Azar o dela. Eu, por mim, sobrevivo.

Tenho profundo ódio dela.

Ela o que terá de mim?

Vai ver a ela basta ter-me, presa a si, objeto de troça sua, brinquedinho, menos que poltrona.

 

 

 

 

Valquíria Gesqui Malagoliescritora e poetisa, vmalagoli@uol.com.br



publicado por Luso-brasileiro às 18:46
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ALEXANDRE ZABOT - ERROS E PERIGOS DA ASTROLOGIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alexandre Zabot

 

 

 

 

 

 

 

 

A maioria das pessoas conhece a Astrologia através dos horóscopos publicados nos jornais. Muita gente lê e acredita nas previsões que são feitas, alguns inclusive seguem as sugestões dadas pelos astrólogos. Mas será que já se perguntaram no que se fundamentam estas previsões? Há base científica? Ou ainda, lembrando que nem tudo pode ser explicado pela ciência, há base racional para a Astrologia? E, fora estas questões, é lícito (ou, ao menos, convém) a um católico recorrer às previsões astrológicas? São questões relevantes, que precisam ser analisadas atentamente e respondidas com precisão. Além do mais, quando se procura entender as origens e as relações da Astrologia com o mundo atual, percebe-se claramente que hoje ela está muito ligada aos movimentos conhecidos por “New Age” ou, Nova Era. No que consiste esta tal de Nova Era?

A New Age (Nova Era) é, segundo os místicos e astrólogos, o advento da Era de Aquário. Para eles, estamos no final da Era de Peixes, dominada pelo pensamento cristão repressivo, retrógrado e preconceituoso. O próximo Eon (ou Era), será o fim da dominação cristã e o início de um tempo de luz, tecnologia e paz. Como disse, a filosofia da Nova Era está intimamente ligada à Astrologia e esta, por sua vez, usa uma roupagem falsa de ciência quando utilizada (erroneamente) conceitos da Astronomia.

Tanto a Astrologia quanto a noção de Eras estão relacionadas com os movimentos da Terra. Basicamente a Terra possui três movimentos principais. O primeiro é o de rotação em torno do próprio eixo, que dura aproximadamente 24 horas e determina os dias e as noites. O segundo movimento é o de translação em torno do Sol, que dura um pouco mais que 365 dias. Ele determina quais partes do céu estão visíveis a noite pois, se no movimento da Terra o Sol fica na frente de alguma parte do céu, não podemos vê-la. Temos que esperar alguns meses para estarmos num outro ponto da órbita. Desta forma, falamos de “céu de inverno” e “céu de verão”, por exemplo. Quem gosta de espiar o céu sabe: as três Marias aparecem bem no verão e o Escorpião no inverno. O terceiro movimento é o de Precessão. É o mesmo movimento executado por um pião quando está próximo de parar. É uma pequena oscilação do eixo de rotação.

Portanto, os movimentos da Terra determinam que partes do céu podemos ver em cada época do ano e em cada momento do dia e da noite. Para demarcar o céu e as estações do ano, os astrônomos dividiram ele em regiões. São as constelações. As estrelas de uma mesma constelação não precisam estar ligadas entre si. É apenas uma divisão aparente do céu, para facilitar a localização das estrelas. Atualmente, a União Astronômica Internacional divide o céu em 88 constelações, de tamanhos diversos.

Durante o ano o Sol passa na frente de 13 constelações. São as constelações do Zodíaco. Tenho certeza que você conhece, pelo menos, 12 delas. São os signos, Áries, Peixes, Touro, Escorpião, etc. Não há nada de especial com elas, exceto que o Sol passa pela sua frente. Os astrólogos dizem que seu signo é Peixes, por exemplo, porque o Sol estaria na frente de Peixes de fevereiro a março. Usei este tempo verbal, porque, de fato, o Sol não está na frente de Peixes durante o período que eles falam. É que eles não fazem observações, e também não sabem fazer contas, e parece que não tem vergonha disso.

A Terra gira um pouco inclinada em torno do Sol, por isso ele cruza em março e setembro, o equador celeste, uma linha imaginária que divide o céu em duas calotas, uma norte e outra sul. O ponto exato em que o Sol cruza este equador em março chama-se Ponto de Áries. Hoje, este ponto está sobre a constelação de Peixes, não de Áries. Ele mudou (e continua mudando) de posição por causa do terceiro movimento que citei, da Precessão dos Equinócios. Este movimento tem um período de 25800 anos. Neste tempo, o Ponto de Áries passa por alguns milênios sobre algumas constelações. É daí que os astrólogos tiram a estória das Eras. De Áries este ponto passou para Peixes (agora) e por volta de 2600 estará na constelação de Aquário.

Mas se os astrólogos não sabem nem quando o Sol está de verdade na frente de uma constelação, imagina calcular em que época o Ponto de Áries estará sobre a constelação de Aquário! Alguns dizem que já ocorreu na década de 60, outros que será neste ano e os mais precavidos põem a data mais além. Nenhum deles, porém, consulta uma tabela astronômica.

Do ponto de vista filosófico a Astrologia se baseia na ideia de que existem tempos propícios para determinadas atividades e que estudando os ciclos da natureza através dos movimentos celestes podemos conhecer e até prever estes momentos mais favoráveis e usar isto para nosso bem. Como escrevi antes, os astrólogos usam alguns conceitos de astronomia de modo completamente errado e por isso não sabem calcular os “ciclos da natureza”. Independente disso, muitos acham que mesmo assim a filosofia por trás da astrologia faz sentido, pois somos parte integrante de uma natureza muito ampla e estamos integrados a ela. Aí é que a astrologia tem se confundido nos dias atuais com os movimentos Nova Era.

A Astrologia é condenada pela doutrina católica por que é uma forma de adivinhação que se presta a tentar usar poderes ocultos da natureza, lê-se no parágrafo 2116 do Catecismo da Igreja Católica que: “Todas as formas de adivinhação hão de ser rejeitadas (…). A consulta aos horóscopos, a astrologia, (…) escondem uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e, finalmente, sobre os homens, ao mesmo tempo que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Essas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus”. O Catecismo enfatiza ainda mais no parágrafo 2117 que “mesmo que seja para proporcionar a este [o próximo] saúde, são gravemente contrárias à virtude da religião”.

Diversos cientistas já provaram que a Astrologia não funciona, que suas previsões não se tornam realidade e que mesmo que não sejam feitas previsões, o uso dos “tempos propícios” não favorece quem os identifica. Cientificamente dizemos que não há relevância estatística, é um atestado de que não existem estes tempos ou então que, caso existam, não faz diferença conhecê-los, pois não muda nada. Do ponto de vista científico a Astrologia é uma perda de tempo pois é bobagem, do ponto de vista da fé ela é um grave perigo pois nos afasta de Deus, conforme explica o Catecismo. A Astrologia é, portanto, errada e perigosa. Meu signo é a cruz.


08/2011

 

 

 

ALEXANDRE ZABOT   -    Fisico. Doutorado em Astrofisica. Professor da Universidade Federal de Santa Catarina.   www.alexandrezabot.blogspot.com.br

 



publicado por Luso-brasileiro às 17:20
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FELIPE AQUINO - O QUE SIGNIFICA A COROA DO ADVENTO ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A vela sempre teve um significado especial para o homem, sobretudo porque antes de ser descoberta a eletricidade ela era a vitória contra a escuridão da noite. À luz das velas, São Jerônimo traduzia a Bíblia do grego e do hebraico para o latim, nas grutas escuras de Belém onde Jesus nasceu.

 

Em casa, a noite, quando falta a energia, todos correm atrás de uma vela e de um fósforo, ainda hoje.

Acender velas nos faz lembrar também a festa judaica de “Chanuká”, que celebra a retomada da Cidade de Jerusalém pelos irmãos macabeus das mãos dos gregos do rei Antíoco IV.

Antes da era cristã os pagãos celebravam em Roma a festa do deus Sol Invencível (Dies solis invicti) no solstício de inverno, em 25 de dezembro. A Igreja sabiamente começou a celebrar o Natal de Jesus neste dia, para mostrar que Cristo é o verdadeiro Deus, o verdadeiro Sol, que traz nos seus raios a salvação. É a festa da luz que é o Cristo: “Eu Sou a Luz do mundo” (Jo 12, 8). No Natal desceu a nós a verdadeira Luz “que ilumina todo homem que vem a este mundo” (Jo 1, 9).

 

 

Leia também: Coroa do Advento

Cinco detalhes sobre a Coroa do Advento que talvez você desconheça

Advento: Preparação para a Festa do Natal de Jesus

Por que acendemos velas?

Figuras do Advento

 

 

Na chama da vela estão presentes as forças da natureza e da vida. Cada vela marca um ano de nossa vida no bolo de aniversário. Para nós cristãos simbolizam a fé, o amor e o trabalho realizado em prol do Reino de Deus. Velas são vidas que se imolam na liturgia do amor a Deus e ao próximo. Tudo isso foi levado para a liturgia do Advento. Com ramos de pinheiro uma coroa com quatro velas prepara os corações para a chegada do Deus Menino.

Nessas quatro semanas somos convidados a esperar Jesus que vem. É um tempo de preparação e de alegre espera do Senhor. Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador. Nas duas últimas, a Igreja nos faz lembrar a espera dos Profetas e de Maria pelo nascimento de Jesus.

A Coroa é o primeiro anúncio do Natal. O verde é o sinal de esperança e vida, enfeitada com uma fita vermelha que simboliza o amor de Deus que se manifesta de maneira suprema no nascimento do Filho de Deus humanado. A branca significa a paz que o Menino Deus veio trazer; a roxa clara (ou rosa) significa a alegria de sua chegada.

A Coroa é composta de quatro velas nos seus cantos presas aos ramos formando um círculo. O círculo não tem começo e nem fim, é símbolo da eternidade de Deus e do reinado eterno do Cristo. A cada domingo acende-se uma delas.

As quatro velas do Advento simbolizam as grandes etapas da salvação em Cristo.

 

 

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  1. No primeiro domingo do Advento, acendemos a primeira vela – vermelha – que simboliza o perdão a Adão e Eva. Cristo desceu a Mansão dos mortos para dar-lhes o perdão.
  2. No segundo domingo, a segunda vela – verde –acesa com a primeira, representa a fé dos Patriarcas: Abraão, Isaac, Jacó, que creram na Promessa da Terra Prometida, a Canaã dos hebreus; dali nasceria o Salvador, a Luz do Mundo.
  3. A terceira vela – rosa – acessa com as duas primeiras, simboliza a alegria do rei Davi, o rei que simboliza o Messias porque reuniu sob seu reinado todas as tribos de Israel, assim como Cristo reunirá em si todos os filhos de Deus. É o domingo da alegria. Esta vela têm uma cor mais alegre, o rosa ou roxo claro.
  4. A última vela – branca –simboliza os Profetas, que anunciaram um reino de paz e de justiça que o Messias traria.

 

Assista também: Como viver bem o tempo do Advento?

 

 

Tudo isso para nos lembrar o que anunciou o Profeta:

 

“Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes.Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor” (Is 11,1-2).

“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz. Vós suscitais um grande regozijo, provocais uma imensa alegria; rejubilam-se diante de vós como na alegria da colheita, como exultam na partilha dos despojos. 3. Porque o jugo que pesava sobre ele, a coleira de seu ombro e a vara do feitor, vós os quebrastes, como no dia de Madiã. Porque todo calçado que se traz na batalha, e todo manto manchado de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão presa das chamas; porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz. Seu império será grande e a paz sem fim sobre o trono de Davi e em seu reino. Ele o firmará e o manterá pelo direito e pela justiça, desde agora e para sempre. Eis o que fará o zelo do Senhor dos exércitos” (Is 9,1-6).

 

 

 

 

 

FELIPE AQUINO - Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.

 



publicado por Luso-brasileiro às 15:46
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PAULO R. LABEGALINI - QUEM PODE NOS ENSINAR A REZAR ?

 

 

 

 

 

 

 

 

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Talvez pelas inúmeras graças que alcancei na vida, muitas pessoas já me perguntaram: ‘Como é que você reza?’ Eu respondia: ‘De manhã, faço algumas orações imprescindíveis ao cristão: Vinde Espírito Santo, Invocação a São Miguel Arcanjo, Levanta-se Deus, Oração de São Bento, Pai-nosso, Ave-Maria, Santo Anjo, Consagração à Nossa Senhora, Lembrai-vos etc. À tarde ou nas viagens, rezo o terço e, antes de dormir, repito algumas em agradecimento do dia.’

Isso eu continuo fazendo até hoje, mas, com o tempo, fui percebendo que existem maneiras de ‘agilizar os favores’ vindos do céu; por exemplo: fugindo dos pecados e me comportando como um verdadeiro cristão, agradando a Deus e me mantendo no caminho da santidade. E quem acha difícil pensar em santidade e se libertar das tentações pecaminosas, preste atenção nesta história:

Um adolescente, após ter sido castigado pelos pais, chegou à conclusão que não sabia como mudar de comportamento. Dirigiu-se ao diretor do colégio e perguntou: ‘Professor, o que devo fazer para não cometer esses erros novamente? Tenho me esforçado, mas não estou conseguindo!’

O mestre, então, tomou um copo cheio d’água, o entregou ao jovem e disse-lhe: ‘Filho, ande com este copo pelo colégio; entre em todas as salas, suba e desça as escadas, passe pelos jardins, pelos pátios, e volte aqui sem derramar uma só gota.’ Espantado, o aluno falou: ‘Impossível, não vou conseguir!’ Mas, o professor insistiu: ‘Se você quiser, consegue sim.’

O jovem saiu devagar, com os olhos fixos no copo. Subiu e desceu escadas, entrou e saiu de salas, passou por cantos, becos, jardins... e voltou sem ter derramado a água. O diretor, calmamente o interrogou: ‘Você não viu as garotas que passeavam pelo jardim, os colegas que sempre lhe convidam para um copo de bebida ou uma tragadinha?’ Imediatamente ouviu a resposta: ‘Não, eu estava com os olhos fixos no copo.’ O mestre sorriu e concluiu: ‘Se você fixar os olhos em Deus, como fez com o copo, terá a força que tanto precisa para vencer as tentações e deixará de cometer as faltas pelas quais tem sido castigado.’

Portanto, pouco adianta rezar sem querer seguir Jesus Cristo. Mantendo os olhos fixos nos exemplos que Ele nos deixou, podemos fazer com que as nossas orações cheguem mais depressa ao céu e, assim, experimentar o imenso amor que Deus tem por nós. Quem vive nas trevas e não se esforça para ‘manter a Palavra viva dentro do corpo’, não aprenderá a rezar e nunca achará o rumo certo na vida.

Outra maneira de ser prontamente atendido nas orações é fazendo caridade – que é diferente de filantropia. No mundo inteiro, cresce a desigualdade social entre os povos – os ricos se tornam mais afortunados e os pobres mais miseráveis! Como podemos ser ouvidos em nossas preces se nos acomodamos na vidinha tranquila que levamos e não nos importamos com o sofrimento do vizinho? Será que existe uma só pessoa que não pode oferecer uma palavra de conforto a alguém?

Certa vez houve um concurso de pintura e o primeiro lugar seria dado ao quadro que melhor representasse a paz. Ficaram três finalistas igualmente empatados. O primeiro, retratava uma imensa pastagem com lindas flores e borboletas – que bailavam no ar, acariciadas por uma brisa suave. O segundo, mostrava pássaros a voar sob nuvens brancas como a neve e em meio ao azul anil do céu. O terceiro, mostrava um grande rochedo sendo açoitado pela violência das ondas do mar e em meio a uma tempestade estrondosa.

Mas, para a surpresa dos finalistas, o escolhido foi o terceiro quadro. Indignados, os dois pintores que não foram escolhidos questionaram o juiz que deu o voto de desempate: ‘Como este quadro tão violento pode representar a paz, senhor juiz?’

E o jurado explicou: ‘Vocês repararam que em meio à violência das ondas há, numa das fendas do rochedo, um passarinho com seus filhotes dormindo tranquilamente? Caros amigos, a verdadeira paz é aquela que – mesmo nos momentos mais difíceis – nos permite repousar tranquilos. Talvez muitas pessoas não imaginam como pode reinar a paz em meio à tempestade, mas não é tão difícil de entender. Considerando que a paz é um estado de espírito, concluímos que, se a consciência está bem, tudo à volta pode estar em revolução que, mesmo assim, conseguiremos manter a serenidade.’

Pois bem, fazendo uma comparação com o quadro vencedor, podemos imaginar o ninho do pássaro representando a nossa consciência. A consciência é um refúgio seguro, quando nada tem que nos reprove perante Deus. Jesus, agredido, manteve-se sereno; caluniado, mostrou tranquilidade; diante da tempestade no mar, pediu calma; pregado na cruz, permaneceu fiel ao Pai. Todavia, antes de partir, teve o desejo de dizer: “Mulher, eis o teu filho; filho, eis tua Mãe.” E Nossa Senhora continua sendo aquela que nos ouve e nos ajuda sempre nas orações. Muito melhor do que eu, Ela ensinará você a rezar.

Feliz Natal! Fuja dos pecados, faça caridade e reze em paz.

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.



publicado por Luso-brasileiro às 15:34
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - EVOLUÇÃO OU INVOLUÇÃO ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estava no clube, a lamentar ao meu amigo Manel, o facto de meus familiares, não escreverem nem telefonarem.

- Passam meses – dizia eu, – anos, por vezes, que não os vejo!…

Quando o Manel, de sorrisinho maroto, dançando nos lábios finos, me disse:

- “ Mas isso é muito bom! …Muito bom! …”

Atónito, não atinei outra pergunta, senão interrogar, porque era assim tão bom.

A resposta foi pronta, eivada de festivos risinhos:

- “ É sinal que está todos bem! … Se tivessem necessidade, se precisassem da tua ajuda ou auxílio, eram mais pontuais! …”

O Manel, era velho amigo; daqueles com quem se troca confidências. Escrevi “ era”, porque faleceu, com muito pesar meu. Perder amigo, é perder parte do passado; de passado, que nem sempre foi feliz, mas que teve momentos de felicidade plena.

É lamentável, que laços familiares e de companheirismo, se vão deslaçando, nos tempos atuais.

Espalham-se os familiares. Mudam de cidade, de país. Vão viver para terras longínquas; e esquecem, por vezes, os que ficam… a não ser que precisem…

Então, telefonam. Perguntam: “ Como passa?”. Os afazeres, as tarefas quotidianas, não lhes permite mais contacto – dizem eles, – como desejariam…; e a propósito, lembraram-se: que talvez…como tem muitas relações…conhece o meio…não podia encontrar…

São amigos de infância; companheiros de escola; primos que partiram ou que não partiram, mas incapazes de pegarem na pena ou no telefone, e perguntarem: - ” Como vai a tua saúde? …”

E agora, com a Internet é tão fácil e económico, enviar uma mensagem de saudade! …Uma mensagem de amizade! …

Tenho conhecidos, no Facebook, que ignoro o nome completo e a cidade onde vivem, e ainda menos, o que fazem, mas todas as manhãs; todos os fins-de-semana, enviam o PP; a noticia, que os impressionou; o artigo que os fez pensar; acompanhado de abraços e palavrinhas simpáticas.

Ninguém é uma ilha (disse alguém, que não recordo); e Cristo, também disse: que todos somos irmãos, filhos do mesmo Pai. Todos precisam de conhecer, que há, neste mundo, quem se lembre deles; quem seja capaz de perder um minuto na vida, para ganhar um amigo para a vida.

Há muito terminou o salutar costume, das famílias, se visitarem ou passarem o serão, reunidas. E foi pena! …

Também acabaram os aprazíveis passeios, para ver vitrinas de lojas, na baixa.

O medo de sair à noite, e as montras cerradas a cortinas de ferro ou aço, tiraram todo o encanto à “ voltinha dos tristes” – como se dizia, na cidade do Porto, – ao passeio, pelo centro, que as famílias tradicionais, faziam nos fins de semana.

Hoje, vive-se diante do aparelho de televisão, vendo telenovelas ou noticiários, que nos lembra a barbárie, que campeia, e a saudade dos bons velhos tempos, em que se podia vier pacatamente, em grande sossego.

Bons dias, em que as crianças brincavam na rua, sem receio de serem colhidas pelo carro, ou serem molestadas por predadores e assaltantes malignos.

Todo esse sossego, toda essa tranquilidade, desapareceu, e com ela: gestos de cortesia, boas maneiras, e a educação, que se recebia em casa.

Agora, as crianças, são educadas na escola – quando são, – do mesmo jeito como a Casa da Moeda cunha: todas iguais.

É a educação coletiva: não a da elite, mas a da ralé.

Dificilmente se diferencia, pelo modo de vestir e de falar, o estudante universitário, do aprendiz de pedreiro! …

Tudo termina! Tudo acaba! …

Dizem, que é evolução; para mim é: involução; o nivelamento pela ralé.

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 15:25
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EUCLIDES CAVACO - NATAL DA AMIZADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Uma das minhas récitas de Natal que reflete um dos preceitos que mais cultivo na vida A AMIZADE que hoje aqui partilho convosco neste video elaborado pela nossa estimada amiga Gracinda Coelho.

 



https://www.youtube.com/watch?v=eCZGeBhUfhE&t=2s

 

 

Desejos dum maravilhoso fim de semana.

 

 

 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

 

***

 

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Palavra do Pastor, com Dom Vicente Costa, 

 

Bispo diocesano de Jundiaí

 

  

2º Domingo do Advento

 

https://youtu.be/cI1iJ2GSLAY

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

***

 

 

 

 

 

 

Leitura Recomendada:

 

 

 

 

 

Resultado de imagem para Jornal A Ordem

 

 

 

 

 

Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

Opinião   -   Religião   -   Estrangeiro   -   Liturgia   -   Area Metropolitana   -   Igreja em Noticias   -   Nacional

 

 

https://www.jornalaordem.pt/

 

 

 

 

 

 

***

 

 

 

Horário das missas em, Jundiai ( Brasil):

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?opcoes=cidade_opcoes&uf=SP&cidade=Jundiai&bairro&submit=73349812

 

 

 Horário da missas em São Paulo:


http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=12345678&p=12&todas=0

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=5a348042&p=4&todas=0

 

 

Horário das missas na Diocese do Porto(Portugal):

 

http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_paroquias&view=pesquisarmap&Itemid=163

 

 

 

 ***



publicado por Luso-brasileiro às 15:07
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