PAZ - Blogue luso-brasileiro
Terça-feira, 24 de Maio de 2011
PAULO ROBERTO LABEGALINI - HISTÓRIA e PROVAÇÃO COM ORAÇÃO

 

 

 

* H I S T Ó R I A

 

Havia um sujeito apelidado de Cabeçudo. Nascera com uma cabeça realmente grande, mas era um cara pacato e inteligente. Só não gostava de ser chamado pelo apelido porque, desde os tempos do grupo escolar, tinha um chato que não perdoava: onde quer que o encontrasse, lhe dava uma palmada na cabeça e perguntava: ‘Tudo bem, Cabeçudo?’.

Um dia, depois de centenas de tapinhas na cabeça, o Cabeçudo deu uma grande surra no engraçadinho, que, após deixar o hospital, foi dar queixa na delegacia. O caso se complicou e foi a julgamento.

No tribunal, na hora de defender o agressor, um velho e sábio advogado começou assim:

- Meritíssimo juiz, estou convicto de que o meu cliente não deva continuar preso porque não lhe pega bem o apelido de Cabeçudo.

E quando todos pensaram que iria continuar a defesa, ele repetiu:

- Meritíssimo juiz, estou convicto de que o meu cliente não deva continuar preso porque não lhe pega bem o apelido de Cabeçudo.

Em seguida, repetiu a frase mais uma vez e foi advertido pelo juiz:

- Peço ao senhor que, por favor, prossiga com a sua defesa.

O advogado, porém, fingiu que não ouviu e continuou:

- Meritíssimo juiz, estou convicto de que o meu cliente não deva continuar preso porque não lhe pega bem o apelido de Cabeçudo.

 O juiz não agüentou e ameaçou:

- Seu irresponsável! Está pensando que a justiça é motivo de zombaria? Ponha-se daqui para fora antes que eu mande prendê-lo.

Foi então que o velho advogado disse:

- Se, por repetir uma frase apenas três vezes o senhor me ameaça de prisão, pense na situação deste pobre homem que, durante quarenta anos, todos os dias foi chamado de Cabeçudo!

Dessa forma, o réu foi absolvido e voltou a viver em paz.

Então, temos muitas maneiras de promover alegria e esperança aos nossos irmãos. Vamos deixar as brincadeiras de mau gosto de fora! Não sejamos ‘cabeçudos’!

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** PROVAÇÃO COM ORAÇÃO

 

Falar de doença e de hospital – como na reflexão de ontem – nunca é agradável, mas, hoje também, irei contar as lições que aprendi há 12 anos com a doença do meu filho, Alexandre.

Quando vi a sua perna toda inchada, fui com ele para Campinas e, como já suspeitávamos, o diagnóstico foi trombose venosa profunda com provável causa hereditária, pois eu já tive duas iguais a essa.

Muitos parentes se apavoraram ao saber que um menino de apenas quatorze anos estava acometido com uma enfermidade que inspirava tantos cuidados no tratamento, mas, com a graça de Deus, eu e ele sempre estivemos confiantes na sua total recuperação.

O grande sinal para isso recebemos ao entrarmos no hospital. Saindo do elevador, encontramos uma irmã de caridade que havia levado Jesus Sacramentado aos doentes e, ao nos ver chegar, perguntou se desejaríamos comungar. Foi o único momento de emoção que passei no hospital: ver o próprio Deus e Senhor nosso nos esperando e se oferecendo para nos purificar!

A partir daquele momento, todos os dias a irmã nos trazia Jesus no quarto – graça que não teríamos alcançado se não estivéssemos, digamos, presos ali! Ele, o Todo-Poderoso, foi o único a visitar diariamente o Alexandre nos dez dias que ficou internado – isso talvez por ele ser um coroinha tão dedicado naquela época!

E com o alimento espiritual que recebeu, meu filho se manteve alegre na cama, mesmo numa posição pouco confortável – inclinado para manter as pernas pra cima. Rezou o terço todos os dias, e, no único domingo que passou no hospital, pediu para ligar a televisão logo cedo, assim que acordou. Fiquei impressionado ao ver que a Santa Missa estava começando naquele instante! E mais uma vez ele foi abençoado por poder participar da Celebração da Eucaristia no Dia do Senhor.

Muitas outras bênçãos e providências divinas aconteceram naqueles dias: eu e minha esposa ajudamos muitas pessoas no hospital, ora com uma palavra de esperança, ora entregando estampas de Nossa Senhora da Agonia; a nossa comunidade se uniu ainda mais em orações e penitências; os amigos de escola do Alexandre ligavam pra ele dizendo que estavam rezando pela sua recuperação; enfim, as obras espirituais que Jesus nos reservava foram colocadas em prática através dessa provação que passamos.

E, como não poderia deixar de ser, o resultado disso tudo foi maravilhoso! Além da cura, ficamos fortalecidos na fé e com mais certeza de que somos filhos muito amados da Virgem Maria e do seu Santo Filho, Jesus Cristo.

Por isso, tenho certeza que tudo pode ser mudado para melhor com fé e oração.

 

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h – segunda a sexta.

Site para ouvir o programa ao vivo: www.futurafm.com.br

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI --    Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI





publicado por Luso-brasileiro às 10:45
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