PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sábado, 5 de Junho de 2010
Cfd. ALUIZIO DA MATA - SOMOS TÍMIDOS NO PEDIR


                       

 

Uma pessoa me procurou um dia e disse que queria doar uma cesta básica
para uma família que tivesse muitas crianças. Disse que me procurou
por saber que eu participava da Sociedade de São Vicente de Paulo.
Arranjar uma família como ela queria não seria problema, pois temos
muitas assim. Tratamos o dia e lá fomos nós. Visitar uma família onde
a mulher trabalhava no campo, sem o marido que a abandonara com sete
filhos. Eram de idades variadas. Tinha filha casada, já com filhos
também, tinha rapaz com quatorze anos e descendo a escadinha, tinha
filhos de cinco, quatro, três, dois e um de colo.
Para a mãe trabalhar os meninos ficavam na creche, menos o menor que
ficava com a filha casada. O de quatorze anos pegava biscates e
ganhava R$ 250,00 por mês. No intuito de ajudar a mãe foi a uma loja e
comprou um tanquinho a prestação, prestação essa que consumia grande
parte do que ele recebia. A mãe, para dar uma distração aos filhos
durante a noite e nos fins de semana, comprou uma televisão também a
prestações, mas não conseguiu pagar e teve que devolvê-la sob pressão
de cartas de advogados.
Bem, depois da visita a pessoa que havia me procurado estava chocada
com tanta pobreza e tantos problemas. Como eu moro em outra cidade
onde tais fatos aconteceram, não fiquei sabendo se ela tinha voltado
lá.
No meu retorno àquela cidade notei que haviam derrubado o barracão
onde a família morava de favor e não sei o que aconteceu com seus
integrantes.
Bem, tudo isto eu narro para dizer que somos tímidos em pedir.
Encontrando novamente com a doadora, não tive a coragem de perguntar a
ela se tinha voltado lá, levado mais cestas básicas ou roupas para as
crianças. Fiquei com receio de importuná-la. Não agi certo, pois quem
sabe se tivesse perguntado teria conseguido com ela mais cestas
básicas para outras famílias?
É assim também em nossas campanhas de arrecadação. Enquanto outras
entidades não católicas são persistentes no pedir, e pontuais na
procura do que conseguem arrecadar, somos muito tímidos nesse mister.
Às vezes temos até vergonha de pedir. Tememos ser chatos, insistentes.
As outras entidades, não. Elas pedem mesmo. Não deixam de procurar. E
olha que elas pedem na maioria das vezes em casas de famílias
católicas. E a maioria dá o donativo para outras entidades porque não
são procuradas por nós. Nestes dias mesmo, entrando em uma loja o dono
me falou que tinha já dois meses que a SSVP não procurava o donativo
que ele dá todos os meses.
É, acho que temos que repensar a nossa maneira de agir. Para o bem de
quem necessita precisamos entender que não podemos ter vergonha de
pedir nem de agir. Há muitas pessoas que não dão porque não são
solicitadas. Outras dão uma vez e não dão mais porque não voltamos a
pedir-lhe.
Façamos uma experiência de pedir e os donativos com certeza virão e
não sejamos omissos na procura mensal. Em tempo: claro que existem
exceções, mas este recado é um alerta para quem não age como deveria,
inclusive eu.

ALUIZIO DA MATA - Vicentino, Sete Lagoas, Brasil



publicado por Luso-brasileiro às 11:31
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Quinta-feira, 3 de Junho de 2010
HUMBERTO PINHO DA SILVA - O DISCO ENCARNADO

                      

 

  

No final dos anos setenta estava em Madrid, assistindo a importante congresso. Aproveitei a viagem e fui à rua Ibañez de Ibero visitar o Prof. António Perpiña e sua filha Margarita, hoje advogada madrilena e também o poeta Gerardo Diego, que me acolheu cordialmente na sua residência.

Na curta estadia, na capital de Espanha, fiquei instalado num hotel da Gran Via. Visitei armazéns, o Prado, o Palácio Real e a livraria Paulista, onde adquiri discos de tunas académicas, e um de cor encarnado, com harmoniosas melodias. Confesso que o comprei mais pela cor, do que pela música.

Concluído o congresso, após visitar a sede do Movimento Ecuménico, que ficava na vizinhança da Praça Cibeles, rumei à terra de Unamuno, onde abracei amigos e visitei a Universidade.

Não me detive. Apertava-me saudades de Bragança. Tomei o comboio e abalei para Portugal.

Nesse tempo ainda se podia chegar a essa cidade pela via-férrea, serpenteando o Tua.

Hospedei-me no “ Transmontano” e visitei, no mesmo dia, a menina que conhecera de Totós.

Verifiquei, agradavelmente, que transformara-se numa graciosa adolescente, de meigos olhos castanhos que rebrilhavam em rostozinho cor de areia.

Desfeito o natural acanhamento do primeiro encontro, acarinhou-me, demonstrando contentamento e afecto.

Tirei da mala as significantes lembranças que trazia e, entre elas, o disco vermelho, que reservara para mim.

A jovem encontrou graça na cor, demonstrando interesse; e, cativando-me, não consegui forças para o negar.

Desconheço o destino que levou. Certamente já não existe; mas a alegria que senti ao oferece-lo, ainda vibra dentro de mim.

Nessa recuada época era um rapaz sem meios de fortuna, carente de afectos. O futuro, ainda incerto, atemorizava-me, tolhendo projectos e desejos.

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -  Porto, Portugal

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:37
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Quarta-feira, 2 de Junho de 2010
JOÃO ALVES DAS NEVES - Crônica do Brasil: SANTO ANTÓNIO NA CIDADE DE SÃO PAULO

Ao mesmo tempo que é a maior cidade de Língua Portuguesa, a cidade de São Paulo deve ser também a metrópole com mais paróquias e instituições antonianas do mundo, pois reúne 10 paróquias e outras 10 entidades consagradas ao padroeiro de Lisboa.

 


O que é surpreendente mas nem sempre reconhecido pelos seus quase 11 milhões de habitantes – quer dizer, mais pessoas que Portugal inteiro. Fundada oficialmente em 25 de Janeiro de 1554 pelo Padre Manuel da Nóbrega, que veio a ser o primeiro Superior da Companhia de Jesus no Brasil (recorda-se que no mesmo ano nasceu igualmente a povoação de São Paulo de Assunção de Luanda), São Paulo começou a crescer vigorosamente em meados do século XIX, graças a chegada dos emigrantes lusos, espanhóis, italianos e de outros países europeus, que escolhiam a região por ter um dos melhores climas do País – a terra é boa e favorável à agricultura, ao ponto de o Estado dos Paulistas ser hoje não só o mais populoso mas igualmente o que mais produz na agro-pecuária e na indústria do País.

 


Deste modo, explica-se a devoção a Santo António, de acordo com o Guia da Arquidiocese de São Paulo: a vintena de instituições antonianas das entidades eclesiásticas que já homenagearam o popular santo português estão dispersas por 10 bairros (ou sectores religiosos) e em 2 deles são invocados o lugar onde nasceu Fernando Martim de Bulhões (que depois assumiu a denominação religiosa de António), 1 menciona a terra onde ele morreu (Pádua) e as outras paróquias citam apenas o nome conhecido de Santo António. Aliás, devem ser apontadas também uma igreja não-matriz (todas as paróquias têm o seu templo votivo), além de uma capela, um colégio, uma casa e mais 4 sedes comunitárias.


 

Diz o historiador Luís da Câmara Cascudo (o mais importante folclorista brasileiro, com mais de uma centena de livros), no seu Dicionário do Folclore Brasileiro (2 volumes) que o milagreiro ulissiponense é o santo mais popular do Brasil. E entre as inúmeras obras sobre o grande e culto santo português merece destaque o livro Santo António de Lisboa militar no Brasil, da autoria do historiador José de Macedo Soares - a edição de 1942 é belíssima e a mais ampla que conhecemos, dando inúmeras informações acerca do santo que nunca veio ao Brasil, mas que continua influenciando milhões de brasileiros.


 

A notícia que damos sobre a existência de 10 paróquias e outras 10 instituições na Arquidiocese de São Paulo são mais do que suficientes para testemunhar a devoção pelo santo que nasceu em Lisboa e morreu em Pádua. E é claro que não são referidos os outros lugares do Estado de São Paulo, onde há talvez milhões de devotos de Santo António, entre os quase 40 milhões de habitantes paulistas (paulistanos são os que nascem na cidade homônima). Quer dizer, Santo António continua vivo em São Paulo e, por extensão, no Brasil).

 

JOÃO ALVES DAS NEVES-- Escritor português, radicado no Brasil. Foi redator - editorialista de "O Estado de S. Paulo", durante trinta e um anos e professor - pesquisador da Faculdade de Comunicação Social Gasper Libero (São Paulo), durante um quarto de século. Autor de cerca de três dezenas de livros publicados, seis dos quais sobre a obra de Fernando Pessoa. O seu último livro foi lançado em em Lisboa, pela Editora Dinalivro, sob o titulo de "Dicionário de Autores da Beira-Serra", região onde nasceu.



publicado por Luso-brasileiro às 17:03
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RENATA IACOVINO, COLABORADORA DO NOSSO BLOGUE, FOI ENTREVISTADA POR SELMO VASCONCELLOS

 

                                                                 RENATA IACOVINO - ENTREVISTA

 

BIOGRAFIA

Natural de Jundiaí/SP, nascida em 16/03/68, é escritora, poetisa, compositora e cantora.
Cinco livros de poesias editados: Ilusões Amanhecidas (Literarte Editora), 1996; Poemas de Entressafra, 2003; Missivas (Editora In House), 2006, com Valquíria Gesqui Malagoli, com quem também lançou em 2007 o livro/CD infantil uniVerso enCantado; e Ouvindo o silêncio, 2009; ainda em 2009, com Valquíria, lançou o CD infantil De grão em grão e o livrObjeto OLHAR DIverso (haicais e fotos).

Lançou dois CDs solo: 1 Rumo e Igualdiferente.

É articulista do Jornal de Jundiaí Regional. Colabora com variados veículos de comunicação e obteve premiações em concursos literários.

Participa de Antologias e é jurada de concursos literários.

Integrante das entidades: Academia Jundiaiense de Letras, Academia Feminina de Letras e Artes de Jundiaí, Academia Infantil de Letras e Artes de Jundiaí, Sociedade Jundiaiense de Cultura Artística, Grêmio Cultural Prof. Pedro Fávaro e Grupo Arte em Ação. Autora do Hino da Academia Jundiaiense de Letras. Organizou o livro 1ª Olimpíada de Redação – Ano 2005/Os 35 anos da Biblioteca Pública Municipal Prof. Nelson Foot Jundiaí-SP (Editora In House). Em 2009 organizou a Antologia – Encontros de Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo – 25 anos, lançado pela Fundação Procon/SP. Participou do livro Meu pai foi ferroviário, juntamente com outros quatro escritores, a partir de entrevistas e textos sobre famílias ferroviárias jundiaienses.

Desenvolveu, juntamente com Valquíria as “Oficinas Pedagógicas de Educação Ambiental uniVerso enCantado” para educadores e alunos, no Estado do Amapá, com o patrocínio do Ministério Público e da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e Conflitos Agrários daquele Estado.

uniVerso enCantado – o Musical, estreou na Sala Glória Rocha (Jundiaí/SP), encenado pelo Coral Estúdio Jovem, em setembro de 2009.

Em parceria com Valquíria idealizou a CircuitoTeca, uma biblioteca itinerante e gratuita, projeto que levam a públicos e locais distintos.

Com as escritoras Josyanne e Valquíria publica, mensalmente, o Jornal Literário CAJU – saboroso e independente, o qual divulga escritos e eventos do trio.

Vem, continuamente, ministrando oficinas, cursos, realizando saraus, cAntações de estória e atividades afins em vários espaços e localidades, para os públicos adulto e infantil.

reiacovino.blog.uol.com.br
reval.nafoto.net
caju.valquiriamalagoli.com.br
reiacovino@yahoo.com.br

ENTREVISTA

SELMO VASCONCELLOS - Quais as suas outras atividades, além de escrever?

RENATA IACOVINO - Sou cantora, compositora e violonista. Faço apresentações musicais, realizo oficinas e saraus lítero-musicais e integro várias entidades culturais em minha cidade, Jundiaí/SP. E trabalho com “Defesa do Consumidor”.

SELMO VASCONCELLOS - Como surgiu seu interesse literário?

RENATA IACOVINO - Desde muito menina, minhas primeiras redações eu já pedia para a professora se podia fazê-las em forma de “poesia”. E neste momento eu já começava e me interessar por escritores e poetas, como Clarice Lispector, Manuel Bandeira, João Cabral de Mello Netto, Fernando Pessoa e outros. Mas meu interesse foi se ampliando graças ao contato que tinha com a MPB e seus grandes compositores e intérpretes, pois sempre havia neles, referências à literatura, e eu acabava indo buscar nomes e textos literários.

SELMO VASCONCELLOS - Quantos e quais os seus livros publicados dentro e fora do País?

RENATA IACOVINO - Todos dentro do país.
Individuais: Ilusões Amanhecidas (poesias, 1996), Poemas de Entressafra (poesias, 2003) e Ouvindo o silêncio (poesias, 2009).
Parceria com a poetisa Valquíria Gesqui Malagoli: Missivas (poesias, 2006), uniVerso enCantado (livro/CD infantil, 2007), OLHAR DIverso (livrObjeto, com fotos e poemas, 2009).

SELMO VASCONCELLOS - Qual (is) o(s) impacto(s) que propicia(m) atmosfera(s) capaz(es) de produzir poesia?

RENATA IACOVINO - Qualquer tipo de contato, tudo que propicie vida. O contato com o ar, com o cotidiano, com o ser humano, com a natureza, com a beleza, com a dor, com a nostalgia, com a guerra, com o silêncio, com os conflitos, com o vazio, com a plenitude, com outras poesias, com a arte em geral, com a ignorância, enfim, tudo pode ser mote, e o fato de sentirmos cada contato como algo impactante e individualizado, ou seja, desvestido de banalidade, é o grande fator gerador de poesia, é o diferencial, é o “olhar por outro ou outros prismas”.

SELMO VASCONCELLOS - Quais os escritores que você admira?

RENATA IACOVINO - São muitos, mas posso afirmar que depois que conheci uma, em especial, e vi que tudo e mais um pouco estavam ali, creio que não exista alguém com maior talento e versatilidade. Para meu privilégio Valquíria Gesqui Malagoli, minha conterrânea, é parceira em tantos projetos culturais.
Dos conhecidos, gosto de Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Mario Quintana, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Augusto dos Anjos e muitos outros.

SELMO VASCONCELLOS - Qual mensagem de incentivo você daria para os novos poetas?

RENATA IACOVINO - Primeiro, que nunca desanimem, pois infelizmente a poesia é lida e compreendida por poucos, por falta de oportunidade, interesse, incentivo, enfim, ausência do hábito de manter contato com essa linguagem. Um problema cultural e educacional, como já sabido. Com isto, ela acaba ficando com uma aura mítica de inacessibilidade, de algo impossível de se entender e de pouca utilidade, já que as pessoas quase sempre querem achar uma “utilidade” para tudo, incorrendo no erro, muitas vezes, da utilidade ser equivalente à futilidade.
Munido do espírito de perseverança, é continuar explorando os caminhos inesgotáveis dessa grande companheira, que é a poesia, e não deixar de estudar e adquirir novos conhecimentos.
A poesia é adequada e pode ser instrumento para qualquer tipo de debate, seja na sala de aula, num grupo de amigos, na mesa de um bar, num encontro social, numa entrevista... Dela é possível tudo extrairmos, basta nos permitirmos o contato.
Transcrito do blogue: 1ª Antologia Poética Momento Literário Cultural
                                   RENATA IACOVINO - ENTREVISTA


publicado por Luso-brasileiro às 11:41
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