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Terça-feira, 15 de Março de 2011
Côn. JOSÉ GERALDO VIDIGAL DE CARVALHO - O CRISTÃO E A MÍDIA SECULAR

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 Quando se analisam os programas / matéria da TV, Rádio, Revista e Jornal por inteiro  com olhar focado no que estão oferecendo ao público brasileiro, o  verdadeiro cristão fica estarrecido. Quem, porém, possui, de fato, sensibilidade religiosa e uma fé profunda em tudo que ensina a Bíblia, se é inteiramente fiel ao que  Cristo pregou, sente uma ojeriza, uma aversão e até  nojo pelo desprezo dos sagrados mandamentos da Lei de Deus. Um destes preceitos é não tomar em vão seu santo nome. Pois bem, na segunda semana do mês de março em curso certa a novela da mais poderosa televisão brasileira, em uma única apresentação usou na sua trama, nove vezes o nome Jesus Cristo e cinco vezes Deus, em vão, além de outras imoralidades.  Uma verdadeira banalização e afronta ao segundo preceito do Decálogo e de  outros  mandamentos. Um culto e sábio católico pediu a este articulista que elaborasse um artigo chamando a atenção para este fato. Adite-se que algumas propagandas inclusive veiculadas em várias outras redes televisivas são inteiramente imorais como, por exemplo, a propaganda de certa marca de cerveja. Cumpre se pense seriamente que, quando um cristão está assistindo filmes, novelas e outros programas que apresentam cenas escabrosas, indignas e que infringem o que Deus preceituou e dá adesão a tais desvios teológicos, já cometeu uma falta  em seu interior por ter compactuado com a maldade. Mais do que nunca é preciso senso crítico. Um cidadão bem informado é um  indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos  desfrutando liberdade. Um ser social mal informado e/ou deformado é um prisioneiro de um sistema no qual  os profetas do mal passam a deter  toda a impunidade ao desvirtuar a verdade. Dá-se então uma horrípila manipulação da opinião pública com textos tendenciosos a serviço da descrença e do desprezo do sagrado. Tudo isto é, realmene, verdadeiro para a imprensa escrita, radiofônica ou televisiva, sobretudo para esta que tem o magno poder da imagem associada à palavra. Num regime democrático o Legislativo  exerce o controle sobre o Executivo, que pode ser censurado pelo Judiciário. O "Quarto Poder", ou seja, o da informação, no que tange aos governantes e governados, infelizmente não sofre nenhuma censura maior, a não ser os recursos terrivelmente onerosos e desesperadamente lentos diante dos tribunais no caso de uma acusação de todo improcedente. Entretanto, a liberdade de imprensa, essencial para a democracia, está submissa às normas éticas, isto é, ela não pode menoscabar nenhum dos dez preceitos do decálogo um dia transmitidos pelo Ser Supremo a Moisés. Preceitos sacrossantos por sinal insculpidos no íntimo de cada consciência. Aí é que, de fato, muitas vezes falham os meios de comunicação social ao preconizarem atitudes ímpias. Trata-se de uma arbitrariedade e do exercício perverso de uma função sagrada. O julgamento moral deve presidir o modo como se forma a mentalidade dos leitores.  Um dos jornalistas mais respeitáveis  do mundo ocidental, Ignacio Ramonet, diretor do Monde Diplomatique, publicou um livro, cuja tese é "a tirania da comunicação". O poder magistral de informar detém, na maioria dos casos,  poderosos interesses financeiros e está, tantas vezes, a serviço das multinacionais, às quais interessa o lucro a qualquer preço e, por isto, pregam o ateísmo e a dissolução dos costumes Os limites da liberdade de informação param diante do direito natural que todos os homens e mulheres têm de não serem enredados para o mal. Aditem-se  as arbitrariedades, as insinuações, as meias verdades, as mentiras por omissão, os enganos, a manipulação obscena da informação para fins suspeitos. A onda de violência que percorre o mundo tem muito a ver com o requinte de perversidade com que os crimes são trazidos a público. Sem falar nos filmes nos quais impera um furor de estarrecer, as barbaridades mais chocantes são apimentadas para atrair o grande público. A liberdade de informar é uma das maiores conquistas da humanidade e é uma proteção decisiva contra a ditadura dos poderosos e contra as injunções políticas ou econômicas. Esta liberdade, porém, não pode se prostituir no exercício incontrolado e impune de sua missão de serviço do interesse público.

 

 

JOSÉ GERALDO VIDIGAL DE CARVALHO   -  Da Academia Mineira de Letras. Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.





publicado por Luso-brasileiro às 14:17
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - UM SANTO ANGLICANO

 

 

Há quem pense que só os católicos têm santos, esquecendo que santo é o que faz a vontade do Senhor e cumpre o Evangelho.

 

Em Vila Nova de Gaia, cidade onde nasci, há um santo, melhor: houve um santo, que era anglicano, em nada inferior a outro, que era sacerdote e venerado por todos, pela bondade e abnegação aos interesses materiais.

Ora o nosso santo anglicano, chamava-se: Diogo Cassels. Foi homem rico, importante negociante, mas empobreceu distribuindo o que tinha e não tinha pelos pobres, pelos operários desempregados, pelas viúvas desamparadas, e na educação de meninos; e tão pobre ficou, que a filha Margarida, desde sempre enfermiça, que vivia na Suíça, e depois com a irmã, em Londres, necessitou de recorrer ao auxílio monetário da prima, que morava no Porto.

 

Diogo Cassels, ou Sr. Dioguinho, como carinhosamente era tratado, mantinha uma “sopa” para pobres, fornecida por: taberneiros, merceeiros e casas de pasto.

 

Claro que quem pagava as refeições era o Sr. Dioguinho, e como a fortuna pessoal desaparecera, como grão de areia entre dedos, ia pelos comerciantes e famílias inglesas, residentes na cidade do Porto, pedir para os pobres, e escola de meninos, que mantinha no Torne.

 

Certa vez os fornecedores da “sopa”, como não recebessem atempadamente, ameaçaram cortar as refeições.

Aflito, o Sr. Dioguinho pegou na pasta preta e foi “mendigar” pela cidade. Ao cair da tarde, encerrado no gabinete, aberta a pasta, contou e recontou o dinheiro. Trémulo de angústia, verificou que lhe faltava ainda cinco contos, para quitar a divida.

 

 

 

                         

 

 

E agora?! Que fazer?!

 

Sai em direcção à capela. Pelo caminho encontra a menina que lhe servia de secretária, a Bertinha, e diz-lhe:

- Vamos orar, para que alguém se lembre de mim!

 

No dia imediato, ao abrir o correio encontrou um cheque de cinco mil escudos, acompanhado do seguinte bilhete:

 

“ Disseram-me que andou a pedir para os seus pobres. Não estava em casa. Aí vai cinco contos.”

 

Cinco contos! Era tudo que o Sr. Dioguinho precisava! O milagre realizara-se. A oração que tinha feito com a Bertinha, fora ouvida, como sempre são ouvidas as que saem do coração.

 

Após o almoço, o Sr. Dioguinho vai ao “Banco de Londres”.Após receber o dinheiro, declara:

 

- Graças a Deus: os pobres não vão passar fome!

 

Ouve-se o som surdo de um baque, que ecoou pelo banco. Era o Sr. Dioguinho que acabara de falecer, estirado no mármore do átrio.

 

Se homens como este não são santos, meus senhores, não sei o que seja santidade.

 

O Sr. Dioguinho era anglicano, mas podia estar nos altares. Deus não pergunta denominações, apenas quer que se cumpra Sua vontade e se coloca os dons ao serviço do semelhante, principalmente dos mais fracos e débeis.

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Potugal



publicado por Luso-brasileiro às 13:47
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Segunda-feira, 14 de Março de 2011
PINHO DA SILVA - ESCUCHA, MADRE MIA...

                 

 

 

 

Puedo no ser "niño", más soy vida.

Soy vida que comienza, por mi mal...

Y ten piedad de mi, madre querida,

no seas asesina prenatal.

 

 

Matar,incumbe a Dios, ese es Su asunto.

Yo, no quiero morir.?Qué mal te hice?

?Por quê me concibiste?...Y aún pregunto:

?por quê te concibieron?! Oh, infelice!

 

Bien claro se escribió: !NO MATARAS!

Contra el aborto legisló Moisés

(Si abres tu Biblia alli leerás).

 

Sin, esta "cosa", tal como es,

POR TU CULPA TU HIJO MUERTO!!!

Madre, no tienes fé, eso es lo cierto.

 

 

PINHO DA SILVA  -  Vila Nova de Gaia, Portugal

 

 

Versão em castelhano da poesia portuguesa de Pinho da Silva, pelo Professor Doutor Antonio Perpiñá Rodrigues da Academia de Ciencias Morales y Politicas de Madrid.



publicado por Luso-brasileiro às 11:53
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Sábado, 12 de Março de 2011
PAULO ROBERTO LABEGALINI - HISTÓRIA e DEVEMOS OBEDECER SEMPRE ?

           

 

*H I S T Ó R I A

 

Um empresário faleceu e, no Paraíso, o anjo guardião foi mostrando-lhe as diversas moradias. Passando por uma linda casa, o homem perguntou: ‘Quem mora aí?’. O anjo respondeu: ‘É aquele seu motorista que morreu no ano passado’.

A seguir, surgiu outra casa ainda mais bonita. ‘E aqui, quem mora?’ – perguntou o senhor. O anjo explicou: ‘Aqui é a casa da Rosalina, aquela cozinheira que você despediu sem justa causa’.

Então, o homem ficou imaginando que, tendo seus empregados magníficas residências, sua morada deveria ser, no mínimo, um palácio! Estava ansioso por vê-la.

Nisso, o anjo parou diante de um barraco de tábuas velhas e disse: ‘Esta é a sua casa’. O empresário falou indignado: ‘Como é possível? Vocês poderiam ter feito coisa muito melhor pra mim!’.

‘Poderíamos – respondeu o anjo –, mas construímos de acordo com o material que você nos enviou lá de baixo, enquanto estava na Terra!’.

Pois é, apesar de ser apenas uma história, é mais ou menos isso que acontece quando morremos; portanto, é bom sempre fazermos um balanço das nossas obras espirituais.

Será que você pode afirmar que sua dedicação em ajudar o próximo traz alegria a quem sofre? Um pouco mais de esforço em praticar a caridade pode fazer grande diferença na vida de muita gente.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** DEVEMOS OBEDECER SEMPRE?

 

Desde pequeno aprendemos que ser obediente é importante na educação do ser humano, mas até que ponto? É difícil discordar que uma criança deve obedecer aos pais, um militar deve obedecer ao comandante e um empregado deve obedecer ao patrão. Por outro lado, nem sempre um político obedece ao partido a que pertence ou um jogador de futebol obedece ao esquema tático do treinador... mas, por que isso acontece?

A resposta parece simples: porque o ser humano pensa que não nasceu para ser mandado sempre. Por ser dotado de inteligência, não concorda com determinadas “regras” que limitam o seu comportamento e a sua liberdade... porém, nem sempre se dá bem sendo desobediente.

E com relação a Deus, como fica a nossa obediência? Por que a sua Palavra é desrespeitada? A resposta também é simples: porque Deus nos dá mais liberdade de escolha do que qualquer “patrão”! E muita gente se aproveita disso para desobedecer, sem medir as conseqüências, não é verdade?

Quem será que já parou o suficiente para pensar que essas conseqüências estão entre o céu e o inferno? Será que é muito forte esse tipo de colocação? A resposta ainda é simples: caminhando na fé, nos afastamos do inferno e nada devemos temer!

Portando, encarando a linda realidade de que somos filhos de Deus e a Ele devemos total obediência, aconselho que rezemos sempre esta parte da “Ladainha da Humildade”:

“Do desejo de ser estimado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser amado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser buscado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser louvado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser honrado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser preferido, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser consultado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser aprovado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser adulado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser humilhado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser desprezado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser rejeitado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser caluniado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser esquecido, livrai-me, Jesus! Do temor de ser ridicularizado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser escarnecido, livrai-me, Jesus! Do temor de ser injuriado, livrai-me, Jesus!

Ó Maria, Mãe dos humildes, rogai por nós. São José, protetor das almas humildes, rogai por nós. São Miguel, que fostes o primeiro a lutar contra o orgulho e o primeiro a abatê-lo, rogai por nós. Ó justos todos, santificados a partir do espírito de humildade, rogai por nós”

            Querido leitor, humildade e obediência são virtudes inseparáveis para se aproximar de Deus. Aproveite a sua chance e a liberdade de escolha que Ele lhe dá.

 

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h – segunda a sexta.

Site para ouvir o programa ao vivo: www.futurafm.com.br

  

PAULO ROBERTO LABEGALINI --    Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI. 



publicado por Luso-brasileiro às 10:22
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Quarta-feira, 9 de Março de 2011
FELIPE AQUINO - A EXPLORAÇÃO DA MULHER

 

Jesus dispensou um tratamento especial às mulheres

A última criatura que Deus fez foi a mulher; “tirada” do homem e com a mesma dignidade dele para ser-lhe “companheira adequada” (Gen 2, 18) e para ser com ele “uma só carne” (Gen 2, 24). Um foi feito para o outro, completamente diferentes, no corpo e na alma, na voz e na força, nas lágrimas e na sensibilidade.

 

A mulher foi moldada por Deus para ser sobretudo mãe e esposa: delicada, meiga, compassiva, generosa, paciente. Um perigoso feminismo, “avançado”, tende a igualar entre si homem e mulher, esquecendo as diferenças específicas que são exatamente o que fazem a maior riqueza da humanidade. Isso não deixa de ser uma violência à mulher, desfigurando a sua beleza. A mulher humaniza o mundo com sua feminilidade.

 

Ao longo da História da humanidade a mulher foi explorada, especialmente por ser mais fraca fisicamente que o homem. E ainda hoje essa exploração continua; no entanto, muitas vezes ela acontece com a conivência da própria mulher que aceita se vender de muitas formas: na prostituição, nas revistas pornográficas, nos filmes e novelas, etc. Infelizmente muitas se deixam explorar pelo dinheiro e pela fama. É preciso urgente, uma catequese que lhes mostre o seu valor, o brilho da castidade e a beleza de se manter virgem até o casamento.

 

Outras mulheres são exploradas em casa, no trabalho e em outras atividades. Há maridos estúpidos que as tratam com grosseria, e muitas vezes a agridem até fisicamente. Felizmente hoje a mulher pode recorrer `a Justiça, de maneira mais fácil e rápida, para se defender; mas muitas têm receio de procurar a lei com medo de represálias.

 

Em algumas empresas, sobretudo onde os responsáveis não tem fé em Deus, a mulher é perseguida quando engravida; às vezes sendo até aliciadas para fazer o aborto. Muitas empresas nem contratam mulheres que possam desejar a gravidez. É uma terrível e grave injustiça à sua dignidade.

 

Até o advento do cristianismo a mulher foi humilhada e escravizada, como se fosse inferior ao homem. O paganismo a desprezava e só com a Idade Média, quando o Evangelho governou os povos, as garantias jurídicas passaram a existir para a mulher. Jesus dispensou um tratamento especial às mulheres; perdoou a mulher adúltera prestes a ser apedrejada, livrou Madalena de sete demônios, tinha amizade profunda por Maria e Marta de Betânia.

 

Umas das piores explorações da mulher hoje é o tráfico delas. De acordo com o relatório da “Organização Internacional de Migrações” (OIM), o tráfico de mulheres gera receitas anuais de US$ 32 bilhões no mundo todo, e 85% desse dinheiro vem da exploração sexual, que só na América Latina e no Caribe fez 100 mil vítimas em 2006.

 

Segundo os dados dos organismos internacionais, pelo menos 12,5 milhões de pessoas são vítimas do tráfico no mundo, das quais ao menos meio milhão está na Europa, com um lucro para o crime organizado estimado em cerca de 10 bilhões de euros por ano. O estudo da OIM, revela que as vítimas costumam ser mulheres de classe social baixa, que vivem em um ambiente de marginalidade, em uma família instável, além do precário nível educacional.

 

Infelizmente ás vezes são pessoas da própria família ou uma vizinha, ou uma amiga, que apresentam uma “oferta de emprego” bem remunerada no exterior, ou em seu país, mas longe da família. É a prática nefasta da prostituição, que lança a mulher na sua pior decadência.

 

O tráfico sexual de pessoas na Argentina, segundo a OIM, registrou 47 casos penais durante 2006, das quais 30% corresponderam a menores de idade e, entre 50% e 60%, a mulheres de 18 a 24 anos. Cerca de 52% dos 118 casos de paraguaias vítimas do tráfico sexual analisadas pela OIM em 2005 tiveram a Argentina como destino final. Em 2006, o Chile foi o país de destino para 40% de mulheres argentinas, 25% de peruanas, 24% de colombianas, 5% de chinesas e 2% de dominicanas, brasileiras e equatorianas.

 

Também os meios de comunicação exploram a mulher, especialmente em relação ao sexo. A Universidade Européia de Roma, realizou um Congresso com o título “Mulher e meios de comunicação”, em 2006, que foi concluído com um “Manifesto pelo respeito à mulher nos meios de comunicação”. Este Congresso do Ateneu Pontifício “Regina Apostolorum”, congregou comunicadores e especialistas de vários continentes, que sintetizaram neste manifesto suas conclusões. (zenit. org – 31/03/2006 – P06033103)

 

1. Defendemos e promovemos uma imagem respeitosa da liberdade da mulher e da dignidade da condição feminina nos meios de comunicação.

 

2. Combatemos o abuso da imagem feminina como instrumento publicitário ou consumista.

 

3. Promovemos uma informação correta e verdadeira sobre os problemas que afetam o mundo feminino.

 

4. Comprometemo-nos a evitar tons sensacionalistas e rejeitamos fazer um espetáculo da informação.

 

5. Defendemos o papel da mulher como responsável junto ao homem na edificação e no desenvolvimento da sociedade.

 

6. Promovemos uma cultura da liberdade e da paz que respeite a contribuição do gênio feminino na humanização da sociedade.

 

7. Defendemos e promovemos o papel insubstituível da mulher como educadora da sociedade na defesa dos valores mais autenticamente humanos, como o amor, o respeito, a dignidade no sofrimento e na fraqueza, a tolerância.

 

8. Defendemos e promovemos a presença ativa da mulher na vida pública e no mundo do trabalho.

 

9. Promovemos a dignidade da mulher e sua igualdade de direitos com respeito ao homem.

 

10. Comprometemo-nos a desempenhar responsavelmente uma função de informação e sensibilização detectando, documentando e denunciando as situações e as práticas que limitam a liberdade e violam os direitos das mulheres e das meninas.

 

A mulher revela a beleza de Deus, e não pode ser tratada como um objeto de consumo, prazer, ou como uma escrava. Quanto mais ela for amada e respeitada, tanto mais o mundo será feliz.

 

 

 FELIPE AQUINO   -   Escritor católico.Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica

 



publicado por Luso-brasileiro às 17:06
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EUCLIDES CAVACO - MADRUGADA DA VIDA
MADRUGADA DA VIDA
É um poema de expressiva saudade com o qual  nos indentificamos
ao recordarmos o carinho com a nossa preciosa MÃE tão docemente
nos embalou no berço de infância.
Ouça e veja o tema declamado  neste link:
 
http://www.euclidescavaco.com/Recitas/Madrugada_da_Vida/index.htm
 
Fraternas saudações a todos
Euclides Cavaco
cavaco@sympatico.ca


publicado por Luso-brasileiro às 17:02
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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - CRUELDADES

 

 

            Quando eu penso que já tive uma amostra suficiente do que as pessoas são capazes, infelizmente, eu me surpreendo. A gama de maldades que as pessoas perpetram parece não ter fim. Ainda que nem um ato arbitrário e cruel contra qualquer pessoa seja admíssel, causa muito mais revolta saber que idosos, crianças e animais também são vítimas constantes e, não raras vezes, em situações em barbárie.

            Nesse sentido, duas situações nessa semana, em especial, deixaram-me horrorizada. A primeira delas foi a morte de uma criança de seis anos, uma garotinha, pela amante do pai. Nem vou entrar no mérito do pai ter uma amante, eis que isso mais diz sobre o caráter da pessoa do que sobre qualquer outra coisa. Também não quero conferir um toque moralista à questão. O que me revolta é que uma criança, indefesa, que deveria ser objeto é da proteção alheia, acaba sendo retirada da casa onde morava e dormia, para ser levada, tal qual um cordeiro, para uma morte sem sentido e extremamente prematura.

            Ainda que parte de mim queira pensar que esse pai tem alguma culpa, ainda que seja pelo fato de expor a sua família a uma terceira pessoa, acredito que pai nenhum, que minimamente ame seu filho ou filha, sequer pode conceber a mera possibilidade  de que uma coisa como essa possa acontecer.

            Segundo as investigações policiais, a menina foi estrangulada com algo parecido com um cadarço de tênis e teve seu corpo ocultado embaixo da cama do hotel para onde foi levada pela assassina. Fico pensando no terror da garota ao perceber o que ia acontecer e, ao mesmo tempo, a sua incompreensão sobre o mesmo fato. Tantas coisas poderia lhe reservar o futuro, covardemente roubado por uma mulher sem escrúpulos, sem piedade. Pergunto-me também o que essa criatura ganhou com isso... Será que o amor por um homem é capaz de suplantar o amor pela vida do próximo?

            Outro ato que me deixou chocada foi o cometido por um jogador de futebol que, em meio a uma partida, após uma coruja ter sido acidentalmente atingida por uma bola, simplesmente chutou o animal, que ainda estava atordoado, provocando a morte do bicho. Em que mundo bizarro isso pode ser chamado de aceitável? Um chute sem qualquer propósito, sem razão. Para mim, além de ser expressão de pura crueldade, também reflete o tipo de gente acéfala e sem compaixão que esse mundo vem produzindo. Depois de tudo, como muita gente não se coadunou com a atitude do jogador (ainda bem!!), ele se diz perseguido, pedindo a todos que se esqueçam do fato! “Peraí”, não é bem assim não! Aqui se faz, aqui se deve pagar...

            O que muito me choca é perceber que não somente as pessoas cometem atos atrozes, como também acreditam que devem ficar impunes por eles. Errar é humano, é fato e uma infelicidade, mas os erros também se dividem em gradações. Tanto que alguns levam à prisão e outros não, mesmo que se peça desculpas e se faça cara de coitado.

            Não sei para onde caminhamos, mas temo que, se nada fizermos, a direção seja a ré. Por cada inocente morto ou ferido, seja ele gente ou bicho, precisamos colocar uma vírgula na nossa história. Por ora, estamos bem longe dos pontos finais. Andamos esquecendo demais e nos indignando de menos...

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA- Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo



 

 



publicado por Luso-brasileiro às 16:57
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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - MULHERES SOB POSSE

 

 

Nesta semana, em que se comemorou o “Dia Internacional da Mulher”, vêm-me as sequelas das mulheres, maiores ou menores, que viveram ou vivem sob posse. Recordo-me, de imediato, de Anna Jacintha de São José, conhecida por Dona Beija, da memória de Araxá, onde viveu na primeira metade do século XIX e de Harriet Vanger, personagem do romance de suspense do escritor sueco Stieg Larsson, adaptado para o cinema no filme “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”. Além, evidentemente, das mulheres, vítimas de violência sexual, a maioria desde a infância, que, nestes 29 anos de Pastoral da Mulher, conheci e, com lágrimas, me disseram de suas tragédias.

Conta-se que Dona Beija, após seu avô ser assassinado, foi raptada, violentada e maltratada pelo ouvidor do Rei, Joaquim Inácio Silveira da Mota, durante a passagem deste por Araxá, com quem teve que conviver, em Paracatu, até que ele, chamado pelo Imperador, retornasse à corte no Rio de Janeiro. Voltando a Araxá, para recomeçar sua vida, a sociedade local a excluiu a ponto de um grupo de senhoras, de “moral ilibada”, oferecer-lhe, como “presente”, um pacote de estrume. Decidiu, após esse acontecimento, por fundar a Chácara do Jatobá, um bordel refinado, onde ela se transforma num mito como cortesã. Embora fosse analfabeta, mãe solteira, alcançou uma posição social favorável e casou duas filhas com membros da elite local. Por volta de 1850, mudou-se para Bagagem (atual Estrela do Sul), onde viveu até a sua morte em 1873.  Seu testamento demonstra, sobretudo, que não possuía muitos bens e se tornara inteiramente dedicada à fé católica.

Segundo Thomas Leonardos, autor do livro “Dona Beija – A Feiticeira do Araxá” – Editora Record -, após tomar contato com a verdade sobre a “preferida” do Ouvidor, percebeu que a vida dela, a quem se negou o direito de amar e ser amada, foi de sofrimento e  de luta dramática e desigual contra o poder, contra o seu arraial, o seu meio,  a sua época.

Quanto a Harriet Vanger, é ficção a partir de uma história possível, em que uma mulher se encontra sob o poder de um macho. Harriet some, sem deixar pistas, na ilha de Hedeby, norte da Suécia. Inconformado com seu desaparecimento e após longo inquérito policial, seu tio contrata o jornalista investigativo Mikael Blomkvist, que se junta a uma investigadora particular para chegar à realidade dos fatos.

Perversões sexuais e abuso de poder que se estende pelo corpo, pela emoção, pela vida da mulher têm como autor homens que não amam as mulheres e homens assim necessitam ser detidos.  Creio que ainda falte, no “Dia Internacional da Mulher” e em todos os dias, um número maior de vozes indignadas, que exijam ações mais efetivas contra a violência sexual às claras e atrás dos biombos.

 

Maria Cristina Castilho de Andrade

É educadora e coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher/ Magdala.Jundiaí- Brasil



publicado por Luso-brasileiro às 16:49
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Terça-feira, 8 de Março de 2011
SERGIO BARCELLOS - TRANSPARENCIA

 

Por que será que existe um verniz impregnado em nossa maneira de ser?

Porque nos apresentamos com um vidro jactado, opaco e sem brilho e nos colocamos na sombra, deixando transparecer apenas uma penumbra fraca e indecifrável?

Será que vale aparentar aquilo que não vivemos?

Teimamos mostrar aquilo que não somos, ou aquilo que não temos perante os outros. Tentamos não sermos nós mesmos. Muitas vezes passamos uma imagem dominada por nossa vaidade, incompetência, dissabores, mágoas frustrações, feridas abertas pela vida, ou não sei mais o quê.

Não seria mais fácil arrancar o verniz?

Feridas sempre acontecem em nossas vidas, e, se elas ficam abertas cabe a nós descobrir caminhos de cura. E assim curadas ficam as cicatrizes, mas cicatrizes não doem, servem apenas para nos lembrar que não devemos mais ficar sujeitos às feridas.

Quando esses dissabores pesam em nossos corações, não conseguimos pensar, nos escondemos, vivemos como um caramujo trancafiado dentro de nós mesmos ao sabor das nossas desilusões.

Sempre estamos sujeitos aos dissabores da vida, mas também é preciso saber aliviar nossos corações, e, sem dúvida, seremos mais cristalinos, nossa consciência se tornará mais clara, dormiremos menos confusos e mais tranqüilos.

Quanto mais simples e cristalinos nos apresentamos, tenha certeza, seremos mais bem aceitos, nos tornaremos mais queridos e os outros perceberão e nos olharão com mais amor, tenha certeza; seremos mais amados.

Isso acontece quando conseguimos nos transformar.

Não estou falando em mudança, porque ela implica em ida e volta, é como alguém que faz uma dieta alimentar, após emagrecer, e não se cuidando, volta a engordar.

 A transformação não permite retorno, não existe volta, ou seja, não voltamos mais a ser o que éramos antes.

Perceba a lagarta, uma vez transformada em borboleta, nunca mais volta a ser lagarta, passa a não mais rastejar, a não mais devorar folhas, mas sim embelezar a natureza, ajudando na polinização das flores e encantando nossos olhos.

Encante também as pessoas, seja você mesmo, não importa a sua maneira de ser, mas mostre-se, tenha na mente uma coisa: você será mais amada e respeitada como pessoa humana, como filha ou filho de Deus.

 

SERGIO BARCELLOS   -   São Paulo, Brasil

 



publicado por Luso-brasileiro às 10:30
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RENATA IACOVINO - PARA NÃO ESQUECER

                        

 

 

            Se, como escreveu Clarice Lispector, “a palavra é o meu domínio sobre o mundo”, a palavra poética, pois, cerca-se ainda mais de tais poderes mágicos.

            “Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo.”, disse-nos Fernando Pessoa.

Quantos somos, ou quantos temos de ser, para que possamos nos encontrar? Pessoa autopsicografou: “O poeta é um fingidor./Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente.”, e traduziu nestes versos, milhares de outros poetas.

            Dia 14 de março, Dia Nacional da Poesia. Data concedida em homenagem a Castro Alves, por seu nascimento.

            O que dizer dela? Conceitos, definições, dessecamento de suas nuanças... “A poesia não se entrega a quem a define.”, afirmou Mario Quintana.

            Mas, se “Temos a arte para não morrer de verdade.”, como registrou Nietzsche, temos também que “Há certo gosto em pensar sozinho. É ato individual, como nascer e morrer.”.

            Morremos a cada poema concluído e renascemos neste mesmo instante interminável. A indeterminação do segundo seguinte é o que move nossas almas poéticas, o que volatiza a mente encarcerada; “as palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade”, soprou Victor Hugo. Cecília Meireles entoou: “adestrei-me com o vento e minha festa é a tempestade”.

            Paradoxais, irreverentes, revolucionários, múltiplos, “os poetas odeiam o ódio e fazem guerra à guerra”, nos lembra Neruda.

            “A Arte existe, PORQUE a vida não Basta!”, bradou Ferreira Gullar.

            Ah, e “Quem me dera encontrar o verso puro/O verso altivo e forte, estranho e duro,/ Que dissesse a chorar isto que sinto!", verseja Florbela.

            Baudelaire sentencia: “o poeta é como o príncipe das nuvens. As suas asas de gigante não o deixam caminhar.”.

            E do “Ventre” da poetisa Valquíria Gesqui Malagoli brota a linda declaração: “Vem,/Amada,/À minha cama,/Donde é inflamada/E alta por ti a chama.../Vem,/Deflora/Esta quietude;/Não tardes, pois é hora/De ir-se embora a solitude!/Vem,/Mas, corre,/Que a tentação/Da parede escorre/E se deita neste colchão./Vem,/Ah, Poesia,/Amada, quente,/Que é já quase dia.../Põe-me cá a semente!”.

            E é Castro Alves quem não nos deixa esquecer: “Bendito aquele que semeia livros e faz o povo pensar.”.

 

Renata Iacovino, escritora e cantora / reiacovino.blog.uol.com.br /
reval.nafoto.net / reiacovino@uol.com.br



publicado por Luso-brasileiro às 10:24
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Domingo, 6 de Março de 2011
HUMBERTO PINHO DA SILVA - NUNCA É TARDE PARA SER PADRE

 

                     

 

 

Colega de profissão, com quem conversava assiduamente, declarou-me que fora seminarista. Por motivos de saúde viu-se obrigado a não se ordenar. Casado, com filhos, podia dizer que era feliz, mas sentia nostalgia dos bons tempos do seminário, e se fosse possível regressaria para se ordenar.

Agora doente, viúvo, idoso quem o aceitaria? Restava-lhe servir a Igreja, como ministro da comunhão e catequista.

Concordei, na ocasião: ordenar doente e idoso não seria bom caminho, já que abundavam jovens dispostos a entregarem-se a Deus.

Correram os anos, envelheci, adquiri na escola que raramente erra, a da vida, e conclui que os idosos, os aposentados, são imprescindíveis para a Igreja.

Ao longo de décadas conheci homens que se apartaram da vida sacerdotal, por doença ou desejo de matrimoniarem-se, mas conservaram a vontade de se entregarem ao Senhor.

Catecúmeno mostrou interesse em ser sacerdote; no parecer do rapaz não queria ser celibatário. Iluminou-se o rosto de alegria quando elucidaram-no que podia ser diácono, e coadjuvar o sacerdote. Soube que entrou no seminário e saiu padre.

O diaconato é o modo, sem sobrecarregar a Igreja, já que devem prestar o auxílio sem remuneração, de solucionar a falta de padres.

Vem o preâmbulo a propósito do diácono Juarez Teles, paramaense de Crato, que ordenou-se aos 78 anos.

Frequentou, na juventude, o seminário dos Padres Redentoristas, mas devido a vicissitudes, casou-se. Agora, em 2009, com cinco filhos e dez netos recebeu o grau de diaconato, ficando ao serviço da Paróquia de Sant’Ana, terra onde nasceu.

Chegou o momento de chamar os crentes idosos, de elevada cultura, a dedicarem-se ao serviço da Igreja e de Deus.

Pensar o contrário é desaproveitar vocações, e prestar um deserviço a Deus.

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 18:13
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CLARISSE BARATA SANCHE - GUERRA

                  

 

 

Flagelo terrível e acerba paixão

Que feres o mundo sem dó nem piedade!
Só pensas ser monstro, fazer crueldade

Com armas de fogo, espingardas na mão!

 

 

São ódios que sentes no teu coração,

Tornado de pedra… ruim de verdade!

Semeias desgraça! Semeias maldade,

Matando inocentes que rolam no chão!

 

 

A Terra vacila, de ver-te um inferno,

Sem nunca parares na marcha dos anos,

Por culpa  dos erros de muito governo…

 

 

Sejamos amáveis! Sejamos humanos,

Tal como nos disse Jesus, sempiterno,

E tu, guerra, acaba! Não faças mais danos!...

 

 

Clarisse Barata SanchesGóis – Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 18:03
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