PAZ - Blogue luso-brasileiro
Quinta-feira, 3 de Março de 2011
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - O CARNAVAL NÃO DEVE OFUSCAR A IMPORTÂNCIA DO DIA DA MULHER

                      

 

 

Têm-se apregoado com certa insistência que se tornou imperioso lutarmos com obstinação pela construção de uma sociedade coerente, na qual homens e mulheres possam viver, com respeito e amor, as suas desigualdades sexuais. O DIA INTERNACIONAL DA MULHER, celebrado a 08 de março, mesmo coincidindo este ano com a Terça-Feira de Carnaval, não pode passar desapercebido. A comemoração tem um significado especial em todo o mundo, pois se constitui no marco simbólico da luta feminina por melhores condições de vida, vinculada às reivindicações por uma convivência mais justa e igualitária.

 

            Pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo em parceira com o Sesc, publicada pelo jornal “O Estado de São Paulo” em matéria assinada por Flávia Tavares (C-1- 21/02/2011) projeta uma chocante estatística: a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas violentamente no Brasil. E já foi pior: há 10 anos, eram oito as mulheres espancadas no mesmo intervalo. Realizada em vinte e cinco Estados, a pesquisa “Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Público e Privado” ouviu em agosto do ano passado 2.365 mulheres e 1.181 homens com mais de 15 anos. Aborda diversos temas e complementa estudo similar de 2001. Mas a parte que salta aos olhos é, novamente, a de violência doméstica. “Os dados mostram que a violência contra a mulher não é um problema privado, de casal. É social e exige políticas públicas”, afirmou Gustavo Venturi, professor da USP e supervisor da pesquisa.

            Na próxima terça-feira, 08 de março, celebra-se o DIA INTERNACIONAL DA MULHER, que não pode ser ofuscado pelos festejos carnavalescos, já que se revela de extrema importância. Foi nessa data, em 1857, que ocorreu a primeira greve liderada por mulheres. Na ocasião, as operárias de uma fábrica em Nova Iorque, nos Estados Unidos, protestando contra a pesada jornada de trabalho e os baixos salários, recusaram-se a sair do estabelecimento, vindo os proprietários a colocar fogo no prédio, provocando a morte de cento e vinte e nove trabalhadoras queimadas e ferimentos em muitas outras. É por isso que a comemoração tem um significado especial em todo o mundo, pois se constitui no marco simbólico da luta feminina por melhores condições de vida, vinculada às reivindicações por uma convivência mais justa e igualitária.

            Nos últimos tempos foram inúmeras as conquistas das mulheres em nosso país. No entanto, muita coisa ainda precisa ser feita. Além da questão da violência supramencionada, ele se situa no 81º lugar no ranking de desigualdade entre homens e mulheres de 134 países, tendo como indicadores o acesso à educação e à saúde e a participação econômica e política das mulheres, de acordo com o relatório Global Gender Gap, divulgado em artigo de autoria de Flávio Piovesan e Silvia Pimentel, recentemente publicado (Folha de São Paulo, A-3, 09-01-2011- “Mulher, Democracia e Desenvolvimento). Referentemente a atuação no campo político, atingimos a constrangedora 114ª posição, muito distante das posições argentina (14ª), chilena (26ª) ou mesmo peruana (33ª).

Por outro lado, apesar do aumento de suas atividades  na Economia, elas continuam ganhando menos e trabalhando mais que os homens. É o que revela pesquisa realizada pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) e divulgada pela imprensa em geral. Segundo o estudo, entre 1990 e2008, apopulação economicamente ativa feminina cresceu de 42% para 52% no continente. Na média calculada pela Cepal, em 2009, o salário  era 21% menor que o dos homens, embora a diferença tem diminuído já que em 2008, elas recebiam 28% a menos. O Brasil puxa o incremento  com  um avanço de 52% no período, contudo, as brasileiras acumulam mais horas de trabalho não remunerado. De acordo com a enquete, não ganham por 21,8% das horas semanais que executam enquanto o setor masculino trabalha 9,1% sem receber. As mulheres recebem por 34,8% das horas trabalhadas na semana, e os homens, 42,9%. No total,  prestam serviços 4,6% a mais. Outro dado da pesquisa: as casas comandadas por elas são mais pobres que as chefiadas por homens, apesar da atuação delas na área economica ter ajudado no combate à pobreza na região. (Correio Popular- B4- 14/07/2010).

Como se vê, os avanços ainda são insuficientes para assegurar à ala feminina uma presença de maior abrangência no  variados setores sociais. Além disso, há países que as submetem às mais diversas arbitrariedades e violências, frutos de posições desprovidas de quaisquer princípios de racionalidade. Desta forma, o Dia Internacional da Mulher efetivamente não deve ser apenas cultuado só no calendário. É preciso que todos cidadãos de bom-senso se esforcem para conquistarmos a plena isonomia entre os sexos, e assim construirmos um mundo mais justo onde o preconceito seja totalmente banido, excluindo-se a fraqueza cultural que teima em ditar o masculino como o mais forte.

Quando a mulher é especialmente saudada a 08 de março e mesmo coincidindo com a Terça-Feira de Carnaval, preocupemo-nos com propostas que levem à mudanças legais e à implantação de políticas de combate a qualquer tipo de discriminação. Vale reiterar: precisamos alcançar uma sociedade nova, de cooperação e parceria, de respeito às diferenças, para que se chegue à unidade dos contrários, ao equilíbrio dos opostos, à igualdade de direitos e oportunidades. A cidadania plena não pode se perpretar em sonhos, mas se transformar em realidade através de conquistas e enfrentamento dos desafios que os costumes e tradições anacrônicos originam.

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário.



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Terça-feira, 1 de Março de 2011
EUCLIDES CAVACO - DESEJO MAIOR
Olá estimados amigos de todo o mundo
 
DESEJO MAIOR
É mais um singelo tema a dar espaço aos meus sonhos poéticos.
Que bom seria se este meu Desejo Maior passasse para além da utopia.
Veja-o aqui neste link:
 
http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Desejo_Maior/index.htm
 
Desejos duma agradável Quinta Feira
Euclides Cavaco
cavaco@sympatico.ca


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JOSÉ RENATO NALINI - A MÃE DURONA

          

 

Sobre o livro “Grito de Guerra da Mãe Tigre”, de Amy Chua e publicado pela Penguin Press, muito se tem comentado nas redes sociais. Ela propõe que a mãe – principalmente a mãe, que é a presença mais próxima ao filho – se interesse pela educação formal do filho. Se nem tudo serve para o Brasil, é preciso refletir sobre um modelo que, para os padrões que a cultura estabeleceu como válidos, está dando certo. Amy Chua é chinesa, mas mora nos Estados Unidos, onde ensina Direito em Harvard.

Ela menciona dez proibições para suas filhas, que aqui pareceriam ridículas. Ela nunca deixou suas filhas fazerem: 1. brincar na casa de amigos; 2. tirar notas menores do que 10; 3. tocar instrumento diverso de piano e violino; 4. praticar piano ou violino por menos de 2 ou 3 horas seguidas; 5. ver TV ou jogar no computador; 6. escolher suas atividades extracurriculares; 7. participar de peças teatrais na escola; 8. reclamar por não participar das peças; 9. participar de atividades além daquelas em que se possa ganhar medalhas; 20. ganhar menos do que a medalha de ouro nessas atividades.

Muita gente pode pensar que isso não corresponde aos valores brasileiros. Quais são mesmo os valores em prestígio e ascensão? Ter limites faz parte de qualquer educação. Disciplina é um bem que foi esquecido na escolarização. A preocupação com o “politicamente correto” inibe pais, assim como inibe professores. Estes se limitam a cumprir o programa estabelecido.

Como a educação de berço deveria vir de casa, não existe – como regra – obrigação de corrigir equívocos ou sancionar vícios e más condutas. Concorde-se ou não com os mandamentos de Amy Chua, é importante lembrar que a China apareceu em primeiro lugar no PISA, o exame que avaliou alunos de 15 anos de 65 países em matemática, leitura e ciências.

Os Estados Unidos ficaram em 15º lugar e o Brasil em 53º. Atrás de nós, só os menos desenvolvidos dentre os países, cujos nomes nem é bom enunciar. Dir-se-á que tais avaliações nada representam. O que interessa é ser feliz. Será feliz quem não conseguir aquilo que a mídia e a publicidade propalam, incessante e intensivamente, que é preciso ter para alcançar a felicidade?

 

 

José Renato Nalini é Desembargador da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo e autor de “Ética Ambiental”, editora Millennium. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.



publicado por Luso-brasileiro às 11:40
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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - "AMOR VIOLETA"

                

 

 

Estivemos, em São Paulo, na Celebração das Bodas de Ouro dos primos de minha mãe, Odette e Jailton Levi Corrêa, igualmente primos meus muito queridos, não importa a proximidade de parentesco e a frequência dos encontros. Estar com eles é sempre muito bom. A Odettinha é filha de uma prima-irmã da mamãe e o Jailton, quando veio para a família, em estudo da árvore genealógica, constatamos que possuía, em um de seus ramos, ascendência igual à de meu pai. Motivo de felicidade para nós o  sangue semelhante ao dela e ao dele.

Festa bonita, não pelos adereços, mas sim pela alma imensa dos dois, que cantarolava ternura em cada abraço, em cada olhar, em cada ato.

Os filhos, Odailton Cássio e Ana Sofia, o genro Marcelo e os netos Tomas e Erick compuseram o cenário de vidas de acréscimo do bem à sociedade. Odettinha e Jailton são profissionais da educação e nas escolas, por onde passaram, aprender com eficiência era a meta, de cada dia, para os alunos todos. Atuaram, igualmente, com dedicação extrema, no ensino religioso, orientados pelo Cardeal Emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns. Isso sem falar na formação dos filhos.

A Palavra proclamada foi a de São Paulo, da Primeira Epístola aos Coríntios (13), sobre a excelência da caridade, que é paciente, bondosa, não busca seus próprios interesses, não guarda rancor, tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O Padre, da Igreja Nossa Senhora Aparecida de Moema, após elevar ao Céu a comemoração, fez com que todos, movidos pela alegria, cantassem “Santa Lucia”, uma das canções mais famosas da Itália: Sul mare luccica/ l’astro d’argento,/ placida è l’onda/ prospero è il vento./ Venite all’agile/ barchetta mia!/ Santa Lucia/ Santa Lucia... E fomos para o barquinho deles, ouvindo, ao longo da tarde, música de seresta e vendo projetadas fotos que contam momentos eternos.  Que beleza construir a família na fidelidade. Quem leva Deus a sério, em seu Matrimônio supera o mau tempo, sem dissolver acontecimentos de amor. Quem leva Deus a sério, no estado de vida que for, sobrevive aos naufrágios que acontecem ao longo de todos os caminhos.

Encontro festivo para pulsar o coração exige poesia e para eles dedico o poema “Amor Violeta” de Adélia Prado: “O amor me fere é debaixo do braço,/ de um vão entre as costelas./ Atinge o meu coração é por esta via inclinada./ Eu ponho o amor no pilão com cinza/ e grão de roxo e soco. Macero ele,/ faço dele cataplasma/ e ponho sobre a ferida”. Amor que se alegra, amor que alegra os que passam próximo, amor que cura, amor que acalma as dores, amor que compõe história. Bendito seja o Deus Amor!

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE

É educadora e coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher/ Magdala, Jundiaí, Brasil 



publicado por Luso-brasileiro às 11:32
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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - O MISTÉRIO DOS GUARDA - CHUVAS

           

 

 

            Na semana passada, escrevi sobre minhas aventuras sob sombrinhas made in China. Com freqüência me vejo em maus bocados, mas como reza o dito popular “quem tá na chuva é para se molhar”...

            Daí que, lendo o que escrevi, meu cunhado Ricardo, esposa da minha irmã Tricya, lançou-me um desafio: _ Se tanta gente, pelo mundo a fora, vive perdendo seus guarda-chuvas e sombrinhas, onde é que os ditos cujos vão parar?” De fato, pensei, está aí um senhor mistério...

            Pela lógica, se todo mundo na vida já perdeu, no mínimo, uns dois guarda-chuvas e compra outros para repor os que foram perdidos, como é que o mundo não está abarrotado de guarda-chuvas perdidos, sem teto? Desafiada a pensar sobre o assunto, desenvolvi algumas possíveis teorias.

            A primeira delas é que os guarda-chuvas e as sombrinhas são seres mágicos e que, precisando de água para sobreviver, assumem essa forma que conhecemos e, na prática, usam os seres humanos para os seus misteriosos propósitos. Alguns, como os meus, por exemplo, são bem temperamentais. Na verdade, sua forma inicial é aquela, mas, quando chega a hora de se transformarem, acabam desaparecendo. Nós não os vemos mais depois disso porque, como criaturas mágicas, tornam-se invisíveis. Assim, a maior parte dos nossos guarda-chuvas dados por perdidos podem, na realidade, estar ainda conosco, sem que possamos dar conta disso...

            Se essa explicação for refutada, pensei que na possibilidade de que os guarda-chuvas tem vida própria e, quando chega a hora deles, vão para um lugar melhor. É muito provável, assim, que haja um céu reservado somente aos guarda-chuvas e sombrinhas que foram bons, que não deixaram seus donos passando vergonha ou molhados por aí. Explica, com certeza,  o fato de que somente perdemos os melhores guarda-chuvas... Na próxima vez, melhor dizer: _ Meu guarda-chuva? Hiii, foi dessa para melhor...

            Outra teoria, essa já aventada por amigo do meu cunhado, é que os guarda-chuvas são abduzidos. Sei lá... Acho que, para isso, teria que haver um estranho planeta no qual os guarda-chuvas sejam equiparados a deuses ou então no qual chovesse sempre. Até me inspirei para escreve uma obra: “Seriam os deuses, Guarda-Chuvas?”...

            Ainda na linha da abdução, podia ser também que, os alienígenas, olhando para nós lá de cima, concluíram que os guarda-chuvas eram os seres mais inteligentes e, passa ano entra ano, levam mais alguns consigo. De fato, até acho verossímil...

            Bom, não sou mulher de levar desafora para casa, mas desafio eu levo. Missão cumprida. Se não for nada disso, tem algum sombrinha killer por aí e, quem for esperto ou tiver medo de água, que mantenha os olhos bem abertos. A qualquer hora do dia ou da noite, o seu guarda-chuva pode ser a próxima vítima...

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA- Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo



publicado por Luso-brasileiro às 11:25
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PAULO ROBERTO LABEGALINI - HISTÓRIA e DEUS CASTIGA QUEM NÃO PAGA PROMESSAS ?

 

 

*H I S T Ó R I A

 

Num posto de gasolina, um cliente encheu o tanque e se esqueceu de assinar o cheque. O frentista, então, disse para o colega que estava entrando no turno de trabalho: ‘O cheque daquele médico da esquina está com problema. Mostre a ele se vier ao posto’.

O segundo frentista também passou a mensagem ao próximo: ‘O Dr. Antônio deu um cheque sem fundo. Se aparecer, faça ele pagar o prejuízo em dinheiro’.

E a má comunicação prosseguiu até esta última versão: ‘Estou sabendo que o doutorzinho é traficante! Se ele pintar aqui, chame a polícia e, lembre-se, ele é muito perigoso! Tá sendo procurado como Toninho do Pó’.

Esta história parece um absurdo, não? Mas coisas assim acontecem a toda hora, pois a língua pode causar estragos irreparáveis. Até Jesus foi vítima dos caluniadores.

Concluindo todo este raciocínio, você pode estar pensando: ‘Eu não sou tão maldoso como aqueles frentistas do posto’. Eu acredito em você, mas não deixe de refletir bem antes de falar e julgar os atos de outras pessoas. A notícia corre muito rapidamente!

 

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** DEUS CASTIGA QUEM NÃO PAGA PROMESSAS?

 

Uma leitora do jornal “O São Paulo”, da Arquidiocese de São Paulo, um dia enviou esta pergunta ao Pe. Cido Pereira: “Deus castiga quem não paga promessas?”. Eis um trecho da resposta dada pelo padre: “Não é necessário fazer promessas, pois Deus sabe do que precisamos. Quem, porém, quiser fazer promessas, prometa a Deus uma vida de santidade, marcada pelo amor a Ele e ao próximo. E saiba agradecer os sinais de bondade que Deus vai fazendo você experimentar ao longo da vida”.

Na edição seguinte do jornal, a leitora achou que a sua pergunta não fora respondida e insistiu: “Afinal, quem não cumpre promessas é castigado ou não?”. Eis mais um trecho da resposta do Pe. Cido: “Se o amor de Deus por nós é tão grande, você acha que Ele iria, logo depois de uma bênção maravilhosa, nos dar um castigo, só porque não cumprimos o que prometemos? Até porque se Deus nos fez experimentar o seu amor, Ele o fez gratuitamente e não pelo que lhe prometemos”.

Caro amigo, eu também penso assim. A Paternidade Divina não se vinga dos filhos ingratos dessa forma, mas continua lhes dando oportunidades para a conversão. E se a conversão for definitiva na vida de um cristão, agradará muito mais ao Pai do que o cumprimento de promessas.

Isso não significa dizer que ninguém deva pagar as suas promessas, muito pelo contrário. Todos nós temos o dever de agradecer e louvar a Deus pelas graças recebidas, porém, algumas pessoas, em momentos de desespero, fazem promessas quase impossíveis de serem cumpridas. E daí, você sabe o que fazer depois?

Volto, em parte, à explicação do Pe. Cido: acredito que Deus concordaria que substituíssem as promessas difíceis por uma vida de santidade, marcada pelo amor a Ele e ao próximo. Assim, não precisariam mais se preocupar com novas promessas.

Tenha certeza que, com Deus, sempre que ‘furamos’ os compromissos assumidos, somos perdoados e ganhamos novas oportunidades para nos reconciliarmos com Ele no seu amor. Isso só não dura para sempre porque o nosso tempo neste mundo é limitado. Se Ele cumpre tudo o que nos promete e nós nunca lhe mostramos gratidão, o nosso tempo vai se esgotando e o dia do juízo final chegará!

Quando Jesus curou dez leprosos e só voltou um para agradecer (Lc 17), Ele indagou: “Não ficaram curados todos os dez? Onde estão os outros nove? Não se achou senão este estrangeiro que voltasse para agradecer a Deus?”. Isso mostra que o Senhor fica feliz com cada coração agradecido, embora não exija sacrifícios de ninguém.

Não se esqueça disso: Deus é puro amor!

 

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h – segunda a sexta.

Site para ouvir o programa ao vivo: www.futurafm.com.br

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI --    Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.



publicado por Luso-brasileiro às 11:15
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