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Sábado, 23 de Abril de 2011
CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - EDUCAÇÃO PARA A VIDA - Parte 2

 

 

 

Ainda pensando no tema educação continuada, daquela que é importante para vida toda, para não SE deixar para trás, para continuar fazendo parte do presente, fiquei considerando a importância da educação física continuada.

Nem de longe tenho propriedade para falar em Educação Física com fundamentos pedagógicos e/ou científicos. Não posso dizer se é apropriado que todos façam educação física, mas pela observação, fico me perguntando se é natural que grande parte das pessoas simplesmente não pratiquem qualquer atividade física, nem mesmo as mais simples, mais cotidianas.

É claro que algumas pessoas tem uma propensão maior para os exercícios, para serem atletas. Por outro lado, há pessoas obcecadas com ideais de físicos deslumbrantes ou de exercícios diários exaustivos. Assim, nem todos tem saúde, preparo ou mesmo gosto para exercícios físicos. O que me espanta não é, em absoluto, o fato de que nem todo mundo goste de academias, de corridas e afins. O que me deixa preocupada é notar que muita gente parece incapaz dos esforços mais simples, como subir uma escada.

Deixando de lado as pessoas doentes, cuja saúde realmente impossibilita a prática física, penso que todas as pessoas deveriam ser educadas fisicamente, durante e para toda a vida. Atos simples, como caminhar alguns quarteirões, preferir escadas convencionais às rolantes, alongar-se, talvez já fossem suficientes para melhorar a saúde física, e mesmo mental, de muita gente.

Durante a escola, temos a educação física como disciplina curricular, mas, depois de algum tempo, é como se as atividades físicas passassem a ser consideradas como atividades de menor importância, como uma opção, como se não fosse algo natural. Tenho a impressão de que algumas pessoas, se pudessem, viveriam com um controle remoto nas mãos, capazes de mover todo o tipo de coisas, somente para não terem que dar um passo sequer.

A população mundial sofre com o fenômeno do aumento de peso, aumento que causa não somente inúmeros problemas de saúde, como psicológicos, sociais e, em casos extremos, mas não raros, a morte prematura de tantas pessoas.

            Quando as pessoas praticam alguma atividade física, ganham em saúde, em sociabilidade e, retornam à condição que nunca deveria ter sido relegada a derradeiro plano. Creio que, em tempos de informática, deveríamos ser capazes de aliar as novidades a certos aspectos da nossa natureza. Somos feitos para andar e não para ficarmos o dia todo sentados, imóveis. O reflexo disso é visto pelas ruas, repletas de pessoas com problemas de coluna, com excesso de peso, com dificuldades locomotoras.

            Um processo de educação continuada, voltada à educação física do cidadão, à consciência corporal, penso, não apenas traria benefícios particulares, mas nos tornaria, a todos, mais naturais, mais seres humanos... Levanta-te e Anda!

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA- Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo

 



publicado por Luso-brasileiro às 15:27
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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - FORÇA PARA NÃO CEDER

 

 

 

Esta Semana é Santa e domingo acontece a Páscoa. Páscoa é Ressurreição e experimentá-la, com claridade, é adquirir força para não ceder às trevas.

Jesus ressuscitou. Não tenho dúvida alguma. Mais do que nos fatos, Ele Se faz presença, no cotidiano, ao falar dentro do coração ou por acontecimentos diversos. A vida é cheia de milagres, de ressurreição, mas nem sempre, por nossas sombras, conseguimos discerni-los.

A vida de Chiara Luce Badano foi um desses acenos do Ressuscitado. Nascida em 1971, em Sassello, cidadezinha do noroeste da Itália, filha única de um caminhoneiro e de uma operária. A mãe a educou com as parábolas do Evangelho e a dizer “sempre sim” a Jesus. Ainda menina, aos nove anos, entrou como Gen (geração nova) no Movimento dos Focolares -(do italiano: focolare: lareira, lar. casa), um movimento religioso de inspiração cristã fundado em 1943, em Trento, Itália, por Chiara Lubich.  Foi o caminho em que aprofundou a sua comunhão com Deus.  Distinguia-se pelo amor que demonstrava por aqueles que são considerados os “últimos”. Os que a conheceram testemunham que impressionavam os seus olhos límpidos e grandes e o sorriso doce.

Uma dor forte, ao jogar tênis, levou ao diagnóstico de sarcoma osteogênico com metástase. Estava com 17 anos. Sua compreensão sobrenatural da dor impressionava a todos. Em 19 de julho de 1989, enfrentou uma forte hemorragia e quase morreu. Nesta ocasião disse: “Não derramem lágrimas por mim. Eu vou para Jesus. No meu funeral não quero pessoas que chorem, mas que cantem forte”. Durante a aplicação do soro na veia, comentou: “O que é esta gota que cai, em comparação com os pregos nas mãos de Jesus?”

Repetia que Deus a amava imensamente e, depois de uma noite particularmente dura, afirmou: “Sofria muito, mas a minha alma cantava”. Em um bilhete, escreveu a Nossa Senhora: “Mãezinha Celeste, eu te peço o milagre da minha cura; se isso não for da vontade de Deus, peço-te a força para nunca ceder!” E permaneceu fiel a esse propósito.

Partiu em sete de outubro de 1990. Em três de julho de 2008, foi declarada Venerável com o reconhecimento do exercício heróico de virtudes teologais e cardeais. Em dezembro de 2009, o Papa Bento XVI reconheceu milagre atribuído à intercessão da Venerável Chiara Badano e assinou o decreto de sua beatificação, cuja Missa aconteceu em 25 de setembro de 2010 no Santuário do Divino Amor em Roma

Um jovem brasileiro, a respeito dela, escreveu no Twitter: “Precisamos de santos que estejam no mundo e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos”.

Desejo-lhes portanto, queridos leitores, uma Páscoa Santa e muita força para não ceder e começar, todos os seus dias, pela madrugada da Ressurreição!

 

Maria Cristina Castilho de Andrade

Educadora e coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher/ Magdala



publicado por Luso-brasileiro às 15:20
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SÉRGIO BARCELLOS - MENSURA

 

 

 

Aponta agulha que norteia

E declina a direção.

Fachos dourados e quente atravessam

A folhagem de árvores espessas

Na manhã fria, borrifada pelo orvalho,

Que ainda umedece nossos rostos.

 

 

Foice segue abrindo teu ventre,

 Ferindo e derramando a seiva, perfumando o ar.

Desculpa-me mãe natureza

Por esfolar tua filha querida.

 Abro rasgo estreito no seio da mata

E faz-me adentrar vereda abaixo.

 

 

Aprumes o instrumento, nivele, verticalize.

 É o progresso cada vez mais impiedoso.

Mais um loteamento, mais um prédio, mais uma ponte,

Ai vem outra estrada...

Gritos surdos ecoam: chega, parem...

 Por que me agridem, porque me poluem?

 

 

Não vês que tiram o alimento de quem se farta.

Meus sabiás, cotias, esquilos...

Não percebes que cada vez mais

Aniquilam minhas entranhas,

Minha flora, minha fauna, rios regatos e ribeirões.

-Mãe Natureza, mãe Natureza, o que farei?

 

 

Também sou vítima como tu,

Preciso sobreviver, fiz das medidas profissão

Caminhar é preciso, medir, medir, medir...

O instrumento direciona ângulos e distancias

Rastejando picada adentro.

Até engolir mais um pedaço do teu reino

 

 

  Amanhã, virão maquinas poderosas, barulhentas,

Cheirando a petróleo que tu o deste.

Abrindo-te ao meio, farão de teus filhos

Asfalto e cimento, cujas calçadas,

Como que em arrependimento,

             Plantarão algumas árvores que se alimentarão de fumaça.

 

SÉRGIO BARCELLOS   - Agrimensor e escritor. São Paulo



publicado por Luso-brasileiro às 14:59
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PAULO ROBERTO LABEGALINI - HISTÓRIA e SÓ POR HOJE, PROMETO

 

 

 

                               H I S T Ó R I A

 

Na época dos escravos, um patrão maldoso resolveu dar um grande castigo ao empregado capturado na fuga e enviou-lhe a uma ilha deserta com uma pesada corrente presa nas pernas. Não havendo como fugir e mal conseguindo andar, o pobre escravo passava os dias tentando arrebentar a corrente com pedras.

Dois anos se passaram e o empregado sobrevivia comendo frutas e batendo na corrente, até que uma embarcação chegou ao lugar. Ao encontrar o escravo, um dos tripulantes perguntou-lhe:

– Quem é você e o que faz acorrentado nesta ilha deserta?

– Eu era escravo – respondeu. – Fui deixado aqui para morrer na solidão.

O tripulante da embarcação lhe disse:

– Bem, acho que suas orações foram ouvidas porque somos contra a escravidão e iremos colocá-lo em liberdade. Vamos embora, ainda temos mais três dias de viagem!

– E a corrente, pode cortá-la? – perguntou o sujeito acorrentado.

– Infelizmente não temos ferramentas a bordo. Isso só será possível no porto – responderam a ele.

– Então – suplicou o ex-escravo –, permita-me levar algumas pedras e continuar tentando arrebentar a corrente!

Veja, leitor, parece estranho o cidadão não querer imediatamente se libertar das pedras, mas, pensando bem, após dois anos nessa vida – dia e noite sem fazer outra coisa –, até dá para afirmar que o fez por força do hábito, concorda? E quase tudo na vida ‘funciona’ assim: faço porque sempre fiz; continuo fazendo porque já acostumei; não mudo porque não tenho vontade.

Disse Einstein: “É mais fácil romper um átomo do que quebrar um hábito!”

Quem sabe, você pode provar que Einstein estava errado e, a partir de hoje, sair de algum vício que lhe faz sofrer! Com Deus no coração, você conseguirá.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

** só por hoje, prometo

 

Além dos mandamentos sagrados da Lei de Deus, o grande homem e Papa João XXIII cumpria outros dez mandamentos que ele mesmo elaborou. São eles:

Primeiro: Só por hoje, tratarei de viver exclusivamente este meu dia sem querer resolver o problema da minha vida de uma vez.

Segundo: Só por hoje, terei o máximo cuidado com o meu modo de tratar os outros. Serei delicado nas minhas maneiras, não criticarei ninguém e não pretenderei melhorar ou disciplinar ninguém senão a mim.

Terceiro: Só por hoje, me sentirei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz, não só no outro mundo, mas neste também.

Quarto: Só por hoje, me adaptarei às circunstâncias sem pretender que as circunstâncias se adaptem todas aos meus desejos.

Quinto: Só por hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando-me que, assim como é preciso comer para sustentar o meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a vida da minha alma.

Sexto: Só por hoje, praticarei uma boa ação sem contá-la a ninguém.

Sétimo: Só por hoje, farei uma coisa de que não gosto e se for ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.

Oitavo: Só por hoje, traçarei um programa bem completo do meu dia. Talvez não o execute perfeitamente, mas, em todo caso, vou fazê-lo e me guardarei bem de duas calamidades: a pressa e a indecisão.

Nono: Só por hoje, ficarei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim mesmo – como se existisse somente eu no mundo – ainda que as circunstâncias manifestem o contrário.

Décimo: Só por hoje, não terei medo de nada. Em particular, não terei medo de gozar do que é belo e não terei medo de crer na bondade.

Querido amigo, que tal, durante um só dia, prometer praticar esses ensinamentos do Papa João XXIII e deixar de pensar que seria desanimador se tivesse que praticá-los durante toda a vida? E se não causar nenhum mal à humanidade, que tal renovar a mesma promessa a cada dia?

Eu também não passo um só dia sem cumprir uma promessa: ‘Só por hoje, vou trabalhar na construção do Reino de Deus’. Que bom seria se você também quisesse estar ao meu lado cumprindo esta promessa!

 

** Do programa ‘Acreditamos no Amor’, que vai ao ar em dois horários na Rádio Futura FM, 106,9 MHz: 6 h e 18 h – segunda a sexta.

Site para ouvir o programa ao vivo: www.futurafm.com.br

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI --    Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI



publicado por Luso-brasileiro às 14:52
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VICTORIA LUCÍA ARISTIZÁBAL - ANASTASIS ( RESURRECCION )

                    

 

 

 

ANASTASIS

(RESURRECCION)

 

Victoria Lucía Aristizábal

 

 

Resucita!

Si tu amor se resquebraja al pensar

Que no eres amigo de ti mismo

Dolerá el corazón en su dualismo

Entre querer y la opción, dejar pasar

 

 

Resucita!

Si tus años navegaron sin zarpar

Sumido en la congoja y el mutismo

Si no recibiste de Dios su bautismo

Entonces es hora amigo de sanar

 

 

Resucita!

Prosigue con tu vida y sal al mar

Y báñate en el dolor que purifica

 A tu error con humildad identifica

Y así lograrás a tu dolor cicatrizar

 

 

Resucita!

Más debes con razón elucubrar

Con un pensar tierno, atemperado

Pues es menester lograr clarificar

¿Porqué de Dios te has aislado?

 

 

Resucita!

Elimina el rencor sin miramiento

Y pon al corazón en su alborada

Que solo el enojo es puñalada

lanzada contra ti en cruel lamento

 

 

Resucita!

Encaja el alma sin temor ni castigo

Hazla del prójimo y de Dios deseada

Pues un alma en pena no se apiada

Y se siente de si mismo el enemigo

 

 

Resucita!

No hallarás el amor en oro ni dinero

Basta la apertura para reconocer

Que elevar el alma sin desfallecer

Se descubre en dar y en cada quiero

 

 

Resucita!

Las oraciones aran y florecen

Al arrullo de Dios que es fascinante

Las virtudes son alhajas y diamantes

son frutos de dones que enriquecen

 

 

Resucita!

El cielo  se encamina en tu ayuda

Si al alma en virtud tú la conviertes

En la eternidad no existe más la muerte

 

 

y resucitar al amor no tendrá duda

 

Bogotá Colombia

Abril 12 de 2011

 

 

        VICTORIA LUCÍA ARISTIZÁBAL   



publicado por Luso-brasileiro às 14:47
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Segunda-feira, 18 de Abril de 2011
CENTRO DE ESTUDOS LUÍS DE CAMÕES - EXIBIÇÃO DE "AMÁliA - O FILME"

 

O Centro de Estudos Luís de Camões, órgão cultural do Clube Português, tem o prazer de convidar V. Exª. e Exmª. Família para assistir à projeção do filme português “Amália – O Filme” de Carlos Coelho da Silva, direção de produção de Gerardo Fernandes. 

 

 

Apresentação da escritora e professora universitária Raquel Naveira – a sessão integrará as comemorações do Descobrimento do Brasil.

 

 

 

Exibição do filme, 27/4/2011 às 19h30.

 

 

 

Após o filme, será servido um “cocktail”, oferecido pela Diretoria do Clube Português e pelo Moreno’S Buffet.

 

 

 

Prestigie a reunião com sua presença e convide os seus Amigos

 

 

 

Entrada franca

 

 

 

E-mail: centrodeestudosluisdecamoes@clubeportuguessp.com.br

 

Rua Turiassu, 59 - Tel: 3663-5953

 



publicado por Luso-brasileiro às 10:59
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Sexta-feira, 15 de Abril de 2011
DOM GIL ANTÔNIO MOREIRA - A VITÓRIA SOBRE O PECADO

                        

 

 

            A pessoa humana está sempre sujeita a defeitos, a erros e ao pecado e terá necessidade de estar em contínua atitude de conversão. Nada a deve desanimar, nem mesmo as grandes faltas que por acaso tenha cometido, pois delas pode se arrepender, converter-se e obter de Deus o perdão. Vejamos o que o Senhor nos diz: No mundo tereis provações; mas tende coragem, eu venci o mundo (Jo.16,33).

O vocábulo converter, etimologicamente, significa verter os olhos para um mesmo ponto, no caso, verter os olhos para o seu próprio interior, revisando sua vida em relação à Palavra de Deus. Para tal exame é indispensável ter o olhar lançado em duas direções: para si mesmo, a fim de reconhecer suas falhas, e para Deus com objetivo de re-contemplar seu projeto e visualizar sempre de novo a sua misericórdia.

Para garantir o perdão a todos os que se arrependem e procuram sinceramente reconciliar-se com Deus, Jesus Cristo instituiu o Sacramento do Perdão, como se vê registrado no evangelho de São João 20,23, dirigindo-se aos apóstolos: Recebei o Espírito Santo! “A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; aqueles a quem os retiverdes serão retidos.”

A graça de Deus nos impele continuamente a recomeçar. A queda não pode derrotar quem tem um coração aberto para Deus, quem se dispõe a olhar para frente e sabe que sua força e sua meta estão mesmo no Senhor. Em Cristo somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou. (cf. Rm. 8,37).

            Para bem compreender esta realidade humana de consistência frágil, basta olhar para as coisas materiais. Elas estão continuamente sujeitas à deterioração.  Envelhecem, estragam, acabam.  Assim também o nosso corpo, assim até mesmo o nosso espírito, que embora seja eviterno, passa por situações muito semelhantes à da matéria no que tange à fragilidade.  Mas há no homem o instinto de recomeçar. As coisas nós reformamos, restauramos, renovamos, trocamos peças, repintamos, recondicionamos.  Com nosso corpo nós o tratamos, o medicamos, curamos as feridas. Em relação ao espírito, o remédio que cura é a graça divina, é, na verdade, Cristo que restaura em si todas as coisas, assumindo os nossos pecados e por nós morrendo na cruz. Nele somos reconciliados. Cristo conviveu com o pecado sem se submeter a ele, para nos dar a graça de vencer o pecado, nos reconciliando com Deus.  Essa força regeneradora paga com seu sangue derramado na cruz se atualiza no Sacramento da Confissão. Por meio dele, nós participamos de Sua santidade. O mal nos engana, nos enfraquece, nos distancia de Deus, mas Deus vem em socorro da franqueza humana.

Por isso a Palavra de Deus nos diz: renovai o vosso espírito e a vossa mentalidade. Revesti-vos do homem novo.   (Ef. 4, 23 – 24)

Algumas condições são indispensáveis para que gozemos do perdão de Deus. A principal delas é a humildade em reconhecer-nos pecadores e necessitados, irrenunciavelmente, da graça de Deus. Depois é necessário explicitar-se honestamente a Deus, relatando com autenticidade seus pecados a Ele, mediante o ministro sagrado que o representa, abrindo a ação de Cristo que lhe concede o perdão e o reconcilia com a comunidade.

Uma confissão sacramental bem feita traz-nos paz e encoraja-nos no progresso de nossa vida espiritual, comunitária e eclesial. A confissão nos dá a graça da reconciliação e nos devolve o ânimo na luta pela santificação pessoal em favor dos valores do Reino de Deus, de amor, justiça, solidariedade, perdão e paz.

A busca da reconciliação com Deus, com o próximo e com a comunidade de fé nos prepara para a noite santa da Páscoa, quando celebraremos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Lá poderemos cantar com alegria Onde está a tua vitória, ó morte?! Cristo destruiu, com sua morte, todo pecado!

 

Dom Gil Antônio Moreira

Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora 

  

7 de abril de 2011.  



publicado por Luso-brasileiro às 15:26
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JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - DIREITO - DIA DA TERRA ESTIMULA AÇÕES A FAVOR DO MEIO AMBIENTE.

                       

 

 

O DIA DA TERRA, celebrado a 22 de abril, reveste-se de grande importância diante das inúmeras questões ambientais que suscita, relevantes à sobrevivência da espécie humana. A solenidade surgiu nos Estados Unidos, sendo hoje exaltada na maioria dos países. Constitui-se numa homenagem ao lugar em que vivemos e ao mesmo tempo, oportunidade para fazermos uma reflexão sobre os diversos problemas que o homem está criando, como a poluição ambiental, o desmatamento e outras agressões ao meio-ambiente.

           

            O Dia da Terra é celebrado a 22 de abril desde 1970 quando o senador democrata Gaylord Nelson, representante do Estado de Wisconsin, no norte dos Estados Unidos, chamou a atenção para a necessidade de ações a favor do meio ambiente. Com o tempo, outros países passaram a comemorar a data, inclusive o Brasil. No entanto, esse chamado em defesa do planeta, embora tenha repercutido em todo o mundo, não trouxe os resultados práticos esperados.

            Com efeito, inúmeros interesses econômicos interferem no equacionamento dos problemas, adiando políticas eficazes para a restauração ambiental de forma sustentável – entendida como a maneira mais adequada de compatibilizar desenvolvimento e o respeito incondicional à natureza como “habitat” compartilhado. Nessa trilha, tenta-se criar, a todo custo, a falsa idéia de que meio ambiente é entrave ao desenvolvimento, quando, na verdade, é sua condição.

            Uma gravíssima advertência de Lévi-Strauss - “O MUNDO COMEÇOU E ACABARÁ SEM O HOMEM”- serve como um grande alerta para o desastre na área decorrente das lógicas da globalização e do consumo.  Invoquemos aqui o economista Gilberto Dupas, coordenador-geral do Grupo de Conjuntura Internacional da USP:- “Há, pois, fortes evidências de que a civilização está em xeque. Urge aos governos e às instituições internacionais tomarem medidas preventivas drásticas imediatas em nome dos óbvios interesses dos nossos descendentes. Mas, como fazê-lo, se o modelo de acumulação que rege o capitalismo global exige contínuo aumento de consumo e sucateamento de produtos, acelerando brutalmente o uso de recursos naturais escassos? O dilema é ao mesmo tempo simples e brutal: ou somamos o modelo ou envenenamos o planeta, sacrificando de vez a vida humana saudável sobre a terra” ( Folha de São Paulo-30/01/2007- A- 3).

            Efetivamente, não temos o direito de destruir – por ignorância nossa, por incompetência técnica ou por pura ganância – os recursos naturais e o meio ambiente que são patrimônio das futuras gerações. Assim, cultivar o debate sobre o tema e criar comprometimento com as soluções a serem adotadas é o caminho para que a questão seja encarada com seriedade e como aspecto inerente à própria sobrevivência da espécie.

E mesmo que haja excepcionalmente alguns excessos dos preservacionistas, a luta em defesa da natureza é uma causa das pessoas em geral a merecer apoio de toda a comunidade, que deve ser motivada a partir da educação infantil nos lares e nas escolas. O artigo 225 do Capítulo VI da Constituição Federal do Brasil, determina que é direito dos cidadãos um ambiente ecologicamente equilibrado. Assim, é dever do Poder Público e de toda a coletividade, o cuidado, a defesa, a preservação e o respeito à ecologia, reavaliando-se constantemente hábitos e costumes que alterem e prejudiquem o ecossistema.

Por outro lado, a Terra é o terceiro planeta do Sistema Solar, tendo uma distância média de cento e cinqüenta milhões de quilômetros do Sol, a estrela mais próxima. Sua massa está estimada em cinco sextilhões e oitocentos e oitenta e três quintilhões de toneladas. Sua área total é de 510.100.000 quilômetros quadrados, dos quais 148.940.000 são ocupados por terra, o restante, por água. Toda a superfície está dividida em várias nações com povos de costumes e línguas diferentes, as quais infelizmente, além dos problemas ambientais, vivem marcadas por guerras étnicas, religiosas, raciais e por profundas manifestações de desigualdades sociais. A sociedade concreta em que vivemos, está marcada pelas desigualdades, pelo egoísmo e pelas injustiças. As comunidades estão cada vez mais individualistas e o consumo parece ditar todas as normas, gerando a omissão daqueles que não são financeiramente úteis. O materialismo absoluto determina o êxito das pessoas e a mídia quase sempre destaca os mais ricos e poderosos, incentivando o crescimento exclusivo da área econômica. Por isso, mais do que nunca também é preciso despertar a consciência da humanidade para uma melhoria nas condições de vida, destacando o espírito de paz e fraternidade que deveria prevalecer entre os todos seres do mundo.

 

                         Caetano e uma homenagem à Terra

               

Para comemorar o “Dia da Terra”, invocamos um poema do cantor e compositor CAETANO VELOSO, que concebeu uma verdadeira declaração de amor ao ao nosso planeta: “Quando eu me encontrava na cela de uma cadeia foi que vi pela primeira vez as tais fotografias  em que apareces inteira. Porém lá não estavas nua e sim coberta de nuvens. Terra, Terra por mais distante o errante navegante quem jamais te esqueceria./ Ninguém supõe a morena dentro da estrela azulada na vertigem do cinema manda um abraço pra ti, pequenina como se eu fosse a Paraíba Terra, Terra.../Eu estou apaixonado por uma menina Terra, signo de elemento Terra, do mar se diz Terra à vista. Terra, para o pé firmeza. Terra para a mão carícia. Outros astros lhes são guia. /Terra...Eu sou um leão de fogo. Sem ti me consumiria a mim mesmo eternamente e de nada valeria acontecer de eu ser gente e gente é outra alegria diferente das estrelas. Terra... De onde nem tempo nem espaço que a força mande coragem pra gente te dar carinho durante toda  a viagem que realizar no nada através do qual carregas o nome da tua carne./ Terra... Nas sacadas dos sobrados da velha São Salvador. Há lembranças de donzelas. Do tempo do imperador tudo, tudo na Bahia. Faz a gente querer bem. A Bahia tem um jeito Terra...”.

 

Uma semana de profundas reflexões

 

Através da promoção concreta da prestação jurisdicional e da libertação integral do ser humano através de sua formação educacional, acesso à saúde, melhores condições de trabalho, salários compatíveis e circunstâncias mínimas de dignidade, alcançaremos um novo mundo no qual o Direito realmente se revele em órgão regulador da ordem social. Por isso, aproveitemos a Semana Santa, que hoje se inicia com o Domingo de Ramos e se estende até a Páscoa - um período privilegiado de encontro com Deus com seus ritos cheios de beleza, de encantamento litúrgico e de mistério - , para meditarmos sobre a importância do amor ao próximo, do desprendimento, da conversão e do respeito recíproco entre os indivíduos. Mais que simples representação histórica ou celebração religiosa, constitui-se num momento de profundas reflexões. Com efeito, os fatos que nela se revivem, acabam por atualizar em cada um de nós, os sentidos de solidariedade, de fraternidade e principalmente, de Justiça Social.  Mesmo porque, reitere-se que professar um credo, não é apenas ir ao templo e rezar. É amar todas coisas vivas sobre a terra, ajudar a quem precisa, ser responsável e generoso, perdoar e reverenciar os outros.

 

João Carlos José Martinelli é advogado, jornalista, escritor e professor universitário

 



publicado por Luso-brasileiro às 15:19
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Quarta-feira, 13 de Abril de 2011
MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - COISAS QUE VEMOS OU NÃO

                     

 

 

A Quaresma, que em breve dá lugar à Semana Santa, é um tempo de oportunidade de se olhar, olhar o mundo e voltar os olhos a Deus. Um período muito rico para experimentar a graça de Deus que nos oferece um vislumbre da Eternidade.

Em seu quarto domingo, o Evangelho foi o da cura do cego de nascença (Jo 9, 1-41). Inicia-se com o diálogo de Jesus com seus discípulos de que Deus não castiga ninguém. Somente ama.  Diante do mal, a atitude dos que acreditam no Deus da Revelação é esforçar-se para eliminá-lo. Jesus cuspiu no chão, fez barro com a saliva e aplicou-a nos olhos do cego. Pensava-se que na saliva estivesse concentrado o sopro, a força de uma pessoa. Segundo nosso Bispo, Dom Vicente Costa, esse gesto “faz alusão à criação do homem e deixa entender que a cura realiza uma nova criação”. O cego não é mais reconhecido porque foi iluminado por Cristo. O poder de Cristo transforma, torna o homem diferente do que era antes da “iluminação” ou regeneração.

A possibilidade da nova criação, da regeneração, me alegra e me faz sentir a claridade de Deus. Tenho muito ainda a enxergar e a mudar. Algumas coisas noto, reconheço e tantas outras não. A Quaresma, para que eu veja, me convida a: deixar de colocar em mim a fé e a esperança, mostrar a Deus as minhas dificuldades e feridas, silenciar nas contradições, não me defender nas injustiças, não buscar afeto em aplausos, ser mansa e humilde de coração. A Quaresma, para que eu veja, me convida a, na caridade, renunciar a mim mesma para salvar a vida do outro. Não é fácil porque sou fraca e, incontáveis vezes, em lugar de contar com a força da misericórdia de Deus, busco em mim a capacidade de amor que não possuo. Refletia sobre tudo isso, quando, antes de virar a semana, aconteceu a tragédia das crianças mortas no massacre da escola ‘Tasso da Silveira” em Realengo no Rio de Janeiro. Impossível não se comover com os púberes que foram atingidos e com o desespero dos que experimentaram aqueles momentos de horror. Impossível não se comover com  a dor dos familiares e amigos dos que tiveram sua vida humana brutalmente arrancada. Wellington de Oliveira era um insano. Segundo seus ex-colegas de escola, no jornal “Folha de São Paulo “ – Cotidiano – C4 – 9/4/2011, ele não atirou a esmo. Procurou em vítimas características específicas em represália pelo que aconteceu com ele, na mesma escola, há dez anos. Era Wellington ridicularizado, o tempo todo, por um grupo de colegas da classe. Um dos ex-colegas afirma: “Nós que devíamos ter morrido. Não era para ninguém ter pago por uma coisa que nós fizemos”. Sequelas do bullying, somadas à doença psiquiátrica.

Quaresma. Tempo de “iluminação” ou regeneração. Jesus nos oferece um olhar novo: reconhecer, em cada pessoa, com maior ou menor limite visível, uma criatura de Deus. Importar-se com todas as pessoas. Iluminar, com olhos renovados, os caminhos que percorremos e os que buscamos por algum motivo.

Passos decididos na Quaresma levam à verdadeira Páscoa.

 

Maria Cristina Castilho de Andrade

É educadora e coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher/ Magdala, Jundiaí, Brasil

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:25
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Acaba de sair o livro do escritor português :"TREVAS OU LUZ - OS PECADOS CAPITAIS E OS DONS DO ESPÍRITO SANTO" de Dom JOAQUIM JUSTINO CARREIRA, BISPO AUXILIAR DE SÃO PAULO
      
 
 
Acaba de ser lançado, pela “Ajuda à Igreja que Sofre” – Organização Pública de Direito Pontifício – o  livro “TREVAS OU LUZ – OS PECADOS CAPITAIS E OS DONS DO ESPÍRITO SANTO”, de DOM JOAQUIM JUSTINO CARREIRA, Bispo Auxiliar de São Paulo.
O livro é uma vivência plena de sabedoria, através do qual conseguimos nos ver, dar nome aos nossos sentimentos, inclinações, fragilidades, e avançar nas pegadas de Deus Amor em nossa história, fortalecendo-nos nos dons do Espírito Santo. Não deixe de ler e divulgar!
O exemplar, de 160 folhas, a R$ 12,00, poderá ser adquirido na loja virtual da AIS ( http://www.ais.org.br/loja-virtual) ou pelo telefone 0800 77 099 27


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Segunda-feira, 11 de Abril de 2011
RENATA IACOVINO - ALGUMAS VIAGENS

                       

 

 

Duas canções de Milton Nascimento e Fernando Brant vêm-me à cabeça. Décadas de 1970 e 1980. Brotam de novo, já que tais ondas sonoras, mesmo após a virada do século, ecoam mentes adentro e bocas a fora.

“Solto a voz nas estradas, já não quero parar/Meu caminho é de pedra, como posso sonhar/Sonho feito de brisa, vento vem terminar/Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar”.

Neste hino de gerações, os autores expõem uma “Travessia”, uma passagem, uma ruptura difícil de encarar e superar, porém, de fácil identificação para qualquer pessoa.

“Minha casa não é minha, e nem é meu este lugar/Estou só e não resisto, muito tenho pra falar”. Sentimo-nos assim tantas vezes, até que tudo entre no eixo, encontre sua peça no quebra-cabeça que parece estar de ponta-cabeça.

 Mais tarde, a dupla sugeria nova viagem, em “Encontros e Despedidas”: “Tem gente que chega pra ficar/Tem gente que vai/Pra nunca mais.../Tem gente que vem e quer voltar/Tem gente que vai e quer ficar/Tem gente que veio só olhar/Tem gente a sorrir e a chorar/E assim chegar e partir.../São só dois lados/Da mesma viagem/O trem que chega/É o mesmo trem/Da partida.../A hora do encontro/É também, despedida”.

Reflito... O que é a vida senão uma sucessão de mudanças, alterações de rumos sobre os quais, muitas vezes, não nos é permitido interferir, mas que lançamos mão do livre-arbítrio como tentativa de acertar?

Cada perda, uma mudança. A ruptura pressupõe a morte (temporária) de algo, pois nela há nova vida.

Transpomos fases desta existência; superamos o que era “morto”, para encontrarmos outras pessoas, noutros caminhos, construir por meio da desconstrução,  de uma demolição interna,  de uma implosão inevitável...

De quantos encontros, despedidas e passagens somos merecedores? Por que só encontramos com uns se nos despedirmos de outros?

Infância e adolescência se foram... No entanto – e principalmente – depois de vê-las passadas, após idas e vindas, progressos e regressos, creio que como num círculo entre a passagem de uma fase a outra, reencontramos aqueles que fazem parte de nós, nos transformando, eternamente.

“A hora do encontro é também despedida”.

 

 Renata Iacovino, escritora, poetisa e cantora / reiacovino.blog.uol.com.br /
reval.nafoto.net / reiacovino@uol.com.br

 



publicado por Luso-brasileiro às 18:24
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - UMA HISTÓRIA BEM VELHINHA

                      

 

 

 

No ano da graça de 1676, residia no Mosteiro de Santo Agostinho da Serra, frade crúzio, que passava os santos dias em contemplação.

 

Bem lhe recomendava, o bom prior, Dom Jerónimo, que fosse até à cerca, recrear-se, pois sua saúde dava-lhe extremo cuidado, mas era o mesmo que nada.

 

Acertou de vir o célebre imaginário vimaranense Domingos Costa, armar o retábulo do templo, que fora traça de Filipe Tércio e incumbiram ao piedoso  frade, a missão de levar, ao artífice, a refeição quotidiana.

 

 Fez o monge forte instância, só a rogos anuiu; mais parecia emparedada de S. Nicolau, que cónego regrante do Bispo Hiponense, já que os acostumados regalos eram: jejuns, orações e doses de disciplina.

 

Andava o bom cenobita na tarefa, que por obediência se havia obrigado, quando topa, em festiva chilreada, amorosos passarinhos, que cuidadosamente fabricavam o ninho.

 

Enxergou, com desgosto, o humilde filho de Santo Agostinho, que as inocentes avezinhas edificavam, em incansável labor, seu aconchego em desguardado local.

 

Condoeu-se, então, o monge e acercando-se, tentou falar-lhes, a jeito que o irmão Francisco fizera às rolas da Porciúncula.

 

Mas os pardalitos fizeram rija instância e, de coração contrito, o cenobita não encontrou melhor remédio senão desmanchar, por próprias mãos, o que tanto custara.

 

No dia imediato, perpassando pelo local, lobrigou, em rasteiro maciço de verdura, novo ninho, mais sólido, mais forte, mais rijo.

 

Pensou destruí-lo, mas moveram-se as lágrimas de pesar, e não conseguiu encontrar coragem para tanta crueza.

 

 

             

 

Sobre tarde, quando o céu se avermelhava para a barra do Douro, e as vidraças da igreja se incendiavam, foi visitá-los. Encontrou-os aconchegados, adormecidos na quietude de quem se recolhe na paz do Senhor.

 

Porém, ao romper da aurora, após matinas, ao fiscalizar a obra do templo, depara horrorizado, o hediondo espectáculo de passarinhos, traçados e decepados por agressivas navalhas ferinas.

 

Acontecera a funesta tragédia que tanto receara o crúzio.

 

Daqui tiraram, alumiados por Deus, os cenobitas, importante conclusão: muitas vezes o Senhor açoita os justos, destruindo-lhes as iniciativas, mas é por bem.

 

Se o irmão tivesse sido inclemente, arrasando o ninho, os passaritos seriam salvos e viveriam felizes. É o que Deus faz, ainda que a atitude nos apareça, quantas vezes injustas, por pensarmos como homens.

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -  Porto, Portugal

 



publicado por Luso-brasileiro às 18:00
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