PAZ - Blogue luso-brasileiro
Terça-feira, 4 de Outubro de 2011
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - DOM HELDER CÂMARA, EXEMPLO DE LUTA PELOS DIREITOS HUMANOS

                         

 

 

                        Vivemos numa época em que o país enfrenta uma grave crise econômica, ética e de representação popular. Assim, mais do que nunca precisamos diminuir a brutal desigualdade predominante em nossa sociedade, tornando o sistema mais justo e próximo da tão almejada e verdadeira democracia. Trata-se, sem dúvida, de um luta difícil, a ser encetada por forças políticas conscientes e lideranças comunitárias, pois ela contraria frontalmente o grande cerco imposto pelas elites em torno da manutenção de seus privilégios. E diante de tal aspiração, de suma relevância, os exemplos de personalidades coerentes e perseverantes, ajudam-nos a compreender as dificuldades do tempo atual e a necessidade de nos empenharmos em transformá-lo para melhor. Assim, invocamos hoje a figura de Dom HELDER CÂMARA, o arcebispo emérito de Olinda e Recife, que sempre repugnou as injustiças sociais e cujo aniversário de sua morte, transcorreu a 27 de agosto.

 

                          

 

                        Defensor intransigente do respeito à condição humana, à dignidade de vida, aos pobres, à reforma agrária e à liberdade, ele se constituiu numa legenda cultivada em todo o mundo como um dos mais importantes nomes do humanismo no século passado, tendo posto sua autoridade moral a serviço dos mais necessitados, pregando com bravura contra os regimes de força e os governantes prepotentes. Tanto que o jornalista Jânio Freitas assim se expressou:- “A dívida que os democratas têm para com D. Helder é proporcional ao ódio que os militares da ditadura que dedicaram”( Folha de São Paulo- 29.08.99 – cad.1 – pág. 05).

                        O religioso recebeu o título de doutor “honoris causa” em dezenas de universidades do Exterior e foi premiado diversas vezes por organizações dedicadas à defesa dos direitos humanos. Também chegou a ser indicado em mais de uma ocasião para receber o Prêmio Nobel da Paz, tendo o governo do general Emílio Médici (1969-1974), promovido uma campanha secreta contra sua eleição, através da Embaixada do Brasil em Oslo (Noruega). Foi o idealizador da Feira da Providência – que até hoje funciona como meio de arrecadar dinheiro às obras assistenciais no Rio de Janeiro- tendo também se  notabilizado por fundar a CNBB- Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a primeira entidade do mundo a reunir bispos de um país e a CELAM- Conselho Episcopal Latino-Americano.

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário



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LAURENTINO SABROSA - AS ANDORINHAS

 

 

A ornitologia é uma ciência maravilhosa, sobretudo quando nos ensina quanta beleza há não só na morfologia das aves, mas também quando consegue descobrir todo o “modus vivendi” de cada espécie.

Parece ser já do tempo de Pitágoras, e por ele usado, o dito “não acolhas andorinhas em tua casa”, isto porque, pelos vistos, os ornitólogos daquele tempo puderam observar (erradamente?) que as andorinhas eram umas tagarelas. Muito mais tarde, São Jerónimo no seu latim usou a mesma ideia, como a querer avisar que ninguém deve dar acolhimento a pessoas tagarelas, pois que daí poderiam resultar grandes inconvenientes. Realmente, mesmo muito depois de São Jerónimo, era proverbial a andorinha ser considerada o símbolo da garrulice.

A andorinha é uma ave acolhida com grande satisfação, quando como ave migratória chega até nós. Ao contrário da opinião de Pitágoras, e sem tomar à letra o conselho de São Jerónimo, quase toda a gente gosta ou gostaria de ter ao menos um casal de andorinhas a nidificar no seu telhado ou nos beirais. É que, se a tagarelice entre as pessoas pode ser detestável, a tagarelice entre as andorinhas é coisa encantadora, tão encantadora como uma criança a palrar e, por isso, quanto mais elas tagarelarem umas com as outras, mais paz e consolo se alojam no nosso espírito. Deve ser por isso que em muitas casas, há peças de cerâmica representando andorinhas, com a sua típica cauda bifurcada, fixadas nas paredes exteriores. Faz parte da história artística uma célebre andorinha desenhada por Rafael Bordalo Pinheiro. A partir daí, as peças de cerâmica com andorinhas passaram a embelezar o artesanato português.

Mas a ornitologia conseguiu descobrir mais belezas na andorinha. A andorinha procura regressar ao local onde anteriormente fizera o ninho e no seu acasalamento tem sempre em toda a sua vida o mesmo e um único parceiro. Assim, a andorinha, mais do que pela sua real ou inventada tagarelice, deve ser tomada com exemplo e símbolo do amor ao lar e da fidelidade matrimonial.

Numa época em que os homossexuais andam à procura de exemplos da Natureza para nos dizerem que, afinal, a homossexualidade não é vício humano, por existir também nesta ou naquela espécie, convém mostrar-lhes o exemplo das andorinhas, símbolo de nobres sentimentos humanos – valores diametralmente opostos à homossexualidade, que no animal, a existir, será de facto um “vício animal”, ao passo que, no homem, a existir, será um “vício animalesco”.

Realmente, apetece dizer que se entre nós o mais encantador são as crianças, o mais encantador entre as aves são as andorinhas e entre as ciências o mais encantador é a Ornitologia

 

 

LAURENTINO SABROSA   -  Senhora da Hora, Portugal

 laurindo.barbosa@gmail.com



publicado por Luso-brasileiro às 11:15
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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - ESTÚPIDO CUPIDO

 

 

            Nem o Marcão entendeu o que foi que ele viu na Joana. A menina não era nem morena, como ele gostava, nem gostava das mesmas coisas que ele. Aliás, no começo, quando ele conheceu Joana, achou que ela era meio esquisita. Sabem aquelas esquisitices que a gente não consegue explicar? A gente olha, acha esquisito, mas não sabe por que, nem o quê...

            Só que o mais estranho de tudo é que o Marcão começou a se sentir diferente quando a Joana chegava perto dele. Primeiro era o cheiro, bom demais.  De início ele atribuiu tudo ao perfume que ela deveria usar, até porque ele era mesmo um louco por perfumes e até já tinha feito alguns cursos nessa área, dentro da Química, curso em que se formara. A Joana tinha um aroma que não era de todo doce, mas que lembrava coisas doces. Quando ela balançava os cabelos, ele se sentia em meio a um pomar repleto de delicadas frutas maduras. Quando percebia, lá estava o Marcão sentado atrás dela no refeitório da empresa, às vezes até de olhos fechados, sorvendo-a lentamente.

            Ainda bem que ninguém nunca o tinha visto fazer aquilo. Ao menos ele esperava que não. Daí que um dia o Marcão chegou à seguinte conclusão: estava apaixonado pela Joana. Até onde ele sabia, a garota não tinha namorado, mas, até onde ele também sabia, ela nunca sequer tinha olhado para ele. Ele estava condenado...

            A Joana bem que queria, mas não conseguia ser natural perto dos rapazes. Ela era de uma timidez fora do normal. Ela não se achava bonita, mas não se achava feia. Na verdade, ela se achava esquisita. Daquele jeito que a pessoa sabe que tem alguma coisa estranha, mas não sabe dizer ou perceber ao certo o que é... Daí que ela sabia que os homens não iam perder tempo com alguém estranho como ela. Estava condenada. Condenada a ser uma daquelas mulheres que passam a vida sozinhas, não por opção ou por falta de opção, mas por simples falta de jeito.

            Quando ela ia para o trabalho, tinha um ritual especial. Tomava um longo banho logo pela manhã e, em seguida, espalhava óleo de amêndoas doces por todo o corpo, tomando o cuidado para que nem um centímetro ficasse descoberto. Depois, escolhia lugares estratégicos para borrifar seu perfume predileto. Ela sempre tinha a impressão, após o banho, estar em meio a um pomar, repleto de frutinhas vermelhas e maduras. Tão vermelhas como o cabelo que lhe descia ombros abaixo, mas que estava quase sempre escondido em um rabo de cavalo.

            Algumas vezes, quando a cabeça lhe doía e ela não via ninguém por perto, soltava os cabelos e os chacoalha devagar, como se quisesse libertar os sonhos que viviam, eles também, aprisionados pela timidez. Nesses momentos, sentia-se quase bonita, menos estranha, mais ela mesma.

            Discretamente, admirava um rapaz que trabalhava por lá, no mesmo setor, o Marcão. Ele era bonito, bonito como nunca seria o homem que olharia para ela. Às vezes ela o via de olhos fechados e pensava que daria um mundo para saber por onde os pensamentos dele estavam a passear...

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA- Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo



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FAUSTINO VICENTE - DIAMANTES SOCIAIS

                         

 

O diamante é, sem dúvida alguma, uma das mais cobiçadas pedras preciosas do planeta azul. Quanto vale uma jazida de diamantes desconhecida? Nada, absolutamente nada. Mas existe uma "mina de diamantes e de outras pedras preciosas", em nossa sociedade, que é minimamente reconhecida, valorizada e respeitada.

 

Estamos nos referindo à imensa legião de pessoas aposentadas, cuja trajetória se confunde com a história do nosso desenvolvimento social, econômico, político e cultural. Essas criaturas dedicaram os melhores anos de suas vidas às empresas em que trabalharam, deixando-nos exemplares lições de profissionalismo e lealdade.

 

São milhões de pessoas de todas as profissões e religiões, etnias e ideologias, nacionalidades diferentes e tradições surpreendentes. Se a jazida de diamantes é uma reserva mineral com valor econômico previsível, a massa de trabalhadores é um tesouro social com valores subjacentes incalculáveis.

 

Este  é o nosso novo projeto, que já deu os seus primeiros passos, com a indicação de convidados para integrarem a primeira equipe, que irá elaborar as "regras do jogo" e o calendário de atividades.

 

O perfil ideal é que sejam pessoas aposentadas sem atividades remuneradas, desvinculadas de partidos políticos e de interesses empresariais. Estes requisitos darão a indispensável liberdade para que o grupo sugira idéias que beneficiem a coletividade, independentemente de serem, ou não, prioridades da política ou da economia.

 

Os projetos, desenvolvidos através do MASP - Metodologia de Análise e Solução de Problemas - poderão ter como foco a cidadania, meio ambiente, saúde, educação, cultura, ou outro tema, desde que o objetivo seja a melhoria da qualidade de vida.

 

Esta nossa iniciativa irá revelar, reconhecer e valorizar pessoas excepcionais que, apesar da capacitação técnica, conduta ética e competências ecléticas, passaram a vida toda no anonimato.

 

Encerramos com o pensamento do célebre líder pacifista hindu, Mahatma Gandhi (1889-1948): "a verdade pode ser dura como o diamante ou suave como a flor do pessegueiro".

 

Faustino Vicente - Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos, Professor e Advogado - e-mail: faustino.vicente@uol.com.br - Jundiaí (Terra da Uva )

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:07
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PAULO ROBERTO LABEGALINI - HISTÓRIA e MINHA AVÓ QUERIDA

                                         

 

 H I S T Ó R I A

 

Num pequeno lugar, um grupo de pessoas sempre se divertia com o ‘idiota da aldeia’. Era um pobre coitado, sem  nenhuma intelectualidade, que vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente o chamavam ao bar e ofereciam a ele uma escolha entre duas opções: uma moeda de um real ou outra de cinqüenta centavos. Ele pegava a menor e deixava a de um real sobre o balcão, o que era motivo de risos para todos.

Certo dia, um dos poucos amigos que tinha, chamou-lhe e perguntou se ainda não havia percebido que a moeda que escolhia valia menos. O bobo, respondeu: ‘É claro que sei, mas se eu pegar a maior, a brincadeira acaba e vou deixar de ganhar cinqüenta centavos!’

Pois bem, quais eram os verdadeiros tolos na história? Certamente não era o ‘bobo’, pois ele se mostrava pouco ganancioso – a ponto de manter sua miúda fonte de renda – e não se importava com a opinião dos outros a seu respeito. Como a ambição e o orgulho derrubam muita gente importante, o ‘bobinho’ conseguia levar a vida com certa sabedoria.

Mas, logicamente, ninguém gostaria de estar no lugar dele, concorda? Sabemos que é triste depender de esmolas para viver, embora ser rico também é motivo de desgraça para muitos. Eu que nunca estive em nenhuma dessas duas situações – graças a Deus! –, fico imaginando o que faria se precisasse enfrentar um dos extremos financeiros: a miséria ou a fortuna.

Com fome e sem sapatos para calçar, será que eu iria à igreja? E com um iate para descansar nos finais de semana ou cavalos bonitos para montar, será que eu daria valor à oração?

Se você tivesse que ajudar ou receber ajuda, quem gostaria de ser: o rico ou o pobre? Se responder ‘nenhum deles’, eu diria que não é justo você deixar de contribuir para melhorar a situação social em que vivemos.

Madre Teresa dizia: “O que eu posso fazer, você não pode; o que você pode, eu não posso; mas, juntos, podemos fazer belas coisas para Deus”.

 

* Do programa ‘Nossa Reflexão’, que vai ao ar em quatro horários no Canal 20: 8h30, 11h30, 17h30 e 22h30. O site www.canal20tv.com.br disponibiliza os vídeos já apresentados na televisão. Clique em ‘Arquivos de Vídeo’ e depois em ‘Nossa Reflexão’.

 

MINHA AVÓ QUERIDA

 

Eu me recordo com carinho de minha nona Sebastiana – mãe de meu pai e minha madrinha de batismo. Desde que eu era pequeno, ela tinha verdadeira paixão por mim e eu por ela. Em 1983, quando tive trombose, ela me visitou todos os dias no hospital de Monte Sião. Quando pude andar novamente e fui até a sua casa, ela chorou como criança a me ver de pé. Falava comigo com sotaque italiano que me emociono só de lembrar.

Quando faleceu, em 1989, os filhos, noras e netos ficaram com os seus pertences – e não eram poucos! Ela guardava bonitos jogos de crochê, tinha relógios antigos e uma cristaleira cheia de peças vistosas. Todos pegaram alguma coisa, mas eu, quando soube da ‘partilha’, já não restava mais nada e não vi a ‘minha parte’.

Um ano depois, a casa foi vendida. Passaram-se mais alguns meses e eu me lembrei que a nona tinha uma imagem de São Sebastião num oratório pregado na parede do tanque de lavar. Conversando com a minha mãe, perguntei quem havia ficado com aquela imagem e ela me disse que não sabia. Fui até lá, perguntei à senhora proprietária a respeito e ela respondeu: “Tem sim uma imagem de santo lá no quintal. Se quiser, pode levar”. Eu nem pude acreditar que aquilo era verdade.

Hoje, no oratório com mais de vinte santos que tenho no quarto, a imagem de São Sebastião é a mais antiga e, segundo muitas pessoas que viram, é também a mais bonita – tem mais de 50 anos! Com certeza, a nona intercedeu a Deus para que ela fosse minha e eu rezo diante dela todas as manhãs.

Pois bem, embora com pouca cultura, minha nona sempre tomou decisões certas na vida: rezava demais; batalhou com dignidade para o sustento da família – quando foi rica e quando ficou pobre; sempre praticou a caridade; esbanjou amor e obediência ao nono; e nunca caiu em tentação de pecados mortais. Se não fosse assim, eu estaria agora contando passagens de sua vida? Eu teria o presente que ela me deixou? Ela chegaria ao final da ‘estrada’ que, com a ajuda de Deus, escolheu?

Tenho fé que vou encontrá-la no Céu e dar-lhe os parabéns pelas belas escolhas que fez. Quero dizer-lhe também que, mesmo após a sua morte, todos aplaudiram as decisões que tomou, baseadas em honestidade e confiança no Senhor. E espero contar-lhe ainda que meu pai aprendeu muitas virtudes com ela, me criou com o seu exemplo de homem temente a Deus e, eu, procurei orientar os meus filhos a seguirem pelo mesmo caminho.

Ela acreditou que tudo pode ser mudado pela oração e nunca confiou que o nosso destino já está traçado. Deus tem uma linda missão para cada um de nós, nos dá muitos dons para trilharmos nos bons caminhos e sempre nos chama à conversão. Uns aceitam o Seu chamado de amor, outros só O escutam na dor e, alguns, decidem caminhar sozinhos. Resolva, com oração, você também!

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI -    Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.



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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011
HUMBERTO PINHO DA SILVA - BELL NÃO INVENTOU O TELEFONE

 

 

                             

 

 

 

Havia, há muitos e muitos anos, na velha China, filósofo, cujo nome olvidei, que afirmava: homens que morrem em mentira, esta, para eles, é a verdade.

Uma vez repetida, a mentira parece verdade. É método infalível de astutos políticos, que levam o povo pela arreata.

Foi o que aconteceu ao verdadeiro inventor do telefone, o italiano António Santi Giuseppe Meucci, nascido em Florença, a 13 de Abril de 1808 e emigrado para os Estados Unidos, em 1850, onde fabricou o telefone, que lhe permitia ligar o escritório ao quarto.

Meucci, ao verificar a utilidade do invento, pensou registá-lo, mas por dificuldades financeiras, apenas o fez provisoriamente, acabando por vender a descoberta, a Alexander Graham Bell, que viria a registá-la em seu nome, no ano de 1876.

Deste jeito Bell ficou na História como inventor do telefone. Tantas vezes a mentira foi repetida, que foi considerada verdadeira, e ainda hoje, poucos são os que acreditam que o telefone foi inventado por Meucci.

Conta o Professor Sergio Kirdziej, no jornal de Bigorrilho, “ O Passarinho”, que conheceu nesse bairro, da cidade de Curitiba, o sobrinho de Meucci, cujo nome era Ottorino de Meucci. O Professor, acompanhado pelo Maestro Osvaldo Hohmann, visitaram-no amiudadamente, e ele sempre dizia que o tio, que estudara na Academia de Belas Artes, na Toscana, e cursara também Engenharia Química e Industrial, era o verdadeiro inventor do telefone; mas tanto o professor como o maestro, riam-se dessa “vaidade” do amigo, pensando ser peta descarada.

Como eles, ninguém, em Curitiba, acreditava no “Neno”, modo como era carinhosamente tratado em Bigorrilho.

Aqui tem o leitor que é mais fácil acreditar numa mentira bem arquitectada e repetida até à exaustão, do que na verdade, mesmo quando é proferida por um sobrinho, que conhecia perfeitamente o inventor.

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA, Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 13:18
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PINHO DA SILVA - NO MAR

 

 

"Bem-aventurado o homem que põe

no Senhor a sua confiança..."

Salmo 40(Heb)vers4

 

 

 

 

- "Acorda, Mestre!...Acorda, que morremos!...

O mar, encapelado, a barca volta!...

Se não nos vales, nós perecemos!...

Mestre!...Olha a tempestade, que a asa solta!..."

 

 

 

- "Onde está a vossa fé?!", o Mestre exclama

( mas "surpreso" daquilo que sabia):

- "Alguém, entre vós, sim, que me ama?;

alguém há, entre vós, que não confia?..."

 

 

 

 

E disse à tempestade:

                                  - " Pára!...Pára!...":

e disse para o mar:

                                  - "Acalma!...Acalma!...,

(para o vento, voltando a Sua cara

 

 

 

 

a impor-lhe silêncio...)

                            - Quem será este,

dizem os pescadores, com paz na alma,

a quem tu, tempestade, obedeceste?!...

 

 

PINHO DA SILVA   --   Vila Nova de Gaia, Portugal 



publicado por Luso-brasileiro às 11:46
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