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Domingo, 24 de Junho de 2012
CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - À PROVA DE TUDO

 

 

 

 

 

 

 

                Nascida em uma família de professores, nem causou espanto quando acabei, eu mesma, advogada, entrando para o rol desses profissionais.  No fundo, creio, eu sempre imaginei que enveredaria pela vida acadêmica. Treze anos depois, não posso dizer, nem de longe, que tenha me arrependido. Ao contrário, encontrei na docência jurídica algo que me instiga, uma atividade que me impele à inovação, a melhorar sempre.

                Por óbvio que sempre há novos desafios, geralmente acompanhados por novas turmas, por alunos novos, por alterações legislativos, por estudos que se fazem necessários, por tantas variáveis que nunca deixam que se torne (e nem poderia) uma atividade de mera repetição. Igualmente evidente que não dá para agradar sempre e eu jamais tive essa pretensão, ainda que eu procure ser agradável, o que são coisas diferentes.

                De tudo, vejo uma profissão belíssima, mas de extrema importância e responsabilidade. Aquele que ensina não o faz somente no que tange a conteúdos, mas também ao que acompanha esses conteúdos, em valores como ética, por exemplo. Confesso que, assim como qualquer trabalho, às vezes fico cansada, às vezes não tenho a paciência que precisaria ter e, não raramente me policio e me cobro nesse sentido.  O que realmente me tira do sério, entretanto, não é a atividade docente em si, não é o cansaço, não são as provas a corrigir, nada disso...

                O que de fato me exaure é a choradeira. Refiro-me ao chororô que acontece após o resultado das provas, com a publicação das notas. Acho engraçado que alunos que praticamente mais faltaram do que apareceram, mais conversaram ou ficaram ocupados mandando mensagens via celular durante as aulas, são os que aparecem com as histórias mais trágicas e tristes sobre as inúmeras razões pelas quais não podem, não devem e/ou não querem ficar reprovados.

                Há casos em que eu até gostaria de ajudar, casos nos quais eu percebo que houve algo imprevisto, algo sério e, nessas situações, analisando a performance do aluno durante todo o semestre ou todo o ano, sou obrigada a admitir que faço o possível para ajudar, para tentar, de alguma forma, nos limites do legal e do permitido, amenizar o que puder. Acredito em dar chances, acredito em recuperação, acredito nas pessoas, ainda.

                Por outro lado, há casos que me tiram do sério, que me deixam a um milímetro de perguntar se me acham com cara de ingênua ou coisa pior, como quando alunos me procuram para dizer que, “por minha causa” não irão conseguir aquele emprego, aquela promoção, aquelas merecidas férias... Acho isso, além de desrespeitoso, no mínimo curioso. A pessoa não assiste aula, não estuda, não tira nota e a culpa é minha??? Realmente, a cada dia, as pessoas assumem menos os próprios erros, as próprias responsabilidades...

                Minha culpa seria se eu não tivesse dado a aula, se não tivesse me disposto a ajudar quem não estivesse me entendendo, se eu não indicasse onde e como estudar, se eu não cumprisse meu papel de professora.  Agora, depois do próprio fracasso, atribuí-lo a terceiros, seja a mim ou a outrem, isso já é algo que não admito, que não apoio e que não me comove. Assim, sinto muito e doa a quem doer, mas o processo de aprendizagem é uma via de mão dupla e precisa ser levado a sério, não só pelos governantes, pelos professores, mas também pelos alunos. A cada qual, o pedaço, os louros e as dores...

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo.



publicado por Luso-brasileiro às 18:10
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JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - O POVO PRECISA SE REBELAR CONTRA A CORRUPÇÃO NO PAÍS, CONSOLIDANDO A VERDADEIRA CIDADANIA.

 

 

                                                          

 

 

 

 

Há quase cinco anos atrás, publicamos um artigo retratando o quadro do nosso país naquela atualidade. Decorrido esse período, a coisa só não continua idêntica, porque aumentaram os desmandos e o desrespeito para com a coisa pública. Tais situações, mais do que nunca, suscitam uma efetiva participação popular na condução dos destinos da Nação. Não só votando, mas também fiscalizando e cobrando posturas coerentes de nossos representantes. Diante da intolerável corrupção que nos assola e com as poucas mas necessárias reações contra ela, a transcrição do mesmo,  atendendo pedidos, mostra-se oportuna e compatível com a realidade.

 

“Diz o ditado popular que ‘quando uma estrutura está rachada, todo o prédio pode ruir’. Parece que este preceito retrata com fidelidade a atual situação de nosso país: a corrupção corre solta, atingindo elevados níveis e minando quase todos os segmentos sociais. E o que é pior: os que têm a força e o poder nas mãos, acabam se acomodando em seus interesses pessoais e impedem quaisquer avanços em favor de uma sociedade mais igualitária e participativa.

As pessoas estão descompromissadas com os valores cristãos, humanos e familiares, sem os quais não se operam as necessárias transformações sociais. A política, que deveria se revelar numa realidade extremamente dinâmica, estacionou-se quase que em barganhas, nos conchavos entre compadres, nos favorecimentos espúrios, na troca de dívidas amorais e em outros aspectos, caracterizados pela baixeza e total falta de ética. Os reclamos coletivos só são atendidos se renderem dividendos políticos, o que frustra necessárias ações de longo prazo, todas de infra-estrutura capazes de alterar a estagnação nos campos da saúde e educação.

Para o Direito, a vida do ser humano deve estar acima de tudo. Mas inúmeras situações demonstram que o egoísmo prevalece e a insensibilidade faz parte do cotidiano de muitas pessoas, relegando a humanização da convivência a um segundo plano. A violência parece um problema insolúvel, já que não se ataca o mal pela raiz e a impunidade reina triunfante nas brechas jurídicas e na força do Poder Econômico.

Por isso, precisamos acompanhar de perto os trabalhos de nossos parlamentares e governantes, pressionando-os mediante manifestações e apoiando-os em seus avanços. A participação possibilita atentarmos aos achegos do jogo político, evitando abusos e fiscalizando o que é feito com as coisas públicas. Mais do que nunca, temos que batalhar por uma sociedade justa e fraterna, ainda que tal tarefa seja constantemente dificultada por inúmeras circunstâncias. No entanto, é preferível pecar pela ação, que pela omissão.

Além do mais, temos que ter consciência do exercício da cidadania, que consiste na prerrogativa que se concede a brasileiros, mediante preenchimento de certos requisitos legais, de poderem exercer direitos políticos e cumprirem deveres cívicos. “Cidadania, palavra que se deriva de cidade, não indica somente a qualidade daquele  que habita a cidade, mas, mostrando a efetividade dessa residência, o direito político que lhe é conferido, para que possa participar da vida política do país em que reside. É expressão, assim, que identifica a qualidade da pessoa que, estando na posse de plena capacidade civil, também se encontra investida no uso e gozo de seus direitos políticos, que indicam, pois, o gozo dessa cidadania.” (De Plácido e Silva, “Vocabulário Jurídico”, Ed. Forense, 1991)

A tríplice geração dos direitos humanos, graças fundamentalmente à histórica participação da sociedade organizada no processo constituinte, está fortalecida na  Constituição, sendo que os conceitos de dignidade, da pessoa e da autodeterminação dos grupos sociais,  substituíram a anterior concepção de Estado forte, centralizado e repressivo, inspirado na visão militar, fundamentada na Doutrina de Segurança Nacional. No entanto, a busca da plena cidadania requer comportamentos pessoais radicalmente opostos aos de uma cultura submissa, que infelizmente nos acompanha em toda a nossa história.

E nessa trilha, temos que privilegiar as associações que aumentam a capacidade de pressão e reduzem, ao mesmo tempo, os riscos inerentes à luta pelos direitos. “Cidadão é o homem da cidade, e a cidade é a rua, a praça, e isso envolve a comunicação com aqueles que não fazem parte do círculo restrito da família e da vizinhança. Quem fica só dentro de casa, pensa só na família, no seu trabalho, no seu patrimônio, no grupinho de amigos, não exercita a sua cidadania. Em termos religiosos, não exercita plenamente a caridade. Porque o próximo, como Jesus Cristo deixou bem claro, não é apenas aquele que a gente vê” (Plínio de Arruda Sampaio - revista “Família Cristã” – 10/92- p. 42)”.

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor, professor universitário, mestre em Direito Processual Civil pela PUCCamp e membro das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas.

 



publicado por Luso-brasileiro às 18:04
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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - MATSUNAGA E ELIZE

 

                                                      

 

 

 

 

 

O assassinato e o esquartejamento, em maio, de Marcos Kitano Matsunaga, executivo da Yoki, por sua atual mulher Elize Araújo, com quem tinha uma filha de um ano,  chocou o país.  Ele, um homem de posses, que se separou da esposa e da filha pequena para morar e, posteriormente, oficializar seu relacionamento com Elize. Conheceu-a em 2004, em um site na internet de comércio de sexo   Nascida na cidade de Chopinzinho, interior do Paraná, foi criada pela mãe, que trabalhava como empregada doméstica. Aos 18 anos, em Curitiba, a moça fez um curso técnico de enfermagem. Trabalhou em um centro cirúrgico, mas logo se mudou para São Paulo, onde ingressou no submundo da prostituição. Garotas de programa, com certo preparo, que se oferecem a executivos, normalmente são motivadas pelo consumismo que impera em nossa sociedade e exige quantias cada vez mais altas. Em nome do dinheiro muitas pessoas se vendem de inúmeras formas. A corrupção também é uma delas.

Por certo enfastiado de Elize, Matsumaga, cujo patrimônio comprava corpos em anúncios e anúncios de corpos, relacionava-se, atualmente, com outra garota de programa. Comprovada a traição, Elize, com comportamento de psicopata, o destruiu fisicamente. Entendo que, para ela, corpos são desprezíveis.

Recordo-me de Cérbero (demônio do poço) da mitologia grega. Era um monstruoso cão de múltiplas cabeças e cobras cuspidoras de fogo, ao redor do pescoço,  que guardava a entrada do Hades, reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem. Quando alguém chegava, Cérbero fazia festa, era uma criatura adorável. Mas quando a pessoa queria ir embora, ele a impedia, tornando-se um cão feroz e temido. As enormes bocarras eram guarnecidas de dentes afiados e cruéis.

Constato que no poço do interior de cada um existe um “Cérbero” que se agiganta ou enfraquece de acordo com o alimento que recebe. Cada situação pode gerar, fazer nascer ou crescer um monstro, desde que o sustente com ira, ódio, medo, mentiras, soberba, poder, ambição desmedida... Embora considere que Elize possui algum tipo de psicopatia, suponho que o comportamento que carece de valores dignos e de limites permite que o Cérbero ganhe força e domine o ser humano. Tornou-se refém de si mesma, com poucas chances de retornar de Hades, ainda que seu tempo de cárcere, no plano de Deus, possa se tornar tempo de redenção.

Quanto a Matsunaga, transformou-se em presa fácil e frágil da falta de domínio sobre seus instintos, que pediam novas carnes e o distanciavam da renúncia pela fidelidade a um amor pleno.

Lamento por ele. Lamento por Elize que buscou independência em um site de prostituição e se prendeu às grades do cárcere de seu eu. Lamento pela família dos dois. Lamento pela história que as filhas dele terão acesso, história de tragédia pela ausência de um ideal maior.

 

 

 

Maria Cristina Castilho de Andrade

Coordenadora da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala, Jundiaí

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 18:01
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RENATA IACOVINO - DOS SALÕES À PERIFERIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O termo “sarau”, ao contrário do que pensam ou supõem alguns, não foi deturpado na atualidade, tampouco sua prática, que ganha novas dimensões sem perder a essência.

A definição de sarau diz respeito à “reunião festiva, geralmente noturna, para ouvir música, conversar, dançar; reunião noturna, de finalidade literária; concerto musical noturno”.

Porém, o conceito ampliou-se, na prática, principalmente em grandes capitais, onde a vanguarda aponta para novos caminhos que, via de regra, são seguidos pelos menores centros.

São Paulo é um desses locais. Vem mostrando à sociedade, por meio de seus mais de cem saraus realizados em diferentes regiões da cidade, que a manifestação acontece não só nos finais de tarde e à noitinha como guarda a origem da palavra, e ainda, que o formato expandiu-se. Como bem menciona a professora e crítica, Heloisa Buarque de Hollanda, trata-se de um renascimento "dos velhos saraus de salão do século 19" transfigurados, um "rito de passagem entre o privado e o público".

Muitos saraus acontecem na periferia e dão vazão a talentos que não conseguem expressão em outro local, unindo pessoas com o mesmo interesse e igual necessidade, expondo suas artes, manifestando-se e tendo acesso a informações sobre literatura, música, cinema e trocas que levam a um grau de conhecimento menos tosco do que esse que vivenciamos num cotidiano inundado de superficialidades. Escolas e bares também têm praticado essa modalidade.

Criar tal oportunidade é mais salutar do que fomentar uma discussão teórica inócua sobre alguma morfologia...

Há quatro anos venho realizando com mais duas amigas escritoras o projeto “O que será o Sarau?”, nascido da intimidade, de um ambiente privado, porém, colocado à mostra, publicamente, posteriormente, levando música, literatura, artes visuais, bate-papo e demais discussões temáticas, em vários locais. Este formato é novo em sua aparência, mas conserva a essência dos objetivos de um sarau.

Curiosamente, ao longo desse projeto, frequentei alguns saraus, em São Paulo, dentre os quais os realizados na Casa da Rosas, e constatei que seguem a linha do que nós três idealizamos.

Para os que intermediam expressões artísticas junto à comunidade, é importante saber conservar, mas sem perder de vista as transformações demandadas pelo tempo.

 

 

Renata Iacovino, escritora, poetisa e cantora / reiacovino.blog.uol.com.br /
reval.nafoto.net / reiacovino@uol.com.br

 



publicado por Luso-brasileiro às 17:54
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LAURENTINO SABROSA - O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO E ALGUMAS DIVAGAÇÕES A PROPÓSITO - V

 

 

 

 

 

 

 

Espero que o leitor se lembre do que escrevi nos artigos anteriores, nomeadamente das minhas últimas palavras do último artigo: no seu livro A QUESTÃO ORTOGRÁFICA, Edite Estrela censura os escritores que põem nas palavras sentimentos pessoais. É muito verdade que a ligação afectiva e simbólica que cada um possa ter e dar às palavras não pode servir de base à formação de uma língua–padrão, mas daí a classificar de “mania” os sentimentos de cada um, vai uma grande distância. Até para com as palavras pode haver sentimentos de amor que não devem ser ridicularizados. Creio que já vem de Aristóteles o pensamento de que as palavras e sons emitidos pela voz são símbolo dos estados de alma. Por outro lado, as próprias palavras, como se pronunciam e como se escrevem, parecem imprimir dignidade ou pouca dignidade ao seu significado. O leitor não lhe parece que a palavra mimosa exprime bem o que significa? e que a palavra corriqueira é mesmo, ela própria, corriqueira? e que a palavra canalha tem bem em si o estigma do que representa? Depois de termos apreendido a estrutura de uma língua, associamos som-grafia-significado numa interligação tão perfeita que até parece que cada palavra tem uma aura que faz sentir ou adivinhar aquilo que significa. É por isso que mexer numa língua é assunto muito complicado, pois a linguagem falada e escrita fazem parte da alma nacional de cada povo. Não admira e não é nada de censurar que Teixeira de Pascoais, um grande espírito da cultura portuguesa, muito amasse o y das palavras abysmo e lyrio, que agora e muito a seu contra gosto se escrevem abismo e lírio. Mostrou com isso que tinha sentimentos de poeta que a citada autora E. Estrela não está apta a compreender, mas, mesmo assim, eu quero ser correcto nas minhas acções e afectuoso nas minhas amizades. Porque se me disserem que sou simplesmente correto nas ações e afetuoso nas amizades, eu fico profundamente inferiorizado nos meus sentimentos, por pensar que, afinal, não sou nada correcto nem afectuoso. Aquele c que falta, para mim tem tanta importância como tinha o y para Teixeira de Pascoais!

Tenho falado aos meus leitores do Prof. Vasco Botelho de Amaral, insigne paladino da língua portuguesa. Foi fundador da SOCIEDADE DA LINGUA PORTUGUESA e de um CENTRO INTERNACIONAL DE LINGUAS. Teve uma vasta actividade docente tanto em Portugal como em Inglaterra, sendo, assim, também, um profundo conhecedor do inglês. Soube, como poucos, conjugar a rigidez e correcção gramatical, com a fluidez e poesia do estilo, com a beleza e filosofia da linguagem.

O seu livro MISTÉRIOS E MARAVILHAS DA LÍNGUA PORTUGUESA é um grande repositório de ensinamentos a esse respeito. Ele mostra-nos os sentimentos poéticos, às vezes religiosos, outras vezes profundamente filosóficos, embora de pouca ou nenhuma intelectualidade, que presidiram à formação de muitas palavras e expressões populares. Este autor chama por vezes em seu auxílio o latim e o grego, e não se limita a enaltecer a língua portuguesa, enaltece por vezes outras línguas, principalmente o francês e o inglês, fazendo estudo comparado, a mostrar que também os outros têm uma bela língua, com ortografia e ortoépia formadas com espiritualidade, filosofia e poesia, não porque assim calhou ou se convencionou.

Para mostrar um pouco do que acabo de dizer, permito-me transcrever a parte final do primeiro capítulo da citada obra, intitulado AS VISÕES DO ESPÍRITO NA ALMA DAS PALAVRAS:

Em toda a prefiguração da vida moral, vamos encontrar semelhanças com o mundo físico. Que é um bico? É uma extremidade em ponta, especialmente da boca das aves. As coisas com bico são agudas, pontiagudas. Ah, sim?! Pois, então, transponhamos o mundo físico e alarguemos o poder verbal. E aí temos os negócios bicudos, os tempos bicudos, os assuntos bicudos.

O curso dos acontecimentos da vida, o acaso, o esperado ou o receado, o esperado ou inesperado, tudo, enfim, que compõe o tecido da nossa existência, precisa de representar-se materialmente no nosso espírito. E por isso dizemos que determinado sucesso está por um fio. Esse fio onde existe? Na nossa imaginação.

As palavras, ainda que nomeando coisas externas ao homem, trazem no cerne do seu significado muito da visão humana do mundo, muito do actuar à maneira humana.

O segundo capítulo intitula-se A LUZ DA IMAGINAÇÃO NAS PALAVRAS. Muito teria eu a dizer ao leitor sobre estes assuntos, mas é-me impossível, não só porque não devo plagiar ninguém como também é impraticável expor, mesmo em resumo, o conteúdo da obra citada, que tem quase 700 páginas.

Nós continuaremos, agora mais objectivamente, analisando no essencial as disposições do ACORDO.

 

 

 

LAURENTINO SABROSA    -    Senhora da Hora, Portugal.

laurindo.barbosa@gmail.com

 



publicado por Luso-brasileiro às 17:46
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PAULO ROBERTO LABEGALINI - RENOVAR-SE PARA VOAR ALTO

                                                      

 

 

O trabalho de evangelização da Igreja Católica não pára e continua trazendo muita gente para perto de Deus por meio de lindas celebrações da Eucaristia, músicas maravilhosas, shows e meios de comunicação diversos, mas , insisto, poucos abrem os corações a Deus. O que fazer então?

Bem, em primeiro lugar, não podemos desanimar. Se Jesus Cristo nos passou a missão de pregar o Evangelho, temos que nos preparar para altos vôos, levando a Palavra aos mais pecadores. E para atingir um maior número de pessoas, não devemos descuidar da oração. Quanto mais oração, maior será o Reino de Deus na Terra. A oração nos renova na fé, na esperança e nos impulsiona para o serviço cristão.

Agora, você leitor que deseja continuar recebendo graças do Céu e também chegar lá um dia, responda com sinceridade:

Dou prioridade à oração todos os dias? Sou exemplo de vida na minha família? Partilho com os pobres parte do que Deus me deu? Contribuo com o dízimo e algumas outras obras da minha comunidade? Rezo pelo Papa, pelos bispos, sacerdotes, seminaristas, missões religiosas e novas vocações? Faço penitências pela paz no mundo e conversão dos pecadores?

Espero que tenha se saído bem porque, refletindo nas palavras que eu disse, percebi que tenho coisas para melhorar. Só de reconhecer isso, já dou graças a Deus pela renovação que Ele procederá em mim, permitindo que eu viva os próximos anos como ‘água viva’.

E qual justificativa usaria o pecador que não quer melhorar suas atitudes indignas de cristão? Será que se julgaria com capacidade suficiente para caminhar sozinho, carregando sua cruz individualmente? Preste atenção nesta história:

‘Após a morte, um homem estava tentando achar o caminho do Céu, quando encontrou São José. E o santo lhe mostrou uma enorme cruz, dizendo que teria que carregá-la até a entrada do Paraíso. Pois bem, São José foi à frente e o homem com a cruz atrás. No caminho, o serrote de São José caiu e, aproveitando da situação, o pretendente ao Céu cortou um pedaço da cruz, tornando-a mais leve. Mais adiante, novamente a cruz pesou e o homem usou o serrote para diminuir o seu tamanho. E estando bem próximo de se salvar, ele avistou uma vala profunda, onde precisaria da cruz inteira para fazer de ponte e poder passar.’

Bem, o homem ficou fora do Céu. E nós?

Peçamos a Deus que esta reflexão sirva para aprendermos que, quando as condições não forem favoráveis, carreguemos pacientemente a cruz por algum tempo até começarmos o processo de renovação. E quando o peso dos pecados for aliviado, alegremente iniciaremos o processo de ajudar o próximo também.

Diga comigo: amém!

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI -    Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.



publicado por Luso-brasileiro às 17:41
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FAUSTINO VICENTE - A NATUREZA NÃO RECLAMA, VINGA-SE

 

 

                                                      

 

 

 

A palavra grega ISO, que significa igualdade, é a sigla da International Organization for Standardization, ou seja,  Organização Internacional para Normalização, fundada em 1947, e localizada em Genebra, na Suíça. Trata-se de uma entidade não-governamental que edita uma série de normas técnicas, reconhecidas internacionalmente, que visam padronizar e melhorar a qualidade de produtos e serviços de empresas do mundo todo. Milhares de empresas, de mais de uma centena de países, têm investido na busca de um Certificado de Qualidade ISO.Ela pode ser entendida como: – escreva o que e como você faz, e faça como você escreveu.

 

Do elenco de normas existentes daremos destaque, nesta oportunidade, para a ISO14.001 – Sistema de Gerenciamento Ambiental –, que objetiva prevenir, eliminar ou minimizar os efeitos nocivos ao meio ambiente causados por empresas privadas e públicas. Os passos para a implementação desta norma estão assim definidos: 1.) Comprometimento e definição da política de meio ambiente – 2.) Planejamento do sistema de gestão ambiental (SGA) – 3.) Implementação do SGA – 4.) Medições e avaliações e, 5.) Revisão e melhorias contínuas. Conscientizar, envolver e comprometer – do presidente ao servente – é de fundamental importância para que o SGA atinja as metas pré-estabelecidas. Acompanhar rigorosamente, e validar, cada uma das etapas do processo operacional da fabricação de produtos, e da prestação de serviços, é procedimento obrigatório para garantir o equilíbrio do meio ambiente e a  melhoria continuada da qualidade de vida.

 

Para que o SGA seja bem-sucedido é recomendável fazer um diagnóstico através do diagrama dos 7Ms: 1)mercado,2)mão-de-obra,3)matéria-prima,4)máquinas,5)método,6)medição e 7)meio ambiente. Essa análise crítica nos levará a reduzir as possibilidades  de poluição, reutilizar parte do que já foi usado, reciclar todo tipo de sucata e reinventar novos processos operacionais para a fabricação de produtos e prestação de  serviços. A agressão ao meio ambiente é, também, um desrespeito à massa consumidora, que está tendo a sua percepção despertada para recusar produtos e serviços de empresas ecologicamente incorretas.

 

Os gravíssimos problemas que estão ocorrendo com o aquecimento global não devem ser atribuídos apenas á uma parcela da classe empresarial, pois os governantes, também, têm a sua parte de responsabilidade na degradação do meio ambiente. Políticas públicas ineficientes, fiscalização insuficiente, investimentos em saneamento básico aquém das necessidades, excesso de burocracia e corrupção, são  fatores da mesma equação – ações públicas ineficazes.

 

Além da iniciativa privada e dos órgãos públicos cabe, a cada um dos seis bilhões e seiscentos milhões de habitantes do planeta azul, a sua cota de responsabilidade pela preservação do meio ambiente. Combate de desperdício de toda espécie, redução do volume de lixo, coleta seletiva, jogar o lixo no lixo, incentivos á cooperativas de coleta e implementação da CIPRAM – Comissão Interna de Preservação Ambiental são medidas indispensáveis á qualidade de vida.

 

A educação pode contribuir para que tenhamos maior consciência sobre a chamada - Pegada Ecológica, que significa o “quanto da terra produtiva, área florestal, energia, habitação, água, mar, urbanização e capacidade de absorção dos dejetos cada pessoa necessita, para viver de forma minimamente digna. A esse conjunto de fatores, Martin Rees e Mathis Wackermagel, deram o nome de pegada ecológica, cujo estudo indica 2,8 hectares para cada pessoa”.

 

Numa simples reflexão sobre alguns textos da Bíblia (Gênesis 1, 24-31 + 2,1-19 e Deuteronômio 8,7-10), podemos encontrar referências  sobre a preservação do meio ambiente, desenvolvimento sustentável do ser humano e a destinação social dos recursos naturais da terra. Esse Livro Sagrado prevê, até, punição para os que destroem a Terra (Apocalipse 11:18).

 

 

 

 Faustino Vicente  - Advogado, Professor e Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos – e-mail: faustino.vicente@uol.com.br – Jundiai (Terra da Uva)  São Paulo - Brasil

 



publicado por Luso-brasileiro às 17:32
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WALTER PINCUS - FINALMENTE, ALGUÉM NO GOVERNO QUESTIONA SOBRE O IMPOSTO PARA FINANCIAR A PRÓXIMA GUERRA - Tradução de FRANCISCO VIANNA

 

 

 

 

 

 

 

(Publicado em 20 de junho de 2012 no jornal americano ‘The Washington Post’)

 

 

Há pelo menos onze anos, desde que os EUA entraram em Guerra contra o Terror, só agora surgiram uns poucos minutes de debate público a respeito de um imposto a ser pago para financiar a guerra. Mas tal imposto será cobrado apenas para a próxima guerra.

Senadores discutem sobreimposto para financiar as guerras na Subcomissão de Apropriação do Senado

 

 

“Qual seria o impacto sobre a economia americana, se o país fosse novamente à guerra sem se comprometer em arrecadar um imposto específico para financiá-la – algo que, pela primeira vez na história do país, não foi feito no caso do Iraque ou no caso do Afeganistão”? Foi a pergunta que o senador Democrata de Vermont, Patrick J. Leahy, fez ao Secretário de Defesa Leon E, Panetta, ouvido no inquérito da Subcomissão do Senado de Apropriação de Defesa em 13 deste mês de junho.  

 

Esta é uma pergunta que deveria ser feita ao Pentágono e à Casa Branca, antes que o Presidente da República enviasse forças armadas dos EUA para operações militares no exterior ou aos membros do Congresso para que propusessem uma legislação que autorizasse tais ações militares e que providenciasse a arrecadação fiscal específica para pagar por elas. “Nós, basicamente, levamos adiante esta guerra (Iraque) na base do cartão de crédito”, disse Leahy a Panetta, que tinha sido convocado para discutir o projeto de lei sobre “Apropriação Fiscal de Defesa para 2013”. “Agora, vemos pessoas que exigem mais ação militar em outras partes do mundo e, ao mesmo tempo, não querem saber de forma nenhuma sobre como pagar por isso”. Querem tomar chocolate? Então paguem o que devem! – como diz uma conhecida canção latina.  

Nenhum detalhe foi mencionado, mas Leahy obviamente pensava nos preparativos de guerra e como prover a logística e as armas à oposição síria ao ditador Bashar al-Assad proposta pelos senadores: do Arizona, John McCain (Rep.), da Carolina do Sul, Lindsey O. Graham (Rep.), e de Connecticut, Joseph I. Lieberman (Indep.), bem como pelo provável candidato Republicano à Presidência, Mitt Romney e seus assessores. E quem está pronto para pagar o que for necessário caso os Estados Unidos da América tenham que recorrer à ação militar para impedir que o Irã, por exemplo, consiga seu arsenal nuclear? Os esforços na Líbia já custaram mais de um bilhão de dólares.

Leahy podia ter pensado numa autorização do Capitólio ao Presidente Obama para enviar 100 Forças Especiais à África Central em outubro próximo. Elas estarão dando apoio às unidades ugandenses, congolesas e centro-africanas na caça a ao facínora Joseph Kony e seu Exército da Resistência de Deus. Isso tudo sem mencionar possíveis missões que possam vir a ser necessárias na América do Sul, cada vez mais sob o domínio de governos marxistas e progressivamente antiamericanistas.

Panetta respondeu da forma esperada de um ex-diretor da Comissão de Orçamento da Câmara dos Deputados, de um diretor do Escritório de Gerenciamento do Orçamento Federal e de ex-chefe do gabinete do Presidente Bill Clinton, em 1966, quando ajudou a negociar um compromisso de orçamento com os líderes Republicanos no Congresso. “Obviamente”, disse Panetta aos senadores, “se repetirmos o erro de não pagarmos pela guerra que decidirmos fazer, qualquer que seja ela, os resultados serão simplesmente os de se adicionar mais déficit e de aumentar a dívida pública deste país para o futuro. As futuras gerações que se virem para pagar a dívida, porque é certo que, mais cedo ou mais tarde, ela terá que ser paga e, por isso, é que as guerras têm que ter uma contrapartida de compensação econômica”. “Todos nós, no mundo livre – e não apenas os americanos –, temos que arcar com alguma parcela de responsabilidade no levantamento de recursos para pagar pelos custos dessa liberdade, caso necessitemos entrar em guerra”.

Como o Congresso poderia ter votado, em outubro de 2002, às vésperas das eleições legislativas, para dar ao Presidente George W. Bush a autorização para usar a força militar americana no Iraque, se tal resolução também contivesse uma provisão para arrecadar um imposto específico para a guerra?

Em outubro de 2007, um sobreimposto para a guerra no Iraque foi proposto por três deputados federais Democratas — David R. Obey (Wisconsin), então diretor da Comissão de Apropriações da Câmara, John P. Murtha (Pensilvânia), então diretor da subcomissão de Apropriação para a Defesa, e Jim McGovern (Massachussets), então vice-diretor da Comissão de Regulamentações. O sobre imposto seria cobrado na base de 2% da carga tributária dos americanos de baixa e media renda (entre 1.000 e 10.000 dólares/mês) e de 15 % sobre a carga dos americanos de maior renda (acima de 10.000 dólares/mês).

Tristemente, a liderança Democrática na Câmara dos Deputados (House) recusou dar apoio à medida, a qual poderia ter gerado mais de 150 bilhões de dólares/ano especificamente destinados a financiar a guerra no Oriente Médio, ou aproximadamente tudo que o então Presidente Bush buscava naquele ano. A então oradora da Câmara, Nancy Pelosi (Democrata da Califórnia) criticou Bush por “adicionar centenas de bilhões de dólares à dívida para ser paga pelas futuras gerações”, e acrescentou que “exatamente como eu me opus à guerra desde o seu início, me opus a sua convocação, agora me oponho a este sobreimposto para a guerra”.  

Em função da situação atual, por que o Presidente Obama não conecta sua demanda no sentido de restaurar o a medida tributária proposta no governo Clinton com a finalidade de arrecadar os 88,5 bilhões de dólares solicitados para o ano fiscal de 2013 para pagar o prosseguimento da guerra no Afeganistão e o contra terrorismo em todo o mundo? Tal conta para ‘Operações de Contingências Exteriores’ (OCE), a apropriação suplementar a ser criada para custear a guerra do Iraque, do Afeganistão e outra qualquer ação militar americana externa no mundo, é esperado que o Congresso continue tentando mantê-la, enquanto os EUA tiver tropas no exterior em luta contra os terroristas e em defesa dos legítimos interesses do mundo livre. Para propósitos de planejamento, o Escritório de Orçamento do Congresso avalia que a conta para as OCE chegue a 44 bilhões de dólares/ano até 2022.

E que tal se Obama, Romney, ou até mesmo os lobistas membros do Congresso criassem um ‘imposto especial de consumo’ sobre as chamadas telefônicas ou mesmo sobre o uso da Internet ou pusessem fim a algumas ‘brechas fiscais’ para arrecadarem os 44 bilhões de dólares/ano necessários para financiar as guerras? Os impostos têm sido usados pelos EUA para pagar as guerras desde 1812 – exceto para as do Iraque e do Afeganistão.

Presume-se que a resposta seja a de que ninguém tem a serenidade para decidir isso, pelo menos num ano eleitoral.

As palavras de Panetta devem ser gravadas em mármore e expostas no Senado e na Câmara dos Deputados, e penduradas numa placa no Salão Oval da Casa Branca: “Francamente, todos nós – e não apenas os americanos – temos, no mundo livre, alguma parcela de responsabilidade no pagamento dos custos das guerras que travamos para proteger os interesses desse mesmo mundo livre”.

 

 

WALTER PINCUS   -    Jornalista Americano. Professor na Universidade de Stanford - USA 

 ("The Washington Post" - 20 de Junho de 2012)

 

Tradução de FRANCISCO VIANNA, Médico, comentador político e jornalista  - Jacarei, Brasil

                                                          



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Sábado, 23 de Junho de 2012
HUMBERTO PINHO DA SILVA - A MANIA DA DOUTORICE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Visitava a nossa casa, garotinha, filha de industrial, a fim de receber lições de desenho, que meu pai, que cursara Belas-Artes, administrava graciosamente.

A moça, bem nutrida de carnes, não era bonita nem feia, possuía, porém, dois belos olhos, cor de cinza, que refulgiam e fascinavam, de modo a muitos declararem-na formosa.

 Estando meu pai, certa tarde, a falar com a mamã da menina, endireitou-se a conversa para lhe ensinar “ corte”, já que trabalhara, como modista, na juventude.

Arregaçou a mulher as finíssimas sobranceiras; esbugalhou os olhos de espanto, e replicou abespinhada: - Sr. Pinho: não quero que minha filha trabalhe… mas que seja doutora! …

Doutora, para ela, era sinónimo de vida folgada; viver do trabalho dos outros.

Trago este episódio a propósito da crónica de João Adelino, pivô e jornalista da RTP, publicada in: “ Dinheiro Vivo”, suplemento do “JN” de 14/04/12.

Conta o cronista: “ Faltava poucos minutos para iniciar mais um debate eleitoral televisivo. Um assessor fez-me saber que um dos convidados ameaçava não entrar no estúdio, porque não o tratei com respeito. E perante o meu espanto, esclareceu que eu era o único jornalista que não tratava o político por “ Senhor doutor”.

Como se sabe, em Portugal, ser “doutor” é imprescindível para quem deseje ser bem aceite. É praticamente título de nobreza, que abre portas à sociedade considerada elegante.

E prossegue o jornalista da RTP: “ Não há convidado na televisão, que não seja apelidado, invariavelmente, de “ doutor” ou “ engenheiro”.

Recorro, agora, à memória, para narrar cena ocorrida com meu pai ao sair da missa dos “ Congregados”:

Louvava-lhe conhecido advogado portuense as crónicas que publicava às sextas-feiras, taxando-as de excelentes; sua mulher, até perguntara-lhe que curso superior tinha o Pinho da Silva.

Como meu pai lhe dissera que não frequentara os bancos universitários, este respondeu: - “Continue…continue…porque para quem não é formado, tem muita habilidade! …”

Regressemos de novo à crónica de João Adelino: “ É muito difícil explicar a um britânico, a um alemão, um espanhol ou qualquer estrangeiro, porque chamamos “doutor” e “engenheiro” a todos nossos políticos. Afinal fora das nossas fronteiras, respeito é chamar alguém simplesmente…Senhor.”

Por isso o Ministro da Economia de Portugal., notável professor universitário, no Canadá, ao desembarcar em Lisboa, disse aos jornalistas, que podiam tratá-lo apenas por “ Álvaro”. Declaração que muitos nunca mais lhe perdoaram.

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 10:48
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CECILIA MEIRELES - A CANÇÃO DOS TAMANQUINHOS

 

 

 

                                                   

 

 

 

 

 

 

 

Troc…  troc…  troc…  troc…

ligeirinhos, ligeirinhos,

troc…  troc…  troc…  troc…

vão cantando os tamanquinhos…

 

 

 

 

Madrugada.   Troc…  troc… 

pelas portas dos vizinhos

vão batendo, Troc…  troc… 

vão cantando os tamanquinhos…

 

 

 

 

Chove.  Troc…  troc…  troc… 

no silêncio dos caminhos

alagados, troc… troc…

vão cantando os tamanquinhos…

 

 

 

 

E até mesmo, troc…  troc…

os que têm sedas e arminhos,

sonham, troc…  troc…  troc…

com seu par de tamanquinhos…

 

 

 

 

 

Cecília Meireles

 

 

 

 

 

    AGÊNCIA DE NOTÍCIAS REDE  CARIDADE

                                              AO SERVIÇO DA FAMÍLIA VICENTINA

 

                                                        

                                                          VISITE E COLABORE

 

                      

 

 

                                                                             http://www.rededecaridade.com/index1.php

 

 

 

 

 

                
 

 

                                   ACABA DE SAIR O NÚMERO 41 ,RELATIVO A JUNHO DE 2012

 

Sede e redacção: Case Postale,14 . 1246 Corsier, Genéve  -  Suiça

                        

CINEMA GRATUITO NA CIDADE DE JUNDIAÍ

O cinema
está de volta ao centro da cidade!
A Prefeitura de Jundiaí por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com apoio do Cineclube Consciência, promove o projeto Cineclube na Cidade, proporcionado mais uma opção de cultura à cidade, com sessões de cinema gratuitas às quartas-feiras de agosto a novembro na Sala Glória Rocha, á partir de 25/08.
O projeto Cineclube na Cidade
cria um espaço alternativo de cinema com debates e convidados, oferecendo
reflexão e difusão cultural.



Local: Sala Glória
Rocha (Rua Barão de Jundiaí, 1093, Centro) (11) 4521-0971


Realização:
Prefeitura Municipal de Jundiaí- Secretaria Municipal de Cultura e Cineclube Consciência

Apoio cultural:
Centro Cineclubista de São Paulo

Produção: Vânia
Feitosa- Cine a Vapor Produções



Contato com a
produção

Vânia Feitosa
cineclubenacidade@yahoo.com.br
(11) 9700-3120 ou (11)
8029-3780
             

 

 

 

Museu do Trabalho Michel Giacometti

Largo Defensores da República

2900-470 Setúbal - Portugal

 



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