PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2013
CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - AREIA MOVEDIÇA E SAUDADE

 

 

 

 

 

 

 

No final de 2012, a  Escola Estadual “Parque  Residencial Almerinda Chaves”,  localizada no referido bairro em Jundiaí - SP, em evento da Casa da Fonte – CSJ - no Centro das Artes, expôs trabalhos dos alunos relacionados às brincadeiras e personagens da infância.  Havia, ainda, uma parte em que a pessoa poderia escrever sobre sua saudade e depositá-la em uma urna.  Uma forma, dentre outras, na montagem, de interagir no espaço, ao qual se tinha acesso através das casas do tabuleiro, riscado no chão, conhecido como amarelinha.

A maioria destacou, na recordação maior, a de familiares e amigos que partiram para além do horizonte e da inocência da infância.  Foram citados folguedos e brincadeiras como: balanço, boneca, subir em árvores, pega-pega, esconde-esconde, fogueiras e quadrilhas nos grandes quintais. Comentaram sobre: brincar na rua sem risco de violência, vizinhos com as cadeiras na calçada em noites claras, os desejos ingênuos realizados sem se preocupar com julgamentos, o amor que os pais cultivavam,  ser mais feliz,  quando os pais eram casados, o respeito que os alunos nutriam pelos professores, a família unida,  não ter responsabilidades, a pizza feita em casa, as brigas – que não passavam de cinco minutos – com os colegas. Alguém salientou, como saudade grande, a do chinelo perdido, quando menino, em areia movediça.

Ficou comigo essa colocação.  A areia movediça do tempo leva com ela inúmeras pessoas, acontecimentos, vivências, lugares... Permanecem, porém, em um canto da memória e do coração: silhuetas, paisagens, aromas, sons, impressões táteis, olhares que falam, emoções, sonhos...  A areia movediça transporta gente que amamos e fatos que nos encantam para as pegadas que ficaram aquém, todavia não consegue enterrar, sem a nossa vontade, aquilo que marcou com ternura e sabedoria a história de cada um.

Veio-me a canção do Padre Zezinho: “Alô meu Deus,/senti saudades Tua/ e acabei voltando aqui./ Andei por mil caminhos/ e, como as andorinhas,/ eu vim fazer meu ninho/ em Tua casa e repousar./ Embora eu me afastasse/ e andasse desligado,/ meu coração cansado, /resolveu voltar. /Eu não me acostumei,/ nas terras onde andei. (...) Gastei a minha herança,/ comprando só matéria,/ restou-me a esperança/ de outra vez Te encontrar./ Voltei arrependido,/ meu coração ferido/ e volto convencido/ que este é o meu lugar”.

É possível reaver, a cada dia, o chinelo que a areia movediça do passado absorveu, quando a alma, não importa a idade, no amanhecer e no poente, se banha no azul do oceano.

 

 

 

Maria Cristina Castilho de Andrade

Coord. Diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala, Jundiaí, Brasil.



publicado por Luso-brasileiro às 18:29
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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - DELICIOSAMENTE VICIANTES

 

 

 

 

            Já confessei publicamente que sou uma mulher de alguns vícios. Confessei-os porque deles, na verdade, não tenho qualquer vergonha. E os vícios são mesmo assim, dominam o viciado, fazendo-o dependente e submisso. Pois bem, o primeiro dos meus vícios é o amor pelos que são caros.

 

            Não conheço amor que não seja incondicional e pleno. Notem que não me refiro ao que os outros possam sentir por mim, mas o que eu sinto pelo outro. Amar, já disse o poeta, é verbo intransitivo... Assim, o amor pela minha família é algo que me domina. Por cada um deles sou capaz de atravessar oceanos a nado e escalar montanhas infinitas. Nada é muito e o pouco é sempre nada quando se trata de amor. Amo assim pois somente assim o sei e ponto.

 

            Outro vício meu, esse não muito honroso, é por pipoca. Desde que me conheço por gente sou incapaz de resistir ao barulhinho do milho estourando, ao cheiro inebriante que toma conta do ambiente e ao croc croc dos pequenos e deliciosos flocos brancos. Quando criança, ao invés de pensar nas nuvens como algodão doce, eu as imaginava imensas pipocas flutuantes... Uma bacia de pipoca fartamente e tecnicamente (sim, há técnica para isso, heheh) temperada e um bom livro nas mãos é uma das minhas combinações prediletas. Talvez não seja o alimento mais saudável do mundo, mas vício é vício e, para compensar, uso e abuso de saladas e exercícios...

 

            O terceiro e severo vício que possuo, já conhecido pelos que acompanham meus textos, é pelos livros, pela leitura. Em outro momento, cheguei a escrever sobre minha desconfiança de que sou uma espécie de mutante, com partes de gene de traça. Gosto de tanto de livros que já nem sei quantos li desde que as letras se desnudaram para mim. Quando eu não podia comprar livros, eu os pedia emprestados de amigos ou os buscava nas bibliotecas da escola. Comprava em sebos, pedia de presente de aniversário e participava de concursos nos quais eles fossem os prêmios.

 

            Hoje posso adquiri-los e desde que os pude, não parei mais. Não sei passar um mês sem fazê-lo, mesmo que isso implique em abrir mão de outras coisas. É uma compulsão e talvez eu seja um tipo de acumuladora, mas enquanto eu os conseguir manter em ordem e arrumados, sei que não vou e não quero parar.

 

            Mas o vício verdadeiro não é comprar, mas é ler. Leio todo o tempo que posso, seja onde e como for. Acabo um e já me apego a outro. Carrego livros na bolsa, no carro, no celular... Jamais faço uma viagem sem que um livro esteja na bagagem, bem como não consigo pegar no sono sem atualizar-me em algumas páginas.

 

            O problema é quando começo um livro que depois descubro ser ruim ou cuja leitura se torne sem graça, pois não consigo abandoná-lo pelo meio. Obrigo-me a termina-lo, seja como for, até para ver se o bom não ficou para o final. Alguns, infelizmente, mostraram-me que ter parado antes teria sido melhor, mas em outros casos, valeu ter insistido, ter acreditado na ideia e no autor.

 

            Outra coisa que às vezes faço, quando a história está emocionante, é dar uma olhadela, assim, meio de soslaio, nas páginas próximas do final, só para ver se algum personagem ainda continuará por lá ou se vai morrer antes. Atualmente, por exemplo, estou nessa situação. A estória está nos seus momentos máximos, já no terceiro e último volume de uma série. Quase todo mundo já morreu, excetos uma meia dúzia de personagens e eu já estou suspeitando que no fim seremos só eu e o escritor. Assim, andei dando uma olhada para me garantir, pois não quero ficar sozinha naquele lugar apavorante onde tudo está se desenrolando...

 

            Sei que tudo isso pode parecer uma esquisitice aos olhos alheios, mas todo vício não é meio assim? Inexplicável, injustificável e esquisito?  Ao menos os meus não fazem mal a ninguém...

 

 

 


 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo.

 



publicado por Luso-brasileiro às 18:12
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JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - LUTHER KING

           

 

 

 

 

 

 

 A Verdadeira paz somente não é a falta de tensão,

   é a presença de justiça."(Martin Luther King)

                  

                            

 

Certa feita, G.Bachelar, com raro brilhantismo, expressou-se: “Conquistamos a liberdade à medida que destruímos os preconceitos”. Em homenagem a Martin Luther King, cujo aniversário comemoramos no dia 15 de janeiro, feriado nos EUA, invocamos alguns aspectos de  sua desenfreada luta pela conscientização da humanidade sobre o respeito ao princípio de que todos são iguais perante a lei, vedadas as discriminações e os privilégios.

 

 

 

 

Quarenta e quatro anos depois de seu assassinato em Memphis, nos EUA, milhares de americanos – especialmente da comunidade negra – aproveitam a data de l5 de janeiro, quando se comemora o nascimento de Martin Luther King Jr., para reivindicarem direitos iguais para todos os seres humanos. Ainda hoje, não conseguimos consolidar o seu ideal, porém sua vida e o seu trabalho são sinônimos de coragem, enfrentamento, dedicação, altruísmo e desprendimento na busca de um mundo onde os seres se compreendam, respeitem-se e procurem viver dentro dos parâmetros eminentemente traçados por uma legislação embasada na democracia e nos princípios basilares da Justiça.

 

 

 

A grandiosa obra que nos legou em prol da proteção dos direitos humanos atingiu uma escala que transcendeu os limites de sua nação e como um dos grandes líderes do século passado, recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1964, num justo reconhecimento por sua luta a favor da igualdade e da liberdade. Quando foi assassinado em 04 de abril de1968 por um fanático branco na sua terra natal, no momento em que comandava uma monumental marcha de protesto, pessoas de todos os credos e posições políticas lamentaram a morte daquele que tentou conscientizar a humanidade sobre respeito ao princípio da isonomia da lei, vedadas as discriminações e privilégios.

 

 

 

Efetivamente, se pretendemos ter uma sociedade onde o viver e o conviver se revelem em valores máximos, faz-se necessário um esforço maior em dar a todos, iguais possibilidades de participação, já que, “quando uma pessoa tem negado os seus direitos todos estão perdendo” (Dalmo Dallari).

 

 

 

A Declaração das Nações Unidas assim reza em seu artigo primeiro: “A discriminação entre seres humanos, por motivos de raça, cor ou origem étnica, é uma ofensa à dignidade humana e deve ser condenada como negação dos princípios da Carta das Nações Unidas, como violação dos direitos do homem (...) como obstáculo às relações amigáveis e pacíficas entre as nações, e como fato capaz de perturbar a paz e a segurança entre os povos”. Atitudes racistas, assim, são mesquinhas e contrariam os direitos inalienáveis de cada homem. E, sob outro prisma, somente demonstram que alguns duos não estão vivendo dentro dos justos limites do plano criador de Deus e da lógica da vida em comunidade.

 

 

 

É preciso que certos absurdos anti-humanos sejam coibidos enquanto é tempo, para que os reais valores se sobreponham a supostas potencialidades biológicas, propiciando um nível normal de convivência, sem diferenças entre as relações das diversas pessoas.  Por isso, e a título de reflexão, citemos trecho de discurso de Martin Luther King: - “Pode ser verdade que é impossível decretar a integração por meio da lei, mas pode-se decretar a não-segregação. Pode ser verdade que é impossível legislar sobre moral, mas o comportamento pode ser regulamentado. Pode ser verdade que a lei não é capaz de fazer com que uma pessoa me ame, mas pode impedi-la de me linchar”.

 

 

 

 

                 Algumas de suas frases famosas

 

 

 

 

 Pela profundidade de seus pensamentos e de suas concepções, novamente invocamos algumas de suas frases mais famosas: "Um líder verdadeiro, em vez de buscar consenso, molda-o." - O que mais preocupa não é o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." -“Quase sempre minorias criativas e dedicadas transformam o mundo num lugar melhor."-  "Se um homem não descobriu algo por que morrer, ele não está preparado para viver."- "Sonho com o dia em que a justiça correrá como água e a retidão como um caudaloso rio."- "O ser humano deve desenvolver, para todos os seus conflitos, um método que rejeite a vingança, a agressão e a retaliação. A base para esse tipo de método é o amor”. - "Nós temos que combinar a dureza da serpente com a suavidade da pomba, uma mente dura e um coração tenro.” - "Nada no mundo é mais perigoso que a ignorância sincera e a estupidez conscienciosa."; e  "O Amor é a única força capaz de transformar um inimigo num amigo."

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. Recebeu da Câmara Municipal de Jundiaí a Medalha Monsenhor Hamilton Bianchi de Direitos Humanos em 2001 e  o Prêmio Nacional Quality Golden de Direitos Humanos de 2011

                       

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 17:59
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VALDEREZ DE MELLO - O LIXO E O LUXO

 

 

 

 

 

 

            Num reino desencantado, onde a injustiça campeia, moravam, entre  extremos sociais, o Lixo e o Luxo, camaradas da cidade grande onde tudo se escancara vergonhosamente alinhavado à disparidade. O Luxo espiava atentamente dos altos de luxuoso arranha-céu, o Lixo humilde atirado à sarjeta, onde cães famintos competiam pela conquista das sobras. Então, o Luxo lá das alturas bradou com incauta soberba:  Olá Lixo! Que vida ingrata a tua! No chão, exalando o aroma da decadência! Quanta diferença! Vivo na  mais completa fartura, amanteigados, geleias e queijos, toalhas de linho, lençóis egípcios de incontáveis fios, talheres de prata, porcelana austríaca e cristais tchecos a tilintar  saúde, tudo exalando fragrâncias importadas!

 

            O Lixo, com voz embargada, própria dos sábios já resignados, levanta a cabeça para encontrar o olhar ousado do vizinho e responde: Bom dia Luxo!  Que vidão hein? Tens tempo de espiar a vida alheia, sorrir das desgraças dos menos favorecidos, desdenhar dos famintos e por incrível que pareça, ainda sobra ociosidade para a ojeriza e o escárnio da realidade. Pois é,  estou aqui na calçada com os cães famintos, antigos frequentadores de luxuosos petshops ! E pensar que muitos deles viviam luxuosamente, mas foram covardemente descartados pelos requintados donos. Porém, não somente os cães sobrevivem de minhas imundícies, há muitos humanos que aqui encontram o sustento para matar o arder da fome. Como vês sou útil, apesar de fétido. Afinal é desse imenso condomínio que recebo queijos finos, quase inteiros, verduras e frutas em ótimo estado, nacos de carnes rejeitados, embalagens de doces exóticos e pacotes de bolachas importadas, tudo descartado pela insignificância. Como vês, alguém precisa ser útil neste mundo. Nisso, o homem magro, retrato da miséria urbana, atrelado à tosca carroça, estacionou e deu início à busca no gratuito armazém dos ignorados! Papelão, plástico, madeira e alimento! E por ser tudo muito precioso,  o aroma da miséria, que ali marcava presença, sequer era sentido!

 

            O Luxo percebeu que tudo era efêmero e de pouca utilidade e que um belo dia poderia fazer companhia para o astuto e inteligente Lixo, assim como os cães.        Então, descobriu que a ostentação nada significa e que o Lixo era  deveras útil e importante, pois servia para matar a fome dos excluídos, anônimos que todos fingem não enxergar! Enfim, uma simples vogal pode mudar o mundo: lixo ou luxo? Depende da maneira como aprendemos a ler e interpretar as histórias que a vida escreve!

 

 

 

Valderez de Mello

 

Advogada, escritora, poetisa, articulista do Jornal da Cidade de Bauru

Autora dos livros Lágrimas Brasileiras e Trama e Urdidura entre outros.

Membro efetivo da Academia Jundiaiense de Letras Jurídicas, Academia Jundiaiense de Letras e Academia Feminina de Letras e Artes de Jundiaí.



publicado por Luso-brasileiro às 17:54
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RENATA IACOVINO - RETRATOS EM BRANCO E PRETO

 

 

 

 

 

 

 

 

“Toda gente homenageia/Januária na janela/Até o mar faz maré cheia/Pra chegar mais perto dela”.

 

Bela imagem desse mar reverenciando a figura de uma mulher! Poesia cantada e composta por Chico Buarque, numa homenagem ao quadro que ganhou de Di Cavacanti. A composição data de 1967, mas a gravação se deu no ano seguinte, em disco que guarda o registro de outros clássicos do autor.

 

Poesia, música e artes visuais, na história e no conteúdo desta canção, misturam-se, unificam-se e são motivo de inspiração, inclusive, para novas criações, pois a música Januária acabou servindo como mote para que outros pintores dessem vida a esse personagem.

Os versos são redondilhas maiores (divididos em sete sílabas poéticas) e as rimas intercaladas. Chico, uma vez mais, utiliza-se de recursos poéticos para criar sua composição.

 

A poesia permeia, igualmente, os versos de Até pensei, do mesmo disco: “Junto à minha rua havia um bosque/Que um muro alto proibia/Lá todo balão caía/Toda maçã nascia/E o dono do bosque nem via”. Esse ambiente nos sugere não só a nostalgia de uma infância remota, mas nos chama atenção, ainda, para o quão despercebido pode passar o mundo pelos nossos olhos, sem que captemos a beleza contida no aparentemente invisível. E também o quanto a ilusão, por vezes travestida de esperança, pode alimentar os nossos sonhos: “A felicidade/Morava tão vizinha/Que, de tolo/Até pensei que fosse minha”.

 

E quando toda gente “já está sofrendo normalmente”, a moça descrita em Ela desatinou continua sambando. Enquanto a vida, para os outros, volta à rotina, para ela, mesmo após as alegrias mortas, a fantasia rasgada e o dia sem sol, o carnaval não se findou. Todos invejam o infeliz desatino, que a ela parece sinônimo de felicidade.

 

Mas as músicas de Chico contêm história não só nos conteúdos, em si, mas no que está atrás (ou na frente) desses conteúdos. Em Retrato em Branco e Preto, parceria com Tom Jobim, este sugeriu uma inversão na expressão, para “preto e branco”, por ser mais usual. Chico, de imediato, mostrou ao parceiro como ficariam os versos após esse ajuste. Onde estava “Vou colecionar mais um soneto/Outro retrato em branco e preto/A maltratar meu coração”, ficaria “Vou colecionar mais um tamanco/Outro retrato em preto e branco/A machucar meu coração”. Ficou como estava.

 

 

 

 

 

Renata Iacovino, escritora, poetisa e cantora / reiacovino.blog.uol.com.br /
reval.nafoto.net / reiacovino@uol.com.br

 



publicado por Luso-brasileiro às 17:48
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PAULO LABEGALINI - MÃE É MÂE

 

 

 

Este testemunho foi dado por uma médica dermatologista da cidade de Cruzeiro, SP:

“Em mais de vinte anos de vivência na medicina, já presenciei inúmeras cenas e situações que me marcaram, porém, se eu tivesse que escolher a cena que mais me comoveu como médica escolheria a que mais me marcou como mãe.

Foi em uma visita a uma Unidade de Terapia Intensiva, local onde geralmente os pacientes  estão necessitando de cuidados o tempo todo. Foi neste ambiente frio, cheio de aparelhos e medicamentos, que vivenciei a importância da maternidade.

Não se tratava de uma paciente grávida. Quem me chamou a atenção foi um velho homem, aparentando bem mais de oitenta anos, deitado em posição fetal, que gritava em meio ao seu delírio:‘Mamãe! Mamãe! Ah, minha mãe...’

Para uma pessoa no fim da vida, doente, o que lhe  restara era chamar por sua mãe, e era um clamor  que vinha do coração, da alma! Somente quem poderia acolher sua dor, sua solidão naquele momento, era sua mãe. Todos os sons e ruídos da UTI desapareceram frente ao chamado choroso daquele homem que insistia em resgatar a mais importante de suas memórias: a sua mãe. Naquele momento, a médica deu lugar à mãe e me dei conta do quanto importante é ser mãe.

Quando Deus escolheu a mulher para acolher a vida em seu ventre, deu-lhe a responsabilidade de gerar seres humanos que são a imagem d`Ele. E para isso lhe deu uma infinita capacidade de amar, renunciar e esperar. Amar, sem impor condições; renunciar a tudo, até a si mesma pelos filhos; e esperar com muita paciência todas as condições que a vida lhe apresentar: a começar pela espera de nove meses para que a vida em seu corpo se torne vida para o mundo.

Durante a gestação, a mulher é a perfeita moradia. É no corpo da mulher que Deus fez a primeira morada de todo ser humano, e é neste corpo sagrado que abriga a vida, que a mulher experimenta a plenitude de ser mulher.

Quando seu ventre cresce, seu corpo ganha novas formas, as mamas se preparam para alimentar sua cria, todo o ser feminino se enche de glória para esperar o dia de dar a vida a um novo ser... E depois, fora do nosso corpo, acompanhamos toda uma trajetória: somos o porto seguro para passos cambaleantes... para abraços aflitos... para choros carentes... Por mais que os homens cresçam e envelheçam, somos nós, as mães, que ficamos em suas memórias.

Aquele velho homem me mostrou o quanto importante é o papel da mãe para todo ser humano. Fez-me também questionar porque tantas meninas na idade de serem filhas, e não mães, violentam seus corpos. Maquiadas por uma falsa liberdade, colocam em risco suas e outras vidas inocentes, com a desculpa de serem modernas. O corpo sagrado é violado e, muitas vezes, jovens, quase crianças, tornam-se mães, perdendo a oportunidade de vivenciarem com plenitude o divino mistério da vida.

Depois daquele dia na UTI, acrescentei mais uma responsabilidade ao meu papel de mãe. Pode ser que um dia – quando a gente pensa que os filhos não precisam mais de mãe –a gente seja a última lembrança na vida deles. Quero ser não só a última, mas  a  melhor lembrança!”

E depois de ler este relato, posso afirmar que muitas coisas passam pela mente: bate a saudade em quem já se despediu da mãe; aumenta a responsabilidade àquelas que ainda têm filhos para cuidar; dá vontade de abraçar a esposa que cedeu o corpo para formar uma família; enfim, fica a eterna gratidão às mulheres que marcaram presença no mundo na missão de ser mãe.

Um dia, na aula da Escola Vivencial do Cursilho, também falei de uma grande Mãe através do Movimento de Shöenstatt. Disse que tudo teve início em 18 de outubro de 1914, quando o Pe. José Kentenich manifestou seu desejo a um grupo de Jovens Congregados Marianos: transformar a Capela de São Miguel num Tabor de manifestações de glórias a Maria. Era seu plano criar um movimento de renovação religiosa e moral a partir dos tesouros e milagres de Nossa Senhora. Isto aconteceu na Congregação Mariana situada no vale de Schöenstatt, Alemanha.

Hoje, a Obra de Schöenstatt está presente em todo o mundo com Institutos, Uniões, Ligas, Movimentos Populares etc. Os santuários são reproduções fiéis do Santuário de Schöenstatt, e o Movimento Internacional já tem 180 capelas ao redor do mundo! Quem recebe uma capelinha em casa com a imagem da Mãe Rainha Três Vezes Admirável sabe por que é grande essa devoção em todo o planeta.

Na convicção do Pe. Kentenich, uma autêntica espiritualidade mariana deve conduzir a uma profunda espiritualidade cristológica e trinitária, a uma séria aspiração à santidade e a um generoso compromisso com a missão evangelizadora da Igreja. E a Mãe Rainha ‘faz esse papel’ porque é três vezes admirável: ela é Mãe de Deus, Mãe do Redentor e Mãe dos remidos. Ninguém alcançou tamanho mérito na humanidade!

Essa nossa Mãe nos atenderá sempre que chamarmos por ela, dentro ou fora da UTI. Viva Nossa Senhora!

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI -   Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.

 



publicado por Luso-brasileiro às 17:42
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LAURENTINO SABROSA - NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO E ALGUMAS DIVAGAÇÕES A PROPÓSITO Xll

 

 

 

 

 

 

 

Comecei estes artigos expondo opiniões pessoais sobre o ACORDO, mas, conforme disse ao leitor, passei a expressar opiniões que, lamento, parecem ser opinião de poucas pessoas. Parece que quase ninguém têm consciência da quantidade de estrangeirismos que enxameiam a nossa língua e dê a isso a devida importância. Se até o Dicionário da Academia os sanciona!...Mas a mim parece-me que se o Dicionário eliminasse o que nesse aspecto tem a mais, reduziria confortavelmente o volume dos seus dois volumes e ficaria verdadeiramente enobrecido. Um certo DICIONÁRIO UNIVERSAL DA LINGUA PORTUGUESA, de que já falei ao leitor, sem as pretensões e as responsabilidades culturais do Dicionário da Academia, regista apenas os tais que estão já de tal maneira implantados que já fazem parte do cerne da língua, por não termos vocábulo correspondente, e nem todos (não é uma propaganda, é um merecido elogio). Os ramos que mais vocábulos têm desse tipo são a Informática e a Economia, embora possivelmente haja alguns abusos. Um desses termos é franchising, que designa um certo tipo de contrato comercial. O Dicion. da Acad. regista-o, como de costume, dando a sua tradução como se fosse dicionário inglês-português

O meu computador assumiu, automaticamente e sem a minha autorização ( o que considero um abuso…), a grafia do Acordo. Assim, se eu escrever espectáculo , marca-me erro, mas, se eu escrever meeting, não – é que, pelos vistos, espectáculo não é português, mas meeting é. É mesmo um espectáculo !... Na realidade, os termos e expressões em inglês que estão a ser usados já vão sendo tantos que o meu computador agora aceita-os a todos, e, como sabe mais inglês que eu, se eu me enganar, logo marca erro. Experimentei o computador em espanhol e em alemão – cada palavra cada erro! Só o inglês é que é nosso! Ensinaram-me, e até há pouco tempo assim era, que qualquer termo estrangeiro devia ser colocado entre aspas. Agora, os termos estrangeiros são tantos que isso deixou de se fazer, se calhar pelo trabalhão que dava – por isso, o termo é apresentado com a maior das naturalidades, como se fosse português legítimo, conforme se vê nos jornais e TV.  Dei-me ao trabalho de coligir os que fui encontrando, pelo que, além dos já citados, posso relacionar:

Abat-jour,  aplomb, apport, atelier, barman, briefing, brushing, cartoon, cast, catering, chair man, check in, deck, display, élan, empowerment, entertainment, fast food, feed back, gadget, gag, gay, glacé, grill, hi-fi, holding, hovercraft, impeachment, jackpot, jet,  low cost, low profile, master, off set, offshore, parte time, placard, plafond, playboy, playback, puzzle, set, shoemaker, skate, sketch, sightseeing, slide, slip, slogan, smoking, snack, snif, sniper, snob,standby, stick, stock, stop, stress, striptease,  t-shirt, take away. top less, performance, spread, weekend, welcome.

Mas há muitos mais. Alguns já são antigos e bem conhecidos, alguns totalmenteinúteis por terem perfeito correspondente em português. Há tempos, uma das TVs anunciou que havia em certo sítio um espectáculo com a presença de cinco actings (nem o meu computador conhece este termo e “o nosso DICIONÁRIO” também não); outra TV anunciou que uma certa notoriedade dos espectáculos tinha feito uma lifting e há dez anos tinha feito um peeeling, e fê-lo como se isso fosse acção de grande brilho e mérito, a merecer um Prémio Nobel a inventar (como a tal disse que não gostava de parecer velha, não é preciso ir a dicionários para sabermos que se trata de operações plásticas-o nosso DICIONÁRIO regista o primeiro termo, mas não o segundo); depois, em algures, havia em Portugal “o primeiro espectáculo de storytelling”; a capa de certa revista dizia: ”ser happy está dentro de si”(se calhar, se a revista dissesse que“ser feliz está dentro de si”,ninguém se acreditava); há tempos foi anunciado que no Estádio do Dragão havia um stock off fashion – devia ser uma exposição, talvez venda de artigos fora de moda, velharias ; a capa de um caderno escolar aconselha ao estudante be yourself, keep your style – se dissesse sê tu próprio, mantém o teu estilo, se calhar o conselho não era aceite; em Setembro passado anunciou-se nos autocarros que numa certa semana havia um“Porto Wine Fest” – para mim isto é famoso : quem escreveu este anúncio devia saber  que “Vinho do Porto” não é “Porto Wine” mas “Port Wine” ; que “fest” (tanto quanto sei não existe em inglês e o meu dicionário de inglês também não regista)não significa “festa” como se pretendeu – festa é inglês é feast (que se lê aproximadamente fícete) , embora  haja em inglês festival correspondente ao nosso festival ou mesmo festa. Assim, aquela comunicação aos passageiros dos autocarros, é  uma triste exibição de ignorância e de petulância.

 

 

 

 

LAURENTINO SABROSA    -   Senhora da Hora, Portugal

                            laurindo.barbosa@gmail.com

 



publicado por Luso-brasileiro às 17:36
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FRANCISCO VIANNA - CUBA PREPARA A TRANSIÇÃO NA VENEZUELA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

:: FRANCISCO   VIANNA (com base na mídia internacional)

Domingo, 06 de janeiro de 2013

 

 

O caudilho   socialista Hugo Chávez está com “insuficiência respiratória” devido a uma   “severa pneumonia pós-operatória”, segundo o seu ministro da “informação”,   Ernesto Villegas, que não disse se ele tem metástases pulmonares ou não.

 

 

O Presidente da Assembleia Nacional da   Venezuela, Diosdado Cabello, deverá assumir temporariamente a presidência do   país até a realização de novas eleições, nas quais o atual vice-presidente,   Nicolás Maduro, deverá ser o candidato do comunismo chavezista caso o   mandatário reeleito não esteja vivo ou em condições de exercer a presidência,   de acordo com o plano concebido em Havana com uma ampla participação do PCB   de Havana, segundo fontes próximas ao governo. Tal plano, cujos detalhes   teriam sido ultimados esta semana em Cuba, esboça a ordenação interna dentro   do ‘politburo’ chavezista diante da expectativa de que Chávez não esteja em   condições de saúde para assumir o novo mandato para o qual foi eleito em   função do adiantado estado do câncer que padece.

 

Uma das fontes consultadas informou   que os preparativos da transição começaram há meses conforme planejado pelo   próprio Chávez — cujo estado de saúde é desconhecido pela imensa maioria dos   venezuelanos — e que agora apenas determinará a sucessão dos fatos finais do   drama chavezista. Outra fonte, que teve acesso à informação diretamente das   reuniões em Cuba, explicou que a ditadura de Raúl Castro exerce uma grande   influência sobre as decisões que estão sendo tomadas pelo governo venezuelano   neste momento. Essas fontes só puderam ser ouvidas sob a condição de   anonimato.

 

“Os agentes   cubanos trabalham nos bastidores para tentar criar uma espécie de politburo   comunista, um conselho que haja em consenso com Havana e garanta a   estabilidade do regime chavezista na Venezuela pela união de potenciais herdeiros   rivais”, como comentou a fonte junto à ditadura castrista de Cuba. Segundo   essa fonte, “os cubanos querem que Nicolás Maduro assuma (temporariamente) a   presidência, e que encabece esse conselho, servindo de mediador entre as   diferentes facções e personalidades do chavezismo”, mesmo que a Constituição   determine que seja o Presidente da Assembleia Nacional quem deve ser   empossado para esse mandato tampão até a realização de novas eleições   presidenciais.

Todavia, os   planejadores da transição consideram inconveniente que Maduro chegue de   imediato ao Palácio Miraflores, pelo fato de que a Constituição venezuelana   estabelece que seja o presidente da Assembleia Nacional quem deve assumir as   rédeas do executivo para um curtíssimo mandato tampão, caso contrário temem   por uma deterioração de legitimidade do chavezismo. Assim, ao que parece,   Cabello deverá assumir tal mandato ao passo que Maduro seria o candidato   chavezista das próximas eleições.

 

No entanto,   essa estratégia causa preocupação ao politiburo cubano pelo fato de que   Cabello tem acumulado muito poder nos últimos anos e representa, pois, um   setor bem mais nacionalista dentro do chavezismo com escassos vínculos com a   ditadura cubana. Não obstante, os planejadores da situação consideram que   Cabello, neste momento, é indispensável à sustentabilidade do regime chavezista   numa era pós- Chávez, em função da grande influência que tem entre os   militares venezuelanos.

 

A oposição   diz que “caso o pilar fundamental do regime já não possa mais agir, a   situação precisará fazer uma espécie de ‘pacto de governabilidade’. Se eles tiverem   que comprar vontades dentro da oposição, eles o farão”. Essa necessidade de   pactuar com a oposição se manifesta em meio às dificuldades econômicas   previstas que o país enfrentará esse ano.

 

Há,   todavia, uma forte impressão de que a Constituição será posta de lado e que o   vice Maduro assumirá a presidência com o adiamento indefinido da ‘posse de   Chávez’, o que seria a versão de um “golpe inconstitucional”. Como a situação   econômica da Venezuela é crítica, principalmente com relação às vultosas   dívidas com Rússia e China, muitos analistas estão achando que o “golpe” é a   medida mais provável de ser tomada, mesmo que isso aumente o risco de uma   revolta armada no país.

 

É   impressionante como um punhado de políticos ‘socialistas’ conseguiu, em uma   década, transformar um país promissor como a Venezuela numa nação   extremamente empobrecida e miserável onde a quase totalidade dos que tinham   algum capital no país já saiu de lá de mala e cuia. A Venezuela conseguiu   empobrecer o suficiente para se transformar num “paraíso” de miséria e   pobreza socialista tal como Cuba, o que deixa claro que não é qualquer   “bloqueio” americano que estabelece tais padrões, tanto na Venezuela quanto   na ilha cárcere dos Castros.

Afinal, em   casa que não tem pão, todo muito grita e ninguém tem razão. E, afinal, o povo   não come petróleo…

 

 

 

FRANCISCO VIANNA   -   Médico, comentador político e jornalista  - Jacarei, Brasil

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 17:27
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - A PÁTRIA É UM GRANDE CONDOMÍNIO

 

 

 

 

 

 

 

Por certo já vos contei o que aconteceu quando fui a loja chinesa comprar material escolar. Na hora do pagamento, o comerciante, num português macarrónico, disse-me que não sabia o que era: “ factura”.

 

Como o material era para uma escola, havia necessidade de provar a saída de verba, com recibo ou factura.

 

Bem expliquei, tintim por tintim, o que era factura, mas o negociante, de olhos oblíquos, sorrisinho velhaco, apenas repetia em português quase inelegível: - “ Facturra!? … facturra !?… Não sei o que é! ; Recibo!? …recibo!?; também nõ sei.”

 

Não tive outro remédio se não trazer o material – que era barato – sem a respectiva fatura.

 

Vem este grotesco episódio a propósito da obrigatoriedade dos negociantes passarem factura.

 

Após ter saboreado o cafezinho, na confeitaria habitual, fiquei a conversar com um dos sócios, sobre essa obrigação.

 

Levantando a voz, declarou que é uma estupidez impraticável, que levará à ruína muitos comerciantes.

 

Discordei, argumentando que as farmácias fazem-no, seja qual for o preço do medicamento.

 

Respondeu-me que eram ricas, e bem podiam viver sem fugirem ao fisco.

 

Esquecem-se que a Pátria é um imenso condomínio. Se todos contribuírem, todos ganham. Se os condóminos não pagarem atempadamente, a manutenção do prédio não se faz. Por isso, muitos imóveis encontram-se em estado lastimoso. O mesmo acontece à Nação.

 

Esta mentalidade, característica dos povos latinos, leva-os à miséria e à ruína dos países.

 

Certa vez escutei o Dr. Bagão Félix, então Ministro das Finanças, declarar: que fizera obras em casa. Ao pedir o orçamento, o mestre-de-obras, perguntou-lhe: “ Senhor Ministro com IVA ou sem?”; ou seja com recibo ou sem recibo?

 

Com povos assim é impossível haver bons governantes.

 

E assim, os povos mais honestos, têm melhor nível de vida, do que os latinos, que se orgulham, declaradamente, de sonegarem os impostos, sempre que podem.

 

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA  -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 17:17
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EUCLIDES CAVACO - CANTO À AMIZADE
 
 
 
 
 

 
 
Bom dia prezados AMIGOS
CANTO À AMIZADE É o poema a que o nosso amigo e intérprete Luís Salsa emprestou a sua voz e que preenche esta semana este espaço habitual de Poema da Semana que dedico a todos vós com um caloroso abraço de transparente AMIZADE. Veja e ouça este tema  aqui neste link:
http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Canto_a_Amizade/index.htm
Com  sincera amizade
 Euclides Cavaco
 

Euclides Cavaco  - Director da Rádio Voz da Amizade.London, Canadá

cavaco@sympatico.ca
 
 
 
 
 
 "Confraria Japi de Haicai"
 
 
 
 
 
 
 


publicado por Luso-brasileiro às 17:05
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