PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2013
FAUSTINO VICENTE - BICENTENÁRIO DE OZANAM

                 

 

 

 

 

 

 

Abertas as cortinas de 2013 - Vicentinos e Vicentinas –,  se transformaram em protagonistas de um fato mundialmente singular, ou seja, a comemoração do Bicentenário do nascimento do Beato Antonio Frederico Ozanam (1813-1853) que, aos 20 anos de idade, fundou (Paris) a Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP), há 180 anos.

 

A busca da santificação pessoal e como colocar em prática o amor ao próximo (Mateus 22: 35-40), motivaram Ozanam e seus companheiros Paul Lamache (23), Félix Clavé (22), Auguste Le Taillander (22), Jules Devaux (20), François Lallier, Adolphe Baudon e Emmanuel Bailly (42) a fundar essa Rede de Caridade.

 

Somente uma organização que tem, solidamente, definida a sua missão, visão, valores e normas de procedimentos consegue sobreviver com eficácia, a tantas mudanças sociais, científicas, econômicas, tecnológicas e culturais.

 

Quantas empresas, muitas administradas por verdadeiros gênios em gestão organizacional, existem no Brasil e no mundo com a mesma longevidade da SSVP?

 

A SSVP tem ações espalhadas por 143 países, com aproximadamente 51.000 Conferências Vicentinas (grupos de voluntários), 700.000 membros efetivos e 1.500.000 colaboradores nos 05 Continentes.

 

São Vicente de Paulo (1581-1660) foi adotado como patrono, pela sua incondicional dedicação aos pobres.

 

Hospitais, creches, casas de repouso para idosos, dispensários para distribuição de alimentos e vestuários, centros de formação espiritual, reuniões e visitas domiciliares (semanais) aos seus assistidos e gestão das mais diversas obras sociais, são algumas das obras vicentinas.

 

Em Jundiaí há 116 anos, os vicentinos foram reconhecidos pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SEMADS), como os pioneiros na implementação de projetos sociais que tem como objetivo a promoção integral do Ser Humano.

 

Em atenção ao nosso pedido, o Exmo. Vereador Leandro Palmarini indicou, e a Câmara Municipal de Jundiaí concedeu no ano passado, o Diploma de Reconhecimento à SSVP, pelos relevantes serviços comunitários prestados a nossa população carente.

A entrega solene ocorreu em nosso  centenário Teatro Polytheama, com a presença de mais de mais de mil pessoas, autoridades e representantes de todos os segmentos de nossa sociedade.

 

Como vicentino, e Diretor (sem remuneração) do Hospital São Vicente de Paulo, tivemos a felicidade de participar de um dos mais significativos eventos do Terceiro Setor de nossa cidade. Nascia, no dia 02 de outubro de 1967, a primeira Conferência Feminina jundiaiense, que recebeu o nome de Santa Isabel, Rainha da Hungria. Hoje, são centenas de mulheres que atuam brilhantemente junto aos assistidos.

 

A contribuição da mulher, no cotidiano das diversas atividades vicentinas, representou um gigantesco salto de qualidade no atendimento, pois determinadas situações que se referiam a individualidade da mulher assistida, não tinham como ser abordadas pelos confrades.

 

Na busca contínua da formação cristã, no exercício da evangelização e na missão de levar aos seus assistidos princípios de cidadania, os vicentinos têm contado com o inestimável acolhimento da Igreja Católica.

 

Em comemoração ao Bicentenário do nascimento do Beato Frederico Ozanam – profeta do empreendedorismo social - uma série de eventos especiais será desenvolvida pelos quatro cantos do planeta.

 

Encerramos com a seguinte reflexão: não basta se indignar com as injustiças sociais – é preciso agir...para reduzirmos o profundo abismo existente entre a ilha de ricos e o oceano de pobres.

 

 

Faustino VicenteAdvogado, Professor e Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos - e-mail: faustino.vicente@uol.com.br – Jundiaí (Terra da Uva) – São Paulo – Brasil

 



publicado por Luso-brasileiro às 14:19
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FRANCISCO VIANNA - OS AMERICANOS NÃO ABREM MÃO DE SUAS ARMAS

 

 

 

 

 

 

NA CIDADE AMERICANA DA CHACINA EM ESCOLA A MAIORIA RESISTE AO ENDURECIMENTO DAS NORMAS E SE SENTE À VONTADE COM SUAS ARMAS.

::

 

 

 

 

O jornal americano menos conservador, o The New York Times, nos faz conhecer através de uma matéria publicada ontem, como o americano preza a Segunda Emenda à sua Constituição, que garante o direito do cidadão em possuir e portar armas de defesa pessoal, algo que é respeitado na maioria dos condados do país.

A própria cidade de Newtown, no pequeno nordestino de Connecticut, abalada e chocada com o massacre seguido de suicídio perpetrado por um demente de vinte anos e que tirou a vida de vinte e oito pessoas, vinte das quais, crianças de um jardim de infância e incluías a sua própria e a de sua mãe, numa enquete promovida pelo jornal, não parece disposta a se por a favor de uma proibição de armas a partir da reforma ou anulação da Segunda Emenda Constitucional.

 

A cidade, como muitas outras, está acostumada com tiros de armas de fogo. Há, nos seus bosques a sudeste da cidade, dois clubes: o Clube de Pesca e Caça Pequot e a Associação Rural Protetora da Caça e da Pesca Fairfield, onde seus membros têm à sua disposição pesqueiros cultivados e temporadas de caça controlada a certas presas, clubes esses que estão separados por cerca de um quilômetro e meio um do outro, sem que isso perturbe as pessoas que moram nas proximidades.

Muitas pessoas, na cidade, colecionam armas, como parece ser o caso de Nancy Lanza, a infausta mãe assassinada pela própria demência de seu filho, a besta que chacinou vinte e seis pessoas numa escola de primeiro grau da cidade, e essa prática de possuir, colecionar e até portar armas com discrição, apesar de tudo, não se constitui em algo que seus habitantes desejam mudar.

Todavia, ao longo de alguns anos, os residentes de Newtown, começaram a observar a incidência de tiros repetitivos e aparentemente mais potentes vindo de novos lugares, além dos referidos clubes onde de rotina se praticam tiro ao alvo. Também têm ouvido explosões, ora vindas de uma área de estacionamento de trailers, de uma marina, ou mesmo de casas. Numa tarde de quarta feira desta primavera, múltiplos tiros foram relatados terem sido ouvidos num bosque na estrada de Cold Spring, próxima à Rua Principal do Sul, nas proximidades de uma escola de primeiro grau.

 

Apesar dos esforços da polícia e de outros líderes locais para controlar tais armamentos e tiroteios, isso só serviu para desencadear uma tumultuosa luta cívica, com os caçadores tradicionais e portadores de armas com discrição – como manda a lei – opondo-se aos entusiastas por armas de assalto, e uma modesta tolerância ao porte de armas competindo com os firmes e fiéis argumentos da associação industrial de armas, a Fundação Nacional de Esportes de Tiro, que tem feito de Newtown a sua sede.

 

Assim, o local que testemunhou um dos piores massacres da história dos EUA na última sexta feira é uma pequena e bucólica cidade de New England que parece se sentir confortável com suas armas de fogo e considerar a tragédia como um ato de loucura individual isolado, não é obviamente uma arena para o debate nacional sobre o controle de armas. Portanto, a batalha legislativa que se inicia também em seu âmbito mostra como mesmo a mais leve tentativa de se impor restrições sobre a posse e o porte de armas de fogo desencadeia uma feroz resistência entre seus habitantes.

No entanto, parece crescer um sentimento entre eles de responsabilidade coletiva sobre o assunto, e muitos que apoiam e exigem o respeito à Segunda Emenda da Constituição do país, já afirmam com convicção que “algo deve ser feito para otimizar a qualificação dos proprietários de armas, bem como da capacidade individual das pessoas as usarem e as portarem”, como diz Joel T. Faxon, um caçador membro de uma comissão policial da cidade, que pleiteia algumas normas restritivas para a posse e porte de armas de fogo. “O que mata não é a arma, mas a mão que puxa o gatilho”, diz ele, ao afirmar que “qualquer pessoa que queira possuir e portar uma arma de fogo tem que ter pré-requisitos indispensáveis para tal, como uma reputação pública de pessoa de bem, cumpridora da lei, um certificado de equilíbrio e normalidade psicossocial e uma habilidade mínima eficaz de manuseio e uso das armas que possui”. O que está a ocorrer aqui, segundo Faxon, é que as armas que as pessoas estão adquirindo ultrapassam em muito a necessidade normal de autodefesa bem como a defesa de seu patrimônio e até de terceiros, numa cidade de baixíssimo índice de criminalidade. “Não se justifica o arsenal que algumas pessoas acumulam em casa, como se estivessem preparados para uma guerra civil iminente. Isso acaba eventualmente fazendo com que tais armas de assalto caiam nas mãos de lunáticos, como Lanza, e que perpetram barbaridades como a de sexta feira passada. Vivemos numa cidade pacata e não num front de guerra”, completou Faxon, para logo a seguir dizer que, no entanto, “este não é um assunto para Washington resolver, mas cuja solução deve se restringir a cada comunidade”.

 

O brasileiro deve aprender lições importantes de soberania deste e de outros dramas isolados que ocorrem nos EUA. Num país onde a posse e a portabilidade de armas são proibidas, como o Brasil, ocorrem mais mortes por armas de fogo num dia, do que as ocorridas em quase um ano nos EUA. Só em Jacareí, SP, hoje, morreram nove pessoas assassinadas por armas de fogo. Aqui, a bandidagem, que não respeita proibição legal de qualquer espécie, está cada vez mais armada, enquanto os cidadãos decentes e trabalhadores são mantidos desarmados e longe da indispensável capacitação mínima necessária ao manejo e uso de armas de fogo para a sua autodefesa, bem como a de seu patrimônio, de seus familiares e até de terceiros. O resultado não poderia deixar de ser outro senão o de um enorme índice de assassinatos por essas e outras armas de assalto.

No entanto, aqui como lá, parece ser primordial o critério com que as pessoas devam usufruir o direito de possuir e portar armas de fogo. Como todo o direito envolve deveres e obrigações que o consubstanciam, é preciso que as pessoas, que optem em ter em seu poder e portar armas de fogo, nitidamente compreendam a responsabilidade que isso acarreta. Às autoridades, está reservada a responsabilidade de fazer cumprir leis específicas eficazes em selecionar com eficiência as pessoas aptas a possuí-las e portá-las, dentro de padrões razoáveis de segurança coletiva.

Quando os bandidos souberem que poderão receber por parte de suas vítimas potenciais uma reação capacitada que possa mandá-los desta para pior, pesarão dez vezes antes de se aventurarem em suas iniciativas criminosas.

 

Uma coisa parece certa: não interessa ao crime organizado, tanto privado como estatal, que o cidadão de bem seja capacitado, técnica e emocionalmente, para possuir, portar, e eventualmente usar armas de defesa pessoal. Cabe aos brasileiros exigir do governo que esse direito seja respeitado.

 

 

Segunda feira, 17 de dezembro de 2012

 

 

 

 

FRANCISCO VIANNA   -   Médico, comentador político e jornalista  - Jacarei, Brasil



publicado por Luso-brasileiro às 14:08
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - O HOMEM É SEMPRE O MESMO

 

 

 

 

 

 

Tive amigo, companheiro de escola, com quem conversava muitas vezes. Isto é modo de falar, ou melhor escrever, porque o nosso diálogo não passava de simples monólogo.

 

Nada dizia de interessante; usava frases feitas; repetia o que ouvia na TV, sem coar pelo parecer próprio; sempre a mão direita permanecia estendida, tocando-me como pretendesse acordar-me; e para desdita minha, enchia-me o rosto de vastos perdigotos, que saiam-lhe dos lábios, como repuxo de jardim.

 

Seu pensamento borboleteava à volta do bairro onde nascera e vivia; e os amigos eram colegas de trabalho.

 

Aos sábados, após o farto almoço, corria para o centro comercial, ao encontro de antigos colegas da firma, onde trabalhara, e discutia, a grandes vozes, intrigas passadas.

 

Nunca praticou desporto; raras vezes foi ao teatro; nunca assistira a conferências; e julgo que o único livro que lera, foram os compêndios por onde estudara.

 

Fugia dele, não que fosse má companhia, muito pelo contrário, mas sua conversa era maçadora e cansativa.

 

Hoje lembrei-me dele, ao ler “ Os Caracteres” de Teofrasto - filosofo grego, discípulo de Aristóteles e Platão.

 

Teofrasto descreve, no capítulo “ Da rusticidade” algumas caracteristicas do meu amigo: “ Parece-me que a rusticidade não é outra coisa senão a ignorância das boas maneiras. Vê-se, com efeito, pessoas rústicas, e sem reflexão, saírem um dia da medicina - dias em que se faziam tratamentos, que provocavam mau hálito, - não fazendo diferença entre o odor e os perfumes mais delicados; (…) falar alto e não saber reduzir a um tom de voz moderado (…). A gente vê-os assentados com vestidos levantados até aos joelhos, e de uma forma indecente. Acontece-lhe que, em toda a vida nada admiraram, nem parecem surpreendidos com as coisas mais extraordinárias que surgem nos caminhos, mas se for um boi ou um burro ou um bode, logo param a contemplá-lo. Se entram na cozinha, logo comem avidamente tudo que encontram, bebem dum trago, uma taça de vinho, escondem-se, para isso, da sua criada (…).

 

“ E quando vão pela rua perguntam às primeiras pessoas que encontram: a que preço está o peixe salgado? As peles vendem-se bem? (…). Outras vezes não sabendo que dizer, dizem: - Vou fazer a barba. Saí apenas para isso.”

 

Pela amostra pode-se avaliar que o ser humano pouco evoluiu, pois esta descrição, escrita nos anos 372-287 A. C., fotografa, com ligeiras diferenças, devido á época, o comportamento de muitos do século XXl.

 

A ciência evolui, mas o homem, na essência, continua sempre o mesmo.

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 13:55
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NOVO LIVRO DE CARISSE BARATA SANCHES


 

 
 
 
 
 
 
 

      Acaba de sair um livro de poesia de Clarisse Barata Sanches, colaboradora do nosso blogue.

 

      Com prefácio de Renã Leite Pontes, poeta brasileiro, o novo livro: “Motes de Aleixo e Glosas de Clarisse”, encontra-se dentro dos temas das obras anteriores, da conhecida poetisa beirã, ou seja: nota-se em todos os poemas um grande carinho pela terra natal e pelos valores que tanto enobreceram o povo português; infelizmente esquecidos pela maioria da população, quiçá devido a descuido de educadores.

 

      Embora com muita mais instrução e cultura, que o humilde cauteleiro de Loulé, Clarisse Barata Sanche, escreve com a mesma profundidade e limpidez que o nosso António Aleixo.

 

      Seus poemas podem ser simples, por vezes parecerem ingénuos, mas quem os ler cuidadosamente, encontra, em cada quadra, em cada soneto, uma mensagem, um conselho e por vezes, uma crítica mordaz, irónica, semelhante às quadras do poeta algarvio.

 

      A sua poesia tem ritmo, musicalidade, e acima de tudo, sensibilidade, que encanta e fascina.

 

      “Motes de Aleixo e Glosas de Clarisse” é uma obra digna de ser lida, e merecedora dos encómios de todos que admiram e apreciam poesia escrita quase por brincadeira, com fortes características populares.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 13:45
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