PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sábado, 5 de Janeiro de 2013
EUCLIDES CAVACO - RETRATO DO TEMPO

 

 

 

RETRATO DO TEMPO Com o alvorecer do novo ano virou mais uma página do calendário que implicitamente vai deixando em nós um RETRATO DO TEMPO. Aqui fica o meu convite para ver e ouvir esta versão poética em poema da semana ou aqui neste link:

 

 

http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Retrato_do_Tempo/index.htm

 

Continuação de FELIZ ANO NOVO para todos vós.

Euclides Cavaco  - Director da Rádio Voz da Amizade.London, Canadá

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:30
link do post | comentar | favorito

Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2013
PAULO ROBERTO LABEGALINI - INTERNET: UM BEM OU UM MAL?

 

 

 

 

 

Nesta era da internet, temos a possibilidade maior de manter diálogos freqüentes com os amigos, parentes e outras pessoas que nunca vimos pessoalmente. A evangelização também ganhou espaço, já que é muito mais fácil atingir uma grande camada da população através de e-mail ou sites religiosos.

 

E foi por intermédio do correio eletrônico que: fiz contato e participei de programas na televisão; enviei e tive meus livros aceitos para publicação; continuo remetendo artigos para sites católicos; respondo a todos os questionamentos dos amigos; seleciono matérias para este espaço etc. Mesmo enfocando apenas o lado espiritual da vida, quanta coisa maravilhosa usufruí e tenho à disposição, não é mesmo?

 

Bem, por outro lado, se mal usada, a rede mundial de computadores também pode levar muita gente à condenação da própria alma: ao pregar maldades para prejudicar terceiros; visitando páginas de sexo; repassando palavrões; e, principalmente, perdendo tempo com tudo isso ao invés de rezar, fazer caridade e ir à igreja. E quando pensamos nos jovens, o quadro se agrava, porque muitos pais os incentivam a pesquisar na internet, sem saber que os ‘bate-papos’ e ‘cultura inútil’ acabam prevalecendo durante a navegação.

 

A UNESCO divulgou uma pesquisa feita com estudantes na faixa de 15 anos e envolvendo 41 países, onde o Brasil ocupa um dos últimos lugares em matemática e ciências. Em ‘leitura’, cerca de 50% dos alunos brasileiros estão abaixo do nível de alfabetização!

 

Imagino que alguns diriam: ‘Mas isso não é de hoje e nem culpa exclusiva da internet’, com o que eu concordo, mas vamos deixar isso permanecer? Estamos criando nossos filhos para colocá-los no Céu ou para aprenderem pornografia? Queremos educá-los nas Leis de Deus ou influenciados por ‘amigos internautas’?

 

Acredito que quase todos – pais e mães – responderiam que querem o melhor para os filhos, mas vejo que a maioria não se esforça muito pra isso. Enquanto os jovens não conhecerem profundamente o Amor de Deus, não saberão discernir entre o bem e o mal – inclusive para usar a internet.

Enfim, no sentido espiritual, a internet será um bem maior para a humanidade se a usarmos com os mesmos critérios que Nosso Senhor Jesus Cristo a usaria. Faça a sua parte.

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI -   Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI



publicado por Luso-brasileiro às 14:57
link do post | comentar | favorito

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - IMAGENS DETERIORADAS

 

 

 

 

 

O ser humano carrega mistérios. De alguns possui conhecimento, e, por razões diversas, guarda consigo.  De outros, percebe sinais, porém não sabe com clareza onde moram, pois existe um poço profundo em nosso interior, cujas paredes ocultam enigmas. É a semente de infinito que Deus soprou em nós e que se manifestará no tempo dEle.

O mistério do homem, que se inseriu no cotidiano da região em que resido, desconheço se é manifesto ou não para ele.  Um homem comum, com cultura geral aprimorada e de gentilezas no trato com as pessoas. Nas residências, dependendo da forma com que o olham, solicita algo para comer, água ou café. De conversa fácil, gosta de analogias e cita o risco do domínio do computador sobre a humanidade, como uma força impiedosa da tecnologia, na proporção do genocídio de judeus na Europa sob o comando de Hitler. Para dormir, expõe-se em uma calçada qualquer. A mochila como travesseiro. Não procura uma marquise ou um canto que lhe ocultem a miserabilidade aparente. Dizem inúmeras coisas sobre sua história e creio que ele, por ser um morador de rua, com formação aprimorada, será personagem de uma lenda segundo a visão dos que o observam e com ele têm contato. Não se preocupa em dar o nome completo, que na internet consta como da área da aviação. Nos Estados Unidos, pela FAA – Federal Aviation Administration -, possui a certificação de piloto de linha aérea e comercial. Responde a qualquer pergunta sem titubear. Algum fato o desviou da rota e o tornou das ruas. Talvez ele reconheça de qual pista de chegada quer distância e com intensidade tanta que o fez andarilho. Ou ele mesmo não compreende o que o afasta do convívio familiar, de um repouso com tranquilidade, do aperfeiçoamento naquilo que sabe e crê. Comentam que a droga e a bebida o aprisionam. No entanto, jamais o vi de comportamento alterado por substância química. Existe algo além que o faz dar alguns passos para retomar as rédeas de sua história e, em seguida, o traz de volta. Uma procura, talvez, do que não pode mais ser encontrado e o perturba desde a infância.

Presenteou-me, ao final de dezembro, com uma estatueta, um pouco danificada, de Nossa Senhora Aparecida. Não lhe perguntei onde a encontrou. Alguém, a pedido dele, uniu a cabeça quebrada ao corpo, envolvendo-a com filme de PVC transparente para alimentos. Como se ele, em pesca no rio Paraíba do Sul, tivesse encontrado a imagem da Padroeira do Brasil. Trouxe-a de seu jeito para me dizer sobre as pessoas de vida em mau estado, que necessitam do milagre da coragem, através do acolhimento, da verdade e da esperança, para atravessar de volta o deserto e redescobrir sua fonte.

Na linguagem misteriosa do Céu, a estatueta deteriorada me convidou a ver sempre, nas criaturas que se desequilibram no trapézio dos dias, a imagem e a semelhança de Deus a ser recuperada com o bálsamo da misericórdia.

 

 

 

 

 

Maria Cristina Castilho de Andrade

Coord. Diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala, Jundiaí, Brasil.



publicado por Luso-brasileiro às 14:50
link do post | comentar | favorito

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - ROSA PARKS, A PIONEIRA DA LUTA PELOS DIREITOS CIVIS AMERICANOS.

 

 

 

 

 

 

 

 

No dia primeiro de dezembro de 1955, em Montgomery, Alabama, nos Estados Unidos, após cumprir jornada de trabalho, a costureira Rosa Lee Parks, sentou-se num banco de ônibus sendo que os negros só podiam fazê-lo, se não houvesse brancos no veículo.  Quando um deles entrou, o motorista removeu o sinal que designava o espaço permitido e ordenou que quatro negros se levantassem para que aquele se acomodasse. Três atenderam de imediato a determinação. Ela, no entanto, não se moveu de onde estava e o seu semblante sereno por si só revelava uma clara e sólida postura em recusar a ordem dada.

 

Por seu atrevimento, foi presa, julgada e condenada por conduta desordeira, assim como por violar a ordem local e ainda multada em quatorze dólares. Na noite seguinte à sua prisão, cinqüenta líderes da comunidade afro-americana, chefiados pelo então quase desconhecido pastor protestante Martin Luther King Jr. reagiram contra este constrangimento cometido contra ela, organizando e deflagrando um boicote de trezentos e oitenta e um dias ao sistema segregacionista de transporte coletivo naquele estado. Assim, a convicção de uma mulher deflagrou um movimento de protesto e luta dos negros norte-americanos contra a segregação e pelo respeito aos direitos, tomando corpo em todo o país, com ampla projeção internacional.

 

No ano seguinte, o caso Rosa Parks foi encerrado na Suprema Corte norte-americana e a discriminação entre brancos e negros nos ônibus foi declarada inconstitucional. Em 1957, depois de ter perdido o emprego e recebido ameaças de morte, ela e seu marido, Raymond, se mudaram para Detroit, onde trabalhou como assistente no escritório de John Conyers, um congressista democrata, no período de 1965 a 1988. Seu ex-chefe assim falava sobre a extraordinária personalidade da funcionária: “Ela era muito humilde, falava baixinho. Mas por dentro tinha uma determinação feroz”.

 

Ao recordar o incidente que mudou sua história, a de sua gente e de sua nação, Rosa contava: “Quando ele me viu ainda sentada, perguntou-me se eu ia levantar-me e eu disse: não, não vou. E ele afirmou: bem, se você não se levantar, eu terei de chamar a polícia e prendê-la. Eu respondi: pode fazer isso”. Ao explicar a motivação de seu ato explícito de desobediência, Rosa dizia: “As pessoas sempre dizem que eu não dei meu lugar porque estava cansada, mas não é verdade. Eu não estava cansada fisicamente ou mais cansada do que habitualmente estava após um dia de trabalho. Eu não era velha... tinha 42 anos. Não, eu só estava cansada de sempre conceder”.

 

         O reverendo Jessé Jackson, um dos principais defensores dos direitos civis nos Estados Unidos, enalteceu a figura de Rosa Parks, recordando que seu ato aparentemente simples forçou os negros americanos a “se levantarem” pelos seus direitos. “Ela forçou o resto de nós a nos levantarmos. Foi um esforço consciente de uma lutadora pela liberdade”. Referiu-se a ela como uma “mulher de grande coragem, que conscientemente arriscou sua vida e enfrentou a prisão para romper com o sistema do apartheid”.

 

            Por seu gesto, foi indicada pela revista “Time”, como um das vinte personalidades  heróicas do século XX e sobre a repercussão de sua atitude e posicionamento, foram escritas milhares de artigos, livros e ensaios. Faleceu em 26 de outubro de 2005 em sua residência, dormindo, certamente ciente de que as políticas públicas de inclusão dos negros lhe deveram muito e se espalharam por todos os cantos, tornando-a um ícone da luta contra o racismo que infelizmente ainda persiste, mas a construção da igualdade de oportunidades avançou muito após a ocorrência que a envolveu. Vale lembrar a eleição de Barack Obama como presidente da maior potência do mundo.

 

A suave guerreira, que com seu simples gesto libertou todo um povo, constituindo-se na pioneira da luta pelos direitos civis americanos,  “brilha fulgurante diante de nossos olhos, cada vez que preferimos a comodidade de conceder ao risco de protestar e lutar contra as injustiças que enchem o mundo em que vivemos”, como ressaltou Maria Clara L.Bingemer, professora e decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio (“Rosa Parks e o cansaço de conceder”- Jornal do Brasil- 31/10/2005- A15).

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI (advogado, jornalista, escrtor e professor universitário. Recebeu o Prêmio Quality Golden de Direitos Humanos em 2011) (martinelliadv@hotmail.com)

               




publicado por Luso-brasileiro às 14:43
link do post | comentar | favorito

RENATA IACOVINO - NO IMPROVISO DA VIDA

 

 

 

 

 

 

 

 

Era um sarau lítero-musical para alunos do ensino médio, em São Paulo.

 

Acostumadas com públicos diversos e demandas ecléticas, iniciamos a apresentação que, como de costume, unia poesia/autores com músicas/compositores.

 

Shakespeare, Adoniran Barbosa, Cecília Meirelles, Chico Buarque, Florbela Espanca, Fagner, Vicente de Carvalho, Vinícius de Moraes, Dorival Caymmi, Manuel Bandeira, Lulu Santos e Jayme Ovalle desfilavam em nossos microfones. Na plateia, interesse e surpresa.

 

Entre uma canção e outra, elucidações acerca da importância de obras e autores que se perpetuam na história da cultura de países inteiros, transcendendo a resistência ou ignorância de gerações.

 

O poeta, o músico, o artista, enfim, devem ser fiéis escudeiros face à ignorância.  Vamos desbravando fronteiras e flutuando sobre areias movediças, por vezes.

 

Ao citar Adoniran Barbosa, uma reação de desconhecimento desenhou-se entre o público. No entanto, após Valquíria cantarolar o trecho inicial de Trem das Onze, um “aahh” coletivo surgiu enfático. É isso: em determinados momentos é preciso encontrar o que dá a liga, o ponto de intersecção. Conseguir adentrar o universo do outro para trazê-lo junto ao nosso universo.

 

E unindo versos, falando de sonetos, deixando a música ecoar e quebrando tabus, o som de nossas vozes – porta-vozes de algo que extrapolava aquela apresentação – reverberou, retornando-nos por vozes outras: aquelas que estavam bem ali à nossa frente. Pois que, ao final, na descontração do quase término daqueles sessenta minutos passados – embora presente e futuro – microfone e palco imaginários foram colocados à disposição dos alunos que, sem dificuldade, mostraram sua intenção de encarar o inusitado.

 

Inusitado, então, foi para nós – crias de um repertório poético-musical aparentemente tão distante do que as novas gerações têm acesso ou interesse – ver e ouvir o que estava adormecido em alguns daqueles ex-espectadores.

 

Roberto Carlos, Tom, Vinícius... estes foram os autores interpretados à capela por estudantes que, de maneira ora tímida, ora desajeitada, mas sempre com a coragem certeira, deram seu recado e mais que isto: deixaram sua marca na história de algumas pessoas, além de na sua própria.

 

Às vezes é necessário fugir do roteiro para construir a empatia e fazer brotar oportunidades.

 

 

 

Renata Iacovino, escritora, poetisa e cantora / reiacovino.blog.uol.com.br /
reval.nafoto.net / reiacovino@uol.com.br

 



publicado por Luso-brasileiro às 14:34
link do post | comentar | favorito

VALDEREZ DE MELLO - O PECADO DA OMISSÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

            Vimos a mulher covarde matar o filho indefeso e pequenino que no ventre trazia, com o coraçãozinho a pulsar, a registrar o milagre da vida e não fizemos nada! E pensar que muitos, que se dizem cristãos, são a favor do hediondo crime do aborto! Vimos crianças e idosos abandonados, andrajos sem nome, pelas ruas e calçadas, sem ter caminhos, engolindo o gélido sabor da fome e não fizemos nada! Contudo, muitos alegam ser o abandono de crianças e idosos fruto da modernidade! Vimos a infância agredida e violentada, o sangue plagiando o carmim do coração, o brilho das lágrimas iluminando a dor, a desesperança dominando o amor e não fizemos nada mesmo assim! Vimos homens atrelados à carroças, em extremo estado de miserabilidade a substituir bestas e covardemente não fizemos nada! 

 

            Vimos as flores do nosso jardim pisoteadas, a cerca viva ceifada a tombar sobre a calçada, vimos a pesada grade imponente soerguer, deixamos o medo amordaçar a nossa voz e amedrontados, não fizemos nada! Vimos famílias aniquiladas, corações a soluçar, lágrimas de desamor, olhares tristes, sem esperanças e resignados deixamos o mal dominar o bem e não fizemos nada! E, apesar da criminalidade reinar triunfante, muitos cidadãos apoiam a onírica teoria da recuperação de facínoras truculentos, que aproveitam a impunidade, facilitadora da adoção de  crianças, para a catequese do crime.

 

            Vimos líderes instigar o ódio, homens destruindo as matas e os animais, vimos a juventude sem destino, a fumaça da modernidade escurecer o ar e silentes e acuados cruzamos os braços, permitindo o deambular das atrocidades. E, enquanto a metástase incontrolável da anarquia se alastra, a justiça, de olhos vendados, prefere não intervir em nome da ordem e  progresso.

 

            Vimos o planeta outrora azul vestir-se de gris, massacrado pela ganância dos homens insensatos, vimos tremer a Terra, o vento soprar ensandecido e o oceano tenebroso avançar e devorar nossos campos e não fizemos nada, mesmo assim!

 

            E subjugados, calamos o rugir de nossa perplexidade, enquanto o crime se impõe cresce e domina. Então, cidadãos do medo, nos habituamos com as desgraças, aprendemos a conviver com a pena de morte clandestina, aceitamos a banalização das injustiças e, tais zumbis caminhamos silentes e resignados rumo ao gélido holocausto da modernidade. E, reféns humilhados, vivemos em reclusão nas luxuosas cavernas do século vinte e um, onde a paz e a segurança são mera ilusão, pagando, como desprezíveis condenados, o alto preço do pecado da omissão!

 

 

                       

Valderez de Mello

Advogada, escritora, poetisa, articulista do Jornal da Cidade de Bauru

Autora dos livros Lágrimas Brasileiras e Trama e Urdidura entre outros.

Membro efetivo da Academia Jundiaiense de Letras Jurídicas, Academia Jundiaiense de Letras e Academia Feminina de Letras e Artes de Jundiaí.



publicado por Luso-brasileiro às 14:23
link do post | comentar | favorito

FAUSTINO VICENTE - BICENTENÁRIO DE OZANAM

                 

 

 

 

 

 

 

Abertas as cortinas de 2013 - Vicentinos e Vicentinas –,  se transformaram em protagonistas de um fato mundialmente singular, ou seja, a comemoração do Bicentenário do nascimento do Beato Antonio Frederico Ozanam (1813-1853) que, aos 20 anos de idade, fundou (Paris) a Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP), há 180 anos.

 

A busca da santificação pessoal e como colocar em prática o amor ao próximo (Mateus 22: 35-40), motivaram Ozanam e seus companheiros Paul Lamache (23), Félix Clavé (22), Auguste Le Taillander (22), Jules Devaux (20), François Lallier, Adolphe Baudon e Emmanuel Bailly (42) a fundar essa Rede de Caridade.

 

Somente uma organização que tem, solidamente, definida a sua missão, visão, valores e normas de procedimentos consegue sobreviver com eficácia, a tantas mudanças sociais, científicas, econômicas, tecnológicas e culturais.

 

Quantas empresas, muitas administradas por verdadeiros gênios em gestão organizacional, existem no Brasil e no mundo com a mesma longevidade da SSVP?

 

A SSVP tem ações espalhadas por 143 países, com aproximadamente 51.000 Conferências Vicentinas (grupos de voluntários), 700.000 membros efetivos e 1.500.000 colaboradores nos 05 Continentes.

 

São Vicente de Paulo (1581-1660) foi adotado como patrono, pela sua incondicional dedicação aos pobres.

 

Hospitais, creches, casas de repouso para idosos, dispensários para distribuição de alimentos e vestuários, centros de formação espiritual, reuniões e visitas domiciliares (semanais) aos seus assistidos e gestão das mais diversas obras sociais, são algumas das obras vicentinas.

 

Em Jundiaí há 116 anos, os vicentinos foram reconhecidos pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SEMADS), como os pioneiros na implementação de projetos sociais que tem como objetivo a promoção integral do Ser Humano.

 

Em atenção ao nosso pedido, o Exmo. Vereador Leandro Palmarini indicou, e a Câmara Municipal de Jundiaí concedeu no ano passado, o Diploma de Reconhecimento à SSVP, pelos relevantes serviços comunitários prestados a nossa população carente.

A entrega solene ocorreu em nosso  centenário Teatro Polytheama, com a presença de mais de mais de mil pessoas, autoridades e representantes de todos os segmentos de nossa sociedade.

 

Como vicentino, e Diretor (sem remuneração) do Hospital São Vicente de Paulo, tivemos a felicidade de participar de um dos mais significativos eventos do Terceiro Setor de nossa cidade. Nascia, no dia 02 de outubro de 1967, a primeira Conferência Feminina jundiaiense, que recebeu o nome de Santa Isabel, Rainha da Hungria. Hoje, são centenas de mulheres que atuam brilhantemente junto aos assistidos.

 

A contribuição da mulher, no cotidiano das diversas atividades vicentinas, representou um gigantesco salto de qualidade no atendimento, pois determinadas situações que se referiam a individualidade da mulher assistida, não tinham como ser abordadas pelos confrades.

 

Na busca contínua da formação cristã, no exercício da evangelização e na missão de levar aos seus assistidos princípios de cidadania, os vicentinos têm contado com o inestimável acolhimento da Igreja Católica.

 

Em comemoração ao Bicentenário do nascimento do Beato Frederico Ozanam – profeta do empreendedorismo social - uma série de eventos especiais será desenvolvida pelos quatro cantos do planeta.

 

Encerramos com a seguinte reflexão: não basta se indignar com as injustiças sociais – é preciso agir...para reduzirmos o profundo abismo existente entre a ilha de ricos e o oceano de pobres.

 

 

Faustino VicenteAdvogado, Professor e Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos - e-mail: faustino.vicente@uol.com.br – Jundiaí (Terra da Uva) – São Paulo – Brasil

 



publicado por Luso-brasileiro às 14:19
link do post | comentar | favorito

FRANCISCO VIANNA - OS AMERICANOS NÃO ABREM MÃO DE SUAS ARMAS

 

 

 

 

 

 

NA CIDADE AMERICANA DA CHACINA EM ESCOLA A MAIORIA RESISTE AO ENDURECIMENTO DAS NORMAS E SE SENTE À VONTADE COM SUAS ARMAS.

::

 

 

 

 

O jornal americano menos conservador, o The New York Times, nos faz conhecer através de uma matéria publicada ontem, como o americano preza a Segunda Emenda à sua Constituição, que garante o direito do cidadão em possuir e portar armas de defesa pessoal, algo que é respeitado na maioria dos condados do país.

A própria cidade de Newtown, no pequeno nordestino de Connecticut, abalada e chocada com o massacre seguido de suicídio perpetrado por um demente de vinte anos e que tirou a vida de vinte e oito pessoas, vinte das quais, crianças de um jardim de infância e incluías a sua própria e a de sua mãe, numa enquete promovida pelo jornal, não parece disposta a se por a favor de uma proibição de armas a partir da reforma ou anulação da Segunda Emenda Constitucional.

 

A cidade, como muitas outras, está acostumada com tiros de armas de fogo. Há, nos seus bosques a sudeste da cidade, dois clubes: o Clube de Pesca e Caça Pequot e a Associação Rural Protetora da Caça e da Pesca Fairfield, onde seus membros têm à sua disposição pesqueiros cultivados e temporadas de caça controlada a certas presas, clubes esses que estão separados por cerca de um quilômetro e meio um do outro, sem que isso perturbe as pessoas que moram nas proximidades.

Muitas pessoas, na cidade, colecionam armas, como parece ser o caso de Nancy Lanza, a infausta mãe assassinada pela própria demência de seu filho, a besta que chacinou vinte e seis pessoas numa escola de primeiro grau da cidade, e essa prática de possuir, colecionar e até portar armas com discrição, apesar de tudo, não se constitui em algo que seus habitantes desejam mudar.

Todavia, ao longo de alguns anos, os residentes de Newtown, começaram a observar a incidência de tiros repetitivos e aparentemente mais potentes vindo de novos lugares, além dos referidos clubes onde de rotina se praticam tiro ao alvo. Também têm ouvido explosões, ora vindas de uma área de estacionamento de trailers, de uma marina, ou mesmo de casas. Numa tarde de quarta feira desta primavera, múltiplos tiros foram relatados terem sido ouvidos num bosque na estrada de Cold Spring, próxima à Rua Principal do Sul, nas proximidades de uma escola de primeiro grau.

 

Apesar dos esforços da polícia e de outros líderes locais para controlar tais armamentos e tiroteios, isso só serviu para desencadear uma tumultuosa luta cívica, com os caçadores tradicionais e portadores de armas com discrição – como manda a lei – opondo-se aos entusiastas por armas de assalto, e uma modesta tolerância ao porte de armas competindo com os firmes e fiéis argumentos da associação industrial de armas, a Fundação Nacional de Esportes de Tiro, que tem feito de Newtown a sua sede.

 

Assim, o local que testemunhou um dos piores massacres da história dos EUA na última sexta feira é uma pequena e bucólica cidade de New England que parece se sentir confortável com suas armas de fogo e considerar a tragédia como um ato de loucura individual isolado, não é obviamente uma arena para o debate nacional sobre o controle de armas. Portanto, a batalha legislativa que se inicia também em seu âmbito mostra como mesmo a mais leve tentativa de se impor restrições sobre a posse e o porte de armas de fogo desencadeia uma feroz resistência entre seus habitantes.

No entanto, parece crescer um sentimento entre eles de responsabilidade coletiva sobre o assunto, e muitos que apoiam e exigem o respeito à Segunda Emenda da Constituição do país, já afirmam com convicção que “algo deve ser feito para otimizar a qualificação dos proprietários de armas, bem como da capacidade individual das pessoas as usarem e as portarem”, como diz Joel T. Faxon, um caçador membro de uma comissão policial da cidade, que pleiteia algumas normas restritivas para a posse e porte de armas de fogo. “O que mata não é a arma, mas a mão que puxa o gatilho”, diz ele, ao afirmar que “qualquer pessoa que queira possuir e portar uma arma de fogo tem que ter pré-requisitos indispensáveis para tal, como uma reputação pública de pessoa de bem, cumpridora da lei, um certificado de equilíbrio e normalidade psicossocial e uma habilidade mínima eficaz de manuseio e uso das armas que possui”. O que está a ocorrer aqui, segundo Faxon, é que as armas que as pessoas estão adquirindo ultrapassam em muito a necessidade normal de autodefesa bem como a defesa de seu patrimônio e até de terceiros, numa cidade de baixíssimo índice de criminalidade. “Não se justifica o arsenal que algumas pessoas acumulam em casa, como se estivessem preparados para uma guerra civil iminente. Isso acaba eventualmente fazendo com que tais armas de assalto caiam nas mãos de lunáticos, como Lanza, e que perpetram barbaridades como a de sexta feira passada. Vivemos numa cidade pacata e não num front de guerra”, completou Faxon, para logo a seguir dizer que, no entanto, “este não é um assunto para Washington resolver, mas cuja solução deve se restringir a cada comunidade”.

 

O brasileiro deve aprender lições importantes de soberania deste e de outros dramas isolados que ocorrem nos EUA. Num país onde a posse e a portabilidade de armas são proibidas, como o Brasil, ocorrem mais mortes por armas de fogo num dia, do que as ocorridas em quase um ano nos EUA. Só em Jacareí, SP, hoje, morreram nove pessoas assassinadas por armas de fogo. Aqui, a bandidagem, que não respeita proibição legal de qualquer espécie, está cada vez mais armada, enquanto os cidadãos decentes e trabalhadores são mantidos desarmados e longe da indispensável capacitação mínima necessária ao manejo e uso de armas de fogo para a sua autodefesa, bem como a de seu patrimônio, de seus familiares e até de terceiros. O resultado não poderia deixar de ser outro senão o de um enorme índice de assassinatos por essas e outras armas de assalto.

No entanto, aqui como lá, parece ser primordial o critério com que as pessoas devam usufruir o direito de possuir e portar armas de fogo. Como todo o direito envolve deveres e obrigações que o consubstanciam, é preciso que as pessoas, que optem em ter em seu poder e portar armas de fogo, nitidamente compreendam a responsabilidade que isso acarreta. Às autoridades, está reservada a responsabilidade de fazer cumprir leis específicas eficazes em selecionar com eficiência as pessoas aptas a possuí-las e portá-las, dentro de padrões razoáveis de segurança coletiva.

Quando os bandidos souberem que poderão receber por parte de suas vítimas potenciais uma reação capacitada que possa mandá-los desta para pior, pesarão dez vezes antes de se aventurarem em suas iniciativas criminosas.

 

Uma coisa parece certa: não interessa ao crime organizado, tanto privado como estatal, que o cidadão de bem seja capacitado, técnica e emocionalmente, para possuir, portar, e eventualmente usar armas de defesa pessoal. Cabe aos brasileiros exigir do governo que esse direito seja respeitado.

 

 

Segunda feira, 17 de dezembro de 2012

 

 

 

 

FRANCISCO VIANNA   -   Médico, comentador político e jornalista  - Jacarei, Brasil



publicado por Luso-brasileiro às 14:08
link do post | comentar | favorito

HUMBERTO PINHO DA SILVA - O HOMEM É SEMPRE O MESMO

 

 

 

 

 

 

Tive amigo, companheiro de escola, com quem conversava muitas vezes. Isto é modo de falar, ou melhor escrever, porque o nosso diálogo não passava de simples monólogo.

 

Nada dizia de interessante; usava frases feitas; repetia o que ouvia na TV, sem coar pelo parecer próprio; sempre a mão direita permanecia estendida, tocando-me como pretendesse acordar-me; e para desdita minha, enchia-me o rosto de vastos perdigotos, que saiam-lhe dos lábios, como repuxo de jardim.

 

Seu pensamento borboleteava à volta do bairro onde nascera e vivia; e os amigos eram colegas de trabalho.

 

Aos sábados, após o farto almoço, corria para o centro comercial, ao encontro de antigos colegas da firma, onde trabalhara, e discutia, a grandes vozes, intrigas passadas.

 

Nunca praticou desporto; raras vezes foi ao teatro; nunca assistira a conferências; e julgo que o único livro que lera, foram os compêndios por onde estudara.

 

Fugia dele, não que fosse má companhia, muito pelo contrário, mas sua conversa era maçadora e cansativa.

 

Hoje lembrei-me dele, ao ler “ Os Caracteres” de Teofrasto - filosofo grego, discípulo de Aristóteles e Platão.

 

Teofrasto descreve, no capítulo “ Da rusticidade” algumas caracteristicas do meu amigo: “ Parece-me que a rusticidade não é outra coisa senão a ignorância das boas maneiras. Vê-se, com efeito, pessoas rústicas, e sem reflexão, saírem um dia da medicina - dias em que se faziam tratamentos, que provocavam mau hálito, - não fazendo diferença entre o odor e os perfumes mais delicados; (…) falar alto e não saber reduzir a um tom de voz moderado (…). A gente vê-os assentados com vestidos levantados até aos joelhos, e de uma forma indecente. Acontece-lhe que, em toda a vida nada admiraram, nem parecem surpreendidos com as coisas mais extraordinárias que surgem nos caminhos, mas se for um boi ou um burro ou um bode, logo param a contemplá-lo. Se entram na cozinha, logo comem avidamente tudo que encontram, bebem dum trago, uma taça de vinho, escondem-se, para isso, da sua criada (…).

 

“ E quando vão pela rua perguntam às primeiras pessoas que encontram: a que preço está o peixe salgado? As peles vendem-se bem? (…). Outras vezes não sabendo que dizer, dizem: - Vou fazer a barba. Saí apenas para isso.”

 

Pela amostra pode-se avaliar que o ser humano pouco evoluiu, pois esta descrição, escrita nos anos 372-287 A. C., fotografa, com ligeiras diferenças, devido á época, o comportamento de muitos do século XXl.

 

A ciência evolui, mas o homem, na essência, continua sempre o mesmo.

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 13:55
link do post | comentar | favorito

NOVO LIVRO DE CARISSE BARATA SANCHES


 

 
 
 
 
 
 
 

      Acaba de sair um livro de poesia de Clarisse Barata Sanches, colaboradora do nosso blogue.

 

      Com prefácio de Renã Leite Pontes, poeta brasileiro, o novo livro: “Motes de Aleixo e Glosas de Clarisse”, encontra-se dentro dos temas das obras anteriores, da conhecida poetisa beirã, ou seja: nota-se em todos os poemas um grande carinho pela terra natal e pelos valores que tanto enobreceram o povo português; infelizmente esquecidos pela maioria da população, quiçá devido a descuido de educadores.

 

      Embora com muita mais instrução e cultura, que o humilde cauteleiro de Loulé, Clarisse Barata Sanche, escreve com a mesma profundidade e limpidez que o nosso António Aleixo.

 

      Seus poemas podem ser simples, por vezes parecerem ingénuos, mas quem os ler cuidadosamente, encontra, em cada quadra, em cada soneto, uma mensagem, um conselho e por vezes, uma crítica mordaz, irónica, semelhante às quadras do poeta algarvio.

 

      A sua poesia tem ritmo, musicalidade, e acima de tudo, sensibilidade, que encanta e fascina.

 

      “Motes de Aleixo e Glosas de Clarisse” é uma obra digna de ser lida, e merecedora dos encómios de todos que admiram e apreciam poesia escrita quase por brincadeira, com fortes características populares.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 13:45
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
arquivos

Julho 2021

Junho 2021

Maio 2021

Abril 2021

Março 2021

Fevereiro 2021

Janeiro 2021

Dezembro 2020

Novembro 2020

Outubro 2020

Setembro 2020

Agosto 2020

Julho 2020

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

pesquisar
 
links