PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sábado, 23 de Março de 2013
MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - REENCONTREI-ME COM DOM GABRIEL

 

 

 

 

 

 

 

O título desta crônica pode parecer estranho. Não foi, logicamente, um reencontro físico. Deparei-me com Dom Gabriel Paulino Couto, de minha adolescência e juventude, em seu pensamento e espiritualidade profunda, que marcaram e marcam a minha história na Igreja. Tenho convicção de que não foi por acaso, mas sim um aceno de Deus, que permite que aqueles que partiram para o Seu Reino intercedam por nós.          Em primeiro de março, recebi um e-mail do Carmelo São José, no qual as Irmãs me convidavam a iniciar com elas, no dia seguinte, uma novena pedindo a intercessão de Dom Gabriel pela saúde de Dom Joaquim Justino Carreira, atual Bispo de Guarulhos que, até 2005, antes de sua ordenação episcopal, preparou-se, foi ordenado e viveu, com dedicação imensa, sua missão de Sacerdote na Diocese de Jundiaí. Dom Joaquim cresceu em sua caminhada espiritual sob o olhar terno e profundo de Dom Gabriel. Horas mais tarde, recebo outro e-mail. Dessa vez de uma sobrinha de Dom Gabriel, Maria Cecília Delboux Couto Nunes, que me pede autorização para ler, no encerramento da 20ª. “Semana de Dom Gabriel” em Itu, um poema que fiz na semana em que ele faleceu, como despedida  e reconhecimento de que ele partira para ficar, falando do povo ao Pai. E que aqueles que tiveram a graça de ouvi-lo pleno de Jesus Cristo, de conviver com ele, de observar a imensidade do espírito em um corpo frágil, teriam para sempre a missão de ser estrela que leva a Belém.

Foi forte demais esse acontecimento. Não a conhecia e jamais tive contato com algum familiar dele.  Recordei-me de Dom Gabriel na abertura das exposições de presépio em nossa cidade, de 79 a 81. Havia em seus comentários, ao observar as montagens e a criatividade, a pureza de quem se faz criança para vivenciar o Reino dos Céus. Entravam na alma as suas palestras nos encontros de jovens dos quais participava. E foi em um desses encontros, no final de outubro de 1969 –, eu estava com 15 anos –  ao ouvi-lo falar sobre os Sacramentos, como sinal da misericórdia de Deus, que me aproximei dele. Agradava-me, também, ver seus desenhos retratando o rosto de Jesus Cristo.

As pessoas da Igreja ou de fora dela comentavam, em seus 15 anos de pastoreio em nossa Diocese, sobre sua santidade e como, em seus gestos, maneira de agir e em suas palavras, o divino transbordava.

Embora jamais o esquecesse, não refletira que, em Deus, como ele vive eternamente, conhece pelo nome as ovelhas das quais cuidou. Isso é maravilhoso!

No último domingo, participei da Missa de encerramento da “Semana de Dom Gabriel” na Igreja Nossa Senhora do Carmo em Itu e conheci sua sobrinha Maria Cecília, o marido e o filho. Encantadores! Tudo muito simples, com espaço para que o Altíssimo se revelasse. O Frei, que presidiu a Celebração Eucarística, em sua  inspirada homilia, comentou sobre a capacidade de acolhimento e de perdão de nosso primeiro Bispo.

Esses acontecimentos reavivaram em mim a amizade com Dom Gabriel e me fizeram renovar o compromisso com o que ele sempre nos falava: "Devemos dar Cristo a quem não O tem e a consciência de Cristo a quem já O tem".

 

 

 

 

Maria Cristina Castilho de Andrade

Coord. Diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala, Jundiaí, Brasil.



publicado por Luso-brasileiro às 11:46
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PAPA FRANCISCO RECEBE PRESIDENTE DILMA E DIZ QUE PRETENDE IR A APARECIDA (SP) APÓS A JMJ

 

http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/internacional/11622-papa-francisco-recebe-presidente-dilma-cardeal-damasceno-diz-que-papa-vai-a-aparecida-sp-apos-a-jmj

 

 

 

 

 

 

 

A presidente Dilma Rousseff foi recebida na manhã desta quarta-feira, 20 de março, no Vaticano, pelo Papa Francisco, durante uma audiência particular. No dia de ontem, terça-feira, falando aos jornalistas a presidente afirmou que a Jornada Mundial da Juventude seria o “tema central” do encontro com o Papa Francisco.

 

“A Jornada – disse a Presidente -, vai atrair para o Brasil milhares de jovens católicos, que serão muito bem recebidos, como a gente sempre faz”, acrescentou. A visita ao Rio para a Jornada Mundial da Juventude, em julho, deverá ser a primeira grande viagem do Papa Francisco.

 

O papa Francisco disse à presidente Dilma Rousseff que é necessário empenho conjunto para combater as drogas e reforçar os valores e os princípios para a juventude. Dilma foi a primeira chefe de Estado recebida por Francisco, depois da cerimônia que marcou ontem (19) o início do seu pontificado. Na conversa, o papa lembrou que a construção do futuro depende da juventude.

“[O papa] falou sobre a importância da juventude na construção do futuro da hu

manidade e que a Igreja [Católica], como uma instituição secular, tem no jovem um foco muito grande”, disse a presidente, após o encontro com o papa, no Vaticano.

Dilma disse que Francisco ressaltou que é fundamental, para o combate às drogas, reforçar valores e princípios. “Conversamos sobre a questão das drogas e do crack, o reforço de valores, princípios e símbolos para a juventude”, destacou.

 

A presidente acrescentou que o papa confirmou que participará da Jornada Mundial da Juventude, nos dias 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro. “Ele [o papa] disse que espera uma presença grande dos jovens [durante a jornada]”, contou ela. Segundo Dilma, o papa disse que pretende, depois da jornada, visitar Aparecida (SP) – onde está o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

 

“Ele [o papa] disse que vai a Aparecida, depois [da jornada]. Ele até me lembrou que, em 2007, esteve em Aparecida, e me deu um livro do que eles [os bispos latino-americanos] fizeram em 2007”, contou a presidente, lembrando da recomendação de Francisco de que ela “não leia o livro todo”.

“'Você não precisa ler tudo porque você pode se aborrecer, então você pega o índice e vai nos assuntos que te interessa', ele me disse”, contou Dilma, entre sorrisos, demonstrando o bom humor de Francisco.

 

A presidente se disse impressionada como o papa se comporta como uma pessoa normal. “Ele [Francisco] é o primeiro muitas coisas: é o primeiro Francisco, primeiro jesuíta, primeiro latino-americano e primeiro argentino”, acrescentou Dilma, informando que percebeu bastante entusiasmo no papa.

 

A Rádio Vaticano informou que o Cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, ficou feliz ao receber a notícia. Porém, ainda não há maiores detalhes sobre esse acréscimo no roteiro da visita do Santo Padre ao país. “É uma notícia que me enche de alegria. Os devotos de Nossa Senhora Aparecida, em todo o Brasil, também devem estar transbordando de alegria”, disse dom Damasceno.

 

 

 

 

Trancrito do site da: CNBB

 

 

***

 

 

O PAPA FRANCISCO   

 

  OPINIÃO DO PROF. DOUTOR FELIPE AQUINO

 

http://youtu.be/oGMG2XHGEpU

 

 

 

 

Prof. Felipe Aquino

 

 

 

 

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”.Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:24
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PAULO RENATO LABEGALINI ~ CRIATIVIDADE NA EVANGELIZAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

Um dia, diante de um pinheiro todo vergado pelo tempo, o sábio da aldeia ofereceu a sua própria casa para aquele discípulo que conseguisse vê-lo na posição correta. Todos se aproximaram e ficaram pensando na possibilidade de ganhar a propriedade e prestígio; mas como seria enxergar o pinheiro na posição correta?

O mesmo era tão torto que a pessoa candidata ao prêmio teria que ser meio contorcionista. Portanto, ninguém ganhou o prêmio e o velho sábio explicou ao povo ansioso que ver aquele pinheiro em sua posição correta era vê-lo como uma árvore torta. E completou:

– Nós temos essa mania de querer consertar as coisas, as pessoas, e tudo mais de acordo com a nossa visão pessoal. Quando olhamos para uma árvore torta é extremamente importante enxergá-la torta, sem querer endireitá-la, pois é assim que ela é. Se tentarmos endireitá-la, ela vai rachar e morrer. Também nos nossos relacionamentos, é comum um criar no outro expectativas próprias, esperar que o outro faça aquilo que ele sonha e não o que pode lhe oferecer.

Pois é, concordo que sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão ao alcance dos outros, porque temos essa visão de consertar o que achamos errado. Se tentássemos enxergar as coisas como realmente são, muito sofrimento seria poupado. Os pais também sofreriam menos com os filhos, pois, conhecendo-os, não colocariam expectativas falsas nas suas vidas, gerando crianças frustradas, rebeldes e inseguras.

Pelo menos tente ver as pessoas como são. Pare de imaginar como deveriam ser e não insista em consertá-las da maneira que somente você acha bonito. Crie menos dificuldades no relacionamento; se vemos as coisas como são, muitos problemas deixam de existir, sem brigas, sem ressentimentos.

Olhe para você mesmo com‘olhos otimistas’ e enxergue as coisas que ainda deve fazer e não fez. Pode ser que a sua árvore seja torta aos olhos de outras pessoas, mas pode vir a ser a mais frutífera, a mais bonita, a mais perfumada da região.

E quando faltam opções para engrandecer a alma, duas coisas podem ser buscadas: criatividade e evangelização. Ambas podem ser praticadas numa única ação: criatividade na evangelização. Esta opção sempre existirá para qualquer pessoa temente a Deus, e os resultados são maravilhosos, tanto pessoais quanto comunitário.

Todos nós somos criativos em maior ou menor grau, basta sabermos usar a criatividade para alcançarmos, com simplicidade, alguns resultados desejados. No trabalho, por exemplo, se o patrão nos cobra um serviço urgente e o tempo não é suficiente para realizá-lo adequadamente, a criatividade pode ser praticada para o sucesso da missão.

Nos estudos, muitos alunos conseguem bons resultados por serem criativos no aprendizado: inventam artifícios diversos para decorar fórmulas; destacam aspectos importantes da matéria para resumir; fazem questionários, simulando a própria prova etc.

Também podemos usar do nosso poder criativo e ajudar muitos irmãos a seguir pelos caminhos da fé. Um simples objeto religioso à mostra no nosso corpo serve como instrumento de evangelização. Pode ser uma camiseta, um terço, uma corrente, um broche, enfim, um símbolo que destaque a fé e dê abertura para outras pessoas se sentirem atraídas por aquela mensagem.

Colocar um adesivo plástico no vidro do carro é outro recurso válido e barato para evangelizar. Têm imagens de Jesus e de Maria belíssimas que chamam a atenção! Basta ser criativo: escolhendo uma bela estampa e a divulgando em local de destaque.

Além desses meios, eu procuro evangelizar com testemunhos de fatos vividos em família ou na comunidade. Por serem casos reais que provam o amor de Jesus e de Nossa Senhora por nós, geralmente tocam profundamente nas pessoas. Assim, fica mais fácil amolecer certos corações e conduzi-los para junto de Deus.

Na evangelização, o importante é nunca faltar humildade no relacionamento com os irmãos desgarrados, e sempre rezar com confiança – pedindo ao Espírito Santo que nos ilumine para resgatar almas perdidas.

Mas, falando de criatividade, não dá para esgotar o assunto. Cada um pode e deve colocar em prática o dom criativo que Deus lhe deu e ajudar a chamar pessoas para o trabalho em comunidade. Se nos unirmos contra as ciladas do demônio, nos afastaremos do pecado e alcançaremos mais graças do Céu.

Ao ressuscitar, Jesus nos mostrou que ‘quem ri por último ri melhor’. Portanto, a cada alma que ajudarmos a chegar ao Paraíso, cumpriremos parte da nossa missão e provocaremos boas gargalhadas dos anjos da guarda.

Então, se você ainda não procurou ajudar a Deus no processo de pescar e salvar almas, tenha coragem, seja criativo e tente. Logo verá que valeu a pena!

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI -    Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.



publicado por Luso-brasileiro às 10:35
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JOSÉ RENATO NALINI - UM LUGAR MELHOR

 

 

 

 

 

 

 

A vocação de cada ser humano é fazer do mundo um lugar melhor. Essa a única razão que justifica haver nascido. Se o planeta ficar pior depois de minha chegada, por que foi que eu nasci? Ter consciência dessa missão é imprescindível para que as pessoas se compenetrem do que devem fazer durante este curto período de permanência entre os vivos.

Mas o mundo não anda bem, sinal de que a lição não foi aprendida. A violência faz vítimas e agora em todos os quadrantes, não mais na periferia. A lei diz uma coisa, a realidade escancara outra. Há um Estatuto do Desarmamento, mas as mortes diuturnas são perpetradas com armas de fogo. Pessoas continuam a ocupar passeios, praças, desvãos do comércio.

Ninguém se sensibiliza com isso. Não se chega a um acordo sobre se é conveniente interná-las compulsoriamente ou, como se diz numa forma eufemística, impingir-lhes internação involuntária. As mortes no trânsito traduzem uma falta de educação intensificada à direção de automotores.

Quem não respeita o próximo nas relações do dia-a-dia, torna-se uma fera ao volante. Tolerância zero pode assustar por alguns dias. Logo se cai no marasmo. A resposta à criminalidade continua a ser o cárcere. Não se leva a sério a situação caótica do sistema prisional, que teria de contar com uma prisão por mês apenas para abrigar os indivíduos que já têm mandados de prisão expedidos.

Há toda uma indústria a insistir na edificação de presídios e na multiplicação do sistema de administração penitenciária. A sociedade que produz infratores parece não se incomodar com o fato de ter falido o sistema preventivo. A repressão é a palavra de ordem. Só que ninguém quer cadeia perto de casa. Cadeia boa é no município do outro. Bem distante daquele em que se habita.

Educação de berço não é mais responsabilidade dos pais. Exige-se da escola. E esta não dá conta de suprir aquilo que deveria vir do berço. As crianças são mimadas, não podem ser repreendidas, senão ficarão traumatizadas. “Ai de quem mexer com meu filho!” é a palavra de ordem dos orgulhosos pais de seus pupilos tiranos. Será que o mundo está caminhando para se tornar um lugar realmente melhor?

 

 

 

JOSÉ RENATO NALINI é Corregedor Geral da Justiça do Estado de São Paulo, biênio 2012/2013. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.



publicado por Luso-brasileiro às 10:24
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JOÃO BOSCO LEAL - ALTO RISCO

 

 

 

 

 

 

 

 

Há pouco tempo uma amiga me contou que, durante uma viagem de turismo que fez com um grupo de conhecidas, pensou haver encontrado seu príncipe encantado. Eram cinco mulheres e guiadas por outra da cidade onde estavam, foram a um bar onde havia pista de dança.

 

Ela, mulher já madura - de quem já se esperava menos inocência -, dança com um desconhecido que a encanta com suas conversas e galanteios, a ponto de imaginar haver ali encontrado seu príncipe encantado.

 

Como normalmente ocorre, naquela mesma noite, ou no dia seguinte, vivem o que para ela foi uma inesquecível noite de amor, onde além do amante encontrou aquele galanteador, que tudo dela ouvia, mostrava interesse, elogiava seus dotes físicos e intelectuais, mas no dia posterior ele volta para sua noiva, esposa ou cidade.

 

Ainda sonhando e sem saber da outra, durante meses ela liga, manda e-mails com mensagens apaixonadas, fotos, tenta um reencontro, mas tudo acabou ali. Ele é boa pinta, bom de papo, dança bem, fala que havia encontrado nela o que buscou durante toda a vida e, com isso, consegue a única coisa que realmente pretendia: uma boa noite de sexo.

 

Já havia ouvido centenas de histórias como essa, mas ainda acho incrível como uma pessoa, já com meio século de vida ainda acredita nesse tipo de conto de fadas.

 

No último carnaval, numa boate, a mesma conheceu um homem e, de madrugada, alegando estar com fome e por julgar que ele havia bebido muito, leva-o a uma lanchonete em seu próprio carro. De lá voltaram para que ele pegasse o próprio carro, e segundo ela, o encontro não passou disso.

Como uma pessoa que pelo menos teoricamente já deveria possuir um pouco de juízo pode ser tão irresponsável a ponto de sair só, de madrugada, de carro com um desconhecido, só porque ele era conhecido de outros conhecidos seus? Ouve-se muito falar sobre violência e até crimes ocorridos em aventuras como essas, mas parece que algumas gostam de correr esse risco.

 

Do mesmo grupo e na mesma viagem anteriormente citada, uma delas, fazendeira do pantanal - que normalmente é flagrada ligando para o namorado das outras da própria turma, cantando-os ou contando tudo o que as outras fazem ou fizeram -, saiu com o motorista de taxi que as conduzia de um local ao outro e, no dia seguinte, ao voltarem ao mesmo clube de dança, levou-o junto e lá custeou suas despesas, para depois passarem mais uma noite juntos.

 

Durante um almoço na casa de uma do grupo, presenciei a mesma ligar para um advogado conhecido delas e dizer a ele que estava perdendo de não estar ali, onde se encontravam várias mulheres loucas para “dar”. O que um homem que ouve isso deve pensar a respeito de todas as que ali se encontram? Mesmo as que nada disso disseram estão incluídas na proposta, pois afinal, ela disse que ali estavam “várias” mulheres com o mesmo desejo.

 

Enfim, é um grupo do que popularmente se conhece como “cobra comendo cobra” em que as mulheres saem com o primeiro que aparece, e - no caso da fazendeira do motorista de taxi e do telefonema -, mesmo que ele seja o caso de uma das outras “amigas”.

 

Minha surpresa é maior quando lembro estar me referindo a um grupo de mulheres que, ao menos teoricamente - por serem todas profissionais liberais, empresárias, financeiramente autossuficientes, donas de casas próprias, fazendas, escritórios e consultórios -, não teriam posturas como estas.

 

Frequentar grupos de pessoas onde a moral e a ética não são sequer consideradas, é sempre uma atitude de alto risco.

 

 

 

JOÃO BOSCO LEAL, é articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários. Campo Grande, Brasil



publicado por Luso-brasileiro às 10:15
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FRANCISCO VIANNA - VENEZUELA COM A CORDA SOCIALISTA NO PESCOÇO

 

 

 

 

 

 

GOVERNO VENEZUELANO, NA IMINÊNCIA DE UM COLAPSO ECONÔMICO, INVENTA OUTRA MAXIDESVALORIZAÇÃO DISFARÇADA DA MOEDA.

 

 

 

 

 

 

O que está acontecendo com a Venezuela deve servir de aviso aos demais países da América do Sul e ao Brasil, inclusive.

 

O governo da Venezuela, reagindo ao risco de que o controle do câmbio estrito estivesse levando o país ao colapso econômico, disse na terça-feira de ontem que vai leiloar dólares ‘para um seleto grupo de empresas’ para tentar contornar a severa escassez de produtos e o desabastecimento de alimentos e outros artigos de primeira necessidade que afeta diretamente a população. Todavia, dizem os analistas, a medida – que em si constitui uma desvalorização disfarçada – poderá revelar-se insuficiente.

 

O anúncio foi feito no momento em que uma sufocante seca de divisas levou o dólar no mercado negro a um preço quatro vezes maior do que a taxa de câmbio oficial de 6,30 bolívares por dólar, ou seja, algo em torno de 25 bolívares por dólar. Isso também ocorre há apenas cinco semanas depois que o governo de Caracas anunciou uma maxidesvalorização de 32 por cento da moeda nacional frente ao dólar.

 

Economistas disseram que a nova proposta resultaria em uma desvalorização significativa em vista da imensa demanda reprimida por dólares, embora a proporção exata seja desconhecida, pois o governo venezuelano não anunciou o montante de dólares a ser ‘leiloado’.

 

"O que realmente tem sido feito nestes dois dias é apenas aumentar a incerteza, ao invés de esclarecer a mudança de imagem", disse Ricardo Villasmil, um professor da Universidade Católica Andrés Bello (UCAB) e do Instituto de Estudos de Gestão Avançada (IESA). "Não está claro como o sistema irá funcionar tanto em quantidades como em preços. Não se sabe quantos leilões serão feitos. Por isso, é difícil estimar qual seria o preço das moedas no novo esquema", disse ele.

 

O Ministro de Planejamento e Finanças, Jorge Giordani, anunciou que o governo vai iniciar o leilão de dólares a partir da próxima semana num mecanismo a ser posto em prática em paralelo com as vendas de moeda selecionadas feitas pela Comissão Estatal de Administração do Câmbio Externo, operando com uma taxa de câmbio ‘oficial’ de 6,30 bolívares por dólar.

 

Mas tais leilões não estarão abertos a todos. Só poderão participar as empresas registradas no Registro de Membros do Sistema de Gestão de Câmbio (RUSAD), programa acessível apenas aos membros das indústrias consideradas como “prioridades”.

 

Os leilões serão realizados pela administração superior do corpo da Moeda e do Banco Central da Venezuela, utilizando o mecanismo concebido pelo economista laureado com o Nobel, William Vickrey, que secretamente introduzirá ofertas concorrentes e o vencedor não paga o valor que ofereceu, mas o segundo maior lance vencido. A licitação será realizada com uma taxa mínima de 6,30 bolívares por dólar. O que está claro é que os dólares serão leiloados e vendidos a um preço muito mais elevado do que esse piso estabelecido.

 

"Haverá uma oferta limitada de divisas, que é um problema subjacente. Acontece que o dinheiro do petróleo não vai todo para os cofres públicos e grande parte é desviada ‘para outros usos’ e a PDVSA [a estatal petrolífera da Venezuela] recolhe poucas divisas ao Banco Central", disse Orlando Ochoa, professor de Economia. "Assim, com o fornecimento limitado, o que resulta adiante é uma fonte de grande acúmulo de moeda forte na mão de ‘terceiros’, fazendo com que o preço total da mercadoria atinja valores elevados. E isso pode ser interpretado como uma desvalorização secundária às importações", acrescentou Ochoa.

 

Disse ainda que parte da razão pela qual o leilão é aberto apenas a empresas registradas em RUSAD, é o de limitar as vendas a empresas estabelecidas para evitar exatamente que elas entrem no mercado de compra e venda dólares.

 

Trata-se de uma tentativa de combater o superfaturamento, mas parece ser um esforço tem poucas probabilidades de êxito, a vez que são precisamente as distorções criadas pelas restrições impostas pelo controle estatal do câmbio que geram os incentivos para que os dólares vendidos a baixo preço pelo governo terminem sendo revendidos a preços mais altos nos ‘mercados paralelos’. “Todo sistema de faturamento de controle do câmbio que vende algo a um preço muito menor do valor que vige em outro mercado encontrará os caminhos para vender esse algo a intermediários que os revenderão pelo preço que as pessoas se dispuserem a pagar”, disse Ochoa. “Estão lutando contra a corrente”, explicou.

 

O mecanismo de leilão de dólares substitui um sistema anterior em que ‘empresas autorizadas’ e ‘importadores’ obtinham a moeda oficial por meio da compra de títulos do governo feita em moeda estrangeira. O sistema de eliminação, que serviu cerca de 20 por cento das necessidades do mercado de câmbio, foi acompanhado por uma forte desvalorização da taxa de câmbio evoluindo de 4,30 para 6,30 por dólar, isso quando as pessoas já se mostram dispostas a pagar quatro vezes mais pela moeda americana.


Após a eliminação, muitas empresas começaram a enfrentar problemas de obtenção de moeda oficial e rendas e dólares que entram com a importação e matérias primas, o que agravou ainda mais a falta de alguns artigos essenciais, como medicamentos, peças para máquinas e veículos, e alimentos.

Na Venezuela, o setor privado – que é tratado pela ‘Revolução Bolivariana’ como um inimigo hostil a ser subjugado – sofreu uma grave deterioração de sua produção ao longo dos últimos 14 anos e é hoje altamente dependente de importações para atender à demanda nacionais de muitos produtos, principalmente remédios e alimentos.

 

Quem tinha algum capital tratou de depositá-lo em segurança em outros países, principalmente na Colômbia, no Chile e no Brasil. Houve também uma saída em massa de profissionais qualificados e de mão de obra especializada. A PDVSA é a que mais se ressente disso, estando suas instalações em péssimas condições de manutenção por falta de pessoal qualificado para fazê-la. É o ‘socialismo del siglo XXI’ em plena ação.

 

Nos últimos quatro meses, caiu bastante a entrada de dólares nos cofres do governo e com isso as divisas oficiais que os bancos de investimentos têm para aplicar no país ficou drasticamente reduzida, com os analistas atribuindo o fato à queda da arrecadação em dólares do governo e ao atraso na definição de novas políticas cambiais.

 

A escassez de dólares elevou muito a taxa de câmbio no ‘mercado negro’ – com a mídia proibida de sequer tocar nesse assunto – atingindo valores de mais de 24 bolívares por dólar, a mais alta da década, em meados do ano passado.

 

 

 

 Quarta feira, 20 de março de 2013

 

 

 

 

 

FRANCISCO VIANNA  -   Médico, comentador político e jornalista  - Jacarei, Brasil.



publicado por Luso-brasileiro às 10:05
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Sexta-feira, 22 de Março de 2013
HUMBERTO PINHO DA SULVA - O VALOR DO ASPECTO

 

 

 

 

 

 

 

 

      Conheci na minha mocidade afável senhora, de elevada cultura, professora de profissão, que quando escutava elogios ao saber de um médico, logo inqueria, muito interessada, a marca da viatura que usava.

 

      Se o automóvel era de alta cilindrada e preço elevado, logo o considerava uma sumidade; mas se o pobre clínico viajava em transporte público ou carro utilitário de baixo custo, por mais competente fosse o diagnóstico, não passava, para ela, de reles entendido.

 

      Se a senhora avaliava a competência, pela viatura, outros costumam ajuizar pelas marcas que vestem.

 

      Talvez seja a razão de políticos popularuchos, usarem gravata e camisa social, no parlamento, e desgravatarem-se diante de sindicalistas e trabalhadores.

 

      Para outros, quiçá não menos cultos, que a senhora da minha juventude, os valores dos homens mede-se: pelo lugar que ocupam e casa que possuem.

 

      Desse pensar, encontram-se os emigrantes e novos-ricos, que constroem mansões, onde não falta conforto e piscina, mesmo não sabendo nadar.

 

      Assim se avaliam os homens – pela aparência, bens que possuem e cargos que ocupam.

 

      Muitas vezes dá-se mais crédito a vigarista bem encadernado, que a honesto trabalhador,

 

      O valor dos homens, não está nas vestes, nem nos bens que possuem, mas sim: na educação, na forma como lidam com o semelhante, e nos conhecimentos que têm; mas muitos não compreendem isso.

 

      Jesus não foi bem aceite pelos patrícios, porque o “Pai” era pobre carpinteiro, e os parentes humildes artistas.

 

      Como poderia, o filho de carpinteiro, sem ter tido mestre famoso, ser respeitado e aplaudido na terra natal?!

 

      Não era ele operário e seus discípulos trabalhadores braçais!?

 

      Como no tempo de Jesus, também nós, dois mil anos depois, avaliamos os homens, não pelo que são, mas pelo modo: como se vestem, pelos cursos que possuem, pela família que pertencem e pelo lugar que ocupam na sociedade.

 

      Por isso, tantas vezes nos enganamos!

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 13:11
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CLARISSE BARATA SANCHES - SALAZAR ERA ASSIM...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como outros, Salazar não foi perfeito,

Mas tinha qualidades importantes

Que supriam as de hoje, com mais jeito;

Dívidas, não fazia retumbantes…

 

 

Consumia o que havia e não a eito,

E não gostava, não, de mal falantes…

Honesto e Patriota insatisfeito

Por não ser Portugal dos mais marcantes!

 

 

Amigos tinha poucos do regime,

Porque lá tinha as suas ambições:

Um Portugal maior e mais sublime!

 

 

Vivia com modéstia e aprumado

Com as contas em dia e em pressões…

Por uma Pátria grande que deu brado!...

 

 

 

 

 

Clarisse Sanches   -   Goís, Portugal

 

***

 

 

 

 

 

 

***

 

                     

PARTICIPE CONOSCO DA 3ª. VIA-SACRA DA PASTORAL DA MULHER – SANTA MARIA MADALENA/ MAGDALA – DIOCESE DE JUNDIAÍ

 

 

 

 

 

Data: 25/03/2013     Local: Centro da cidade

 

 

Início: 18h30, com saída da sede da Pastoral, à Rua Senador Fonseca, 517.

 

 

Percurso: Rua Senador até a Rua Bernardino de Campos. Rua Bernardino de Campos até a Rua do Rosário. Rua do Rosário até a Praça Rui Barbosa. Rua Barão em direção ao Mosteiro São Bento.  Rua Leonardo Cavalcante até o busto do Beato Frederico Ozanan. Retorno pela Rua Campos Salles e, em seguida, Rua do Rosário, até a Catedral NSD, onde a Via-Sacra se encerra.

 

Durante o percurso, refletiremos sobre frases de São Vicente de Paulo e do Beato Antonio Frederico Ozanam (bicentenário de seu nascimento). E rezaremos, também, pelos jovens, dentro do tema da Campanha da Fraternidade: “Fraternidade e Juventude”.

 

 

 

Maiores informações na sede da Pastoral ou pelo telefone:

4522-4970.

 

 

 

 

 http://www.portaljj.com.br/default.asp

 

 

 

 

"Jornal de Jundiaí"/22/03/2013 



publicado por Luso-brasileiro às 12:56
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Sábado, 16 de Março de 2013
MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - CELIBATO E PEDOFILIA

 

 

 

 

 

 

Desde o pedido de renúncia do Papa emérito Bento XVI, tenho lido e ouvido, com maior frequência, comentários a respeito de que o novo dirigente da Igreja deva abolir o celibato para os sacerdotes.  A justificativa, dentre outros motivos, é a prevenção da pedofilia.

Nunca se sabe a intenção de quem se manifesta a respeito nesse aspecto: uma forma de denegrir o sacerdócio e a Igreja Católica Apostólica Romana, julgamento característico dos arrogantes - especialistas em todos os assuntos -, deleite em destruir, fraqueza para viver na castidade ou ignorância.

Existem casos de padres pedófilos, assim como de pastores e de líderes em diferentes religiões. O número maior, contudo, está associado a relações incestuosas, como de pais biológicos, padrastos, avôs, irmãos, primos. De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID 10), da Organização Mundial de Saúde (OMS), a pedofilia é um distúrbio que faz parte do grupo das parafilias ou transtornos de preferências sexuais, que inclui determinados tipos de comportamento como exibicionismo, necrofilia, sadomasoquismo.  Grande parte repete o que aconteceu: foram abusados na infância. E qual seria a opinião, dos que se incomodam tanto com o celibato na Igreja, sobre homens e mulheres de vida sexual ativa, dentro ou fora do casamento, que se utilizam de crianças e adolescentes de seu entorno para saciar instintos doentios? Castrá-los? A poligamia?

Meu pai, de saudosa memória, foi aluno interno do Colégio São Bento por seis anos. Cresceu com respeito imenso pelo sacerdócio. Jamais um monge beneditino violou algum deles. Colaboraram, sim, na formação de um caráter íntegro.

O jovem, que deseja ser padre, ou a moça que opta pela vida religiosa sabe muito bem quais serão as renúncias para servir ao Reino dos Céus com dedicação integral. A sexualidade não lhes é abortada. Vivem o ser homem e o ser mulher sublimado no anúncio do Evangelho. Acolhem a paternidade e a maternidade do povo de Deus que busca Jerusalém.  Para isso se preparam durante anos – infelizmente há os que não perseveram -, a fim de que possam analisar se é um chamado do Altíssimo e o “sim” consciente. Mortificam a sua sensualidade na Cruz. Os que se desviam não representam a maioria.

No Brasil, o atendimento à saúde mental deixa muito a desejar. Falta uma avaliação, desde a adolescência, sobre possíveis perturbações sexuais, que acabarão afetando a própria pessoa e os que convivem ou conviverão com ela. Falta, também, uma ampla campanha para que aqueles que se sentem sexualmente atraídos por crianças busquem ajuda médica. Todavia, em uma sociedade enferma, tão erotizada e egoísta como a nossa, pouco a pouco vão se rompendo todos os limites para o prazer, para a liberação de impulsos infames, e a promiscuidade sexual avança.

Nos meus trinta anos de contato com mulheres do submundo da prostituição, tendo como principal causa a pedofilia, não encontrei uma sequer que tivesse sido abusada por um religioso. A maioria foi violentada dentro de casa.

Celibato lúcido, a serviço da Boa Nova, no amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, é assunto para os fortes, os corajosos, os que transpiram, em sua vida, a misericórdia do Mestre.

 

 

 

Maria Cristina Castilho de Andrade

Coord. Diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala, Jundiaí, Brasil.

 



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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - QUE CIVILIZAÇÃO, CARA PÁLIDA ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            Diante de tantos fatos escabrosos que vem ocorrendo ultimamente, eu não tenho me sentido muito confortável para dizer que somos uma sociedade civilizada, não no sentido de que nos tratamos um ao outro com respeito, com observância aos limites alheios e à vida do próximo.

 

            Fico imaginando se as pessoas sempre foram assim ou se, agora, tudo ficou mais visível, menos velado e mais globalizado. Se somos moldados todos do mesmo barro, porque alguns de nós são capazes de tamanhas atrocidades, de tanta indiferença e violência? Vejo tanta gente preocupada com a diferença da cor de pele, de condição econômica, de preferências por times, de sexo, de beleza, mas pouco ouço dizer de um inconformismo geral quanto a diferenças mais profundas, mais significativas, como caráter, ética, moral, bom senso, piedade...

 

            Não consigo achar normal que alguém mate outra pessoa, sobretudo quando o faz porque deixou de ser amado, porque não quis entregar seus pertences ou pela ausência de motivos. Aliás, nem sei se há motivos que sejam justificáveis para tirar uma vida, nem humana, nem animal. Embora eu não seja vegetariana, nunca deixo de me perguntar se, de fato, eu precisaria tirar outra vida para manter o deleite da minha. Assim, qualquer morte me incomoda, mesmo que em aparente paradoxo.

 

            Tenho, até por hábito de advogada, o cuidado de acompanhar as notícias na mídia com certo distanciamento, pois nem eu e nem ninguém deveria se permitir ser fantoche de certos espetáculos destinados a causar histeria e revolta, à custa da exposição alheia, mas é quase impossível o alheamento absoluto.

 

            Nos últimos dias, a notícia de um ciclista atropelado, vítima de um motorista aparentemente e salvo melhor juízo, embriagado, causou-me horror. Não pelo atropelamento em si, infelizmente tão comum, ainda que indesejado, mas pelo que se deu a seguir. Com o acidente, o ciclista teve seu braço arrancado, o qual ficou preso no veículo e que foi descartado pelo motorista, que o jogou dentro de um rio, como quem se desfaz de uma folha que atrapalha a visão, surgida no para-brisa...

 

            Questiono-me como isso é possível, sob o ponto de vista do mínimo de consideração ao próximo? Será que esse é o futuro do que chamamos civilização? Se é para tamanha indiferença, para tanto desamor com a própria espécie, melhor teria sido nem descermos das árvores... Não tenho orgulho do que temos nos tornado como sociedade. Mais do que nunca, vale a lição do filósofo de que “o homem é o lobo do homem” e o pior é que pouco há para onde fugirmos...

 

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA -Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo.

 

 

 



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JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - 22 de MARÇO. DIA MUNDIAL DA ÁGUA. AO MESMO TEMPO, A ÁGUA É UM RECURSO NATURAL E UM DIREITO FUNDAMENTAL.

 

 

 


 

 

 

 

Quem não se recorda de algum momento sublime de nossas vidas em que á água estava presente: uma pescaria, alguma brincadeira no riacho, o primeiro contato com o mar, um passeio de barco ou a bonita imagem de um lago? Além de vital para a vida humana, também nos propicia aspectos poéticos e boas lembranças. Por isso mesmo, indiscutível a sua relevância.

 

No entanto, muitas pessoas não lhe devotam o merecido mérito. Ao contrário, ao desperdiçá-la, demonstram uma injustificável apatia com seus efeitos e sua manifesta conveniência. É por isso que a ONU – Organização das Nações Unidas instituiu 22 de março como o DIA MUNDIAL DA ÁGUA, desde 1992, durante a Agenda 21 da Conferência Rio/92 sobre Ecologia.

 

Os principais objetivos desta celebração são destacar, entre outros: -a importância da água, que além de vital à sobrevivência humana, toda a atividade econômica e social depende dela; - a necessidade de economizá-la para evitar a sua completa escassez, o que provocaria uma situação manifestamente grave; -a busca de soluções às questões decorrentes deste quadro e - o interesse nas autoridades dos países em geral, pelo seu alcance a todas as pessoas do mundo.

 

            Efetivamente, ela é ao mesmo tempo, um direito fundamental no contexto dos direitos econômicos, sociais e culturais e também um recurso natural com valor econômico, tendo em vista que é um anseio de todos ao seu acesso e quando usada para produção agrícola, industrial e comercial, deve ser cobrada. Nada se faz sem água, desde a administração de uma simples residência até o funcionamento de equipamentos industriais que impulsionam o setor produtivo.

 

No entanto, apesar de todo volume que o Brasil possui, é preciso muita responsabilidade e consciência na gestão deste recurso natural, de extrema precisão ao desenvolvimento de nossas regiões e atendimento a alguns anseios básicos à dignidade dos cidadãos como o saneamento básico e a utilização de água potável.

 

Todos os seres vivos são constituídos de água. No corpo humano, 66% do nosso peso é representado por ela; verduras, legumes e frutas também contêm água (no melão, por exemplo, há 93% desse líquido); animais aquáticos, como a água-viva, são constituídos por 95% de água; os fungos, as plantas e as células também apresentam água em sua composição.

 

Só estas razões já evidenciam o grande valor desse essencial líquido, cuja ausência impossibilitaria abastecer as necessidades das populações na agricultura, na produção de bens de consumo, na geração de energia elétrica por seu meio, na navegação, no comércio e etc.

 

Desta forma, a água deve ser preservada e as pessoas que felizmente são por ela abastecidas, devem evitar desperdícios, comumente registrados nas mais variadas atitudes, desde cuidados com a higiene, até na limpeza de veículos, para que se possa fazer permanente uso dela.

 

Nesse ano, a comemoração do Dia Mundial da Água ganha mais ênfase, pois a Organização das Nações Unidas - ONU declarou 2013 como o “Ano Internacional da Cooperação pela Água”. O alvo da ação é estimular a conscientização diante da gestão, acesso e distribuição da água, enquanto recurso cada vez mais escasso no planeta, ressaltando a importância da colaboração para o gerenciamento e manejo dos recursos hídricos.

 

A título de ilustração, um texto de Florêncio de Carvalho: “As águas para mim são sublimes. São o ‘espírito da Terra’. Eu comparo a terra com o corpo humano. O que o corpo humano possui? Ele tem as pequenas veias que vão alimentando o coração. Como as águas fazem? Têm as pequenas vertentes que vão para os igarapés. São as veias da Terra”.

 

 

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. É vice-presidente da Academia Jundiaiense de Letras.

 



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LAURENTINO BARBOSA - PENSAMENTOS

 

 

 

 

 

 

 

88 - Não faço promessas em casa para cumprir em Fátima.

Faço promessas em Fátima para cumprir em casa.

 

89 - Há pessoas que não são prestáveis a fazer favores mas gostam de os receber; há pessoas que gostam muito se ser prestáveis a fazer favores, mas não gostam de aceitar. As primeiras têm uma certa forma de parasitismo; as outras têm uma certa forma de orgulho e de vaidade. Não se pode “viver juntos” se a conceder favores não corresponde receber favores se e quando houver oportunidades. 

 

90 - São Francisco de Assis foi quem melhor conseguiu imitar Cristo. Amava a natureza, a irmã morte, a irmã água e o irmão lobo. Não amaria ele também o irmão touro? lá porque este é fero e bravo? Imitar plenamente Cristo é impossível; imitar São Francisco é difícil mas possível, o que aumenta a obrigação de o fazer. Assim, como se pode gostar de touradas?

 

             91 - “De quem eu gosto nem às paredes confesso”. Mas eu digo “Quem eu amo só às paredes confesso”. Bem posso fazer delas relicário do meu segredo, como se fossem augusta pitonisa, porque é da velha Sabedoria da Nações que elas têm ouvidos, e é da sabedoria mística de Teilhard de Chardin que elas estão impregnadas do Espírito de Cristo. São, assim, o mais perfeito confidente, mais fiel e sigiloso que o zéfiro que ondula as searas, porque esse, orgulhoso de saber o que lhe foi confiado, propala-o aos quatro ventos seus irmãos. Então, eis que “todo o mundo o sabe”: os ventos semeiam-no no éter, o Sol absorve-o e o transmite à Lua, a Lua informa o Mar, o Mar enrola-o na areia, a areia vai incubá-lo como se fosse um preciosíssimo ovo, donde vem a surgir “o mais” de todos os tempos e para que todos, mesmo todos, tomem conhecimento e se extasiem. Porém, nesse momento, o que Sky e Heaven sabem ser pulquérrimo, imediatamente fica desbotado e, mesmo perante os que seguem a Sabedoria das Nações e são tão permeáveis ao Espírito como as paredes, não passará de ser “uma coisa” bonita, louvável, enternecedora.

Como isso é pobre para quem tem sede de infinito! O que é belo e puro, perfeito e sublime, há-de, um dia, ter a a sua paga, que nem o beneficiado por “essa coisa” espiritual e terna, terna e eterna, pode dispensar. A recompensa do que eu só às paredes confesso há-de ser excelsa e digna, a corresponder à beleza do que lhes digo e, então, aguarda-me uma entrada triunfal no Reino daquele de quem eu queria ser o alter ego, Aquele que enchendo as minhas paredes as tornou dignas de serem minhas confidentes. Estou a ouvir desde já, em cortejo solene e grandioso, uma marcha nupcial ainda desconhecida, em que ao som de harpas, cítaras e liras Ele manifesta nas alturas a Sua grandeza ao mesmo tempo que na terra faz brilhar a Sua glória, para quem tem tão bons ouvidos como as paredes e está como elas cheio do Espírito de Cristo. Um tapete largo como o céu, ornado de estrelas, resplandecente de luz mais branca do que a neve me há-de conduzir a uma mansão privada e colectiva, que nunca foi nova nem nunca foi antiga, onde vou recomeçar o princípio sem dele ter saído, onde vou reencontrar o que nunca perdi, onde não é preciso tendas para nos sentirmos bem, nem tectos de abrigo para nos sentirmos seguros, nem paredes com ouvidos para desabafarmos amores ou angústias.

Por isso, se só em Deus ponho a minha esperança, “ quem eu amo só às paredes confesso”.

 

92 - A Natureza não faz milagres, faz revelações – Carlos Drummond de Andrade. Consideramos milagres aquilo que não sabemos ou podemos fazer, não sabemos explicar. A Natureza é “um outro eu” de Deus, e Deus não faz milagres, porque para Ele é tudo muito “natural”, tudo se processa segundo os seus planos os seus desígnios, segunda a sua Providência. Milagres não existem, só existem na nossa imaginação como consequência das nossas inferioridades. Tudo decorre segundo a vontade e o poder de Deus.

 

93 - O prazer é a prova da Natureza, o seu sinal de aprovação. Quando somos felizes, somos sempre bons, mas quando somos bons nem sempre somos felizes – Óscar Wilde. É uma visão muito pagã das coisas. O autor, mestre do paradoxo, nem sempre neles é feliz. Este pensamento deve ter sido congeminado na perspectiva social da moral do prazer e na sua época mundana em que era homo-sexual o que lhe veio a custar uma vergonhosa prisão. O ser bom não é consequência de sermos felizes, embora a felicidade possa contribuir para, em entusiasmo fortuito, sermos epidermicamente, pontualmente, bons. Ser bom é inato, embora susceptível de aperfeiçoamento. Todo o prazer tem a sua mescla de dor, quanto mais não seja por se saber que é fugaz e transitório. Quando somos bons, medularmente, espiritualmente bons, ao contrário do que diz O. Wilde, somos sempre felizes.

 

 

 

LAURENTINO SABROSA    -   Senhora da Hora, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 11:24
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