PAZ - Blogue luso-brasileiro
Quinta-feira, 7 de Março de 2013
FRANCISCO VIANNA - MORTE DE CHÁVEZ, TRAGÉDIA OU DÁDIVA DIVINA ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A morte do caudilho venezuelano, chorada pelos socialistas e festejada pelos demais, pode ser vista como tragédia para os primeiros ou como uma dádiva divina pelos últimos, uma espécie de "solução biológica" que, com a inestimável ajuda da incompetente e atrasada medicina cubana, o país recebeu da Graça de Deus e que poderá propiciar à Venezuela a sua recuperação política e econômica do inferno socialista em que foi jogado pelo regime chavezista. 

 

 

            O câncer de Hugo Chávez sempre esteve envolto em grande mistério e sabe-se hoje ter se tratado de um rabdomiossarcoma, um tumor muscular de baixa malignidade, localizado no músculo psoas-ilíaco esquerdo, que, todavia, não foi diagnosticado com acerto pela medicina cubana, o que levou a erros de tratamento e uso de terapêutica inadequada que acabou por produzir metástases para a coluna vertebral, ossos da pelve e finalmente pulmonares. Tivesse sido tratado adequadamente, no Brasil ou nos EUA, estaria vivo e bem de saúde hoje.

 

            Não são poucos os que acreditam, na Venezuela, que Hugo Chávez Frías regressou de Havana – para onde viajou em 8 de dezembro último para se submeter a mais uma cirurgia – já morto, numa situação de “vida” vegetativa (entubado e respirando por aparelhos). Nesse meio termo, o vice-presidente Nicolás Maduro se apossou ilegalmente do poder – quando pela Constituição do País, o Presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, é que teria que assumir a presidência interina do país em virtude da incapacidade física de Chávez de tomar posse de seu quarto mandato consecutivo e convocar novas eleições presidenciais num prazo de trinta dias.

 

            Mas, ao que parece, Cabello colaborou com a cúpula chavezista bem como com os chefes militares com os quais Chávez havia "aparelhado" as forças armadas do país, com esse golpe constitucional comandado por Maduro.

 

            A decisão, considerada como irracional pelos constitucionalistas venezuelanos, gera dúvidas sobre se Chávez poderia ou não declarar-se presidente eleito ou presidente 'funcional'. Ela criou um vazio de poder que será difícil de preencher, e poderá suscitar uma crise política, caso Nicolás Maduro não consiga garantir a continuidade do chavezismo. Maduro, é um ex-sindicalista do metrô de Caracas (amplamente financiado por Brasília através do BNDES), e enfrenta o desafio de arranjar outro presidente carismático, tão populista e demagógico quanto Chávez, que "fale a língua das classes populares ignorantes e viciadas com o distributivismo estatal do regime" para ganhar base eleitoral.

 

            Outro desafio para o chavezismo é o de contornar a feroz crise econômica no país, causada pela fuga de capitais do país e de mão de obra qualificada (esta responsável pela maioria das dificuldades que atravessa a PDVSA) e o desabastecimento intenso que atinge a população venezuelana, mormente a de menor poder aquisitivo.

 

 

 

 

             Foto de Chávez com suas filhas em seu leito hospitalar em Havana, que muitos consideram uma grosseira montagem..

 

 

            Chávez tinha regressado de Havana em 18 de fevereiro, sem ser visto ou ouvido por quem quer que seja até o anúncio de seu falecimento. Durante todo esse tempo, reinou a incerteza e a desconfiança entre os venezuelanos, a quem lhes foi mostrado apenas umas poucas fotos do outrora onipresente mandatário ainda em seu leito hospitalar em Havana e rodeado por suas filhas, fotos que muitos dizem ser montagens grosseiras de Photoshop. 

 

            O anúncio da morte do caudilho só ocorreu depois que os chefes militares fiéis ao movimento comunista bolivariano se declaram em apoio à continuação do regime pelo governo de Maduro, embora persistissem na exigência de novas eleições presidenciais para breve.

 

            Para distrair a atenção do povo ignaro e mal politizado (por longo tempo sofrendo a catequese comunista de elementos cubanos fortemente disseminados no serviço público do país) chovem "denúncias" de que "a Venezuela tem sido alvo frequente de conspirações dos Estados Unidos", desculpa essa que, no entanto, parece desmoralizada no país, uma vez que os EUA são os principais parceiros econômicos de Caracas. Prudentemente, Barak Obama disse que “pretende manter com Caracas um ‘relacionamento construtivo’”, mesmo em face da expulsão pirotécnica de um diplomata americano acusado de conspiração contra o regime.

 

            A paranoia antiamericana chegou ao cúmulo de fazer com que o próprio Maduro afirmasse que "o câncer de Chávez foi 'inoculado' pelos 'inimigos' do país”. “Não temos dúvida nenhuma de que o comandante Chávez foi atacado com esta enfermidade por agentes norte-americanos, tal como ocorreu com Yasser Arafat […] E já temos pistas o bastante sobre isso e que serão usadas para a devida investigação", disse Maduro. Segundo algumas investigações do Instituto de Radiofísica do Hospital de Lausane, na Suíça, a morte de Arafat pode ter sido causada por um envenenamento com Polônio 210, uma substância altamente radioativa encontrada em seus objetos pessoais.

 

            Tudo, na Venezuela, leva a crer que, havendo novas eleições presidenciais, uma eventual vitória de Capriles, não significará uma passagem de poder tranquila, mesmo que a ocorrência de outro golpe acarrete a saída do país do MERCOSUL por imposição da "cláusula democrática" do bloco, a mesma que ocasionou o afastamento do Paraguai.

 

            O anúncio do falecimento de Hugo Chávez causou em todo o mundo, e principalmente na América latina, reações antagônicas de alegria e alívio para uns e de dor e tristeza para outros.

 

           Enquanto isso, o governo do Irã decretou um dia de luto pela morte de seu aliado, com Ahmadinejad exaltando a figura de Chávez como "anti-imperialista" e herói da América latina. 

 

            Ao mesmo tempo, a presidente Dilma Roussef, tomando o cuidado de ressaltar que "nem sempre o governo brasileiro concordou inteiramente com Chávez", veio em cadeia de TV se desmanchar numa sequência de elogios formais chamando Chávez de "amigo do Brasil", onde ficou evidente o interesse ideológico da mandatária em assumir tal posição.

 

            A morte de Hugo Chávez Frías demonstrou um homem que tinha mais medo da morte do que se podia esperar de um ateu comunista, que nos últimos momentos de aferrou à imagem de Jesus Cristo, talvez mais por explorar a intensa religiosidade do povo venezuelano do que por qualquer razão íntima de fé verdadeira.

 

            O certo é que a chamada "solução biológica", com uma mãozinha valiosa da incompetente e atrasada medicina cubana, está sendo vista por muitos como uma dádiva divina capaz de fazer com que a Venezuela se recupere e consiga sair do escuro e profundo buraco em que foi jogada pelo chamado "socialismo do século XXI".

 

Quarta feira, 06 de março de 2013

 

 

 

 

 

FRANCISCO VIANNA  -   Médico, comentador político e jornalista  - Jacarei, Brasil



publicado por Luso-brasileiro às 14:05
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ANTÔNIO JOAQUIM COELHO DA CUNHA - DIA INTERNACIONAL DA MULHER

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O dia oito de março pelo calendário cívico internacional está a nos indicar homenagens destinadas ao DIA INTERNACIONAL DA MULHER. E, neste dia, multiplicam-se pelo mundo as mais diversas iniciativas: Câmaras Municipais, Estaduais e até o Congresso Nacional, reúnem-se para falar do “DIA INTERNACIONA DA MULHER”, com exposições; diplomas de honra ao mérito, discursos, trabalhos escolares, pesquisas, páginas nos jornais, etc, etc. Um mundo infinito de movimentos que nos levam a render tributos para a MULHER. E nós, todos, somos levados por tal sentimento de lealdade, parabenizando, cumprimentando, abraçando e aplaudindo suas glórias. Como se em outros dias do ano não existissem ! Nomes de mulheres ilustres são lembrados e seus feitos são conclamados como bons exemplos! Intelectuais, poetisas, romancistas, jornalistas, conferencistas, feministas, artistas, guerreiras ...

 

Tenho lido matérias de muitos autores. E vejo que todos se esforçam para enaltecê-las. Cito como exemplo, parte do texto de um amigo rotariano, umédico renomado do Estado do Paraná, EGD Fahed Daher que assim se expressou “Se a história de Adão e Eva é correta, você, Mulher, é o significado da aventura e da descoberta do mundo”. A maça foi o apetite que se transformou em gula para as emoções do amor.... Amor que não sei se Deus sabia que havia criado em você, mas que se criou em você e se manifestou na malícia insegura ou na maliciosa insegurança ou na maliciosa ingenuidade que levou Adão ao pecado... se é que consideramos, mesmo, pecado... Mas uma coisa ficou certa em tudo isto: Você dirige. Mandar é o atributo dos tiranos  que, na  insegurança  e ou  no medo  da  derrota,  impõem  ordens,  mesmo  arbitrárias, quando  não  só  arbitrárias. Você  dirige  através  da insinuação, da  persuasão, do  carinho da sedução  e, sempre  que  sincera, através do  amor. O amor, o suavizador de feras.

O feminismo... Que algumas vezes se apresenta como partido político... Ou movimento de disputa da masculinidade... Ou movimento das frustradas amorosas... Não é exatamente o seu carisma.

O feminismo da intelectualidade, da capacitação, da dignificação do sexo, da defesa e desenvolvimento harmônico das suas crias, da igualdade cristã entre as pessoas, independente de sexo, este é o seu destino.

Se a meta é a humanidade e para ela o equilíbrio e a paz, não é senão na solidificação da família que se fará o cumprimento do objetivo.

A realização pessoal e egoística da autopromoção narcisista tão apregoada pelas figuras dos vídeos, na confusão de amar e desamar, na frustração recebida e causada, sem o objetivo da doação amorosa e sem o objetivo do equilíbrio, não é da sua formação.

Através dos séculos você foi abusada, até que no surgimento do evangelho foram colocadas a Madalena e as Bodas de Canaã a indicarem o verdadeiro caminho da humanidade e o verdadeiro papel cabe a você.

A força bruta da masculinidade perdeu valor diante da força da inteligência que criou as máquinas e o novo surto da economia... Quando  surgiu  este momento  da inteligência  você  passou a despontar  e passou a ocupar  cada vez  maior lugar , mais ativo  na civilização”.

 

Victor Hugo disse: “" O HOMEM E A MULHER  - 

-       O homem é a mais sublime das criaturas, a mulher o mais sublime dos ideais.

-       O homem é cérebro; a mulher coração. O cérebro produz a luz, o coração produz o amor. A luz fecunda, o amor ressuscita.

-       O homem tem supremacia; a mulher a preferência. A supremacia significa a força, a preferência o direito.

-       O homem é forte pela razão, a mulher é invencível pelas lágrimas. A razão convence, as lágrimas comovem.

-       O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher de todos os sacrifícios. O heroísmo nobilita, o martírio purifica.

-       O homem é código; a mulher um evangelho. O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.

-       O homem é guia que voa, a mulher é rouxinol que canta. Voar é dominar o espaço, cantar é dominar a alma.

-       Enfim, o homem está colocado onde termina a terra; a mulher onde começa o céu."

 

Mas se a história e a literatura nos mostram exemplos dignos de admiração e que cada um de nós lhes rendem homenagens, há cá dentro do nosso peito A GRANDE HEROÍNA. São para ela que direcionamos todos os aplausos, ao lembrar tantas emoções vividas, boas e más, todas envolvidas pelo sentimento do amor que a MULHER MÃE, dedica a seus filhos.

Que cada um de nós se lembre da sua MÃE, como a MULHER merecedora das grandes homenagens nesta data.

São para a minha mãe, LÍDIA COELHO, e para as minhas tias: MARIA, ROSA e SILVINA, ora falecidas, mas nascidas na Freguesia de Geraz do Minho, na Quinta da PENA, deixando seus filhos espalhados pelo mundo, os versos copiados do poeta Edson Alvarenga:

 

 

Ó minha mãe, santa mãezinha, estou aqui,

Na sombra triste da outra face de quem não vai

Vem-me a saudade da minha infância junto a ti

Teu manto santo é uma lembrança que não me sai.

 

 

E quando longe, nada mais posso senão o pranto,

Deixar cair pela face clara do meu anelo

São ais que eu choro, na mensagem deste meu canto

Ao ver o teu retrato, a tua imagem eu velo.

 

 

És para mim o maior signo da minha existência

O amor, o caminho, a luz deste meu viver;

Sim; és o sol que me ilumina quando à ausência.

O calor do teu carinho, divina alma do meu ser.

 

 

Resplandecem-me os raios de tua esperança, os hinos,

Ao ver-me longe, no caminho que hora sigo,

Fenecem-me o soar e o bimbalhar dos sinos,

Buscam-te ao além, mas me vêm contigo.

 

 

Agora poderei então, beijar-te um pouco mais...

Assim, assim, roçar meus lábios à tua face linda,

Lembrar-te-ei, enfim, a bela aurora que me vem jamais,

Sem teu carinho, sou triste louco que a vida finda.

 

 

Um outro amigo, também rotariano ex Governador do Distrito 4500 (Recife/PE), de vasto currículo intelectual, querendo homenagear o DIA INTERNACIONAL DA MULHER, em seu blogue FEIXE DE VARAS, escreveu:

 

ONDE ESTÁ A BELEZA INTERIOR

 

 


Alguns textos e imagens que recebemos pela internet nos tocam profundamente. Refiro-me às frases de Audrey Hepburn, acompanhadas das fotos de sua juventude radiosa. Nada mais apropriado neste mês, em que celebramos o dia Internacional da Mulher, a 08 de março.

 

Nascida em 1929 na Bélgica, por pouco não morreu de fome quando criança, numa Europa devastada do pós-guerra. Foi salva graças à ajuda proporcionada aos refugiados pelas Nações Unidas. Morreu em 1993, aos 64 anos.

 

Entre seus filmes de sucesso, podemos citar Bonequinha de Luxo, My Fair Lady, Cinderela em Paris, A Princesa e o Plebeu e muitos outros.

 

No apogeu de mulher madura, quando pediam que revelasse seus segredos de beleza, respondia com graça:

 

1. Para ter lábios atraentes, diga palavras doces.

 

2. Para ter olhos belos, procure ver o lado bom das pessoas.

 

3. Para ter um corpo esguio, divida sua comida com os famintos.

 

4. Para ter cabelos bonitos, deixe uma criança passar os dedos por eles pelo menos uma vez por dia.

 

5. Para ter boa postura, caminhe com a certeza de que nunca andará sozinho.

 

6. Pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas; jamais jogue alguém fora.

 

7. Lembre-se que, se alguma vez precisar de uma mão amiga, você a encontrará no final do seu braço. Ao ficarmos mais velhos, descobrimos porque temos duas mãos: uma para ajudar a nós mesmos, a outra para ajudar o próximo.

 

8. A beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, nem no corpo que carrega, ou na forma como penteia o cabelo. A beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, porque esta é a porta para o seu coração, o lugar onde o amor reside.

 

9. A beleza de uma mulher não está na expressão facial, mas a verdadeira beleza de uma mulher está refletida em sua alma. Está no carinho que ela amorosamente dá, na paixão que ela demonstra.

 

10. A beleza de uma mulher cresce com o passar dos anos.

 

 

Audrey Hepburn nos ensinou que a verdadeira beleza é a beleza interior. Mais do que isso, nos mostrou onde está a beleza interior:


A beleza interior reside além da imagem física, que é sempre passageira.


A beleza interior é a do espírito que se irradia pelo semblante, iluminando os olhos, adoçando os gestos, modulando a voz.

 

A beleza interior resiste ao tempo, ao passar dos anos e se expressa na meiguice do olhar, na serenidade da face, no carinho dos gestos.

 

A beleza interior é imortal.

 

A beleza interior está na postura de colocar-se no lugar do próximo, em sentir as razões do outro, entender seu comportamento e ajudar.

 

A beleza interior está em ver de cada ser humano como um irmão, é perceber em cada alma um filho de Deus.

 

A beleza interior é deixar de valorizar as aparências externas e buscar a divindade interior de cada um.

 

 

 

 

 

ANTÔNIO JOAQUIM COELHO DA CUNHA   -   Da Academia Duque caxiense de Letras e Artes Integrante da CIP PLOP – Comissão Interpaíses da Língua Oficial Portuguesa, Rotary Club Duque de Caxias (D. 4570). Duque de Caxias (RJ) Brasil

e-mail:  ajccunha@openlink.com.br



publicado por Luso-brasileiro às 13:52
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - A CRISE DO AMOR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Passamos tempo de crise; ao desmoronar da civilização alicerçada no cristianismo.

 

É portanto natural, que também o amor esteja em crise; e está em crise, porque só se fala de satisfação sexual, como se o matrimónio fosse apenas sexo.

 

No casamento há: respeito, partilha, carinho, auxílio mútuo. Casa-se por amizade, para não se viver só, e também para possuir felicidade sexual.

 

O tempo de namoro serve para se conhecer o outro: modo de vida e pensar, nada mais do que isso.

 

O apaixonado, tende apartar-se do mundo, para viver o amor. Para ele o ser amado, basta. O pensamento fixo, que lhe tomou o cérebro, borboleteia só ao redor do eleito.

 

Enquanto procura descobrir o outro, a paixão cresce, domina-o, mas se a intimidade ultrapassa as licitas balizas, o encanto, a magia do amor, esfuma-se.

 

Se nada mais há a descobrir, a revelar, a conhecer, a paixão mais excitante, esfria e acaba por morrer.

 

Se o outro possui forte personalidade, espírito elevado, que constantemente surpreenda, a paixão ainda pode permanecer, assente na amizade ou orgulho e amor-próprio.

 

Infelizmente poucos são os que têm qualidades que “ atraem” ou “aguçam” a curiosidade, para além da intimidade física.

 

Se tivesse que aconselhar, recomendaria: que não pedissem ou dessem provas de amor, nem realizassem experiências pré- nupciais; não por motivos religiosos; mas satisfeita a curiosidade, o interesse diminui, se não há “valores” que activem e despertem a “amizade”.

 

A vida a dois constrói-se pedra a pedra: com cedências, elogios,, paciência e dedicação.

 

Alimenta-se, com presentes não pedidos, jantares não esperados, flor entregue com  ternura em momentos especiais.

 

Palavras mágicas, como: “Amo-te”, “Gosto muito de ti”, e expressões ternas, são bálsamos, que quem ama, não pode esquecer.

 

Os olhos também falam. Carlos Schmitte, assevera: “ Os olhos não enganam ninguém. E como um espelho: reproduz com exactidão o que se passa no coração.”

 

O tempo de enamoramento, mesmo em anos serôdios, se é puro e sincero, rejuvenesce o espírito e aformoseia o corpo.

 

Mesmo quando acontece na infância, ainda que não seja “ amor”, mas desejo de “ser amado”, é recordado e vivido, muitas vezes, no crepúsculo da vida, com ardor e saudade imensa.

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 13:46
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EUCLIDES CAVACO - FADO DAS CARAVELAS
 
 
 
 
 
 
Olá prezados amigos...
FADO DAS CARAVELAS É uma das versões do possível aparecimento do FADO em Portugal. Sem quaisquer pretenções desta ser a versão mais aceitável inspirei-me todavia nesta teoria para compor este tema que aqui vos deixo e poderão ver e ouvir neste link:
http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Fado_das_Caravelas/index.htm

As minhas mais cordiais saudações para todos vós
 
 
 

Euclides Cavaco  - Director da Rádio Voz da Amizade.London, Canadá

cavaco@sympatico.ca
 
 
 
***
 
 
CONCURSO DE VIDEO PRO VIDA
 
Concurso de vídeo PRO VÍDA. Para assinalar a passagem do 6º aniversário sobre o referendo do aborto, a Comissão Nacional Pro Referendo Vida (CNPRV) lança um concurso para vídeos "Pro Vida" entre 30 e 60 segundos. Tem 3 prémios no valor de 300, 150 e 50 "frames". Regulamento:
 
http://www.facebook.com/notes/ppv-portugal-pro-vida/concurso-pro-vídea/578511425509862
 
 
 
 
 
 


publicado por Luso-brasileiro às 13:42
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Sexta-feira, 1 de Março de 2013
PAULO ROBERTO LABEGALINI - MARIA, MÃE DE JESUS!

 

 

 

 

 

 

Quando alguém me pergunta por que sou tão apaixonado por Nossa Senhora, digo que tenho muitas histórias para contar. Alguns fatos são recentes e, outros, nem mesmo eu sabia que influenciariam tanto em minha vida.

Repito o que já escrevi em livro: minhas avós e bisavós eram marianas fervorosas e viviam com o terço nas mãos, assim como mamãe o faz até hoje, graças a Deus. Principalmente por isso, temos recebido incontáveis bênçãos na família, talvez em igual número às Ave-Maria rezadas por elas.

Minha mãe contou-me que se eu nascesse mulher, iria chamar Maria Auxiliadora, porém, o nome abençoado da Mãe de Deus acabou ficando com a minha irmã: Maria Aparecida. Mas era eu que, de pequeno, gostava de ir à igreja e alguns parentes até diziam: ‘Este menino vai ser padre!’. Essa não foi a vontade do Senhor, contudo, dedico praticamente todo o meu tempo livre às coisas do Reino.

Cresci freqüentando a Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em São Paulo. Aos dezessete anos, mudei-me para Monte Sião e assistia missas no Santuário de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. Vim fazer faculdade em Itajubá, passei a participar das celebrações na Matriz Nossa Senhora da Soledade e, hoje, após ajudar na construção do Santuário de Nossa Senhora da Agonia, faço parte da Comunidade de Nossa Senhora do Sagrado Coração. E, se você acha que os títulos de Maria foram apenas coincidências em minha vida, com certeza não foram.

Sou feliz por ver minha família caminhando com Maria nos passos de Jesus. Posso afirmar que a Rainha da Paz transformou os corações de todos e não deixa que haja grandes desavenças entre nós. Acabaram as brigas e confusões no meu lar e vivemos em clima de oração.

Tenho muitas histórias de graças alcançadas por meio de pedidos feitos a vários títulos da Virgem Maria. Contarei um grande favor que consegui de Nossa Senhora do Sagrado Coração; na verdade, o início da minha conversão eu devo a ela.

Eis o que escrevi no livro ‘Minha Vida de Milagres’ – Editora Santuário:

“Em 1994, quando comecei a cursar doutorado na USP, eu passava a semana hospedado na casa da minha irmã, em Campinas. Sobre a mesa que eu estudava, havia uma pequena medalha que ‘me fazia companhia’ todos os dias. Antes de abrir os livros, eu dava um beijo na medalhinha e a colocava de volta.

Com o passar do tempo, achei estranho aquele lindo objeto continuar ali, porque muitas outras coisas eram deixadas e tiradas da mesa quando a faxineira arrumava a casa, mas a medalha permanecia no mesmo lugar. Um dia, perguntei à minha irmã de quem era a bonita medalhinha e ela me respondeu que, talvez, algum de seus filhos a tivesse ganho e nem se lembrava mais como foi parar naquela mesa. E completou:‘Se quiser, pode ficar pra você’.

Naquela época, eu usava uma corrente no pescoço sem nada pendurado nela – pura vaidade! Então, coloquei a medalha e depois fiquei sabendo pela minha mãe que a imagem era de Nossa Senhora do Sagrado Coração. Soube também que, quando eu era pequeno, todos os anos íamos à festa dela no Santuário Nacional de Vila Formosa, na capital paulista.

Bem, depois que comecei a carregá-la no peito, tudo foi mudando: passei a rezar o terço, aceitei o chamado para coordenar um ministério de música católica, me envolvi com vários trabalhos em comunidade e, principalmente, o meu coração foi se tornando mais manso e humilde – semelhante ao Coração do Filho, que Nossa Senhora mostrava-me na imagem que pendurei na corrente.

E quando percebi que a medalha estava se estragando devido o uso, não tive dúvidas em substituí-la por outra e a guardei como lembrança da minha conversão. Às vezes, eu a retiro da gaveta, mostro a alguém que conhece esta história e explico:‘Não é um objeto de sorte, mas devocional. Maria Santíssima não está nele, porém, por ter sido bento, é sagrado e um grande sinal de Deus, além de servir de inspiração nas orações’.

Muitos anos se passaram e pude retribuir um pouco da graça que recebi de Nossa Senhora do Sagrado Coração. Trabalhando na comunidade em que ela é Padroeira, procuro me esforçar no serviço gratuito e sincero para me aproximar mais do amor de Deus. É emocionante cantar o ‘Lembrai-vos’ olhando para a linda imagem da querida Mãezinha no altar.”

Até parece que foi ontem que escrevi tudo isto, porque meu amor à querida Mãezinha só aumenta. Viva Nossa Senhora do Sagrado Coração! Viva a Mãe de Deus!

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI -    Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.

 



publicado por Luso-brasileiro às 18:49
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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - O DIA DEPOIS DE AMANHÃ

 

 

 

 

 

 

 

 

            Sempre que posso, esqueço-me de pensar na morte ou em envelhecer. Na verdade, evito fazê-lo, até porque nada disso adianta. O tempo não vai mudar porque eu vou me preocupar com ele, nem mesmo retroagir por essa atividade. Ao contrário, tempo será desperdiçado sendo pensado. Tempo se gasta vivendo e, na conta do tempo, não há abatimento das horas não usufruídas...

 

            Ainda que eu tente viver, quase sempre, dessa forma, é inevitável que, em determinado momento, a pessoa comece a notar que o tempo está passando, deixando um pouco mais evidentes os seus rastros, os seus caminhos pela vida. Por óbvio, não faz sentido pensar no tempo quando ele infinito, quando tudo ainda é broto e flor.

 

            Certo dia desses, conversando com uma senhora que eu muito estimo, ouvi dela, ao comentarmos o que ocorrera com ela, eis que tivera uma queda recente, resultante em uma costela quebrada.

 

            _Sabe o que eu acho que é, Cinthya? Eu preciso me acostumar que não posso fazer tudo rápido como sempre fiz; tudo às pressas. Tenho que fazer a ligação correta entre meu corpo e minha cabeça...

 

            Pensando que ela já conta com 89 anos, a conversa, confesso, ficou martelando nas minhas ideias e eu me lembrei, na mesma hora, da minha já saudosa avó, Dona Nena, que um dia teve comigo uma conversa que eu jamais esquecerei:

 

            _ Minha filha, eu nem vi o tempo passar. Em um dia eu tinha 7 anos e no outro, assim, do nada, eu tinha 70...

 

            E isso, para mim, serviu como uma mistura de mantra e profecia. Entre essa conversa, tanto tempo já se passou, levando-a embora e deixando todos os três filhos dela já passados em mais de seis décadas. E eu, nem dele vi a sombra ou pude dar conta das horas. O tempo, simplesmente, fluiu por nós, como seiva fina, transparente, que corre em único sentido...

 

            Nessa semana, em que eu mesma completei nova década vivida, o tempo começou a me perguntar a que vim, e o que dele tenho feito. Não pude responder de pronto e nem posso fazê-lo ainda. Nem sei se, à semelhança de minha amiga, eu tenho noção do que hoje ele representa, se já me limita em algo, por menor que seja. Pensar no tempo, de alguma forma, é pensar na morte, alheia e própria, mas é também pensar na vida, na vida que há a ser vivida e no tempo que, na risca de nossas contas vãs, ainda resta a viver...

 

            No vão das horas, entre o trabalho e as preocupações, que Deus me dê sabedoria para entender o que, de fato, compõe a vida dos filhos de Deus nesse mundo e, de acordo com essa compreensão, permita-me continuar sendo feliz...

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo.

 

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 18:45
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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - LÁGRIMAS EM BLOCOS

 

 

 

 

 

 

Estremeci com o relato. A mãe, há alguns meses “limpa” das drogas - após uma situação de risco que quase a matou -, esteve em visita ao filho, que custa a se recuperar das emoções confusas, do ilícito e do uso da erva, do pó e de outras fumaças. O menino sempre buscou nela a doçura que tanta falta lhe faz e que ela, nos momentos de lucidez, oferecia em intensidade. Embora a situação fosse difícil pelos desajustes de seus ascendentes, que acabaram chegando a ele, a doçura completava o seus vazios, logo desocupados ao perceber a imagem da mãe que se esvaia na escuridão. Ao retornar, no amanhecer, ela se entregava ao sono e ele, ao contemplá-la no silêncio, suja, de pele macilenta, procurava algo que pudesse acalmar o seu desejo de colo.

Foram vários anos assim: vontade de acertar por algumas horas e caminhada com tombos por inúmeros dias.

Nas tentativas para aplacar o que lhe doía além do peito, o menino introduziu-se com mais força pelo ilícito, desprezou o que lhe propunham para exercitar limites e, atualmente, se encontra em local para desintoxicação e tratamento, sob determinação de autoridades legítimas.

Voltando à visita da mãe por insistência dele. Queria muito vê-la. Ao se deparar com ela, profundamente emocionado, demonstrou que desejava chorar, mas não conseguiu. As lágrimas se juntavam nos olhos e caíam em blocos. Fiquei impressionada. Os blocos são feitos de massa sólida e pesada. E que opressão na dor do menino, a ponto da água não conseguir transbordar em partículas. A mãe aos prantos me relatou esse fato. Estava convicta de que era dela, por seus desatinos, a culpa maior da situação do filho. Não procurou justificativas no vitimismo para analisar os acontecimentos. Percebi-a comprometida com a autenticidade.

Veio-me o episódio da ressurreição de Lázaro, que São João (11, 1-44) nos conta. Era amigo de Jesus assim como suas irmãs Marta e Maria. Quando Jesus chegou a Betânia, já havia quatro dias que Lázaro estava no sepulcro. Jesus ficou intensamente comovido em espírito e se pôs a chorar. Em seguida, falou com o Pai, ordenou que tirassem a pedra do sepulcro ea, exclamou em alta voz: “Lázaro, vem para fora”. E o morto saiu, tendo os pés e as mãos ligados com faixas e o rosto coberto por um sudário. Ordenou, então, Jesus: “Desligai-o e deixai-o ir”.

Um pouco antes de chegar a Betânia, Jesus disse aos Seus discípulos: “Quem caminha de dia não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas quem anda de noite tropeça porque lhe falta a luz”.

Por se colocar na verdade e ter mudado o itinerário, a mãe, hoje, prossegue de dia. Conseguirá, por certo, quando o filho vier para fora, ajudá-lo a tirar as “faixas” que o impedem de andar e a “venda do rosto”. E, nesse dia, os blocos de lágrimas dos olhos dele se desmancharão em pingos da graça de Deus.

 

 

 

Maria Cristina Castilho de Andrade

Coord. Diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala, Jundiaí, Brasil.

 



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RENATA IACOVINO - PARADOXOS TECNOLÓGICOS

 

 

 

 

 

 

 

 

Sempre soube que a tecnologia, a informática, vieram para ajudar na organização da burocracia e até, e principalmente, para diminuí-la.

 

Sim, um número considerável de papéis é extinto de nosso dia a dia em contrapartida à quantidade de arquivos virtuais que se proliferam em nossas máquinas, pen drives, CDs, DVDs, nas nuvens e em outros locais, também úteis para cópias de segurança, ou aquilo que muitas vezes poderíamos chamar até de arquivo morto. Mas estão ali, todos armazenados, embora não palpáveis.

 

No entanto, de uns tempos para cá venho notando a existência de um fenômeno que decidi chamar de burocracia tecnológica. E como é tecnológica, está no campo virtual.

 

Ela, assim como aquela burocracia que já conhecemos, surge para viabilizar algumas ações, mas... como é uma burocracia, emperra muitas etapas, também.

 

Para muitos serviços tecnológicos que utilizamos, é necessário, em algum momento, determinado (s) procedimento (s) de entrave. Dizem que é de liberação, mas a mim me soa como entrave.

 

Acabo de trocar o computador e por conta disto perdi meu acesso a um dos bancos do qual sou correntista. É necessário começar do zero, cumprir umas três etapas, pelo menos, a fim de tentar obter acesso à minha conta corrente. A instituição afirma que é por medida de segurança, o que não duvido. Só acho estranho que o outro banco onde possuo conta, não me desconhece caso eu troque de computador ou resolva consultar meu saldo na casa de minha irmã. Precauções de segurança são benéficas ao próprio cliente, desde que estas não sejam, antes, um empecilho a ele.

 

O fato é que mesmo cumprindo o passo a passo, a execução do que é preciso para acessar a tal conta, não se conclui. Resultado: perda de tempo tentando instalar, reiniciando inutilmente o computador, ficando longuíssimos minutos com o atendente ao telefone tentando dar alguma orientação em vão...

 

Enfim... entraves que nos atrasam, nos esgotam, mas passamos a colecionar vários deles, seja com os bancos, seja com as operadoras de telefonia e por aí vai.

 

A necessidade de segurança com arquivos virtuais nos faz, por vezes, imprimir documentos, fazer cópias ali e aqui – físicas ou não – evidenciando a burocracia tecnológica.

 

Ao menos hoje não fiquei sem internet ou computador, o que me possibilitou escrever este artigo.

 

Amanhã... é outro dia. (?) 

 

 

 

Renata Iacovino, escritora e cantora / reiacovino.blog.uol.com.br /
reval.nafoto.net / reiacovino@uol.com.br



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LAURENTINO SABROSA - UMA HISTÓRIA E ALGUMAS ILAÇÕES

 

 

 

 

 

 

 

 

Há bastante tempo numa praça do Porto sucedeu um episódio muito interessante.

 

Um senhor que conduzia um belo Mercedes, quis estacionar num lugar que viu estar vago. Começou a fazer a devida manobra, mas quando estava a recuar para ocupar o lugar que pretendia, viu que esse lugar já estava ocupado por um mini, que com muito mais facilidade e rapidez de manobra, por meio minuto de avanço lhe roubou o lugar. Foi claro que o mini, chegado quase ao mesmo tempo que o Mercedes, também viu o lugar vago e valeu-se da sua maior mobilidade para o ocupar primeiro.

 

O senhor do Mercedes, saiu imediatamente do seu carro e dirigiu-se serenamente ao do mini.

 

- Então como é ? O senhor não viu que eu cheguei primeiro e que estava a manobrar para estacionar? Com que direito é que o senhor me veio roubar o lugar?

 

O outro sorridente e triunfante, respondeu

 

- Ó meu caro senhor, este é mundo é dos espertos!

 

O dono do Mercedes depois de alguns segundos de silêncio, disse-lhe:

 

- Ai é? Então espere aí mais um bocado.

 

Reentrou no seu carro e começou a fazer uma manobra  esquisita; acabou por ficar bem em frente do mini estacionado, e de repente fez marcha atrás para embater violentamente com as suas traseiras na frente do mini – resultado: ambos os carros ficaram amassados, o Mercedes nas traseiras, o mini muitíssimo pior na parte da frente.

 

Foi pasmo geral e o dono Mercedes voltou a sair do carro e dirigiu-se outra vez ao dono do mini:

 

- Olhe, meu caro senhor, eu, na minha garagem, tenho mais dois Mercedes iguais a este. Fica a saber que se este mundo é dos espertos, não é dos pelintras! Vá queixar-se a quem quiser.

 

Dito isto zarpou imediatamente, sem que ninguém com o pasmo tivesse tido a ideia ou a possibilidade de tomar nota da matrícula. A traseira ficara amolgada e a chapa de matrícula estaria bem distorcida.

 

Durante muito tempo ouvi isto como “estória”, mesmo anedota, mas acabei por encontrar alguém, que se fosse vivo teria quase 100 anos e que me assegurou ter sido verídico. Tenho ideia de que situou o facto na Praça da Liberdade, muito perto do Banco de Portugal. Naquela época havia ali espaço de estacionamentos e na Avenida, um pouco mais acima, havia praça de táxis.

 

Comentemos. Quanto a mim, ambos os protagonistas tiveram um procedimento censurável. O homem do mini foi insolente e atrevido em aproveitar-se da sua facilidade de manobra para ter o prazer de roubar o espaço disponível, prazer muito provavelmente associado à inveja contra aquele carro de luxo. Já que não lhe era superior no principal quis “vingar-se”, mostrando ser superior no secundário. A resposta insolente e malcriada que deu, reflete isso mesmo.

 

Por outro lado, o dono do Mercedes valeu-se da sua riqueza para impor com alguma violência a sua supremacia económica. Quis castigar a insolência do outro, infligindo-lhe, pelo menos provisoriamente, um grande prejuízo. Não se sabe qual foi a extensão desse prejuízo, mas mesmo que tenha conseguido ser completamente ressarcido, pois para o capitalista não fazia a mínima diferença pagar-lhe mesmo um carro novo, quantos contratempos e atrasos de vida teve de sofrer! Realmente, ficou a saber que este mundo não é dos pelintras! Foi castigado, tal como quis o dono do Mercedes.

 

Mas…será que alguém tem direito a castigar alguém, pelo seu arbítrio, pelo seu poder pessoal? Só as autoridades constituídas, através das suas polícias e dos seus tribunais o podem fazer, e, mesmo isso, não por castigo mas para benefício do prevaricador. A não ser nos casos extremos em que o indivíduo já mostrou ser um celerado bem comprovadamente irrecuperável para a vida social, as próprias cadeias não deviam ser lugar de castigo, mas de recuperação moral e social do criminoso, um lugar em que devidamente acompanhado e mais ou menos a sós, ele medite no mal que fez aos outros e a si próprio, levando-o ao arrependimento. A prisão domiciliária é menos “castigo” mas mais “recuperação”, serena e firme, e isso é o que verdadeiramente importa.

 

Para os verdadeiros criminosos, alguns dos quais já com o estigma do crime estampado no rosto, a cadeia passa a ser um enjaulamento, como quem quer preservar a sociedade de uma fera. É bom que essa característica não se estenda à generalidade.

 

 

 

 

LAURENTINO SABROSA    -   Senhora da Hora, Portugal

laurindo.barbosa@gmail.com



publicado por Luso-brasileiro às 09:56
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FAUSTINO VICENTE - DESAFIO DA GESTÃO PÚBLICA

 

 

 

 

 

 

 

 

“Estudo sobre a carga tributária/PIB x IDH”, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, nos mostra uma desconfortável realidade: entre os 30 países com maior carga tributária, o Brasil é o que proporciona o pior retorno da qualidade de serviços à população.”

 

Essa realidade nos leva a crer que o maior desafio dos Prefeitos, não se encontra na realização das promessas de campanha, mas na capacidade gerencial de baixar o elevado custeio da máquina pública, pois embora reconheçamos que existam ilhas de excelência, ainda “surfamos” num oceano de serviços públicos que deixam muito a desejar.

 

Não devemos esquecer que o mundo está em crise, que há cerca de 200 milhões de desempregados no planeta, países superendividados, pessoas passando fome e prefeituras brasileiras com seus orçamentos comprometidos com despesas gerais, inibindo investimentos em infraestrutura.

 

Que no planejamento estratégico da Prefeitura, os planos de ação, para melhorar a qualidade – adequação ao uso com satisfação do contribuinte -, aumentar a produtividade – produzir cada vez mais e melhor, com cada vez menos (menos tudo) e reduzir, sistematicamente, os custos fixos, tenham prioridade Zero.

 

O sinal de  alerta para a classe política tem eco milenar, pois nos leva ao Império Romano, o mais badalado da história da humanidade, e ao célebre Cícero (106-43 A.C.) – filósofo,  advogado, escritor, político e o maior orador romano. “Temos que equilibrar o orçamento, proteger o tesouro, combater a usura e reduzir a burocracia. Caso contrário, afundaremos todos.”

 

O primeiro passo, para aumentar a produtividade, deve ser a eliminação do excesso de burocracia que, além de oneroso e gerar morosidade, tem se mostrado ineficaz no combate à corrupção e às fraudes.

 

Para que os servidores públicos colaborem com o projeto sobre redução de custos e as metas sejam plenamente atingidas, é de fundamental importância que Prefeito, Vice-Prefeito, Secretários Municipais e Vereadores demonstrem que estão  comprometidos, sendo  exemplos.

 

Encerramos com a frase de Peter Drucker (1909-2005), um dos maiores pensadores em gestão organizacional: “Não existem países subdesenvolvidos. Existem países subadministrados”.

 

 

 

Faustino Vicente – Professor, Professor, Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos e Advogado – e-mail: faustino.vicente@uol.com.br – Jundiaí (Terra da Uva) – São Paulo - Brasil



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JOÃO BOSCO LEAL - SEM SURPRESAS

 

 

 

 

 

 

 

 

Sempre ouço alguém comentando que se surpreendeu com atitudes ou comportamentos de certas pessoas, mas raramente as vejo pensar sobre quem são suas companhias, nos locais por elas frequentados, ou onde as conheceram.

 

Frequentando locais e grupos totalmente distintos do que anteriormente nos eram comuns, é comum que surpresas ocorram, pois em ambientes e com pessoas desconhecidas, as consequências são sempre imprevisíveis.

 

Todos os locais possuem seu público, e bastante distinto entre eles. A vida noturna, os bares, boates, igrejas, praças, restaurantes e o comércio dos mais diversos produtos possuem cada um, sua clientela específica.

 

Raramente nos surpreenderemos com o público que frequenta cada um desses locais. Eles não se misturam. Não encontraremos pessoas bebendo na igreja ou alguém orando em uma discoteca.

 

As pessoas que utilizam drogas ou bebem acima normal, por exemplo, são bem mais facilmente encontradas em boates durante a madrugada do que em restaurantes no início da noite.

 

Sabendo disso, tanto a mulher como o homem desacompanhado normalmente vão aos locais onde, imaginam, estarão as pessoas que mais se enquadram no grupo social que sempre frequentou ou que deseja agora frequentar.

 

Nos diversos tipos de estabelecimentos noturnos, quem está só certamente está procurando companhia, diversão, mas raramente uma pessoa com quem queira assumir qualquer tipo de compromisso, principalmente por saber que, como ela, quem lá estava deveria saber disso e estava buscando o mesmo, ou seja, em uma casa de diversões noturnas, dificilmente encontraremos alguém buscando outra para se casar.

 

Isso também pode ser observado em diversos tipos de comportamentos sociais, como o das pessoas que alegam que, por sua profissão, necessitam frequentar, estar na mídia, ter visibilidade e conhecer o maior número possível de pessoas, independentemente de estarem ou não de acordo com o comportamento social destas, e acabam, por isso, frequentando e tendo seus lares frequentados por pessoas que não serviriam como companhia para ninguém.

 

Dizer que sua profissão exige ir a certos locais e socialmente encontrar certas pessoas, é aceitável, mas dizer que precisa frequentar esses locais e ter seu lar frequentado por essas pessoas é falso, e de alto risco.

 

Receber em sua casa ou frequentar a casa ou ambientes frequentados por pessoas que diferem frontalmente de nossos conceitos éticos, morais e de comportamento social, certamente não trará nenhum benefício, social ou profissional, para quem quer que seja. Pelo contrário, frequentar ou ter seu ambiente frequentado por pessoas assim, só nos farão ficar abalados, admirados ou assombrados com coisas que não deveriam nos surpreender.

Poucas surpresas ocorrerão na vida, se pensarmos antes para onde e com quem iremos.

 

 

 

 

JOÃO BOSCO LEAL, é articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários. Campo Grande, Brasil.

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 09:33
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FRANCISCO VIANNA - JORNAL ABC DA ESPANHA DIVULGA PARADEIRO DE HUGO CHÁVEZ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O jornal europeu diz que Chávez foi transferido em segredo do Hospital Militar onde estava na UTI tratando de uma "pneumonia" pós-operatória, para uma residência na ilha de La Orchila, para ficar em companhia de seus familiares até que seu estado terminal tenha o desfecho natural.

A decisão foi tomada depois que os médicos venezuelanos constaram um tumor metastático no pulmão esquerdo está a progredir rapidamente, após a última tomografia a que se submeteu o caudilho.

Hoje, 1o de março de 2013, às 07:29h da manhã, a notícia foi dada pelo portal do diário espanhol ABC. Informa ainda o jornal espanhol que o tumor já compromete algo em torno de 35% do pulmão esquerdo, e que, diante de tal evidência, a permanência no Hospital Militar, onde de qualquer forma o presidente já era apenas tratado de modo paliativo, foi considerada desnecessária. Optou-se então por acomodá-lo junto com seus familiares num local seguro e tranquilo, fora de Caracas, onde juntos poderão permanecer durante todo o pouco tempo que resta de vida ao presidente e que, também, seja suficientemente perto para permitir que seja trazido de volta a UTI caso seja necessário.

Em La Orchila, uma ilha situada a 160 km da capital venezuelana, Chávez havia feito instalar, em 2011, a instrumentalização para cuidados médicos especiais, transformando a enfermaria da residência presidencial num pequeno hospital. Durante meses esse trabalho teve sendo feito na ilha, onde uma equipe médica está permanentemente à disposição do Presidente. Segundo o jornal, Chávez pode ir para lá e sair de lá para ir a qualquer lugar sem dar satisfação a quem quer que seja, o que não era possível quando ia para Havana, pois havia a necessidade de ser autorizado pelo Congresso, ou Assembleia Nacional, informou o jornal.

Chávez teria chegado de Havana em 18 de fevereiro com suas "condições vitais estáveis", mas quase ninguém o viu desde então. A população é mantida largamente na ignorância dos fatos e seus detalhes sobre sua saúde, sempre relatada pelo governo com “falso otimismo”.

No início, Chávez se mantinha consciente no Hospital Militar, mas seus problemas respiratórios foram se agravando, e ele precisou ser entubado e, mantido em coma induzido, e voltar a se submeter à ventilação pulmonar artificial para facilitar a respiração. Essa complicação "impediu qualquer possibilidade do presidente reeleito fazer o juramento e tomar posse", mesmo em cerimônia privada.

No último exame, cujo resultado foi avaliado pela junta médica do presidente no último dia 22, mostrou que o tumor já havia tomado o terço inferior do pulmão esquerdo, indicando tratar-se de uma metástase muito mais agressiva e de progressão muito mais rápida do que as demais que Chávez tem na pelve e na medula óssea. A nova tumoração é tida como sendo metástase do rabdomiossarcoma pélvico diagnosticado finalmente, embora isso não tenha sido “ainda confirmado”, o que realçaria o erro de diagnóstico inicial e a terapêutica inapropriada a que foi submetido o presidente venezuelano em Havana.

As mesmas fontes advertem que Chávez está com seu sistema imunológico extremadamente deteriorado, de forma que, no momento, ele não é capaz de combater qualquer infecção, mesmo com o uso de antibióticos, e por isso as medidas de esterilização de tudo o que entra em contato com seu corpo são determinantes. Nos traslados do paciente tem sido necessário o uso de maca dentro duma bolha de plástico.

A Internet, divulgando o que a mídia internacional, no caso a espanhola, é a única fonte de informação da população venezuelana para saber sobre a situação real de seu presidente. Como a parcela que tem acesso à mídia eletrônica no país não chega a 18%, a verdade é que a imensa maioria do povo venezuelano segue amplamente não informada e, pior, desinformada pelo regime sobre a situação de Hugo Chávez.

 

 

 

Sexta feira, 01 de março de 2013

 

 

 

FRANCISCO VIANNA  -   Médico, comentador político e jornalista  - Jacarei, Brasil

                                                                         (com base na mídia internacional)

 

 

 

Fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/jornal-espanhol-diz-que-chavez-foi-para-casa-apos-descobrir-tumor-no-pulmao-7709908
Temas correlatos:

·  Maioria dos venezuelanos acredita que Chávez irá se recuperar

 



publicado por Luso-brasileiro às 09:20
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