PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sábado, 20 de Abril de 2013
MARIA CRISTINA CASTILHO DA ANDRADE - SOB A CAPA DA LEGITIMIDADE

 

 

 

 

 

 

Não a encontrava há mais ou menos sete anos. A primeira vez, com metade dos filhos que tem agora, veio à Associação “Maria de Magdala” à procura de ajuda. Apreciou ser acolhida sem julgamento. Permaneceu por alguns meses. Amarras fortes do passado a impediam de perseverança na reconstrução. Anos depois, com mais quatro filhos, retornou com os mesmos olhos ébrios e em desespero. Esteve conosco no máximo quatro vezes e se distanciou. Era como se viesse à espera de um milagre sem que dela se exigisse uma abertura para a metamorfose. Recentemente, vi-a no ponto de ônibus. Abraçou-me e, sem a possibilidade de conversarmos mais, afirmou que mudara. Voltamos a nos encontrar, faz poucos dias, no Fórum. Aguardava a audiência da Vara da Infância e da Juventude, com o propósito de recuperar os filhos que estão abrigados em uma instituição. A dor de ser considerada incapaz para educar os filhos a empurrou para a lucidez. Uma dor lancinante, que corta a pessoa por dentro. Contou-me um pouco sobre eles, enquanto apresentava os mais velhos e a netinha. Ao redor dela, as testemunhas de que parara de beber e de que, atualmente, a atenção maior é para os cuidados com os filhos, com a casa e o tratamento que a mantém sóbria. Concluiu com firmeza que o álcool é uma droga pior que as ilícitas. Você a encontra, sem risco de polícia, nos bares que se multiplicam. Pede para os filhos irem buscar e, se for com dinheiro vivo, vendem, embora sejam menores de idade. A facilidade em encontrar bebidas alcoólicas a fez viver em tombos por décadas.

Penso que ela se manterá em pé e consciente, por uma escolha dela e pelo amparo que recebe de instituições e programas de tratamento. Quando se erguer o odor da aguardente e seus fantasmas chegarem em legião, ela os vencerá em nome de Deus, dos filhos, das feridas que doeram tanto, do desejo de vida nova ao primogênito que cumpre pena em penitenciária distante. Fiquei, contudo, a semana inteira, pensando em sua colocação sobre o que é lícito predispor mais aos desvios do que o ilícito.

É legítimo beber. Com esse amparo, há pessoas que se embriagam e contaminam seu entorno.  É legítimo aos pais, aos avós, aos padrastos, aos tios cuidarem de menores sob sua guarda. Com esse amparo, há pessoas que violentam sexualmente crianças e adolescentes. É legítimo aos pais educarem seus filhos da maneira deles. Com esse amparo, há pais que abrem mãos de limites desde a infância e, de certa forma, empurram seus filhos, na puberdade, para comportamentos e situações inadequadas. É legítimo às autoridades ou diretores e presidentes de entidades, de clubes, de acordo com a função que exercem, contratarem serviços de terceiros para o desenvolvimento de ações em favor da comunidade que abrangem. Sob esse amparo, desviam em benefício próprio o dinheiro público ou de seus associados ou assistidos. E tantas outras situações de desvios sob a capa de legitimidade.

O raciocínio da moça me questiona. Ela está certa. O lícito nublado carrega mais riscos. Penso que falta no mundo a claridade de olhares cuidadores, que afastem suas próprias sombras e iluminem, para salvar, o caminho dos que estão próximos.

 

 

 

Maria Cristina Castilho de Andrade

Coord. Diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala, Jundiaí, Brasil.



publicado por Luso-brasileiro às 11:42
link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 18 de Abril de 2013
RENATA IACOVINO - TEMPOS POUCO CURIOSOS

 

 

 

 

 

 

 

 

            "Ouvir sempre a voz da curiosidade, e nunca, jamais a da preguiça."

 

            Tomo emprestado este fragmento de minha amiga poeta, Valquíria Gesqui Malagoli, pois ele me fez refletir sobre esse mais novo - ou não tão novo - vício da modernidade, a preguiça.

 

            À medida que recebemos o conforto das praticidades inerentes à tecnologia e todos os benefícios que vêm no pacote, ganhamos o ônus da preguiça.

 

            Involuntário? Compulsório? Talvez. Talvez não.

 

            Um dos problemas do vício é não percebermos que ele já se instalou. O outro é conseguirmos nos livrar dele.

 

            A comodidade acaba sendo tanta, que subtraímos a curiosidade. Com isto, deixamos de explorar outros olhares e novos conhecimentos.

 

            Um exemplo muito comum é a comunicação que estabelecemos com o outro. A vida corrida nos faz, hoje, conversarmos com alguém sem precisar ver, ouvir ou mesmo tocar. Deixa-nos distantes à mesma proporção que nos aproxima. É o paradoxo necessário à sobrevivência destes tempos.

 

            Quem teria paciência de se debruçar, com papel e caneta, para escrever uma carta detalhada a um amigo? E aguardar a resposta? Quase impossível, quando temos à mão ferramentas que nos propiciam "falar" on line, dizer algo e ter a resposta antes mesmo de haver concluído a questão.

 

            Isto acaba abreviando e eliminando etapas, mas cria uma nova necessidade. De "resolver" tudo rapidamente. Então, instala-se a ansiedade, afastando-nos da paciência.

 

            Algumas dessas etapas são, sim, interessantes de eliminarmos, outras nem tanto. Como atingir o equilíbrio?

 

            Como fazer uma geração dependente de computadores interessar-se por livros?

 

            Nosso cérebro vai se acomodando em benesses e em preguiças.

 

            Vamos nos encostando e economizando em palavras, atitudes, reflexões...

 

            É como se houvesse um grande molde à nossa frente esperando para que nos entreguemos, sem titubear, tornando-se, assim, muito fácil de nos deitarmos sob a falta de originalidade e abraçados à mesmice.

 

            Virtudes tornam-se obsoletas, alvos de descaso, até porque, os valores são instáveis, imbuídos de um fisiologismo próprio desse sistema que nos engole e nos cospe.

 

            E ainda assim achamos que somos felizes, porque temos, temos, temos, compramos, compramos, compramos... Só não percebemos que esse é o círculo vicioso da insatisfação crônica, em que tudo é feito para usar e jogar fora.

 

 

 

 

 

Renata Iacovino, escritora e cantora / reiacovino.blog.uol.com.br /reval.nafoto.net / reiacovino@uol.com.br

 



publicado por Luso-brasileiro às 12:06
link do post | comentar | favorito

JOÃO BOSCO LEAL - COMPROMISSO

 

 

 

 

 

 

 

 

Atualmente as pessoas dizem que querem um compromisso sério e que ninguém mais quer isso. Que todos só querem “ficar”, “curtir”, mas assumir compromissos, não.

 

Com todas as mudanças culturais, educacionais e liberalizações ocorridas nas últimas décadas, realmente fica difícil imaginar que um jovem - que muitas vezes já passou dos trinta anos e ainda mora na casa dos pais -, queira trocar essa vida de liberdade, casa, cama, comida e roupa lavada, por uma de responsabilidade, trabalho e compromissos diversos que a vida de um casal exige.

 

Mas isso não está ocorrendo somente entre os mais jovens, pois entre as pessoas que se mantiveram solteironas, ou que se tornaram viúvas, separadas ou divorciadas, a reclamação é a mesma. Ninguém mais quer assumir compromissos com ninguém.

 

Com as facilidades tecnológicas atuais, conhecem-se mais pessoas virtualmente do que pessoalmente e passou a ser comum com elas trocar centenas de informações antes de realmente encontra-las fisicamente.

 

Recentemente ouvi um jovem universitário dizer que não sabia qual moça havia mordido seu lábio que estava bem marcado, pois na “balada” da noite anterior beijara tantas, que nem percebera quando isso ocorrera. Durante esse tipo de festa os rapazes - e outros já com bem mais idade que também as frequentam -, beijam todas por quem passam, como se isso fosse extremamente natural.

 

Entre esses jovens o assunto mais comum dos dias posteriores a essas festas é contar quantas “pegou” - termo utilizado para dizer que beijou, abraçou e “apalpou” -, durante uma única noite. E o mais surpreendente é que as jovens também saem contando por quantos foram “pegas”.

 

Claro que isso se torna um círculo vicioso, pois quando o rapaz se cansa dessa vida e começa a pensar em determinada estabilidade emocional, família e filhos, não consegue assumir nenhum compromisso mais sério com quem ele já pegou e já viu ser pega por muitos, por mais que seja uma moça bonita, simpática, educada e com ela tenha curtido momentos de bastante prazer.

 

Esse compromisso implica em algo bem mais abrangente, com muita amizade, companheirismo, cumplicidade, sonhos e projetos comuns, e para assumi-lo ele quer alguém que, como ele, busque algo duradouro, com perspectiva de futuro.

 

Uma pessoa que realmente esteja disposta a dividir sua vida com outro, abrir-se para milhares de novas possibilidades desde que sempre compartilhadas com quem não terá segredos, detalhes desconhecidos, ambições, interesses ou sonhos que não poderão ser contados.

 

Em decorrência disso, em relacionamentos assim, a liberdade é total. Ninguém se preocupa com o fato do outro, se eventualmente necessário, atender seu celular ou abrir sua página social, pois quando há transparência não existem segredos e a confiança é maior que a dúvida.

 

Os que desejam partilhar totalmente sua vida com outro, sabem que em bem pouco tempo os desejos mútuos serão conhecidos numa simples troca de olhar, e muitas vezes rirão do tamanho dessa intimidade e conhecimento.

 

Compromisso é permitir que o outro entre plenamente em nossa vida. Sonhar junto sem se sentir ameaçado, marcar um horário sem se sentir controlado, dividir o espaço sem se sentir invadido.

 

Assumir um compromisso não é perder a liberdade, mas exercitá-la, na escolha de estar com alguém.

 

 

 

JOÃO BOSCO LEAL, é articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários. Campo Grande, Brasil



publicado por Luso-brasileiro às 12:00
link do post | comentar | favorito

JOSÉ RENATO NALINI - JUÍZ FAZ POLÍTICA

 

Em recente palestra na Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, hoje denominada “Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira”, a socióloga Maria Tereza Sadek observou que o Judiciário brasileiro toma ares cada vez mais políticos. Para ela, o juiz é cada vez mais chamado a tomar medidas contramajoritárias, “contrariando o que foi decidido pelos representantes eleitos pelo povo”.

Não concordo inteiramente com a erudita amiga. Verdade que a Constituição de 1988 ampliou o acesso à Justiça. Foi a Constituição brasileira que mais acreditou no Poder Judiciário. Isso fez com que todas as questões chegassem aos tribunais brasileiros. Também é verdade que os juízes pautam as políticas públicas. Mas isso é defeito do Judiciário?

Parece que o Legislativo, em todo o mundo contemporâneo, não tem cumprido com aquilo que é sua função precípua: estipular as regras do jogo. Já disse que o Parlamento moderno não é uma “caixa de ressonância das aspirações populares”. É uma espécie de reconfiguração do feudalismo, em que setores tópicos elegem seus representantes para a defesa de interesses localizados. Nem sempre coincidentes com o bem de todos.

Por isso, o Executivo legisla cada vez mais. Não só por Medidas Provisórias, mas pela intensa atuação normativa das agências. O juiz é obrigado a trabalhar numa selva intensa de leis, decretos, resoluções, posturas, portarias. É quase impossível saber o que está em vigor e o que foi revogado. Ao mesmo tempo, o Parlamento evita as questões polêmicas ou não consegue consenso para normatizá-las.

O Judiciário se vê chamado a enfrentar tais questões e não tem como evita-las. Não é atuação política, portanto, senão cumprimento estrito do dever de dar uma solução quando provocado. O juiz não pode declinar da jurisdição. Tem de decidir. A lei é cada vez mais um fruto imperfeito, resultado do consenso possível obtido no Parlamento.

Daí a irrenunciabilidade de completa-la, dela extraindo uma forma de incidência possível.  Concordo com a constatação inafastável de que as ações judiciais se multiplicaram. Mas isso não resulta de atuação política do juiz. É conseqüência da patologia ora enfrentada pela Democracia Brasileira e também por outras Democracias.

 

 

 

JOSÉ RENATO NALINI é Corregedor Geral da Justiça do Estado de São Paulo, biênio 2012/2013. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.



publicado por Luso-brasileiro às 11:54
link do post | comentar | favorito

FELIPE AQUINO - É PECADO FAZER TATUAGENS?

 

 

 

 

 

Muitos leitores têm-nos perguntado sobre tatuagem e piercing.

 

Os médicos, especialmente os dermatologistas, chamam a atenção para o perigo de transmitirem por tal via doenças graves como as hepatites e até mesmo a AIDS.

 

Isto acontece porque frequentemente os que realizam o piercing, a tatuagem ou a automutilação do corpo, às vezes não tomam as necessárias cautelas higiênicas: verifica-se que um adolescente em cada  cinco é assim contagiado, ao passo que as adolescentes são duas vezes mais afetadas.

 

Os piercings costumam ser fixados em partes do corpo muito impróprias: na língua, umbigo, nariz,sombrancelhas, ou nos órgãos genitais. Seis ou sete anéis fixados através do pavilhão da orelha podem acarretar necrose da cartilagem.

 

Do ponto de vista ético, a prática dos piercings e afins só pode ser rejeitada, pois contribui para afetar negativamente o corpo e a saúde dos usuários. A lei de Deus manda preservar a vida.

 

Talvez alguém veja nessas modas a maneira de se proclamar membro de alguma facção ou discípulo de um grande Mestre, mas sabemos que o fim não justifica os meios. A integridade corporal e a saúde não devem ser sacrificadas a modismos inconsistentes.

 

Os pais devem orientar os filhos no sentido de viver segundo  uma escala de valores acima de modismos e modelos exóticos e extravagantes, que prejudicam o autêntico desenvolvimento físico e moral dos adolescentes.

 

 

Veja o Vídio sobre o assunto, em:

http://youtu.be/-pb5Glz1Htc

 

 

 

 

A Revista Época, (n. 567 , 30 março 2009, pg. 104/105) trouxe uma longa matéria sobre a tatuagem mostrando os seus perigos.

 

As pessoas se cansam da tatuagem com a mudança de idade e de vida. A tatuagem da moda enjoa rápido; especialmente o nome da namorada, quando o namoro termina. Nos EUA a Academia de Dermatologia calcula que 70% dos tatuados se arrependem uma década depois.

 

A Revista afirma que o tratamento para retirar a tatuagem é doloroso e caro, a laser. “Era como se uma agulha fervendo tocasse minhas costas” (Lenita Frare). Para apagar a tatuagem terá de passar por cinco sessões de laser de cinco minutos ao longo de seis meses no mínimo com intervalos de 30 dias entre a sessões. Durante o tratamento Lenita não poderá tomar sol e deverá usar pomadas anti-inflamatórias.

 

Diz a matéria que o empresário Luiz Felipe Carvalho, de 24 anos deve gastar R$10.000,oo para se livrar da tatuagem.

 

“As pessoas que querem trocar de tatuagem, não apenas apagar, diz o dermatologista Cláudio Roncatti, um dos diretores da Sociedade Brasileira de Laser. O número de seus pacientes vem crescendo com a demanda crescente de arrependidos.

 

Cadastre-se grátis e receba os meus artigos no seu e-mail

 

 

“Uma sessão de laser custa R$300,00; algumas tatuagens demandam dois anos de sessões, uma por mês. “Na maioria dos casos fica um borrão no lugar da tatuagem”, diz o dermatologista  Alexandre Fillipo. Ele atende 30 pessoas por mês que querem apagar a tatuagem”.

 

Por todas essas razões a tatuagem e o piercing devem ser evitados.

 

 

 

 

 

FELIPE AQUINO   -   Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.



publicado por Luso-brasileiro às 11:38
link do post | comentar | favorito

FRANCISCO VIANNA - PENÍNSULA COREANA - TEMPERATURA EM ALTA

 

 

 

COM A INTENSIFICAÇÃO DAS AMEAÇAS PELA COREIA DO NORTE, SURGEM OS PRIMEIROS SINAIS DE ANSIEDADE E NERVOSISMO NO SUL.

 

http://www.washingtonpost.com/rf/image_606w/2010-2019/WashingtonPost/2013/04/03/Foreign/Images/South_Korea_Koreas_Tension_045f7.jpg

A Coreia do Norte impede o acesso de trabalhadores sul-coreanos ao complexo industrial que construiu em parceria com a Coreia do Sul próximo à zona desmilitarizada no paralelo 38.

 

 

 

            Em Seul, a movimentada capital sul-coreana, por décadas tem sido descrita como sendo um lugar de engarrafamentos e de shoppings de luxo, de longos dias de trabalho e noites mais longas no embalo do saquê licoroso de arroz.  Seus moradores raramente se comportam como se suas rotinas de vida pudessem ser perturbadas ou modificadas pelo regime vigente da dinastia comunista Kim Jong, no miserabilizado vizinho do norte, que, no entanto dispõe de 10.000 peças de artilharia, como se pairasse sobre Pyongyang qualquer ameaça de invasão proveniente do sul.

            Mas, após anos de desdém às costumeiras ameaças da Coreia do Norte – feitas muito mais para surtir efeito interno do que externo –, alguns moradores desta metrópole, que é, sem dúvida, uma das maiores do sudeste asiático, dizem que se sentem um pouco ansiosos e preocupados desde a ascensão de um jovem, inexperiente e imprevisível líder em Pyongyang, a espartana capital do norte. É que os níveis da retórica hostil nortista sem alcançado um tom não visto desde a década de 1990.

            O comércio da agitada Seul parece não ter se modificado e os cafés e “inferninhos” ainda permanecem lotados e embalados pelas músicas pop dos DJs, mas as novas preocupações dos sul-coreanos parecem mais perceptíveis nos momentos de silêncio. Seus celulares e ‘platlets’ vivem alertando com atualizações da mídia sobre as mais recentes iniciativas belicosas do norte — a “declaração de guerra verbal”, o anúncio de planos para reiniciar as principais instalações nucleares, a paralisação e transformação em instalação militar de um complexo industrial comum, perto da fronteira, etc.

            As crianças perguntam a seus pais o que acontecerá se a guerra norte-sul recrudescer e para onde iriam, em busca de segurança.

            Na quinta-feira de ontem, o medo chegou à bolsa de valores da Coréia do Sul, que sofreu sua maior queda em um dia, no ano. O Ministro da defesa do Sul, Kim Kwan-jin, disse que o norte tinha situado um míssil de médio alcance na sua costa oriental, talvez para testes ou treinamento.

            "Poderá haver guerra ou a paz pode continuar, dependendo apenas respectivamente da insanidade ou do bom senso nortista", disse Joo Yang-yi, um estudante de 26 anos que estuda na Coreia do Norte.

            Ao invés de menosprezar e minimizar a possibilidade de um ataque norte-coreano, as autoridades da Coreia do Sul, nos últimos dias, têm enfatizado a sua capacidade de contra atacar rápida e fulminantemente. Também dão boas vindas à recente demonstração de força dos EUA, na região, inclusive enaltecendo uma breve implantação de bombardeiros nucleares “Stealth”, capazes de voar sem serem detectados por radares em qualquer altitude e de se afastarem dos alvos atingidos em velocidades supersônicas.

800px-US_Air_Force_F-117_Nighthawk.jpgstealth.jpg

Dois modelos de caças ‘stealth’ estadunidenses, sendo que o da direita está empregado na Coreia do Sul e diversas bases americanas no sudeste asiático.

            Na eventualidade de ataque militar norte-coreano, a Coreia do Sul "responderá imediata e drasticamente sem a menor consideração política", disse um alto funcionário, falando sob a condição de anonimidade ao expor o pensamento do governo de Seul. "Na fase inicial, a Coreia do Sul é autossuficiente em termos de capacidade de contra ataque, mas, em seguida, podemos necessitar da cooperação dos EUA e de nossos vizinhos aliados, como o Japão, por exemplo. Afinal, nós temos muito mais a perder do que eles”...

 

 

DIVERGÊNCIAS DE OPINIÕES

 

 

            Os sul-coreanos divergem em seus pontos de vista de seus vizinhos do norte, entes cada vez mais beligerantes. Alguns falam com confiança, dizendo que as ameaças quase diárias do norte fazem parte de um plano coerente para forçar negociações e não desencadear guerra. Mas outros temem que novo líder do Norte, Kim Jong-Un, pode ser inexperiente e até insano o suficiente para levar a situação longe demais, talvez porque ache que precisa de um grande conflito para aglutinar apoio interno em torno de si e de sua dinastia ditatorial.

            Tal divergência se reflete nas pesquisas de opinião pública. Nos últimos dois meses, a percentagem de sul-coreanos que dizem que o norte é a sua principal preocupação mais do que triplicou. Ainda, apenas 26 por cento dos inquiridos sul-coreanos acham que não. E mais sul-coreanos se preocupam com a criação de emprego do que os habitantes de Pyongyang, que são direta ou indiretamente dependentes do estado.

            Mesmo o segmento que se preocupa com o norte, no entanto, está longe de entrar em pânico. Durante uma crise, há 20 anos, provocada pela intenção anunciada de Coreia do Norte de se retirar do Tratado de Não Proliferação Nuclear, alguns na Coreia do Sul correram para estocar alimentos enlatados e água potável em seus ‘bunkers’ domésticos. Desta vez, as prateleiras dos supermercados estão plenamente abastecidas e se comportam com seu consumo rotineiro.

 

Sexta feira, 5 de abril de 2013

 

 

FRANCISCO VIANNA  -   Médico, comentador político e jornalista  - Jacarei, Brasil

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:23
link do post | comentar | favorito

HUMBERTO PINHO DA SILVA - A GERAÇÃO CANGURU

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na maioria são do sexo masculino - a mulher é mais independente, - que constroem a vida baseada no dinheiro. Consideram que a felicidade se alcança com bens materiais: carro, divertimentos, conforto moderno e viagens.

 

Em regra são urbanos. O jovem rural sai normalmente mais cedo da casa paterna; e, segundo estudo, recentemente realizado em Inglaterra, são muitas vezes, agressivos e contestatários.

 

O medo de crescerem, de tornarem-se adultos, leva-os a prolongarem os estudos e adiarem o casamento

.

Para esse modo de vida, contribui, e muito, a dificuldade de encontrarem emprego, que lhes permita estabilidade monetária; e principalmente o facto dos pais e a escola terem-nos protegido demasiadamente.

 

Outrora, quiçá, porque os pais não eram tão liberais, procuravam, logo que possível, formar família. Agora verifica-se o contrário.

 

Por sua vez, os progenitores, por terem vida activa até mais tarde, facilitam esse pensar.

 

Alguns, até fomentam, pois a companhia dos filhos garante-lhes velhice mais amparada.

 

Se há os que auxiliam nas despesas domésticas, outros, apesar de obterem sucesso na profissão, tornam-se verdadeiros parasitas, vivendo despreocupadamente, à sombra dos pais.

 

É bom lembrar que, a mulher, devido a contraceptivos modernos, e perda de pudor, permite, desde jovem, manter relações antes do casamento, o que lhes facilita adiarem o matrimónio para os trinta e quarenta anos, ou não casarem, com medo de assumirem compromissos.

 

Ainda que seja uma tendência mundial, mormente no Ocidente, a geração canguru, torna-se mais visível em países do Sul da Europa e América Latina.

 

Os nórdicos, talvez devido à educação recebida, gostam, logo que possam, libertarem-se da dependência materna.

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 11:14
link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 17 de Abril de 2013
EUCLIDES CAVACO - ALMA DE POETA
 
 
 
 
 
 
Olá estimados amigos...
ALMA DE POETA Celebra-se já depois de amanhã o dia internacional da poesia. Em homenagem à poesia e aos poetas quero assinalá-lo com este tema declamado que poderão ver e ouvir  aqui neste link:
http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Alma_de_Poeta/index.htm
Muito obrigado pela vossa gentileza e acompanhamento.
 
 

Euclides Cavaco  - Director da Rádio Voz da Amizade.London, Canadá

cavaco@sympatico.ca
***
 

CEM ANOS DO JORNAL “A ORDEM”

 

 

No dia 4 de Maio, o semanário católico, fundado por António Pacheco, completa cem anos.

As cerimónias iniciam-se às 15H00, haverá Concelebração Eucarística, sob a presidência do Senhor Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, na Igreja de S. Ildefonso, no Porto.

Segue-se, pelas 17H00, Sessão Solene, na Associação Católica – Rua Passos Manuel, 54 – presidida pelo Senhor Bispo do Porto.

Além do Prof. Doutor Moura Pacheco, Director de “ A Ordem”, falará o Padre José Maria Pacheco Gonçalves, que trabalha na Rádio Vaticano, em Roma. Tratará o tema: “ A Igreja e Comunicação, Ontem e Hoje: exigências, dificuldades, DESAFIOS”.

 

 

Entrada é livre

***

 

HISTÓRIAS CRISTÃS PARA EDIFICAR SUA FÉ (LANÇAMENTO)

Autor: Paulo Roberto Labegalini

O MENINO ESCONDIDO DE MEDJUGORJE

As mensagens cristãs deste livro são precedidas por histórias que despertam o interesse pela leitura. Nosso Senhor Jesus Cristo usava desse recurso para pregar seus ensinamentos. São histórias de crianças e animais, ricos e pobres, santos, pecadores e céu. Salvação da alma, amor na família, paz de espírito, fraternidade e fé no coração, são alguns princípios cristãos valorizados nesta obra.

 

 

 

 

PEDIDOS À EDITORA
Editora Raboni.

Raboni Editora Caixa Postal: 140 Cep: 13012 - 970 E-mail: raboni@raboni.com.br Tel:  (19) 3242 - 8433 Fax: (19) 3242 - 8505

http://www.raboni.com.br/

 

 

 

***

 

EL MUSEO ETNOGRÁFICO DE CASTILLA Y LEÓN INAUGURA LA EXPOSICIÓN “Máscaras rituales: del Duero a Tras-Os-Montes”, pinturas de balbina mendes

 

 

 

 

 

 

El Museo Etnográfico de Castilla y León inaugura mañana la exposición “Máscaras rituales: del Duero a Tras-Os-Montes", pinturas de la artista portuguesa Balbina Mendes (Miranda do Douro, 1955).

El acto de inauguración tendrá lugar a las 19:30h en la Sala de Exposiciones Temporales del centro. Tras el acto de inauguración, el profesor portugués miembro de la Academia Ibérica de la Máscara, António Pinelo Tiza, ofrecerá la conferencia titulada «Elementos comunes de las mascaradas de Zamora y Bragança» en el Salón de Actos del Museo.

 

Balbina Mendes, con esta exposición, aborda una de las áreas de la cultura tradicional portuguesa menos conocidas para el gran público. Los carochos, los caretos, la ‘Festa dos Rapazes’, os ‘Casamentos’ o la ‘Encomendaçao das almas’ son retratos vivos de culturas antiquísimas que aún se pueden encontrar en regiones de Portugal durante mucho tiempo aisladas.

 

La exposición podrá ser visitada hasta el 25 de mayo en la Sala de Exposiciones Temporales.

 

Pueden encontrar más información y seguir todas nuestras actividades desde la web del centro  y desde nuestro espacio en facebook y en twitter:

http://www.museo-etnografico.com/

https://www.facebook.com/MuseoEtnograficodeCastillayLeon

 

 

***

 

 

64130_401668619940276_1945533603_n



publicado por Luso-brasileiro às 12:06
link do post | comentar | favorito

Sábado, 13 de Abril de 2013
MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - RECATO

 

 

 

 

 

 

A “Folha de São Paulo” (A14 mundo) entrevistou, no domingo 31 de março, o paulista Eliezer Ranieri, 32, convertido ao islã, que decidiu se instalar com a família no santuário xiita de Qom, no interior do Irã, para garantir que sua filha de um ano e cinco meses tenha uma educação mulçumana. Segundo o jornal, Eliezer rejeita a liberdade sexual no Brasil e considera que a brasileira tornou-se uma “mulher objeto”.

Chamou-me a atenção o motivo maior para a sua mudança de país: os valores morais invertidos no Brasil. Ele afirma: “A criança na escola não respeita o professor e a violência está em todo lugar. (...) No Brasil, a pessoa vai para uma balada, fica com alguém, acaba no motel e na semana seguinte faz a mesma coisa com outro parceiro. (...) A brasileira sabe que, se ela não tiver um certo padrão de beleza, se sentirá inferior. Ela sabe que, se não mostrar o que tem, não conseguirá certas coisas. Por que ela usa decote? Para mostrar que tem peito grande. Para se exibir como um troféu a ser conquistado por quem conseguir. Não é isso que queremos para nossa filha”.

Não se pode negar o que ele diz sobre a falta de consideração na escola. Vi uma charge bem de acordo com a atualidade: o pai verifica o boletim do filho e diz: “Só nota baixa? No meu tempo isso era punido com uma surra”.  O filho responde: “Legal, pai! Vamos pegar o professor na saída amanhã”. Há pais que preferem ignorar situações para salvar o caráter dos filhos, a assumir que determinadas posturas são de risco. E quanto ao pudor, a religião Católica, da qual participo desde o ventre materno, também o apregoa com seriedade, para que o ser humano viva em plenitude a sua dignidade de criatura de Deus. No mundo contemporâneo, contudo, considera-se recato como do tempo dos dinossauros.  Muitas meninas, desde a puberdade procuram encurtar o short ou a saia e, caso não seja possível, compram um número menor, que chega a lhes tolher os movimentos. Em quem se espelham?  Nas mães? Na mídia? Nas amigas? E se não for nas mães, como elas permitem que as filhas saiam de casa com um mínimo de tecido e um máximo de carnes à mostra? A essas meninas não foi explicado que partes desnudas dão a impressão de que podem ser manuseadas por quem as observa.  Os meninos da mesma idade pensam mais em futebol do que nelas, mas outros, um pouco ou muito maiores, as rodeiam como moscas varejeiras. A próxima etapa será a da promiscuidade sexual. A essas adolescentes não foi explicado que o roçar da pele sem comprometimento não é amor. É apenas um ovo de varejeira depositado nela. Ascendem nos palcos da ilusão por um tempo, acariciadas pela fama que atrai plateia. Mas quando se projetam espelho e os olhos perderam o brilho pelo vazio do coração, buscam recursos, para acalmar a angústia profunda, inúmeras vezes no álcool, nas drogas, no consumismo...  A essas mulheres não se explica que o corpo é mais do que silhueta, é templo a ser respeitado.

É preciso insistir para que a “mulher troféu” dê lugar à cuidadora, de si e do próximo, que tece com decência laços de ternura.

 

 

 

 

Maria Cristina Castilho de Andrade

Coord. Diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala, Jundiaí, Brasil.



publicado por Luso-brasileiro às 11:28
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - INSONES

 

 

 

 

 

Sei que a ciência já tem discutido sobre isso e que muito já se conhece das razões pelas quais algumas pessoas dormem muito e outras, quase nada. O relógio biológico das pessoas tem ponteiros variados e isso talvez seja definido por sorteio, por karma, por genética ou sabe-se lá como, mas até aí tudo bem, faz parte, tanto como faz parte nascer sermos altos, baixos, bonitos ou nem tão belos.

 

Da minha parte, entendi, desde muito cedo, que meus ponteiros sofreram alguma avaria na minha descida a esse mundo. Meu sono quase nunca coincidia com o da minha família. Ao contrário dos demais, que dormiam mais cedo, eu jamais recebia a visita de Morfeu antes da uma da manhã, ou ainda mais tarde. As madrugadas eram minhas, somente. Confesso que me agradavam, como ainda me agradam e, embora um tantinho solitárias, algumas foram bem divertidas.

 

Por ser a última a dormir, presenciei praticamente todos os episódios de sonambulismo de uma de minhas irmãs que, de olhos abertos, não apenas conversava, como andava pela casa, com a mente vagando por outros mundos. Sou obrigada a admitir que eu fiz diversas experiências “científicas” com ela, através de perguntas sem pé e nem cabeça, apenas para ver o que ela respondia. O mais legal é que jamais fiquei sem alguma resposta...

As madrugadas, igualmente, foram minhas maiores companheiras de leitura. Não apenas adentrava nelas estudando, como, de preferência, lendo meus livros prediletos. Outras tantas vezes, em meio ao seu silêncio e mistério, escrevi meus arremedos de poesia, sonhando com amores juvenis e impossíveis e pensando em tudo que a vida ainda teria reservado para mim. 

 

Assim, embora fosse estranho não dormir quando todos o faziam, o mais complicado era sentir sono quando todos se levantavam para começar um novo dia. Nunca me furtei de deixar minha cama no horário regulamentar, nem de atender ao primeiro chamado, mas meu humor, nessas horas, não costumava ser o melhor do dia. Depois do almoço, então, eu entrava em quase estado de hibernação, tamanho o sono que sobre mim se abatia. Minha sorte, àquela época, era que eu podia me dar a esse luxo diariamente.

 

O tempo passou e continuo, nesse quesito, a mesma, sem sono na hora certa e com sono na hora errada. Agrava o caso o fato de que não posso mais tirar sonecas vespertinas, mesmo que rápidas. Tudo que me resta são os finais de semana, nos quais, diante da expectativa de poder acordar mais tarde, o sono, maroto, acaba indo brincar em outras pessoas e literalmente me abandona. Insone, fico procurando o que fazer e conversando com outros infelizes insones, nas redes sociais. 

 

Aos domingos, lá pelas 3 da matina, Morfeu se deixa seduzir por mim, ou talvez se apiede e posso dormir até que meu estômago me acorde, faminto como sempre. Aprendi, contudo, que, depois de certo tempo, nada fica impune, nem mesmo um ligeiro estender do despertar. A segunda-feira, pobrezinha, já tão vítima de discriminações, é quem paga o pato...

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo



publicado por Luso-brasileiro às 11:22
link do post | comentar | favorito

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - DIA INTERNACIONAL DO BEIJO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Beijo, o ato mais praticado em todo o mundo.

     

 

 

 

 

Não se sabe muito bem a origem, no entanto,  celebra-se a 13 de abril, o Dia Internacional do Beijo. Esta data surgiu de uma brincadeira escolar em 1982 e se espalhou rapidamente por todo o planeta. Há outra comemoração semelhante a 06 de julho, adotada pela ONU- Organização das Nações Unidas, que aprovou a festa baseada em idéia nascida no Reino Unido. 

 

Assim, há uma dupla celebração. Também pudera, é muito bom e devemos sempre reverenciar o beijo como uma das mais simbólicas e gostosas demonstrações de afeto da humanidade. Já se disse que beijar é algo tão bom e intenso, que no seu momento, esquecemos do mundo ao redor, face à forte emoção que provoca entre as pessoas que se unem por ele. 

 

E não é comemorado apenas pelos românticos e apaixonados. O beijo se revela no ato mais praticado em todo o mundo sendo que pode ser dado em um simples cumprimento entre amigos como também para selar uma união séria como o casamento. Para muitos, é a melhor forma para demonstrar carinho e um dos termômetros de qualquer relação afetiva. “É o sinal mais evidente de afeto, de paixão”, declarou o sexólogo e psicoterapeuta Moacyr Costa em matéria para o jornal “Diário Popular” (13/04/97 – 1ª pág. Cad. Revista) lembrando que no filme “Uma Linda Mulher” (com Julia Roberts e Richard Gere), onde a personagem principal (Julia), uma prostituta, diz que faz tudo, menos beijar na boca. Só se estiver apaixonada. “É comum encontrar casais que continuam praticando sexo sem se beijar”. Para ele, o beijo é muito mais íntimo que o próprio ato sexual. “Sexo sem beijo é como verão sem sol”, compara.

 

Por sua vez, segundo estudiosos, ele faz bem à saúde e combate até o estresse. Uma pesquisa alemã revelou que um simples beijo na boca

aumenta a pulsação, estimula o coração a bombear mais sangue no organismo, auxilia o metabolismo celular e coloca em circulação, vários hormônios, que provocam alegria e bem-estar. Além disso, garantem os especialistas, beijar emagrece (um beijo bem dado consome aproximadamente doze calorias) e representa uma troca de duzentas e cinquenta bactérias, nove miligramas de água, dezoito miligramas de substâncias orgânicas, além de albumina, matérias gordurosas e sais minerais. Neurocirurgiões garantem que apesar de acontecer na boca, ele estimula o cérebro

.

Na verdade, o beijo se constitui num ato sublime, que provoca as mais variadas reações. Por isso, ele é cantado em verso e prosa, mostrado nos mais diversos filmes, retratado de diferentes formas nas artes plásticas, determinante ao final feliz de muitas novelas, enfim, é demonstração de amor, carinho, afeto e amizade. Arthur Rimbaud assim se expressou: “Os beijos são como pepitas de ouro e de prata encontradas na terra sem ter qualquer valor em si e que são preciosas por indicar que há uma mina por perto”.

 

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor, professor universitário e autor de vários livros, entre os quais “Família & Casamento” (Ed. Litearte)



publicado por Luso-brasileiro às 11:04
link do post | comentar | favorito

JOÃO BOSCO LEAL - QUÍMICA

 

 

 

 

 

 

Os humanos possuem infinitas variáveis controláveis ou não sobre seus sentimentos afetivos e, durante suas buscas por um parceiro, passam por diferentes fases, mas sempre têm opções ou até mesmo determinadas exigências para essa escolha.

 

Algumas são praticamente generalizadas, como a de que a parceira deverá ser educada e pertencer a uma determinada classe social, mas as outras são muito pessoais.

 

Ser alta ou baixa, magra ou gordinha, loira ou morena, gostar de cinema, teatro, dançar ou de comer em restaurantes, apreciar programas noturnos ou ser mais caseira, ser fumante, gostar de bebidas alcoólicas, a maneira de se vestir, sua atração por joias e a ambição financeira serão itens analisados.

Mas, para que o relacionamento seja mantido, outras avaliações normalmente são consideradas, como a atração física, intelectual e a exigência de um grau de escolaridade no mínimo compatível entre os dois.

 

Uma troca de olhares diferente, mais intensos, será determinante na aproximação inicial entre duas pessoas, mas posteriormente, todas essas questões serão normalmente colocadas e dependendo de cada pessoa, podem possuir maior ou menor importância.

 

Entretanto, nenhuma dessas condições terá tanta importância quando ocorrerem os primeiros toques, quando em um simples dar as mãos, um leve carinho na face com as costas dos dedos, ou no primeiro beijo - já dado diversas vezes na troca de olhares antes de tocar a boca -, os dois precisam sentir uma determinada e inexplicável “química”.

 

Se isso ocorrer, mesmo que várias das exigências anteriores não existam, é muito provável que os dois tentarão, mas caso contrário - sequer com todas elas existindo -, certamente nem uma tentativa ocorrerá.

 

A ambiguidade das sensações - da intensidade quase agressiva de um homem durante a relação sexual, mesclada com a suavidade de seus carinhos posteriores ou da delicadeza natural da mulher, que nessa hora aceita e gosta dessa agressividade -, provocam maravilhosas experiências físicas e muita excitação.

 

Apesar disso, só o beijo dos lábios que se tocam e sentem desejos, de línguas que penetram e são sugadas pelo companheiro, da troca de salivas que não provocam repulsas - mas aumentam a intimidade -, poderá confirmar ou não se os dois formarão um novo casal.

 

Independentemente de todas as opções de escolha, como cor do cabelo, da pele, da altura, do peso, idade, educação, cultura, posição econômica ou social que possam ter feito para se aproximar de alguém, serão as variáveis totalmente incontroláveis da “química” dos toques, da pele e do beijo que decidirão sobre o início e a permanência de um relacionamento ou um romance.

 

Por mais que todas as exigências tenham sido preenchidas, será essa química quem determinará se os dois permanecerão juntos ou não como um casal que - em caso afirmativo – iniciará um romance.

 

Para se iniciar um relacionamento, milhares de detalhes podem ser exigidos, mas a ocorrência da “química” da pele e do beijo será, sempre, totalmente incontrolável e inexplicável.

 

 

 

 

JOÃO BOSCO LEAL, é articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários. Campo Grande, Brasil

 

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:01
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
arquivos

Dezembro 2020

Novembro 2020

Outubro 2020

Setembro 2020

Agosto 2020

Julho 2020

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

pesquisar
 
links