PAZ - Blogue luso-brasileiro
Quinta-feira, 4 de Abril de 2013
JOÃO BOSCO LEAL - RELACIONAMENTOS

 

 

 

 

 

 

 

O relacionamento humano é, provavelmente, a experiência mais difícil para todos, pois para que o mesmo se torne maduro, duradouro, quando os dois já seguirão um mesmo caminho, com metas e objetivos comuns, são necessárias insistências, concessões, renúncias e superação de dificuldades.

 

As pessoas, que um dia se encontraram, vieram de locais com educação, nível social e cultural distintos, o que certamente exige habilidade de ambos para começarem qualquer tipo de relacionamento, como amizades, paqueras, namoros ou casamentos.

 

Além disso, ambas possuem um passado, que pode ou não ser aceito pelo outro, mas nem por isso deve ser ocultado. Pelo contrário, o conhecimento de seu passado é fundamental para que seu parceiro, amigo ou namorado a conheça em profundidade e goste de você como é, com seu passado, pois foi com seus erros e acertos, quedas e levantes que você se tornou o que é hoje.

 

Os relacionamentos amorosos começam de diversas maneiras, mas normalmente é a atração física que provoca a primeira aproximação. O conhecimento, a conversa, os primeiros toques e beijos podem provocar uma enorme paixão, mas só isso jamais levará ao amor, que precisará ser construído ao longo do tempo.

 

A história está repleta de casos de relacionamentos em que as pessoas se conheceram, namoraram durante anos para depois se casarem, mas acabaram se separando, enquanto muitos casamentos - que dão certo e são duradouros -, ocorrem entre pessoas desconhecidas, que tiveram sua união combinada pelos pais ou imaginada por amigos que os apresentaram.

 

Esse tipo de união faz com que as pessoas comecem o relacionamento contando, um ao outro, fatos de seu passado, que muitas vezes levam a lembranças agradáveis ou dolorosas da vida de cada um, o que, indiretamente, vai provocando amizade, intimidade e cumplicidade entre os dois e isso é que fará surgir o verdadeiro amor.

 

Pelo simples fato de estarem sendo confessadas, as lembranças dolorosas já percorrem um longo caminho para que sejam esquecidas e as dores por elas provocadas sejam cicatrizadas. Todavia as que deveriam e não foram confessadas, se conhecidas através de terceiros, mostrarão a seu parceiro a feição de uma pessoa desconhecida, que pode ter sido tudo, menos sua cúmplice.

 

Os relatos de cada um fazem inclusive com que o outro possa entender os motivos de determinadas atitudes do parceiro e sua maior ou menor sensibilidade em relação a determinados assuntos. Com esse conhecimento fica mais fácil evitar situações desagradáveis, como comentários infelizes, o que torna a convivência mais alegre.

 

Os fatos desagradáveis, tristes e dolorosos do passado também abrem portas para que um possa amparar o outro, fazendo com que se tornem mais amigos. Isto é uma base fundamental para qualquer relação madura e saudável, onde não importa quem mais viveu, distâncias percorreu, erros cometeu, dificuldades superou, escolas cursou ou dinheiro ganhou.

 

O maior conhecimento entre os dois os fará caminhar na mesma direção, por caminhos que os conduzirá ao mesmo lugar, criar projetos comuns e tentar realizar sonhos e desejos comuns, ou mesmo os do outro e assim o verdadeiro amor será construído, em bases sólidas, sobre pedras e não sobre areia.

 

Está dentro de cada um o poder de alcançar a própria felicidade, mas nos relacionamentos humanos ela necessariamente passa pela transparência, franqueza e honestidade, pois só o que é verdadeiro permanecerá.

 

Somente quando seu parceiro aceita seu passado, apoia seu presente e incentiva seu futuro poderá ocorrer um relacionamento duradouro.

 

 

 

 

    JOÃO BOSCO LEAL, é articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários. Campo Grande, Brasil



publicado por Luso-brasileiro às 12:26
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FRANCISCO VIANNA - QUAL O ALCANCE MÁXIMO DOS MÍSSEIS NORTECOREANOS?

 

 

Domingo de Páscoa, 31 de março de 2013

DIA DA SOBREVIVÊNCIA DEMOCRÁTICA DO BRASIL

 

Apesar dos amplamente propagandeados testes com mísseis norte-coreanos, sabe-se relativamente pouco sobre o tamanho e a capacidade de seu arsenal convencional e atômico.

 

 

            Acredita-se que a ditadura comunista norte-coreana tenha um número substancial de mísseis de curto e médio alcance tais como o ‘Nodong’, uma variante do míssil Scud D, de origem soviética.

            Com um alcance de mil quilômetros, o Nodong poderá, teoricamente, atingir a Coreia do Sul e o Japão. Entretanto, sua fraca precisão o torna uma arma ineficaz no campo de batalha e é improvável que a Coreia do Norte seja capaz de acertar bases militares americanas na região ou ainda fazer com que esses mísseis cheguem sequer perto delas, embora sejam capazes de causar sérias baixas na população civil.

 

547px-Scud-launcher-scotland1.jpg

Um míssil Scud sendo lançado de uma base móvel soviética contra alvos no Afeganistão.

 

            Os mísseis de médio alcance Musudan são os que mais preocupam o Japão, pois são capazes de atingir alvos a quatro mil metros de distância, o que inclui todo o território nipônico. As estimativas da quantidade desses mísseis norte-coreanos variam desde apenas uma dúzia a até mais de duas centenas deles.

            O míssil Taepodong 1 foi o primeiro míssil norte-coreano de múltiplos estágios, um avanço significativo na tecnologia balística, tecnologia essa que fez com que tais mísseis sempre dependessem de diferentes foguetes propulsores em épocas diferentes. No entanto, o míssil nunca conseguiu ter um desempenho eficiente, com alcance limitado e precisão pouco confiável.

 

O míssil Taepodong 2 sendo lançado em 5 de abril de 2009 (Reuters)

 

            Entretanto, seu irmão mais velho, o Taepodong 2, atrai mais atenção das autoridades de defesa estadunidenses. São mísseis balísticos de 40m e se acredita terem um alcance de seis mil quilômetros, significando que, teoricamente, podem atingir o estado americano do Alaska.

            Em dezembro de 2012, uma variante desse Taepodong 2 conseguiu por um satélite em órbita no espaço. O feito foi considerado por especialistas do Departamento de Defesa dos EUA e do Conselho de Segurança da Casa Branca, como uma “façanha”. “É a mesma tecnologia geral necessária para a construção de mísseis nucleares intercontinentais e, portanto, preocupam", disseram eles.

            Todavia, fontes do Pentágono afirmam que a dinastia Kim Jong ainda está longe de ter a tecnologia necessária para construir ogivas nucleares a bordo de seus mísseis.

            O mundo pergunta até onde uma espécie de loucura suicida e fanatismo irracional poderá levar Pyongyang a iniciar um conflito, nuclear ou não, que é quase certo que determinará a extinção da Coreia do Norte do planeta, independente do custo em vidas que tal tragédia possa acarretar.

 

Fotos de : "The Telegraph"

Fonte: http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/asia/northkorea/9962585/Graphic-how-far-can-North-Koreas-missiles-reach.html

 

 

FRANCISCO VIANNA  -   Médico, comentador político e jornalista  - Jacarei, Brasil.

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 12:06
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - D. THOMAZ DA CÂMARA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

UM ILUSTRE PORTUGUÊS NO BRASIL

 

 

                

 

 

Dos notáveis da colónia portuguesa do Brasil, destaca-se D. Thomaz da Câmara, director e proprietário do Colégio Padre António Vieira (Rio de Janeiro), que faleceu ao abandonar seu estabelecimento de ensino, vítima de acidente de viação.

 

Era o caçulo do célebre dramaturgo, D. João da Câmara, que ficou, para sempre, conhecido em Lisboa, pela extraordinária bondade e pela vasta cultura.

 

Nasceu a 20 de Novembro de 1889. Ainda muito jovem foi arguido de ser activo militante da Causa Monárquica, e enclausurado no Castelo de S. Jorge, em Lisboa, por não querer apoiar a República.

 

Nesse Castelo, cujas instalações eram impróprias para animais, segundo parecer de veterinários – mas que serviam para presos políticos! - deparou-se com numerosos monárquicos. Entre eles o conhecidíssimo jornalista Pedro Correia Marques, que foi durante anos diretor do matutino “ A Voz”.

 

Deram-lhe o número “2099” e segundo Pedro Correia Marques, compareceu “ muito encolhido e calado”.

 

Ficou incomunicável. Nem a Senhora sua mãe, Dona Eugénia de Mello Breyner da Câmara, nem seu tio, distinto médico, Tomás Mafra, puderam visitá-lo.

 

Após aturados interrogatórios, levaram-no a tribunal, que o considerou desequilibrado, devido ao tempo que permaneceu na enxovia do Castelo de S. Jorge.

 

Expatriou-se, então, na Bélgica, onde prosseguiu os estudos.

 

Regressando a Portugal, tornou-se trabalhador da Carris.

 

Certa ocasião houve greve – que considerou injusta, com tiros e bombas, como era usual naquela conturbada época, e Thomaz da Câmara, num acto repentino, tomou o comando de um eléctrico, e sozinho andou por Lisboa, enfurecendo os grevistas.

 

Esse irreflectido feito, levou-o a emigrar para o Brasil, onde viria a falecer com 80 anos, no Rio de Janeiro.

 

D. Thomaz da Câmara era descendente de uma das mais ilustres famílias portuguesas, aparentada com a Família Real, cujas raízes mergulham no célebre navegador, que descobriu a Ilha da Madeira.

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 11:58
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EUCLIDES CAVACO ~ CANTO À NATUREZA
 
 
 
 
 
 
Com as minhas habituais saudações amigas aqui vos deixo o meu
CANTO À NATUREZA
Poema escolhido para esta semana que poderão ver e ouvir neste link:
http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Canto_a_Natureza/index.htm

 
 
 

Euclides Cavaco  - Director da Rádio Voz da Amizade.London, Canadá

cavaco@sympatico.ca


publicado por Luso-brasileiro às 11:50
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