PAZ - Blogue luso-brasileiro
Quarta-feira, 3 de Julho de 2013
JOSÉ GERALDO VIDIGAL DE CARVALHO - PASSAR ALÉM DO VISÍVEL

 

 

[Cônego.jpg]

 

 

 

 

 

 

 

 

No mundo agitado de hoje, felizmente, são inúmeros os seguidores de Cristo que almejam uma sadia experiência de Deus, passando além do visível, vencendo a barreira daquilo que impede usufruir em plenitude as verdades reveladas. O ser humano é capaz de penetrar pela fé as realidades espirituais. Pode sair do que é material para se imergir no mundo sobrenatural afim de que, assim iluminado, cumpra com sucessso sua missão neste mundo sem se prender a ilusões terrenas. Trata-se de passar para um outro lado como bem se expressou o Papa Bento XVI.  Segundo este sábio Pontífice, é possível a travessia “com a qual saímos dos nossos modos habituais de pensar e viver e ultrapassamos o mundo meramente material para chegar ao essencial, ao além, rumo àquele Deus que, de sua parte, veio aquém, em direção a nós”. O homem tem, de fato, possibilidade de superar seus limites, pois não está preso nos horizontes mundanos. Assim sendo, lhe é viável descobrir uma dimensão do infinito. A fé, realmente, oferece uma abertura maravilhosa para degustar um pouco da felicidade infinita de Deus. Esta virtude teologal não retira quem crê de sua condição humana, mas, ao contrário, lhe dá ensejo de atingir sua plenitude. Esta experiência faz reconhecer que a situação do ser finito é por vezes precária, difícil e cumpre, então, descobrir a dimensão de profundidade do infinito que palpita em cada um para não se deixar abater por entre as circunstâncias da vida. É preciso, em consequência, uma total disponibilidade para acolher os dons celestiais que projetam o cristão na consciência da presença de Deus que nele age em todas as suas ações. Há no mais íntimo do ser racional um desejo profundo de estar com Deus e isto é parte integrante de sua natureza. O bulício exterior é que obnubila esta atração interior. Esta é o que há de mais sagrado e vital naquele que foi criado à imagem e semelhança de seu Criador. O mundo quando se torna uma instituição perversa, contrária ao espírito de Deus e seus ensinamentos, abafa esta tendência natural para o Ser Supremo. Jesus foi claro ao assim se dirigir ao Pai, referindo-se a seus seguidores: “Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como eu na sou do mundo. Consagra-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (Jo 17, 15-17). Acontece é que não se procura um momento de silêncio para refletir nestas sentenças luminosas do Filho de Deus. O epígono do Redentor deve ser consagrado na verdade e isto supõe e inclui a santificação espiritual interior que conduz à intimidade com o Pai, através do Filho na luz do Espírito Santo. É o esforço que deve ser feito para se atingir a maturidade espiritual. A condição essencial é então encontrar instantes para uma oração mais contemplativa e menos discursiva e mesmo os mais atarefados podem deparar espaços no seu dia a dia para poder estar com o seu Deus, se estabelecendo firmemente nele. É então que se depara a energia para vencer os numerosos obstáculos que se opõem a esta tertúlia sublime, não obstante as aliciações externas. Disto resulta aquela ventura que o mundo não pode oferecer e o cristão, na plenitude de sua correspondência à graça, se torna eficiente em todos os seus empreendimentos, fazendo-se um profissional competente, serviçal, irradiando a beatitude que traz consigo. Pode, desta maneira, desfrutar tudo de bom que existe em seu derredor e conhecer a autêntica felicidade. Desta forma o que recomendou São Paulo aos Efésios se realiza, ou seja, alcançar “a medida da plena estatura de Cristo” (Ef 4,13). Não se deixa o cristão assim se dominar pelo mundo, mas se volta para Deus no interesse mesmo do mundo, pois “uma alma que se eleva, eleva a terra inteira”. Entende-se então a máxima verídica: “Se és cristão, tens o mundo nas mãos”. Une-se o cristão a Deus para atrair todos para Ele. Quem vive o seu batismo transcende o mundo  para fazer luzir o divino no humano. Bem se pode compreender como isto é importante para a sociedade em geral e, sobretudo, para a Igreja. Tal fiel se torna apto para vencer as tentações, o poder do mundo, o maligno e suas manobras ardilosas. Por isto ajuda na obra de retificação da caminhada humana dentro da história que fica impregnada da energia  espiritual de quem vive em plenitude o Evangelho. Percebe o autêntico cristão sua responsabilidade perante a comunidade que precisa ser revitalizada com seu progresso espiritual. Concretiza-se o que Cristo falou: “Vós sois a luz do mundo”.

 

 

 

 

 

 

CÔN. JOSÉ GERALDO VIDIGAL DE CARVALHO   -   da Academia Mineira de Letras. Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos. - Viçosa, Brasil.

 

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 18:48
link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 2 de Julho de 2013
HUMBERTO PINHO DA SILVA - A GERAÇÃO " SUPERIOR "

 

 

 

 

 

 

 

 

Pedro Barbosa é professor do IPAM. Segundo jornal “ Metro” (24-04-13), inutilmente luta para que o tratem pelo nome. Sempre que precisa de “ cartões” ou escreve artigos, na imprensa, lá colocam, ao lado do nome de batismo, o título de doutor engenheiro. Os próprios alunos, teimam tratá-lo por professor ou doutor, e só muito constrangidos, timidamente, se aventuram chamá-lo por tu.

 

De igual parecer era António Lopes Ribeiro, conhecidíssimo realizador de cinema, e autor de popular programa televisivo.

Estando meu pai na livraria Figueirinhas, no Porto, aproximou-se Fernando Figueirinhas, acompanhado de cavalheiro, magro, alto, elegantemente vestido. Era António Lopes Ribeiro.

 

Após minutos de conversa, o cineasta, debruça-se ligeiramente, e avizinhando os lábios, da orelha de meu pai, ciciou todo risonho:

 

- “ Ó Sr. Pinho da Silva! Vou pedir-lhe um grande favor! Não me trate por doutor! Tenho nome e orgulho-me dele!”

 

Mário Soares - ex-presidente da República Portuguesa, - declarou, na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo: “ Em Portugal, o doutor, é qualquer coisa de extraordinário, quase um título de nobreza. (“ O Primeiro de Janeiro” pag.6 - 21/09/92).

 

Na verdade assim é. Se outrora o que dava status, era título nobiliárquico, com a Republica, os graus académicos vieram substituir os de nobreza.

Recordo, agora, o fidalgo do Outeiro, separado da mulher. Ao ter conhecimento que uma das suas duas filhas casara com estudante de medicina, vociferou revoltado e desalentado:

 

- “ Céus! - bradou Caetano - uma minha  filha casada com um estudante de cirurgia!… Em que situação vergonhosa ela já estava!…” - “ Mistérios de Fafe” de Camilo Castelo Branco.

 

Certa ocasião fui convidado, a jantar em casa de um amigo . A filha, recentemente formada em Letras, estava presente. No decorrer do repasto, a jovem, disparou: - “Pai: ninguém me trata de doutora! …”

 

Este, de lábios cheios de sorrisos, soltou:

 

- “ Não seja por isso! Eu passo a chamar-te por Senhora doutora!”

 

Apesar dos títulos académicos, devido às Faculdades terem, nos últimos décadas, vomitado milhares de doutores, perdendo muito do prestígio que possuíam, no século XXI, ainda há quem faça questão de ser tratado assim.

 

João Adelino Faria, da RTP, ao moderar debate político, verificou que um dos intervenientes recusava entrar nos estudos, porque não fora tratado por doutor.

 

Por isso, quando Álvaro Santos Pereira, que lecionava em famosa universidade canadiana, chegou a Lisboa - a convite do governo para ocupar o cargo de Ministro de Economia, - e declarou, aos jornalistas, que podiam chamá-lo apenas por Álvaro, caiu o Carmo e a Trindade, e o prestígio do professor, desceu no conceito da sociedade portuguesa.

 

Não admira, portanto, que jovens, após receberem o diploma, afastem-se de pais, familiares e amigos, que não tiveram capacidade, sorte ou oportunidade, de ingressarem no ensino superior.

 

Muitos proferem ufanamente: A nossa geração está melhor preparada, e é mais inteligente, que a anterior.

 

Esquecem-se, que foi à custa do suor de muitos trabalhadores iletrados, dos que labutaram no campo e na oficina, enfim: dos contribuintes, que puderam frequentar a universidade, pagando quantias irrisórias – Cada aluno universitário custa ao contribuinte: 4000 a 10000 euros, ano, consoante o curso.

 

A maioria dos idosos, podem ser ignorantes, concordo, mas merecem respeito, para não dizer veneração. Foi com seu trabalho, e muitas vezes com o seu sacrifício, que esta geração “ superior”, alcançou sabedoria.

 

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal

 

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:57
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

FRANCISCO VIANNA - GOVERNO DILMA FAZ DISCURSO PARA INGLÊS OUVIR

 

 

 

 

 

 

 

 

E OS INGLESES ACREDITARAM!  Os jornais britânicos chamam os protestos no Brasil de “Revolução dos Vinte Centavos” e diz que a “fantasia do Brasil potência acabou” e parecem ter engolido a pílula populista do PT de que os "espetaculares 10 anos de crescimento" tiraram "cerca de 30 milhões de pessoas da pobreza", com novas demandas que não foram atendidas. A mídia britânica diz ainda que a “nova classe média pode consumir como nunca", mas "as mudanças sociais (?!) em outros setores não acompanharam as demandas desta nova classe, ainda precária".

 

 

                                           

                    Para o jornal “Financial Times”, o modelo brasileiro chegou ao limite, numa leitura equivocada e fora da realidade.

 

            O editorial do FTimes publicado hoje vaticina que os protestos de rua que ocorrem no Brasil, os maiores dos últimos 20 anos, deixam claro que os brasileiros se dão conta hoje de que o "glorioso novo país" propagado pelo governo petista não passa de um engodo fantasioso em na realidade, faz funcionar um estado que é uma máquina de enriquecer os político da corriola petista e peemedebista enquanto os investimentos prometidos apenas nas campanhas eleitorais em infraestrutura, assistência média e hospitalar, saúde pública e saneamento, educação e ensino, previdência social, déficit habitacional, e segurança pública continuam fora da agenda de prioridades de todas as instâncias de poder enquanto o povo sofre a sanha tributária e começa a sentir o gosto extremamente amargo da volta da inflação.

 

O brasileiro que sabe fazer conta e é alfabetizado pelo menos para entender o que lê e vê na mídia, sabe perfeitamente que a classe média hoje no Brasil é a que ganha pelo menos cinco mil reais por mês. Nessa classe há os que ganham de 5 a 7 mil reais por mês, que formam a “classe media baixa”, os que ganham entre 7 e 20 mil reais por mês, que constituem a “classe média mediana” e os que ganham de 20 a 40 mil reais por mês, que são da “classe média alta”. Quem ganha acima disso é rico, assim como os que ganham entre 1,2 e 5 mil por mês são pobres, sendo miseráveis os que ganham abaixo de 1,2 mil reais por mês, uma vez que esse ganho não dá para que a pessoa – e muito menos sua família – consiga sequer comer, vestir-se e cobrir as despesas mínimas necessárias a sua sobrevivência digna.

 

Ora, dizer que quem ganha 700 reais por mês é “classe média”, como o faz demagogicamente o governo de Brasília, é uma tremenda lorota, típica “estória para inglês ver”, como se usa inda falar em Pindorama. E eles, ingleses, parecem ter acreditado nessa lorota, haja vista o que publicam em sua mídia.

 

Segundo os jornais, como o Daily Telegraph, essa hipotética e falsa “nova calasse média”, "pode consumir como nunca", o que de fato ocorreu à custa de um endividamento pessoal altamente lesivo, que impôs à maioria dos pobres que de fato tinha saído da condição de miserável em função da distribuição de dinheiro em troca de voto, e que agora está voltando à sua condição anterior, mesmo com a esmola das ‘bolsas’ governamentais, porque passaram a dever muito mais do que estavam preparados para pagar, por incentivo imediatista do governo e de alguns setores estupidamente ambiciosos do comércio varejista.

 

O editorial cita que "não há problema" em cultivar a imagem global do Brasil com investimentos de US$ 12 bilhões em estádios de futebol, mas "não quando a vida é tão dura para a maioria, que paga impostos mais altos que nos países desenvolvidos e não recebem em troca serviços públicos que sejam pelo menos decentes".

 

O brasileiro hoje pergunta: Para que serve o governo, senão para oferecer serviços públicos de boa qualidade, e cuidar da segurança nacional com forças armadas profissionais e dotadas de poderio bélico pelo menos dissuasivo?

 

O Brasil, hoje, não tem nada disso, com serviços públicos lamentáveis e Forças Armadas incapazes de fazer frente aos seus vizinhos sulamericanos.

Os brasileiros parecem agora aprender a duras penas para o que serve o governo e se aborrecem de ter um que não serve para nada.

 

Os investidores, segundo a mídia britânica, dizem que o “modelo brasileiro” chegou ao seu limite. Mas, que modelo? O modelo dos dólares na cueca, das obras públicas superfaturadas, do mensalão, da vida nababesca que levam seus políticos e governantes, ou quem sabe da lavagem de dinheiro que se faz através das relações publico-privadas?

 

No Brasil, como também em muitos países da esfera do Foro de São Paulo, as pessoas estão fartas de ouvir como “as coisas são boas e tudo está indo muito bem no país", um hábito irresponsável dos populistas e demagogos que, durante as duas últimas décadas, se beneficiaram do dinheiro fácil a fluir do exterior num passado que já não existe mais.

 

Com exceção do Chile, que obviamente está fora da esfera de influência do clubeco informal fundado por Lula e Fidel Castro, os que tiveram e têm governos que fazem parte dessa corriola esquerdista, desperdiçaram suas chances e, em desespero, optaram pela esquerda populista, como ocorreu com Hugo Chávez, na Venezuela, Evo Morales, na Bolívia, Rafael Correa, no Equador, Cristina Kirchner, na Argentina, e Luiz Inácio Lula da Silva, padrinho carismático de Dilma Rousseff, no Brasil.

 

Todos agora sem exceção estão em queda livre, em uns, mais acelerada do que em outros, mas todos na chamada “descendente socialista”.

As pessoas preferem eleger os populistas simplesmente pelo fato de que não eram da velha oligarquia. Mas, cedo ou mais tarde, como acontece com qualquer governo socialista, o dinheiro -- dos outros -- acaba e o que sobra para uma divisão igualitária é a pobreza e a miséria. Esse momento começa a chegar para o Brasil e os brasileiros pressentem isso.

 

E os ingleses, que por mais de duas décadas apoiaram e sustentaram com suas ONGs a esquerda brasileira e sempre ajudaram a exportar para a América latina o lixo socialista do qual se livraram por obra da memorável Margaret Thatcher, agora “analisam” a situação em seus jornais e devem estar satisfeitos pela missão cumprida e a possibilidade de o surgimento de uma nova grande potência no Brasil, parece ser uma preocupação a menos para eles. O socialismo, uma excrescência europeia, está cumprindo o seu papel no Brasil.

 

 

 

 

Quinta feira, 20 de junho de 2013

 

 

 

FRANCISCO VIANNA  -   Médico, comentador político e jornalista  - Jacarei, Brasil.

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:48
link do post | comentar | favorito

EUCLIDES CAVACO - MURMÚRIOS DO MAR
 
 
 
 
 
 
Bom dia mui prezados amigos
MURMÚRIOS DO MAR Daqui donde vos envio o poema de hoje, estou a poucos metros do mar ouvindo esses seus murmúrios que um dia me inspiraram este poema que poderão ver e ouvir em poema da semana ou aqui neste link:
 
 
/www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Murmurios_do_Mar/index.htm

O meu cordial abraço para todos vós desde o Algarve.

Euclides Cavaco  - Director da Rádio Voz da Amizade.London, Canadá

 
 
 
***
 
CONVITE 
 


publicado por Luso-brasileiro às 11:11
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
arquivos

Novembro 2020

Outubro 2020

Setembro 2020

Agosto 2020

Julho 2020

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

pesquisar
 
links