PAZ - Blogue luso-brasileiro
Quinta-feira, 5 de Setembro de 2013
FELIPE AQUINO - AS DUAS DIMENSÕES DA FAMÍLIA

 

 

 

 

 

 

O casal que reza junto não se separa diante das dificuldades

 

 

 

 

São Paulo diz que os maridos devem amar as suas esposas. Você está disposto a amar a sua esposa a ponto de se entregar por ela? É dogma de fé que a Igreja é santa, nunca podemos dizer que a instituição criada por Cristo tem pecado, pois os pecados são dos filhos dela [Igreja], os pecados são nossos. E por que a Igreja é santa? Porque Cristo entregou-se por ela na cruz, para que ela fosse sem mácula. Pela mentira o demônio quer destruir os casamentos, quando se mente para o marido ou para a esposa, você está dando ocasião para o maligno. A porta por onde o demônio entra tem nome, se chama pecado, por isso o casal não pode pecar. Quando o casal está unido no amor de Deus, ninguém o separa. O amor é que une o casal, São Paulo diz que o amor é paciente, é bondoso, não busca os próprios interesses, não acaba nunca, só o amor faz com que perdoemos uns aos outros até mesmo quando um errou com o outro.É preciso que nos alimentemos do amor de Deus. E isso vai acontecer onde? Na Igreja, na Eucaristia, na oração, pois o casal que reza junto não se separa diante das dificuldades, pois tem forças para superar todos os problemas.

 

A família tem duas dimensões: a primeira dimensão é o “casal” e a segunda, são os “filhos”. A família é sagrada, ela não foi instituída por homem, por um papa, mas por Deus. Deus Pai quis dar uma ajuda adequada ao homem, por isso, deu-lhe a mulher como vemos no livro do Gênesis. A mulher foi a última criação do Senhor, foi o ápice da criação.

 

 

Ouça o podcast: Ameaças que hoje as famílias sofrem

 

 

 

O Todo-poderoso quis que, na raiz da família, houvesse uma aliança e por essa razão os casais hoje trazem uma aliança em suas mãos. O Papa João Paulo II pedia: “casais cristãos sejam para o mundo um sinal do amor de Deus”, de forma que – quando os demais (casais) virem superando os problemas existentes no mundo – possam ver o amor de Deus.

 

O Criador deseja que, através do sacramento do matrimônio, homem e mulher sejam uma só carne, que sejam um só coração, uma só alma, um só

 espírito. Infelizmente, existem pessoas que estão casadas há anos, porém, ainda não parecem estar casadas.

 

 

 

 

 

 

Falo também aos jovens: se você brincar com seu namoro, você já está destruindo seu casamento, pois ele [namoro] é o alicerce para um casamento, é a preparação, a parte mais demorada, mais difícil. O Papa lá em Sidney, na Austrália, pede ao jovens que aceitem o desafio de viver na castidade, pois um casal só pode se unir e ter uma relação sexual após o casamento, que é o tempo propício para isso.

 

 

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Jovens cristãos, está na hora de dar uma lição ao mundo. Na África, onde a AIDS mais acontece, em Uganda eles conseguiram baixar de 26% para 5% a contaminação da população do país, pois o presidente católico fez uma campanha para que vivessem o sexo somente no casamento, tantos os jovens como os casais já casados.

 

 

Hoje estão colocando máquinas de camisinha nas escolas para que os jovens as usem; porém, eu digo: ensine seu filho a não fazer isso, pois eles devem aprender que seus corpos são um templo santo e não podem viver como o mundo ensina. O remédio não é empurrar os jovens para o sexo fácil, mas sim, viver a castidade!

 

 

 

 

 

FELIPE AQUINO   -   Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica



publicado por Luso-brasileiro às 10:13
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Quarta-feira, 4 de Setembro de 2013
ALEKSANDRO CLEMENTE - ABORTO E SAÚDE PÚBLICA:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aleksandro Clemente é Advogado e Professor Universitário. Mestre em Direito pela PUC-SP, possui Pós-graduação (lato sensu) em Governo e Poder Legislativo pela UNESP e Pós-graduação (lato sensu) em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. É colunista colaborador da Rádio 9 de Julho onde aborda temas de Direito, Ética e Cidadania. É co-autor do livro “Sigilo no Processo Penal” (Ed. R.T.). Exerceu mandato de Conselheiro Tutelar na Cidade de São Paulo, onde realizou trabalho institucional na Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes. Foi membro efetivo de diversas Comissões na OAB/SP de 2005 a 2012. Atuou como defensor dativo no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/SP no triênio 2011/2012.



publicado por Luso-brasileiro às 20:27
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - O FADO DE SER PORTUGUÊS
 

 

 

 

 

 

 

 

Estou sentado numa cafetaria, aberta para o mar azul. A praia está movimentada. Um avião rasga o céu e deixa longo risco branco, que contrasta com o azul luminoso da abobada celeste. Tudo está coberto de sol.

 

Diante da minha mesa, encontra-se um velho. Rosto enegrecido no mar, sulcado de pregas profundas. Cabelo raro e grisalho. Sobranceiras negras e densas. Olhos de azul porcelana, vivos e encovados.

 

 

 

 

 

 Moinho, adaptado a residência de Verão, pela escritora Luísa Dacosta, que fica perto do bar onde ia tomar o cafezinho matinal

 

 

 

 

Atraído pelo meu olhar, encara-me, e num rouco murmúrio, diz-me:

- Está um bonito dia!

 

- De Verão! Dos verões da minha juventude! - respondi.

 

Em breve vizinha-se da minha cadeira, tentando dialogar:

 

Toda a vida foi no mar. Viu morrer muitos, sem puder socorrer.

 

Foi vida de trabalho. - “ Quarenta anos a labutar!” – confessa.

 

A conversa estava interessante:

 

Fora pescador. Andou nas barcas poveiras. Conhecera a fome, quando o mar recusava o peixe. Criou filhos. Deu-lhes muito amor, já que pouco mais havia para dar.

 

Andou em África, na guerra. Viu terroristas. Não sabe se matou.

 

Agora vive da reforma. Pensão modestíssima.

 

Arrepende-se de não ter ido para França - “ Lá sim, na Europa, o trabalho é recompensado!”.

 

Confessa que chorou, quando os filhos partiram. Foram todos. Mas que havia de fazer?!

 

Portugal é ingrato. - “ Quando é, que trabalhador, aqui na Póvoa, pescador, como eu, pode ter: casa, automóvel, dinheiro no banco e ir passar férias no Algarve? “ - pergunta.

 

Não soube responder.

 

Este velho, de pele enrugada, lábios sumidos, é a imagem de milhares, milhões de portugueses, que envelheceram a trabalhar, para receberem minguas reformas.

 

Também eu, pouco mais novo, mas velho para emigrar, lamento não ter partido.

 

A minha geração nasceu num país pobre, onde se considerava que ter: herdade, fábrica ou loja comercial, era ser rico. Que digo eu? Milionário.

 

Fomos levados, à força, para a guerra. Guerra, que diziam estar ganha; mas que a política deu-nos a derrota.

 

Com o fim do conflito, conquistamos liberdade, e a ilusão de sermos país a nível europeu.

 

Puro engano! Se outrora os jovens saíam para ganhar o pão, que a Pátria negava; agora saem às catadupas, desesperados, deixando pais no desemprego, e avós com pensões, que ano a ano, se reduzem, graças à inflação e aos descontos sucessivos. O último corte será de 10%. Será o último?

 

Dizem-me que foi para pagar o progresso: as autoestradas, os estádios de futebol, as infraestruturas, que tornaram o velho Portugal, num país do primeiro mundo.

 

Preferia, que não houvesse tantas autoestradas; que os clubes desportivos tivessem estádios modestos; que não houvesse tantos projetos megalómanos; tanto luxo.

 

Preferia viver tranquilamente, sem o sobressalto de não conhecer: se os novos têm velhice garantida, e os velhos fim de vida sossegada.

 

Este velho, que encontrei na esplanada poveira, virada para o mar, recordou-me a sina dos portugueses: sempre eternos judeus errantes, em busca do sustento da família.

 

Fado que atravessa a História. Fado que nos acompanha, séculos e séculos.

 

 Tivemos impérios. Tivemos reinos em África. Tivemos terras sem fim, no Brasil. Chegamos à Ásia, à Oceânia. Tivemos elites riquíssimas, mas sempre, sempre, o povo trabalhador, foi pobre. Sempre teve que abandonar a Pátria querida.

 

Ambição? Necessidade? Ambas; mas sempre a precisão de abalar, fugir da aldeia onde nasceram, da vila onde estudaram, da cidade que lhes negou trabalho, e justa recompensa.

 

Estamos em Agosto. Póvoa do Varzim transformou-se em centro cosmopolita. Na Avenida dos Banhos, escutam-se todas as línguas. Os hotéis encontram-se repletos. São estrangeiros que nos visitam ou emigrantes?

 

 

São poveiros que regressam, acicatados pela saudade: pelo torrão natal, pela família que deixaram, pelo amor que nutrem por essa bonita e encantadora cidade. O maior e melhor centro turístico do Norte de Portugal.

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal

 

 

 

 ***

 

 

 

 

Aspectos da cidade da Póvoa do Varzim.

Fotos tiradas em Agosto de 2013

 

 

 


 Avenida dos Banhos

 

 

 

 

 Azulejos representando cenas da vida poveira, figuras ilustres e arruamentos da cidade.

 

 

 

 Casino

 

 

 

 

 

 

 Castelo da Póvoa do Varzim

 

 

 

 Edificio da Camara Municipal

 

 

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 13:40
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EUCLIDES CAVACO - ESCRAVO DO AMOR
 
 
 
 
 
Bom dia prezados amigos
ESCRAVO DO AMOR É um tema feito canção romântica que vos ofereço esta semana o qual poderão ver e ouvir no PPS anexo ou aqui neste link:
 
http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Escravo_do_Amor/index.htm
 
Com as minhas mais cordiais saudações para todos vós.
 
 

Euclides Cavaco  - Director da Rádio Voz da Amizade.London, Canadá

cavaco@sympatico.ca


publicado por Luso-brasileiro às 13:33
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