PAZ - Blogue luso-brasileiro
Segunda-feira, 18 de Novembro de 2013
ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - MAUÁ - O IMPERADOR E O REI

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Trata-se de um filme dirigido por Sérgio Rezende, figurando como atores principais Paulo Betti e Malu Mader. É interessante porque reconstitui uma época geralmente pouco focalizada pelo cinema brasileiro, mas é muito questionável do ponto de vista da fidelidade histórica.

 

Irineu Evangelista de Souza, Barão e mais tarde Visconde de Mauá, é, no filme, apresentado como herói, enquanto o Imperador D. Pedro II é mostrado como indolente, moleirão e até ridículo. Na realidade objetiva dos fatos, nem Mauá foi tão bonzinho, nem D. Pedro II merece essas críticas.

 

No Velho como no Novo Mundo, era bastante elevado o prestígio de que se revestia a figura de nosso monarca. Em consequência, era também muito alto o conceito do Brasil. Repetidas vezes o Imperador foi chamado a arbitrar pendências entre grandes potências mundiais.

 

Mauá era um empresário de larga visão e grande capacidade de trabalho, e a ele o Brasil muito deve, mas agia, de fato, como testa-de-ferro de interesses comerciais ingleses. Quando houve a famosa Questão Christie, isso ficou muito patente. Naquela contenda desencadeada em 1862 pela falta de tacto e pela imprudência do ministro inglês no Rio de Janeiro, William Dougal Christie, o Brasil saiu prestigiado e engrandecido.

 

O diplomata britânico, insatisfeito por não serem punidos, conforme desejava, policiais brasileiros que haviam prendido oficiais ingleses à paisana que, embriagados, faziam desordens nas ruas do Rio de Janeiro, enviou ao nosso governo violento ultimatum. Não sendo este atendido, ordenou que navios ingleses apresassem cinco embarcações mercantes brasileiras.

 

O Império não teria condições de sustentar uma guerra contra o Reino Unido. Mas venceu-o no campo diplomático. Sobretudo venceu-o moralmente.

 

A atitude do Imperador foi de firmeza total. Disse que preferia perder a coroa a mantê-la sem honra na cabeça. E recusou terminantemente qualquer negociação sob ameaça da esquadra inimiga, e enquanto não fossem devolvidos os barcos apreendidos.

Nessa hora, no Brasil inteiro houve uma explosão de indignação contra a Inglaterra.  Machado de Assis compôs uma poesia, desafiando os ingleses. Recordo uma das quadras: "Podes, vir, nação guerreira, / Nesta suprema aflição, / Cada peito é uma trincheira, /  Cada bravo é um Cipião".

Essa poesia, transformada em hino, foi cantada, num teatro do Rio de Janeiro, pela famosa atriz Eugênia Câmara, pela qual se apaixonara o poeta Castro Alves, e foi divulgada no Brasil inteiro.

 

Nesse momento, Mauá teve uma atitude pouco patriótica, que D. Pedro II jamais perdoou. Alarmado com a perspectiva dos prejuízos econômicos que ele e seus patrões ingleses teriam com o rompimento do comércio, logo procurou atuar como intermediário para restabelecer as negociações diplomáticas - sem ter sido para isso convidado por ninguém. No contexto em que tomou essa atitude ficava claro que seu interesse era favorecer mais os seus negócios do que o Brasil, e D. Pedro o rejeitou, respondendo: "Cuide o Sr. Mauá dos seus negócios, que do Brasil sei eu cuidar".

Christie achou mais prudente recuar. Os navios brasileiros foram logo devolvidos. O caso, confiou-se ao juízo de um árbitro imparcial - o Rei Leopoldo I, da Bélgica, tio da Rainha Vitória. E Christie foi chamado de volta a Londres, sendo substituído por outro diplomata mais sensato, e até simpático ao Brasil, Mr. Cornwallis Eliot.

 

Mas D. Pedro II não considerou encerrado o caso. O decoro nacional exigia uma satisfação condigna pela ofensa recebida. Como Londres não quisesse apresentar essa satisfação, seguiu-se o inevitável rompimento de relações. O ministro do Brasil em Londres, Carvalho Moreira (futuro Barão de Penedo), pediu seus passaportes e retirou-se da Ilha com toda a legação. E Mr. Eliot, por sua vez, foi convidado a retirar-se do Brasil, em junho de 1863.

D. Pedro foi absolutamente inflexível e determinou que, enquanto não fosse resolvida satisfatoriamente a questão, o Brasil não somente interromperia relações diplomáticas com o Império Britânico, mas também suspenderia todas as relações comerciais, ficando congelados todos os capitais ingleses aplicados no Brasil.

 

No mês seguinte, Leopoldo I proferia sentença favorável ao Brasil. A Inglaterra ainda relutou longamente em reconhecer que seu representante havia agido mal, e tentou restabelecer relações diplomáticas e, sobretudo, comerciais, sem pedir desculpas. Do ponto de vista econômico, é preciso dizer, não foram pequenos os prejuízos que sofreu o comércio inglês nos dois anos em que estiveram interrompidas as relações.

 

Afinal, ante a inflexibilidade de D. Pedro II, a Inglaterra acabou por ceder, e um emissário especial, Edward Thornton, foi enviado ao Imperador, para manifestar o quanto a Rainha Vitória lamentava todo o ocorrido e apresentar formalmente as desculpas do governo inglês.

 

Para cumprir sua missão, o emissário precisou deslocar-se até a tenda de campanha de D. Pedro II, no Extremo Sul do País, diante da cidade de Uruguaiana que as tropas brasileiras haviam acabado de reconquistar aos paraguaios.

Foi como vitorioso, e acompanhado de seus aliados argentinos e uruguaios, que o Imperador quis receber o pedido de desculpas da poderosa Grã-Bretanha.

Essa a origem do desentendimento entre Mauá e o Imperador. Quando, mais tarde, Mauá chegou à beira da falência, o Governo do Império teria podido socorrê-lo, mas não o fez. D. Pedro II considerou imoral usar dinheiro público para socorrer um investidor privado. E Mauá faliu.

Esses acontecimentos são escamoteados pelo filme, que apresenta Mauá como um idealista desinteressado e patriota, e D. Pedro II como um homem medíocre, invejoso e injusto. A verdade histórica é bem outra.

Há, para os conhecedores de História do Império, ainda outras impropriedades e anacronismos no filme, além de personagens inexistentes (como o Visconde de Feitosa), que o filme apresenta como se históricos fossem. Mas, no total, não deixa de ser um filme interessante. Dentre os atores, não destacaria nenhum como particularmente bem sucedido, a não ser, talvez, um ator secundário, que fez papel coadjuvante, que representou Mr. Carruthers, o patrão e depois sócio de Mauá. Era, talvez, o único que, a meu ver, parecia realmente um homem do século XIX. Quanto a Paulo Betti, sinceramente, ele me convenceu mais no papel de jagunço baiano, em Guerra de Canudos, do que no papel de Mauá.

 

 

 

 

 

Armando Alexandre dos Santos é historiador e jornalista, diretor da Revista da Academia Piracicabana de Letras



publicado por Luso-brasileiro às 13:09
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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - A DOR DA PARTIDA

 

 

 

 

 

             Sempre fui da opinião de que o podemos fazer pelos outros deve ser feito enquanto há condição de fazer, ou seja, enquanto a pessoa estiver viva. Passei minha vida vendo meus pais visitarem os amigos idosos, doentes, solitários ou apenas visitarem pessoas queridas. Aliás, as maiores lições de amor, de caridade, de devoção ao próximo eu recebi de meus pais e nada marca tanto uma vida quanto os exemplos...

            Na medida do possível, tentei me comportar do mesmo modo. Sinto, porém, que não fiz e nem faço o bastante. Algumas vezes, eu estou convicta de que poderia ter feito mais. Acho que tudo deriva da vã ilusão humana de que as coisas e as pessoas são eternas. Algumas coisas, contudo, podem até ser, mas as pessoas nada tem de eternas. Em um minuto estão ao nosso lado e, em um átimo de segundo, já estão fora do alcance de nossas palavras, de nossos abraços.

            Dia desses, por exemplo, eu perdi uma tia avó. Embora ela já estivesse doente e o desfecho, ainda que não querido, fosse em parte esperado, não pude deixar de me sentir muito mal. Não éramos propriamente muito próximas, até porque moramos longe por muitos anos, mas desde que me mudei para São Paulo, há sete anos, eu dizia a ela que “uma hora dessas” eu iria visitá-la. Moderna, ela tinha facebook e vez ou outra curtia e comentava meus posts, bem como elogiava meus trabalhinhos em artesanato. Quando o estado de saúde dela se agravou, a cada hora por uma razão, eu não consegui visitá-la no hospital e, em um dia, isso já nem mais era possível...

            Sei que a vida é feita de encontros e de desencontros, mas por outro lado, é curta demais para tanto movimento. A velocidade na qual as pessoas se vão é inversamente proporcional ao tempo e discernimento que temos para aprender a amá-las, a entendê-las. Foi assim também com meus avós, que partiram quando eu começava a compreender alguns mistérios da vida e quando eu tinha tantas perguntas que se calaram sem respostas...

            Moro longe da maior parte da minha família e se isso foi inevitável para meu caminho pessoal, também é um custo alto demais para uma vida tão breve. Não vejo meus sobrinhos crescerem e a cada vez que os reencontro é como se eu tivesse perdido um capítulo de algum seriado que nunca mais será reprisado. Também é assim que me sinto quando descubro, perdido em algum canto, algum registro de meus tempos de menina, de faculdade. Tanta gente que o tempo levou, tanto de mim mesma que já não existe mais e o quanto o vento da vida me furta e paradoxalmente me presenteia em todos os novos dias.

            Acho que nunca duvidei disso, mas a cada momento me parece uma verdade mais cruel e incontestável o fato de que é necessário amarmos as pessoas e a vida como se não houvesse amanhã...

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA    -  Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora   -  São Paulo.

 



publicado por Luso-brasileiro às 12:01
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RENATA IACOVINO - A ILUSÃO DE TER

 

 

 

 

 

 

Liberdade de expressão, liberdade de pensamento, liberdade...

 

Que valor tem cada liberdade nossa? Que valor tem nossa liberdade? Que valor tem, em tempos em que não mais precisamos dela, em dias em que ela se tornou oculta de tão evidente, de tão presente.

 

Que valor damos àquilo que temos em abundância?

 

Que valor damos, em época em que os valores se invertem, perdem-se, extinguem-se...

 

Liberdade? Liberdade em excesso? Será?

 

Pensamos ter liberdade ao agir e não pensamos que nossos atos são sutilmente determinados por conveniências, por agrados, pelo bom convívio, pela não indisposição com os que nos cercam, pelas obrigações... Assim, nossa dita liberdade é um palco de sacrifícios em que, em busca de um autoconvencimento, encenamos alegrias quando nos acomete o vazio; transparecemos produtores de boas realizações quando nos chocamos internamente é com a frustração.

 

Imaginamos ter liberdade ao pensar, mas nossos pensamentos imediatamente atam-se ao discurso reprovador alheio, e assim os modificamos; nossos desejos cessam por sabermos que irão ferir quem está próximo. E então, nossa liberdade se enclausura em nossas entranhas, aprisionando-nos em sua essência, mostrando-nos a mais cruel realidade... a de que ela não existe.

 

Ilusionistas, trabalhamos em prol de algo possível a partir do impossível. Nada mais humano.

 

Em tempos tão fáceis, como achar a liberdade desfigurada na multidão, diluída em shoppings, almejando uma identidade na identidade do outro, perseguindo modismos como se estivéssemos acorrentados?

 

O conforto da tecnologia faz-nos sentir donos de uma liberdade ímpar. Por outro lado, se ela nos for subtraída, não somos capazes de resolver nossos problemas, de nos relacionarmos com o outro, de manter o bom humor... Que liberdade é essa que se revela a cara-metade da dependência?

 

Que liberdade existe, se construída na areia movediça das inseguranças, das imaturidades, das incertezas e da autoafirmação?

 

Liberdade foi aquela... aquela arrancada em meio ao “cale-se” imposto pelo regime ditatorial; aquela sublimada em versos e canções silenciosas, latentes ou gritadas.

 

Liberdade foi um momento de transição. Liberdade é um instante, um átimo, uma impressão... o resto é a busca dela. Ou sua inversão.

 

 

 

 

Renata Iacovino, escritora e cantora / reiacovino.blog.uol.com.br / reval.nafoto.net / reiacovino@uol.com.br



publicado por Luso-brasileiro às 11:56
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PAULO ROBERTO LABEGALINI - O BEM E O MAL

 

 

 

 

 

 

 

 

Esta é uma história estranha, contada por um mercador árabe:

Certa vez, quando de volta de Bagdá, encontrei um homem perto de Damasco que me chamou a atenção. Falava agitado com os peregrinos, gesticulando e praguejando sem cessar.  Fumava constantemente uma mistura forte de fumo e haxixe e, quando ouvia de um dos companheiros uma censura qualquer, exclamava:

– Mac Allah, ó muçulmanos! Eu já fui poderoso! Eu já tive o destino nesta mão!

– É um pobre diabo– diziam. – Não regula bem. Allah que o proteja!

Eu, porém, sentia irresistível atração pelo desconhecido do turbante esfarrapado. Procurei aproximar-me dele discretamente, falei-lhe várias vezes com brandura e, ao fim de algumas horas, já lhe havia captado inteiramente a confiança.

– Os homens da caravana me tomam por doido – disse-me uma noite. – Não querem acreditar que já tive nas mãos o destino da humanidade inteira!

Esbugalhei os olhos assombrado. Aquela afirmação insistente de que havia sido senhor do destino era característica do seu pobre estado de demência? O desconhecido, que parecia não perceber os meus sustos e desconfianças, continuou:

– Segundo ensina o Alcorão, a vida de todos nós está escrita no grande Livro do Destino. Cada homem tem lá a sua página com tudo o que de bom ou de mau lhe vai acontecer. Todos os fatos que ocorrem na Terra, desde o cair de uma folha seca até a morte de um califa, estão escritos.

E sem esperar que eu o interrogasse, narrou-me o seguinte:

– Em viagem pelo deserto, salvei um velho feiticeiro que ia ser enforcado. Em sinal de gratidão, ele deu-me um talismã raríssimo que possuía. E essa pedra maravilhosa permitia a entrada livre na famosa Gruta da Fatalidade, onde se acha o Livro do Destino. Viajei dois anos a fim de chegar à gruta encantada. Um gênio que estava de sentinela à porta deixou-me entrar, avisando-me, porém, de que só poderia permanecer na gruta por espaço de poucos minutos.

Respirou e prosseguiu:

– Era minha intenção alterar o que estava escrito na página da minha vida e fazer de mim um homem rico e feliz. Bastava acrescentar com a pena que eu levava: ‘Terá muito dinheiro’. Lembrei-me, porém, dos meus inimigos. Poderia, naquele momento, fazer grande mal a todos eles. Movido pela idéia do ódio, abri a página de Ali Ben-Homed, o mercador. Li o que ia acontecer a esse meu rival e acrescentei embaixo, sem hesitar, cheio de rancor: ‘Morrerá pobre, sofrendo os maiores tormentos’. Na página de Zalfah-el-Abari, escrevi impiedoso, alterando-lhe a vida inteira: ‘Perderá todos os haveres. Ficará cego e morrerá de fome e sede no deserto’. E assim, retalhei a todos os meus desafetos!

– E na tua vida?– indaguei. – O que fizeste na página em que estava escrita a tua própria existência?

– Ah, meu amigo, nada fiz em meu favor. Preocupado em fazer o mal aos outros, esqueci de fazer o bem a mim mesmo. Agi como um miserável! Semeei largamente o infortúnio e não colhi a menor parcela de felicidade. Quando lembrei de mim, quando pensei em tornar feliz a minha vida, estava terminado o meu tempo. Sem que eu esperasse, o gênio feroz me agarrou fortemente e, depois de arrancar-me das mãos o talismã, me atirou fora da gruta.

E concluiu, entre suspiros, numa atitude de profundo e irremediável desalento:

– Perdi a única oportunidade que tive de ser rico e feliz!

E com o final da história, eu pergunto: esta aventura não é verdadeira na cabeça de muita gente? Quantos homens há no mundo que, preocupados em levar o mal aos seus semelhantes, se esquecem do bem que podem fazer a si próprios? Como é difícil entenderem que o mal com o bem se paga!

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI -    Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:51
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FELIPE AQUINO - NOVENA DA MEDALHA MILAGROSA - 18 a 26 NOV.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nossa Senhora das Graças apareceu a Santa Catarina Labouré no dia 27 de novembro de 1830, na Capela da Rua De Lubac em Paris. “A Senhora tinha os dedos cobertos de anéis e pedrarias preciosas de indizível beleza, dos quais desprendiam raios luminosos para todos os lados, envolvendo a Virgem de extraordinário esplendor”.

 

Nossa Senhora lhe disse:  ”Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que as pedem”. Como se não pudesse com o peso das graças, os braços se abaixaram e se abriram na atitude graciosa que se vê na Medalha Milagrosa. Formou-se então em torno da Virgem um quadro onde se liam em letras de ouro estas palavras: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. Maria confiou-lhe então esta missão:  “Manda cunhar uma medalha por este modelo: As pessoas que a usarem receberão grandes graças; hão de ser abundantes as graças para os que a trouxerem com confiança”. A Santa Virgem fez-se compreender quanto lhe são agradáveis as orações dos que a invocam, e quanto é generosa em conceder o que lhe pedem. Milagres, graças e prodígios extraordinários se operam por meio da Medalha Milagrosa.

 

É célebre a conversão do judeu Afonso Ratisbone, acontecida depois da visão que ele teve na igreja de Santo André em que a Santíssima Virgem lhe apareceu, como representa a Medalha Milagrosa. Esta medalha – disse Pio XII, foi instrumento de tão numerosos favores, tantas curas, proteções e conversões que a voz do povo a chamou de MEDALHA MILAGROSA. A Medalha Milagrosa é dádiva celeste. Usá-la é colocar-se sob a proteção de Maria, na vida e na morte.

 

 

PRÁTICA

 

 

Usar a Medalha com confiança e devoção. Beijá-la respeitosamente de manhã e à noite, dizendo: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. Propagar a Medalha. É tão fácil dá-la a uma criança, aos doentes, aos amigos, aos que estão em dificuldades, etc.

 

 

NOVENA

 

 

Sinal da Cruz(*). Ato de Contrição(*). 03 vezes: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”.

 

1º DIA – 1ª Aparição - Contemplemos a Virgem Imaculada, em sua primeira aparição a Santa Catarina de Labouré. A piedosa noviça, guiada por seu Anjo da Guarda, é apresentada à Imaculada Senhora. Consideremos sua inefável alegria. Seremos também felizes como a Santa Catarina, se trabalharmos com ardor na nossa santificação. Gozaremos as delícias do Paraíso, se nos privarmos dos gozos terrenos. - 03 Ave-Marias(*), acrescentando em cada uma: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. - Oração Final

 

2º DIA – Lágrimas de Maria Contemplemos Maria, chorando sobre as calamidades que viriam sobre o mundo, pensando que o Coração de seu Filho seria ultrajado, a Cruz escarnecida e seus filhos prediletos perseguidos. Confiemos na Virgem compassiva e também participaremos do fruto de suas lágrimas. - 03 Ave-Marias, acrescentando em cada uma: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. - Oração Final

 

3º DIA – Proteção de Maria Contemplemos nossa Imaculada Mãe, dizendo em suas aparições a Santa Catarina: “Eu mesma estarei convosco: não vos perco de vista e vos concederei abundantes graças”. Sede para mim, Virgem Imaculada, o escudo e a defesa em todas as necessidades. - 03 Ave-Marias, acrescentando em cada uma: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. - Oração Final

 

4º DIA – 2ª Aparição Estando Santa Catarina Labouré em oração, a 27 de novembro de 1830, apareceu-lhe a Virgem Maria, formosíssima, esmagando a cabeça da serpente infernal; nessa aparição se vê seu desejo imenso de nos proteger sempre contra o inimigo de nossa salvação. Invoquemos a Imaculada Mãe com confiança e amor! - 03 Ave-Marias, acrescentando em cada uma: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. - Oração Final

 

5º DIA – As Mãos de Maria Contemplemos, hoje, Maria desprendendo de suas mãos raios luminosos: “Estes raios, disse Ela, são a figura das graças que as me pedem e aos que trazem com fé minha medalha”. Não desperdicemos tantas graças! Peçamos com fervor, humildade e perseverança, e Maria Imaculada nô-las alcançará. - 03 Ave-Marias, acrescentando em cada uma: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. - Oração Final

 

6º DIA – 3ª Aparição - Contemplemos Maria, aparecendo a Santa Catarina, radiante de luz, cheia de bondade, rodeada de estrelas, e mandando cunhar uma medalha prometendo a todos que a trouxerem com devoção e amor, muitas graças. Guardemos fervorosamente a santa Medalha e, como escudo, Ela nos protegerá nos perigos. - 03 Ave-Marias, acrescentando em cada uma: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. - Oração Final

 

7º DIA DA NOVENA e 1º DO TRÍDUO - Ó Virgem Milagrosa, Rainha excelsa, Imaculada Senhora, sede minha advogada, meu refúgio e asilo nesta terra, minha fortaleza e defesa na vida e na morte, meu consolo e minha glória no céu. - 03 Ave-Marias, acrescentando em cada uma: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. - Oração Final

 

8º DIA DA NOVENA e 2º DO TRÍDUO - Ó Virgem Imaculada da Medalha Milagrosa, fazei que esses raios luminosos que irradiam de vossas mãos virginais, iluminem minha inteligência para melhor conhecer o bem, e abrasem meu coração com vivos sentimentos de fé, esperança e caridade. - 03 Ave-Marias, acrescentando em cada uma: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. - Oração Final

 

9º DIA DA NOVENA e 3º DO TRÍDUO - Ó Mãe Imaculada, fazei que a Cruz de Vossa Medalha brilhe sempre diante de meus olhos, suavizes as penas da vida presente e me conduza à vida eterna. - 03 Ave-Marias, acrescentando em cada uma: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. - Oração Final

 

ORAÇÃO FINAL

 

Santíssima Virgem, eu creio e confesso Vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por Vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de Vosso amado Filho, a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e espírito a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte, e a graça … que peço com toda confiança. Amém.

 

 

 

FELIPE AQUINO   -  Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.



publicado por Luso-brasileiro às 11:40
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FRANCISCO VIANNA - O MUNDO ESTÁ COM O SACO CHEIO DOS POPULISTAS E DEMAGOGOS

 

 

 

 

 

 

 

Em pleno dia de Halloween, na Venezuela, o ‘aprendiz de ditador bolivariano’ da vez, Maduro, apela para o sobrenatural para impressionar os perfeitos idiotas sulamericanos de seu país e diz que Hugo Chávez, do além, fez aparição aos trabalhadores numa escavação do metrô de Caracas. Coisas típicas hoje de países com cidadania de baixa qualidade.

 


Nicolás Maduro, o colombiano que ocupa a presidência da Venezuela, acompanhado  de  sua  caterva,  pediu ontem  ao  MERCOSUL que veja o BRICs como "o um novo poder do século XXI" e instou que o Brasil faça parte desse  "bloco" (EFE).



 

            A quem é dirigido o discurso do aprendiz de ditador da vez na Venezuela? Provavelmente ao mesmo público ao qual é dirigido o discurso do PT e sua “base alugada”, no Brasil: aos perfeitos idiotas latinoamericanos!


            Nicolás Maduro, o colombiano presidente da Venezuela, disse ontem que o rosto do finado caudilho Hugo Chávez, que foi prestar contas a Satanás no início deste ano, “apareceu” numa das paredes rochosas de um dos túneis escavados para a construção de uma linha do metrô de Caracas, e para “provar” o que disse, exibiu uma “foto”.


            Brandindo a "foto”, disse: “Olhem para esta figura que surgiu perante os trabalhadores (como gostam de falar em nome dos trabalhadores!)... Eles podem até falar com ele... Um rosto... De quem será esse rosto? De quem é esse olhar que é o olhar de todo o país e que está em toda a parte, inclusive nos fenômenos inexplicáveis", numa referência a Chávez, durante uma cerimônia do governo em Caracas.


            O governante narrou que, na quarta feira de ontem, fazendo logo de manhã cedo uma inspeção na construção da linha de metrô 5 de Caracas, um dos trabalhadores mostrou a foto que tinha sido tomada por seu celular há poucos dias na parte da tarde em uma das paredes do túnel escavado.


            Contou que um dos operários se aproximou dele e pediu para mostrar uma foto no seu celular. "Mostrou o celular e tinha uma foto e, então, o operário disse: 'Olha Maduro (?), olha para esta foto que tomamos as duas da tarde a alguns dias atrás; estávamos trabalhando e, de repente, apareceu, aqui nesta parede do buraco, uma figura'".


            "Fico arrepiado só de contar", disse Maduro, depois de apresentar a imagem impressa em seu website. "Da mesma forma como apareceu, desapareceu e hoje, no local, não há imagem alguma”... “O que digo a vocês é verdade, ou seja, Chávez está em toda parte, Chávez somos todos nós", disse Maduro.

            A imagem impressa mostra a parede da escavação e nela, de acordo com o presidente, o rosto difuso que seria de Chávez e em destaque especial o "seu olhar".


 

                                                               Buuuuu! Hoje é Halloween...

 

 

            Chávez morreu no dia 5 de março, em Caracas, aos 58 anos, depois de perder a batalha contra o câncer que foi mal diagnosticado e tratado em Cuba a partir de junho de 2011.


            Toda pessoa, hoje, medianamente informada, sabe o que pode ser feito com uma imagem submetida aos Photoshops da vida... Até onde não existe imagem nenhuma se pode criar uma com impressionante grau visual de verossimilhança. Ao que parece, pois, tal tecnologia começa a trabalhar também para os populistas e demagogos para iludir as pessoas através de suas crendices e boa-fé...


            Coisas típicas de cidadanias de baixa qualidade.



 

: FRANCISCO VIANNA (da mídia internacional)

 

Quinta feira, 31 de outubro de 2013


 
 
 
 

FRANCISCO VIANNA-   Médico, comentador político e jornalista  - Jacarei, Brasil.



publicado por Luso-brasileiro às 11:17
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - DOZE ANOS DE PRISÃO POR MENTIRA DA FILHA

 

 

 

 

 

 

 

Asseveram os psicólogos, que a criança, é, por natureza, mentirosa e imaginativa. Sempre que descreve episódio que presenciou, acrescenta pormenores, fruto da imaginação fértil.

 

Todavia mostra-se exigente nos relatos dos outros, como afirma Maurice de Fleurey - “ Le Corps et l’Alme de l’Enfant”: “ Revelam-se (se) zelosas da verdade quando se trata da discrição de outra pessoa.”

 

Fá-lo alegremente, para sentir o prazer de emendar o adulto.

 

O introito vem no intuito de abordar o insólito caso, que esteve em voga, em França, no início do século:

 

Virginie, de 14 anos, frequentava colégio em Reims. Em íntima confidencia, segredou a amiga, que fora violada pelo pai, empresário, de origem portuguesa.

 

Pediu-lhe, todavia, encarecidamente, que não revelasse o segredo.

 

Por que mentiu? Por vaidade? Por complexo de Eróstrato? Por criancice? Não sei.

 

Sei que no dia imediato, a colega revelou, à puridade, o escabroso incesto.

 

Horas depois a diretora da escola, teve conhecimento, e comunicou-o à polícia.

 

Começou aqui a tragédia. A menina foi imediatamente retirada da família, e os pais, interrogados, separadamente.

 

O pai, atónito, nega. A mãe, aflita, pede para conversar com a filha. É-lhe negado.

 

Perante o mutismo da menina, nos interrogatórios, o advogado, aconselha o pai, para aliviar a pena, que confesse que houve realmente ligeiras carícias. O jurista receava que o cliente viesse a perder a empresa e até a própria residência.

 

António Madeira foi levado a julgamento, realizado em Junho de 2001. Perante a juíza, a filha - por timidez ou vergonha, - manteve-se em absoluto silêncio. Respondia por sinais.

 

Bem declarava a mulher Lucília Marques, que o marido estava inocente; que tudo era invenção da filha. Talvez para encobrir leviandade, mas ninguém a ouviu.

 

Dois anos passaram. Virginie tem 17 anos. A pedido da mãe, a juíza, autoriza o encontro com a filha. Estamos em Julho de 2002. Virginie encontra-se internada no foyer ( lar de crianças violadas e maltratadas).

 

No encontro, a menina, declara:

 

“ Mamã: o papá está inocente!”

 

Confessa que se comportara assim, porque sentia ciúmes do irmão, que, por ser doente, recebia os carinhos dos pais.

 

Ao ter conhecimento que o falso incesto se espalhara, faltou-lhe coragem para desmentir.

 

Nunca pensou que o pai fosse condenado a 12 anos de prisão. Para ela, os inocentes, não eram presos.

 

Mergulhada em terríveis remorsos, ao atingir a maior idade, escreve ao Presidente da República Francesa e a deputada. Tudo foi em vã.

 

A 27 de Fevereiro de 2006, dirige-se ao Instituto de Medicina Legal de Coimbra, para submeter-se a exame.

 

Verificaram que era virgem. A polícia francesa enganara-se, devido a operação que realizara quando tinha seis anos.

 

Tudo está publicado no livro “ J’ai Menti” de Brigitte Vital-Durand, coadjuvada por Virginie.

 

O caso caiu no esquecimento, mas é aviso sério para os que julgam e investigam, casos semelhantes (*).

 

Como a justiça se engana! Como a mentira de uma filha, pode levar o pai à prisão!

 

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal.

 

 

 

* - Recentemente, em Portugal, menina de 15 anos, contou a uma professora que o pai a violava e maltratava. Imediatamente retiraram-na da família, e o pai foi preso e impedido de ver a filha.

 

Decorrido um mês e alguns dias, esta disse à madrinha, que o pai estava inocente. Mentira, por raiva de lhe ter batido. - “ Jornal de Notícias” 29/07/13.



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EUCLIDES CAVACO - FILOSOFIA DO TEMPO

 

 

 

 

 

Olá prezadíssimos amigos
FILOSOFIA DO TEMPO Preenche hoje o espaço de poema da semana que poderá ouvir aqui neste link:

 

 

                                  http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Filosofia_do_Tempo/index.htm

 

 

 

Euclides Cavaco  - Director da Rádio Voz da Amizade.London, Canadá

cavaco@sympatico.ca



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Terça-feira, 12 de Novembro de 2013
MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - A FRANCISCANA IRMÃ CLARA

 

 

 

 

 

 

 

São Francisco e Santa Clara de Assis. Irmã Clara de Santa Clara e São Francisco de Assis e da Congregação Irmãs Franciscanas do Apostolado Paroquial, que, atualmente, se encontra em Lages – SC. No inicio de dezembro, completará 50 anos de vida religiosa, 50 anos de ação de graças a Deus que a chamou para ficar bem próxima a Ele no serviço aos doentes, aos pobres, àqueles que necessitam do unguento do bom samaritano para acalmar e curar as úlceras intumescidas pelos diversos tipos de pus. Decorrentes de Belém e Jerusalém, aconteceu em Assis. Primeiro foi Francisco, filho de um rico e influente mercador de tecidos, que optou por ser pobre dentre os pobres e reconstruir a Igreja. Em seguida veio Clara, de família nobre, nascida em 1194. Segundo o que diz a tradição, sua mãe lhe teria dado este nome devido a uma inspiração que teve. Ela acreditava que sua filha viria para iluminar o mundo. Ao se deparar com a decisão de São Francisco em viver uma vida austera e de completa pobreza, Clara foi tomada por uma irresistível decisão de segui-lo. Em 19 de março de 1212, fugiu de casa, decidindo-se radicalmente pela vida religiosa.  Foi a primeira mulher a aderir aos ideais franciscanos.  Era insuperável na caridade e seu maior prazer: servir aos enfermos. É dela a colocação: “Jesus é a Ponte entre Aquele que tudo pode e as criaturas que de tudo precisam. Seja você também uma ponte que liga os que têm de sobra, com aqueles que sentem falta de tanta coisa”.

Belém, Jerusalém, Assis, Ipomeia, 1957,  em Santa Catarina, hoje Diocese de Caçador. Irmã Ida Meneghelli, com apoio de Irmã Benigna Bovolenta, funda e inicia, juntando esperança e coragem, o trabalho das Irmãs Franciscanas do Apostolado Paroquial.

É nessa Congregação que Edília adota o nome de Irmã Clara e alarga sua alma para acolher os sofridos. Sem limites para se colocar no espírito do lava-pés e com coragem que derruba muralhas, trabalhou na Beneficência Portuguesa de Araraquara por longos anos e, depois, foi a Novo Horizonte – SP – para dirigir o hospital daquela cidade. Levantava a qualquer hora da noite se a chamassem para atendimento, fosse para mães gestantes, pacientes internados, vítimas de acidentes... Hoje, dirige uma casa de encontros, retiros, debates da Congregação. Quando necessário, levanta de madrugada e viaja para acudir pessoas com problemas de sinusite, qua alcançam a cura através de um óleo que utiliza. É vocação resoluta que se derrama ao fazer o bem e clareia os próximos e distantes.

Belém. Parábola do Bom Samaritano (Lucas 10, 30-37). “Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e caiu nas mãos de ladrões que o despojaram; e depois de o terem maltratado com muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o meio morto. (...) Mas um samaritano que viajava, chegando àquele lugar, viu-o e moveu-se de compaixão. Aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; colocou-o sobre a sua própria montaria e levou-o a uma hospedaria e tratou dele. (...) Então Jesus lhe disse: “Vai, e faze tu o mesmo”. Jerusalém. Assis. Lages. 50 anos de vida religiosa e de amor ao próximo: Irmã Clara das Irmãs Franciscanas do Apostolado Paroquial.

Quando se escolhe olhar as pessoas com clemência e zelar por elas, o Sagrado fala na dor que acalma. Que Deus continue a abençoar a Irmã Clara, de vida entregue como bálsamo aos que sofrem!

 

 

 

 

 MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE   -É coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.

 

 

P.S. : Não conheço Irmã Clara pessoalmente. Sei dela através de minha querida amiga Irmã Olímpia Gaio, hoje atuando em Vacaria - RS. Irmã Olímpia é outra Religiosa que se ocupa em dissolver os coágulos do coração dos empurrados para as margens.

 



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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - VERÃO QUE TE QUERO VERÃO

 

 

 

 

 

 

 

            Por várias vezes eu escrevi que sou amante das estações temperadas. Sou especialmente apaixonada pelo outono e pela primavera. Contudo, no fim das contas, sempre gostei de acompanhar e de viver as mudanças das estações, o crescer do frio ao calor e o despedir do calor, de volta ao frio.

            Esse ano, em especial, por outro lado, ficou tudo misturado. Não vi a primavera em toda sua glória e nem mesmo o outono em sua placidez. Meio que tudo foi cinza, nublado, mais para frio do que para quente, com alguns oásis de dias azuis perdidos no caminho. As flores, confusas, floriram tímidas, como quem só aparece para dar uma espiadela, só para ter certeza de que não errou de caminho ou de estação.

            Creio que o efeito estufa começa a se mostrar de forma mais real, menos como uma ideia de catástrofe cinematográfica, que só existe no imaginário. Não se trata mais do que as futuras gerações irão viver, mas do que nós estamos vivendo. O clima ficou louco, mas porque a humanidade o provocou. Aliás, não aparentemente satisfeita, ainda lhe faz futricas, como se não acreditasse que a natureza pudesse reagir.

            Há dois anos, nesse mesmo mês de novembro, eu estava me dando ao desfrute de uma pequena piscina inflável que tinha instalado no quintal. Verdade que não era algo glamouroso, mas proporcionou excelentes momentos de relaxamento. À luz da lua, em noites quentes, depois do trabalho, aproveitávamos para desligar mente e corpo, banhados pela água que o sol deixara morna para nós...

            Enquanto escrevo, agora, estou de pijama de frio, envolta em um cobertor. Na capital paulista, hoje, a máxima não chegou aos 18 graus, bem como em vários dias dessa primeira semana de novembro, e olha que estamos em plena primavera. Ou o que deveria ser a primavera. Não parece haver um só dia quente. Há sempre frio, chuva, vento e muitas cobertas para dar conta de tudo isso.

            Para piorar, sou friorenta por essência e, por conta disso, tenho dito adeus aos vestidos, camisas de manga curta e aos pés sem meias. Gosto disso no inverno, mas na primavera, sinceramente, não estou achando graça. Fico pensando que logo logo chegará o verão, mas será que o veremos?

            Estou carente de um pouco de sol e céu azul, de dias quentes que pedem sorvete, piscina, praia, caminhadas à noite, bebidas geladas na companhia de amigos e sensações de férias que só o verão me puxa a lembrança.

            Até o sabiá laranjeira, que há semanas se acabava de cantar, parece-me que se cansou de chamar pelo verão ou de aclamar a primavera. Consulto a previsão do tempo, disponível no meu celular e vejo que na próxima semana, depois de três dias sem muito frio, começa a chover e esfriar novamente.

 

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA    -  Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora   -  São Paulo.



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JOÃO CARLOS MARTINELLI - 15 DE NOVEMBRO. PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA DO BRASIL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            Precisamos consolidar os fatores que aprimorem o princípio constitucional da dignidade humana.

 

                                                         

 

Decorridos cento e vinte e quatro anos de sua proclamação, o amadurecimento institucional da República Federativa do Brasil ainda requer desenvolvimento cultural e educacional, fortalecimento da cidadania com a inclusão dos excluídos  e exige um grande esforço de restauração do respeito à lei, com provimento eficiente de justiça e segurança pública.

 

 

 

 

 

 

No próximo dia 15 de novembro comemoraremos cento e vinte e quatro anos da Proclamação da República no Brasil, que instituiu um sistema de governo integrado por representantes eleitos pelo povo, sobrepondo-se à monarquia, já que até 1889, todas as decisões giravam em torno do Imperador Dom Pedro II. A palavra “República” vem do latim “res publica” e significa “coisa pública”, o que por si só já revela a importância desse sistema que permite ao povo (governados) uma efetiva participação no processo de formação da vontade pública (governo), revelado pelo exercício da democracia. Por isso, dispõe a Constituição: “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”.

 

Trata-se da mais importante estrutura que uma nação pode adotar, já que ela auto limita o poder do Estado ao cumprimento das leis que a todos subordinam, priorizando o preceito de “o poder das leis está acima das leis do Poder” (Ruy Barbosa) e o princípio da permanente supremacia da Carta Magna (Constituição), tida como Lei Maior, em torno da qual gravitam todas as demais normas legais.

 

Pela proximidade da data solene, vale refletirmos e até mesmo conhecermos alguns dos principais aspectos da República Federativa do Brasil, cujos fundamentos, previstos na Constituição Federal são: soberania (poder máximo de que está dotado o Estado para fazer valer sas decisões e autoridade dentro de seu território; cidadania (qualidade do cidadão caracterizada pelo livre exercício dos direitos e deveres políticos e civis); dignidade da pessoa humana; os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e pluralismo político (existência de mais de um partido ou associação disputando o poder político).

 

Por outro lado, constituem seus objetivos primordiais: construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais, além de promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, propósitos também expressamente previstos na Constituição.

 

O Brasil deve relacionar-se com os demais países, orientando-se pelos seguintes preceitos constitucionais: independência nacional; respeito pelos direitos humanos (o Brasil é um dos signatários da Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela ONU, em 1948); autodeterminação dos povos (cada nação deve conduzir seu próprio destino); não-intervenção (nenhum Estado tem o direito de interferir nos assuntos internos de outro); igualdade entre os Estados (todo Estado tem direito à igualdade jurídica perante outros Estados, isto é, igualdade de tratamento perante as normas internacionais); defesa de paz; solução pacífica dos conflitos; repúdio ao terrorismo e ao racismo; cooperação entre os povos para o progresso da humanidade e concessão de asilo político (recolhimento de cidadãos estrangeiros que fogem de perseguições políticas).

 

Da simples leitura, percebe-se quão longa e difícil é a tarefa de todos na perseguição e consecução destes objetivos, notadamente o da consolidação dos fatores que aprimorem o respeito à dignidade humana, princípio que situa as pessoas no vértice de todo o ordenamento jurídico, pois o Direito só se justifica em função do ser humano, que deve ser tratado como um fim e nunca um meio, estendendo sua proteção a todas as pessoas, independentemente de idade, condição social, capacidade de entendimento e autodeterminação ou ‘status jurídico’.

 

Num mundo onde o humanismo parece ceder espaços cada vez maiores para o materialismo, prevalecendo uma cultura extremamente consumista, muitas dessas aspirações permanecem abstratas, distantes do mundo real, reconhecendo-se direitos, sem efetivá-los na prática, o que frustra e contraria a base da Justiça, fomentando ainda mais, os extensos e predominantes critérios de desigualdade social, tornando desacreditadas algumas de nossas instituições e desesperançada grande parcela da população. 

 

Na realidade, o amadurecimento institucional da República Federativa do Brasil ainda requer desenvolvimento cultural e educacional, fortalecimento da cidadania com a inclusão dos excluídos (reforma agrária justa e legal, habitação social, saneamento, saúde) e exige um grande esforço de restauração do respeito à lei, com provimento eficiente de justiça e segurança pública.

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário (joaocarlosmartinelli@terra.com.br)



publicado por Luso-brasileiro às 11:46
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FELIPE AQUINO - O MAL QUE FAZEM AS NOVELAS

 

 

 

 

 

Pouco a pouco vão aparecendo os efeitos do mal das novelas em nossas vidas

 

 

 

Certa vez um amigo já falecido, psicólogo, me disse que “as novelas fazem uma pregação sistemática de anti-valores”. Embora isso já faça bastante tempo, eu nunca esqueci esta frase. Meu amigo Franz Victor me disse uma grande verdade.

 

 Enquanto a evangelização procura incutir nas pessoas uma vida de acordo com os valores do Evangelho, a maioria das novelas estraga o povo, incutindo nas pessoas anti-valores cristãos.

 

 As novelas, em sua maioria, exploram as paixões humanas, muito bem espelhadas nos chamados pecados capitais: soberba, ganância, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça; e faz delas objeto dos seus enredos, estimulando o erro e o pecado, mas de maneira requintada.

 

 

Na maioria delas vemos a exacerbação do sexo; explora-se descaradamente este ponto, desvirtuando o seu sentido e o seu uso. Em muitas cenas podem ser vistos casais não casados vivendo a vida sexual, muitas vezes de maneira explícita, acintosa e provocante; e isto em horário em que as crianças e os jovens estão na sala. Aquilo que um casal casado tem direito de viver na sua intimidade, é colocado a público de maneira despudorada, ferindo os bons costumes e os mandamentos de Deus.

 

 Mas tudo isso é apresentado de uma maneira “inteligente”, com uma requintada técnica de imagens, som, música, e um forte aparato de belas mulheres e rapazes que prendem a atenção do telespectador e os transforma em verdadeiros viciados. Em muitas famílias já não se faz nada na hora da novela, nem mesmo se dá atenção aos que chegam, aos filhos ou aos pais.

 

Assim,os valores cristãos vão sendo derrubados um a um: a humildade, o desprendimento, a pureza, a continência, a mansidão, a bondade, o perdão, etc. vão sendo jogados por terra, mas de maneira homeopática; aos poucos, lentamente, para não chocar, os valores morais vão sendo suprimidos. Faz-se apologia do sexo a qualquer instante e sem compromisso familiar ou conjugal; aprova-se e estimula-se o homossexualismo como se fosse algo natural e legítimo, quando o Catecismo da Igreja chama a prática homossexual de “depravação grave” (§2357).

 

 O roteiro e enredo dos dramas das novelas são cuidadosamente escolhidos de modo a enfocar os assuntos mais ligados às pessoas e às famílias, mas infelizmente a solução dos problemas é apresentada de maneira nada cristã. O adultério é muitas vezes incentivado de maneira sofisticada e disfarçada, buscando-se quase sempre “justificar” um triângulo amoroso ou uma traição. O telespectador é quase sempre envolvido por uma trama onde um terceiro surge na vida de um homem ou de uma mulher casados que já estão em conflito com seus cônjuges. A cena é formada de modo a que o telespectador seja levado a até desejar que o adultério se consume por causa da “maldade” do cônjuge traído.

 

E assim, a novela vai envolvendo e “fazendo a cabeça” até mesmo dos cristãos. A consequência disso é que as elas passaram a ser a grande formadora dos valores e da mentalidade da maioria das pessoas, de modo que os comportamentos que antes eram considerados absurdos, agora já não o são, porque as novelas tornaram o pecado palatável. O erro vai se transformando em algo comum e perdendo a sua conotação de pecado.

 

Por outro lado percebe-se que a novela tira o povo da realidade de sua vida difícil fazendo-o sonhar diante da telinha. Nela ele é levado a realizar o sonho que na vida real jamais terá condições de realizar: grandes viagens aéreas para lugares paradisíacos, casas super-luxuosas com todo requinte de comidas, bebidas, carros, jóias, vestidos, luxo de toda sorte; fazendas belíssimas onde mulheres e rapazes belíssimos se disputam entre si.

 

E esses modelos de vida recheados de falsos valores são incutidos na cabeça das pessoas. A consequência trágica disso é que a imoralidade campeia na sociedade; a família é destruída pelos divórcios, traições e adultérios; muitos filhos abandonados pelos pais carregando uma carência pode desembocar na tristeza, depressão, bebida e até coisas piores. A banalização do sexo vai produzindo uma geração de mães e pais solteiros que mal assumem os filhos… é a destruição da família.

 

 Por tudo isso, o melhor que se pode fazer é proibir os filhos de acompanharem essas novelas; mas os pais precisam ser inteligentes e saber substituí-las por outras atividades atraentes. Não basta suprimir a novela; é preciso colocar algo melhor em seu lugar. Esta é uma missão urgente dos pais.

 

 

 

 

FELIPE AQUINO   -  Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.



publicado por Luso-brasileiro às 11:28
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