PAZ - Blogue luso-brasileiro
Segunda-feira, 6 de Janeiro de 2014
PAULO ROBERTO LABEGALINI - TENHO SAUDADES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um amigo enviou-me um e-mail que dizia:

 

“Ando com saudades de namorados dando beijinhos no portão; de pedir bênção a pai e mãe; do sinal-da-cruz que fazia quando passava na frente da igreja; de sentir respeito pela polícia; de cantar o Hino Nacional com mão no peito e lágrimas nos olhos; de saber que o Zezinho, filho do porteiro, não vai morrer de dengue; e que Maria feirante poderá ter um filho médico.

 

Saudades de homens que usavam apenas o assobio como galanteio. Ando com saudades de galinha de galinheiro; de macarrão feito em casa com tempero sem agrotóxico; de só poder tomar guaraná em dia de festa; de homens de gravatas; de novela com final feliz; de dar bom dia à vizinha; de ouvir alguém dizer obrigado ao motorista e ele frear devagarzinho, preocupado com o passageiro. 

 

Saudades de gritar que a porta está aberta para os que chegam. Saudades do tempo em que educação não era confundida com autenticidade – hoje, se fala o que quer em nome de tal verdade e pedir perdão virou raridade. Saudades das chuvas sem acidez, que não causavam aridez. Saudades de poder viajar sem medo de homem-bomba, de ser recebido com pompa em outra nação – atualmente, reina a desconfiança no coração.

 

Sinto muitas saudades do rubor das faces de minha mãe quando se falava de sexo – hoje, ele é tão banal que até eu banalizei. E acho que a maior saudade que tenho é a saudade de tudo que acreditei. Para meus filhos não poderei deixar sequer a esperança. Hoje, já não se nasce criança!”

 

Quando li este relato, fiquei com saudades das famílias que iam à igreja para rezar unidas, com fé no coração. Já contei que tenho histórias de graças alcançadas por meio de pedidos feitos a vários títulos da Virgem Maria e, hoje, repetirei um grande favor que consegui de Nossa Senhora do Sagrado Coração. Na verdade, o início da minha conversão eu devo a ela.

 

Em 1994, quando comecei a cursar doutorado, eu passava a semana hospedado na casa de minha irmã em Campinas. Sobre a mesa que eu estudava, havia uma pequena medalha que ‘me fazia companhia’ todos os dias. Antes de abrir os livros, eu dava um beijo na medalhinha e a colocava de volta.

 

Com o passar do tempo, achei estranho aquele lindo objeto continuar ali, porque muitas outras coisas eram deixadas e tiradas da mesa quando a faxineira arrumava a casa, mas a medalha permanecia no mesmo lugar! Um dia, perguntei à minha irmã de quem era a bonita medalhinha e ela me respondeu que, talvez, algum de seus filhos a tivesse ganhado e nem se lembrava mais como foi parar naquela mesa. E completou:‘Se quiser, pode ficar pra você’.

 

Naquela época, eu usava uma corrente no pescoço sem nada pendurado nela – pura vaidade! Então, coloquei a medalha e depois fiquei sabendo pela minha mãe que a imagem era de Nossa Senhora do Sagrado Coração. Soube também que, quando eu era pequeno, todos os anos íamos à festa dela no último domingo de maio, no Santuário Nacional de Vila Formosa, São Paulo.

 

Bem, depois que comecei a carregá-la no peito, tudo foi mudando em minha vida: passei a rezar o terço, aceitei o chamado para coordenar um ministério de música católica, me envolvi com vários trabalhos na comunidade e, principalmente, o meu coração foi se tornando mais manso e humilde – meio semelhante ao Coração do Filho, que Nossa Senhora mostrava-me na imagem que pendurei na corrente.

 

E quando percebi que a medalha estava se estragando devido o uso diário, não tive dúvidas em substituí-la por outra e a guardei como lembrança da minha conversão. Às vezes, eu a retiro da gaveta, mostro a alguém que conhece esta história e explico:‘Não é um objeto de sorte, mas devocional. Maria Santíssima não está nele, porém, por ter sido bento, é sagrado e um grande sinal de Deus, além de servir de inspiração nas orações’.

 

Muito tempo se passou até que pude retribuir um pouco da graça que recebi de Nossa Senhora do Sagrado Coração. Hoje, participando de algumas Pastorais na Comunidade em que ela é Padroeira em Itajubá, procuro me esforçar no serviço gratuito e sincero para me aproximar mais do amor de Deus. É emocionante cantar o‘Lembrai-vos’ olhando para a linda imagem da querida Mãezinha no altar.

 

Sempre darei o testemunho de que, por meio da intercessão da Mãe de Deus, já fui curado de várias enfermidades. E não foram problemas simples, tanto físicos como espirituais, embora para Jesus, na Sua infinita Misericórdia, todos os problemas sejam iguais.

 

A cada cura em pessoas de minha família, houve também um novo despertar na fé. Reconhecíamos que para continuarmos sendo filhos amados de Jesus e de Maria, teríamos que ser instrumentos de evangelização e de paz aqui na Terra. Passando a agir assim, temos sido muito abençoados em todos os sentidos.

 

Viva Nossa Senhora neste primeiro dia de ano novo e sempre!

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI -    Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.

 



publicado por Luso-brasileiro às 14:52
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FRANCISCO VIANNA - ESTUDO DE TRÊS DÉCADAS MOSTRA QUE PORTE OCULTO DE ARMA DE FOGO SALVA VIDAS E PROIBIÇÃO DE ARMAS DE ASSALTO, NOS EUA, FOI INÓCUA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um novo estudo, publicado no mais recente número da revista Cartas de Economia Aplicada (Applied Economic Letters) nos EUA, refuta qualquer alegação feita pelos defensores do controle e proibição de armas de fogo de defesa pessoal, do patrimônio, e até de terceiros, e evidencia as vantagens de o cidadão capacitado portar, de forma oculta, sua arma, tal com é feito em alguns estados da união.

 

 

 

 

 

 

 

Especificamente, o estudo mostra que leis menos restritivas ao porte oculto salvam vidas, ao passo que a proibição das mesmas colocam-nas em perigo. O trabalho científico também mostra que as medidas proibição e controle de “armas de assalto"  (fizis, metralhadoras, e armas de cano longo usadas principalmente para a caça) não reduziram as taxas de homicídio em nível estadual.

 

O autor do estudo é Mark Gius, um economista da Universidade de Quinnipiac. No resumo do trabalho, Gius afirma:

 

“Usando dados de três décadas – de 1980 a 2009 – e controlando por Estado e por efeitos fixos por ano, os resultados do presente estudo sugerem que os estados com mais restrições ao porte oculto de armas de fogo de defesa pessoal apresentaram taxas de homicídio mais altas por esse tipo de arma, do que os estados onde há pouca ou nenhuma restrição a esse tipo de porte. O trabalho evidenciou que a proibição de armas de assalto não afetou significativamente as taxas de homicídio em níveis estaduais”.

 

No seu estudo, Gius mostra que, na verdade, "as leis restritivas ao porte oculto de armas de fogo podem causar um aumento no número de assassinatos por arma de fogo a nível estadual".

 

Tommy Christopher e outros críticos do estudo de Gius alegam que muitos comentadores têm utilizado apenas o resumo para escrever artigos em apoio Gius. Esses críticos argumentam que um resumo por si só não é suficiente para validar o que Gius fez. É importante notar que Breitbart que este artigo foi escrito após a leitura e apreciação do estudo em sua íntegra – e não apenas no resumo – e quanto mais se lê o seu conteúdo, mais apoio o leitor é levado a dar às alegações de Gius.

 

Por exemplo, bem além do seu resumo, Gius explica o que ele quer dizer com "restrição" ao porte oculto de armas de fogo versus leis que apoiam o porte "irrestrito" das mesmas . O estudioso faz isso para mostrar que cada estado tem normativada uma das quatro situações: “Porte sem restrições e ostensvivo”, “porte com restrições e oculto”, “porte oculto sem restrições” e “porte proibido”.  Das situações, nos estados que adotam o "porte proibido” e o “porte oculto com restrições” de armas de fogo as taxas de homicídio por arma de fogo foram 10 por cento mais elevadas do que nos estados que adotam legislação menos restritivas ao porte dessas armas.

 

“Revendo a literatura”, numa seção do estudo, Gius examina o impacto da proibição federal das "armas de assalto de cano longo".  O autor cita um estudo de 2001, feito por Koper e Roth, em que mostram "que a proibição federal teve pouco ou nenhum efeito nas taxas de homicídio associada com armas de fogo e sobre ferimentos a bala dessas armas e por vítima".

 

Do jeito que a coisa está, no Brasil, só os bandidos, que não respeitam lei alguma, portam armas para seus assaltos e da maneira mais ostensiva possível. Sentem-se seguros, pois contam com uma população desarmada pelo estado...

 

 

   (da mídia internacional)

 

Domingo, 05 de janeiro de 2014

 

 

 

 

FRANCISCO VIANNA-   Médico, comentador político e jornalista  - Jacarei, Brasil.



publicado por Luso-brasileiro às 14:41
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - EDUCAR E ENSINAR

 

 

 

 

 

 

 

 

Dizia Fulton Sheen, que quando se observa alguém de cabeça inclinada, enterrada entre mãos, logo se pergunta se está com dores de cabeça. 

                

Isso acontece, porque a sociedade deixou de pensar. Pensa que pensa, mas não pensa, como bem dizia o mendigo de Joracy Camargo.

 

Conhecemos, pelos meios de comunicação social, tudo ou quase tudo que ocorre no mundo - pelo menos o que nos interessa, - mas desconhecemos o principal: que é: a felicidade da nossa família.

 

Devido à fraca atenção que prestamos a nossos filhos - porque temos estudos e carreira profissional, - estes tornam-se vítimas de depressões. Doença que outrora só atingia praticamente, adultos, é agora frequente na puberdade, assim como outros transtornos.

 

Responsabiliza-se a sociedade pela violência, agressividade e comportamentos incorretos, na escola; esquecendo que a sociedade não é mais que conjunto de famílias.

 

Não admira que professores, mesmo os mais dedicados, encontrem-se “ stressados”, já que a falta de educação reflete-se na escola.

 

A sala de aula transformou-se em campos de batalha. O mestre, outrora respeitado, passou a bobo de divertimento. Contribuiu, para isso, o facto de terem retirado autoridade ao professor, e considerarem que o adolescente é irresponsável, portanto, tudo lhe deve ser perdoado.

 

Mal vai quem quer impor ordem ou aplique castigo, por mais inofensivo que seja. Pais, advogados, inspetores e até políticos e jornalistas caiem-lhe, sem dó, em cima, responsabilizando-o por maus-tratos físicos ou psíquicos.

 

Tudo porque os pais não sabem, ou não querem educar. No receio de os traumatizar, satisfazem-lhes todos os caprichos e aceitam todas as birras.

 

Cabe aos pais e não à escola, educar. Esta tem por principal missão, o ensino. É em casa que a criança forma a índole e toma conhecimento de regras que lubrificam as relações interpessoais, e permitem-lhe viver em sociedade.

 

Não há, como se pensa, uma só forma de educar. Criança que nasça em família muçulmana, cristã, budista, hindu ou agnóstica, tem comportamentos e modos de pensar diferentes. Isso não impede de vir a ser cidadã exemplar, se for educada a respeitar os mais velhos e o semelhante.

 

A escola, ao educar, transmite regras estereotipadas. Cunha, do mesmo jeito, como o banco emissor imite moedas: todas iguais. Normas, que nem sempre são aceites pelos progenitores, que conservam opiniões, conceitos morais e até políticos, bem diferentes do mestre.

 

Educar é transmitir: registos, comportamentos, atitudes, e imagens, que o adolescente, observa aos pais e à família.

 

Devem, pois, os pais incutir conceitos, normas de conduta, e até avivar sentimentos, dialogando com os filhos, ouvindo as inquietações e dificuldades que sentem.

 

Os jovens são estimulados pela mass-media, ao consumismo, a aceitar opinião em voga, pensar pela cabeça alheia, aceitar o que a lei permite, mesmo que seja perversa. Se é permitido, se se usa, posso seguir, - pensa o jovem.

 

A missão dos pais é estimular sentimentos altruístas; mostrar a diferença entre o bem e o mal; ensinar a pensar, baseado em valores recebidos desde a infância.

 

Se não se fizer assim, cria-se o delinquente, o adulto cata-vento, que gira ao sabor da corrente.

 

Só teremos sociedade sã, pacífica e justa, se soubermos educar desde o berço.

 

E essa educação só pode ser administrada pelos pais e não pela escola, e muito menos, pela lei.

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 14:33
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EUCLIDES CAVACO - TRIBUTO A EUSÉBIO
 
 
 
 
 
TRIBUTO A EUSÉBIO Portugal está de luto pela partida deste nosso insigne herói EUSÉBIO que faleceu hoje em Lisboa aos 71 anos. EUSÉBIO transformou-se num mito de orgulho nacional que tanto honra o desporto, Portugal e os portugueses. Veja no link abaixo o meu TRIBUTO A EUSÉBIO que aqui deixo com sentida consternação:

                                    http://www.euclidescavaco.com/Dedicatorias/Tributo_a_Eusebio/index.htm
 
EUCLIDES CAVACO   -   Director da Rádio Voz da Amizade. London, Canadá.
cavaco@sympatico.ca
***


publicado por Luso-brasileiro às 14:27
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