PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sábado, 1 de Fevereiro de 2014
PAULO ROBERTO LABEGALINI - CUIDE DO MAIS IMPORTANTE

  

 

 

 

 

 

 

Um jovem recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a um outro rei de uma terra distante. Recebeu também o melhor cavalo do reino para conduzi-lo na jornada.

 

– Cuida do mais importante e cumprirás a missão – disse o soberano ao se despedir.

 

Assim, o jovem preparou o alforje, escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada à cintura. Assim que amanheceu, sumiu no horizonte. E não pensava em falhar, pois queria que todo o reino soubesse que era um nobre valente e capaz, pronto para desposar a princesa. Aliás, esse era o seu sonho mais importante, e parecia que a princesa correspondia às suas esperanças.

 

Para cumprir rapidamente a tarefa, por vezes deixava a estrada e pegava atalhos que sacrificavam sua montaria, exigindo o máximo do animal. Quando parava numa estalagem, abandonava o cavalo ao relento, não lhe aliviava da carga, tampouco se preocupava em dar-lhe de beber ou providenciar alguma ração.

 

– Assim, meu jovem, acabas perdendo o animal – disse-lhe alguém.

 

– Não me importo – respondeu ele. – Tenho dinheiro e, se este morrer, comprarei outro. Nenhuma falta fará!

 

Com o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não suportou mais os maus tratos e caiu morto na estrada. O jovem simplesmente o amaldiçoou e seguiu o caminho a pé, já que naquela parte do país havia poucas fazendas e eram muito distantes umas das outras.

 

Passadas algumas horas, ele estava exausto e sedento. Já havia deixado pelo caminho toda a tralha, com exceção das pedras, pois lembrava da recomendação do rei: ‘Cuida do mais importante’.

 

Seu passo se tornou curto e lento; as paradas, frequentes e longas. Como sabia que poderia cair a qualquer momento e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua bota. Mais tarde, caiu exausto no pó da estrada, onde ficou desacordado. Para sua sorte, uma caravana de mercadores que seguia viagem o encontrou e cuidou dele.

 

Ao recobrar os sentidos, encontrou-se de volta à sua cidade. Imediatamente foi ter com o rei para contar o que havia acontecido e, com a maior tranquilidade, colocou toda a culpa do insucesso nas costas do cavalo ‘fraco e doente’ que recebera.

 

– Porém, majestade, conforme me recomendaste, aqui estão as pedras que me confiaste. Devolvo-as, pois não perdi uma sequer.

 

O rei as recebeu com tristeza e o despediu, mostrando completa frieza diante de seus argumentos. Abatido, o jovem deixou o palácio arrasado.

 

Em casa, ao tirar a roupa suja, encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia:

 

‘Ao meu irmão, rei da terra do Norte! O jovem que te envio é candidato a casar com minha filha. Esta jornada é uma prova. Dei a ele alguns diamantes e um bom cavalo. Recomendei que cuidasse do mais importante. Faça-me, portanto, este grande favor e verifica o estado do cavalo. Se o animal estiver forte e viçoso, saberei que o jovem aprecia a fidelidade e a força de quem o auxilia na jornada. Se, porém, perder o animal e apenas guardar as pedras, não será um bom marido nem um grande rei, pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não dará importância à rainha nem àqueles que o servem’.

 

E, lendo esta história, lembrei do segundo mandamento Divino: ‘Amar o próximo como a si mesmo’. Então, o mais importante passa a ser o coração, que se manifesta na maneira de tratarmos as pessoas: com carinho e respeito. Quem sabe, poderíamos nos basear nos princípios do empreendedorismo para dar mais atenção a quem precisa de ajuda?

 

Aquele que assume riscos e começa um negócio novo, precisa estar motivado, ter espírito de inovação, usar criatividade nas ações, mostrar visão de futuro, ter conhecimento para atingir metas com otimismo, além de estar apaixonado pelo que faz. Se tudo isto é importante para conseguir lucro, dá para imaginar o que aconteceria se os mesmos princípios fossem usados para promover a vida?

 

Infelizmente, quando os desafios não trazem dinheiro para o bolso, muitos deixam de mostrar coragem e até desconversam, usando o poder de comunicação para fugir da missão que Deus lhes deu. Bastaria um pouco de esforço coletivo para resolvermos a difícil situação de alguns pobres, mas outros irmãos mais favorecidos não aceitam participar dessa ação empreendedora.

 

Apenas falando de duas iniciativas na Igreja Católica, os vicentinos e os membros da Pastoral Familiar estão de portas e corações abertos para receberem novos agentes. Em nome de Jesus, procuramos cuidar do mais importante: ‘As carências material e espiritual dos nossos irmãos em Cristo’.

 

Você deseja participar? Então, coloque à frente: a humildade, a responsabilidade e o amor às coisas do Pai Eterno. Com certeza, a recompensa pelo seu serviço virá em breve, pois Deus também cuidará daquilo que é mais importante para você: a salvação da sua alma!

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI -    Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.



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FRANCISCO VIANNA - GUERRA FRIA ll - O RETORNO ?

 

 

 

 

 

 

Preocupados com um possível desrespeito a tratado bilateral sobre controle de armas, os EUA comunicaram a seus aliados da OTAN, neste mês, que a Rússia testou um novo míssil de cruzeiro lançados de terra, levantando preocupações sobre a efetividade do tratado assinado em 1987.

 

 

Os americanos possuem fortes indícios de que os russos começaram a realizar testes de vôo de mísseis já em 2008. Tais testes são proibidos pelo Tratado que proibe mísseis de médio alcance, que foi assinado em 1987 pelo presidente Ronald Reagan e Mikhail S. Gorbachev. Na ocasião, o líder soviético e o presidente americano foram tidos por muito tempo como os responsáveis por acordos que puseram fim à Guerra Fria e, por via de consequência, acabaram por derrubar o Muro de Berlim e provocar o fim da União Soviética levando o capitalismo privado e uma democracia, embora frágil nas mãos de mafiosos, para dentro da Rússia.

 

Em maio último, Rose Gottemoeller, uma alta funcionária especializada em controle de armas do Departamento de Estado, começou a levantar muitas questões sobre os testes com mísseis balísiticos russos junto aos funcionários de Moscou, que, por sua vez, responderam que iriam investigar o assunto e analisar o caso a portas fechadas no Kremlin. Mas funcionários do governo Obama, ao que parece, ou não estavam prontos para denunciar formalmente os testes balísticos como ilegais, ou simplesmente receberam ordens superiores (do Salão Oval) para que não tocassem no assunto e evitassem que a diplomacia americana falasse em “violação do tratado de 1987”.

 

Com a iniciativa de Obama em aumentar consideravelmente os cortes orçamentários do Pentágono para armas nucleares, o Departamento de Estado tenta achar uma forma de resolver o problema de não observância contratual russa de modo a preservar o tratado assinado e manter uma porta aberta a futuros acordos de controle de armas.

 

Jen Psaki, uma porta-voz do Departamento de Estado, disse claramente que "os EUA nunca hesitam em levantar questões de inobservância de tratados por parte da Rússia com Moscou, e a questão dos testes balísticos não é uma exceção; há um processo de revisão em curso, e nós não gostaríamos de especular ou de prejudicar o seu resultado".

 

“Tais testes com mísseis de médio e longo alcance por parte dos russos, violam flagrantemente o tratado de 1987 e a Casa Branca, mesmo assim, tem tido muita paciência com Moscou”, disseram alguns funcionários do Departamento de Estado, na condição de anonimidade por estarem desautorizados a discutir sobre deliberações internas em curso e chanceladas como secretas há mais de um ano. Isso faz crescer a pressão sobre a administração Obama para que adote uma atitude mais dura com relação a Moscou de Putin.

A conrovérsia pública sobre tais testes russos pode se tornar uma nova e importante área de atrito nas já difíceis relações entre os EUA e Rússia, podendo até fazer recrudescer uma nova Guerra Fria. Nos últimos tempos, essas relações foram estressadas por diferenças pouco conciliáveis sobre como acabar com o conflito na Síria, pelo asilo temporário concedido a Edward J. Snowden, o ex-empreiteiro traidor da Agência de Segurança Nacional (NSA) e, mais recentemente, dobre a recente turbulência na Ucrânia.

 

O tratado de proibição de testes, produção e posse de mísseis de médio alcance foi considerado pela maioria dos países como um passo importante para conter a corrida armamentista tanto americana como russa. Ronald Reagan, que assinou o tratado, chegou a dizer que “a importância do tratado transcende os números", durante a assinatura, tendo acrescentado que destacava o valor de "uma maior abertura em programas militares e de equilíbrio de forças".

 

Aconteceu que, depois que o presidente Vladimir V. Putin chegou ao poder, os militares russos começaram a reavaliar sua estratégia e o Kremlin levantou dúvidas sobre o acordo assinado. Durante o governo de George W. Bush, o Ministro da Defesa russa, Sergei Ivanov B., chegou a propor que os dois lados denunciassem e deixassem o tratado.

 

O russo argumentou que, embora a Guerra Fria tivesse acabado, seu país ainda enfrenta ameaças de nações de sua periferia, incluindo a China e, potencialmente, o Paquistão. Mas Bush se mostou relutante em encerrar um tratado que os países da OTAN consideravam como uma pedra angular no controle multilateral de armas de destruição em massa e cuja revogação permitiria, em tese, que russos – e eventualmente outros – aumentassem o número de mísseis balísticos com ogivas nucleares de médio alcance dirigidos contra aliados dos EUA na Ásia.

 

Com a chegada de Obama à Casa Branca, os russos reafirmam que querem manter o acordo. Mas, na visão de analistas americanos, a Rússia também busca montar um esforço para fortalecer suas capacidades nucleares para compensar a fraqueza de suas forças convencionais, não nucleares. Por sua vez e concomitantemente, Barak Obama havia prometido, em seu discurso sobre o “Estado da União” do ano passado, "buscar novas reduções dos arsenais nucleares estadunidenses", uma meta que as autoridades americanas, principalmente entre os democratas, até certoponto esperava poder fazer parte do “legado de Obama”.

 

Todavia, funcionários do governo e especialistas internos e externos – principalmente do Pentágono - dizem que é “altamente improvável que o Capitólio venha a aprovar maiores cortes messe sentido, a menos que a Rússia demonstre uma irrestrita adesão ao tratado de 1987, o que, afinal, parece não estar ocorrendo.

 

Segundo diise um ex-oficial da Casa Branca e do Pentágono, Franklin C. Miller, "caso o governo russo tome decisões consideradas proibidas por tratados formamente assinados com os americanos, isso, por si só já é uma indicação mais do que suficiente de que agora eles não estão mais interessados em buscar qualquer controle de armas, pelo menos até o fim do mandato do presidente Obama" e que sua atitude, na prática, já corresponde a um abandono do tratado.

 

Foram necessários anos de trabalho minucioso para que a inteligência americana reunisse informações suficientes sobre o novo sistema de mísseis da Rússia, mas, no final de 2011, as autoridades estadunidenses puderam denunciar com certezza e de forma clara que os russos não agiam mais em conformidade com o tratado de 1987.

 

No ano passado houve um mutismo oficial de Washington sobre isso. Não obstante, tem havido repetidos rumores sobre a natureza de tal violação não ter sido previamente divulgada, veiculados por algumas reportagens da mídia especializada no setor de defesa que, ao que parece, têm focado sobre o sistema errado: o de um novo míssil de dois estágios chamado RS-26.

 

De acordo com os dados da inteligência privada e estatal, os russos tem testado esse míssil no médio alcance, com as autoridades ocidentais percebendo de forma predominante que existe a intenção russa de preencher uma lacuna em sua capacidade balística de médio alcance, que acabou resultando na inobservãncia do tratado de 1987.

 

Esse tratado define mísseis de médio alcance como sendo os mísseis balísticos ou de cruzeiro lançados do solo e capazes de voar de 500 a 5.800 km. Mas, pelo fato de a Rússia ter realizado uns poucos testes com o RS-26 em escala intercontinentaltecnicamente, o míssil se qualifica como sendo de longo alcance e será contado sob o tratado conhecido como “New Start” (Novo Começo), que foi negociado pela administração Obama. Por isso, é geralmente considerado pelas autoridades ocidentais como sendo uma “evasão”, mas não uma “violação” do Tratado de 1987...

 

Convenhamos, os russos sempre foram “bons” em matéria de “dalética”... Ora, o próprio John Kerry, que tenta de forma ingente e desesperançada obter um tratado de “paz duradoura” no Oriente Médio, foi um senador que dirigiu a Comissão de Relações Exteriores do Senado e, como senador – e Democrata correligionário de Obama – afirmou na ocasião que “eram fortes as preocupações de que a suspeita de violação de controle de armas e que o fato poderá pôr em perigo os esforços futuros de controle de armas”.

 

Como se vê, os americanos, quando querem, também sabem apelar para a “dialética”.  Como secretário de Estado, Kerry não demonstrou, até agora, qualquer preocupação com os testes de mísseis de cruzeiro russos, bem com o seu homólogo russo, Sergey Lavrov, mas enfatizou a “importância de se cumprir os acordos sobre armas”, disse um funcionário do Departamento de Estado.

 

Já os legisladores republicanos, por sua vez, exigem que o governo seja mais incisivo e agressivo em relação ao tema e tome atitudes que levem ao desenvolvimento de novas armas de defesa. "Afinal, se os russos podem descumprir os tratados, nós também podemos”, disseram alguns parlamentares da bancada conservadora.

 

Os deputados republicanos Howard McKeon, da Califórnia e presidente dos Serviços da Comissão de Armas, e Mike Rogers, de Michigan e que lidera o Comitê de inteligência, numa carta de abril a Obama, dizem que “as informações prestadas pela Casa Branca alegam que Obama concorda com avaliação de que as ações russas são sérias e preocupantes, mas não conseguem oferecer nenhuma garantia de qualquer ação concreta para resolver essas ações russas".  

 

Já o senador Jim Risch, republicano de Idaho, e outros 16 senadores republicanos, propuseram recentemente uma legislação que exige que a Casa Branca relate ao Congresso sobre o que a inteligência estatal dos Estados Unidos tem compartilhado com os aliados da OTAN sobre as suspeitas de violação do tratado de 1987. Membros republicanos do Comitê de Relações Exteriores do Senado, também citaram a questão de se manter a confirmação da Sra. Gottemoeller como subsecretária de Estado para Controle de Armas e Segurança Internacional.

 

Foi neste contexto que a chamada Comissão de Deputados, um painel interagências liderado por Antony Blinken, assessor de segurança nacional do vice de Obama, decidiu que a Sra. Gottemoeller deve informar aos 28 membros da OTAN sobre a questão do descumprimento russo do Tratado.

 

A Sra. Gottemoeller discutiu, neste mês, sobre os testes de mísseis em uma reunião a portas fechadas de Controle de Armas da OTAN, com o Comitê de Desarmamento e com o Comitê de Não-Proliferação Nuclear reunidos em Bruxelas. “A administração Obama”, disse ela, “não tinha desistido da diplomacia. Há precedentes para trabalhar fora disputas sobre queixas de controle de armas”, e a Sra. Gottemoeller, como disseram as autoridades americanas, continuará a tentar engajar os russos na resolução da controvérsia.

 

Mas, mesmo com a melhor das intenções, pressupondo que os russos estejam a fazer o mesmo, isso pode não ser nada fácil. A rede elaborada de disposições de verificação criadas pelos termos do tratado de mísseis de médio alcance já não está mais em vigor, uma vez que todos os mísseis que se acreditava serem abrangidos pelo acordo foram, há muito tempo, acreditados terem sido destruídos, desde maio de 1991.

 

Assim, ao que parece, a atitude dos russos é temerária e terá, no curto prazo a contrapartida da OTAN de restabelecer suas forças com novas ogivas nucleares de médio e longo alcance, o que significaria o retorno da famigerada Guerra Fria, até que num ato de loucura, alguém decida e consiga esquentá-la de vez.

 

 

(com base na midia internacional)

 

Quinta feira, 30 de janeiro de 2014

 

 

 

FRANCISCO VIANNA-   Médico, comentador político e jornalista  - Jacarei, Brasil



publicado por Luso-brasileiro às 12:07
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - A VIOLÊNCIA DOMESTICA E O NAMORO

 

 

 

 

 

 

 

 

A violência doméstica, mormente entre conjugues, não é novidade, muito embora se dê, nos nossos dias, maior atenção.

 

No entanto mostra faceta nova e preocupante, já que se encontra mais complexa.

 

Se outrora a desavença era fruto de palavras mal pensadas ou efeito de álcool, ou ainda pelo marido considerar que a esposa era propriedade sua, atualmente não é alheio a “droga”, e até, em casos graves, o crime organizado.

 

Quem o diz é a vice-presidente da Associação das Mulheres Contra a Violência, Dona Margarida Medina Martins, referindo-se ao que se passa em Portugal.

 

Quando se fala de violência doméstica, logo se pensa que a vítima é a mulher. Na verdade, na maioria dos casos, é; mas há violência sobre homens e idosos.

 

Muitos, são barbaramente espancados, em casa, e sofrem, em regra, em silêncio absoluto, por vergonha.

 

O facto de usufruírem menor rendimento ou dependerem financeiramente do conjugue - é mais gritante no homem, já que este sente-se complexado por ter habilitações ou salário inferior à esposa - leva-os a sofrerem, em silêncio, agressões físicas e psíquicas.

 

Nas últimas décadas, verifica-se tendência crescente da agressividade entre jovens.

 

Estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, refere que cerca de 20% dos jovens, de 21 anos, já agrediram a namorada; e 60% admitem terem exercido violência psicológica durante o namoro.

 

Ao serem interrogados, cerca de 3000 jovens, qual espécie de violência exerceu durante o namoro, 18% admitiram terem atirado objetos com intenção de magoarem.

 

Quem ler, assiduamente, a imprensa, facilmente constata que atos de violência e agressões, são frequentes entre jovens namorados, praticados por ambos os sexos. Embora haja preponderância dos rapazes coagirem as namoradas psicologicamente, e exercerem agressões mais ou menos violentas.

Se o namoro começa assim, não admira que as desavenças surgem logo após o casamento.

 

Digo casamento, pensando, também, no que antigamente se dizia: “ juntar os trapinhos”, porque grande parte dos jovens não quer compromissos sérios.

 

A perda de valores, ausência de educação religiosa, a influência malsã de muita mass-media, e o facto dos progenitores não cuidarem – por falta de tempo ou desinteresse, – da formação e educação dos filhos, leva que a sociedade gere jovens consumistas, que apenas buscam o lucro e o prazer, não tendo bitolas para obtê-los.

 

Sendo assim, não admira que as nossas cidades tornem-se mais violentas, e que a mocidade, veja no seu semelhante, não um ser humano, mas alguém que lhe pode dar lucro ou prazer.

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 12:04
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CLARISSE BARATA SANCHES - TODOS PREFEREM SER DOUTORES

 

 

 

 

 

 

 

 

Dantes na minha casa era assim:

Havia muitos porcos e leitões,

Tratava-se a fazenda qual jardim…

Eis uma dessas tais recordações…

 

Tínhamos a “criada” de lavoura

Que ajudava a tratar da bicharada…

Uma vida, em geral, mais vivedoura

E a loja do comércio trabalhada.

 

Hoje não há emprego pra ninguém…

Porque as terras ficaram ao desdém

E as aldeias sem vida, sem fulgores…

 

Os comestíveis vêm do estrangeiro

E o País emprenhado, sem dinheiro,

Porque todos preferem ser Doutores!...

 

 

 

 

Clarisse Barata Sanches – Góis - Portugal

 

 

 

***

 

 

ACABA SE SAIR O FRI-LUSO

 

 

 

 

http://friluso.no.sapo.pt

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:46
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