PAZ - Blogue luso-brasileiro
Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2015
FELIPE AQUINO - A TRAGÉDIA DOS " ORFÃOS DE PAIS VIVOS"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É tão importante a pessoa do pai na vida do filho, que o próprio Filho de Deus encarnado quis ter um pai (adotivo) na Terra. Jesus não pôde ter um pai natural neste mundo porque não havia homem capaz de gerar o Verbo encarnado; então, o Espírito Santo o gerou no sei puríssimo e virginal de Maria Santíssima.
Mas Jesus quis ter um pai adotivo, nutrício, neste mundo; e escolheu São José, o glorioso patrono da Igreja, como proclamou o Papa Pio IX, solenemente, em 1870.
Quando José quis deixar a Virgem Maria, no silêncio da discrição de sua santidade, Jesus mandou que imediatamente o Arcanjo da Anunciação, São Gabriel, logo lhe dissesse em sonho: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por tua esposa, porque o que nela foi gerado é obra do Espírito Santo” (Mt 1,20). E a José coube a honra de dar-lhe o nome de Jesus, no dia de sua circuncisão (Mt 1,21).
Jesus viveu à sombra protetora do grande São José na vila de Nazaré e carpintaria do grande santo. O povo o chamava de “o filho do carpinteiro”. José o protegeu da fúria de Herodes; o levou seguro para o Egito, o manteve no exílio e o trouxe de volta seguro para Nazaré. Depois partiu deste mundo nos braços de Jesus quando terminou a sua missão terrena. A Igreja o declarou “protetor da boa morte”.
Ora, se até Jesus quis e precisou de um pai neste mundo, o que dizer de cada um de nós. Só quem não teve um pai, ou um bom pai, deixa de saber o seu valor. Ainda hoje, com 65 anos de idade, me lembro com saudade e carinho do meu pai. Quanta sabedoria! Quanta bondade! Quanta pureza! Quanto amor à minha mãe e aos nove filhos!… Ainda hoje com saudade é alegria me lembro de seus conselhos sábios.

 

Orfandade

 


O pai é a primeira imagem que o filho tem de Deus; por isso Ele nos deu a honra de sermos chamados pais; pois toda paternidade vem do próprio Deus. Muitos homens e mulheres não têm uma visão correta e amorosa de Deus porque não puderam experimentar o amor de seus pais; muitos foram abandonados e outros ficaram órfãos.
Mas o pior de tudo é a ausência dos pais na vida dos chamados “órfãos de pais vivos”; e são muitíssimos. Muitos e muitos rapazes têm gerado seus filhos, sem o menor amor, compromisso e responsabilidade, buscando apenas o prazer sexual de suas relações com uma moça; que depois é abandonada, vergonhosamente, deixando que ela “se vire” para criar o seu filho como puder. Quase sempre essas crianças são criadas com grandes dificuldades; o peso de sua manutenção e educação é dividido quase sempre com a mãe solteira que se mata de trabalhar e com os avós que quando existem, fazem o possível para ajudar.
Normalmente um filho que tem um bom pai, amoroso, trabalhador, dedicado aos filhos e à esposa, não se perde nos maus caminhos deste mundo.
Por isso tudo é lamentável o constatou o Papa João Paulo II em sua última viagem ao Brasil em 1997. Falando aos jovens no Maracanã, ele disse que por causa do “amor livre”, “no Brasil há milhares de filhos órfãos de pais vivos”. Que vergonha e que dor para todos nós! Quantas crianças com o seus futuros comprometidos por que foram gerados sem amor e abandonadas tristemente.
Sem um pai que eduque o seu filho, a criança não pode crescer com sabedoria, fé, respeito aos outros, amor ao trabalho e à virtude… Deixar uma criança sem pai, estando este vivo, é das maiores covardias que se pode perpetrar contra o ser humano inocente que é a criança.
Hoje, infelizmente, com o advento da inseminação artificial e clinicas de fertilização, há uma geração de jovens que não conhecem os seus pais, pois muitos foram gerados por um óvulo que foi inseminado artificialmente pelo sêmen de um homem anônimo. Esses jovens não conhecem a metade de sua história. Como será o futuro desta geração de jovens? Não é à toa que a Igreja católica é contra a inseminação “in vitro”.

 

 

 

 

FELIPE AQUINO - Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.



publicado por Luso-brasileiro às 11:30
link do post | comentar | favorito

PAULO ROBERTO LABEGALINI - UM GRANDE HOMEM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Falar de um grande Homem é falar de Jesus Cristo! Em química, Ele transformou água em vinho; em biologia, Ele nasceu sem uma concepção normal; em física, Ele superou a gravidade quando ascendeu ao Céu; em economia, Ele impressionou ao alimentar 5000 pessoas com cinco pães e dois peixes; em medicina, curou doentes e cegos sem administrar nenhum remédio; em, história, Ele é o começo e o fim de tudo; em religião, falou que ninguém chega ao Pai se não for por meio Dele.

O maior Homem da história não tinha servos, ainda assim O chamavam de Mestre; não tinha escolaridade e O chamavam de Professor; não tinha remédios, mas O chamavam de Curador; não tinha exércitos e reis O temiam. Ele não venceu batalhas militares, porém conquistou o mundo; não cometeu crimes, e crucificaram-No; foi enterrado numa tumba, contudo, continua vivo!

Acredito que isto não é segredo para ninguém porque, graças à nossa fé, acreditamos na salvação por meio da misericórdia de Cristo. Mas, exceto Ele, há outros grandes homens que continuam vivos? Talvez esta história nos ajude a responder:

Sabendo que a filha chorava por ter rompido o namoro, seu pai lhe falou:

– Minha filha, apaixone-se por um grande homem e nunca mais voltará a chorar.

Com o passar dos anos, a moça descobriu que se todos os homens lutassem por ser grandes de espírito e grandes de coração, o mundo seria completamente diferente. Ela compreendeu que um grande homem também não é aquele que compra tudo o que a mulher deseja – ainda que muitos maridos conquistem com presentes o respeito das esposas.

Um dia, o pai morreu, mas a jovem continuava a lembrar de suas palavras:

“Apaixone-se por um homem que se interesse por você, que conheça suas ilusões, suas tristezas e que a ajude a superá-las. Não creia nas palavras de um homem cujos atos dizem o oposto. Afaste de sua vida o homem que não constrói com você um mundo melhor.

Não se agarre a um homem que não seja capaz de reconhecer sua beleza interior e suas qualidades morais. Não se enamore de um homem que, ao conhecê-lo melhor, sua vida tenha se transformado em um problema a resolver e não em algo para comemorar. Não creia em alguém que tenha carências afetivas de infância e que trata de preenchê-las com a infidelidade, culpando-a quando o problema não está em você, e sim nele, porque não sabe o que quer da vida, nem quais são suas prioridades.

Por que querer um homem que a abandonará se você não for como ele pretendia ou se já não é mais ‘útil’? Por que querer uma pessoa que a trocará por uma cor de pele diferente, ou por uns olhos claros, ou por um corpo mais esbelto? Por que querer alguém que não saiba admirar a beleza que há em você, a verdadeira e única beleza do coração?”

E, assim, as palavras do pai ecoavam na cabeça da moça. Ela, então, concluiu:

“Quantas vezes me deixei levar pela superficialidade das coisas, colocando de lado aqueles que realmente me ofereciam sua sinceridade. Custou-me compreender que grande homem não é aquele que chega no topo, nem o que tem mais dinheiro, casa, automóvel, nem quem vive rodeado de mulheres, muito menos o mais bonito.

Um grande homem é aquele ser humano transparente, que não se refugia atrás de cortinas de fumaça, que abre o coração sem rejeitar a realidade, que admira uma mulher por seus alicerces morais e grandeza interior. Grande homem é o que caminha sem baixar os olhos, é aquele que não mente e, sobretudo, sabe chorar sua dor com humildade.”

Hoje, a moça está feliz. O grande homem com quem se casou não era o mais solicitado pelas mulheres, nem o mais rico ou o mais belo. Era simplesmente aquele que nunca a fez chorar e que, no lugar de lágrimas, lhe roubou sorrisos. Sorrisos por tudo que conquistaram juntos, pelos triunfos alcançados, pelas lindas recordações e por cada alegria que preencheu suas vidas.

Esse homem a ama tanto que daria tudo por ela sem pedir nada em troca. Ele a quer pelo que ela é – por seu coração bondoso e pela sua dignidade marcante. Ele a fez compreender que, ao lado de um grande homem, sempre existe uma grande e única mulher. Juntos e com Jesus Cristo no coração, nada os separará.

E assim como Jesus, gostar de conviver com pessoas e celebrar a vida, também são características de um grande homem!

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:25
link do post | comentar | favorito

HUMBERTO PINHO DA SILVA - PARA QUÊ TANTA VAIDADE ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Povoam as minhas recordações, uma multidão de mortos.

São tantos, que receio já ter esquecido alguns.

Conservo, todavia, sempre presentes, os mais queridos. Os que comigo conviveram e deixaram dolorosas saudades, que temam não se apagarem.

Estava ainda em plena puberdade quando faleceu, de repente, colega de escola. Era o Roca Colomé.

Foi o primeiro e dramático encontro com a morte. O falecimento de jovem da minha idade, marcou-me profundamente, e meditei muito sobre a vida e a morte.

Por ele rezei, e ainda rezo, para que Deus o tenha em bom recato.

Com o avançar da idade fui perdendo, quase todos os anos, familiares e companheiros: tios, primos, amigos, com quem passei os melhores anos da adolescência.

Entre os meus mortos, lembro-me – e com que saudade! - o Manuel Flores. Faleceu de modo cruel. Ainda me culpo de não ter estado presente nos momentos mais difíceis da sua curta vida.

Quando soube do funesto acontecimento, não consegui reter as lágrimas.

Com ele passei horas de grande felicidade. Lembro-me - como se fosse hoje! - das aprazíveis férias que passamos na quinta de seu tio, e dos agradáveis e alegres passeios, a cavalo, que realizamos pelos apertados caminhos da aldeia..

Também não posso olvidar o Manuel Maria Magalhães. Com ele calcorreei velhas e típicas ruas tripeiras e pesquisei, na sua companhia, a genealogia de notáveis famílias da minha cidade.

Nos últimos anos desapareceram amigos e colaboradores do meu blogue ou, nosso, como gosto de dizer, que deixaram imenso vazio. O Aluizio da Mata e Teresa de Mello. Esta, tornou-se intima amiga, com quem troquei interessantes mensagens.

Ao pensar nessa multidão de mortos, não posso deixar de reflectir: a vida, parecendo longa é demasiadamente curta. Tudo passa. Tudo é esquecido. Tudo desaparece.

Recordando com amiga, muito querida, a figura do pai, disse-me: “ Já pouco me lembro dele….”; e senhora idosa, mas ainda muito fresca, confidenciou-me: “ Ando a queimar fotos e cartas para poupar a tarefa aos filhos e netos.”

Estava segura, após seu desaparecimento, as “ recordações” seriam lançadas ao lixo. E concluiu: “ Para eles não passarei de antepassada…”

Tinha razão. Salvo raras excepções, só quem foi notável e deixou nome pelas enciclopédias, é que é considerado avô ou parente.

Já repararam, que os famíliares pobres e humildes, são, em regra, parentes afastados?!

Andam, muitos, afadigados para serem famosos e importantes. Para quê? Para quando falecerem aparecerem na página da necrologia, repletos de adjectivos pomposos,

Mas, lançado o periódico à estrumeira, com ele vai a glória; e o corpo, descendo à terra, apodrecerá, reduzindo-se a nada.

Para quê tanta vaidade! Todos: ricos e pobres, ignorantes e letrados, analfabetos e doutores, terão o mesmo fim! …

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA - Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 11:12
link do post | comentar | favorito

EUCLIDES CAVACO - DELICADEZA
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DELICADEZA

É um soneto declamado que realça um leve queixume sobre este comportamento humano que se vai perdendo com o tempo. Veja e ouça este tema  aqui neste link:
 
 
 
 
 

Desejos duma excelente semana

EUCLIDES CAVACO - Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá


 


publicado por Luso-brasileiro às 11:06
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
arquivos

Novembro 2020

Outubro 2020

Setembro 2020

Agosto 2020

Julho 2020

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

pesquisar
 
links