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Domingo, 3 de Maio de 2015
SONIA CINTRA - TRIBUTO A TIRADENTES

 

 

 

 

 

 

 

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            Em feriado nacional, dia 21 de abril, foi homenageada a memória de Tiradentes, herói nacional comprometido com a Independência do Brasil, que ao sofrer traição dentre os considerados aliados, tornou-se mártir de um processo sofrido e pago com a própria vida. Em uma época na qual a sociedade se abre para debater o futuro da nação, em que a participação popular nas decisões do governo começa a ser efetiva, Joaquim José da Silva Xavier, dentista, tropeiro, comerciante, militar e ativista político, patrono cívico do Brasil e das polícias militares dos estados, volta ao cenário como renovado exemplo do ideal de luta democrática por soberania.

Vale a pena lembrar que a “Inconfidência Mineira foi uma luta da classe média alta de Minas Gerais e tinha como principal causa os impostos absurdos cobrados por Portugal”, nas palavras do sociólogo Paulo Taffarello, ex-aluno de Literatura no Colégio Leonardo da Vinci e atual professor no Centro Universitário Padre Anchieta. Para ele, “os jovens estão mais acostumados ao debate. Querem discutir a sociedade como um todo. Em uma década avançamos o que demorou muito para acontecer antes. Há luz no fim no túnel.” E os Cidadonos confirmam esse fato, pelo uso da “tecnologia doce”, como ensina o geógrafo Milton Santos. O próprio ministro da ciência, tecnologia e inovação, Aldo Rebelo, afirma a necessidade de fazer a criança tomar gosto pela ciência ainda na escola e de tornar o Brasil protagonista na área da inovação, “repatriando” nossos pesquisadores e atraindo outros.

            A par disso, tem-se discutido muito a questão da redução da maioridade penal. Penso que o assunto demanda cautela e bom senso, por não se tratar de escolha banal ou irresponsável. Salvo o caso de crimes previstos por lei, que classificam o delinquente como de reconhecida periculosidade, seria saudável para a sociedade brasileira o compromisso de transformação moral do jovem e sua reintegração social, sob tutela Conselho da Infância e da Juventude e rigorosa vigilância dos órgãos competentes, através de sistemas educacionais que visem à sua formação, não de forma confinada e propícia à aprendizagem do crime, mas em estimulantes centros de convívio esportivo e cultural abertos, que contemplem conhecimento, independência e cidadania, como, por exemplo, o Sesc, cuja unidade fluorescente foi inaugurada em Jundiaí, no último dia 18. Quem sabe, seria esse o nosso mais justo tributo a Tiradentes?

 

 

 

SÓNIA CINTRA - ESCRITORA E PROFESSORA UNIVERSITÁRIA

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:47
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JOSÉ RENATO NALINI - PATAMARES DE MERTON

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estive muito atento aos centenários a serem celebrados neste 2015. Pois em novembro, meu pai faria 100 anos. Faleceu aos 76. A mãe de meu cunhado, José Eduardo Martins, teve mais sorte. Tudo indica fará 100 anos em setembro D.Yolanda Pierrucini Martins, que educou legiões de jundiaienses como professora pública primária.
Mas na lista dos centenários está o Desembargador Young da Costa Manso, meu padrinho na Magistratura e que também foi Presidente do Tribunal de Justiça, além de tantos outros que tentarei reverenciar no decorrer do ano e neste espaço. Hoje vou falar de Thomas Merton, estudante rebelde da Universidade de Columbia, em Nova York, aos 23 convertido à Igreja Católica e, a partir daí, uma referência na escrita monástica e espiritual do século XX.

 

 

Imagem: https://mertonfellowshipireland.wordpress.com/

Imagem: https://mertonfellowshipireland.wordpress.com/

 

 

Tornou-se monge na Abadia Trapista de Nossa Senhora do Gethsemani, em Kentucky. Mas antes já escrevera diários pessoais, romances e poesias. Dentro do claustro escreveu uma autobiografia: “A Montanha dos Sete Patamares”, best-seller mundial desde seu lançamento em 1948. Publicou mais de 30 livros, como “Novas Sementes de Contemplação”, “O Sinal de Jonas”, “Homem Algum é uma Ilha”, “Na Liberdade da Solidão”, “Místicos e Mestres Zen”, “A Via de Chuang Tzu” e “O Diário da Ásia”.

Ele ensina como levar uma vida religiosa autêntica e pessoal em uma sociedade secularizada. A leitura é agradável e evidencia a possibilidade de se viver em paz, cultivando a não-violência, a justiça social e o dialogo permanente com todas as tradições religiosas, projeto que está ao alcance de qualquer pessoa que realmente queira vivenciar um outro status na balbúrdia de uma sociedade sem rumo.

Morreu em 1968, mas sua lição de vida é atualíssima. Quantas pessoas não encontram razão para viver, alimentam o desalento, se desencantam com o próximo e com a existência. Para estas e para aquelas que já encontraram esperança na trajetória rápida e frágil por este Planeta, faz bem reler Thomas Merton. Viveu recluso, mas nada do que se passava no mundo deixou de merecer a sua atenta e serena observação.

Abeberemo-nos dessa fonte e aprendamos com ele a cultivar a paciência e a tolerância, mesmo que isso pareça impossível.

 

 

 

JOSÉ RENATO NALINI é presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para o biênio 2014/2015. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.



publicado por Luso-brasileiro às 11:39
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ANTÔNIO J.C. DA CUNHA - PRIMEIRO DE MAIO - UM DIA PARA SER LEMBRADO NA HISTÓRIA DA CNEC - CAMPANHA NACIONAL DE ESCOLAS DA COMUNIDADE

 

 

 

 

 

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Em homenagem ao dia do nascimento de FELIPE TIAGO GOMES, apresento-lhes um pouco da História da Instituição por ele criada e que, hoje, em menores números, continua prestando relevantes serviços, ao Brasil, na área da educação, com mais de 150 unidades de ensino espalhadas pelo território nacional.

FELIPE TIAGO GOMES é um nome para ser lembrado na História da Educação Brasileira ao se considerar que durante os 72 anos de existência da CNEC, muitos, milhares de homens e mulheres tiveram oportunidades na educação graças ao movimento educacional criado por este cidadão nascido no dia 1° de Maio de 1921, no Município de Picuí (PB).

 

Eram mais de 600.000 matrículas ano e a CNEC conta ainda com aproximadamente 120.000 alunos distribuídos em cerca de 150 unidades educacionais, que atendem desde a educação infantil até o nível superior. Destas, 18 são de Educação Universitária: 1 na Bahia – 1 no Espírito Santo – 1 em Mato Grosso – 3 em Minas Gerais – 1 no Paraná – 4 no Rio de Janeiro – 5 no Rio Grande do Sul – 2 em Santa Catarina e 1 em São Paulo.

Recentemente foi divulgado o nome da CNEC com a AUSPICIOSA NOTÍCIA de que o MEC autorizara o funcionamento do CENTRO UNIVERSITÁRIO, em OSÓRIO, onde se situa uma das mais importantes unidades educacionais da rede cenecista com cerca de 30 especializações de nível superior. A nota no grau QUATRO é uma excelente nota.

 

 

História - A inesquecível saga de Felipe Tiago Gomes inicia-se em 1º de maio de 1921. Nascido no Sítio Barra do Pedro, município de Picuí, (PB), viveu sua infância enfrentando muitas adversidades. Como o próprio Felipe me contava, pois com ele trabalhei, a partir de 1960, sua meninice foi semelhante à de milhares de outras crianças sertanejas: pés descalços e picados por espinhos impiedosos, mãos calejadas pela enxada, incômodos “beliscões” das juremas e da colheita do juá, pequeno fruto com grandes caroços e a parte comestível mínima. E dele se serviam no dia a dia.

Era o filho caçula de Elias Gomes Correia e Ana Maria Gomes. Nas horas vagas recebia lições de sua irmã Francisca, que havia concluído o curso primário na cidade. Depois, teve aulas na escola de Dona Nativa, pessoa adorável que se dedicava ao ensino das crianças. Após ter frequentado a escola pública de Picuí, de 1933 a 1935, Felipe Tiago Gomes foi conduzido pelo Professor Pereira do Nascimento ao Colégio Pio XI, localizado na cidade de Campina Grande, Paraíba. Lá terminou o ginásio que, infelizmente, coincidiu com a morte de sua mãe..

Não tendo mais condições financeiras para manter-se em Campina Grande, Felipe viu-se obrigado a retornar a sua cidade natal, Picuí. Restava agora voltar à lavoura, vivendo no tormento da vida do agricultor sertanejo. Porém, Felipe Tiago Gomes obteve auxílio do Juiz de Direito, José Saldanha, e do dentista, Doutor Morais, que o hospedou em sua casa no Recife.

Convidado por um colega, Everardo Luna, Felipe foi morar na Casa do Estudante. Passou a trabalhar como porteiro e logo em seguida conseguiu o posto de bibliotecário. Do contato diário na biblioteca, ele pôde ter acesso a diversas obras literárias. Dentre elas, O Drama da América Latina, do escritor John Gunther, onde é retratada uma experiência de Haya de La Torre para a alfabetização de índios no Peru. Essa obra o influenciou e o despertou para a criação de uma instituição que visasse assegurar o direito de estudar aos milhares de jovens pobres. E assim, em 29 de julho de 1943, foi criada a Campanha do Ginasiano Pobre - CGP, com a criação do Ginásio Castro Alves. Depois CNEG – Campanha Nacional de Educandários Gratuitos que em 1968 passou para Campanha Nacional de Escolas da Comunidade - CNEC.

Mas a luta para vencer dificuldades continuou por muitos e muitos anos.

Para obter o reconhecimento oficial do Ginásio Castro Alves, em Recife.

Do dia livro História da CNEG, escrito por Felipe Tiago Gomes, em 1962.

Primeiros Exames Oficiais da Campanha - No dia 10 de abril de 1946, depois de alguns esforços, os diretores da CAMPANHA DO GINASIANO POBRE, iniciavam, no prédio do Colégio Oswaldo Cruz, os exames de admissão ao primeiro ginásio gratuito a funcionar como iniciativa totalmente particular no Brasil. Nessa mesma data, eu, Caubi de Oliveira e Edgar Ataíde dávamos entrevista no “Diário de Pernambuco” sobre as atividades do Movimento e seus projetos para o futuro.

No ano de 1946, há um fato interessante a se registrar: a CAMPANHA DO GINASIANO POBRE passou a chamar-se CAMPANHA DOS GINÁSIOS POPULARES. Nesse ano também foi realizada, com grande sucesso, a Terceira Semana de Cultura.

 

 

CAMPANHA DOS GINÁSIOS POPULARES – Inicialmente, era o Movimento denominado de CAMPANHA DO GINÁSIO POBRE. Surgiram várias sugestões para a mudança do nome: “Esse nome é deprimente!” diziam uns. Resolvemos, então, muda-lo para CAMPANHA DOS GINÁSIOS POPULARES. O Partido Comunista estava no apogeu: havia elegido uma bancada respeitável de deputados federais e o seu líder conseguiu tornar-se senador pelo antigo Distrito Federal. A CAMPANHA DOS GINÁSIOS POPULARES parecia, na época, a alguns, que se tratava de uma obra comunista. A palavra “popular” era propriedade do Partido Comunista. Os Diretores da Campanha, por via das dúvidas, resolveram mudar o nome da organização para CAMPANHA DOS EDUCANDÁRIOS GRATUITOS.

 

OS MILIONÁRIOS (Rubem Braga)- Não conheço esse rapaz do Recife, chamado Felipe Tiago Gomes, que meteu na cabeça a ideia de que é preciso democratizar o ensino no Brasil. E que escolheu como tarefa sua e de seus companheiros fundar ginásios gratuitos, e já pôs a funcionar cinco: no Amazonas, em Pernambuco, Paraíba, Paraná e Estado do Rio.

Essa “Campanha Nacional de Educandários Gratuitos” propõe-se a fundar, em todo o País, 68 ginásios. Sua ambição inicial é proporcionar a um número maior de pessoas os quatro primeiros anos do curso secundário; ainda não pode pensar no que fazer quando chegar o momento de seus estudantes se encontrarem na encruzilhada entre o clássico e o científico. Os próximos Estados a serem beneficiados são o Espírito Santo e a Paraíba, com dois ginásios cada um. Minha bela Cachoeiro de Itapemirim contará, o mês que vem, com seu ginásio noturno, que virá abrir novas perspectivas aos jovens trabalhadores beneficiados pela Campanha de educação primária do Estado e do Município a que Professora Zilma Coelho Pinto, fundando 25 cursos, deu impulso tão belo e generoso.

Há mais camadas pobres de nossa população – e ainda outro dia citei um exemplo disto – uma verdadeira sede de aprender. As razões principais serão, certamente, de ordem econômica. São também elas as que merecem, em primeiro lugar, atenção, em um País que está em fase de desenvolvimento econômico em que precisa contar com um número cada vez maior de trabalhadores de certo nível cultural.

Os homens “práticos” ou “realistas”, que ainda nos pregam as vantagens do analfabetismo popular são flores murchas do “espírito” de uma sociedade que já não existe. Seus paradoxos fáceis ou cínicos – perdem qualquer valor diante desse irresistível impulso das novas gerações para escalar níveis melhores de vida cultural. Em alguns anos o Brasil já realizou bons começos de uma grande obra de ensino profissional, principalmente no campo da indústria e do comércio. Esse bando de padres que foi invernar na Universidade Rural para aprender alguma coisa que possa ensinar aos seus fieis da roça mostra como é sensível, sob pressão de fatores econômicos e sociais, a necessidade de progresso educacional.

 

 

 

ANTÔNIO J. C. DA CUNHA  -  Associado Representativo da CNEC/RJ



publicado por Luso-brasileiro às 11:21
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PAULO ROBERTO LABEGALINI - O ANJO ENVIADO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Num local distante, dezenas de trabalhadores exploravam minério para um proprietário muito rico. Devido ao serviço pesado e o baixo salário, todos reclamavam da vida que levavam, enquanto o dono da terra ficava mais milionário.

Certa noite, um dos empregados teve uma visão: um anjo lhe disse que no domingo seguinte visitaria uma família muito pobre do lugar e lhe daria aquilo que mais lhe faltava. Entusiasmado, o trabalhador reuniu os amigos e contou a novidade. Logo a notícia se espalhou e cada um tentava adivinhar quem o anjo visitaria. Uns diziam que seria a tal mulher doente, outros apostavam num senhor com oito filhos que dormiam no chão, enfim, ninguém deixou de dar o seu palpite.

Na segunda-feira, logo que o dia amanheceu, a correria foi grande para confirmar quem fora agraciado pelo anjo. Quando souberam que a visita não aconteceu a nenhum deles, começaram a se revoltar e tentaram agredir o trabalhador que teve a visão, mas logo chegou o patrão contando:

– Ontem, um anjo enviado por Deus esteve na minha casa. Ele disse-me que há muito sofrimento entre vocês porque sou injusto na condição de vida que lhes proporciono. Enquanto cada um dos senhores se aproxima de Jesus pela dor, eu e minha família nos afastamos do Senhor pela ambição. Portanto, éramos espiritualmente os mais pobres deste lugar! Antes de partir, o anjo colocou muito amor no nosso coração e só então pudemos perceber o quanto devemos ajudar vocês. De hoje em diante, teremos o compromisso de tratá-los com dignidade, respeito e nada lhes faltará.

Que história maravilhosa, não? Lembre-se agora quantas vezes um anjo já esteve ao seu lado dizendo que você teria que mudar de vida e socorrer os necessitados... Quer uma ajuda para trazer o passado para o presente? Talvez alguém tenha pedido o seu auxílio para um pobre e você adiou a contribuição; ou, quem sabe, por ‘falta de tempo’, você deixou de rezar pela paz no mundo; ou será que, por teimosia, insiste em não participar de alguma pastoral da Igreja?

Tudo isso já aconteceu comigo e sei como fechei o coração em algumas fases da vida. Por isso, se está adormecido na fé, convido você a se tornar ‘anjo’ também. Cada visita que fizer à casa de quem mais precisa da sua ajuda, maior será seu próximo voo na evangelização.

A felicidade se conquista principalmente com paz na família, fé no coração e amor ao próximo. Temos que nos aproximar de Jesus a cada dia antes que as forças do mal cortem as nossas ‘asas de anjos’. Sem a condição de anjo, fica muito mais difícil transpor as dificuldades e salvar a humanidade. Quando descobri o tamanho das ‘minhas asas’, ganhei confiança e passei a servir melhor a Deus – voando todos os dias. E como é bom voar!

Portanto, se suas asas ainda estão fechadas, comece a movimentá-las com oração, depois dê pequenos saltos através da caridade e, finalmente, voe junto conosco, cristãos comprometidos, porque Jesus abre o caminho da evangelização à nossa frente. E há muitas maneiras de evangelizar porque o mundo é movido pela comunicação!

Temos o dever de nos comunicarmos bem: com naturalidade, conhecimento do assunto e entusiasmo; mas de que adianta tudo isso se não falarmos a verdade? Também é importante ter credibilidade para maior convencimento, que pode ser conquistada a cada dia com conduta exemplar. E a humildade do evangelizador, não é fundamental para atingir os corações necessitados? É claro que são características que não podemos desprezar, mas sem a ajuda divina, fica muito mais difícil uma comunicação eficaz; portanto, a oração também não pode faltar.

Dizem que cerca de 50% do poder de comunicação do ser humano está na linguagem corporal, 40% na voz e apenas 10% nas palavras. Isso significa que sem a gesticulação e a emoção, de quase nada adiantam as palavras! Mesmo assim, Jesus continua sendo o maior comunicador da história porque sua Palavra é recitada, ouvida e seguida em todo o mundo. Imagine se O víssemos falando à nossa frente, quanta paz nos traria!

Mas podemos ser anjos porta-vozes de Cristo, concorda? A melhor maneira de fazermos isso é nos unirmos no amor para construirmos juntos um mundo novo. Uma simples frase dita com sinceridade e fé pode ajudar a curar um irmão, como, por exemplo: “Deus te abençoe!”

E para lembrar que precisamos aproveitar bem as oportunidades que temos na evangelização, vou lembrar a história de um mosteiro onde os monges só podiam dizer duas palavras por ano! No final do primeiro ano que lá estava, um noviço foi até o monge superior e disse: ‘Comida fria’. Após o segundo ano, ele falou: ‘Cama dura’. Mais um ano se passou e lá estava ele de novo para dizer: ‘Vou embora’. O religioso superior escreveu este bilhete a ele: “Eu sabia que não ficaria. Você só reclama!’

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil.Professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre

 

 

Apresentação musical (Paulo Labegalini e sua filha Soraia):

https://www.youtube.com/watch?v=fxCpFjV8zqU



publicado por Luso-brasileiro às 11:13
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - POR QUE SOMOS CASTIGADOS ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nos últimos anos do século passado, escrevi contareco, que alguns leitores consideraram verídico, porque localizei-o em Vila Nova de Gaia, mais precisamente no Mosteiro da serra do Pilar.

Como considero de proveito espiritual, vou reconta-lo, revestido de outros trajos:

Residia no ano da graça de 1676, no Mosteiro de Santo Agostinho da Serra, frade, que passava o dia em santa contemplação.

O Prior, Dom Jerónimo, bem lhe recomendava que fosse até à cerca ou deambulasse pela quinta, mas o pobre monge mais parecia emparedada de S. Nicolau, do que filho de santo Agostinho.

Acertou de vir o imaginário Domingos da Costa armar o retábulo da igreja, que fora traça de Felipe Tércio, e o prior achou por bem, que a tarefa quotidiana de levar a refeição ao artista, fosse do cenobita.

Constrangido, por obediência, aceitou.

Andava o frade no passeio que o incumbiram, quando topa em pequeno arbusto, alegre chilreada de passarinho, que fabricava aconchegante ninho.

 

 

 

 

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Observou o frade que o local era de fácil acesso a felinos, e tentou brandamente assustá-lo; mas renitente, o pardalito, não compreendeu a boa intenção do monge.

Na manhã seguinte, indo examinar os preparos do altar, ao perpassar pelo ninho, verificou, com angústia, que o passarinho tinha sido cruelmente morto.

Havia acontecido a tragédia que tanto receara.

Ao recolher-se em oração, meditando na funesta tragédia que presenciara, reflectiu que, por vezes, por piedade, causamos graves prejuízos aos que amamos.

Deus, em certas ocasiões, castiga-nos drasticamente, todavia a razão de tanta severidade é para nosso bem.

Se o frade tivesse destruído o ninho violentamente, o pardalito teria fugido e iria construí-lo em local mais seguro.

É que Deus, como bem diz o povo: escreve direito por linhas tortas…

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA - Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 10:51
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EUCLIDES CAVACO - MADRUGADA DA VIDA
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MADRUGADA DA VIDA
 

Embora tenha diversos poemas dedicados à MÃE
seleccionei este soneto declamado para o dia da MÃE.
Ouça e veja este tema  aqui neste link:
 
 

http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Madrugada_da_Vida/index.htm
 
 
 
EUCLIDES CAVACO - Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.
 






publicado por Luso-brasileiro às 10:45
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