PAZ - Blogue luso-brasileiro
Domingo, 3 de Abril de 2016
FELIPE AQUINO - SERÁ QUE TEM SENTIDO UM DIA DA MENTIRA ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A vocação do povo santo é ser testemunha do seu Deus, que É e quer a Verdade!

 

 

 

 

Há muitas explicações para o 1º de abril ter se transformado no “dia da mentira”, ou dia dos tolos, ou dia dos bobos. Uns dizem que a brincadeira surgiu na França, desde o século XVI, em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, que mudava a data do início do ano de 1 de abril.

Nos EUA e Inglaterra o dia da mentira é chamado de “April Fools’ Day”, “Dia dos Tolos (de abril)”. Que coisa mais sem graça para ser comemorado! No Brasil, segundo a Wikipédia, o primeiro de abril começou em Minas Gerais, onde circulou “A Mentira”, um jornal fraco, lançado em 1º de abril de 1828, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte.

Seja qualquer que for a causa dessa excêntrica comemoração, não tem o menor sentido. Muitas brincadeiras sem graça alguma às vezes assustam as pessoas, fazendo até mal à saúde para alguns.

Para os cristãos, sobretudo, não tem o menor sentido um “dia da mentira”, podemos sim comemorar “O dia da Verdade”, especialmente nesses tempos em que ouvimos tantas mentiras para enganar o povo. Afinal de contas, a mentira, é um dos piores pecados que existe. O oitavo Mandamento (não levantar falso testemunho) proíbe falsear a verdade nas relações com os outros, isto é, mentir. A vocação do povo santo é ser testemunha do seu Deus, que é e quer a Verdade. “Eu Sou o caminho, a Verdade e a vida” (Jo 14,6). Ele deixou claro que “a verdade nos libertará” (Jo 8,32).

O mundo está dividido entre os que seguem a Verdade do Espírito Santo, que Jesus chamou de “Espírito da Verdade” (Jo 14,15.25; 16,13), e os que seguem a mentira do demônio, que Jesus chamou de “pai da mentira”: “Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. Mas eu, porque vos digo a verdade, não me credes” (Jo 8,44-45).

Uma vez que Deus é “verdade” (Rm 3,4), os membros de seu Povo são chamados a viver na verdade. Em Jesus Cristo, a verdade de Deus se manifestou plenamente. “Cheio de graça e verdade, Ele é a “luz do mundo” (Jo 8,12), é a Verdade. “Para que aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.” O discípulo de Jesus “permanece em sua palavra” para conhecer “a verdade que liberta” (Jo 8,32) e santifica. Seguir a Jesus é viver do “Espírito da verdade” que o Pai envia em seu nome e conduz “à verdade plena” (Jo 16,13). Jesus ensina a seus discípulos o amor incondicional da verdade: “Seja o vosso ‘sim’, sim, e o vosso ‘não’, não”, o que passa disso vem do maligno” (Mt 5,37). Diante de Pilatos, Cristo proclama que “veio ao mundo para dar testemunho da verdade.

                                                                    cpa_nao_vos_conformeis

 

 

O homem busca naturalmente a verdade. A ciência é a busca da verdade em todos os campos do saber. A verdade gera bons frutos, remédios, tecnologia, etc. A mentira destrói. A verdade ou a veracidade é a virtude que consiste em mostrar-se verdadeiro no agir e no falar, sem duplicidade, simulação ou hipocrisia. Os homens não podem viver bem juntos se não tiverem confiança recíproca, quer dizer, se não manifestarem a verdade uns aos outros.

Os discípulos de Cristo “revestiram-se do homem novo, criado segundo Deus, na justiça e santidade da verdade” (Ef 4,24). “Livres da mentira” (Ef 4,25), devem “rejeitar toda maldade, toda mentira, todas as formas de hipocrisia, de inveja e maledicência” (1 Pd 2,1).

Por tudo isso, rejeitemos, incontinenti, esse famigerado “dia da mentira”, que na verdade é dia de muitos santos, e mais um dia do Ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, 2015.

 

 

FELIPE AQUINO Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.

 


 

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 19:18
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PAULO R. LABEGALINI - SORTE OU GRAÇA ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um homem esperava para atravessar uma avenida quando um brilho na grama chamou sua atenção. Deu uma olhada, imaginou ser um caco de vidro e foi embora. Mais tarde, outro homem percebeu o brilho, abaixou-se, pegou a pedra suja e viu que era diferente, enviando raios luminosos quando iluminada pelo sol. Olhou, olhou e disse a si mesmo:

– Imagina se isto é uma pedra preciosa! Deve ter caído de algum anel de bijuteria. Se levar a um joalheiro, ainda terei que aguentar a gozação por ter achado que poderia ser valiosa. Logo eu iria achar uma joia perdida na grama?

Então, jogou a pedra no chão e atravessou a avenida, meio triste pela sua pouca sorte; porém, em seguida, outro homem percebeu o brilho na grama e, atraído pela beleza da pedra, pensou:

– Parece um diamante, mas também pode ser apenas um pedaço de vidro colorido. Preciso levá-la ao joalheiro e pedir uma avaliação. Quem sabe é a resposta às minhas orações?

Colocou-a no bolso e, à tarde, descobriu ser um diamante de muitos quilates e lapidação especial. Assim, devido o valor da pedra, o homem de sorte pode saldar muitas dívidas e estruturou sua vida. Mas, será que foi somente sorte mesmo?

Quando alguém especial aparece em nossa vida e nos ajuda nas aflições, é sorte? Se ganharmos na loteria, é sorte? E quando um tratamento de saúde nos leva à cura, também é sorte ou é mais competência médica? O que dizer então do ar que respiramos, dos alimentos que comemos, da fé que temos, da família que nos cerca... Na verdade, tudo é graça!

Como na história que contei, algumas pessoas aproveitam as oportunidades que aparecem para melhorarem de vida. Isso acontece principalmente porque acreditam na providência Divina, que tarda, mas não falta! Outros seres humanos preferem desprezar a mão de Deus e nem agradecem as graças que recebem.

Estou lendo um livro que ganhei de um ex-aluno: ‘Diário – A Misericórdia Divina na minha alma’, escrito por Santa Faustina no século passado. O valor espiritual do livro não tem preço e nos leva a entender o significado das provações, mesmo considerando todo amor que Jesus tem por nós. Somente às almas simples, Deus revela as verdades ocultas aos sábios e doutores deste mundo.

Em 22 de fevereiro de 1931, no quarto de um convento na Polônia, Irmã Faustina viu Nosso Senhor vestido de branco e, da túnica entreaberta sobre o peito, saíam dois grandes raios: um vermelho e outro pálido. Jesus lhe disse: “Pinta uma imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: ‘Jesus, eu confio em Vós’. Por meio dessa imagem, concederei muitas graças às almas”.

Eis as promessas a quem confiar na Sua misericórdia: salvação eterna, grandes progressos no caminho da perfeição, graça de uma morte feliz e outros dons que a Ele suplicarem. Para ter direito a isto, Jesus ressaltou que precisamos confiar na Sua bondade, dedicar amor ativo ao próximo e perseverar no estado de graça santificante – confissão e comunhão. Em especial, na Festa da Misericórdia – primeiro domingo depois da Páscoa –, Ele citou a última tábua de salvação aos pecadores: “Se não venerarem a Minha misericórdia, perecerão por toda a eternidade”.

E as promessas vão além: “Quando recitam o Terço da Misericórdia junto a um agonizante, aplaca-se a ira de Deus e a misericórdia insondável envolve a alma. Pela recitação desse Terço, aproximas a humanidade de Mim”. Confesso que, mesmo quando fiquei limitado na compreensão da leitura, encontrei estas palavras de Jesus: “Como Deus é na sua essência, ninguém compreenderá, nem a inteligência dos anjos, nem a humana; mas o Meu amor não engana ninguém”.

Embora eu não esteja nem na metade das 500 páginas do livro, percebi que pelas graças concedidas à alma, pode-se conhecer o grau da sua intimidade com o Senhor. E a Irmã confessou como conseguiu isso: “Foi Nossa Senhora que me ensinou a amar Deus interiormente e em tudo cumprir a Sua santa vontade. O amor suporta tudo, o amor vencerá a morte, o amor não teme nada. Sois alegria, ó Maria, porque por Vós Deus desceu à Terra e ao meu coração”.

E que lindo este ensinamento de Jesus: “Procura fazer com que todo aquele que se encontrar contigo se despeça feliz. Cria à tua volta uma atmosfera de felicidade, porque tu recebeste muito de Deus, e por isso dá muito aos outros”. A isto também a santa cumpriu fielmente, mesmo tendo sofrido muito nos 33 anos que viveu. Deixou esta certeza: “O sofrimento é uma graça. Pelo sofrimento, a alma assemelha-se ao Salvador; no sofrimento, cristaliza-se o amor. Quanto maior o sofrimento, tanto mais puro torna-se o amor”.

E voltando à história do início, concluo que nada é puramente sorte. Santa Faustina escreveu: “A graça que é destinada para mim nesta hora, não se repetirá na hora seguinte”. E quem já leu o Diário sabe de mais esta promessa:

“As almas que divulgam o culto da Minha misericórdia, Eu as defendo por toda a vida como uma terna mãe defende seu filhinho e, na hora da morte, não serei Juiz para elas, mas sim o Salvador Misericordioso” - Jesus Cristo.

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas



publicado por Luso-brasileiro às 19:13
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - A PREGUIÇA E OS PREGUIÇOSOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu pensava, por a ter visto em fotografia, que conhecia a preguiça. Animal de aspecto grotesco, de caminhar lento, cor parda, que os índios brasileiros batizaram-na de unau. Mas não a conhecia: Não, senhor!

Assisti, recentemente, na TV, a curiosa cena de uma preguiça, atravessando da orla direita para a orla esquerda, de rodovia sertaneja.

O animal, pachorrentamente, estendia a pata, lentamente, muito lentamente… – como preguiça que se presa, – e só depois erguia a outra… para avançar escassos centímetros…; indiferente ao desespero dos automobilistas, que aguardavam a travessia da estrada.

Nem a cotucando, a preguiça, acelerava o passo. Por fim, camionista, impaciente, ou mais afoito, pegou no animal e colocou-o na berma esquerda, à entrada de densa floresta.

Essa cena, filmada por automobilista, fez-me recordar certas pessoas, que parecem ter nascido cansadas – como dizia o brasileiro:

Encontram-se, os nossos jardins, sulcados de pequenos carreirinhos, que cortam em diagonal canteiros, feitos por preguiçosos ou apressados, que calcam descaradamente, a relva e as flores, só para não terem o incómodo de contornar a bordadura dos canteiros.

Também a preguiça leva que magotinhos de pessoas, permaneçam diante de sinais luminosos, aguardando a luz verde, sabendo que ao lado, há um botão, que pode acelerar passagem…

E não é raro ver as ruas cheias de papéis e invólucros de alimentos, comidos na via pública. Isso acontece, porque há a preguiça de lançar os desperdícios, nas papeleiras ou contentores, que abundam em todas as artérias.

Atitude preguiçosa, até proibida, e perigosa, é atravessar nas paragens do “Metro”, pela via-férrea. Todavia é vulgar ver crianças, adolescentes e até adultos, a fazê-lo, e muitas vezes a escassos minutos da composição chegar à paragem! …

Outra atitude preguiçosa – diria melhor: imprudênte, - é deixar a porta do prédio bem encostadinha, mas aberta, para não se ter o trabalho de buscar a chave, à bolsa ou ao bolso. E quando avisados do perigo de deixarem a porta aberta, respondem inocentemente: - “Fui só ali ao supermercado!…”E já não vale a pena falar da preguiça de condóminos que nunca aparecem às reuniões…

Muitos outros casos poderia relatar, e talvez mais importantes, mas todos conhecemos os preguiçosos. É coisa que não falta por este mundo…

Até há quem prolongue os estudos – não por falta de emprego nem dedicação à ciência, – mas para não ter que obedecer a horários e poder dormir a sesta, de papo para o ar! …

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal.



publicado por Luso-brasileiro às 19:06
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EUCLIDES CAVACO - GUITARRAS...AI QUE SAUDADE
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Expressão poética que exalta os predicados do nobilíssimo instrumento musical do nosso fado que lha dá alma e vida.
Veja nestes links o poema formatado por Mena Aur
e o video elaborado por Gracinda Coelho:

https://www.youtube.com/watch?v=8zX5bUfx6Vc&feature=youtu.be
 
 
http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Guitarras_Ai_Que_Saudade/index.htm
 
 
 
 
Os meus desejos duma semana muito agradável
 
 
 
 
EUCLIDES CAVACO - Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

***
 
 
 
 
PINHO DA SILVA   -   MINHA VIDA COM
TERESINHA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os teus lençóes bordadados

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(Continua na próxima semana)

 

 

 

PINHO DA SILVA - (1915 – 1987). Nasceu a 12 de Janeiro, em Vila Nova de Gaia, (Portugal). Frequentou a Escola de Belas Artes, do Porto. Discípulo de Acácio Lino, Joaquim Lopes e do Mestre Teixeira Lopes. Primo do escultor Francisco da Silva Gouveia (autor da celebre estatueta de Eça de Queiroz). Vila-florense adotivo, por deliberação da Câmara Municipal. Redator do “Jornal do Turismo”. Membro da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto. Foi Secretário-geral da ACAPPublicou " Minha Vida Com Teresinha", livro autobiográfico.

 

 

***

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 18:54
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