PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sábado, 22 de Outubro de 2016
MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - FIQUE COM DEUS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Manhã de terça-feira. Ao estacionar, reparei a perua, desgastada pelo tempo, repleta de sucata. Papelão e plástico era o que mais se via pelos vidros empoeirados. O proprietário se achava na calçada, diante da lixeira do prédio residencial requintado, abrindo, com respeito, os sacos de lixo. Observava se havia algo que pudesse ser útil ao seu labor. Em seguida, os colocava da mesma maneira que encontrara.
Ao passar por ele, me saudou com um “bom dia” cauteloso. Notei que não me era estranho. Considero-me, e não é de hoje, com uma memória limitada para o “de onde o conheço”, mas guardo fisionomias. Já passei por muitos lugares na área profissional e também como voluntária e isso me embaraça as origens da convivência.
Retornei logo e ele me deteve. Desejava saber se o identificara. Disse que sim, mas não atinava de que passagem. Respondeu-me que da cadeia. Foram 21 anos de visita aos presídios através da Pastoral Carcerária. Alguns deles e algumas delas revi nas ruas, de volta aos cárceres e em situações diversas. E é muito bom ouvir testemunhos quando conseguiram se fortalecer e escolher o bem. Como dizia uma autoridade, assim que foi retomado o trabalho da referida Pastoral na Diocese de Jundiaí, no início de 1993: “Só se diminui a violência na transformação do violento”.
O moço da perua me relatou que, em um dos dias de nossa ida à cadeia, na despedida, olhei-o nos olhos e lhe falei: “Fique com Deus”. Espantou-se. Como ficar com Deus, ele que mergulhara no submundo do tráfico e, pelas horas vagas, dentro da cela, planejava o retorno e outras maneiras de diminuir os riscos de prisão.  Como ficar com Deus? E essa pergunta se fez, pelos anos seguintes, na penitenciária para a qual foi transferido.
Ao receber o benefício do regime aberto, decidiu não mais se envolver com o ilícito. Desejava, ardentemente, ficar com Deus. As chances de inserção no mercado de trabalho seriam remotas pelo atestado de antecedentes criminais, pela baixa escolaridade e falta de formação profissional. Enxergou no comércio de sucatas a sua chance. Primeiro fez isso com um carrinho de mão. Agora tem a perua.  Nem sempre é fácil encontrar o que vender, porém é observado sem riscos de algemas.
E eu tenho muito a agradecer ao Senhor por ter me colocado em meio aos excluídos, pois me ajudam a sair de mim para escolher o Céu.

 

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE-  Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.
 
 



publicado por Luso-brasileiro às 18:09
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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - RESPONSABILIDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

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                Acredito piamente que se cada qual nesse mundo desse conta do que é de sua responsabilidade, grande parte das mazelas pelas quais passamos sequer existiria. O problema é que, muito ao contrário, o que se pode constatar nos dias atuais é que cada vez menos as pessoas assumem seus deveres, bem como os erros que cometem. Por vezes tenho a nítida impressão de que vivemos a era apenas da proclamação e reivindicação dos direitos, sem contrapartidas.

                Os acontecimentos políticos no Brasil, sobretudo dos últimos meses, estão repletos de fatos sobre os quais ninguém tem culpa, ninguém sabia, ninguém cometeu. Todos os dias, inclusive, alguém é preso,  condenado, investigado, indiciado ou denunciado e invariavelmente, todos sob alegação da mais lídima inocência. Na política, parece-me até que mais do que em outros setores da sociedade, as vitórias tem muitos padrinhos, mas as derrotas e os erros são órfãos.

                Como professora, em várias oportunidades tive a infelicidade de constatar que a culpa de uma nota ruim nunca é assumida pelo aluno. Ao contrário, o professor é que é o responsável, porque persegue o pobre aluno, porque não tem didática ou porque é desatualizado. Por óbvio que há professores que são competentes e outros que não o são, mas já vivenciei até mesmo situações nas quais pais de alunos universitários foram tirar satisfação com os professores, pelas notas baixas de seus filhos. Esses pais sequer questionam a existência que fosse, de parcela de responsabilidade sobre comportamento e notas inadequadas de seus filhos.

                Acredito sinceramente que a falta de senso de responsabilidade faça com que as pessoas não se preocupem com as consequências de seus atos, eis que elas jamais lhes serão atribuídas. Em nome dessa falta de compromisso as pessoas agem como senhores de tudo, certos de que são eternas vítimas, eternos incompreendidos. Paradoxalmente, no entanto, vivemos atribuindo responsabilidades aos outros, não raras vezes bradando nosso inconformismo com aquilo que deixam de nos atender ou àquilo que nos contraria.

                Tenho, particularmente, refletido muito sobre várias coisas de minha vida, pensando a quais situações dei causa, portanto, sou responsável, bem como no que não posso imputar a mim mesma e que é resultado de escolhas alheias. Bem difícil assumir certas responsabilidades, mas há outras, no entanto, sobre as quais sequer deveríamos elucubrar, como a responsabilidade pelos filhos, pelos animais de estimação e pelas nossas escolhas. É imperativo que ser responsável não é o mesmo de ser culpado, de estar errado, mas de assumir que, qualquer que seja o resultado, será preciso suportar as consequências daquilo que se faz e sobre o que se fala.

                Achei curioso, assim, quando hoje vinha caminhando pela rua e ouvi o papo de três garotinhas que seguiam a minha frente. Franzinas, pequenas e falantes, eu pude notar, salvo muito me engane, que, pela forma que estavam vestidas, eram de famílias bem simples. Iam falando de alguma coisa que uma amiga em comum teria que fazer, até que ouvi de uma delas a seguinte frase: _ Ah, nem vem! Onze anos nas costas e ainda quer moleza?”

                Passei por elas  e segui meu caminho, mas a frase ficou ecoando nos meus ouvidos. Pensei em quantos anos carrego nas costas, bem como na ênfase que ela usou, como se onze anos de vida fosse mais do que suficiente para ser responsável por muitas coisas. Foi inevitável sentir vergonha por tanta gente que sequer é capaz de, com décadas de vida pelas costas, é incapaz seque de ser responsável pelas próprias palavras, o que dirá pelo que faz ou deixa de fazer...

 

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo.  -  cinthyanvs@gmail.com

 



publicado por Luso-brasileiro às 18:06
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JOSÉ RENATO NALINI - MENOS INFORMAÇÃO, MAIS SABEDORIA

 

 

 

 

 

 

 

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O século que nos foi dado viver é surpreendente. Penso em meus avós que não viram a explosão comunicacional, não tiveram computador, não imaginaram o smartphone, o tablet, o google, o orkut, o whatsApp, nem puderam compreender o que é startup, o acervo mantido na cloud, a fibra ótica e a banda larga.

A vida era outra. Meus “nonos” italianos eram quase autárquicos. Plantava-se praticamente o que se iria consumir. Vinho, pão e sabão eram feitos em casa. Meus avós brasileiros eram anfitriões, às vezes forçados, de parentes que continuaram a residir na zona rural e que se instalavam sem cerimônia em sua casa acolhedora, a qualquer pretexto. Consultas médicas, partos, temporada de compra ou por mera “fuga” transitória da insipidez da fazenda.

Hoje a criança nasce com chip. A circuitaria neuronal das novas gerações é digital. A nossa é analógica. Desse descompasso nascem muitos estranhamentos. O conhecimento nunca esteve tão disponível e tão acessível como hoje. Qualquer criança curiosa penetra nas maiores universidades e nas mais famosas bibliotecas. Há centenas de milhares de obras contidas no mundo web, à disposição de quem as queira ler.

Entretanto, quanto se regrediu em termos de humanidade. De sensibilidade, de polidez, de bons modos. Onde foi parar a compaixão e a misericórdia? São temas de pronunciamento papal e até definição de um ano emblemático pelo Pontífice. Mas como andamos com a prática? Quem é, na verdade, misericordioso?

Será que o excesso de informações nos privou de discernimento? O que fazer com esse tesouro de dados, com diagnósticos elaborados por expertos, com estudos conclusivos, teses arrojadas e dissertações que inundam os acervos das Universidades onde se produz a pós-graduação em sentido estrito em acelerada velocidade? Qual o uso que disso tudo extraímos para nos tornarmos pessoas melhores, mais ligadas à miséria humana, mais abertas para compreender os dramas do semelhante?

A experiência com a escala dos que ensinam e dos que aprendem me faz meditar continuamente e a perquirir se efetivamente estamos no caminho certo. Educar, em síntese, é tornar as pessoas mais felizes. O preparo com vistas ao amanhã não pode ser cansativo, insosso, desinteressante e opressor. Precisamos tornar o aprendizado sedutor, divertido, desafiador e transformador. Essa a intenção de quem se propôs a modificar o ensino médio, obrigação prioritária dos Estados-membros desta Federação complexa, enquanto que ao município se entrega a educação fundamental e à União a Universidade.

Compreende-se que haja estupefação e estranhamento. Todavia, o tema está aberto à participação de todos os interessados. Haverá condições de oferta de sugestões, de elaboração de um projeto piloto, de implementação gradual das modificações que não se farão ex abrupto. Ao contrário: em São Paulo, já se convencionou reservar o ano letivo de 2017 inteiro para o traçado de um esboço. Todos terão oportunidade de sugerir e de contrapor opções ao projeto original.

O ordenamento jurídico brasileiro, tão utilizado nesta Nação que judicializou a vida e que leva ao Judiciário todos os assuntos e todas as questões, independentemente de sua relevância e da capacidade cidadã de resolver os mais singelos, à luz do princípio da subsidiariedade, tem um princípio basilar: a presunção de boa fé. Por que não acreditar que houve boa intenção em quem propôs a alteração do Ensino Médio? Por que partir justamente do contrário e presumir a má-fé?

Estes dias reclamam prudência, serenidade e juízo. Sensatez e calma, em lugar de ira, exasperação e ofensas. Retiremos do pensamento universal e atemporal a lição de Sêneca: “Quanto a mim, tenho o hábito de passar muito tempo a contemplar a sabedoria: olho-a com a mesma estupefação com a qual, em outros momentos, olho o mundo, esse mundo que tantas vezes me ocorre olhar como se o visse pela primeira vez”.

Sêneca, se estivesse no Brasil de 2016, viria mesmo coisas que só acontecem aqui e que, talvez, não devessem mais acontecer.

 

Fonte: Correio Popular de Campinas | Data: 14/10/2016

 


JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo. E-mail: imprensanalini@gmail.com.

 



publicado por Luso-brasileiro às 18:00
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RENATA IACOVINO - UM DIA COMUM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            Eis que mais uma vem chegando... Uma sexta-feira 13. Não o filme, mas a realidade. Um pouco com cara de ficção, talvez, mas real, no final das contas e do dia.

            Sempre gostei de sexta 13. E sempre gostei porque nunca desgostei. Nunca me fez mal. Nem bem. Para mim, um dia igual a outro qualquer.

            E talvez por vê-la tão rejeitada e temida, fico com pena dessa pobre criatura.

            As vinte e quatro horas de um dia são capazes de nos reservar várias espécies de acontecimentos. Se tivermos sorte, digamos assim, um dia pode ser completamente bom, ausente de algum fato indesejado, triste, trágico... ou pode ser exatamente o contrário.

            Mas tomemos como exemplo um dia comum, aquele que nos oferece algo rotineiro, nem bom, nem ruim, mas num determinado momento nos apresenta uma esfera de tensão, de desequilíbrio, para logo em seguida nos brindar com algo que aparenta ter um clima de alívio... e por fim, um acontecimento desagradável é responsável pelo desfecho daquele pequeno ciclo.

            Tudo isto são denominações que estou dando, dentro das sensações e da percepção que tenho do que está à minha volta. Mas eu poderia atribuir a esta sequência outros nomes, descrições diferentes.

            Se eu fosse alguém que mantivesse a crença de que o que me aconteceu outro dia foi em razão da sexta 13, de agora em diante eu propagaria para todo o mundo e mais um pouco, que ela é de fato ruim, e é a real culpada pelo que me ocorreu... Mas claro, isto não é uma ficção, tampouco resultado de algo mágico intentado contra mim.

            O risco que corro é o de uma pessoa que está exposta, percorrendo locais diversos, em contato com tudo que aparelha nossas , ou seja, um risco igual ao de todos.

            No manhã anterior, acordei e dei de cara com a cortina que despencara, no outro quarto, durante a madrugada. Nenhuma surpresa. A cortina continua lá, esperando ser recolocada.

            Mas alguns acontecimentos não têm como ser protelados. Após jornada dupla de trabalho, na tal sexta, fui em direção ao meu carro, estacionado na rua e lá estava o para-brisa todo estilhaçado, em meio a uma rua bastante tranquila, num bairro residencial.

            E como eu disse um pouco acima, este foi um típico dia comum. Como são as segundas, terças ou sextas. E os dias onze, dezesseis, quatro ou treze.

 

 

 

RENATA IACOVINO, escritora e cantora / www.facebook.com/oficialrenataiacovino/

 



publicado por Luso-brasileiro às 17:54
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FELIPE AQUINO - COMO VIVER A VIUVEZ ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Qualquer que seja o nosso estado de vida, podemos ser felizes se vivermos em Deus e para Deus!

Fiquei viúvo há três anos. Nunca antes eu tinha pensado como seria a minha vida sem minha esposa, depois de 40 anos de casados e quatro de namoro e noivado. No final de sua vida ela me disse que tinha medo de me deixar sozinho…

Mas quando já dava para pressentir que sua morte estava próxima, depois de um câncer de seis anos, fui pedindo a Deus que me preparasse para viver a viuvez. Cada vez mais em minhas orações eu pedia a Deus que me desse a graça de aceitar toda a vontade Dele e pudesse continuar a viver para Ele. Penso que esta seja a primeira coisa que um viúvo (a) precisa fazer: aceitar a vontade de Deus, que conduz a nossa vida, e sabe o que é melhor para nós a cada dia. Nesta fé é preciso entregar a Deus e agradecer – claro que com lágrimas! – o cônjuge querido que Ele nos deu como um Presente durante tantos anos. O que melhor cura a ferida que fica na alma é a entrega da pessoa a Deus, agradecendo-Lhe todo o tempo bom que esta pessoa esteve a nosso lado.

Em nossa fé, precisamos, então, oferecer a Deus as Missas e as Indulgências pela alma da pessoa amada que agora reza por nós. Eu procuro fazer isso todos os dias. E nas segundas-feiras vou ao túmulo dela levar minha prece e uma flor.

É preciso também viver para a família. No meu caso são cinco filhos, um genro e quatro noras, e onze netos (e agora, mais um a caminho). Eles precisam de nós e suprem a falta da pessoa amada. Nunca dei tanto valor a uma família numerosa como agora. Antes dela morrer, disse aos filhos: “Cuidem do seu pai!”. Então, todo cuidado comigo agora é pouco.

 

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Deus nos dá a chamada “graça de estado” para que possamos viver bem cada etapa da vida; de modo especial eu sinto esta graça de estado da viuvez que me ajuda a viver como Deus quer.

No meu caso, tendo uma vida intensa na Igreja, na Canção Nova, escrevendo livros, pregando, dando formação e aulas, viajando pelo Brasil, etc., prefiro não buscar um novo casamento. Sinto em Deus que é melhor eu viver o celibato, e uma vida meio parecida como de um monge da cidade, meio mergulhado no barulho. Mas, no meu “eremitério” isolado, partilho minha vida com Deus, com os familiares e amigos. Sempre estou mobilizado para ajudar algum deles. E isso dá um grande sentido a nossa vida e não nos deixa cair na solidão, depressão ou tristeza.

É claro que não é fácil viver sem uma esposa, sem vida sexual a qual estávamos acostumados; mas a graça de estado nos ajuda. E o viúvo não pode ficar buscando satisfação sexual de maneiras pecaminosas; seja por pornografia ou outros meios. Deus nos chama a viver a castidade em qualquer estado de vida casado ou solteiro. Isto é mais difícil para o homem do que para a mulher, mas com a graça de Deus, os Sacramentos da Igreja e a oração, isto é possível. É preciso se consagrar a Nossa Senhora e a São José, os patronos da castidade, e seguir o conselho de Jesus: “vigiai e orai!”. O viúvo, então, que não deseja se casar, tem de fazer uma oblação a Deus do seu estado de vida.

Mas sei que nem todos os viúvos podem ou querem viver assim; então, a Igreja autoriza que se casem novamente, desde que se casem na Igreja, recebendo o sacramento do matrimônio. Sabemos que a morte extingue o vinculo matrimonial, então, o viúvo é solteiro novamente. São Paulo disse que: “A mulher está ligada ao marido enquanto ele viver. Mas, se morrer o marido, ela fica livre e poderá casar-se com quem quiser, contanto que seja no Senhor” (1 Cor 7,39). “Quero, pois, que as viúvas jovens se casem, cumpram os deveres de mãe e cuidem do próprio lar, para não dar a ninguém ensejo de crítica” (1 Tm 5,14)”. “Mas a que verdadeiramente é viúva e desamparada, põe a sua esperança em Deus e persevera noite e dia em orações e súplicas” (1 Tm 5,5).

São Lucas nos mostra o caso daquela bela viúva de 84 anos, Ana, que com o velho Simeão adoravam o Menino Jesus. “Depois de ter vivido sete anos com seu marido desde a sua virgindade, ficara viúva, e agora com oitenta e quatro anos não se apartava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações.” (Lc 2,37).

Eu li na internet, no site acidigital.com, em 03 de maio de 2012, que na Espanha, um viúva de 70 anos, de Valença, mãe de três filhos e avó de cinco netos, entrou para um convento de irmãs franciscanas Clarissas contemplativas (fundada em 1212 por Santa Clara de Assis), onde fez votos perpétuos. Seu nome religioso é Célia de Jesus; e, antes de se consagrar vivia para ajudar os pobres. Seus filhos e netos assistiram. Muitas viúvas se tornaram santas e ajudaram muito o reino de Deus: Santa Isabel de Hungria, Santa Isabel de Portugal, Santa Angela de Foligno, Santa Luzia, Santa Paula, Santa Brígida; Santa Rita de Cássia, Santa Helena, etc.. Essas mulheres foram muito importantes para a Igreja. Portanto, os viúvos não têm que enterrar as suas vidas apenas dentro de casa.

 

Leia também: Como ficarão os casais na vida eterna?

Como superar as tristezas

Viver na presença de Deus

É no sofrimento que se descobre o sentido do casamento

 

Sei que muitos viúvos e viúvas não desejam um segundo casamento, então, é preciso continuar a viver bem. Para os que são cristãos, fica sempre a oportunidade de ajudar os filhos e a família, especialmente se já não precisam trabalhar profissionalmente. Nossos filhos e netos precisam de nossa ajuda. A vida moderna é dinâmica e exige muito deles; então, se temos tempo, é um bom serviço prestado a eles e a Deus.

A Bíblia fala muito das viúvas, e como Deus as ama, como no caso da viúva de Naim em que Jesus ressuscita seu filho (Lc 7,12). E vemos o caso maravilhoso da viúva Judite que salvou o povo de Israel de um massacre: “Judite ficara viúva havia três anos e meio” (Jd 8,4). “Despiu o seu vestido de viúva, para consolação dos que sofriam em Israel. Ungiu o rosto com essência perfumada…” (16,7), e que assim salvou o seu povo da morte.

Uma coisa importante a entender é que na Igreja não existe nem aposentados e nem desempregados. Sempre há trabalho no Reino de Deus para quem quer “servir ao Senhor com alegria” (Sl 99,2). Os viúvos e viúvas são pessoas maduras, muitos têm uma boa formação intelectual e podem ajudar muito a Igreja nas pastorais, sobretudo no Batismo, Primeira Comunhão, Crisma e Matrimônio. Os viúvos não podem “enterrar os seus talentos”; pois Deus vai nos cobrar isso. A Igreja precisa de nossa experiência, nossos lábios e nossas mãos. Quando nos colocamos a disposição de Deus, para servi-lo; logo Ele nos dá um trabalho adequado à nossa condição. E isso nos faz felizes.

Hoje eu posso dizer que trabalho ainda mais do que no tempo que eu não era ainda viúvo; pois hoje tenho mais tempo para as coisas de Deus. E isso me dá forças, alegria e vida.

O tempo da viuvez, em que normalmente se têm mais tempo, é uma oportunidade de viver mais a vida espiritual, aproveitando o silêncio e a meditação. Nunca como hoje eu posso me dedicar a isso; pois sem isso não é possível servir a Deus com alegria e eficácia. Jesus disse: “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15,5). Então, gaste seu tempo estudando a Bíblia, meditando com bons livros, fazendo caridade a quem pode, etc.. Se as pernas do corpo já não são ágeis, lembre-se de que o espírito não tem pernas. Este é o melhor tempo para nossa vida espiritual crescer.

São Paulo nos dá um ensinamento preciso na Carta aos coríntios: “É por isso que não desfalecemos. Ainda que exteriormente se desconjunte nosso homem exterior, nosso interior renova-se de dia para dia” (2 Cor 4,16). O mais importante é que nosso espírito cresça para Deus; pois todos nós vamos um dia para Ele. É verdade que nesta idade os sofrimentos podem aumentar por causa da idade avançada, mas o Apóstolo também nos lembra que: “A nossa presente tribulação, momentânea e ligeira, nos proporciona um peso eterno de glória incomensurável. Porque não miramos as coisas que se veem, mas sim as que não se veem . Pois as coisas que se veem são temporais e as que não se veem são eternas”. (2 Cor 4,17).

Afinal, todos nós temos de nos preparar para a morte, que não é uma tragédia, mas um encontro com o Senhor que nos ama. Santa Teresinha dizia: “Eu não morro, entro para a vida”. A Carta aos Hebreus nos lembra uma coisa muito importante: “Procurai a paz com todos e a santidade sem a qual ninguém pode ver o Senhor” (Heb 12,14). Isto quer dizer que ninguém entra no Céu sem ser santo; pois Deus é Santo, Santo, Santo. Então, devemos aproveitar esta bela idade dos cabelos brancos para buscar com mais determinação a santidade que nos abre as portas do Céu.

Mas eu cuido da minha saúde para viver bem, faço ginástica, caminhadas, ouço boas músicas, me alimento bem, para poder estar saudável e servir melhor a Deus e aos outros, não apenas para viver mais.

 

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Agora é tempo de rezar mais, eliminar os pecados que ainda não vencemos (soberba, orgulho, exibicionismo, gula, ira, inveja, maledicência, mentiras…) e amar mais as pessoas porque a “caridade é o vínculo da perfeição”. Não há nada mais triste do que um ancião sem juízo ou um jovem sem alegria.

Nada podemos levar para a outra vida; então, é tempo também de desapego das coisas materiais, do dinheiro. O Papa Francisco disse um dia que nunca viu um caminhão de mudança atrás de um enterro. Então, este é um tempo, como disse Jesus, de “dar de graça o que recebemos de graça” (Mt 10,10).

Qualquer que seja o nosso estado de vida, podemos ser felizes se vivermos em Deus e para Deus.

 

 

 

FELIPE AQUINO Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.



publicado por Luso-brasileiro às 17:45
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PAULO R. LABEGALINI - O PODER DA ARGUMENTAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Humildemente, um ratinho pediu licença para participar do bate-papo animado entre o cachorro buldogue e o gato angorá. Tendo o acesso permitido, fez a seguinte solicitação:

– Eu gostaria muito de tê-los como amigos para passearmos juntos. O que acham?

O cachorro se manifestou rapidamente:

– Não daria certo. Você é muito lento e não conseguiria nos acompanhar nas corridas.

Mas o rato insistiu:

– Isso não seria problema. Conheço atalhos subterrâneos que me levariam rapidamente aos lugares onde vocês forem!

– Você anda sempre sujo! Nem tem dono para lhe dar um banho! – disse o gato.

E o ratinho também conseguiu um argumento para isso:

– Com a amizade de vocês, deixarei os esgotos e passarei a estar mais limpo também!

A palavra voltou para o buldogue:

– Com o seu tamanho, eu poderia pisar sem querer em você e não pretendo ser acusado de maltratar os amigos.

Após algum silêncio, o angorá teve mais uma brilhante opinião contra a nova amizade:

– Quando estou com fome e quero variar a alimentação, procuro ratos para comer. Gostaria de ser o meu almoço?

Pacientemente, o camundongo respondeu:

– Olha, seu gato, tenho fugido do senhor porque nunca tive a oportunidade de ajudá-lo a conseguir uma boa alimentação. Se quiser, lhe indico uns açougues ótimos!

Conversa vai, conversa vem, e os dois maiores pediram mais tempo para pensarem na proposta que receberam. Logo na manhã seguinte, os três voltaram a conversar e o imponente cachorro falou:

– Amigo rato, a partir de hoje, você será considerado nosso fiel companheiro, desde que não nos traga mal cheiro nem alguns companheiros indesejáveis.

E para surpresa dos dois parceiros, o ratinho recusou:

– Vocês me convenceram que realmente não daria certo nossa amizade. Além de tudo que me disseram ontem, eu também não quero ter amigos briguentos durante o dia e, ainda, dormindo a noite toda. Vivo melhor sozinho!

Ouvindo isso, as pulgas que acompanhavam o cachorro e o gato, pularam imediatamente no camundongo, convencidas que, ficando com ele, os seus problemas também seriam menores: sem barulho, sem gente por perto, sem água e sem muita correria.

Bem, esta história serve para mostrar que, às vezes, nosso poder de argumentação ultrapassa as fronteiras previstas e ganham dimensões inimagináveis. Você viu que a intenção do rato era conquistar mais dois amigos, mas acabou convencendo também as pulguinhas. E a mesma argumentação que os animais usaram para rejeitar a amizade do ratinho, serviu para afastá-lo quando o aceitaram.

Portanto, não custa nada pensarmos melhor antes de excluirmos alguém do nosso meio, não? Caso contrário, quando quisermos reatar o bom convívio, pode ser tarde demais. Da mesma forma, quando tivermos oportunidades de testemunharmos as maravilhas do Reino de Deus, precisamos fazê-lo imediatamente e com convicção, pois evangelizar é a nossa maior missão na Terra.

Se alguém lhe dissesse que não é digno de servir a Deus, o que responderia? Santa Terezinha argumentou assim: “Ele não chama os que são dignos, mas os que lhe apraz”. E a mesma santa escreveu isto:

“Durante muito tempo perguntei por quê é que Deus tinha preferências, por quê é que as almas não recebiam todas o mesmo grau de graças, e espantava-me ao ver que Ele concedia favores extraordinários aos santos que O tinham ofendido, como S. Paulo e Santo Agostinho! Jesus dignou-se instruir-me acerca deste mistério. Pôs diante dos meus olhos o livro da natureza e compreendi que todas as flores que Deus criou são belas.

Ele quis criar os grandes santos que podem ser comparados aos lírios ou às rosas; mas criou também os mais pequenos e esses devem contentar-se em ser margaridas ou violetas, destinadas a alegrar o olhar do bom Deus quando Ele as pisa. A perfeição consiste em fazer a Sua vontade, a ser o que Ele quer que sejamos.”

E então, não foi convincente a explicação da doce Terezinha do Menino Jesus? Aliás, as explicações mais simples são as mais verdadeiras e aquelas que suscitam maior credibilidade. Quando temos que falar muito para convencer alguém, fica mais difícil, concorda? E quanta gente Santa Terezinha está convencendo até hoje!

O próprio Jesus quando chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser um cajado, e disse-lhes também: “Em qualquer casa em que entrardes, ficai nela até partirdes dali. E se não fordes recebidos numa localidade, se os seus habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles”. Eles partiram e pregavam o arrependimento, expulsavam numerosos demônios, ungiam com óleo muitos doentes e curavam.

Nenhum argumento podia impedi-los de praticar o bem! Isso também poderia acontecer conosco se...

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.

 



publicado por Luso-brasileiro às 17:37
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - CASAMENTO DE AMOR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Apesar de ser filho de humildes camponeses, e ter estudado: primeiro, auxiliado pela Igreja; depois, à sua custa, Salazar nutria certa simpatia pelo regime monárquico – talvez, considerasse que era o único que garantia a unidade e a felicidade do povo.

Essa inclinação nunca o levou, ao invés do Generalíssimo Franco, a implantar, no seu país, a monarquia, preferindo a república.

Chegou-me, às mãos, curioso artigo de: Manuel Viterbo, publicado no “ Jornal de Abrantes” – 8/10/94 –; na época, sob a direção do meu amigo e grande jornalista Fernando Martins Velez, que relata, pormenorizadamente, como se realizou o casamento do Senhor Dom Duarte Nuno, com sua prima, a Senhora Dona Maria Francisca de Orleães e Bragança (Alteza Real e Imperial; Princesa do Brasil; e após o casamento: Duquesa de Bragança.)

Conhecedor, que o Senhor Dom Duarte, apesar da idade, ainda não se casara – nesse tempo contraia-se matrimónio, em regra, antes dos trinta anos, – Salazar resolveu chamar o “ Conselho de Nobreza”, para perguntar, se o Príncipe herdeiro pretendia casar brevemente, visto ser sua intenção levantar a Lei do Banimento, à Família Real.

Como lhe disseram que entre as princesas europeias, nenhuma despertara o seu interesse, o Presidente do Conselho sugeriu a ida ao Brasil, onde havia princesa em idade de casar.

A sugestão foi aceite.

Em Maio de 1942, Dom Duarte Nuno – depois de ter sido recebido pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, – seguiu rumo ao Rio de Janeiro, acompanhado pela: Infanta Dona Filipa, Conde de Almada, João Amaral, Conde de Castro e Marquês de Abrantes, com destino a Petrópolis, onde residia a Senhora Dona Isabel de Orleães e Bragança e seus filhos: Teresa, Maria Francisca, João e Pedro.

Uma vez em Petrópolis, o Senhor Dom Duarte Nuno, em lugar de se deixar encantar pela princesa mais velha, como era esperado, afeiçoou-se, pela mais nova; e tão enamorados ficaram, que resolveram casar decorridos seis meses.

 

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Matrimoniaram-se na Catedral de Petrópolis. Foram padrinhos: o Príncipe Dom João de Espanha, representado pelo Conde de Almada e pelo Conde de Castro, a Rainha Dona Amélia, e o Conde de Paris.

Presentes, entre outros, na cerimónia religiosa, estiveram: o Núncio Apostólico, os Prefeitos do Rio de Janeiro e de Petrópolis; a mulher do Presidente da República do Brasil, o embaixador de Portugal, o Conde da Covilhã, o Marquês de Pombal,  o Barão de Saavedra e vários ministros do governo brasileiro, e muito povo.

Os recém-casados – depois de terem vivido na Suíça, – vieram para Portugal, passando a residir (1953), na Quinta da Madalena, gentilmente cedida pelo Dr. Júlio Calheiros.

 

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Rapidamente, o régio casal. Granjeou a simpatia de todos, tornando-se muito queridos da população gaiense.

Contribuiu, para isso, a afabilidade com que recebiam todos que deles se abeiravam, e o interesse que mostravam, pelos problemas daqueles que lhes solicitavam auxílio.

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 17:36
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JORGE VICENTE - FOLHAS DE OUTONO

 

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JORGE VICENTE    -   Fribourgo, Suiça

 

 

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 Horário das missas em, Jundiai ( Brasil):

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?opcoes=cidade_opcoes&uf=SP&cidade=Jundiai&bairro&submit=73349812

 

 

 Horário da missas em São Paulo:


http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=12345678&p=12&todas=0

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=5a348042&p=4&todas=0

 

 

 Horário das missas na Diocese do Porto( Portugal):

 

http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_paroquias&view=pesquisarmap&Itemid=163

 

 

 

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VFCAP será aplicado em Lisboa

 

 

 

Nos dias 28, 29 e 30 de outubro de 2016, em Lisboa, capital de Portugal, será promovido o Programa de Ação Colaborativa (PAC) da Família Vicentina, cuja sigla em inglês é VFCAP (Vincentian Family Collaborative Action Program). O evento acontecerá nas dependências da Casa das Filhas da Caridade, situada na Avenida Marechal Craveiro Lopes, nº 10.

 

O PAC é um curso de capacitação para os diversos ramos da Família Vicentina em Portugal. Fazem parte da programação as seguintes palestras: “O Vicentino como Visionário”, “O Vicentino como Catalisador”, “O Vicentino como Colaborador”, “O Vicentino como Servidor” e “O Vicentino como Contemplador”.

 

Até a presente data, há 38 inscritos oriundos dos diferentes ramos vicentinos presentes em Portugal, como a Associação Internacional de Caridades, Congregação da Missão, Sociedade de São Vicente de Paulo, Juventude Mariana Vicentina, Associação da Medalha Milagrosa e Filhas da Caridade.

 

Além dos portugueses inscritos, um vicentino de Moçambique estará presente com a finalidade de levar os conhecimentos para os países lusófonos da África.

 

A equipe de palestrantes é composta por vicentinos do Brasil: Ada Ferreira (SSVP), José Hailton Coelho (SSVP), Padre Edson Fred (CM), Sumaia Sahade Araújo (AIC) e Renato Lima (SSVP).

 

Pedimos as orações de todos pelo êxito do “PAC Portugal 2016”. Mais informações: famvin.renatolima@gmail.com.

 

 

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NOVIDADE LITERÁRIA

 

"Guiné: Crónicas de Guerra e Amor" 

 

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Poderão ser muitas as interpretações sobre esta obra, para mim, enquanto editor, direi que é mais um contributo para a compreensão desse longo período histórico, que desembocou numa guerra, como todos nós sabemos, onde o autor combateu em nome de uma Pátria, mas onde nunca perdeu o sentido humanista que o caracteriza e que é timbre dos melhores.

 

António Lopes

 

Lema d'Origem - Editora, Ldª
NIPC: 509 059 473
E/ editora@lemadorigem.pt
URL/ http://lemadorigem.pt

Facebook: https://www.facebook.com/LemadOrigem
 
 
 
 
 
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ACABA DE SAIR

 

 "Leva-me Contigo, a senhora S & outras histórias"

 

 

de

 

REMISSON ANICETO

 

 

 

 Publicado pelos competentes Tonho França e Wilson Gorj (Editora Penalux, 220 páginas, 14×21 – R$ 40,00),  apresenta 23 contos e crônicas numa linguagem leve, fluida e emocionante.

 
Com prefácio de Angelo Mendes Corrêa, texto recomendação de Daniella Basso e orelha de Plínio Camillo, eis um livro que nasceu lentamente, sem a mínima pressa, quase a conta-gotas (ou seria melhor a conta-letras?), vindo cada conto a lume somente depois de medido e pesado, com todas as suas proporções minuciosamente calculadas para que pudesse se apresentar ao leitor da melhor forma possível.
 
Um ator que não consegue dissociar sua vida conjugal das suas atuações no palco; um homem que sonha ser amante e defensor de todas as mulheres e outro que firma um acordo com o Diabo; um padre apaixonado pela modelo Gisele Bündchen; um candidato a deputado extremamente sincero;  um reino onde qualquer manifestação de alegria era severamente castigada; um menino índio que descobre uma forma inusitada de se proteger das maldades do homem branco…
 
Esperando atender às expectativas de quem lê, transitando entre a seriedade e o humor e com uma linguagem clara e cadenciada, as histórias cuidadosamente selecionadas para esta edição abordam variados temas do nosso cotidiano, como a vida e a morte, o amor e o desamor, o casamento, a sexualidade, a solidão, a intolerância, a política, a loucura, os sonhos, a infância, a crise da água e muitos outros.
 
Sugestivamente, Leva-me Contigo, a senhora S & outras histórias pede colo e em seguida oferece abrigo, passando por tantos caminhos que fizeram, fazem e farão parte da vida de muitos de nós.
 
Livro Leva-me Contigo, a senhora S & outras histórias, de Remisson Aniceto – contos e crônicas – R$ 40,00 (Editora Penalux – 220 páginas: 14×21)
 
Disponível a partir de Outubro/2016 emwww.editorapenalux.com.br/loja
 
 
Pedidos: vendas@editorapenalux.com.br
 
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10209831635929501&set=a.3600145044196.2167329.1290641951&type=3&theater
 
 
 

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Será publicada, gratuitamente,uma referencia,a todas às obras, cujos autores informarem o seu lançamento.

É favor enviar  pequeno texto, sobre o conteúdo do livro.

 

 

 



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Domingo, 16 de Outubro de 2016
ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - PECULIARIDADES DO ESPÍRITO FRANCÊS

     

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

              

Os franceses são, há vários séculos, extremamente tendentes para o “chauvinismo” - ou seja, para a tendência a desprezar como inferiores outros povos e outras culturas, a ponto de, em seu próprio idioma, designarem como “là bas” (lá embaixo) a outros países. Um francês com toda a naturalidade se refere à Espanha, à Inglaterra, à Itália ou à Holanda, como “là bas en Espagne”,  “là bas en Angleterre”, “là bas en Italie” ou “là bas aux Pays-Bas”. Paradoxalmente, os franceses sempre se mostraram particularmente impressionáveis pelo exotismo de povos remotos, incorporando com relativa facilidade esses elementos a sua arte e a sua cultura. Recordemos alguns episódios exemplificativos:

1) As porcelanas mais refinadas da França, de Sèvres e de Limoges, incorporaram no século XVII e XVIII modelos imitados do porcelanato chinês, nas formas e nas cores. O relato, feito nas memórias do Duque de Saint-Simon, da visita dos primeiros negociantes chineses que foram vender seus produtos na corte de Luís XIV é muito expressivo, nesse sentido. Num primeiro momento, toda a Corte e a alta burguesia de Paris zombou das “esquisitices” orientais que aqueles bisonhos negociantes com enormes rabichos de cabelo procuravam vender; mas, fascinadas pela beleza e pela altíssima categoria daqueles produtos do gênio oriental, não só os comprou, mas passou a imitá-los sistematicamente. Daí nasceram as expressões “chinoisérie” (chinesice) e “bleu-de-Chine” (azul da China), para designar o porcelanato feito na Europa em estilo chinês e um matiz especial do azul, frequente nos pratos orientais e imitado pelos fabricantes franceses e, logo a seguir, pelos ingleses.

2) Quando a Princesa Francisca de Bragança, irmã do nosso Imperador D. Pedro II, casou com o Príncipe de Joinville, filho do Rei Luís Filipe, da França, sua chegada despertou enorme sensação. Passou-se algo análogo com o que ocorrera com os negociantes chineses. Num primeiro momento, tentaram zombar dela, como uma princesinha meio tupiniquim, proveniente de um império exótico, cheia de manias estranhas (como, por exemplo, a de curar resfriados fazendo “canja” não de galinha, mas de papagaio...). No entanto, a beleza, o charme e a finura de educação da nova Princesa de Joinville logo conquistaram a admiração e os corações dos franceses, de modo que em pouco tempo ela tinha se transformado numa das mais importantes e influentes damas da Corte francesa.

3) Pouca gente sabe, mas existe na França, e até hoje é consumido, um vegetal de procedência americana, designado como “topinambour”. É uma raiz comestível, vagamente parecida com o nabo, mas de cor avermelhada, segundo parece com propriedades nutritivas e medicinais muito acentuadas. Tentei empenhadamente encontrar no Brasil esse vegetal, durante muito tempo, sem encontrar. Julgo ter sido mais provavelmente levado, para a França, de algum outro país da América, e ter recebido o nome de “topinambour” precisamente por efeito da “tupinambização” de que falou Lestringant em artigo que já comentei nesta coluna...

4) Já no século XVI, os papagaios brasileiros causavam verdadeiro assombro aos franceses. A historiadora inglesa Elaine Sanceau fala, em várias de suas obras, do intenso tráfico de papagaios, araras e outros psitacídios, efetuados por piratas e corsários franceses nas mesmas embarcações que conduziam pau-brasil para a Europa. Sanceau se refere até mesmo a certo navio francês capturado pelos portugueses perto de Gibraltar, no qual encontraram mais de 200 papagaios. Foram levados para Portugal e ali vendidos por alto preço, como curiosidade, pois alguns deles já sabiam falar francês... Até hoje é muito rentável, se bem que arriscado e punido severamente, o tráfico de papagaios, ou de ovos fecundados de papagaio, para a França. Li há tempos que um papagaio chega a alcançar o valor de 2 mil euros, na França.

Todos esses fatos mostram a impressão profunda e a influência que o Brasil exótico dos Tupinambás exerceu e continua exercendo na França.

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS, é historiador e jornalista profissional, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 19:45
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JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - HOMENAGEM AOS MÉDICOS QUE HONRAM A PROFISSÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebra-se a 18 de outubro o Dia do Médico, em reverência ao evangelista e médico Lucas. Um momento para louvarmos os verdadeiros  profissionais que se revelam em instrumentos de ligação entre a coletividade e a consolidação de um dos direitos fundamentais do ser humano, ou seja, a saúde e o bem-estar, assegurados a todos os cidadãos, sem quaisquer distinções. Diz-se, por isso, que se impõe a eles um compromisso com a educação continuada, já que o conhecimento, a avaliação e a compreensão dos avanços e inovações da ciência médica, devem ser aplicados em benefício de seus assistidos.

Os bons médicos, por isso, se empenham na luta incessante por melhor qualidade de vida, seja na prevenção, seja no tratamento das mais diversas moléstias. Com efeito, se a dor é inerente à condição humana, não é menos verdadeira que vencê-la tornou-se um dos objetivos mais desejados e perseguidos pelo homem desde os primórdios de sua existência. De qualquer ângulo que se olhe, trata-se de uma preocupação compreensível. Do ponto de vista do paciente, mais que um alívio, esse combate representa possibilidade de mesmo enfermo, ter a oportunidade de uma vida mais digna e mais próxima da normalidade. Do lado do médico, há a realização em minimizar ou curar o sofrimento, carreando-lhe sinais da mais profunda solidariedade e de dedicação.

No entanto, muitas vezes são asfixiados por um sistema de saúde pública indigente, perdulário e injusto; oprimidos por entidades privadas de assistência médica que cerceiam sua autonomia e impõem restrições perigosas às ações médicas; são em determinadas circunstâncias tolhidos de sua vida própria, pois preparados para servir a humanidade visam atingir os mais elevados níveis de cuidados, não conseguindo obedecer a horários definidos; são vítimas de vícios estruturais e sofrem com o acesso dificultado das pessoas em filas nos postos e instituições, com a marcação de milhares de consultas em pequenos períodos e com hospitais com tecnologia desatualizada e sucateada, restringindo ou mesmo impedindo o bom atendimento. Nem sempre podem se atualizar, muitas vezes em decorrência do excesso de horas de trabalho mal remunerado, que impede disponibilidade de tempo e recursos econômicos para sua imprescindível reciclagem.

 E assim, mesmo diante das dificuldades, a maioria exerce a medicina na sua dimensão mais sublime, envolvendo circunstâncias que originam outorgas de respeito, acatamento, solidariedade e assistência.

 

16 de outubro. DIA DA ALIMENTAÇÃO

 

Se quisermos uma sociedade onde o viver e o convívio sejam os valores máximos, faz-se necessário um esforço maior em dar a todos iguais possibilidades de participação. A fome se revela num agravo à consciência ética da humanidade. Não por acaso a Declaração Universal dos Direitos do Homem dispõe que o alimento é condição indispensável à vida e à cidadania, ao que se poderia acrescer, também à liberdade. Assim, permanecem plenamente atuais as palavras de Adlai Stevenson, que “um homem com fome não é um homem livre”. E seja qual for o entrave que tolhe a liberdade dos indivíduos, é sempre um empecilho ao desenvolvimento dos seres humanos e à plenitude da vida. A FAO, órgão da ONU para a alimentação e a agricultura, escolheu o dia 16 de outubro, aniversário de sua criação ocorrida em 1945, como o DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO, visando destacar a importância dos gêneros alimentícios à qualidade de vida das pessoas em todo o planeta.

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com).



publicado por Luso-brasileiro às 19:37
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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - MEUS MESTRES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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            Todos os anos, quando se aproxima o dia dos professores, algumas lembranças especialmente me vem à mente, trazendo-me recordações dos muitos mestres que, ao longo da minha vida acadêmica, cruzaram meu caminho. É fato que nem todos conquistaram um lugar nas minhas memórias, tampouco no meu coração, mas hoje, também exercendo o magistério, sei que isso se deve mais a condições alheias à vontade deles do que a qualquer falha que pudessem ter como professores.

            Não é fácil ensinar. Requer sim muita vocação e amor pelo que se faz. Isso, contudo, não basta, pois é necessário que na outra ponta dessa relação haja alguém disposto a aprender, mesmo que com alguma relutância. Nem sempre o vínculo do aprendizado consegue se formar, sobretudo em tempos nos quais o professor compete com conteúdos múltiplos e descompromissados, acessáveis via computadores e celulares em sala de aula. Por isso, ensinar é um sacerdócio. Aprender, de outro lado, é um privilégio.

            Eu gostaria de, a essa altura da minha vida, ser capaz de me lembrar dos nomes de todos aqueles que, com amor e dedicação, esforçaram-se para contribuir com a minha aprendizagem. Tenho, por outro lado, o pódio daqueles com os quais mais tive afinidades e, sobre eles, mais dia menos dia, individualmente, acabarei tecendo minha homenagem escrita. Hoje, nesse espaço que tenho, rendo minha gratidão aos professores da minha na pessoa da minha mãe, Elizabeth, que não apenas aniversaria no dia 15 de outubro, dia em que se comemora o Dia dos Professores, como foi a primeira e mais importante professora da minha vida.

            As mães, naturalmente, ensinam aos seus filhos as habilidades das quais eles irão precisar para viverem em sociedade, para serem capazes de sobreviver mesmo que elas não possam mais abriga-los sob suas asas. Desse aprendizado minha mãe igualmente se encarregou, mas fez muito mais do que isso. Aprendi com minha mãe como ser mulher, como ser caridosa, como me atentar a detalhes cotidianos que hoje sei entender a importância e a diferença que fazem nas relações familiares e sociais.

            Tenho minha mãe como modelo de conduta nos relacionamentos, pois jamais a vi ser ríspida, grosseira ou mesmo gritar com ninguém. Cresci sem presenciar uma única discussão entre meus pais e estou certa de que elas naturalmente deveriam ocorrer, mas eu e minhas irmãs fomos poupadas de qualquer cena nesse sentido. Cordial e simpática com todos os parentes, fossem os dela, fossem os do meu pai, ela também sempre esteve disposta a ajudar aos amigos e a quem lhe pedisse ajuda.

            Minha mãe me ensinou que a misericórdia e a caridade não são somente virtudes, mas obrigações de quem vive em sociedade. Com ela, desde tenra idade, visitei creches, asilos, hospitais e além da ajuda material, ela sempre carregava a tiracolo um sorriso de menina. Minha mãe, como qualquer ser humano, não é perfeita, mas tem um coração do tamanho do mundo, do mundo no qual eu nasci e fui acolhida.

            Ela ensinou-me também que não se vai à casa de alguém sem levar alguma coisa, bem como que não se deixa o anfitrião sozinho para arrumar tudo o que fica após um encontro entre amigos ou uma festa. Com ela eu aprendi que as ajudas mais singelas podem ser as mais valiosas, sobretudo porque são destituídas de outros interesses. Entendi, através das lições que dela aprendi pelos exemplos, que ser bom é melhor do que estar certo e que ser gentil é mais importante do que conhecer todas as regras de etiqueta.

            Da minha mãe herdei o amor pela terra, pelas plantas, pela natureza. É dela a minha vontade de mexer com lápis e tintas. Foi dela que recebi o gosto pela poesia e foi para ela que escrevi, aos nove anos, meus primeiros versinhos. Dela sou uma parte que tenta ser o todo, que se espelha como mulher, que almeja ser tão imensa de amor como ela é.

            Certa feita li uma frase, de cuja autoria não me recordo, que era mais ou menos assim: “antes eu tinha vários problemas; agora que minha mãe morreu, eu só tenho um”. Essa frase marcou-me a alma a ferro, pois sei que, no dia irremediável das ausências, só isso irá me importar e para todo o sempre.

            Hoje, contudo, ela está por perto, ao alcance de um toque de telefone ou de algumas horas de viagem e é para ela que dedico não somente esse texto, minha homenagem aos professores, mas toda a minha vida!  Minha primeira professora, Elizabeth, minha mãe, amo você...

 

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo.  -  cinthyanvs@gmail.com

 

             



publicado por Luso-brasileiro às 19:30
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RENATA IACOVINO - QUEM RESPONDE ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            A facilidade e a rapidez contidas na comunicação da era em que vivemos é algo surpreendente.

            Não faz tanto tempo assim que fazíamos uso do telégrafo, fac-símile, missivas, e tudo isto parecia ser a maneira mais evoluída de nos comunicarmos. Aparatos hoje obsoletos. O telefone ainda não caiu em desuso, mas sua metamorfose o faz sobreviver devido à mobilidade e à flexibilidade nele empregadas.

            Algumas conversas, atualmente, por meios virtuais, algumas vezes, são realizadas mais com símbolos e abreviações do que com frases. E esta nova linguagem chega a abreviar pensamentos, diálogos. Tudo parece convergir para sínteses, por mais complexo que seja o assunto.

            A sensação é de que a importância e o significado dos sinais de pontuação também passaram por alguma modificação... Ou simplesmente são desprezados em sua verdadeira importância!

            Pontos de interrogação são trocados por pontos de exclamação; vírgulas são as mais esquecidas, ou lembradas em momentos inadequados; reticências chegam a ser tão reticentes que levam pontinhos a mais... ou tentam acobertar uma ausência de opinião.

            Mas o que está mesmo fora de moda é a acentuação. Ou não se usa, ou é utilizada em excesso. Crase onde não tem, acento agudo ao invés de crase, e assim vamos nos comunicando (?).

            Tudo bem (ou nem tanto assim) que isto não é culpa exclusiva da praticidade da tecnologia. Ela serve de instrumento para evidenciar nossos erros e... distrações???

            Mas um fato que me desperta curiosidade é a falta de resposta. Como assim? Assim: hoje os acessos são bem mais rápidos e fáceis, até. É possível estabelecermos um contato quase que imediato com alguém que, outrora, demoraríamos semanas, ou meses, para conseguir. No entanto, a não resposta atinge um alto índice. E igualmente ocorre quando nos comunicamos com alguém próximo a nós. Então fico imaginando se, pessoalmente, eu fizesse a pergunta para alguém que não me responde virtualmente... o que esta pessoa faria? Viraria as costas, como se eu não estivesse me dirigindo a ela? A ausência da presença propicia esse vácuo.

            Má educação? Faz parte da ética (?) da comunicação virtual?

            É... pode ser. Mas creio que não há uma única resposta. Quem responde?

 

 

 

RENATA IACOVINO, escritora e cantora / www.facebook.com/oficialrenataiacovino/

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 19:26
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