PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sábado, 21 de Janeiro de 2017
MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - DIREITOS DO NASCITURO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Após, no final de novembro do ano passado, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidir sobre descriminalizar o aborto no primeiro trimestre de gravidez, comenta-se que o tema será destaque em 2017, com gente, conforme acontece, esbravejando que a mulher é dona de seu corpo e que devem ser protegidos os seus direitos sexuais e reprodutivos, bem como a sua autonomia, a integridade psíquica e física e a sua saúde. É preciso ter claro, no entanto, que, biologicamente, a criança não é parte do corpo de sua mãe, é um hospede apenas. O óvulo fecundado pertence ao gênero humano, tem código genético diferente de seus genitores; um patrimônio genético único. Alega-se, ainda, na justificativa, da Primeira Turma do STF, com base no voto do ministro Luís Roberto Barroso, que a mulher pobre, em relação ao aborto provocado, submete-se a procedimentos inseguros, com aumento da morbidade e da letalidade. O caso julgado tratou da revogação de prisão de cinco pessoas detidas em uma clínica clandestina de aborto no Rio de Janeiro, dentre elas médicos e outros funcionários.
Não posso ser indiferente ao tema, pois os excluídos e os mais frágeis sempre me comoveram e seus direitos foram e são motivo de algumas lutas nas quais me engajei. Se não fosse dessa forma, não teria sido voluntária, junto a orfanatos locais, dos meus 13 aos 17 anos.  E muito menos teria me envolvido, há 35 anos, com mulheres em situação de vulnerabilidade social.
Não questiono sobre o tipo de pena – cadeia ou trabalho voluntário - para quem colabora e para quem interrompe voluntariamente a gestação. Mas não deixa de ser crime provocar a morte, no ventre materno, de um bebê a caminho, pois todo ser humano inicia-se na fecundação. É a lógica da crueldade, da covardia, que cala, de maneira sinistra, quem não consegue se defender.
Alguns que levantam a bandeira do direito deste ou daquele segmento, em relação a um dos mais frágeis dos frágeis, os de vida intrauterina, clamam para que o “deletem”. Culpa da mulher, do pai da criança, da cultura da morte que se alastra e da sociedade que vive de aparências.
O mais lógico seria a luta pela concessão de direitos ao nascituro desde o seu primeiro instante.
É claro que o pai e a mãe de uma criança que está por vir são mais fortes do que o pequenino. Na defesa dos mais fracos, fico com o bebê.

 

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.


 



publicado por Luso-brasileiro às 19:00
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JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - POETA é TAMBÉM AQUELE QUE SENTE A POESIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há muito tempo que curto um hábito saudável: levanto e após minhas orações, leio uma poesia de boa qualidade que escolho entre as muitas existentes, quer seja de autores consagrados ou desconhecidos, quer de locais ou regionais.  A manhã acaba florescendo com tamanha aptidão de viver, que os dias quase sempre são extremamente maravilhosos.  Nesse momento, lembro-me de Clarice Lispector que afirmava “a palavra é meu domínio sobre o mundo”. Com efeito, através dela, não só flutuo sobre a criação alheia, como compartilho minhas, em redes sociais, o que propicia muitas vezes um encontro de sentimentos, dores, alegrias, tristezas, saudades e tantas outras circunstâncias que fomentam nossa subjetividade.

         É por isso que adoro escrever e ler, e como na maioria das vezes minha inspiração não se concretiza em versos, aproprio-me da ode terceiros, repleta de coisas delicadas, com ritmo e harmonia típicos dos poetas que imortalizam tudo o que há de melhor e de mais belo no mundo;  românticos que se revelam aos outros, sem receio de serem incompreendidos em seus sonhos, aspirações, desejos e principalmente, emoções.

         Nesse aspecto, invoco a singeleza de Cora Coralina: “Poeta, não é somente o que escreve. É aquele que sente a poesia, se extasia sensível ao achado de uma rima à autenticidade de um verso”. Todos os que admiram esse gênero literário, com certeza, exercitam suas almas aproximando do próprio íntimo, sem pudores com o materialismo. Extravasam o espírito, sem se consumirem integralmente. Renovam-se a diferentes leituras na incessante procura de uma vida melhor.

         Celebra-se a 14 de março  o Dia Nacional da Poesia no Brasil, em  homenagem a Antônio Frederico de Castro Alves, nascido nessa data  1847e que se consagrou como o poeta dos escravos por ter lutado e defendido arduamente a abolição da escravatura no Brasil. Um ótimo momento para homenagearmos todos que se dedicam a essa deslumbrante forma de arte transmitida pela escrita na qual revelam suas  interioridades e pensamentos, com o poder de modificar a realidade, segundo as próprias percepções, aliando  beleza e  encanto, com a supremacia das concepções criativas.

Que Deus abençoe os poetas e os ajudem a permanecer difundindo seus trabalhos, fazendo da poesia uma das expressões artísticas mais populares em que permeada por seu lirismo característico, enriquece sobremaneira a profícua literatura brasileira. Numa reverência a comemoração de ontem, invocamos “Soneto da Separação” de Vinicius de Moraes: “De repente do riso fez-se o pranto/ Silencioso e branco como a bruma/ E das bocas unidas fez-se a espuma/ E das mãos espalmadas fez-se o espanto.// De repente da calma fez-se o vento/ Que dos olhos desfez a última chama/ E da paixão fez-se o pressentimento/ E do momento imóvel fez-se o drama.// De repente, não mais que de repente/ Fez-se de triste o que se fez amante/ E de sozinho o que se fez contente.// Fez-se do amigo próximo o distante/ Fez-se da vida uma aventura errante/ De repente, não mais que de repente”.

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é  advogado, jornalista, escritor e professor universitário. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com).

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 18:56
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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - SOBRE A REFORMA DO ENSINO MÉDIO -3

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 1962, o governo esquerdista de João Goulart promulgou a primeira das várias Leis de Diretrizes e Bases do Ensino, propondo uma transformação radical, gizada, segundo constou, por Darcy Ribeiro. A meta era democratizar o ensino. Desde logo foi abolido o Latim e foi intensificado o ensino de “ciências aplicadas”. Para sete anos depois, previa-se a modificação, também, do ensino de nível médio.

Eu, pessoalmente, sofri muito com essas mudanças. Já não peguei Latim no Ginásio (feito de 1965 a 1968), falta que lamento profundamente, e que precisei remediar estudando e aprendendo o Latim por conta própria. E, exatamente quando concluí o Ginásio e deveria ingressar no Clássico, fui forçado a entrar num curso médio novo, chamado Colegial, que me obrigou a suportar dois anos de Matemáticas, Químicas, Físicas e Biologias que eu detestava... Fiz parte da primeira geração de alunos que não puderam mais optar por fazer o Clássico ou o Científico.

É interessante notar que a grande reforma do Ensino feita pelo Regime Militar, tido geralmente como “de direita”, reforma que foi desastrosa e desmantelou o ensino público tradicional, foi inteiramente gizada pelo governo “de esquerda” de João Goulart. Isso, pouca gente sabe e comenta hoje em dia, mas é verdade. Como dizia o Y-Juca Pirama, posso dizer e sempre digo: “meninos, eu vi”...

Ao longo dos anos 1970 e 1980, cada vez mais foi decaindo o Ensino Público, ao mesmo tempo que subiam propagandisticamente todos os índices de escolarização do povo brasileiro. Era um progresso meramente quantitativo, que disfarçava uma lamentável decadência qualitativa. Foram se multiplicando os casos de “analfabetismo funcional”, com pessoas que passaram 8 ou mais anos em escolas, aprenderam a ler mas não conseguem ler mais do que letreiros de ônibus, placas de ruas ou slogams de propaganda. São incapazes de ler e entender textos escritos de 15 ou 20 linhas.

Depois do fim do regime militar, em 1985, tivemos a redemocratização do Brasil, mas infelizmente não foram corrigidos os erros do passado recente; pelo contrário, foram ainda mais acentuados. Desde então, o analfabetismo funcional se intensificou e generalizou, e assistiu-se a uma criação enorme e desordenada de cursos superiores, que diplomam em série pessoas que, “nos tempos de Capanema” não obteriam sequer diploma de Ginásio... A situação não mudou com a Constituição de 1988, muito embora esta tivesse, no seu texto, incorporado a afirmação categórica de que é obrigação do Estado ministrar o Ensino e que é direito de todo brasileiro receber educação pública e gratuita, nos níveis e nas faixas de idade previstas por lei.  Tampouco mudou com a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação, promulgada pelo Governo Fernando Henrique Cardoso em 1996, e mais tarde, já no Governo Lula, em parte modificada.

Eu atualmente leciono num curso universitário de Pós-graduação lato sensu e encontro, por vezes, alunos que não têm a menor capacidade para ler e entender um texto, menos ainda para redigir um texto próprio. E já passaram pelos ciclos anteriores de ensino e concluíram um curso superior! Como passaram, isso não sei nem posso saber...

A débâcle do ensino no Brasil é, hoje, incontestável. Em todos os exames internacionais, comparativos de desempenho de alunos de muitos países, conquistamos o primeiro ou o segundo lugar... de baixo para cima! Ou seja, somos sempre o último ou o penúltimo colocados.

Modismos pedagógicos, como por exemplo o nefasto “construtivismo”; modismos ideológicos, como a tal “pedagogia paulofreiriana”; uma pretensa “democratização” mal entendida; a proibição de aplicar nas escolas princípios meritocráticos, porque “lesivos dos direitos” dos não merecedores; a proibição de se aplicar, nas escolas, uma boa disciplina – tudo isso contribuiu para destruir o ensino brasileiro.

A minha geração (tenho 62 anos), que estava na adolescência quando ocorreu a revolta de maio de 1968, na Sorbonne, assimilou infelizmente a ideia de que todos têm direitos ilimitados a fazer o que bem entendem (o lema dos revoltosos era precisamente este: "É proibido proibir."), e que todos têm, portanto, o direito de não cumprir os próprios deveres... Essa ideia foi a que inspirou todo o ensino nas últimas cinco décadas. Deu no que deu... É claro que, na escola anterior, nos tempos do Capanema, havia muita coisa errada, que por vezes se excedia no rigor, que muitos alunos sofriam com o sistema. Eu mesmo sofri. Mas a escola funcionava.

Que podemos fazer agora, para remediar tantas décadas perdidas?

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS, é historiador e jornalista profissional, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

 



publicado por Luso-brasileiro às 18:50
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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - MUCHAS GRACIAS

 

 

 

 

 

 

 

 

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Se dependesse da minha vontade eu já conheceria muitos lugares do mundo. Embora eu nao tenha um espírito aventureiro, sendo uma pessoa que, no dia a dia, aprecia mais a estabilidade das coisas, a seguranca da minha casa, gosto de conhecer lugares e culturas diferentes. infelizmente, entretanto, o meu desejo de viajar, de globalizar meu conhecimento sobre lugares e pessoas acaba sendo tolhido por questoes como trabalho e condicoes financeiras. Aos poucos, porém, conforme vou me organizando, vou ampliando meus horizontes.
E foi assim, pagando em varias prestacoes que vim parar no Uruguai. Nesse momento em que escrevo, estou na cidade de Montevideo, na recepcao do hotel no qual me hospedo, usando um dos computadores da recepcao, já que me esqueci de trazer notebook ou tablet. Registro que, para isso, estou sofrendo um pouco: nao consigo encontrar,  no teclado, como colocar a cedilha e nem alguns acentos. Contarei, nesse tocante, com a boa vontade dos revisores dos jornais que publicam meus textos, para que me facam o favor de, antes de publicar esse, fazerem as correcoes necessárias. Caso voce leitor, esteja lendo sem essa correcao, peco que me perdoe, mas nao encontrei meios de digitar corretamente. 
Pois bem, a língua nao se apresentou como barreira ao menos. Durante minha vida acabei estudando espanhol e, pela semelhanca com o portugues, se os uruguaios tem a caridade de falar um pouco menos rápido, é possível entender e se comunicar sem maiores problemas. Desse modo, televisao, rádio e informacoes escritas sao decifráveis com alguma atencao.
Achei o Uruguai, pelo que vi até o momento, um país bem diferente do Brasil em vários sentidos. Aqui há uma campanha séria pela reducao do sódio na alimentacao e, para quem é acostumado com comida mais salgada, tudo parece meio sem gosto. Acredito, inclusive, que essa reducao seja a responsável pela forma física dos uruguaios, já que a populacao quase nao tem obesos, sobretudo obesos severos. 
No verao, aqui em Montevidéu (nao sei se o mesmo se passa no restante do país), as pessoas comecam trabalhar somente às 10h da manha e, antes desse horário é possível encontrar um número muito significativo de pessoas caminhando pelas orla do Rio da Prata, usando as praias de água doce para prática de exercicios, lazer e descanso. Notei também que há muitas pessoas idosas, mas o que mais me chamou a atencao foi notar o quanto delas disputa o espaco entre os corredores e ciclistas. 
Em um dos dias da minha estadia fui conhecer a cidade de Colonia Del Sacramiento. Para quem pensa em vir ao Uruguai eu acredito que esse seja um passeio imperdível. O lugar é repleto de história, charme e conservacao. A estrada até lá, partindo de Montevideu, no entanto, além de monótona, é mal sinalizada e fiscalizada. Incomodou-me a imensa quantidade de corpos de animais que, atropelados, ficam apodrecendo nos acostamentos, sem que ninguém os retire. Caes, tatus e outros pequenos mamíferos que nao consequi identificar ficam expostos em um retrato bem cruel da morte.
A comida aqui é muito baseada na carne e em batatas fritas, o que é um tanto sofrido para mim que, aos poucos, venho me abstendo da carne vermelha e de frituras. O curioso é que os pratos sao enormes, a comida calórica e as pessoas nao sao gordas... Exercicios, dormir até tarde e a diminuicao do sal talvez sejam, juntos, a explicacao para isso.
Uma coisa assusta muito os recém chegado: a moeda deles, o peso uruguaio, é desvalorizado frente ao real e, assim, 1000 pesos sao cerca de 100 reais. Entao, para o brasileiro, em um primeiro momento, assusta ir comer um simples lanche e pagar 500 pesos. Quando se converte ao real, porém, muitas vezes se percebe que  certas coisas aqui custam menos do que no Brasil. Só para se ter uma nocao, um almoco em um restaurante, para 4 pessoas, facilmente fica 2000 pesos, o que é assustador se pensado em números absolutos, mas nao tem o mesmo efeito quando se entende a proporcao e já se converte tudo automaticamente. 
No geral, os uruguaios sao um povo muito agradavel, cortes e bonito. Como nao viajo muito creio ser pouco provável que eu volte para cá, ao menos a curto e médio prazo, mas irei embora levando boas impressoes. Como acontece com os países da América do Sul, muito há a se corrigir e ajustar, mas ficou para mim a aparencia de que o povo aqui é mais feliz do que em muitos lugares do mundo. 
"Mucho Gusto" Uruguai! Até qualquer hora dessas, "si Dios" quiser...
 
 
 
 
CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo.  -  cinthyanvs@gmail.com


publicado por Luso-brasileiro às 18:43
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VALQUÍRIA GESQUI MALAGOLI - TAPINHA NAS COSTAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Amigos, ou o que se convencionou chamar assim, muitas vezes não perdoam.

Animais, sim, sabem que errar é humano!

Por isso, à menor perspectiva de desconfiança infundada, os primeiros costumam abandonar, enquanto os segundos... os segundos são lá e cá abandonados, à semelhança nossa, por seu “melhor amigo”.

Já entrei, amigos (posso chamá-los de amigos?), em briga para defender direito de companheiros que... pensam que me acompanharam? Deram-me um tapinha nas costas a título de boa sorte.

Quando a gente é gente, precisa saber que se é para entrar numa briga, é com a cara e a coragem, sem contar com os da própria raça.

Será, então, mesmo, tão estranho que não me entre na cabeça por que ainda me questionam sobre minha devoção aos animais?

É tão difícil esse raciocínio simples?

Tenho assistido envenenamentos de gatos na minha rua; vejo gente que vive de envenenar-se e aos outros com fofocas sobre a vida alheia, cujo principal objetivo, afora o maldito hábito, é tirar da sua própria vida o foco da falação.

Tenho ouvido constantes relatos de pessoas que viram alguém abrir a porta do carro, soltar um cão e depois dar no pé.

Tenho visto a mesma fulana que me roubou, se livrar de me pagar o que deve, ancorando-se em brechas de leis que lhe permitem, entre outros absurdos, abrir nova firma – como fez – para oferecer exatamente o mesmo trabalho, descaradamente anunciando chavões do tipo: somos uma empresa idônea; realizamos seu sonho. Tenho observado outros ingênuos, motivados pelo tão comumente explorado sonho, caírem na mesma falcatrua. E tenho que ficar quietinha, porque senão ela pode usar o que quer que eu diga como termo ofensivo durante o processo.

Tenho recebido visitas imediatas ao solicitar uma prestação de serviço, mas amargado esperas que não ou muito mal se cumprem quando se faz necessário corrigir o que foi mal executado.

Tenho falado com as paredes, e torço para que além de ouvidos tenham coração, já que a maioria dos ouvidos humanos está sob algum tipo de fone.

Tenho ouvido que esse mundo ainda não está perdido.

A essa altura é que me perco. Não sei se não entendo bem, ou se não ouvi direito.

 

 

 

Valquíria Gesqui Malagoli, escritora e poetisa,  vmalagoli@uol.com.br / www.valquiriamalagoli.com.br

 



publicado por Luso-brasileiro às 18:40
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JÚLIA FERNANDES HEIMANN - A PALAVRA DEUS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao observar o segundo mandamento da Lei de Deus: “Não tomar Seu santo nome em vão”, refletimos sobre o uso impróprio que dele fazemos.

Com tantas notícias ruins que ouvimos sobre a Cidade de Deus-RJ, ficamos imaginando se não é um paradoxo o uso desse nome. A Cidade de Deus foi um conjunto habitacional de casas populares, erguido em 1964, no governo de Carlos Lacerda,  objetivando a remoção de favelas e a criação de casas de cimento. Pertencia ao bairro Jacarepaguá, mas foi desmembrado. Em 2002, com o filme homônimo,o bairro foi projetado, nacional e internacionalmente, como violento. Fama que absorveram. Em 2011, recebeu a visita de Barack Obama, que jogou futebol com as crianças e foi bem recebido.

       Maior uso impróprio é o que acontece  no Estado Islâmico pois, em Seu nome, são degolados homossexuais e adúlteras, porque Alá não os aprova.No Êxodo, então, Deus jamais ordenaria a Moisés o que ele mandou seus seguidores fazerem: “Cada um de vocês pegará uma espada e irá pelo acampamento, de ponta a ponta, matando seus parentes e amigos que profanam a Deus, adorando o Bezerro de Ouro”. O livro do Êxodo, 28, completa: “Os levitas obedeceram à ordem de Moisés e mataram, naquele dia, cerca de três mil homens”. Também, em nome de Deus, as oito cruzadas foram sangrentas. Um historiador curdo escreveu: “Mulheres e crianças corriam pelos becos, eram alcançadas e degoladas. Chegando à Síria, o chefe da Primeira Cruzada prometeu clemência se eles se rendessem. Mentiu. Durante três dias passaram a população à espada. E mais, para alimentar a tropa, cozeram pagãos adultos em caldeirões e enfiaram crianças em espetos e as assaram. Em documento enviado a Urbano II, o comandante justificava:- Uma fome terrível nos atormentou e impôs a necessidade de nos alimentarmos com os corpos dos sarracenos”.

  Do Mar Vermelho ao norte da Síria, do Mediterrâneo até a Babilônia, o sangue daquele povo, que professava outras maneiras de ver Deus, jorrou abundante nas guerras religiosas e de conquistas.

   Era um povo bárbaro e sanguinário? Então, por que em pleno século XXI os facões da organização jihadista do EI já degolaram mais de dois mil prisioneiros que consideraram infiéis?

E o mundo assiste a tudo isso feito em nome de Deus. A barbaridade continua.

 

 

 

 

JÚLIA FERNANDES HEIMANN   - escritora, poetisa e acadêmica. Jundiaí.    



publicado por Luso-brasileiro às 18:36
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FELIPE AQUINO - SIM. HÁ UM CAMINHO MAIS INTELIGENTE E MAIS SUAVE !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pare um instante e reflita no que dizem essas poucas linhas…

 

 

Realmente hoje temos muita ciência, mas pouca sabedoria. O primado da técnica sobre a ética e da ciência sobre a moral não garantem a felicidade do homem moderno. Isto faz com que ele tenha medo daquilo mesmo que construiu com suas mãos e sua inteligência. Há um caminho mais suave para se viver e ser feliz. Que caminho é esse?

É por onde se observa coisas simples e naturais, medita e equilibra: ciência e fé. Por exemplo:

A rua mais limpa não é aquela que se varre mais vezes, é a que se suja menos.

A consciência mais tranquila não é a que se confessa muito, mas a que peca menos.

Ser rico não é se matar de trabalhar, de negociar, às vezes até passando os outros para trás. Ser rico não é ter muito, é precisar de pouco.

Ser culto e erudito não é apenas devorar muitos livros, mas também saber aprender com os outros.

Ser saudável não é fazer muito regime e muita ginástica; é comer menos, dormir mais, se agitar pouco.

Ter saúde não é tomar frascos e frascos de vitaminas; é se alimentar bem, sem exagero, com uma ração balanceada, colorida, saudável.

Se realizar não é falar muito e parecer “o bom”; é saber usar o silêncio para degustar a sabedoria que os outros nos passam e que nos enriquecem.

 

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Leia também: A autêntica meditação cristã

A Ciência e a fé podem conviver em harmonia?

O dom da Sabedoria

 

Ser humilde não é se desvalorizar e enterrar os próprios talentos, é ser fiel à verdade de sua vida e de sua realidade.

Ser casto não é fazer penitências pesadas para vencer as tentações, é fugir delas, na vigilância e na oração.

Ser eficiente não é correr contra o tempo, é saber usar o tempo, contar com ele. Tudo que é feito sem contar com ele, ele se incumbe de destruir.

Ser perfeito não é querer imitar os outros, é desenvolver os próprios talentos e aceitar a sua realidade.

 

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Ser produtivo não é se matar de trabalhar, é trabalhar sempre, sem pressa, mas sem parar, como a planta.

Quando você não conseguir fazer alguma coisa de maneira rápida, não desista; apenas tente fazer devagar.

Que tal seguir um caminho mais suave, mais natural, mais humano?

 

 

FELIPE AQUINO - Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.

 



publicado por Luso-brasileiro às 18:27
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PAULO R. LABEGALINI - NÃO TEMA, CRÊ SOMENTE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O título deste artigo é uma frase do capítulo 5 de São Marcos. E antes de refletir melhor sobre o assunto, vou contar uma história.

Um rei condenou seu humilde súdito à morte. O homem, prestes a ser executado, propôs e teve a concordância do rei, permitindo que ensinasse o cavalo real a voar. Caso não conseguisse no prazo de um ano, então sua sentença seria cumprida. Foi quando um companheiro de cela lhe perguntou:

– Por que adiar o inevitável?

– Não é inevitável. Das cinco possibilidades de ocorrência, as chances são quatro a uma a meu favor. Veja, dentro de um ano: o rei pode perder o trono; eu posso fugir; o cavalo pode morrer; ou posso ensiná-lo a voar! Só na pior hipótese, o animal pode não colaborar e acabarei morrendo.

Bem, frequentemente nos vemos diante de obstáculos difíceis e aparentemente impossíveis de transpor, não é verdade? Por mais que busquemos soluções, elas parecem não existir. O primeiro impulso pode até ser desistir, mas é preciso que jamais esqueçamos que para o nosso amado Deus todas as coisas são possíveis.

Assim como o súdito da história, aprendamos a olhar a situação com otimismo. Para cada possibilidade adversa, muitas favoráveis poderão ser encontradas e, com muita fé e determinação, o que parecia impossível logo será realidade.

Mas, além da fé, é preciso ação! Por exemplo, se existem três sapos numa folha de vitória régia e um deles decide pular para dentro d’água, quantos sapos restam na folha? A resposta certa é: três sapos – porque o sapo apenas decidiu pular e não pulou.

Muitas vezes, decidimos fazer isso, fazer aquilo, mas acabamos não fazendo nada! Na vida, temos que tomar decisões – algumas fáceis e outras difíceis. A maior parte dos erros que cometemos não se deve às decisões erradas, mas às indecisões. Temos que viver com as consequências das nossas decisões e isto é arriscar. Aliás, tudo é arriscar.

Rir é correr o risco de parecer um tolo. Chorar é correr o risco de parecer sentimental. Expor ideias e sonhos é arriscar-se a perdê-los. Amar é correr o risco de não ser amado. Viver é correr o risco de morrer. Ter esperanças é correr o risco de se decepcionar e tentar é correr o risco de falhar.

Os riscos precisam ser enfrentados, porque o maior fracasso da vida é não arriscar nada. A pessoa que não arrisca, não faz nada e não tem nada. Ela pode evitar o sofrimento e a dor, mas não aprende, não muda e não cresce. Também quem se entrega nas mãos de Deus e ‘arrisca receber uma grande graça’, é sempre aquele mais abençoado.

Porém, quanto mais aliados tivermos, menores serão os riscos de insucesso. Então, temos que aprender a nos aproximar das pessoas que nos cercam e este conto nos ensina a fazer isso:

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seu discípulo:

– Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?

– Gritamos porque perdemos a calma.

– Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?

– Bem, porque desejamos que nos ouça melhor.

– Então, não é possível falar-lhe em voz baixa?

– Talvez sim, mas é difícil controlar!

– O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir essa distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro através da grande distância.

E o mestre continuou explicando:

– Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam! Falam suavemente porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena e, às vezes, seus corações estão tão próximos que nem falam, somente sussurram! E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham e basta.

Por fim, o pensador concluiu, dizendo:

– Quando discutir com alguém, não deixe que seus corações se afastem e não diga palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta. Pense nisso, meu amigo!

Portanto, quando também você for discutir com alguém, lembre-se que o coração não deve tomar parte nisso. Se a pessoa não concordar com suas ideias, não é motivo para gostar menos dela ou se distanciar, ainda que por instantes. E quando pretender encontrar soluções para as desavenças, fale num tom de voz que permita uma aproximação cada vez maior.

Bem, podemos concluir dizendo que nossa vida é como a vida de um atleta. Estamos numa corrida e no final do percurso está Jesus, esperando para nos entregar pessoalmente a medalha de campeão. Ele nos encoraja a todo tempo, dizendo: ‘Força!’.

O nosso prêmio será tê-Lo em nossa vida para sempre, mas lembre-se: para ser um atleta vencedor e correr poucos riscos de perder, você precisa de muito treino. Então, deixe que a oração traga Jesus para fazer parte da corrida para o Céu.

Coragem! Não esmoreça nunca! Mesmo que tudo indique o contrário, creia: o seu cavalo pode voar!

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas



publicado por Luso-brasileiro às 18:21
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - A TRISTE SINA DA CASA DE SOARES DOS REIS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fica na rua de Camões, em Vila Nova de Gaia, a casa onde viveu e trabalhou o nosso maior escultor, autor do famosíssimo “ Desterrado”, e cujo nome foi dado ao  maior museu da cidade do Porto

A moradia, construída para nela haver atelier, que recebesse luz apropriada, encontra-se, actualmente, abandonada, com portas esfaceladas e vidros partidos.

Encontra-se hoje, mas sempre esteve assim - apesar das várias chamadas de atenção, da imprensa.

Em 1913 - 01/Junho, - “A Paz” - ( jornal gaiense,) insurgia-se pelo facto do atelier do escultor, onde trabalhara e recebera ilustres pintores e intelectuais, ter sido, após sua morte, em 1889, transformado em armazém de urnas!…

Nos anos sessenta, após ter sido restaurada, serviu de abrigo a hortaliceira, que colocava a mercadoria à porta!…

Certa vez - e já lá vão muitos anos, - abordando figura encontronavel da cultura gaiense, sobre o triste destino da casa do escultor, disse-me: que não seria difícil mobila-la, tal qual Soares dos Reis a tinha, visto haver fotos do interior da casa ( Ver: “ Álbum Fototipico e Descritivo da Obras de Soares dos Reis” - Edição do Centro Artístico Portuense).

Rejubilei, convencido que a minha preocupação não tinha fundamento.

Enganara-me. Por falta de verba, desinteresse ou simplesmente porque a criação de Casa-Museu, não tivesse qualquer valor eleitoral, tudo ficou, como sempre esteve: abandonado.

Entusiástico pela reabilitação da casa do escultor e divulgação da sua obra, foi o dermatologista gaiense Casimiro Macedo.

Em 1967, sugeriu, nas páginas  do matutino “  O Comercio do Porto”, que fossem colocadas, obras, em bronze, do ilustre gaiense, no jardim que tem seu nome, em Gaia.

Também essa justa homenagem, caiu no esquecimento…

Parece - espero que esteja em erro, - que o Município de Gaia despreza o escultor, porque, desde 1913 - já lá vão mais de cem anos! - a residência de Soares dos Reis, considerado o mestre dos mestres da escultura portuguesa, está votada ao ostracismo.

Agora, que o turismo está na moda, pode ser que se lembrem da casa do escultor.

Se não se fez por respeito a Soares dos Reis, faça-se, pelo menos, na esperança de ser fonte de receita… já que, agora, tudo se paga… até para entrar em certos estabelecimentos comerciais, e algumas igrejas…

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 18:14
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CLARISSE BARATA SANCHES - A VIÚVA POBRE

 

 

 

 

 

 

 


 
 

 

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                                             No Templo, Jesus, um dia,

                                             Meditando, reparava

                                             Nas ofertas de valia

                                             Que cada rico deixava.


                                             E vendo uma pobrezinha,

                                             Viúva, a deitar apenas

                                             Com modéstia na caixinha

                                             Duas moedas pequenas;

 

 

                                             Aludiu naquela hora:

                                             - Na verdade esta mulher

                                             Humilde, lançou agora

                                             Muito mais, que outro qualquer.

 

                                             Porque esses deram dos seus

                                             Fartos bens em rendimento;

                                             Mas ela cedeu a Deus

                                             Do que tinha pra sustento.


 

Clarisse B. SanchesGóis – Portugal

 

 

***

 

 

 

 Horário das missas em, Jundiai ( Brasil):

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?opcoes=cidade_opcoes&uf=SP&cidade=Jundiai&bairro&submit=73349812

 

 

 Horário da missas em São Paulo:


http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=12345678&p=12&todas=0

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=5a348042&p=4&todas=0

 

 

 Horário das missas na Diocese do Porto( Portugal):

 

http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_paroquias&view=pesquisarmap&Itemid=163

 

 

 

***

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 17:59
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