PAZ - Blogue luso-brasileiro
Terça-feira, 3 de Janeiro de 2017
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - DIA MUNDIAL DA RELIGIÃO.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comemora-se a 21 de janeiro, o Dia Mundial da Religião, cuja origem ocorreu nos Estados Unidos da América, em dezembro de 1949, quando a Assembleia Espiritual Nacional dos Bahá'is sugeriu que ela fosse celebrada anualmente com o objetivo de fomentar a compreensão, a reconciliação e a harmonia inter-religiosa, ou seja, a unidade na diversidade, mediante a ênfase no denominador comum que existe em todas as religiões, a crença num Ser superior, a mediação de um sacerdote ou líder com esse ser divino e um sentido corporativo ou de comunidade.

Trata-se de uma data muito especial no Brasil, que conta dezenas de credos religiosos, ligados às culturas dos povos que ajudaram a construir a Nação. Em nosso país todos são livres para seguir qualquer religião. O inc. VI do art. 5 da Constituição Federal dispõe que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”, estendendo no inciso VII, que “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa...” .

Essa liberdade de religiões não acontece em todos os lugares do planeta, nos quais muitas delas são proibidas e seus fiéis, perseguidos, apesar do Art. I da Declaração Universal dos Direitos Humanos determinar “todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade" e do Art. II do mesmo documento estabelecer que “todo homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidas nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição”.

Apesar de tais aspectos, todos os grupos sociais do mundo têm as suas próprias religiões, ressaltando que há mais delas do que culturas desenvolvidas pelo ser humano. Tanto que Liev Tolstói chegou a afirmar que “o homem pode ignorar que tem uma religião, como pode também ignorar que tem um coração; mas sem religião e sem coração, o homem não pode viver.»

No entanto, vale ressaltar aqui, que professar um credo, não é apenas ir ao templo e rezar. É amar todas as coisas vivas sobre a terra, ser solidário e generoso, perdoar e reverenciar os outros. Notadamente em nosso país, onde a materialização nas relações passou a ser aspecto fundamental, a hegemonia do ter e do parecer, prevalece sobre o ser; o estímulo à futilidade ganha cada vez maior espaço e o exclusivismo, gera um isolamento humano, onde a igualdade fundamental da pessoa é freqüentemente violada; mais do que nunca temos que nos conscientizar que o amor próximo e à natureza devem abalizar qualquer crença.

Num momento em que a cidadania é abafada pela ação do poder econômico, ou prejudicada pela morosidade na prestação jurisdicional, temos que professar nosso credo com autenticidade. De nada adianta nos mostrarmos pessoas religiosas se os atos que praticamos são contrários aos princípios básicos do Direito, da Moral e da Ética. Por inúmeras circunstâncias, nossa sociedade é marcada por gritantes contrastes, descasos, segregação, violência, crimes ambientais e uma série infindável de ocorrências que lesam e impedem a satisfação das mínimas aspirações populares. Esses quadros demonstram que a presença de Deus na vida humana se faz necessária para propiciar o equilíbrio dos justos.

Por outro lado, devemos questionar com profundidade, sob pena de descaracterizá-la, se a religião que praticamos evidencia a necessidade de se questionar com a máxima urgência e clareza, os efeitos danosos de uma concepção estreita e distorcida de toda a amplitude da dignidade humana. Assim, aliados a nossa fé e à simpatia que temos por determinado credo precisamos alcançar uma convivência humana harmoniosa, na qual todos os seres humanos sejam respeitados, independentemente de sexo, raça, situação financeira e principalmente da religião que adotam.

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras(martinelliadv@hotmail.com)

           



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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - UMA CRÔNICA ATUAL, ESCRITA HÁ QUASE MEIO SÉCULO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                

 

Remexendo velhos papéis de um arquivo que, apesar dos bons propósitos sempre reafirmados, jamais consegui ordenar de modo satisfatório, apareceu–me diante dos olhos uma curiosidade antiga... e perfeitamente atual.

Trata–se de um recorte de jornal, que guardei há muitos anos, sem ter, contrariamente ao bom costume, anotado a data nem o nome do autor. É uma crônica ligeira que, pela ortografia e pelo aspecto do papel, foi com certeza publicada em meados da década de 1960.

É, pois, uma crônica cinquentenária, já de idade madura. Não é uma crônica nova, nem “seminova”, como hoje em dia se diz eufemisticamente. É, na verdade, uma crônica velha, mas impressionantemente atual.

Embora seja contra meus princípios reproduzir textos alheios sem indicar o respectivo autor, na impossibilidade de nomeá–lo e deixando claro que não é de minha lavra, aqui transcrevo, para apreciação dos leitores, esta primorosa composição anônima intitulada A CONSULTA:

– Sua aparência é saudável, mas as aparências às vezes enganam. Vamos lá ver: o que é que o Sr. sente?

– O que eu sinto, doutor? Não sei dizer direito. É uma espécie de opressão, de angústia, de ânsia...

– E o Sr. pensa que eu também não sinto? Isto é normal. Normalíssimo! Que mais?

– Bem, doutor, eu tenho insônias.

– E eu não tenho, por acaso? Pergunte ao seu vizinho se ele não tem também. Todo o mundo tem.

– Eu não me dou com o meu vizinho.

– É isto: não se dá com o vizinho. Eu também não me dou com o meu. Ninguém se dá com ninguém. Mas não precisa perguntar: eu sei. Seu vizinho também não consegue dormir. Ninguém consegue. Isto é normal.

– Mas, doutor...

– Eu sei: o Sr. anda nervoso, excitado, angustiado... Diga–me: não sente medo? Um medo sem causa, sem nenhum motivo aparente, medo de qualquer coisa que o Sr. não sabe o que é?

– Realmente... Eu estava até com vergonha de dizer, mas desde que o Sr. falou, é verdade: sinto, sim.

– Ótimo! o Sr. sente medo. Eu também sinto. Ótimo, torno a dizer. O Sr. não tem nada, meu amigo. Está inteiramente são, uma vez que sente medo. Se não sentisse, aí sim, precisaríamos procurar as causas dessa anomalia. Talvez fosse grave, sabe?

– Sabe, doutor, eu às vezes tenho a impressão de que estou ficando neurótico.

– Claro que está! E eu não estou? E o seu vizinho não está? E todo o mundo não está? E o Sr. pensa que vai ficar de fora? Por quê? Ora, reflita um pouco, meu caro. O Sr. vive, eu vivo, toda a gente vive, num mundo anormal, sádico, doente, sanguinário, onde a regra é a falta de regras, um mundo hediondo e tenebroso, onde o homem é cada vez mais o lobo do próprio homem. Um mundo de guerras, massacres, de hecatombes, alicerçado no ódio, na iniquidade e na violência. Acrescente a tudo isso a poluição sonora, a poluição moral, a degradação dos costumes, a falência dos serviços públicos, o colapso do trânsito, a morte da urbanidade, da cordialidade, da solidariedade humanas. O Sr. sente angústia. É normal. O Sr. sente medo. É normalíssimo! O Sr. tem insônias. Como não tê-las? O Sr. sente que está ficando neurótico. Quem é que não está hoje em dia? Só se for um louco varrido! Meu caro cliente, vá tranquilo. O Sr. não tem nada, nada. Passe bem. O próximo, por favor!"

 

                      

                        *   *   *

 

Assim termina a crônica anônima, escrita há meio século. Agora, responda o prezado leitor, a estimada leitora: não lhe parece que ela está perfeitamente atual?

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS, é historiador e jornalista profissional, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

 



publicado por Luso-brasileiro às 13:53
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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - E NESSE ANO EU QUERO PAZ NO MEU CORAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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            Acredito que 2016 tenha sido um ano intenso, para dizer o mínimo. Como acontece em cada final de ano, a mídia, tanto escrita quanto falada, apresenta um resumo do que se passou, uma retrospectiva dos momentos mais impactantes dos últimos trezentos e sessenta e cinco dias. Esse ano resolvi fazer o mesmo no que diz respeito a minha vida. Listei todas as coisas que me fizeram sorrir, que me deram alegria, que foram responsáveis pelos meus melhores momentos e, na mesma lista, ao lado, aquilo que me retirou o sorriso, que feriu meus sentimentos. O resultado, confesso, acabou fazendo com que eu repensasse algumas coisas.

            Antes de mais nada, já de cara eu percebi que, por alguma razão que não entendo, acabei me esquecendo de que o ano trouxe muitas coisas boas, ainda que seja pela simples e divina permanência daquilo que me é importante. Em contrapartida, em alguns momentos, tive a sensação de que as passagens nem tão boas tinham ocorrido em maior número do que de fato ocorreram. Ou seja, de algum modo, antes da minha própria lista, da minha individual retrospectiva, eu acreditava que o meu saldo fosse menos positivo do que foi. A principal lição que tiro disso é que é preciso refletir sobre tudo que nos envolve, sob pena de ingratidão com a vida.

            Não quero dizer com isso que não tive nesse ano algumas passagens que gostaria de deletar, de alterar, de trocar por alegrias, mas, no "passar da régua", nada foi tão ruim que não possa ser esquecido, que não possa ser superado. A questão, assim, não é a vida, mas sou eu, a forma equivocada pela qual analisei as coisas. Acredito que o mesmo aconteça com todos que irão vivenciar o ano de 2017, eis que a vida, por si mesma, já é a maior é a melhor de todas as dádivas. Pena que nos esqueçamos disso com muita frequência, levianamente até. Somente quando a temos em perigo ou quando ela se esvai de quem amamos é que nos damos conta da energia que desperdiçamos com o que não vale a pena.

            De volta à retrospectiva da mídia, noto, com pesar, a quantidade de pessoas que teve em 2016 o derradeiro ano de suas vidas. Para essas, ao menos nesse mundo, nada mais resta a planejar, a analisar. Muitos se foram de forma abrupta, violenta, precoce. Outros, cumprindo o tempo que lhe cabia, cerraram delicadamente as cortinas de seus espetáculos, finalizando suas temporadas, sem direito ao bis. Tantos se foram, jovens e não tão jovens, famosos e anônimos, ricos e pobres, homens e mulheres...Acredito que se lhes fosse possível um pedido ao Criador, prefeririam estar entre nós, mesmo com os riscos e com certas previsões pouco otimistas para o ano vindouro.

            A nós, para quem foi deferida nova prorrogação do jogo, compete fazermos valer a pena, dar significado a cada dia, a cada hora, a cada desafio, dor, lágrimas, alegrias, sorrisos e o que mais a vida nos apresentar. Estou certa de que, às vésperas de 2018, estando ainda por aqui, seremos capazes de concluir que 2017 terá sido um grande ano. Enquanto 2017 não vem, convido cada um a fazer a sua própria lista, sua retrospectiva de 2016. Se a conta, por acaso, não for tão positiva quando desejado, que sirva de parâmetro para os desejos e planos de 2017.

            E se é verdade que a simples passagem de ano não tem o condão de mudar nada, acredito que concentra tantos pensamentos positivos, tantos desejos de sermos e estarmos melhores, que vale a pena soltar os nossos próprios sonhos aos ventos, primeiros responsáveis pelos movimentos dos navios. Que eles se encarreguem de levar nossas folhas velhas e de espalhar nossas sementes por aí. Desejo que todos tenham bons momentos entre família, amigos e com seus próprios corações, almas e consciências.

            Que venha 2017! Mesmo desajeitados, somos gratos por estarmos por aqui... Feliz Ano Novo...

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo.  -  cinthyanvs@gmail.com

 



publicado por Luso-brasileiro às 13:47
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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - REPENSANDO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Segundo dia de 2017. Impossível se desfazer de alguns acontecimentos de 2016, tão próximos.
Chega-me um texto da escritora Cris Pizzimenti que me traduz nesta crônica: “Sou feita de retalhos... pedacinhos coloridos de cada vida que passa pela minha e que vou costurando na alma. Nem sempre bonitos, nem sempre felizes, mas me acrescentam e me fazem ser quem eu sou”.
Penso no moço que partiu tão cedo. Desencontrou-se em algum atalho e dele não conseguiu sair. Em suas divergências e finitudes, contudo, teceu laços de carinho e as pessoas, em seu velório, comentavam sobre isso, bem como sobre sua maneira despojada de brincar com elas. Foi vida, portanto, que acrescentou em humanidade e, neste ano, já experimenta o infinito.
O menino chegou, há dez anos, em data imprevista, embora se esperasse por ele na fila de adoção. Acolhê-lo foi história de amor. O colégio famoso,  escolhido para a sua educação formal, tinha fama de estar vinculado às virtudes que enobrecem o ser humano. Foi lá, no entanto, que o pequeno se sentiu às margens pela cor, pelo histórico, pelo comportamento difícil... Havia uma justificativa para cada um que o feria ao chamá-lo de macaco, preto fedido, carvão, sem família e misericórdia alguma com suas reações violentas. Foi empurrado para fora, assim como acontece com os filhos da pobreza, de quem ele descende. E ousam manter, no colégio, o nome de Nossa Senhora, que se fez de todos os povos, dos marginalizados, dos pequenos, dos oprimidos... Colégio em decadência no que diz respeito à civilização de amor, que Jesus sonhava pelas ruas da Galileia.
Luiz Carlos Ruas, camelô, massacrado até a morte, na noite de Natal, na estação Dom Pedro 2º, em São Paulo, por defender dois travestis. Bestas humanas os agressores.
Ao sair do cabeleireiro, dois homens se apresentaram à moça como detentos em período de “saidinha”, puxaram a corrente de seu pescoço e exigiram que lhes entregasse a aliança e a bolsa. Sistema carcerário falido.
Quero, entretanto escrever sobre o que torna melhor o coração. Na Missa de Natal das 7h00, na Catedral NSD, o Padre João Estêvão, como sempre me marcou. Disse sobre o Menino Jesus ter saído do ventre de Maria para entrar em nosso coração e que isso aconteceu em uma estrebaria, porque não havia lugar para Ele nos “espaços dos incluídos”.  Ao meu ver, permanece assim.

 

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.


 



publicado por Luso-brasileiro às 13:44
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SONIA CINTRA ~ POEMA PARA HABITAR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O “Poema para Habitar” de Albano Martins expressa a busca de plenitude pelo sujeito lírico, ou seja, a voz do poeta. Dedicado a Raul de Carvalho, o poema, transcrito a seguir, é aqui brevemente comentado, antecipando sua análise mais detalhada, prevista para apresentação às Academias de Letras de Jundiaí e Região, neste ano que se inicia: “A casa desabitada que nós somos / pede que a venham habitar, / que lhe abram as portas e as janelas / e deixem passear o vento pelos seus corredores. // Que lhe limpem os vidros da lama / e ponham a flutuar as cortinas do sangue / - até que uma aurora simples nos visite / com o seu corpo de sol desgrenhado e quente. // Até que uma flor de incêndio rompa / o solo das lágrimas carbonizadas e férteis. / Até que as palavras de pedra que arrancamos da língua / sejam aproveitadas para apedrejarmos a morte”.    

           Composto de três estrofes de quatro versos longos e soltos a significar liberdade de ideia e ideais, o poema tem andamento quase narrativo. A expressão “a casa desabitada”, metáfora do ser humano em si, da casa propriamente dita, da pátria, do planeta e da própria poesia, dadas as circunstâncias num contexto de impotência democrática, conota vazio e solidão. Entretanto, o pronome pessoal “nós” exclama a vontade comum, coletiva, do pedido para que a venham habitar. Por esse prisma, fio de Ariadne da compreensão do texto poético, depreende-se a ânsia de religação eu-mundo, pelo diálogo com o outro e com a Natureza, pela vibração emotiva que percorre o poema como força erótica (integração com a vida através de Eros), como mítica-telúrica (interligação com a Mãe-Terra) ou como poética (a Poesia como fundadora do real).

Nos três sentidos, caro leitor, o processo de autoconsciência do sujeito lírico se constitui na busca de transformação do eu e do mundo, através da transmutação das imagens que conotam o estado de tristeza e miséria, opressão, censura e morte, presentes nas expressões “vidros da lama”, “cortinas do sangue”, “solo das lágrimas carbonizadas”, “palavras de pedra”, em imagens de liberdade e fertilidade, florescimento de beleza, da vida e da poesia, reunidas nos versos da terceira estrofe: “- até que uma aurora simples nos visite / com o seu corpo de sol desgrenhado e quente”, e reiteradas na quarta estrofe: “Até que uma flor de incêndio rompa”, revelando a esperança, e até “apedrejarmos a morte”, banindo o desespero.

 

 

 

SONIA CINTRA    -    É doutora em Letras Clássicas e Vernáculas pela Universidade de São Paulo. Pesquisadora da Cátedra José Bonifácio - IRI/USP e membro efetivo da UBE. Fundadora e mediadora do Clube de Leitura da Academia Paulista de Letras e do Clube de Leitura Jundiaiense. Ex-presidente da AJL, oradora da Aflaj e madrinha do Celmi. Pós-graduada em Educação Ambiental, ensaísta e articulista de jornais, revistas e blogs nacionais e internacionais. Tem 13 livros publicados com tradução para o italiano, francês e espanhol.



publicado por Luso-brasileiro às 13:39
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VALDEREZ DE MELLO - A ARTE DE RENASCER!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Arranque da face a máscara da hipocrisia, jogue no balde imenso da vaidade a arrogância, retire dos olhos a trava escura da ignorância, lave com água de cândidas flores as mãos que ardem por restarem sempre fechadas e passe a usá-las para o carinho, amizade e solidariedade. Deixe que a alma brote do fundo da mais profunda emoção, renasça em alegrias e seja apenas o ser humano que Deus construiu com amor. Escancare as gavetas de seu coração, há muito trancafiadas e atire pelas janelas da solidão os rancores, a raiva, o amargor e, principalmente, aquele feixe ressequido de lamúrias. Reorganize todos os sentimentos e deixe apenas nos gavetões agora arejadas de seu coração, o amor, a alegria e a paz. Então, tranquilamente, tal menino entretido na brincadeira favorita, sem conflitos, faça pacotinhos de alegria, embrulhe-os delicadamente na seda fina de seu sorriso, amarre-os com fitilhos de carinho e ofereça a quem encontrar pelo caminho.

 E, quando seu coração estiver bem leve, sopre-o com todo o ar de humildade que puder inspirar e deixe-o vagar pelo mundo maravilhoso da solidariedade, pois um coração pacífico é muito mais feliz e tal pássaro da amizade voa ao encontro de outros corações. E, num repente, você estará abraçado por pessoas maravilhosas que caminham ao seu lado e nunca mais a solidão habitará seu viver, e sua mente resplandecerá para a festa maior: o surpreendente reconhecimento de quem é você!  Não mais o baile de máscaras! Não mais a enfadonha fantasia rebordada de preconceitos rançosos, apenas o leve e delicado manto da imensa pequenez dos humanos envolverá seu coração que restará iluminado pelo brilho intenso da autenticidade. Somente quem faz da alma um renascer de atitudes pode sentir a importância do ser na mais pura e refinada essência.  

     Imperativo é descobrir que a felicidade é o grande e melhor presente a ser ofertado sem que onere a vida. Portanto, abrace o amigo, perdoe o inimigo, estenda as mãos, agradeça a graça de viver e ofereça sempre durante uma despedida, um largo sorriso para quem fica. Jamais diga um adeus marcado por rastros de ironias e mágoas, pois ninguém sabe se haverá tempo e oportunidade de um reencontro para o tão necessário pedido de perdão, por desconhecermos quando será a última vez, pois estas são as grandes e únicas certezas dos humanos: a surpresa do fim e a gélida e irreversível verdade do nunca mais. Portanto, urge construir um ano novo realmente novo através da arte de renascer enquanto sorvemos da vida, quiçá, nossos últimos momentos!

 

 

  VALDEREZ DE MELLO   -   Escritora, advogada, pedagoga, psicopedagoga Autora do livro: FLORES SOBRE O ROCHEDO!



publicado por Luso-brasileiro às 13:32
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FELIPE AQUINO - POR QUE FAZEMOS O SINAL DA CRUZ ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“É a cruz que fecunda a Igreja, ilumina os povos, guarda o deserto, abre o paraíso.”Proclo de Constantinopla, bispo

 

A primeira coisa que nossos pais católicos nos ensinam a fazer é o sinal da Cruz. É uma das mais belas marcas de nossa religião; é o ato que inicia e termina nossas orações particulares ou coletivas. É um sinal externo que “nos volta para Deus”.

Sua referência é bíblica. Uma delas está no livro de Ezequiel (9,3-4): “O Senhor disse: Percorre a cidade, atravessa Jerusalém e marca na fronte os que se lamentaram afligidos pelas abominações que nela se cometem.”

A marca é um tau (T), última letra do alfabeto hebraico, que tinha a forma de uma cruz. Os marcados são propriedade do Senhor, uma porção sagrada e intocável. Em Apocalipse 7,3 temos outra cena semelhante: “Não causeis danos à terra nem ao mar nem às árvores, até que selemos a fronte dos servos do nosso Deus.” Em ambos os textos, a marca na fronte significava a salvação e sem ele o homem não seria poupado.

Tertuliano (†220) escrevia no ano 211 d. C.: “Nós marcamos nossa fronte com o sinal da cruz. Quando nos pomos a caminhar, quando saímos e entramos, quando nos vestimos, quando nos lavamos, quando iniciamos as refeições, quando nos vamos deitar, quando nos sentamos, nessas ocasiões e em todas as nossas demais atividades, persignamo-nos a testa com o sinal da Cruz” (De corona militis 3).

Fazer o sinal da cruz já era um hábito antigo quando escreveu isso.

 

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Há muitos textos bíblicos, que louvam e exaltam a Cruz de Cristo:

 

Mt 10,38: “Aquele que não toma a sua cruz e me segue, não é digno de mim” (Cf.Mc 8,34; Lc 9,23; 14,27).

Mt 16,24: “Disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.

 

Leia também: O Sinal da Cruz

O que significa o “sinal da cruz”?

 

Gl 2,19: “Pela Lei morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Fui crucificado com Cristo.”

Gl 6,14: “Quanto a mim, não aconteça gloriar-me senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.”

Diz ainda Santo Hipólito de Roma (†235), descrevendo as práticas dos cristãos do século II: “Marcai com respeito as vossas cabeças com o sinal da Cruz. Este sinal da Paixão opõe-se ao diabo e protege contra o diabo, se á feito com fé, não por ostentação, mas em virtude da convicção de que á um escudo protetor. É um sinal como outrora foi o Cordeiro verdadeiro; ao fazer o sinal da Cruz na fronte e sobre os olhos, rechaçamos aquele que nos espreite para nos condenar” (Tradição dos Apóstolos 42).

 

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Assista também: O que significa o sinal da Cruz? Por que os cristãos devem fazê-lo?

 

São Paulo exalta a santa cruz: “A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas para os que se salvam, isto é para nós, é uma força divina.” (1 Cor 1,18)

Podemos e devemos fazer o sinal da cruz sempre que vamos rezar, conversar com Deus, pedir a sua proteção. Ao passar por uma igreja, ou outro lugar sagrado, podemos fazer o sinal da cruz, com respeito, e bem feito, para pedir a Deus a sua proteção. O importante é a intenção de rezar, “voltar-se para Deus”. O próprio Sinal da Cruz é uma oração. Importa que seja feito com devoção, e não como superstição.

Diante do Santíssimo Sacramento, pode-se fazer o sinal da cruz, mas não é obrigatório; e sim a genuflexão. Também não é necessário fazer o sinal da cruz ao receber a sagrada Comunhão, pois já o fizemos no início da celebração.

Nota: vale a pena lembrar que no dia 14 de setembro a Igreja celebra a festa da exaltação da santa cruz.

 

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“… Até hoje a cruz é glorificada; com efeito, é a cruz que ainda hoje consagra os reis, adorna os padres,protege as virgens, dá força aos ascetas, reforça os elos dos esposos, dá ânimo às viúvas.É a cruz que fecunda a Igreja, ilumina os povos, guarda o deserto, abre o paraíso.”Proclo de Constantinopla, bispo (c. 390-446) – Sermão para o Domingo de Ramos

 

 

FELIPE AQUINO Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.

 

 



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PAULO R. LABEGALINI - LEVANTE A CABEÇA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há pessoas que vivem desanimadas com os problemas que enfrentam; outras, com dificuldades ainda maiores, esbanjam otimismo com certo grau de felicidade; e também há aquelas que julgam não ter grandes problemas na vida porque não se comovem com o sofrimento do próximo. Através da minha modesta opinião, vou comentar cada situação.

Bem, àquele que só vive reclamando e perdeu as esperanças de encontrar a paz, eu diria que precisa procurar ajuda espiritual e, às vezes, material ou psicológica também. Sei que cada caso é um caso e existem problemas dificílimos de solucionar, porém, com oração e dignidade cristã, Deus providencia dias melhores.

Quem já reza, participa de alguma Pastoral na Igreja e, mesmo assim, ainda sofre provações, pode testemunhar que a esperança nunca morre – a misericórdia Divina vem na hora certa e afaga cada coração. Isso aconteceu comigo por diversas vezes e, com certeza, com todas as pessoas que trabalham nas comunidades que ajudo. É por isso que sempre alertamos: ‘Quem não se aproxima do Pai por amor, acaba procurando-O na dor – o que é bem pior!’.

E o caso mais triste é daquele que só se preocupa consigo e não ajuda ninguém. Infelizmente, é o personagem que existe em maior número na face da Terra: está acima do bem e do mal, pensa que é feliz e despreza qualquer tipo de ajuda espiritual. Como sempre rezamos pela conversão dos mais pecadores, acredito que muitos ainda abrirão a mente e o coração para as graças que caem abundantemente sobre nós; caso contrário, verão a justiça severa do Altíssimo no dia da morte!

Há uma história interessante de um sábio que contava a todos o seguinte:

“Tenho duas caixas que Deus me deu para guardar. Ele disse: ‘Coloque as suas tristezas na preta e as alegrias na dourada’. Eu atendi e, embora a dourada ficasse cada dia mais pesada, a preta continuava tão leve quanto antes.

Curioso, abri a preta e vi na base da caixa um buraco pelo qual minhas tristezas saiam. Mostrei-a a Deus e disse-lhe: ‘Gostaria de saber onde minhas tristezas podem estar!’. Ele gentilmente falou: ‘Meu filho, elas estão aqui comigo’. Perguntei novamente: ‘Senhor, por que me deu a dourada inteira e a preta com buraco?’. Ele explicou: ‘A dourada é para você contar suas bênçãos e a preta é para você deixar vir a mim suas tristezas!’. Então, entendi que, se confiar Nele, não preciso me preocupar com a minha salvação.”

E para aumentar a nossa confiança em Deus, há uma oração maravilhosa, assim:

“Senhor Jesus, coloco-me diante de Ti tal como sou. Sinto grande desgosto pelos meus pecados e, por favor, perdoa-me. No Teu Nome eu também perdoo a todos por aquilo que fizeram contra mim. Renuncio a Satanás, aos espíritos malignos e a todas as suas obras. Dou-me inteiramente a Ti, Jesus.

Convido-te para minha vida, Senhor, e aceito-te como meu único Salvador. Cura-me, transforma-me, fortaleça meu corpo, minha alma e meu espírito. Venha, Senhor Jesus, cubra-me com Teu precioso Sangue e encha-me do Teu Espírito Santo. Amo-te, Jesus, louvo-te agora e sempre. Seguir-te-ei em todos os dias da minha vida.

Maria, minha Mãe, Rainha da Paz, São Miguel Arcanjo e toda milícia celeste, intercedam por mim e pela minha família. Amém!”

E como ‘receita de vida’, faço minhas estas palavras da Fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade, Madre Teresa de Calcutá:

“O melhor meio de manifestar a nossa gratidão a Deus, assim como aos outros, é aceitar tudo com alegria. Um coração alegre concilia-se naturalmente com um coração abrasado pelo amor. Os pobres sentiam-se atraídos para Jesus porque Ele era possuído por alguma coisa maior do que Ele. Irradiava essa força nos Seus olhos, nas Suas mãos e em todo o Seu corpo.

Que nada possa inquietar-nos, até ao ponto de nos encher de tristeza e desencorajamento, arrebatando-nos a alegria da Ressurreição. A alegria não é uma simples questão de temperamento quando se trata de servir a Deus e as almas; ela está sempre a receber e essa é uma razão forte para nos esforçarmos por adquiri-la e fazê-la crescer em nossos corações. Mesmo que tenhamos pouco para dar, não obstante ficará a alegria que brota dum coração enamorado de Deus.

Por todo o mundo há pessoas famintas e sedentas do amor de Deus. Nós respondemos a essa carência quando semeamos a alegria. Ela é também uma das melhores defesas contra a tentação. Jesus não pode tomar plena posse duma alma senão quando ela se abandona alegremente a Ele.”

Pois é, onde muitos veem a morte, alguns aproveitam a oportunidade para recomeçar melhor do que antes. E se você disser: ‘Perdi a esperança’; Deus dirá: ‘Perdi um filho’. Portanto, levante a cabeça e faça-se feliz em 2017 e em todos os dias de sua vida.

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 13:04
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - O QUE VI EM FLORIANÓPOLIS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estando de veraneio, no Estado de Santa Catarina (Brasil), cheguei num sábado, cheio de sol radiante e céu azul profundo, a Florianópolis, cidade onde residem familiares,

Após reconfortante repouso, num simpático e fresco jardinzinho, resolvi visitar a catedral.

Era no mês de Janeiro; Janeiro quente e calmoso. O ar estava pesado e surdo; nem ponta de vento corria.

Ao subir os degraus, que dão acesso à igreja, deparei com duas gentis meninas, que, de abertos sorrisos, distribuíam jornalzinho, a quem entrava no templo. …

Pensando que se tratava de oferta de publicação católica ou periódico generalista, gratuito, aceitei um exemplar, agradecendo a gentileza.

Para meu espanto, ao abri-lo, verifiquei, que era órgão de seita cristã, que continha, além de artigos doutrinários, cerradas criticas à Igreja Católica, além de notícias de falcatruas praticadas por pastores evangélicos, de outras denominações.

Distribuir publicações – propaganda – de seita, à porta de templos católicos ou evangélicos, é atitude inclassificável, só praticada por gente repugnante, que ainda não compreendeu o que é o cristianismo.

Gente que utiliza a fraqueza espiritual do próximo, para governar-se, e levar vida folgada, à custa da boa-fé dos simples.

Mas, o que me impressionou mais, foi que os crentes, que estavam em oração, no templo, além de aceitarem a publicação, deixavam -na dentro da igreja!...

 Os bancos estavam pejados de jornais! …

Se é atrevimento inclassificável, da seita, que assim procede, também é de reprovar os fieis, que frequentam o templo, de abandonarem, pelos bancos, jornal, que critica de modo grosseiro e grotesco, a Igreja que pertencem….

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 12:55
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EUCLIDES CAVACO - CADÊNCIA DA VIDA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Mais um ano está a chegar ao fim e os dias parecem correr cada vez mais apressados.
Inspirado na realidade desta nossa curta passagem da vida, partilho este soneto que poderão ver e ouvir aqui neste link:

 

 


http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Cadencia_da_Vida/index.htm

 

 

 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

 

***

 

 

 

 Horário das missas em, Jundiai ( Brasil):

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?opcoes=cidade_opcoes&uf=SP&cidade=Jundiai&bairro&submit=73349812

 

 

 Horário da missas em São Paulo:


http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=12345678&p=12&todas=0

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=5a348042&p=4&todas=0

 

 

 Horário das missas na Diocese do Porto( Portugal):

 

http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_paroquias&view=pesquisarmap&Itemid=163

 

 

 

***



publicado por Luso-brasileiro às 12:40
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