PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sábado, 20 de Maio de 2017
JOSÉ RENATO NALINI - O BRASIL PRECISA SABER

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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São Paulo tem centenas de milhares de profes­sores. Só a Rede Pública Estadual tem 230 mil do­centes. A despeito das dificuldades agravadas por uma policrise que está longe de terminar, a imensa maioria dos mestres prossegue na missão de ensinar e desen­volver o aprendizado de nossas crianças e jovens.

Há inúmeros heróis anônimos nas salas de aula, principalmente na escola pública. Há milagres aconte­cendo todos os dias, nos três turnos do ensino, mercê do empenho e da paixão de quem se propôs a ensinar.

Mas nem todos sabem que isso ocorre. O Prê­mio “Professores do Brasil” está em sua décima edi­ção. Os docentes paulistas nem sempre concorrem. Agora é a hora de alavancar as inscrições e mostrar ao Brasil o que São Paulo faz e sempre fez com excelên­cia. O Prêmio se propõe a reconhecer, divulgar e pre­miar o trabalho de professores de escolas públicas de educação básica que contribuem para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem. O propósito é valorizar os professores da Rede Pública que têm cria­tividade, engenhosidade e audácia para experimentar novas estratégias.

A participação dará visibilidade a experiências pedagógicas consideradas exitosas e que possam ins­pirar outros professores, os sistemas de ensino e as instituições formadoras.

São seis categorias que podem concorrer: cre­cheeducação infantil, pré-escola, Ciclo de Alfabetiza­ção – do 1º aos 3º anos iniciais do Ensino Fundamental, 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, do 6º ao 9º ano, os anos finais do Ensino Fundamental e a última cate­goria é o Ensino Médio.

Na etapa estadual, os 486 trabalhos seleciona­dos pelos comitês estaduais receberão certificados em homenagem ao seu desempenho e os 162 professores selecionados como o melhor de sua categoria passarão para a etapa regional.

Na etapa regional, os 30 vencedores receberão, cada um, R$ 7 mil (sete mil reais) e troféus. As escolas dos 30 vencedores também serão premiadas com pla­cas comemorativas e equipamentos de informática e softwares com conteúdo educacional. Na etapa nacio­nal, cada um dos seis vencedores – um por categoria – da etapa nacional receberá R$ 12 mil reais e o troféu.

Haverá premiação em temáticas especiais. Quem concorre na categoria pode se inscrever uma vez mais e se inscrever em uma das quatro temáticas especiais: 1. Esporte como estratégia de aprendizagem. Ativida­des pedagógicas que representem efetivas soluções de transformação por meio do esporte e seus valores. Se­rão premiados até 5 professores de Educação Física com visitação ao Núcleo de Alto Rendimento Espor­tivo de São Paulo. As escolas dos relatos vencedores receberão ainda um kit de miniatletismo.

A 2ª temática especial é Conservação e Uso Consciente da água. Atividades pedagógicas que de­monstrem incentivo à conservação dos recursos hídri­cos, à reflexão sobre o uso consciente da água. Serão premiados até 6 professores e o prêmio constituirá a participação no Fórum Mundial da Água em 2018, a ser realizado em Brasília.

  1. Uso de Tecnologias de Informação e Comu­nicação no processo de inovação educacional. Busca premiar atividades que utilizem as tecnologias da in­formação e comunicação como ferramenta de ensi­no-aprendizagem. Três professores receberão, cada um, R$ 5 mil.
  2. Estímulo ao conhecimento científico no Ensi­no Médio. A intenção é premiar relatos que demons­trem inovação em sala de aula por meio de práticas e experimentos científicos que estimulem o interesse dos alunos pela área de Ciências e Matemática. Será premiado um professor do Ensino Médio que receberá uma viagem para a Inglaterra em 2018.

As inscrições estão abertas até 25 de agosto. Para saber mais, o interessado deverá acessar pre­mioprofessoresdobrasil.mec.gov.br. Haverá até um aplicativo para facilitar a inscrição. Os professores de São Paulo têm muito o que mostrar e o Brasil pre­cisa saber disso!

 

Fonte: Correio Popular de Campinas| Data: 19/05/2017

 

 

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo. E-mail: imprensanalini@gmail.com.

 



publicado por Luso-brasileiro às 18:33
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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - SEM FINAL FELIZ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Estou participando de um curso para contadores de histórias, com mais 21 pessoas, através da Casa da Fonte – CSJ. A professora é a atriz, contadora de histórias e arte-educadora Patrícia Torres, da Cia NarRar Histórias Teatralizadas. Dos que participei, o melhor.
Na vivência do curso, chegam-nos a verdade dos contos de fada e, dentre eles “A capa manchada de vermelho”, com suas origens na Idade Média, na Europa, que os irmãos Grimm escreveram, em sua versão, “Chapeuzinho Vermelho”. No conto original, escrito pelo francês Charles Perrault, publicado em 1697, há violência, canibalismo, sexo e morte. O início é semelhante em todas as interpretações: a mãe de Chapeuzinho pediu à menina que levasse para a avó uma cesta de doces. No caminho, ao cruzar a floresta, a garota encontrou-se com o lobo, que a enganou, dizendo sobre um atalho, na verdade com um percurso mais longo. O lobo chegou primeiro, matou a avó, esquartejou o seu corpo e comeu alguns pedaços. Vestiu as roupas da senhora, serviu pedaços de carne da mesma – sem que a neta soubesse -, deitou-se com ela e, depois, a devorou também. Inexiste a figura do heróico caçador. O “único final feliz” foi para o lobo. Nesse caso, a fábula alerta meninas, principalmente jovens, a não se enganarem por pessoas desconhecidas. E a terem cautela com aquelas que parecerem agradáveis e prestativas.
Há décadas, em uma reflexão a respeito de abuso sexual infantojuvenil, a palestrante nos dizia a respeito de que muitos abusadores e coniventes ressaltam que, no caso, a culpa do ocorrido foi da “Chapeuzinho”, que não seguiu, ao pé da letra, as instruções da mãe. E, até hoje, há gente que inocenta o abusador e culpa as vítimas. O abusador que usa a máscara de sua “posição respeitável” na sociedade, com o propósito de esconder o seu lado macabro.
Os pedófilos, que não procuram ajuda para superar suas tendências, não deixam de ser canibais, pois destroem – mesmo que não haja marcas no corpo -, a pureza e as emoções bonitas de uma criança e/ou adolescente, ferindo-as, para sempre, com seus impulsos repugnantes.
Que o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes” -  18 de maio -, aconteça todos os dias. E que os lobos canibais, travestidos de vovozinha, sejam, de imediato, denunciados e retirados do convívio com a sociedade.

 

 

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.


 



publicado por Luso-brasileiro às 18:27
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VALQUÍRIA GESQUI MALAGOLI - FALAR COM PROPRIEDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            Quem eu?

Quem me dera – imagine!

            Nem fisicamente posso. Nem do chão que piso sou dona. Nem disso. Nada é meu.

            Propriedade nenhuma tenho eu.

            Nada me pertence, a não ser em parte. Entretanto, das partes, coube-me a que menos conta.

            Sequer do meu portão seja para dentro seja para fora seja em frente seja atrás; nem do meu nariz. Ou... deste é capaz. Deixar-me-ão por este responder. Ninguém vai querer limpá-lo!, é ou não é?

            Vê-lo sujo, sim. De vê-lo sujo pode ser que alguém se ocupe. Deixe comigo. Um dia, se me der na veneta, faço o teste da caca por diversão.

            Então, como eu dizia: falo por falar. Pelo exercício do pensar demais.

            Ademais, tendo-o dito, quem poderia afirmá-lo ou dizer o contrário?

            Oras – o outro, é claro!

            De nós quem saberá senão os outros?

            Mais, muitíssimo mais, aliás, e melhor. De mim e de você.

            Isso. Pois bem, falemos de você.

            Afinal, falar de mim é apenas um jogo. Um caminho por onde chegar-lhe.

            Falar da gente é rumo certo para o centro, decerto quando pelo incerto querer o outro alcançar.

            É tiro e queda. Queda deveras!!!

            Mas, a gente sabe: o tombo é o que antecede o levantar.

            E conhecer-se, conhecermo-nos pode às vezes, eu sei, não ser divertido, todavia, é sempre útil.

            Vamos lá, agora, como nos propúnhamos há pouco. Falemos de você.

            A você o que foi que já vieram contar hoje?

            Falaram de mim? De quem?

            O que foi que queriam averiguar a seu próprio respeito ou de outrem?

            Baseado em quê?

            A fim de quê?

            A quem interessa?

            A troco de quê?

            Você fugiu da intriga?

            Deu de ombros?

            Quis também investigar?

            E a mim... que importa a mim isso tudo?

            Atinge-me por que lhe quero bem, ou atingir-me-á pelo quanto quero (mesmo que não venha a experimentá-lo em vida) um planeta melhor para deixar a meus filhos e aos seus filhos? Ambos os filhos – filhos do mundo!

            Êta mundo véio sem portêra!!!

            Êta planetinha imundo, depenado etc. etc. etc...

            Planetinha cheio de gentinha que insiste em estragá-lo.

            Acontece que nós, você e eu, ainda estamos aqui, atentíssimos a isso, não estamos?

            Estamos?

            Você dizia algo?

Não vieram relatar-lhe coisa alguma? Calma! Ainda é cedo. E lembre-se: jamais é tarde para os obstinados e para os que não têm mais o que fazer.

 

 

 

 

Valquíria Gesqui Malagoli, escritora e poetisa,  vmalagoli@uol.com.br / www.valquiriamalagoli.com.br



publicado por Luso-brasileiro às 18:23
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RENATA IACOVINO - POEMA DO MENINO CAZUZA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            Ao folhear novamente o livro, lançado em 2001, com músicas de Cazuza, muitas em parceria, e com alguns comentários a respeito, toda a atmosfera daquelas composições tomaram minha cabeça.

            Este artista (e tantos outros) nos deixou muito jovem. Nascido em 1958, faleceu em 1990, em pleno auge da carreira. Mas sua obra não foi perdida, continua sendo espalhada aos quatro ventos por inúmeros intérpretes.

            Resgatei, então, uma letra com história bem peculiar. Intitulada Poema e escrita quando tinha 17 anos, para sua avó paterna, dona Maria José, que ainda era viva quando ele faleceu, é possível encontrá-la nesse livro redigida pelo próprio autor numa folha de caderno, com direito a rabiscos e pequenos erros de português.

            Ao mesmo tempo em que lia e me familiarizava com a história que envolve a canção, pensava em todas as perdas pelas quais inevitavelmente vamos passando no decorrer de nossas vidas...

            "Eu hoje tive um pesadelo/E levantei atento, a tempo/Eu acordei com medo/E procurei no escuro/Alguém com o seu carinho/E lembrei de um tempo...", diz a primeira estrofe.

            Frejat, que colocou música sobre este poema do parceiro, explica que ficou uns meses com a letra, enviada a ele pela mãe de Cazuza, Lucinha Araújo, logo após o falecimento de dona Maria José. Ney Matogrosso iria gravá-la no próximo disco, mas somente numa noite de insônia é que Frejat conseguiu compô-la e, segundo conta, de forma rápida. Ney já estava em estúdio e a música consta no trabalho Olhos de Farol, de 1998.

            Na página onde temos o depoimento de Frejat, encontramos fotos de Cazuza com a avó, já bem idosa.

            Em outro momento, Poema nos diz: "Hoje eu acordei com medo/Mas não chorei nem reclamei abrigo/Do escuro, eu via o infinito/Sem presente, passado ou futuro/Senti um abraço forte, já não era medo/Era uma coisa sua que ficou em mim/E que não tem fim".

            Tais versos me acolheram e me abraçaram, num exercício de metalinguagem da vida...

            Do escuro eu vejo o infinito... sem presente, passado ou futuro...

 

 

 

 

RENATA IACOVINO, escritora e cantora / www.facebook.com/oficialrenataiacovino/

 



publicado por Luso-brasileiro às 18:19
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FELIPE AQUINO - COMO EDUCAR BEM SEU FILHO ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Educar é colaborar com Deus na obra mais importante que é formar um ser humano, criado à Sua imagem e semelhança. Não educamos os filhos para nós, mas para a sociedade e para Deus. Filho de peixe é peixinho; é na educação dos filhos que conhecemos as virtudes dos pais. Conquiste seu filho com amor, atenção, dedicação, correção sem agressão e sem humilhação.

 

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Algumas recomendações importantes para os pais:

 

  1. Não briguem nem discutam na frente dos filhos.
  2. Tratem todos os filhos com igual afeto. Sempre que possível tenham mais de um filho; a criança cresce com os irmãos.
  3. Nunca mintam a uma criança.
  4. Sejam os pais afetuosos e atenciosos um com o outro.
  5. Haja confiança e certa camaradagem entre pais e filhos, incutindo neles responsabilidade para a vida.
  6. Recebam bem os amigos dos seus filhos, mas, não permitam gastos inúteis.
  7. Não repreendam e nem castiguem uma criança na presença de outros, indicando sempre o motivo do castigo.
  8. Notem e encorajem as qualidades dos filhos e não salientem seus defeitos.
  9. Respondam sempre as perguntas dos filhos conforme as exigências de sua idade.
  10. Mostrem sempre aos filhos o mesmo afeto e o mesmo humor sem demonstrar demasiada preocupação.

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Leia também: Como educar os filhos?

Os dez mandamentos dos pais e educadores

A importante missão de educar para a vida

O Método de educar de Dom Bosco

Educar é uma missão maravilhosa

A sublime missão de Educar

 

Ensinem a eles Normas de Boa Educação:

 

“Você abriu, feche. Acendeu, apague. Ligou, desligue. Desarrumou, arrume. Sujou, limpe. Está usando algo, trate-o com carinho. Quebrou, conserte. Não sabe consertar, chame quem saiba. Para usar o que não lhe pertença, peça licença. Pediu emprestado, devolva-o. Não sabe como funciona, não mexa. É de graça, não desperdice. Não lhe diz respeito, não se intrometa. Não sabe fazer melhor, não critique. Não veio ajudar, não atrapalhe. Prometeu, cumpra. Ofendeu, peça perdão. Não lhe perguntaram, não dê palpite. Falou, assuma. Assim, viverás melhor.”

 

Assista também: Alguns conselhos para os pais sobre a educação dos filhos

A importância de uma boa formação católica para os pais como auxílio para a educação dos filhos

 

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Siga os Conselhos de D. Bosco:

 

  1. Valorize o seu filho.
  2. Acredite no seu filho.
  3. Ame e respeite o seu filho.
  4. Elogie seu filho sempre que puder.
  5. Compreenda seu filho.
  6. Alegre-se com o seu filho.
  7. Aproxime-se de seu filho.
  8. Seja coerente com o seu filho.
  9. Prevenir é melhor do que castigar o seu filho.
  10. Reze com seu filho.

 

“Quando se trata de educação não se pode deixar de lado a religião.

 

 

FELIPE AQUINO - Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.



publicado por Luso-brasileiro às 17:47
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PAULO R. LABEGALINI - PARÁBOLA DO LÁPIS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Eis uma linda parábola:

A vida de um seguidor de Cristo é como um lápis que já contém em si todas as possibilidades de cumprir plenamente sua tarefa, mas não escreve por si mesmo. Se ele não tiver a mão de alguém para conduzi-lo na escrita, continuará sendo, como tantos outros, um objeto inútil. Ao cometer um erro, sempre haverá possibilidade de correção, uma vez que a carga do lápis se compõe de um material que lhe dá condições de fazê-lo. Então, apagado o erro, poderá recomeçar suas funções.

Ao escrever, conduzido pela mão de alguém, o lápis deixará suas marcas sobre qualquer superfície. É essencial esta característica do lápis, pois, de outra forma, de nada haveria de servir. Quem poderia enxergar algum traço se não ficassem as marcas do lápis sobre a superfície, seja ela papel, madeira ou qualquer outra capaz de receber marcas?

É conveniente lembrar que qualquer lápis vai perdendo a ponta à medida que escreve. Isso também é muito natural devido a natureza do material que o compõe. Por essa razão, quando isso acontece, o lápis deverá ser apontado e não haverá como reclamar, pois, de outro modo, mais uma vez não servirá para mais nada!

Deixar-se fazer a ponta e perder um pouco do seu material externo poderá custar alguma dor e alguma renúncia, mas há de valer a pena, pois o lápis poderá readquirir sua capacidade de escrever – de continuar sendo simplesmente lápis.

Finalmente, aqui está o mais importante da parábola do lápis: o material que ele tem dentro e com o qual cumpre a sua tarefa. O corpo externo do lápis poderá ter as mais variadas formas e cores, mas se não fosse a grafite incrustada no seu interior, seriam inúteis todas as suas funções.

Ainda é necessário explicar a parábola do lápis? Talvez este complemento sirva para você aplicar alguns ensinamentos na sua vida:

1. Deixe-se guiar pela mão de alguém que não é outro senão Aquele que escreve suas palavras no coração e na vida dos seus discípulos: “Todo o mundo sabe que sois uma carta de Cristo, redigida por nosso intermédio, escrita não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, gravada não em tábuas de pedra, mas em corações humanos” (2Cor 3, 3).

2. Você tem sempre a possibilidade de apagar seus erros e pode, então, continuar a escrever com sua própria vida – como tantos o fizeram com o próprio sangue – a história da salvação e as maravilhas que o Senhor opera em favor do seu povo: “Aquele que está sentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas”. Depois, ele falou: “Escreve, pois estas palavras são dignas de fé e verdadeiras” (Ap 21, 5).

3. Você deixará marcas em qualquer superfície que você escrever. São as marcas do testemunho de vida, da retidão, da honestidade, da humildade, da solidariedade, da fraternidade, do perdão e do amor. Se não as percebe de imediato, essas marcas, todavia, são indestrutíveis e permanecerão por todas as gerações. Se você não deixar pegadas na sua passagem pela vida, de que terá servido sua vida cristã? Lembre-se de Jesus dizendo: “Se o sal perde seu sabor, não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e pisado pelas pessoas” (Mt 5, 13). Logo, se o lápis não escrever...

4. Deixe-se ‘apontar’, isto é, como se faz com o lápis que de tanto escrever perde a ponta, você deve estar disposto a que Deus mesmo lhe restitua a capacidade de escrever. É o caminho da conversão perseverante. Quando você perceber que já está ‘escrevendo’ menos – no cansaço, na rotina, na negligencia, na preguiça –, suplique ao Pai que volte a fazer-lhe a ponta. Quem sabe pela provação, por algum sofrimento físico ou moral, por alguma contrariedade, deixe Deus agir! Colabore com Ele tratando de fazer você mesmo a ponta desgastada.

5. Por último, como num lápis, não se esqueça que o mais importante está dentro de você mesmo. Primeiro a graça, a vida divina alimentada pela fé, pela oração, pela Palavra de Deus, pelos sacramentos. “Acaso não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito Santo habita em vós?” (1Cor 3, 16). Depois, a sua própria energia interior, sua potencialidade de ser humano, de dedicação, de espiritualidade.

Tudo muito simples, não acha? Então, aplique a parábola a você mesmo e seja como um lápis! Eis como pode começar:

Em 1328, a Virgem Maria apareceu a São Domingos, recomendando-lhe a reza do rosário para a salvação do mundo. Rosário significa coroa de rosas oferecidas a Nossa Senhora. Portanto, os divulgadores da devoção do rosário no mundo inteiro foram os dominicanos. Somos hoje, felizmente, convidados a meditar sobre os mistérios de Cristo, associando-nos como Maria Santíssima à encarnação, paixão e gloriosa ressurreição do Filho de Deus. Fazendo isso, mantemos o lápis muito bem apontado!

 

E um traço forte pode ser dado neste próximo final de semana. Da noite de quinta a domingo, teremos a tradicional Festa Social na Comunidade Nossa Senhora do Sagrado Coração – Instituto Padre Nicolau, em Itajubá. Participe com sua família. Não faltarão boa comida e alegria.

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 17:41
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - ACHEGAS PARA A HARMONIA NO LAR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

- “ Depois de casado, ele modifica-se…” – dizia certa mocinha a sua mãe, convencida que o matrimónio era uma espécie de varinha de condão, que tudo transforma ao nosso belo prazer.

Mas não é.

Realmente modifica; mas não é repentinamente. Essa modificação, demora anos, por vezes décadas…

A personalidade do conjugue foi formada pela: educação recebida; ambiente em que viveu; experiências que teve; traumas que passou na infância e na adolescência.

É preciso, quantas vezes, realizar esforço, quase titânico, para aceitar o parceiro.

Se é verdade que a personalidade dos casais, pouco a pouco tende a assemelharem-se, porque recebem influências idênticas; também é verdade, que a personalidade não é estável. Está sempre em constante evolução: por vezes para melhor, outras, infelizmente, para pior.

A mocinha que dizia à mãe, que o noivo, depois de casado, modificava, falava verdade… mas não toda.

No caso apresentado, o casamento não alterou – a não ser no inicio, – o carácter do marido nem o espírito de Dom Juan.

Decorridos anos, conquistou os favores de mulher elegante, de boa posição social. Com ela vangloriava-se diante dos amigos, e entrava de braço dado nas festas que frequentava, enquanto a mulher ficava no lar com os filhos…

Alertada pelas amigas, fez de conta que não entendia; até que a melhor amiga, interrogou-a: “- Não tens vergonha de ser assim ultrajada?! …”

Abriram-se, então, os olhos, e vendo a situação ridícula em que vivia, pediu divórcio, apartando-se daquele que lhe havia feito promessas de amor eterno.

A vida conjugal é feita mais de pequenas renúncias, que de grandes conquistas…

Para haver harmonia no lar, é mister que ambos tentem agradar-se mutuamente, privando-se, por vezes, de desejos e prazeres, para que o outro se sinta feliz e retribua.

O amadurecimento da personalidade de cada um, realiza-se lentamente, muito lentamente, e depende muito da escolha que se fez:

Se ambos tiverem gostos semelhantes, religião, cultura, e principalmente forem crentes convictos e tementes a Deus, a harmonia surge facilmente, porque a vida conjugal não é apenas física, mas espiritual.

Problema sempre difícil de solucionar, que se agudizou nos dias de hoje, é o facto de, a mulher, usufruir rendimento superior ao marido.

A mente masculina custa-lhe aceitar a situação de inferioridade, seja cultural ou monetária.

Jovem médico desistiu de casar com colega, porque esta, além de ser considerada competentíssima, recebia vencimento superior ao seu…

Dificuldade – que não é difícil de ser ultrapassada, desde que haja compreensão e boa vontade de ambos, – mas que sempre foi problema para a felicidade do lar.

Na “ Carta de Guia de Casados” o nosso clássico, D. Francisco Manuel de Mello, recomenda, igualdade: “ no ser, no saber e no ter.”

Em suma: o casamento não resolve todos os problemas, por vezes, complica; mas os conjugues, que buscam a felicidade, não devem descurar pequenos grandes conselhos, que suavizam as relações:

Não criticar; ser atencioso; interessar-se pelos sucessos do conjugue; e sobre tudo: aceitá-lo como é: com os defeitos e limitações…

Não há ninguém perfeito.

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -  Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 17:32
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EUCLIDES CAVACO - CARAVELA QUINHENTISTA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Este poema declamado é como que um cântico de louvor às mais belas caravelas do mundo que ilustram a nossa história.
Ouçam e vejam o poema formatado por Mena Aur aqui neste link:

 



https://www.euclidescavaco.com/caravela-quinhentista

 

 

 

 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 
 
 
 
 

***

 

 

Paulo Roberto Labegalini fala sobre seu mais novo livro

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=b_bE23wK04A

 

 

 

 ***

 

https://sol.sapo.pt/artigo/564232/brasil-um-pais-a-caminhar-para-o-abismo


OPINIÃO 

Brasil. Um país a caminhar para o abismo

 

Vítor Rainho
vitor.rainho@newsplex.pt

 

Esquerda e direita ou a ilustre flor do entulho da sociedade brasileira onde começa a ser difícil encontra alguém que não esteja envolvido no escândalo da Lava Jato. Cairá o poder na rua?

 

 
 

 

 

No anúncio, havia sempre alguém que era familiar ou conhecido de outras personagens que iam sendo convidadas para um Porto de boas vindas. A história dava a ideia de nunca ter fim, já que ao cunhado do primo surgia a prima do cunhado e por aí fora.

Olhando para o Brasil, o anúncio assenta que nem uma luva nos escândalos financeiros tornados públicos, parecendo que os primos, cunhados, tios e pais nunca mais terminam e que, por este ritmo, não haverá cadeias para tanto notável. É impressionante como quase ninguém sai bem desta história, se excetuarmos o juiz e os delegados do Ministério Público que investigam o escândalo do Lava Jato.

Um ex-Presidente, Lula da Silva, encontra-se entre os réus e fez esta semana uma declaração surpreendente ao tentar incriminar a mulher que morreu há três meses. A vergonha nem dá descanso à morte. Pelo meio da mega operação que procura demonstrar uma vasta teias de negócios corruptos, a ex-Presidente foi destituída do cargo por meios pouco claros, até porque entre os seus acusadores estavam, como se prova mais uma vez, senadores e afins alegadamente corruptos.

Mas à semelhança do anúncio, o filme da corrupção brasileira não tem fim. Todos os dias aparece mais um personagem, chegando-se agora ao cúmulo de o último denunciado ser precisamente o Presidente em exercício. Michel Temer é ‘escutado’ a concordar com o pagamento a um dos arguidos para que este se mantenha calado.

No Brasil, a delação premiada é uma realidade, permitindo aos arguidos denunciarem outros, procurando uma diminuição na sua pena.

A grande questão que se coloca é se o Brasil não irá ficar ingovernável, atendendo a que começa a ser difícil encontrar alguém que não esteja envolvido no operação Lava Jato. Curiosamente, a imprensa brasileira divide-se entre os apoiantes de Lula, Dilma e restantes membros do Partido dos Trabalhadores e aqueles que acreditam na inocência de Michel Temer, Aécio Neves e seus correligionários.

A operação Lava Jato faz lembrar, e muito, a Operação Marquês, sendo que a grande diferença é que Portugal sofreu imenso com os supostos atos de corrupção, mas como tem uma democracia estável o país não ficou ingovernável. Já o Brasil corre sérios riscos de ver grandes confrontos nas ruas...

 
 

 (Trancrito do Semanário: " SOL"- Lisboa, Portugal)

 

 

 ***

 

 

 http://www.jn.pt/opiniao/afonso-camoes/interior/brasil-em-carne-viva-8492561.html

 

As cloacas da política brasileira estão de se tapar o nariz, tresandam, tal a dimensão dos escândalos de corrupção que ameaçam a democracia e a estabilidade do mais poderoso país da América Latina, nosso parceiro maior na geografia da língua portuguesa.

O último dos apanhados na teia é o presidente não eleito, Michel Temer, agora indiciado pelos crimes de corrupção passiva, obstrução da justiça e organização criminosa. A investigação foi ordenada pelo Supremo Tribunal Federal depois da revelação de gravações que o comprometem na aprovação de um esquema de subornos destinados a comprar o silêncio de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados. Hoje detido por diversos crimes, no âmbito da chamada operação Lava Jato, foi este Cunha que comandou todo o processo que conduziu à destituição de Dilma Rousseff (nunca acusada na justiça) e à subida de Temer ao Palácio do Planalto.

Um ano depois, o Brasil não ganhou com a troca. Anémica, a economia não descola da recessão em que mergulhou nos últimos anos. O desemprego atinge mais de 14 milhões de brasileiros. A insegurança cresce e a criminalidade atinge níveis recorde. É a crise social que bate tão fundo quanto o descrédito generalizado da classe política e de alguma elite empresarial - cúmplices ou tomados pela corrupção, que alastrou como metástases de um cancro. Nos tentáculos deste polvo esbracejam muitas dezenas de dirigentes, deputados e senadores de quase todos os 28 partidos que compõem o complexo e ineficaz sistema político brasileiro, agora bloqueado. Entre o incrédulo e o envergonhado, o Brasil descobre que quase todos os seus ídolos têm pés de barro.

Debaixo de fogo e contestado nas ruas, o presidente não eleito desmente as acusações e garante que não renuncia. Mas, mesmo que porventura ganhe na justiça, Michel Temer perdeu definitivamente a oportunidade de se legitimar pelo voto. Em regime normal, as eleições deveriam ocorrer em outubro de 2018, devendo o legítimo sucessor de Dilma chegar ao Planalto no primeiro dia de 2019. Até lá, só uma alteração constitucional permitirá chamar o povo às urnas antes das datas previstas. Acontece que tal decisão depende da Câmara de Deputados cuja maioria ainda suporta o Governo de Temer. Antes mesmo do último episódio, restavam-lhe, nas sondagens, escassos 4% de aprovação. Se já era um presidente débil, é agora um cadáver político. Mas é preciso dizer-lho, nem que seja na rua. Pela primeira vez em quatro décadas, volta a ouvir-se a velha palavra de ordem, muito popular nos anos finais da ditadura: "Diretas, já!"

 

* DIRETOR DO JN

 

 (Transcrito do " Jornal de Notícias"   -  Porto, Portugal)

 

 

***

 

Horário das missas em, Jundiai ( Brasil):

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?opcoes=cidade_opcoes&uf=SP&cidade=Jundiai&bairro&submit=73349812

 

 

 Horário da missas em São Paulo:


http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=12345678&p=12&todas=0

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=5a348042&p=4&todas=0

 

 

 Horário das missas na Diocese do Porto( Portugal):

 

http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_paroquias&view=pesquisarmap&Itemid=163

 

 

 

***



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Domingo, 14 de Maio de 2017
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - CASAMENTO, SACRAMENTO E INSTITUTO JURÍDICO.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Durante muitos anos, tradicionalmente maio foi o mês das noivas no Brasil. Posteriormente, com as constantes crises econômicas, muitos matrimônios passaram para dezembro, favorecidos pelo décimo terceiro salário, forte auxílio frente às despesas com as respectivas celebrações. No entanto, independentemente da época e de seu caráter festivo, o casamento será sempre uma decisão importante na vida das pessoas que não devem considerá-lo como algo descartável, pois as consequências advindas de seu eventual rompimento a qualquer tempo são muito sérias e às vezes tristes, agravando-se sobremaneira quando resultam filhos dessas uniões posteriormente desfeitas.

         A frágil concepção que alguns lhe outorgam demonstra a falta de preparação que persiste em nosso país quanto aos enlaces, focando-lhes uma perversa vulnerabilidade. Com efeito, a formação para uma vida em comum, que absorve os problemas e os transforma em experiência, saúde e forças espirituais, deve ser vista como uma preocupação constante de pais, educadores e religiosos em geral para que a estabilidade familiar, base da sociedade, possa se estruturar de modo a atingir os seus fins primordiais.

 A ausência de orientação e diálogo sobre os deveres, direitos e efeitos do matrimônio gera um profundo vazio, tornando o divórcio uma solução imediatista e simples, que em muitos casos, revela-se num repúdio ao afeto, à capacidade de recuperação, ao uso da inteligência, do bom senso e do esforço para se resolverem dificuldades e dissiparem-se dúvidas, que não faltam à vida de ninguém e muito menos na constância da convivência de um homem e de uma mulher. Enfim, nega-se ao amor a capacidade de aprimoramento e de perfeição, para simplesmente destruí-lo nas primeiras dificuldades.

         São tantos e inúmeros os reflexos negativos originários de uma comunhão mal sucedida que tal decisão chega a se caracterizar até como vital e irreversível em diversas situações. Já se disse que ser infeliz sozinho é penoso, mas a dois é muito mais. A solidão é sempre dura, mas a dois é angustiante. A solidificação da família depende de um casamento bem estruturado. Essa deve ser a meta de todos que pretendem contraí-lo, reduzindo-se os fracassos e ampliando-o em ideal superior para não entendê-lo apenas como um ajustamento puramente humano, mas também como sacramento.

Em nossa carreira profissional pudemos constatar que muitas dissoluções ocorreram ao menor sinal de frustração ou cobrança. Faltaram aos consortes uma visão mais sólida sobre a relevância, os resultados legais e as responsabilidades de uma junção entre seres humanos que não se revela apenas em momentos de prazer e de alegria.  A despeito da intenção de viver bem, todos os que compartilham o cotidiano estão sujeitos a diversos inconvenientes. Para superá-los, os conjugues devem se esforçar permanentemente no sentido de preservarem valores como a cumplicidade, a solidariedade e a honestidade em seus relacionamentos, mesmo extraoficiais, pois a união estável, em quaisquer de suas modalidades, como instituição social, necessita de pressupostos a fim de se estabelecer e perdurar.   Assim, é preciso garantir a lealdade e diante das grandes crises, só é verdadeiro e têm alicerces o amor que “é para o outro”.

Para que a aliança seja satisfatória e duradoura, a escolha do companheiro deve ser baseada na afeição e atração mútuas, com a complementação harmoniosa das personalidades, respeito mútuo, fidelidade recíproca e partilha de afeto e carinho. O resto é só ilusão passageira.

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. Presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com).

 



publicado por Luso-brasileiro às 15:58
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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - COMO COMEÇOU A " MALDITA GUERRA"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No início de 1864, estavam sendo prejudicados, pelas conturbações internas do Uruguai, brasileiros ali residentes. Calcula-se que cerca de 20 % da população então residente no Uruguai se constituía de brasileiros. Havia violências, arbitrariedades, até mortes. Isso, não apenas no Uruguai, mas até mesmo dentro do território brasileiro, já que as fronteiras eram pouco definidas e muito permeáveis. Havia contínuas queixas ao Governo Imperial e pedidos de intervenção, para restabelecimento da ordem. A situação ficou tão insustentável que se receava que, a não tomar o governo brasileiro alguma medida mais enérgica, os gaúchos, sponte propria, o fizessem, com grave risco de secessão no Império brasileiro.

O Império, então, com apoio do governo argentino, resolveu mandar uma missão diplomática ao Uruguai, chefiada pelo Conselheiro José Antônio Saraiva, com finalidade pacificadora e tendo em vista garantir o direito e a segurança dos brasileiros ameaçados.

O Imperador, nas instruções dadas a Saraiva, frisou três pontos: 1) o Brasil devia em princípio abster-se de tomar posição na luta interna do Uruguai; 2) devia fazer uma reclamação enérgica, em favor dos brasileiros domiciliados naquele país; 3) somente em caso de ser desprezada essa reclamação, como última razão, seria empregada a força militar.

Saraiva se entendeu com o argentino Mitre, que à distância e discretamente lhe dava apoio; entendeu-se também com representantes britânicos sediados em Buenos Aires (extra-oficialmente, já que o Brasil, em decorrência da Questão Christie, tinha rompido relações diplomáticas e comerciais com o Reino Unido) e, depois de bem assentada a sua posição, propôs, como meio para acabar com a agitação interna do Uruguai, a convocação de eleições livres no país. Mas o governo de Aguirre recusou, porque não queria correr o risco de ser apeado do poder. À distância, Solano López dava total apoio a Aguirre e o açulava, prometendo sustentá-lo.

Aguirre endureceu cada vez mais sua posição e tornou impossível o diálogo. Seguiu-se um ultimato de Saraiva, que foi devolvido de modo pouco educado pelo governo de Aguirre. Solano López teve, então, a imprudência de mandar um ultimato ao governo do Império, dizendo que consideraria casus belli qualquer interferência brasileira no Uruguai. Ao que parece, López não imaginava que o Brasil de D. Pedro II ousasse desafiar o Paraguai, que era sabidamente a primeira potência militar de toda a América do Sul e estava armado até os dentes. Era um país pequeno e dependente da navegação do Rio da Prata para comunicar-se com o exterior, mas mantinha perto de 80 mil homens em armas e possuía armamento moderno, comprado na Europa. O Brasil tinha, em seu exército, menos de 20 mil homens, dispersos por todo o Império e seu armamento um tanto envelhecido nem de longe podia equiparar-se ao dos paraguaios. Somente a Marinha de Guerra brasileira estava mais bem preparada para um conflito e tinha nítida vantagem sobre a paraguaia. Segundo o Visconde do Rio Branco, López esperava que o Brasil recuasse, que Aguirre se mantivesse no poder no Uruguai, que seu aliado Justo José de Urquiza (blanco argentino que fazia oposição a Mitre e “flertava” com López) o apoiasse e ele saísse prestigiado da troca de ultimatos.

Mas D. Pedro II não transigia com a honra nacional. A Marinha Brasileira, comandada pelo Almirante Barão de Tamandaré, a 11 de agosto de 1864 iniciou a execução de algumas represálias contra o Uruguai, cumprindo os termos do ultimato anterior. Aguirre, a 3 de setembro, rompeu relações com o Império e despediu a representação diplomática brasileira. A 7 de setembro, as tropas brasileiras entraram em território uruguaio. Era um corpo de 5 mil homens, comandados pelo General João Propício de Mena Barreto, auxiliado pelos colorados locais, chefiados pelo General Venâncio Flores. Após algumas semanas de luta, com Montevidéu bloqueada pela Marinha brasileira e cercada pelas tropas brasileiras e pelas de Flores, Aguirre caiu nos primeiros dias de 1865, subindo ao poder o governo colorado de Flores, aliado a Mitre e ao Império.

A essa altura, a guerra com o Paraguai já estava em curso.

López, na lógica do seu imprudente ultimato, tinha apresado, antes mesmo de declarar guerra formal, o vapor Marquês de Olinda, que conduzia à Província de Mato Grosso o seu governador, invadindo poucos dias depois o território matogrossense. Ao mesmo tempo, para invadir o Rio Grande do Sul, cometeu a imprudência de penetrar em território argentino, nas províncias de Entre-Ríos e Corrientes, onde seu amigo Urquiza tinha sua base. Eram províncias que o Paraguai de longa data cobiçava.

Até esse momento, a República Argentina se mantivera simpática ao Brasil e aos colorados uruguaios, mas não parecia disposta a se envolver diretamente no conflito. Uma vez invadido seu território, viu-se envolvida nele, de modo que impôs-se a consolidação da Tríplice Aliança. O Paraguai se viu isolado e cercado. A “Maldita Guerra” estava apenas começando...

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS, é historiador e jornalista profissional, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

 



publicado por Luso-brasileiro às 15:54
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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - LIDERANÇA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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           Conheci algumas pessoas as quais, pela admiração, eu seria capaz de seguir, de trilhar os mesmos caminhos. Normalmente são aquelas pessoas que tomamos por exemplo e não é incomum que sejam aqueles mais chegados a nós, como nossos pais, avós e etc. Para além disso, contudo, há pessoas que são capazes de exercer uma forte influência sobre quem os cerca e nessas pessoas, muitas vezes, identificamos líderes.

            Infortunadamente, não é incomum que o conceito de líder se confunda com o de chefe, embora, realmente, um não decorra do outro necessariamente. Há chefes que são igualmente líderes, sendo seguidos por seus subordinados voluntariamente, pela obediência  e confiança que decorrem do respeit

oveito econômico.

            Se um chefe ruim pode ser demitido, o estrago causado por uma liderança negativa é bem maior, como, a propósito, a história mundial bem demonstra, repleta que está de gente que propagando palavras de ódio ou incitando a histeria e loucura coletivas, acabou sacrificando a vida de tantas outras pessoas.

            Lideranças positivas, por outro lado, parecem ter menos seguidores, até porque usam de ética em suas exposições e, cientes que são de seus defeitos, de suas falhas, não seduzem ninguém com falsas promessas, tampouco se sustentam sob a ilusão. Apenas quem de fato aceita o outro como é se torna capaz de aceitar um líder, alguém que abre o caminho, que orienta, que dá amparo e força quando necessário, que comemora os acertos como coletivos e que assume, se necessário, os erros que lhe competem.

            Engana-se quem pensa que um líder é apenas quem arrasta multidões consigo. São líderes que passam despercebidos do grande público que impulsionam o mundo, que tornam possível aquilo que não acreditava ser. Liderar com responsabilidade é uma arte, uma dádiva que muitos pensam exercer, mas que poucos dominam com maestria. Os líderes se questionam, se decepcionam, sofrem, tem medo, mas nunca deixam de se colocar a frente de seu séquito nas batalhas da vida, desde as mais simples até as mais desafiadoras. Um líder jamais é um covarde, um hipócrita, um falso. Para esses, vez ou outra, estão reservados outros tantos cargos...

            Não sei se precisamos de um líder para sermos capazes de seguir adiante, mas que faz muita diferença ter um em cujos juízos de valor acreditamos, a quem perdoamos os erros que buscam ser acertos, aos quais devotamos nosso coração, nosso rumo, nossa história, isso faz. Assim, termos uma liderança positiva pode ser uma luz verdadeira nesses tempos de escuridão moral, cívica e de solidariedade. Resta-nos a esperança de que os bons líderes, ao menos na política, não sejam seres em extinção...

o, não do temor, da imposição. Um líder não precisa ser aquele que dá o maior grito, papel que muitas vezes resta aos chefes que assim o fazem para esconder que pouco tem a oferecer.

            Há ainda aquele chefe que já foi líder um dia, mas que ou se perdeu pelo caminho, ou se deixou seduzir por outros valores menos nobres, de forma que perdem o que de melhor um funcionário pode lhes propiciar: o respeito. Para quem um dia o admirou resta a decepção de ter sido ludibriado ou o arrependimento pela ingenuidade que acreditou sólido o que era gasoso. Particularmente eu não acredito que as pessoas mudem tanto para pior. Penso que se revelam, que demostram suas verdadeiras faces quando são colocados em situações nas quais a honestidade e a ética não garantiriam o melhor pr

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada, mestra em Direito, professora universitária e escritora - São Paulo.  -  cinthyanvs@gmail.com



publicado por Luso-brasileiro às 15:49
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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - DEFESA DE DEUS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A menina está com oito anos. Participa das reuniões da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena desde o ventre materno. A mãe, quando se integrou ao grupo, estava desassossegada com as dificuldades tantas de seu caminho desde a infância. Quem vive nas proximidades de São Paulo nem sempre tem consciência da miséria que assola as regiões Norte, Nordeste... Mas por aqui também: há gente, na periferia e no centro, que sobrevive em espaços diminutos, chão sem piso, fome, falta de medicamentos... E ainda que a cidade natal dela é a segunda mais populosa de seu Estado, contudo, nos últimos 30 anos, houve um crescimento desordenado da periferia com aumento de núcleos de submoradia.
A miséria a obrigou a percorrer mais de dois mil quilômetros, chegando a Jundiaí. Foi aqui que nos avistamos e ela se fez da Pastoral, como colo para suas inquietações. De espiritualidade, atenta à Palavra de Deus. Desde que passamos a, anualmente, visitar o Carmelo São José, recuperou lembranças da festa de Santa Teresa D’Ávila, do hino “Teresa bendita”, padroeira do município de sua origem. Dela trouxe a força da oração e o Amor do Altíssimo.
Voltemos à menina que cresce observando a luta da mãe e a distância perversa do pai. A reunião da Pastoral é composta por três partes: cânticos – que elas definem -, reflexão à luz da Palavra de Deus e preces espontâneas. Ao final da primeira parte, solicitou que acrescentássemos mais uma música: “Cura, Senhor”: “Vamos Jesus passear, na minha vida,/ Quero voltar aos lugares em que fiquei só, Quero voltar lá contigo, vendo que estavas comigo,/ Quero sentir Teu amor a me embalar./ Cura, senhor, onde dói,/ Cura, Senhor, bem aqui (...) onde não posso ir...” Cantou em prantos. Chorava dolorido; chorava a mãe e outras integrantes do grupo. Incrível a sua expressão de angústia e fé enquanto cantava.
Ao final da reunião, a mãe nos explicou: na escola, naquela tarde, uma coleguinha começou a falar mal de Deus e ela saiu em defesa do Senhor. De imediato, foi agredida verbalmente. Chorava não pela violência da amiga, mas indignada por alguém dizer mal de Deus. É  Ele que segue com ela e a mãe: o Amigo que cuida, consola e é fiel. Pequena ainda, mas com a lucidez sobre onde se encontra o sentido da vida.
Lembrei-me das bem-aventuranças: “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt. 5,8).

 

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.


 



publicado por Luso-brasileiro às 15:43
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