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Sábado, 10 de Março de 2018
MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - UMA HISTÓRIA DE ENCANTOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A psicóloga Aline Bergamini entrou em contato comigo para falar de encantos: ela e mais algumas mães, que possuem filhas no Instituto de Orientação Artística – IOA –, decidiram doar fantasias, que suas meninas usaram, a um projeto de dança localizado em um bairro periférico. O IOA é de história que marca o município, a partir da bailarina, professora, diretora, cenógrafa, coreógrafa Glória Rocha (1920-1971). Na década de 40, criou o “Ballet Jundiaiense” e, em 1956, fundou o IOA, entidade essencial para o desenvolvimento cultural da cidade. Por saberem que nos apresentamos no Polytheama e em outros locais, escolheram a Casa da Fonte – CSJ. Não tenho dúvida de que a beleza é um fator importante no empoderamento de crianças e adolescentes. Aplausos de nossas competentes professoras Tânia C. Coelho Vaccari e Jéssica Oliveira. Foram 34 fantasias doadas. 
Uma das moças, de 40 anos, residente no Jardim Novo Horizonte, parte de nosso cotidiano, ficou deslumbrada ao ver as fantasias. Tirou uma por uma do invólucro e ria alto ao observar o tecido, os bordados, as pedrarias. Veio para cá de uma cidade do sertão do Nordeste, próxima ao Rio São Francisco. No passado, sua terra era caminho das boiadas. O farol junto ao forte não conseguiu iluminar seus caminhos. Foi lá que o filho morreu matado (sic) e o genro também, como relata. Já se encontrava aqui, fugindo da miséria, da seca e à procura de serviço para o novo companheiro. As coisas prosseguem difíceis, porém as fantasias produziram nela um contentamento de sonhos antigos. Como lhe agradou manusear as roupas e se enxergar em cada uma delas.  Sem dúvida já sonhara em estar em uma caixinha de música, daquelas antigas, em que a bailarina, gira na ponta dos pés, à espera do príncipe encantado. Sonho de “O Quebra Nozes”, escrito pelo alemão Hoffman, com bosque mágico e fadas, e música composta por Tchaikovsky. Observou, por último, a fantasia branca e exclamou que lhe despertara a vontade de casar.  Projetar-se no que é agradável, embora impossível, sempre purifica os sentimentos.
Em seguida, nossas crianças, para experimentarem e tirarem fotos, vestiram-se com essas roupas de festa e se sentiram preciosidades nos palcos de sua história. 
Que mães lindas essas, que partilham a formosura e a arte de suas filhas com nosso povo miúdo e um pouco maior!
 

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.



publicado por Luso-brasileiro às 16:28
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JOSÉ GERALDO VIDIGAL DE CARVALHO - RAÍZES DA VIOLÊNCIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Por força das ideias revolucionistas de Darwin, um preconceito se instalou: a violência humana passou a ser considerada um retorno à animalidade. A clássica definição aristotélica: homem animal racional, foi enfocada dando-se ênfase ao aspecto biológico. Entretanto, a bioetologia que estuda a maneira de ser dos animais, ao fazer comparações entre as diversas espécies, analisando o comportamento através da série zoológica, veio revelar o engano da tese darwiniana. Os atuais estudos científicos indicam que as reações bruscas do homem não são nunca uma regressão ao estado selvagem. Lorenz, autor da obra L’histoire naturelle de l’agression; Portman, notável zoólogo; Goustard, célebre etólogo e fisiólogo foram os pioneiros a mostrarem um novo ângulo sob o qual se deve abordar o problema da conduta destrutiva. No animal, por incrível que pareça, não existe propensão radical para a agressão, ou seja, um procedimento irreversível ataque. A agressividade animal é instintiva, não há dúvida, mas nunca se constatou que vise diretamente matar um dos congêneres. O animal não age jamais por um princípio de morte. Quando agride dentro da própria unidade biológica é unicamente para proteger a vida. Os franceses dizem que “les lions ne se mangent pas entre eux”. Os cientistas puderam inclusive verificar que quanto maior é a capacidade de um animal ferir o adversário, maior sua possibilidade de se afastar de uma luta. A função combativa dos animais está a serviço da conservação e não da destruição da espécie. Caram afirma: “os animais nunca matam sistematicamente por ódio, vingança, sadismo ou mesmo por rancor, posição social ou glória”. É mister uma reformulação embasada na Ciência: “não é o animal que está projetado na violência do homem; é o homem que, numa espécie de álibi antropomórfico, projeta sua violência no reino animal”, como atesta o Dr. Henri Ey, médico-chefe dos Hospitais Psiquiátricos franceses. Por ser o homem dotado de livre arbítrio é que o problema da violência pode e deve ser reavaliado. É uma dimensão ontológica do homem. Trata-se simplesmente de direcionar impulsos. O homem pode ser contra ou pelos outros. A conquista de um ideal, a chegada à perfeição, a irradiação de gestos de fraternidade, a construção de um mundo melhor supõem posicionamento decidido de oposição ao terrível incitamento do mal. Campanha sem tréguas, integrando-se o rancor e o ódio na liberdade humana, usada com responsabilidade no respeito diuturno da Razão e da Consciência. Cumpre à sociedade favorecer o reto agir, controlando os conflitos, pois o desequilíbrio social gera a insegurança; esta, o medo; este, o pânico; este, a repressão; esta, a revolta com toda a gama de hostilidades que desonram a estirpe humana. Que a Campanha da Fraternidade deste ano produza frutos opimos visando a superação da violência, pois em Cristo somos, de fato, todos irmãos.

 

 

 

 

JOSÉ GERALDO VIDIGAL DE CARVALHO  - Professor.Membro da Academia Mineira de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 16:17
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PÉRICLES CAPANEMA - INTOLERÂNCIA MAL DISFARÇADA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Fernando Henrique Cardoso concedeu reveladora entrevista, largamente distribuída, a Fernando Grostein Andrade. Como se sabe, o atual presidente de honra do PSDB, além de elder stateman, é o mais conhecido intelectual público do Brasil. A entrevista tem advertência importante, vem a seguir; traz ainda péssimas posições, mau agouro para o que pode vir para o Brasil. Por itens.

 

1. A advertência: o tráfico vai financiar e eleger candidatos. Estamos a sete meses da eleição de deputados, senadores, governadores, presidente da República. As campanhas serão caríssimas, mesmo que pouca gente o reconheça. Lembro, ninguém ou quase tanto quis fazer valer o voto facultativo, o que as baratearia de imediato. E o STF proibiu o financiamento empresarial. O dinheiro público será insuficiente, o grosso virá de outras fontes, em geral não registradas, receia-se com razão. Diz o antigo presidente da República: “Olha, quando comecei a mexer com essa questão de política de drogas, minha preocupação era com a democracia. Pouco a pouco, os narcotraficantes foram tendo influência política. Pablo Escobar é o maior exemplo disso. Mas não é só ele e não é só lá. O Brasil ainda não tinha chegado a este ponto, mas está começando. O problema é que os narcotraficantes dominaram certas áreas. E começam a entrar na vida política. Aconteceu na Colômbia. Vai acontecer no Brasil, está acontecendo. O tribunal eleitoral proibiu o uso do dinheiro das empresas., quem é que tem dinheiro? É o narcotraficante, as igrejas [evangélicas] têm, que é do dízimo”.

 

2. Apoio ao desatino da reforma agrária brasileira e simpatia pelo MST. Na entrevista, FHC satisfeito vira as costas para os ruralistas e aplaude ufano a subversão no campo, certamente prejudicando a candidatura Alckmin e de vários companheiros do PSDB, mas danos eleitorais parecem migalhas, diante da perspectiva de mais uma vez o político tucano se mostrar afinado com a esquerda, mesmo a mais radical: “Reforma agrária no Brasil foi feita por duas pessoas. Duas pessoas, não, dois governos. O do Lula e o meu. Ninguém sabe o quanto de terra foi distribuído. É uma barbaridade. Mas fui eu o Lula quem fizemos. O MST ajudou, porque faz barulho”.

 

3. Só a briga pelo poder afasta PT e PSDB. FHC vê os tucanos como doutrinariamente próximos ao PT, partido que tem em seus documentos o coletivismo total como meta (coletivismo é outro nome para comunismo): “Por que o PT e o PSDB nunca se juntaram? Por disputa de poder, não por disputa ideológica. Se eu pudesse reviver a História eu tentaria me aproximar não só do Lula, mas de forças políticas que eu achasse progressistas. Eu gosto do Fernando Haddad”. O presidente honorário do PSDB continua indiferente às devastações eleitorais que pode causar em correligionários, escorraçando eleitorado que agora pensa votar no PSDB como barreira ao PT. Esbofeteia alegremente conveniências eleitorais de aliados e bafeja possibilidades de vitória de adversários.

 

4. FHC prega frente comum com correntes libertárias. Enquanto que, da direita, quer distância, em especial dos conservadores em matéria de costumes, faz frente comum com libertários: “Você tem uma direita em matéria de costumes, conservadora. Eu sou liberal em matéria de costumes, completamente liberal. Acho que a diversidade tem de ser respeitada. O pessoal da direita reacionária não acha isso. Está errado”.

 

5. Jean Wyllis, coincidimos em geral. Jean Willys (PSol-RJ) é o deputado das causas LGBT, tem posições à esquerda do que publicamente defende a maioria dos deputados do PT. FHC vai até ele: “Eu já defendi o Jean Willys publicamente. Tive um debate com ele e em geral coincidimos. Eu o defendi publicamente, porque acho que ele é corajoso”.

 

6. Intolerância com conservadores e direitistas. Num sentido, o líder tucano favorece o programa demolidor da esquerda, almeja para ela liberdade total em suas tentativas de implantá-lo. Em rumo oposto, gostaria de cercear o pensamento “não progressista”. Intolerante, advoga na prática, ainda que de forma disfarçada, pelo banimento da cena pública de ideias das quais discorda. Para elas, ostracismo perpétuo, a mordaça inconfessada. Dois exemplos. O BTG tem convidado pessoas públicas de vários quadrantes ideológicos para palestras, debates e entrevistas. Convidou Jair Bolsonaro. FHC não gostou, achou “irresponsável” a atitude do banco: “Pra que convidar alguém que tem esse tipo de pensamento?” Outra vítima da intolerância. O conceituado economista Paulo Guedes apresentou esboço de programa econômico de governo com ênfase nas privatizações. Tem ficado clara sua preocupação social, conjugada com o propósito de sanear as contas do Estado e estimular a produção. Com as privatizações, segundo ele, haveria recursos públicos para, por exemplo, aplicar em saúde e educação, hoje na UTI. FHC, coçando a língua para atacá-lo, escolheu o caminho fácil: “Eu não conheço o Paulo Guedes, mas pelo que leio ele acredita que basta liberalizar que tudo se resolve. Tá na lua, né”? São no mínimo declarações irresponsáveis por induzirem o leitor a ter ideia falsa do que pensa o economista. Não conhece e já sai descendo a madeira?

 

Não há inimigos à esquerda, foi lema conhecido na Europa, em especial na França. Existe uma misteriosa atração pelo abismo (pelo extremo da própria posição) presente em correntes de centro-esquerda. Existiu em Kerensky. Abriu o caminho para Lenine. Existiu em Eduardo Frei. Abriu o caminho para Allende. Quem pode negar que o período FHC em boa medida preparou os oito anos de Lula? A entrevista revela a mesma misteriosa atração pelo abismo no mais importante líder peessedebista ▬ um exemplo do que existe Brasil afora em grupos dirigentes dos mais variados setores. Inexistindo vacina na opinião pública, a conivência e a subserviência de tanta gente podem ser decisivas para a determinação dos destinos do Brasil pós-eleição.

 

Pelo menos deixa no ar alerta benéfico. Consequência dela incoercível, vive na lua quem achar que bastaria votar de olhos fechados em candidato tucano para salvar o Brasil do petismo e de outras formas de bolchevismo atualizado.

 

 

 

PÉRICLES CAPANEMA - é engenheiro civil, UFMG, turma de 1970, autor do livro “Horizontes de Minas"



publicado por Luso-brasileiro às 16:07
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FELIPE AQUINO - POR QUE AS MULHERES CHORAM ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Existem perguntas que só são respondidas com a própria vida. Conheça mais uma bela história…

 

 

Realmente não é fácil para os homens compreenderem porquê as mulheres choram com tanta facilidade. Choram porque estão tristes, choram porque estão alegres, choram de emoção, de decepção… Há lágrimas disponíveis para tudo. Santo Agostinho disse que as lágrimas que sua mãe derramava por sua conversão diante do Sacrário, “eram o próprio sangue do coração destilado em lágrimas em seus olhos”.

Certa vez, um garotinho perguntou à sua mãe:

– Mamãe, por que você está chorando? E ela respondeu:

– Porque sou mulher…

– Mas… eu não entendo.

A mãe se inclinou para ele, abraçou-o e disse:

– Meu amor, você jamais irá entender!

… Mais tarde o menininho perguntou ao pai:

– Papai, por que mamãe às vezes chora, sem motivo? O homem respondeu:

– Todas as mulheres sempre choram sem nenhum motivo… Era tudo o que o pai era capaz de responder.

 

 

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Leia também: A Beleza e as dores da Mulher

O amor de Jesus para com as mulheres

A mulher segundo o coração de Deus

A imprescindível missão da mulher

 

 

O garotinho cresceu e se tornou um homem. E, de vez em quando, fazia a mesma pergunta: Por que será que as mulheres choram, sem ter motivo para isso?

Certo dia esse homem se ajoelhou e perguntou a Deus:

– Senhor, diga-me… Por que as mulheres choram com tanta facilidade? E Deus lhe disse:

 

 

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– Quando eu criei a mulher, tinha de fazer algo muito especial. Fiz seus ombros suficientemente fortes, capazes de suportar o peso do mundo inteiro… Porém suficientemente suaves para confortá-lo! Dei a ela uma imensa força interior, para que pudesse suportar as dores da maternidade e também o desprezo que muitas vezes provém de seus próprios filhos! Dei-lhe a fortaleza que lhe permite continuar sempre a cuidar da sua família, sem se queixar, apesar das enfermidades e do cansaço, até mesmo quando outros entregam os pontos! Dei-lhe sensibilidade para amar seus filhos, em qualquer circunstância, mesmo quando esses filhos a tenham magoado muito…

Essa sensibilidade lhe permite afugentar qualquer tristeza, choro ou sofrimento da criança, e compartilhar as ansiedades, dúvidas e medos da adolescência! Porém, para que possa suportar tudo isso, meu filho… Eu lhe dei as lágrimas, e são exclusivamente suas, para usá-las quando precisar. Ao derramá-las, a mulher verte em cada lágrima um pouquinho de amor. Essas gotas de amor desvanecem no ar e salvam a humanidade!

O homem respondeu com um profundo suspiro…:

– Agora eu compreendo o sentimento de minha mãe, de minha irmã, de minha esposa…Obrigado, Meu Deus!

 

 

 

FELIPE AQUINO - Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.



publicado por Luso-brasileiro às 15:54
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PAULO R. LABEGALINI - RESGATANDO O AMOR PRÓPRIO

 

 

 

 

 

 

 

 

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Na semana passada, relatei os mandamentos do Papa João XXIII. Agora, como acréscimo, apresento uma sequência de conselhos para cultivarmos o nosso amor-próprio a cada dia. O autor dos nove itens abaixo é o padre americano Robert Degrandis, que trabalha com ministério de cura há mais de trinta e cinco anos.

 

1.                 Estou bem como estou, não como estava ou poderia ser. Sou amável assim como sou, com todos os meus pontos positivos, com todos os meus pontos fracos, inclusive pecados.

 

2.                 Deus não faz questão de que eu seja perfeito, mas sim de que eu me entregue a ele plenamente, agora mesmo.

 

3.                 Sentimentos de culpa fazem mal. Deus não quer que eu sinta culpa por coisas que não posso mudar, visto estarem elas acabadas. Deus quer que eu trabalhe naquilo que posso mudar.

 

4.                 Posso admitir erros, problemas e fraquezas, sem perda do amor-próprio. O que importa é aprender com os erros e tratar de enfrentar os problemas.

 

5.                 Tenho valor, não importa o que digam ou pensem os outros. Mesmo as pessoas que mais quero podem destruir minha importância ou minha dignidade como pessoa.

 

6.                 Minha importância não se baseia no que faço ou realizo, mas no que sou como pessoa.

 

7.                 Sou capaz de fazer o bem pelos outros e conseguir êxito, em certa medida. Eu cresço ao aprender a dar e receber.

 

8.                 Posso mudar se realmente quiser, e posso dar forma ao meu futuro com as decisões tomadas hoje.

 

9.                 Posso ser feliz, ainda que a vida não tome o jeito que eu gostaria. Sou tão feliz quanto quero ser.

 

Assim, aqueles que praticarem esses ensinamentos, certamente viverão mais felizes e serão mais aceitos na sociedade. Para isso, é muito importante que tenhamos plena consciência da Misericórdia de Deus para conosco. Se Ele nos ama e perdoa, por que também não nos amamos sem julgamentos de culpa?

No Evangelho escrito por Marcos (12, 3), Jesus nos convida a amar: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Se meditássemos mais na profundidade dessas palavras, saberíamos que não é possível amar um irmão senão na medida em que se ama a si próprio. Portanto, todo sentimento de culpa pode e deve ser curado: primeiro numa confissão – através do perdão de Deus que nos criou – e depois dentro de cada um de nós.

No campo da psicologia, a importância ao amor-próprio em tratamentos e análises também é cada vez maior. Pudera, todas as ciências se fundamentam no mesmo mestre: Jesus Cristo!

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.



publicado por Luso-brasileiro às 15:48
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - EMIGRAÇÃO PARA O BRASIL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

          Penso que é do vosso conhecimento, pelo menos dos meus leitores – se os tiver, – que sou casado, há mais de quarenta anos, com paulistana.

          O avô de minha mulher, emigrou para o Brasil, no início do século XX, após concluir o curso de “Comércio”, numa escola que ficava junto ao Palácio da Bolsa, no Porto.

Emigrou, porque lhe disseram: que nesse país, era fácil enriquecer. Embarcou num velho navio, juntamente com outros, que buscavam vida melhor, com destino a Santos.

          Rapidamente verificou, que a terra de Santa Cruz, não era o paraíso esperado; mesmo assim, chegou a industrial. Azares e infortúnios, levaram-no a perder parte do que conseguiu, o que não admira, porque era intelectual, e dedicava-se às “ Letras “; caminho certo para empobrecer alegremente.

          Estando a conversar, com ele, no “jardim-de-inverno”, na confortável casa de Vila Mariana, narrou-me, a traços largos, a sua história.

           Perguntei-lhe, a razão de nunca ter vindo a Portugal:

         Olhou-me fixamente, com os inquietos e paternais olhos verdes, e, após segundos de silêncio, disse-me, em doce voz, levemente cantada e conselheira:

        - “ Estou velho! …Já não vale a pena! … Depois, já não vivem os que conheci. Estive sempre à espera de dias melhores… assim fiquei por aqui, pensando nos que deixei…”

          Camilo – considerado Mestre dos mestres da literatura portuguesa por Vasco Botelho de Amaral (*) – incluía, nos seus romances, quase sempre, o “ brasileiro”, que regressava à terra natal, abastado de bens e de anos. Em regra, casava com jovem, por vezes, fidalga, filha de ilustres nobres arruinados.

          Mas a maioria dos que partiam e partem, nunca regressavam, nem regressam, porque não queriam, nem querem, que se saiba, que não alcançaram o sucesso desejado.

Silva Pinto, narra, com azedume: “No Brasil”, as tristes desventuras de muitos que desembarcaram no Rio: Ao famoso Ator Justiniano Nobre de Faria, foi encontrá-lo como humilde carregador; e ao professor Franco (que introduziu, no Brasil, o método de leitura de João de Deus,) segundo escreveu: “ Só pedia, aos cafres, em troca da luz que lhes levava, o pão de casa dia.”

          Há anos, indo eu, do Tua para Vila Flor, em tarde de calor tórrido (com o asfalto da estrada, a ferver,) na traquitana da Carreira. Sentou-se, ao meu lado “brasileiro”, de meia-idade, trajado de claro e chapéu panamá; ostentava, entre os grossos e ásperos dedos, várias notas de mil escudos! …

         Saiu em Carrazeda de Ansiães, muito hirto, muito sério, muito emproado… com as notas bem visíveis! …

       A vida da maioria dos emigrantes não foi fácil (basta ler a “ Selva” e os “Emigrantes”, de Ferreira de Castro,) e ainda não é, apesar de agora, serem mais cultos, e haver leis que os protegem.

          Muitos, após ásperas e humilhantes desventuras, terminam na miséria; e é, muitas vezes,  em extremava miséria, que morrem, longe da família e dos que lhe querem bem.

          Nos anos noventa, amigo meu, sabendo que ia em viagem para São Paulo, pediu-me para entregar certa quantia, a irmão, que vivia no Rio.

           Prontamente aceitei, acrescentando: que me deslocaria lá, para entregar-lhe pessoalmente.

         Muito retraído, quase em cochicho, disse-me: que enviasse, o dinheiro, pelo correio. “ É que vive numa favela, em grande miséria…”

          Assim fiz.

       Todavia, há, quem conseguiu e consiga, singrar, em terra estranha, tornando-se: importante empresário, político influente, e comerciante de sucesso.

Infelizmente, são exceções. A maioria, já se sente feliz, poder vegetar de cabeça erguida.

        Tudo depende de sorte… e espírito de iniciava…; e de outras coisas, que, por decoro, não devo revelar...

 

(*) “ Glossário Critico de Dificuldades da Língua Portuguesa”

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 15:36
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EUCLIDES CAVACO - BALADA DA CHUVA
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Devido aos temporais de chuva, vento e agitação marítima, que estão a fustigar Portugal e outros países, partilho este poema, preconizando que a chuva só deveria cair onde é precisa. 

Veja aqui o poema formatado nest link ou no PPS anexo:


https://www.euclidescavaco.com/balada-chuva


Desejos dum calmo fim de semana.
 
 
 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

 

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 Palavra do Pastor, com Dom Vicente Costa, 

bispo diocesano de Jundiaí

4º Domingo do Tempo da Quaresma

 

https://youtu.be/GC_NV2JZPHg

 

 

 

 

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publicado por Luso-brasileiro às 15:28
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Sábado, 3 de Março de 2018
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - MULHER. POR UMA CONVIVÊNCIA MAIS JUSTA E IGULITÁRIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Se a mulher tem o direito de subir ao cadafalso, ela deve subir também à tribuna” – já afirmava, em 1791, a francesa Olympe de Gouges, que, na esteira da Revolução Francesa, lançou a “Declaração dos Direitos da Cidadã”, na qual reivindicava plena cidadania ao sexo feminino. Acabou condenada à guilhotina “por ter querido ser um homem de Estado e ter esquecido as virtudes próprias do seu sexo”. Este é um dos maiores exemplos de resistência que contribuíram para termos hoje maior equilíbrio nas relações entre homens e mulheres. 

No entanto, nada se compara às tecelãs de Nova York, nos Estados Unidos que organizaram em 1857 uma manifestação por melhores condições de trabalho e diminuição da jornada, promovendo a primeira greve de mulheres naquele país. Elas foram reprimidas, trancadas dentro da fábrica na qual trabalhavam, onde a polícia e o dono da empresa atearam fogo, matando cento e vinte e nove funcionárias. A partir daí, em 1910, surgiu idéia de se criar a oito de março, o DIA INTERNACIONAL DA MULHER em homenagem às vítimas daquele genocídio.

É por isso que a comemoração tem um significado especial em todo o mundo, pois se constitui no marco simbólico da luta feminina por melhores condições de vida, vinculada às reivindicações por uma convivência mais justa e igualitária. Trata-se efetivamente de uma celebração de suma relevância por objetivar a promoção do ativismo contra as agressões ao sexo feminino, notadamente quando estas ocorrem no espaço doméstico; contra o preconceito nos mais variados setores, inclusive o profissional e principalmente, revelar-se num instrumento de permanente busca da isonomia legal.

No decorrer do século XX, alvoreceu uma nova mentalidade em relação às mulheres, que adquiriram maior consciência de seu estado de discriminação e passaram a se dedicar à busca da realização como pessoas plenas e essa data sempre inspirou às suas demandas e solitações. Embora se registram muitas conquistas nos últimos tempos, os desafios não acabaram. Pelo contrário, exigem uma batalha cotidiana a ser travada em todas as esferas sociais – até no próprio lar-, sempre visando o respeito mútuo e a harmonia entre os gêneros.

No momento em que líderes mundiais prometem se empenhar para tomar medidas econômicas que reduzem disparidades entre países pobres e ricos, um relatório do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas) impõe como condição para exterminar a pobreza no mundo: a igualdade entre homens e mulheres. O documento “Situação da População Mundial 2005”, divulgado no mês de outubro daquele ano, classificou os índices de miséria no mundo como “estarrecedores”, correspondendo quase a metade da população mundial, concluindo que não será possível combater esse alarmante quadro, enquanto o setor feminino sofrer preconceito, violência e abuso sexual, nem obter os mesmos direitos políticos, sociais e econômicos dos homens. A conclusão do relatório, entretanto, é que o mundo ainda segue em marcha lenta no combate a essa desigualdade.

E são inúmeros os exemplos de sucesso de algumas mulheres que estão ocupando com manifesta competência cargos de alto nível e nos mais diversos setores. No Brasil, a legislação cada vez mais procura pela isonomia entre os sexos. O atual Código Civil Brasileiro dispôs com atraso injustificável, que “a direção da sociedade conjugal será exercida, em colaboração, pelo marido e pela mulher, sempre no interesse do casal e dos filhos”, suprimindo a versão do código anterior que afirmava taxativamente que o marido era chefe da sociedade conjugal. Recentemente, foi suprimida do Código Penal, a expressão “mulher honesta”.

No entanto, tais vitórias precisam ser ampliadas, de tal sorte que se solidifique uma cultura de respeito às diferenças, na qual homens e mulheres podem e devem ter papéis próprios, de mesmo valor e de importância equivalente dentro da estrutura comunitária. Enfim, desde o começo da Sagrada Escritura, é revelado que Deus criou ambos como duas formas de ser pessoa, duas expressões de uma humanidade comum.

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado,, jornalista, escritor e professor universitário. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com)



publicado por Luso-brasileiro às 18:34
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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - A VIAGEM

 

 

 

   

 

 

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Muito embora todos nós saibamos da efemeridade de nosso caminhar por esse mundo, quase sempre procuramos deixar essa questão em algum lugar escondido de nossos pensamentos. Evitamos a todo custo, como regra, o pensamento sobre a nossa partida e daqueles a quem amamos.

Um dia, contudo, em um momento qualquer, a mensageira do além, a morte, nos intercepta e nos faz recordar de que o tempo não admite desperdícios inúteis. Ainda que não corra necessariamente contra nós, corre ao nosso lado, sem que seja possível dar pausas ou recuar.

O curioso é que pensamos no tempo o tempo todo. Apenas que pensamos nele da forma equivocada, cronometrando-o e o dividindo em pequenas frações de tarefas e trabalho. Ao que nos sobra dele, tentamos imprimir a rubrica de vida, sem nos darmos conta de que a vida é uma unicidade.

Particularmente, tenho dedicado vários momentos a pensar sobre o tempo, como se escrever sobre ele me permitisse o entendimento que me escapa, como se assim eu pudesse, de algum modo, torná-lo palpável, domesticável. Faço isso não porque me importe com o agir do tempo sobre mim, mas pelo fato de que ele, se não me levar antes, irá arrebatar muitos que me são amados.

No dia 19 desse mês de fevereiro foi a vez de dizer o último adeus ao meu tio e padrinho, Dr. Wanderley Vieira da Silva. Irmão mais velho do meu pai, ele se foi logo após completar 82 anos. Médico e atleta, até os seus últimos dias trabalhou atendendo seus pacientes e praticando suas habituais corridas.

É preciso dizer que meu tio não foi aquele tio que sentava no chão para brincar com os sobrinhos. Não era também uma pessoa popular, no sentido mais comum da palavra. Quando foi me despedir dele, contudo, não pude conter as lágrimas que me lavaram o rosto. Comecei, então, a me lembrar de todas as nossas boas recordações conjuntas e mais uma vez me convenci de que as pessoas são sempre insubstituíveis.

Lembrei-me de todas as vezes nas quais ele, de forma sempre paciente, medicou-me nas minhas recorrentes doenças infantis. Estivéssemos doentes, sempre haveria o tio Wanderley para dar um jeito. Aliás, era unânime entre quem o conhecia o fato de que ele era um médico de excelência. Seus diagnósticos eram quase sempre infalíveis.

Recordei de que, se eu fechasse meus olhos e pensasse em muitos dos momentos importantes da minha vida, meu tio Wanderley estava lá, como na minha formatura, por exemplo. Foram inúmeras e memoráveis comemorações em família. Como toda família, é claro, repletas de todo o tempero que compõem as famílias.

De inteligência acima da média, meu tio não era um homem de muitas palavras ou de muitos amigos, mas descobri, no seu velório, que foi um colega de trabalho amado pelos demais e que aos seus pacientes sempre tinha uma ajuda a conceder, fossem amostras grátis de remédios caros, fosse uma palavra de conforto.

Doeu-me a despedida, pois além da pessoa que se foi, também foram todas as coisas que eu não sabia sobre ele. Doeu-me saber que o Fred, o cãozinho que era seu companheiro inseparável, fica a esperar pelo retorno dele todos os dias, postado diante da porta de entrada. Dilacerou minha alma ao ouvir minha tia, a viúva, perguntando-se em voz alta como faria para seguir dali em diante, bem como minha prima, com o olhar perdido, indagando-me e se indagando como seria não ter mais o pai por perto.

Percebi que toda uma era familiar começa a se findar, que a roda do tempo inicia um giro que abomino, que não concebo, mas que sei ser eu também um dos seus dentes. Nada, contudo, posso fazer a não ser desejar que meu tio Wanderley, o Wando ou Wandi, como era chamado em família, reencontre, do lado de lá, aqueles cuja face não podemos mais ver e que só nos existem em saudades.

Tio, você se foi e eu preciso dizer que sinto muito, de todo meu coração. Ninguém está sempre certo ou errado, ninguém é só bom ou mal. Creia, você fez a sua parte, escreveu a sua história: você foi honesto, foi trabalhador, foi um bom pai e isso é muito mais do que muita gente consegue ser na vida.

Vá com Deus! Um dia a gente se encontra...

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada,professora universitária, membro da Academia Linense de Letras e escritora.  São Paulo.

 



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FAUSTINO VICENTE - MULHER, ESTILO DE VIDA

 

 

 

 

 

 

 

 

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A destinação do mês de março para a justa comemoração do Dia Internacional da Mulher, nos dá a oportunidade de destacar os avanços que as mulheres conquistaram em todas as atividades humanas. “Eu criei um estilo para o mundo inteiro. Vê-se em todas as lojas o “estilo Chanel”.

 

 

Não há nada que se assemelhe. Sou escrava do meu estilo. Um estilo não sai da moda; Chanel não sai da moda”. Não resta dúvida que, Gabrielle Bonheur “Coco” Chanel (1883-1971), revolucionou a década de 20, libertando a mulher dos trajes desconfortáveis e rígidos do final do século 19. Foi com ousadia, criatividade e empreendedorismo que esse verdadeiro mito do mundo fashion legou à mulher contemporânea um novo estilo de vida. Ela viveu décadas à frente de seu tempo.

 

Apesar das  mulheres terem quebrado barreiras,ultrapassado fronteiras e vencido limites nas carreiras,a novela ainda terá muitos capítulos. Os desafios do dia-a-dia são representados pelo machismo,assédio sexual e moral,salários inferiores aos dos homens,dupla jornada de trabalho,constrangimento nos coletivos urbanos e violência no lar, fatores inibidores ao desenvolvimento pessoal e à dignidade humana.

 

A felicidade pode estar na “habilidade cirúrgica” em harmonizar o papel junto à família que a envolve, com o exercício da profissão que desenvolve. A mulher, mais do que o homem, tem investido em educação formal e informal.

 

As pesquisas mercadológicas despertaram a percepção do mundo dos negócios para as necessidades mais prementes da mulher ampliando o espaço do produto que mais seduz a  mulher contemporânea - a praticidade.

 

 

A diversidade de ofertas nos shopping centers,,os produtos alimentícios semi-preparados nos supermercados,o delevery,as facilidades via Internet, e a maior disponibilidade de serviços domésticos, fazem parte da receita especial do  “poupa tempo feminino.”  Do glamour da celebridade à ternura da maternidade, é a comportamento da mulher a fonte inspiradora das tendências do mercado  consumidor.

 

O fantástico desenvolvimento, científico e tecnológico, tem provocado freqüentes  e radicais transformações reservando o sucesso sustentado aos que tiverem a capacidade de adaptação à realidade. Algo análogo aos princípios da teoria evolutiva do naturalista britânico, Charles Robert Darwin (1809-1882). Senso de organização,planejamento,controle do (escasso) orçamento do lar e a simpatia no relacionamento inter-pessoal, fazem parte da receita vitoriosa da mulher,seja ela dona de casa ou astronauta da Nasa.

 

Entre as causas do avanço feminino no mundo dos negócios destacamos o seu mérito pessoal, a escalada do desemprego que atingiu a massa trabalhadora masculina,o sonho da independência financeira e o desejo natural de assegurar melhor qualidade de vida à família. Foi fundamental a convicção de que poderiam desempenhar, com a mesma eficácia e dignidade, tantas outras atividades laborativas como as que sempre executaram no lar - as quais nunca abandonaram. Todos esses sonhos, não foram suficientes para que perdessem a capacidade de se indignar,e agir,na busca incessante de metas comunitárias: sociedade mais igualitária socialmente, mais justa economicamente e mais fraterna.

 

O essencial, para homens e mulheres, é a consciência de que somos da mesma natureza e que as nossas diferenças (não são divergências) fazem parte da pluralidade de valores indispensáveis à edificação de uma sociedade sem preconceito, sem discriminação e sem violência – chagas sociais – que delatam o desrespeito à princípios sagrados de cidadania.Um simples olhar na carreira de mulheres bem-sucedidas nos revela que, além da competência técnica,da conduta ética e da habilidade eclética elas  possuem  determinação de  alpinista, garra de lenhador e sensibilidade de jardineiro, o que nos leva prazerosamente a concluir, que as belas estão se tornando cada vez mais “feras”.

 

 

 FAUSTINO VICENTE  - Advogado, Professor e Consultor de Empresas mail:  faustino.vicente@uol.com.br – Jundiaí (Terra da Uva) - SP 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 18:19
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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - CONSTATAÇÃO DA VIOLÊNCIA

 

 

 

 

 

 

 

 

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Conversava com as integrantes da Pastoral da Mulher/ Magdala sobre, ao se falar da violência, as cenas que lhes vêm de imediato, exceto as que são matéria em programas de televisão. O assunto foi baseado no tema da Campanha da Fraternidade: “Fraternidade e superação da violência” e no lema “Vós sois todos irmãos”.
Guardam com elas imagens que doem na alma. Tenebroso descobrir, através das frestas da janela, o motivo do gemido da senhora, que há tempo não viam na rua: o filho a violentava. Moravam somente os dois naquela casa pobre da vila. Chamaram uma pessoa adulta. Veio a ambulância e a polícia. A senhora, de olhar em súplica, ao sair na maca, conseguiu, com voz fraca, dizer-lhes: “Obrigada”. O filho, ao chegar à cadeia, sofreu na cela violência semelhante às que impunha à mãe. Ao adentrar o hospital, sangrando, viu o corpo materno em direção ao necrotério. E teve, ainda, dentre outros acontecimentos das histórias delas, a da moça apaixonada, que se submeteu aos desconcertos do marido. Ele pensava somente no ritmo do instrumento de percussão que tocava. O desajuste, sem tratamento, foi crescendo: noites foras, álcool, agressões no amanhecer. Separaram-se na gravidez da quarta filha. Rondava a ex-esposa, sem conseguir se aproximar. A bebê estava com três meses, quando ele a esfaqueou no ponto de ônibus. Na cadeia, desistiu de viver. A avó materna não resistiu. Foi com a filha quinze dias depois. O avô materno, já aposentado, as criou e as fez do bem.
         As duas histórias possuem um viés semelhante ao das delas: abuso sexual sem condições de se defender e a ausência, por situações de miséria, de um colo que acalentasse, alimentasse, afastasse os fantasmas, curasse as dores físicas e do coração. 
Ao final lhes perguntei se consideravam que a violência estava em ascensão ou diminuíra. Responderam em uníssono sobre o crescimento da brutalidade e concluíram, como justificativa, que isso se deve ao Brasil não possuir leis. 
Bem assim: quem possui bens materiais, diante dos delitos, é “amparado legalmente” nisso ou naquilo. Os pobres, que são sentenciados e detidos, caem num sistema em que a lei não é cumprida. E tantas outras situações que demonstram que o Brasil não possui lei única para o seu povo.  Uma pena, também, que a Lei do Deus Misericórdia se encontra mais no discurso que na vivência.
 
 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.



publicado por Luso-brasileiro às 18:08
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