PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sábado, 7 de Abril de 2018
FELIPE AQUINO - POR QUE OS DISCÍPULOS NÃO RECONHECERAM JESUS APÓS A RESSURREIÇÃO ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alguns discípulos não reconheceram Jesus ressuscitado. Isso aconteceu, por exemplo, com Maria Madalena (João 20,15), com os discípulos quando estavam pescando (João 21,4) e com os dois discípulos no caminho de Emaús (Lucas 24,13-35). Fica claro, porém, que a fisionomia de Jesus era diferente nessas aparições.

 

 

Cristo ressuscitou com seu próprio corpo: “Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu!” (Lc 24,39). Mas ele não voltou a uma vida terrestre como antes. O nosso Catecismo explica que o corpo de Jesus ressuscitado era o mesmo corpo dele:

“Jesus ressuscitado estabelece com seus discípulos relações diretas, em que estes o apalpam e com Ele comem. Convida-os, com isso, a reconhecer que Ele não é um espírito, mas sobretudo a constatar que o corpo ressuscitado com o qual Ele se apresenta a eles é o mesmo que foi martirizado e crucificado, pois ainda traz as marcas de sua Paixão. Contudo, este corpo autêntico e real possui, ao mesmo tempo, as propriedades novas de um corpo glorioso: não está mais situado no espaço e no tempo, mas pode tornar-se presente a seu modo, onde e quando quiser, pois sua humanidade não pode mais ficar presa à terra, mas já pertence exclusivamente ao domínio divino do Pai. Por esta razão também Jesus ressuscitado é soberanamente livre de aparecer como quiser: sob a aparência de um jardineiro ou “de outra forma” (Mc 16,12), diferente das que eram familiares aos discípulos, e isto precisamente para suscitar-lhes a fé” (n.645).

Com essas palavras a Igreja deixa claro que Jesus podia aparecer de maneiras diferentes (“como jardineiro ou outra forma”), já que seu corpo ressuscitado tem propriedades novas por não estar mais sujeito ao tempo e ao espaço. Isto significa que as leis da natureza já não tem mais poder sobre o seu corpo, por isso Ele pode entrar e sair do Cenáculo onde estão os Apóstolos, sem abrir a porta e sem rasgar as paredes; seu corpo já não ocupa mais espaço como antes. É agora como se vivesse de maneira “invisível”, embora pudesse se deixar ver quando quisesse.

 

 

 

 

Caravaggio_-_The_Incredulity_of_Saint_Thomas-300x2

 

 

 

Leia também: As provas da Ressurreição de Jesus

Quantas vezes Jesus apareceu após sua ressurreição?

A Ressurreição, mito ou realidade?

 

 

Quando São Paulo explica como será o nosso corpo ressuscitado, ele afirma que, da mesma forma, em Jesus “ressuscitarão com seu próprio corpo, que têm agora”; porém, este corpo será “transfigurado em corpo de glória”, em “corpo espiritual” (1Cor 15, 44): “Semeado corruptível, o corpo ressuscita incorruptível (…) os mortos ressurgirão incorruptíveis. (…) Com efeito, é necessário que este ser corruptível revista a incorruptibilidade e que este ser mortal revista a imortalidade” (1Cor 15,35-37.42.52-53).

Alguns levantam a hipótese de que os discípulos no caminho de Emaús, não o reconheceram porque o Senhor teria fechado os olhos deles para que não o reconhecessem, só permitindo isso na fração do pão. O evangelista São Lucas afirma que “os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem” (Lc 24,16) e “abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes” (Lc 24,31).

Parece-me, no entanto, que esta não é a melhor explicação, embora possa ser possível, uma vez que a Igreja diz no Catecismo que o seu corpo ressuscitado “pode tornar-se presente a seu modo, onde e quando quiser”, com outras aparências, “diferente das que eram familiares aos discípulos” (n 645).

De fato, diante de Jesus ressuscitado estamos perante um corpo em um estado novo que é completamente desconhecido da criação natural. A ciência não tem condições de explicar isso.

Outros alegam que os discípulos não o reconheceram por vários motivos, como incredulidade (Jo 20,24-25); decepção (Jo 20.11-15); pavor (Lc. 24,36-37); embaçamento da luz por ocasião da aurora (Jo 20,1,14-15), etc.. Mas essas hipóteses também não parecem ser as melhores, tendo em vista que a Igreja afirma que o não reconhecimento Dele foi “precisamente para suscitar-lhes a fé”; então, foi algo da vontade de Jesus mesmo e não de outras causas.

Há que se notar que em todos os casos a dificuldade em reconhece-Lo foi apenas temporário, em seguida o reconheceram; os discípulos em todas as aparições do Mestre estavam absolutamente convencidos de que se tratava do mesmo Jesus, no mesmo corpo físico que Ele possuía antes da ressurreição.

E, com esta certeza saíram pela mundo testemunhando corajosamente a Sua ressurreição, enfrentando as perseguições e até a morte sem medo, tal era a certeza e a alegria da ressurreição do Senhor. Isto foi a causa da força com que evangelizaram o mundo.

Jesus ressuscitou em glória. Não carregava mais nossas fraquezas nem enfermidades. Não estava mais desfigurado, e nem tinha mais a aparência de um condenado, nem era mais desprovido de beleza como disse Isaías (Is 52,13; 53,12). Isto pode, de certa forma, ter também dificultado de certa forma o Seu reconhecimento por seus discípulos, mas não foi a causa mais importante.

São Paulo diz que “o Senhor Jesus Cristo transformará o nosso mísero corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a si toda criatura” (Fl 3.20). Só então poderemos saber exatamente como é corpo de Jesus ressuscitado.

 

 

 

 

FELIPE AQUINO - Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 15:39
link do post | comentar | favorito

PAULO R. LABEGALINI - NOSSO COMPROMETIMENTO COM AS COISAS DE DEUS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Paulo Labegalini.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu conheço uma história que é mais ou menos assim:

“Uma senhora muito elegante levou o marido enfermo a uma clínica e pediu que o médico o examinasse. Assim que terminou a consulta, em conversa particular, a esposa perguntou ao médico se o caso do seu companheiro era grave. Ouviu, então, a resposta:

- Pode ficar tranquila que ele sente apenas uma carência afetiva no casamento. Eu sei que a senhora é uma empresária de sucesso, viaja muito e quase não tem tempo para dedicar à família, mas, se quiser que ele sare, precisa começar a cozinhar pra ele, levá-lo pra passear, dormir sempre em casa e, assim, em uma semana ele estará bom.

Na saída do consultório, o marido quis saber dela o que o médico havia dito. E a esposa lhe respondeu:

- Ele disse que você vai morrer daqui a uma semana!”

Pois bem, quando não há comprometimento com o objetivo a ser alcançado, o resultado pode vir a ser o pior possível. Isso também acontece com a missão que recebemos de Deus: ou a abraçamos com amor e buscamos superar as dificuldades com dignidade ou fracassamos.

Eu sei que é tentar fazer ‘chover no molhado’ falar de oração e mostrar o ‘caminho das pedras’ para conseguir superar os problemas do dia a dia com tranquilidade, mas, como a minha missão neste espaço do jornal é evangelizar, vou insistir naquilo que já escrevi algumas vezes.

Geralmente dizemos que temos um problema quando existem vários caminhos para chegarmos à solução de alguma preocupação e não sabemos qual a melhor opção. Se isso acontece, será que refletimos o quanto a oração pode encurtar esses caminhos?

É comum estarmos atribulados com dezenas de compromissos de trabalho, pessoais e sociais, mas quase sem tempo às coisas de Deus. Na correria em que vivemos, a oração perde espaço e, em muitos casos, cai no esquecimento. Quando isso ocorre, realmente fica mais difícil a solução de qualquer tipo de problema.

Portanto, sem oração, ficamos desprotegidos para vencer o mal e – o que é pior! – desprezamos pedir para a Providência Divina guiar os nossos passos neste mundo cercado de pecados. De alguma forma temos que dar valor e sentido ao nosso comprometimento com a missão que o nosso Pai nos deu, não? E tudo começa com oração!

As dezenas de imagens de Nossa Senhora, dos anjos e dos santos que tenho em casa me fazem lembrar de rezar várias vezes ao dia e não somente quando ‘sobra tempo pra Deus’. Cada vez mais, quero aumentar a minha ‘coleção’ e me aprofundar na oração.

 

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.



publicado por Luso-brasileiro às 15:34
link do post | comentar | favorito

HUMBERTO PINHO DA SILVA - CONSIDERAÇÕES SOBRE CACHORROS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Passou, há muitos anos, nas salas de cinema, filme, intitulado: “ O Mundo Cão”, onde se desenrolavam atos asquerosos e cruéis.

O realizador deveria ter chamado à “ fita”: “ O Mundo Homem”, porque só este, e nunca o cachorro, executaria tais cenas.

Dizia Pitágoras, que os animais tinham alma. Que me desculpe o matemático de discordar. Não tem alma, mas sentimentos: choram, amam, sofrem e são leais – se forem mentalmente sadios, – ao dono e a todos, que, com eles, convivem diariamente.

Embora haja dúvidas, se o cão sente remorsos, certo é, que têm arrependimento:  humilhando-se e aproximando-se, de cabeça baixa e cauda caída.

Tive cachorro rafeiro, a pedido de minha filha, quando era pequena. Certa vez ralhei-lhe, seriamente, por ter roubado pedaço de queijo. Tentou morder-me.

Ao ver-me irritado, fugiu. Momentos depois, aproximou-se, submisso, parecendo ter remorsos pela atitude repentina

A amizade que nutrem por aqueles que, com eles vivem, é enternecedora.

Ao saírem, em passeio, com a família ou amigos dos donos, olham frequentemente para trás, para se certificarem se alguém se perdeu. É instinto de matilha – bem sei, – mas comove a dedicação.

Têm, em regra, a tendência de quererem dormir na cama, junto aos donos. O desejo reflete o afeto por aqueles que consideram ser seus protetores.

É o amor filial, que existe na criança, que ao acordar, pede para se deitar na cama da mãe.

O cão (mesmo adulto) não passa – como alguns humanos, – de criança. Sente especial prazer, estar junto ao corpo do dono, como a criança procura o da mãe.

É animal que gosta de conviver e dormir em companhia. Se é escorraçado da matilha, sente-se triste e desamparado.

Para ele, os humanos com quem vive, é a “ matilha”. Compete-lhe proteger e ajudar a defende-la, como se vivesse na vida selvagem.

Quando é abandonado, sofre imenso, já que o sentimento de gratidão está muito desenvolvido.

Não existem cachorros maus. O lobo, domesticado, em bebé, torna-se dócil, tal qual, como cão meigo; o que há, é caninos mal-educados.

Os cães – como fazem as crianças, aos progenitores, – tendem a copiar virtudes e defeitos dos donos. Se estes são agressivos, por certo, o cachorro é briguento.

Para concluir: quem não pode, por motivo económico, de espaço ou porque quer gozar plena liberdade, melhor é não ter a companhia de animal.

Mas, se adquiriu um, deve cuidar com respeito e muito amor.

Os animais não são filhos de Deus, mas criaturas criadas por Ele. Compete, a nós, cuidar do mesmo jeito, como sentimos a obrigação de proteger o nosso semelhante.

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 15:25
link do post | comentar | favorito

EUCLIDES CAVACO - TESOURO DA AMIZADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Partilho hoje este poema com todos os meus amigos, como simbologia da minha sincera amizade ,
Veja e ouça aqui neste video elaborado por Gracinda Coelho.
 
 
 
 
 


https://www.youtube.com/watch?v=Mf7KqPJjXsg&feature=youtu.be
 
 
 
 
 
 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

***
 
 
 
 
 
 
logotipo_dj_dvc[1].png
 

Palavra do Pastor, com Dom Vicente Costa, 

bispo diocesano de Jundiaí

 

2º Domingo de Páscoa

 
 
 
 
https://youtu.be/dGzhTnD9_0o
 
 
 
 
 
***
 
 
 
 
 
 

 



publicado por Luso-brasileiro às 15:00
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
arquivos

Dezembro 2020

Novembro 2020

Outubro 2020

Setembro 2020

Agosto 2020

Julho 2020

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

pesquisar
 
links