PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sábado, 30 de Junho de 2018
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - DATAS ESPECIAIS NO BRASIL: DIAS DO HOSPITAL E DO PANIFICADOR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Dia do Hospital é comemorado a 02 de julho, data da fundação da Santa Casa de Misericórdia da cidade de Santos, um dos maiores hospitais do Brasil, no ano de 1945, pelo governo do presidente Getúlio Vargas. É uma forma de homenagear os profissionais que trabalham dentro dos hospitais, como nutricionistas, médicos, enfermeiros, radiologistas, terapeutas, psicólogos, secretárias, faxineiras, cozinheiras, dentre outros.

No decorrer de todos esses anos, a comemoração se transformou, em escala nacional, numa excelente oportunidade de conscientização e realização de promoções que enfatizam a importância do cuidado com a saúde humana. Principalmente em nosso país no qual ela é quase que permanentemente desleixada por nossas autoridades, provocando uma situação caótica e vergonhosa na área em todo o território.

Com efeito, reitero aqui que os reflexos dessa situação são evidenciados todos os dias: filas em postos de saúde e hospitais;  marcação de consultas e de cirurgias com longos períodos de espera; hospitais com tecnologia desatualizada e sucateada; profissionais nem sempre atualizados, muitas vezes em decorrência do excesso de horas de trabalho mal remunerado, que impede disponibilidade de tempo e recursos econômicos para sua imprescindível reciclagem e atendimento precário de portadores de moléstias graves; doentes praticamente largados em corredores das instituições e muitos outros exemplos desoladores.

         Também podemos apontar inúmeras tentativas de se utilizar deste importante setor para fins políticos. No entanto, o conceito moderno  de saúde indica que ela se constitui no bem-estar do indivíduo nos aspectos físico, mental e social. Por isso, o DIA DO HOSPITAL serve para lembrar a todos que a saúde é coisa séria e como tal, deveria ser tratada, pois ao contrário, revela-se em fiel depositária de muitas das mazelas sociais, como constantemente podemos verificar em todos os rincões brasileiros.

 

 

             Santa Isabel e o Dia do Panificador

 

 

         08 de julho é consagrado à Santa Isabel, padroeira dos padeiros, razão pela qual nesse ocasião se comemora o Dia do Panificador. A história dessa santa é de Portugal, registrando-se  no ano de 1333 uma fome terrível, durante a qual nem os ricos eram poupados. Para aliviar a situação ela empenhou suas joias e mandou vir trigo de lugares distantes para abastecer o celeiro real e assim, manter seu costume de distribuir pão aos pobres durante as crises.

       Numa dessas entregas, apareceu inesperadamente o rei Diniz. Com receio de repreensão severa, ela os escondeu. Questionada sobre o que carregava, ela disse que levava rosas. O monarca não acreditou, pois não era época dessas flores. No entanto, ao levantar os braços, caíram inúmeras pétalas, tendo muitas pessoas presenciado o milagre. Por essa razão passou a ser a patrona dos panificadores.

 

 

                   Pão, símbolo da vida,

                   alimento do corpo e da alma.

 

 

 

         A panificação é uma atividade muito antiga. Os primeiros pães foram assados sobre pedras quentes ou debaixo de cinzas nos primórdios da civilização. No Brasil, com a chegada dos imigrantes italianos a atividade começou se expandir. Assim, a história do pão e, consequentemente, a do padeiro, permeia toda a história da humanidade, principalmente no âmbito religioso. O pão se tornou o símbolo da vida, alimento do corpo e da alma. Até hoje simboliza a fé, na missa católica, pois a hóstia consagrada representa o corpo de Cristo.

 

 

                   Versos reverenciam os padeiros

 

 

         Homenageamos todos os padeiros, responsáveis pela produção de pães e outros derivados e que se constituem quase sempre em nossa primeira refeição, citando uma poesia simples e popular: “Antes do galo cantar/ele já está no batente/ preparando com carinho/uma massa consistente// Faz bolo, biscoito e pão/ utiliza trigo, fermento e/ muito amor no coração”

 

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito Padre Anchieta de Jundiaí. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com)

 

 



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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - ADIPOSIDADE PAPELISTICA

 

 

 

 

 

 

 

 

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Teoricamente, um Diário Oficial publica o que é essencial para a História, aquilo que é oficializado e tornado público justamente porque não pode ser esquecido. A escola historiográfica positivista, do século XIX, idolatrava os Diários Oficiais. Essa escola desejava aplicar à História, uma ciência humana, a metodologia e o rigor das ciências exatas. Desejava “matematizar” a História, como também o Direito, a Psicologia e todas as demais áreas do conhecimento que hoje designamos como Ciências Humanas... Para os historiadores dessa corrente, somente documentos escritos e oficiais seriam fontes seguras e confiáveis para que uma História verdadeiramente científica pudesse ser escrita. Essa ideia cerebrina, ao longo do século XX, foi não apenas desmentida, mas ridicularizada de todos os modos nos meios acadêmicos. E com toda a razão. Imagine-se alguém que desejasse escrever a História do Brasil no século XX, baseado exclusivamente nos Diários Oficiais!!!

Não nego, obviamente, que devam existir Diários Oficiais. Alguma utilidade é claro que eles têm. Mas poucas coisas são tão representativas do vazio e do oco do sistema administrativo moderno quanto um Diário Oficial. Poucas coisas mostram tanto a decalagem profunda entre o País real e o país fictício da burocracia quanto um Diário Oficial.

No dia 30 de novembro, pela última vez, o Diário Oficial da União deixou de ser publicado em papel. Desde 1º. de dezembro corrente, a publicação, que já conta com 155 anos de publicação ininterrupta, passou a ser apenas eletrônica, sendo acessível aos interessados pelo site www.imprensanacional.gov.br.

"Esta medida é reflexo dos tempos, em que a leitura é um hábito mais forte em dispositivos eletrônicos. É, também, reflexo de compromissos com a sustentabilidade que o Brasil tem que, continuadamente, cumprir", declarou Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil, ao anunciar a medida.

Segundo fontes do Governo Federal, a economia será grande. 720 toneladas de papel eram, anualmente, gastas com a impressão do órgão, a um custo de aproximadamente 2,5 milhões de reais por ano. Além dos gastos com a impressão, havia também as despesas de distribuição e estocagem, o que, no total, significará que 12 milhões de reais serão poupados a cada ano.

O Diário Oficial da União, realmente, consumia muito papel. A edição de 30 de novembro último, por exemplo, tinha 240 páginas. Mas já houve edições muito mais volumosas. Ficou famosa a do dia 24 de abril de 1998, que até entrou no Guiness Book of Records, pela sua adiposidade papelística: tinha  2.244 páginas e pesava 5 quilos e 550 gramas!

Foi o record mundial, batendo até mesmo o "New York Times", que no dia 14 de setembro de 1987, domingo, atingira 1.612 páginas, com 5 quilos e 400 gramas de peso. No caso do record brasileiro, o que engrossou a repolhuda edição foi a Seção I do Poder Judiciário, com 1.132 páginas, seguida de algumas centenas de páginas de questões técnicas do mesmo Poder Judiciário.

O espirituoso e implacável jornalista Carlos de Laet dizia que se alguém tem um segredo que seja absolutamente necessário guardar por escrito, mas que seja tão secreto que ninguém possa dele tomar conhecimento, deve publicá-lo no Diário Oficial. Fica escrito e não há perigo de alguém ler...

De fato, achar alguma coisa nessa massa de informações impressas é o mesmo que achar agulha em palheiro.

 

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS, é historiador e jornalista profissional, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História.



publicado por Luso-brasileiro às 15:08
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CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - FESTA ESTRANHA, COM GENTE ESQUISITA, EU NÃO "TÔ" LEGAL...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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            Essa semana que se passou eu me lembrei muito dessa música, lá dos meus idos de adolescência, da banda Legião Urbana. Fui convidada para uma festa na rua da minha casa. Há alguns anos uma dupla de rapazes instalou sua produtora de filmes na última casa da pequena rua de um único quarteirão em que vivo em São Paulo.

            Fazer amizade com os dois foi a coisa mais fácil desse mundo, eis que além de serem pessoas muito do bem, ainda são divertidos e excelente vizinhos. Esse ano estavam comemorando oito anos da produtora que tem em sociedade e convidaram a vizinhança para festa que fariam. O figurino sugerido era anos 80, com o exagero característico da época. Para prestigiá-los aceitei o convite e fiquei pensando no que iria vestir.

            Convidei duas vizinhas para me acompanhar, até para não ficar sozinha e como os respectivos maridos não estavam disponíveis na data, seria conveniente estarmos as três juntas em uma festa na qual só conhecíamos duas pessoas e que, segundo eu imaginei, teria uma faixa etária orbitando em 10 anos a menos, no mínimo, do que todas nós.

            Tudo combinado, não falamos sobre o figurino previamente, somente que iríamos à caráter. Como eu de fato já existia nos anos 80, ao contrário, muito provavelmente, dos demais convidados da festa de um modo geral, tentei lembrar do cabelo que usava e das roupas. Ajeitei um figurino colorido e um cabelo mais revolto, parecido com algo que eu usaria à época.

            Na hora marcada eu toquei a campainha das minhas vizinhas e fui surpreendida ao perceber que talvez nenhuma de nós entendera a proposta da festa. Eu estava de anos 80, uma estava vestida de um personagem dos anos 80, mais precisamente a viúva Porcina (só os mais velhos se lembrarão, rs) e a outra, que entendeu ser uma festa à fantasia, estava de odalisca. Juntas, éramos, no mínimo, um trio estranho. A vantagem de se ter mais de 40 anos, no entanto, é que a essa altura não se liga muito para o que os outros acham. Assim, lá fomos nós, muito mais pela preguiça de trocar de roupa...

            Quando entramos na festa eu simplesmente fiquei dividida entre voltar para casa fingindo uma urgência ou me enfiar em algum buraco e sumir. Ninguém estava vestido como sugeria o convite!! Confesso também que isso me surpreendeu, eis que uma festa de publicitários jovens seria um lugar mais natural para visuais extravagantes e arrojados. Quando vi um dos anfitriões vestido com um blazer prateado, relaxei um pouco, mas não deixei de me sentir um peixe fora do aquário. 

            A festa estava ótima, diga-se de passagem. Lugar lindo, delicado, atual e que faz você pensar na delícia que deve ser trabalhar lá. O som era ótimo e a escolha das músicas era atemporal. A bebida era composta por chope e drinks incríveis. Tudo de muito bom gosto. Só não tinha fantasia, rs. As pessoas, quase todas em torno dos 30 anos, um pouco para mais, um pouco para menos, dançavam alegres, como se faz entre amigos e companheiros.

            Ficamos as três por ali, olhando tudo, cada uma pensando sei lá o que, mas eu só dava conta de pensar: Por que raios bem dessa vez fiz questão de seguir o que estava no convite? Aliás, o que estava no convite mesmo? Certa hora olhei para o lado e notei dois rapazes olhando para nós, com ar curioso e foi aí que me lembrei da música que dá título a esse texto. Comecei a rir sozinha, porque a festa não era estranha, mas que tinha gente esquisita, isso tinha!

            E assim, quando o esquisito é você, quando você já fez o social e até ensaiou dançar um pouco, o melhor é sair de fininho, à francesa. Foi o que fizemos. Ou melhor, o que tentamos. Encontramos os nossos amigos na porta, um deles vestido de com asas de anjo.

            _ Mas vocês já vão embora?? Por quê???

            _Ah, tá tudo ótimo ( e estava mesmo!!), mas eu não “tô” legal...

            Ainda bem que não perguntaram o que eu tinha, pois eu não hesitaria em responder que estava só sofrendo de “ridiculice” mesmo...

 

 

 

 

 

 

CINTHYA NUNES VIEIRA DA SILVA - Advogada,professora universitária, membro da Academia Linense de Letras e escritora.  São Paulo



publicado por Luso-brasileiro às 15:01
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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - ABORTO E O SIM À MORTE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Dois acontecimentos me questionam: em votação popular, no final de maio, a maioria dos irlandeses votou favorável à legalização do aborto até a 12ª. semana de gravidez. Na Argentina, no início de junho, foi aprovado, pela Câmara dos Deputados, por 129 votos a favor e 125 contra, o projeto que legalizará o aborto, até a 14ª. semana, em qualquer circunstância e até os nove meses em casos de violação, risco de vida e saúde para a mãe e inviabilidade fetal.
Nos dois países, vi fotos, após o beneplácito, de mulheres e homens com atitudes eufóricas e li, também, justificativas como: legalizar o aborto pela vida das mulheres, pois as que têm dinheiro o realizam com segurança e as pobres clandestinamente, correndo risco de morte. O essencial é dar condições de vida digna a todas as pessoas que se encontraram afundadas em misérias, em lugar de condenar à morte os seus rebentos. 
Durante audiência no Vaticano, afirmou o Papa Francisco sobre o aborto: “É o mesmo que faziam os nazistas, mas com luvas brancas. (...) Em uma gravidez na qual a criança não está bem ou possui alguma malformação, a primeira oferta é: ‘vamos tirá-la? ’ O homicídio das crianças. Para deixar a vida tranquila, mata-se um inocente”.
Depois da fala do Papa, analisei alguns comentários irados sobre ele, no sentido de que, quando se espera uma renovação e abertura da Igreja, Francisco compara o favorecimento do aborto a posicionamentos como de Auschwitz. E qual a diferença se o que está em discussão ou aprovação é a morte dos mais frágeis?
O argumento de que, no caso de uma gravidez indesejada, o filho parece ser fruto apenas da mulher, sem exigir a contrapartida do homem, é verdadeiro, contudo isso não justifica destruir o bebê que pulsa nas entranhas maternas. Não é ele um amontoado de células inanimado. Se o fosse, não se desenvolveria. Há caminhos como da adoção. E que se lute por leis mais rígidas que punam a paternidade irresponsável.
O feto não é parte do corpo da mãe, apenas o habita por um tempo necessário. Sim à vida, portanto, é permitir que ele venha à luz. 
Quem é a favor da vida, desde a fecundação, não pode se intimidar com as ditaduras ideológicas que justificam assassinatos, pois somos também cidadãs e cidadãos, cumprimos com nossos deveres, pagamos impostos e temos direito a expressar nossa opinião e a lutar por ela. 

 

 

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.


 



publicado por Luso-brasileiro às 14:57
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VALQUÍRIA GESQUI MALAGOLI - PERTURBAÇÃO DA "PAZ"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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 O que perturba a paz alheia é: ver do outro a casa de paz cheia!!!

Aproxima-se outro ano novo. Como os outros, este já aponta mais outro do que novo.

Em anos velhos, num planeta-época distante e distinto, havia vida.

Nesse lugar existiu graça, existiu gente, que estabeleceu entre si contato por meio do que se acostumou a chamar de diálogo.

No entanto, era mais preocupada a chamar tudo por nomes do que infelizmente tudo dispor-se a viver.

É claro que se perderam diálogo e gente num balaio só.

E, nisso, a denominada “paz”.

Tentaram culpar o clima.

Desapercebidos do clima interno, assaz quente e determinante: o clima humano, o seu próprio interior, tão humano e impalpável; o clima humano, o seu impróprio avesso, tão desumanizado e intocável.

O clima humano destemperado.

Amizades, confraternizações e afins tornavam-se estranhezas cujos sons e imagens provinham apenas de alguma remota parede ao lado, de algum muro à frente. Da distância de casas que, em essência, distavam universos!

Criaturas novas, seres amesquinhados pela infelicidade, assoberbados pela inveja, monstros à sombra de mau humor, pouca valia e solidão nasceram desse martírio pessoal, desse cozimento e consumação cotidianos de olhar para o vizinho e não alcançar o que ia perto.

Pobres borboletas desavisadas do efeito do próprio voltejar. Defeituosas na inteligência, sem notar que seu bater de asas em si mesmas volta a bater.

Hoje, a tal paz é lenda que esfumaça.

Enquanto uns folgam da suposta vantagem de lhes restar três letras do alfabeto com as quais rastreá-la, loucos sobreviventes marcham, distintos pelo som da música que cantam, tocam e dançam.

Agora, porém, shiiiu.

Um minuto de silêncio aos mortos-vivos, pois, ao mínimo indício de felicidade alheia – a paz de fato – chamam a polícia!

Uma pausa.

Um minuto de silêncio pelos falsos sóbrios.

Shiiiu. Deixemo-los arrumar a casa, limpá-la, consolarem-se. Consolarem-se, haja vista a estrutura ser embuste.

Shiiiu. Deixemo-los lavarem-se, e lavarem mal-estares vindos de dentro, ranços, ódios etc.

Haja água para lavar tanta sujeira.

Não é à toa a falta de água no planeta.

Talvez seja esse o definitivo ano.

O ano em que, secos água e coração: fim da história.

 

 

 

 

Valquíria Gesqui Malagoliescritora e poetisa, vmalagoli@uol.com.br

 



publicado por Luso-brasileiro às 14:50
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PÉRICLES CAPANEMA - DE ESTADO SOBERANO A ESTADO CLIENTE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Mike Pence, vice-presidente dos Estados Unidos, desembarcou em Brasília na 3ª feira, 26 de junho. De lá foi para Manaus. No aeroporto manauara, não o esperavam nem o governador nem o prefeito da cidade. Ficou dois dias entre nós.

 

O presidente Donald Trump ainda não veio ao Brasil. Em quase dois anos de governo, visitou a Itália (duas vezes), o Vaticano, Bélgica, Canadá, China, França, Alemanha, Israel, Japão, Filipinas, Polônia, Arábia Saudita, Cingapura, Coreia do Sul, Suíça, Vietnã.

 

Ampliando, até agora não visitou apenas o Brasil, de fato não pôs os pés em nenhum país da América Latina, coalhada de tradicionais aliados. A situação reflete deprimente realidade, nem é preciso comentar ▬ para ambos os lados. Os fatos urram. De passagem, está marcada para 30 de novembro próximo visita de Donald Trump a Buenos Aires para a reunião do G-20.

 

Em boa parte, política é símbolo. Em certo sentido, é sobretudo símbolo. Que a constatação leve a um trabalho sério para aumentar objetivamente a importância da América Latina.

 

Repito, Mike Pence desembarcou em Brasília. A primeira gestão do mandatário, tentou coordenar com as autoridades brasileiras atitude mais enérgica em relação a Caracas. Mais que mera gestão, veio para isso. Deveria ter sido recebido com entusiasmo por tal objetivo.

 

Fracassou redondamente. Nosso chanceler jogou um balde de água fria na esperança do norte-americano que, no caso, só queria mais efetividade e menos lero-lero na compaixão que sentimos do povo venezuelano e maior consciência das ameaças pelas quais passa o Brasil. Disse o vice-presidente dos Estados Unidos: “O Brasil liderou esforços para expulsar a Venezuela do Mercosul, uniu-se aos EUA para suspender a Venezuela da OEA. Agora, chegou a hora de agir com mais firmeza, e os EUA pedem ao Brasil e às outras nações mais atitudes contra o regime de Maduro”.

 

O recado era direto: chegou a hora de atuar com mais firmeza, de resolver o caso. A resposta brasileira foi também direta: chegou nada, não vamos proceder com mais firmeza, vai continuar o lero-lero, azar do povo venezuelano. Sublinhou o chanceler Aloysio Nunes Ferreira, ao frisar que a posição dos EUA sobre a Venezuela não coincide totalmente com a do Brasil. “Somos contra qualquer iniciativa unilateral em matéria de sanções. Para nós, o tema da Venezuela está colocado onde deveria estar colocado: na OEA, a Organização dos Estados Americanos”.

 

Quem de momento mais sofre com as atitudes lenientes do Brasil com a ditadura de Maduro? O povo venezuelano. Quem poderia estar se deliciando com a frieza e o distanciamento do Brasil em relação aos Estados Unidos? A esquerda em geral, claro, em especial a China comunista. Pode ter dividendos amazônicos, é o que veremos.

 

Quem sofrerá duramente no futuro, se o rumo não for mudado? Nós. Volto a assunto que nenhum brasileiro esclarecido deveria situar fora de suas preocupações. Michel Temer não visitou Washington. Donald Trump não visitou Brasília. Michel Temer visitou Pequim. Xi Jingping, presidente da China, já visitou Brasília. Lembro, política é símbolo.

 

Política é realidade. Estamos nos lances iniciais de uma gigantesca disputa comercial entre Estados Unidos e China que pode degenerar em guerra comercial generalizada e daí, sabe Deus, em embates até piores. Em tais choques, a China, perdendo mercado dentro dos Estados Unidos, pela força das circunstâncias buscará novos fornecedores e novas parcerias.

 

À primeira vista, situação favorável para o Brasil. Poderá substituir os Estados Unidos no fornecimento de numerosas commodities e apresentar oportunidades de aplicação de capitais. É, aliás, o que já divulgam setores ligados aos interesses chineses no Brasil. E vão continuar procurando criar clima de simpatia pela posição chinesa, por apresentar reflexo favorável aos interesses brasileiros. De parceiros comerciais seríamos alçados à condição de aliados estratégicos. Balela, soft power diplomacia.

 

Respigo repercussões iniciais de fenômeno perigoso com potencial gigantesco de expansão. “Para o chinês, o investimento não é resultado de uma parceria geopolítica, ele é parte dessa parceria”, declarou Eduardo Centola, sócio do Banco Modal, instituição parceira da estatal CCCC (China Communications Construction Company). Aliás, a bem dizer todo o investimento chinês no Brasil provem de estatais chinesas.

 

Talvez o sr. Centola não tenha percebido, mas parceria geopolítica, por ele tanto elogiada, o que é? Geopolítica. Obviamente, favorecer interesses chineses nessa parte do mundo. Qual deles salta logo à vista? Sitiar os Estados Unidos. Aqui está tarefa à qual se prestaria o Brasil.

 

Vamos adiante. “A China olha o Brasil como um país onde pode escoar capital, tecnologia e capacidade ociosa”, corrobora Kevin Tang, diretor-executivo da Câmara de Comércio Brasil-China.

 

Satisfeita pelo novo quadro, constata Marianna Waltz, diretora da agência de risco Moody’s; “o Brasil faz parte da estratégia global [da China] de garantir acesso à matéria-prima e de construir a infraestrutura necessária para importá-la”. De novo, houve noção da envergadura do que disse? Pois esse é o papel que desempenhavam as regiões colonizadas em relação às metrópoles nos séculos 19 e 20. Forneciam matéria-prima, as potências colonizadoras construíam sua infraestrutura.

 

Com esse quadro de conjunto, para qual situação o Brasil vai sendo empurrado? Para a de Estado cliente. Estado cliente, para quem anda desmemoriado, é Estado econômica, política, às vezes militarmente subordinado a outro. Sinônimos da expressão, Estado finlandizado, Estado satélite, Estado vassalo, Estado tributário, protetorado.

 

Fascinado por bruxedos aliciantes, passo pesado, o Brasil bambaleia atordoado numa estrada cujo ponto de chegada ▬ Estado cliente ▬ vem sendo escondido. À vera, a estação de destino ainda está pouco clara até mesmo a muitos de seus setores mais responsáveis. Recorro a Mike Pence, chegou a hora de acordar.

 

 

 

 

PÉRICLES CAPANEMA - é engenheiro civil, UFMG, turma de 1970, autor do livro “Horizontes de Minas".

 



publicado por Luso-brasileiro às 14:46
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FELIPE AQUINO - FESTA DE NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje, 27 de junho, é uma das festas mais antigas e belas de Nossa Senhora: “Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro”. Jesus é o Perpétuo Socorro. E esta festa é celebrada no mesmo dia do grande S. Cirilo de Alexandria (330-442), bispo e doutor da Igreja, que presidiu o importantíssimo Concílio de Éfeso que no ano de 431 proclamou solenemente Nossa Senhora como Mãe de Deus (Theotókos), diante da heresia de Nestório, patriarca de Constantinopla, que negava esta verdade.

 

 

A devoção à Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro é uma devoção universal, conhecida e venerada em todos os continentes do mundo, talvez a mais ampla e conhecida devoção de Nossa Senhora, especialmente no Oriente. No mundo todo são realizadas as famosas Novenas Perpétuas em honra de Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro. Esta novena começou em 11 de julho de 1922 nos EUA.

O famoso e conhecido quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi pintado em estilo bizantino e representa Nossa Senhora, Mãe de Deus, a Senhora das Dores, que socorre seu Filho ainda Menino assustado diante da visão de S. Miguel com o vaso de vinagre à esquerda e S. Gabriel com a Cruz à direita. A Criança divina assustada diante desses instrumentos de sua Paixão se refugia nos braços de sua Mãe, agarra em suas mãos e deixa cair a sandália do pé direito. A Mãe a acolhe e a prepara para um dia viver a Paixão redentora da humanidade.

 

 

 

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Leia também: 27/06 – Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Você conhece a mensagem do Quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro?

Novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Nossa Senhora sofreu as nossas dores

 

Nossa Senhora tem o semblante coberto de tristeza e resignação e traz na cabeça a coroa de Rainha.

O quadro tem origem desconhecida; segundo um antiga tradição teria sido pintado por S. Lucas, o que não é garantido. Mas com certeza se sabe que desde 1499 é venerado em Roma. Em 1866, o Papa Pio IX o entregou aos Padres Redentoristas para que divulgassem essa devoção, o que eles fazem ainda hoje. Ela é a Patrona dos Redentoristas. Atualmente o quadro original se encontra na igreja de S. Afonso de Ligório em Roma.

Maria é a Senhora que nos apresenta Jesus, o Perpétuo Socorro da humanidade. Cada cristão precisa te-la como mãe. Aos pés da Cruz Jesus a entregou ao discípulo amado João, que representa toda a humanidade, cada um de nós, amados de Jesus. “Mãe, eis ai o teu filho; filho, eis ai a tua Mãe”. E o evangelista S. João diz que “ele a levou para a sua casa” (Jo 19, 25s).

 

 

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Assista também: A devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

 

  1. João levou Nossa Senhora para morar com ele naquela casinha no alto das montanhas de Éfeso que existe ainda hoje, na Turquia. Eu já tive a oportunidade de estar ali em peregrinação. Éfeso era a capital da Província Romana da Ásia; ali havia cerca de 300 mil pessoas no tempo em que Nossa Senhora viveu com S. João.

Cada um de nós precisa também “levar Maria para sua casa” como Mãe, como Jesus mandou. Se Jesus no-la deu aos pés da Cruz, com lábios de sangue, é porque nós precisamos dela para nos ajudar na difícil caminhada da vida em busca da nossa salvação. Desprezar Nossa Senhora como mãe, seria, então, uma ofensa muito grave a Jesus; seria desprezar a última dádiva que Ele nos deixou antes de morrer por nós.

 

 

 

 

FELIPE AQUINO - Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.

 



publicado por Luso-brasileiro às 14:39
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PAULO R. LABEGALINI - SÓ O AMOR CONSTRÓI ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Apesar de ser uma frase muito usada, acho necessário refletirmos um pouco mais no real sentido da mensagem: ‘só o amor constrói’. Para isso, como sempre gosto de fazer, contarei algumas histórias.

“Era uma vez um menino rebelde que resolveu escrever o seguinte bilhete à sua mãe: ‘Cortei a grama, quero receber R$ 3,00; arrumei o meu quarto, quero R$ 2,00; cuidei do meu irmãozinho, quero mais R$ 2,00; varri o quintal, cobro R$ 3,00; o total da sua dívida é de R$ 10,00.’

A mãe olhou para ele e, vendo-o cheio de expectativa em receber o dinheiro, escreveu no verso do mesmo bilhete: ‘Por lhe dar a vida, não quero receber nada; por tantas noites sem dormir, rezando por você, não quero receber nada; por comidas, roupas e brinquedos, não quero receber nada; pelas suas travessuras e prantos que me fez passar, também não quero receber nada; o custo total do meu amor por você é nada.’

O menino leu a resposta e voltou a escrever: ‘A sua dívida já está totalmente paga por você ser a minha mãe!’ E, a partir daquele dia, muita coisa mudou entre eles.”

Assim é o amor de Nossa Senhora por nós: totalmente grátis e com a vantagem das bênçãos que vêm do céu. Mas, se quisermos continuar merecendo as graças desse imenso amor, temos que nos esforçar para não mais magoar nossa querida Mãe Santíssima com pecados. Sempre que não reconhecemos o quanto somos abençoados pela Virgem Maria e continuamos querendo cobrar-lhe um preço injusto – que só os valores do mundo podem pagar –, estamos marcando passo e deixando de caminhar para junto de Deus.

E, para concluir que tipo de amor é forte ou fraco na construção do Reino de Deus, vou contar mais uma história – que deverá ficar gravada na sua memória:

“O vento discutia com o sol sobre qual dos dois tinha mais força e poder. Resolveram, então, participar de uma prova: o primeiro que conseguisse tirar a capa de um homem que caminhava na rua, seria o vencedor. Imediatamente, o vento disse que todos o respeitavam e começou a soprar com toda a força, chegando até a causar uma forte chuva. E quanto maior era o vendaval, mais o homem se abrigava – segurando a capa com as duas mãos.

Chegando a vez do sol provar a sua força, calmamente começou a lançar os seus raios quentes sobre a cabeça do pobre homem até que, fazendo-o suar, obrigou-o a tirar a capa e a sentar-se à sombra de uma árvore.”

Você deve conhecer muitas pessoas que agem como o vento: falando de respeito e visando a força. Mal sabem elas que a força é uma forma de defesa e que, na natureza, temos um belo exemplo: muito mais dias de sol do que de vento! (Leia: 2Cor 12, 7-10)

Pois é, pena que, quase sempre, aprendemos tão pouco de tudo de belo que a vida nos ensina! Estas duas histórias que contei servem agora para nos ajudar a refletir melhor sobre algumas coisas importantes para agradar a Deus:

Você reza diariamente e agradece a Jesus e a Maria pelo Amor que eles demonstram por você? Você tem lutado para fugir dos pecados e ganhar a salvação eterna? Você tem demonstrado o seu amor pelos irmãos necessitados, como Jesus Cristo nos ensinou?

Sempre que respondemos ‘sim’ a estas perguntas, estamos espiritualmente entendendo o real sentido do verdadeiro Amor – aquele que vem de Deus: sincero como o amor de mãe, manso como os raios de sol, gratuito como as graças que recebemos de Nossa Senhora e abençoado como um casal ao ver nascer o filho.

Portanto, antes de dizer que ‘só o amor constrói’, julgue se esse amor é suficientemente sincero, manso, gratuito e abençoado. Praticando esse Amor, você estará ajudando na construção do Reino de Deus e não enganará ninguém – principalmente você, na caminhada para o céu.

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.

 



publicado por Luso-brasileiro às 14:34
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - O VELHO QUARTEL DE BRAGANÇA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Falar do antigo BC3, é falar dos militares, que passaram por esse improvisado quartel, defendido por rudimentar cerca de aramados, que o limitavam.

Resumia-se ao pavilhão do Comando. Edifício de reboco, pintado a branco, onde funcionava: a Secretaria e o Conselho Administrativo; e, mais alguns serviços, de menor importância.

Nele ficava o Gabinete do Comandante, que nesse tempo 1967 (?), era o Major Montanha – um homem bom.

Havia, ainda outros pavilhões, que serviam de: caserna, cozinha, refeitório e balneário.

 

 

 

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Junto ao refeitório, foi criado, mais tarde, compartimento, onde funcionava a Escola Regimental; e onde os recrutas, que não alcançaram a terceira classe, tentavam obtê-la.

Um dia, jovem professor, que substituíra o Primeiro-sargento Mário, assentou, com alguns alunos, mais aplicados, prepará-los para concluir a quarta classe.

Era acontecimento inédito! …

Deu-se aulas de: Geografia, noções de História de Portugal, e Ciências.

O Professor Bi veio realizar os exames. Interrogou os examinados, com perguntas simples. Falou-se de: D. Afonso Henriques, D. Carlos, de Salazar, e outras figuras da nossa História, que o tempo varreu-me da memória.

Houve hesitações; houve titubeação; e muitos “ nervos”…Todos ficaram aprovados. Foi uma festa! … Uma explosão de júbilo! …

Um deles, mancebo alto e magro, natural da Madeira, exclamou eufórico:

-” Agora já posso concorrer para a Polícia! …”

 

 

 

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Na sala da Escola, havia: mesas para os alunos, quadro de ardósia, vitrine com: pesos de ferro, metros de metal e medidas de madeira. Suspenso da parede estucada, um vistoso mapa de Portugal, envernizado.

O Padre Telmo vinha (uma vez por semana,) à sala de aula, fazer preleções sobre o Evangelho e doutrina cristã.

Tinha o BC3, como Comandante de Companhia, tenente, que era o terror dos soldados, e até dos cabos-milicianos. Era o Tenente Moscoso; mais tarde substituído pelo irmão de Artur Anselmo – não me recordo o nome, – oficial de carreira, e afável.

Os militares animavam a cidade e transmitiram-lhe, com sua juventude e irreverência, nova alma.

Alguns, que namoravam com brigantinas (quase todas de grande beleza, de grandes e belos olhos claros ou castanho profundo,) chegaram a casar… e foram, segundo se dizia, muito felizes.

Mais tarde, começaram a erguer, de raiz, quartel, de esplêndidas instalações, no mesmo local.

Um dia, revista militar, publicou texto, escrito em prosa poética e sentimental, sobre o BC3, acompanhado de fotografias. Foi um sucesso!; e muito comentado. O autor era antigo furriel, que passara à reserva.

Decorridos muitos anos – meio século (?) – certamente poucos se recordam do velhinho BC3, levantado no topo de colina, de terra barrenta, um pouco acima da Escola e da Estação Ferroviária.

É sempre bom recordar o passado; já que o passado, é a alma da cidade. Alma que se vai, pouco a pouco, transfigurando, com o progresso, e principalmente com a chegada de gente, com outros usos e outros costumes.

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA    Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 14:29
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EUCLIDES CAVACO - ALMA DO FADO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Mesmo de férias aqui presto tributo ao nosso FADO neste video elaborado por Gracinda Coelho.

 

 



https://www.youtube.com/watch?v=0tx2buHSmbU&feature=youtu.be

 

 

 

 

Desejos duma magnífica semana.

 

 

 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

 

***

 

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Palavra do Pastor, com Dom Vicente Costa, 

 

bispo diocesano de Jundiaí

 Solenidade de São Pedro e São Paulo   

 

                            

https://youtu.be/s69NKCvhDzw

 

 

 

 

 

***

 

NOTICIAS DE PORTUGAL

 

 

 

 

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 Fonte:Jornal " A Ordem" de 28/6/2018

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 14:16
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