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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2019
JOSÉ ANÍBAL GOMES - O REGICÍDIO - "LISBON'S SHAME !"

 

 

 

 

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Foi há 105 anos que no dia 1 de Fevereiro de 1908, teve lugar o assassinato do Rei D. Carlos e do Príncipe D. Luís Filipe. Este acto bárbaro, baptismo de sangue da República que em nada deve orgulhar os portugueses, precipitou o fim da monarquia constitucional no nosso país e anulou uma última tentativa séria de reformas em Portugal, impondo um regime que era apenas pretendido por uma minoria e que nunca foi referendado, resultando unicamente de um golpe de Estado que, pelas armas, substituiu um regime por outro e que trouxe uma nova escalada de violência na vida pública do País.

Em 1908 vigorava a Carta Constitucional e, para além de liberdade individual e colectiva, existia liberdade de associação e de expressão. A comunicação social de 1908, à semelhança do que acontece nossos dias, era hábil em crucificar pessoas na praça pública e sem culpa formada. A propaganda republicana não descansou enquanto não denegriu a imagem do Rei, contando para o efeito com a colaboração de alguns que se declaravam monárquicos e estavam melindrados com o monarca.

Os republicanos temiam as reformas em curso e sobretudo Dom Carlos, astuto diplomata e estadista de excelência. El-Rei era patriota e defensor da liberdade, tendo-se destacado nas artes como um pintor de grande qualidade e sensibilidade extrema e um cientista oceanográfico de reconhecidos méritos que ultrapassou fronteiras.

 

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A 1 de Fevereiro de 1908, após uma estadia em Vila Viçosa, D. Carlos e o Príncipe D. Luís Filipe, regressam a Lisboa e, apesar do clima de enorme tensão que se vivia na capital, D. Carlos preferiu seguir numa carruagem aberta, praticamente sem escolta, apenas com os batedores protocolares e um oficial a cavalo, ao lado da carruagem do rei, que trajava o uniforme de Generalíssimo, pretendendo com esta atitude, mostrar ao povo alguma normalidade.

No trajecto el-Rei e D. Luís Filipe são bárbara e covardemente abatidos pelos assassinos a soldo da república (que ainda recentemente alguém os pretendia considerar heróis), o braço armado da Maçonaria – a Carbonária.

Não podemos contudo esquecer que existiram outros implicados na trama assassina os quais, pelo menos da fama, não se livram: são eles Alberto Costa, Virgílio de Sá, Domingos Fernandes, Aquilino Ribeiro e, quanto a este último está sepultado desde o dia 19 de Setembro de 2007 no panteão nacional (pasme-se...).

De igual modo não pode cair no olvido a tenebrosa personagem que foi José Maria Alpoim, que dizia que em Portugal só existiam duas pessoas com conhecimento total do que se passou no Regicídio, sendo ele uma delas, pois sabia em que casa teve lugar a reunião preparatória e onde se efectuou a troca ao Buíça do revólver pela carabina.

Pelos relatos históricos sabemos que a Rainha D. Amélia, de pé na carruagem fustigou com um ramo de flores que trazia na mão, um dos regicidas, gritando ao mesmo tempo “Infames! Infames!”. Aliás esta imagem correu mundo nos jornais da época.

 

 

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No Arsenal, para onde foram levados os corpos, a Rainha D. Maria Pia, mãe de D. Carlos disse devastada a D. Amélia: “Mataram-me o meu filho” ao que D. Amélia respondeu: “E o meu também.”

 

 

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A extrema violência deste acto deixa a Europa revoltada, não só pelo facto de D. Carlos ser uma figura estimada pelos restantes Chefes de Estado europeus, mas também pelo facto de se ter tratado de um acto orquestrado por uma associação secreta e assassina “a carbonária”.

A imprensa internacional publicou imagens do atentado, com base em narrações que iam chegando. Em Inglaterra escrevia-se “Lisbon’s shame!”.

O Juiz Alves Ferreira iniciou e presidiu ao 1.º inquérito ao regicídio, seguindo-se-lhe José da Silva Monteiro e o Dr. Almeida de Azevedo que, após dois anos de investigação, concluiu ter sido o atendado cometido por membros da Carbonária, que pretendia assim derrubar a Monarquia. O Julgamento estava marcado para o dia 25 de Outubro de 1910, mas acabou por não acontecer em virtude da implantação da república dias antes, pelo que não houve qualquer tipo de condenação para os implicados sobrevivos.

O processo acabou por ir para às mãos de Afonso Costa, na altura ministro da Justiça do Governo Provisório, após o que se lhe perdeu o rasto. Também D. Manuel II era detentor de uma cópia, que providencialmente desapareceu pouco antes da sua morte em 1932, na sequência de um roubo à sua residência em Inglaterra.

Este hediondo acto removeu da cena política portuguesa um grande estadista que se encontrava em posição de estimular e o refundar o regime, e com ele o seu auspicioso sucessor, Dom Luís Filipe, pessoa muito culta, e muitíssimo bem preparada para assumir os destinos do País. 

 

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Através de eleições nunca a república seria implantada em Portugal, pelo menos nessa altura. Basta vermos os resultados eleitorais obtidos pelo Partido Republicano nas eleições do dia 5 de Abril de 1908, que num total de 157 deputados, conseguiu apenas eleger 7 deputados.

Assim, só eliminando o Rei é que os republicanos conseguiriam implantar a república mas como com a perpetração deste acto não conseguiram os seus intentos, de novo surgem com as suas intenções de derrubar o regime pela força – o que acabam por conseguir, em 1910.

O regicídio permitiu a implantação da república.

E à 1ª república, violenta e sanguinária, sobreveio a 2ª república, da ditadura salazarista e do Estado Novo. E à 2ª república sucedeu a actual 3ª república, falida e corrupta.

Em 1 de Fevereiro de 1908 assassinaram o Rei e o príncipe herdeiro.

Em 5 de Outubro de 1910 mataram Portugal. Desde então o nosso País deixou de ser Portugal e transformou-se na República Portuguesa (é assim que nos identificamos nos documentos oficiais e nas relações com os outros países).

 

 

JOSÉ ANÍBAL GOMES  -  Ponte de Lima, Portugal

 

 



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JOSÉ RENATO NALINI - IN DUBIO, NATIONE

 

 

 

 

 

 

 

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Nós da “família” jurídica, estamos acostumados com o latim. Aliás, faz falta o Latim no ensino fundamental. Toda a estrutura de nosso pensamento é greco-romano. Os Romanos sistematizaram a genialidade helênica. Há expressões que ganharam a linguagem do povo e são insubstituíveis, como o tão propalado “data vênia”.

O princípio do Direito Penal bastante citado é “in dubio pro reo”. Ou seja: para condenar uma pessoa, é preciso ter absoluta certeza de sua culpa, seja sob a modalidade dolosa, seja a culposa em sentido estrito. Há autores que sustentam ser preferível “soltar um culpado do que condenar um inocente”.

Se isso vale para o Direito Penal, é preciso refletir se também se aplica a interesses coletivos como o destino da Pátria. Ainda não temos outra fórmula de entregar a coordenação da administração pública senão mediante eleições. O eleitor é o autêntico titular da soberania. Único e exclusivo. Dele depende entregar o Poder – e o Erário, ou seja, a soma do sacrifício de todos os brasileiros – ao eleito. A partir da eleição, instaura-se uma “ditadura a prazo fixo”. Não se dispõe ainda do “recall”, que poderia interromper o mandato daquele que traiu o representado e já o não representa. Só nas próximas eleições é que se poderá fazer faxina.

Pois para as eleições, o mais conveniente para o Brasil é servir-se de uma formatação diversa do princípio. Em vez do “in dubio pro reo”, o “in dubio pro Natione”. Ou seja: na dúvida sobre a idoneidade do candidato, a Nação reclama que ele não seja eleito. Quando paira a menor incerteza sobre o envolvimento em falcatruas, em desonestidade, em ilicitude, em ligações perigosas – dize-me com quem andas… – é melhor não arriscar.

O Brasil já não suportará mais quatro anos de conduta lesiva aos interesses de seu heroico e sacrificado povo. Povo que morre de bala perdida e de bala premeditada. Que morre à espera de atendimento nos hospitais. Que não tem noção de como a educação poderia ser melhor se o governante se interessasse, efetivamente, por aprimorá-la e não fizesse do verbete apenas uma cereja a mais na retórica populista.

Uma excelente estratégia para estas eleições é votar em quem não tem a menor mácula em seu passado, em sua vida pública, em suas vinculações. Se tiver, que “procure sua turma”. O povo exige decência. Decência já! E Lava-Jato para os que não honraram a confiança que os ingênuos neles depositaram.

 

 

 

 

JOSÉ RENATO NALINI  é Reitor da Uniregistral, docente universitário, palestrante e autor de “Ética Geral e Profissional”, 13ª Ed. RT.

 

 

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FELIPE AQUINO - O MÉTODO DE EDUCAR DE DOM BOSCO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 “Basta que você seja jovem para que eu te ame” Dom Bosco

 

Educar é uma bela e nobre missão, pela qual vale a pena gastar o tempo, o dinheiro e a vida; afinal, estamos diante da maior preciosidade da vida: os nossos filhos. Tudo será pouco em vista da educação deles.

O Grande São João Bosco, fundador da Congregação dos padres, irmãs e cooperadores salesianos, um dos quais o nosso querido Monsenhor Jonas Abib, fundador da Canção Nova, foi Pai e Mestre da Juventude; viveu para os jovens a pedido de Nossa Senhora Auxiliadora, que lhe apareceu aos nove anos e pediu isso.

Toda a vida de Dom Bosco foi dedicada aos jovens; ele dizia: “basta que você seja jovem para que eu te ame”. E Dom Bosco tinha esperança em todos os jovens e não desistia de nenhum deles, por mais difícil que fosse.

Nesta sua vida ele elaborou um método pedagógico simples e eficaz para educá-los.

Educar é algo complexo, é como burilar um diamante bruto, que o pecado original obscureceu. A graça de Deus e a educação humana e religiosa fazem o diamante voltar a brilhar. É o que Dom Bosco fazia.

 

 

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Leia também: Um sonho de Dom Bosco

Como conquistar seu filho, segundo Dom Bosco

Carta de São João Bosco para os jovens

7 frases para ser feliz como Dom Bosco

Dom Bosco, um Mestre perene

 

O educador precisa saber, com carinho e pulso, corrigir os defeitos, estimular as qualidades, e levar os jovens a amar as virtudes que orientarão a vida e lhe darão a felicidade duradoura. Dom Bosco dizia que numa boa educação jamais poderia faltar a formação religiosa, porque sem o auxílio da graça de Deus o jovem não consegue vencer as paixões desordenadas da alma humana, especialmente hoje em que Deus é expulso da Terra e a moral cristã é pisoteada.

A juventude em todos os tempos tem sede de novidades e se afasta de Deus e da religião e se perde muitas vezes nas drogas, na violência na bebida, no sexo desvairado, etc. Mas este é um grande desafio que no seu tempo, um pouco diferente de hoje, Dom Bosco soube vencer. E muitos educadores do seu tempo queriam saber qual o “milagre” que Dom Bosco fazia para ganhar para Deus tantos jovens rebeldes. Entre outras coisas, Dom Bosco respondia: “Consigo de meus meninos tudo o que desejo, graças ao temor de Deus infundido em seus corações”.

Dom Bosco dizia que em primeiro lugar era necessário conquistar a confiança do jovem. Ele disse isso ao Cardeal Tosti, em Roma, em 1858., disse-lhe São João Bosco: “Veja, Eminência, é impossível educar bem a juventude se não se lhe conquista a confiança”.

Outro item básico do processo educativo de Dom Bosco era levar os jovens a evitar o pecado. Para isso ele usava com os jovens de uma grande vigilância e muita atenção e carinho, de maneira paterna. Por isso ele chamou seu método de “preventivo”, em substituição ao “repressivo”, com base em castigos. Seu olhar estava atento aos jovens nos recreios, para de imediato fazer a correção, eliminar as brigas, os maus costumes, as iras, etc. Mas para isso Dom Bosco entrava nas brincadeiras deles, disputava corridas com eles e praticava esportes em seu meio, e participava de seus jogos e diversões. Gostava de brincar com eles de “tudo o que o seu mestre fizer”. Ia a frente e os meninos tinham que repetir o que ele fazia.

Dom Bosco nunca dava castigos físicos porque dizia que isso só revoltava os jovens. Ele usava uma palavra adequada, um olhar triste de decepção, enfim, mostrava seu desagrado e decepção.

Um dia ele não conseguiu dar o “boa noite” aos meninos por causa da algazarra que faziam; então, ele os mandou dormir sem ouvir a sua palavra por causa do mau comportamento deles; nunca mais isso aconteceu.

Dom Bosco sabia ensinar os jovens a usar a liberdade que Deus nos deu, sem sufocá-la, mas também sem permitir que abusassem dela e caíssem na libertinagem; que é o uso da liberdade fora da verdade e da responsabilidade. Sabia para isso aplicar a boa disciplina.

Uma forma de conquistar os jovens era a alegria. Ele dizia que os jovens são como abelhas, atraídas por uma colher de mel. No convívio amoroso com os jovens ele aproveitava para contar histórias edificantes, dar bons conselhos e, desafiá-los a repetir as boas ações dos santos. Dom Bosco tinha aprendido com seu santo inspirador, São Francisco de Sales, que um cristão triste é um triste cristão. Para isso ele usava também a música e dizia que “uma casa sem música é como um corpo sem alma”.

 

Assista também: Um sonho de Dom Bosco…

 

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Dom Bosco sabia que o mais difícil com os jovens era a perseverança no bem; por isso dizia-lhes que sem os Sacramentos e a devoção a Nossa Senhora era impossível permanecer no bem. Por isso, gastava tempo com eles nas Confissões, onde perdoava e moldava cada jovem diamante que Deus lhe confiou. Ali ele era um pai que sabia compreender e corrigir. Com a Comunhão frequente Dom Bosco levava os jovens a fortalecerem contra as tentações do demônio. Ele queria que os jovens fizessem a Primeira Comunhão tão cedo quanto possível, desde que pudessem distinguir entre o pão comum e o Pão Eucarístico, e estivessem instruídos. Queria que logo “o Rei do Céu viesse reinar nessa alma”.

Penso que tudo isso que Dom Bosco viveu e ensinou seja necessário hoje mais do que nunca, neste tempo triste em que a infância e a juventude são empurradas, até pelo governo, para o mau caminho da imoralidade e dos maus costumes.

 

 

 

FELIPE AQUINO - Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.

 



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PAULO R. LABEGALINI - COISAS DE CRIANÇA

 

 

 

 

 

 

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Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus: ‘Dizem que estarei sendo enviada à Terra amanhã, mas como vou viver lá sendo assim tão pequena e indefesa?’ E Deus disse: ‘Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e guiará os seus passos.’ A criança ainda quis saber como faria para ser feliz, e o Senhor lhe respondeu: ‘Seu anjo alegrará você e sempre será possível sentir-se muito amada.’

Ainda confusa, a pequena criatura continuou perguntando: ‘Como poderei entender quando falarem comigo, se não conheço a língua deles?’ O Criador explicou que, com muito carinho e paciência, o bom anjo lhe ensinaria primeiro a rezar e depois a falar. E querendo logo encerrar as dúvidas, a criança exclamou: ‘Eu serei muito triste se estiver longe do Senhor!’ Aí, Deus sorriu e disse: ‘Seu anjo sempre falará de mim, lhe ensinará como me encontrar e, assim, eu também estarei dentro de você.’

Nesse momento, havia muita paz no céu e as vozes da Terra já podiam ser ouvidas. A criança, apressada, pediu suavemente: ‘Oh, Deus, se eu estiver pronta para ir agora, diga-me, por favor, qual o nome do meu anjo?’ E Deus respondeu: ‘Você chamará seu anjo de Nossa Senhora!’

            Belo conto, não? Apesar de ser apenas uma história e Maria não ser anjo – mas a eterna Rainha dos anjos –, cada vez que eu a conto a alguém, digo que essa criança sou eu. O amor que sinto pela Santíssima Mãe do Céu é tão grande que chego a imaginar, quando pequeno, o Divino Pai me tocando e recomendando que eu nunca largue as mãos de Nossa Senhora. E quantas outras pessoas devem agora estar imaginando ter passado por isso também!

            Quando Roberto Carlos compôs a sua grande homenagem à Virgem Maria, deve ter voltado a ter um humilde espírito de criança para escrever: ‘Nossa Senhora, me dê a mão, cuida do meu coração, da minha vida, do meu destino, do meu caminho, cuida de mim.’

Até um grande amor pode se fundamentar em brincadeiras sadias de criança. Por exemplo, contam que um casal chegou a completar bodas de ouro sem nunca ter brigado, porque eles faziam um jogo muito interessante: um escrevia a palavra ‘Neoqerpv’ num lugar inesperado e, assim que o outro achasse, deveria escrevê-la em outro lugar escondido.

Eles colocavam Neoqerpv dentro do açucareiro para que o próximo que fosse usá-lo achasse, escreviam na janela embaçada pelo sereno, escreviam no sabonete e até no final do rolo de papel toalha! Não havia limite para colocar a palavra Neoqerpv e surpreender o parceiro.

Aquilo era mais do que um jogo de diversão – era um modo de vida! Muita gente não entendia a brincadeira que faziam e a felicidade que sentiam quando um achava o bilhete do outro, até que um dia, quando ela morreu, as palavras tristes do bondoso velhinho revelaram o grande segredo.

Durante o velório, ele disse a todos o que significava a palavra ‘Neoqerpv’: ‘Nunca esqueça o quanto eu rezo por você!’ E as pessoas passaram a compreender a vida que levaram: agradecendo a refeição que comiam, indo de mãos dadas à missa, ajudando os necessitados, criando os filhos na fé cristã, e, principalmente, um intercedendo a Deus pelo outro. O marido até mandou gravar Neoqerpv no caixão da eterna amada.

São coisas de criança que nos ajudam a chegar ao céu! E quanta gente se esquece que Jesus Cristo gravou ‘Eu te amo’ no coração de cada um de nós, no dia do batismo. Sem dúvida, aquela foi a data mais abençoada de nossa vida de criança e, como parte de minha missão evangelizadora, eu sempre dou testemunhos a casais, dizendo que a partir do dia que começamos a rezar e a trabalhar juntos a serviço de Deus, eu e minha esposa deixamos de brigar. E isso já faz mais de vinte anos!

Também os pais de uma criança devem cuidar bem dos valores que farão parte da vida dela. É triste saber que existem crianças rezando assim:

“Senhor, esta noite peço algo especial: me transforme num celular. Gostaria de ocupar o seu lugar para poder viver o que ele vive em minha casa, sem ser interrompido e nem questionado. Quero que me levem a sério quando falo e que acreditem em tudo o que eu digo. Quero também sentir o cuidado imediato que recebe o celular quando algo não funciona e ter a companhia do meu papai quando chega em casa. Gostaria que minha mamãe me procurasse quando está aborrecida e que meus irmãos brigassem para estar comigo. Me ajuda, Senhor, a viver a sensação de que a minha família larga tudo para passar alguns momentos ao meu lado. Amém!”

Pois é, saiba que não há nada que compense o fracasso familiar na cabeça de uma criança.

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.

 



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HUMBERTO PINHO DA SILVA - AS ONDAS QUE CAPTAMOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Já repararam, que o nosso céu, o nosso espaço, é atravessado por imensas ondas de Rádio e TV, que se cruzam e se recruzam, percorrendo distâncias, quase infinitas?

Não as vemos, é certo, nem as sentimos; mas existem.

Como os aparelhos de rádio e TV, captam as ondas, o nosso cérebro, também, sintoniza, não essas, mas outras, que não podemos ver, mas sentimo-las.

Nunca ouviram dizer: “ Anda qualquer coisa no ar! …”, referindo-se a mudança de regime ou calamidade? São “ondas” de boatos, de notícias tendenciosas, que a mente capta, e guarda no subconsciente.

Dizem: “ Está na moda”; “ Isto ou aquilo, é preconceito”; “Agora é assim.”; “Todos o fazem”…

E por que está na moda?!

Porque grupo de indivíduos, que têm o poder de influenciar, através da mass-media, conseguiu-nos hipnotizar, a tal ponto, que não somos capazes de pensar nem raciocinar, discernidamente.

Outrora, usavam a literatura; depois, o cinema; agora: a TV, Rádio e Internet.

Servem-se de tudo (até das telenovelas,) apresentando-nos cenas e atitudes indignas, para nos narcotizar. O hábito de as vermos, adormece os nossos valores (quando os há,) despertando o desejo de aceitar o que outrora rejeitávamos.

E aceitamos, porque não queremos ser considerados: retrógrados e antiquados.

Adotamo-nos, então, à realidade, ao que a maioria: aceita e acata.

Todavia, defendemo-nos, culpando: companhias e o meio ambiente. Sem dúvida, que as pessoas que conhecemos ou vivem na nossa cidade, exercem grande influência, no nosso modo de pensar e agir; mas, é bom lembrar: que cada um pode e deve, criar o seu próprio meio.

Se frequentarmos lugares sadios; se lermos livros edificantes; se assistirmos a espetáculos dignos; se escolhermos amigos respeitosos, edificaremos o nosso próprio carácter, com pensamentos positivos.

Claro que não é possível o isolamento, porque não somos uma ilha, nem isso seria útil; nem é necessário apartarmo-nos de tudo que é negativo; mas devemos pesar e confrontar tudo, com os nossos valores.

Ser responsável; ter princípios; ideias próprias; não se deixar levar pela corrente; e, muito menos, ser marioneta e imitador, é que forma o homem inteligente e de carácter.

Sejamos apenas nós próprios, e seremos felizes.

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto,Portugal



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ZITA VICENTE - MELANCOLIE

 

 

 

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Palavra do Pastor, com Dom Vicente Costa, 

 

Bispo diocesano de Jundiaí

 

4ª Domingo do Tempo Comum  Lc4,21-30

 

 

 

 

https://youtu.be/40vbaSxDbic

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Leitura Recomendada:

 

 

 

 

 

Resultado de imagem para Jornal A Ordem

 

 

 

 

 

Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

Opinião   -   Religião   -   Estrangeiro   -   Liturgia   -   Area Metropolitana   -   Igreja em Noticias   -   Nacional

 

 

https://www.jornalaordem.pt/

 

 

 

 

 

 

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Horário das missas em, Jundiai ( Brasil):

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?opcoes=cidade_opcoes&uf=SP&cidade=Jundiai&bairro&submit=73349812

 

 

 Horário da missas em São Paulo:


http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=12345678&p=12&todas=0

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=5a348042&p=4&todas=0

 

 

Horário das missas na Diocese do Porto(Portugal):

 

http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_paroquias&view=pesquisarmap&Itemid=163

 

 

 

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