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Sexta-feira, 31 de Maio de 2019
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - A PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE DEVE SER UM COMPROMISSO DE TODA A SOCIEDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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            Comemora-se na próxima quarta-feira, 05 de junho, o DIA INTERNACIONAL DO MEIO AMBINETE E DA ECOLOGIA pois nesta data, em 1972, a ONU - Organização das Nações Unidas promoveu em Estocolmo, capital da Suécia, a Primeira Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento para discutir a destruição e a conseqüente degradação humana.

            Apesar do longo tempo da celebração, o desrespeito com a natureza e com o próprio ser humano ainda persistem e estão em todos os lugares: nas queimadas, no desmatamento, na poluição , na extinção de milhares de espécies animais e vegetais, na fome, na miséria e na desesperança. Tanto que amplo levantamento sobre a saúde do planeta, produzido pela Organização das Nações Unidas – “Avaliação Ecossistêmica do Milênio” - apresentou um diagnóstico completo dos ecossistemas terrestres, efetuados por 1.360 cientistas de noventa e cinco países, concluindo que a humanidade está esgotando os recursos oferecidos pelo globo numa velocidade superior a sua capacidade de reposição. De acordo com eles, estão comprometidos itens como estoques de peixes e reservas de águas potáveis, reciclagem de nutrientes do solo e controle climático regional.

Os reflexos desse esgotamento são mais do que um risco para o futuro – eles já estão produzindo impactos reais e indicaram que os efeitos críticos são maiores justamente para as populações mais pobres, vulneráveis a variações climáticas e problemas na produção de alimentos. E o pior, o mundo não vai atingir as metas do milênio – um conjunto de objetivos para redução da pobreza até 2015, traçado pela ONU e pelos governos – sem mudar radicalmente a maneira com que trata a natureza.

            Meio ambiente e ecologia tornaram-se motivo de preocupação em todo o mundo em meados do século XX, embora o biólogo alemão, Ernst Haeckel (1834-1919)  tenha criado  formalmente a disciplina que estuda a relação dos seres vivos com o “habitat”, ao propor, em 1866, o nome ecologia para esse ramo da biologia. Junção das palavras gregas “oikos” (casa) e “logos” (estudo), a matéria ficou restrita aos meios acadêmicos até bem pouco tempo. Ela só ganhou dimensão social após um acidente de grande proporção e que derramou 123 mil toneladas de óleo no mar, na costa da Inglaterra, em 1967, com o petroleiro “Torrey Canion”.

            Assim, a importância da consciência ecológica é manifesta, notadamente pelo fato de todas as ações humanas terem reflexo no equilíbrio ambiental. Por isso, é preciso levar a sério o mundo que nos rodeia, o ambiente em que vivemos e ter um olhar amplo, sem perder de vista a realidade concreta e particular do nosso cotidiano, sob pena dos recursos naturais e do ambiente como um todo se tornarem inviáveis, em pouco tempo, à própria sobrevivência humana

O DIA DO MEIO AMBIENTE E DA ECOLOGIA que se avizinha, constitui-se  numa oportunidade para refletirmos sobre essa interminável oposição entre desenvolvimento e preservação do ambiente, consolidando um compromisso com o futuro, em favor de uma existência  mais saudável tendo em vista, que a vida é um dom divino e ninguém pode se eximir da responsabilidade por sua preservação, seja rico ou pobre. Efetivamente, essa proteção não é uma tarefa exclusiva das autoridades, mas um compromisso de toda a sociedade.

 

 

                        Dia Internacional contra a Agressão Infantil

 

 

         A ONU instituiu o dia 04 de junho como o Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão ou o Dia Internacional contra a Agressão Infantil. Trata-se de uma data de reflexão e não de comemoração, já que é preciso entender e extinguir as razões da violência contras as crianças em todo o mundo. Além da proteção integral delas ser prevista no ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, a Constituição Federal do Brasil em seu art. 227 dispõe que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar-lhes todos seus direitos e colocá-las a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Assim, está na mais do que na hora de  se colocar em prática a legislação progressista de que dispomos para ao menos, minimizar os índices alarmantes na nessa área.

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras. (martinelliadv@hotmail.com)

 

 



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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - A GUERRA DO PELOPONESO... E NÓS!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A guerra entre Atenas e Esparta, travada de 431 a 404 a.C., foi tema sobre o qual se debruçaram Tucídides, autor da “História da Guerra do Peloponeso”, e Xenofonte, autor de “Helênicas”.

O fato que precipitou o conflito foi uma insignificante querela entre duas poleis rivais, Córsira e Corinto, sendo a primeira apoiada por Atenas e a segunda por Esparta. Na realidade, porém, o que realmente se passou foi uma luta pela hegemonia na Hélade, entre as duas grandes cidades que se haviam transformado nos dois polos do mundo helênico.

O leitor moderno pode ter uma ideia dessa realidade se analisar a Guerra Civil espanhola (1936-1939), quando por trás do conflito entre as duas facções em luta se digladiaram as forças muito mais poderosas que, pouco depois, se enfrentariam na Segunda Guerra Mundial. A Guerra Civil espanhola foi, pois, um teste, uma avant-première travada por procuração, do que viria depois. Algo disso, analogamente, se deu com o início da Guerra do Peloponeso.

Mais para trás, se recuarmos no tempo, chegaremos às Guerras Pérsicas, nas quais Atenas, à testa da Liga de Delos, assegurou uma posição de preeminência sobre Esparta e, mais geralmente, sobre toda a Grécia. Concluídas as Guerras Pérsicas, convinha a Atenas conservar o status quo, e teve início uma fase imperialista de sua história. Já Esparta, em nome das liberdades e autonomias das poleis ameaçadas pela hegenonia ateniense, lutou durante anos, até desbancar Atenas e assumir a posição hegemônica. Numa terceira fase, chegou a vez de Tebas, a terceira cidade que, sob a chefia de Epaminondas e beneficiada pelo desgaste das duas anteriores, conseguiu assumir a posição que ambas haviam ocupado.

Por trás do conflito pela hegemonia, da luta pelo poder, parece-me também que se pode ver, ao longo dos 27 anos que durou a guerra, um enfrentamento quase dialético entre dois vetores que agiam no mundo grego, uma força centrípeta (que tendia à aglutinação, à federação entendida como a busca de uma unidade, em torno de um único centro) e outra centrífuga (que favorecia e estimulava as autonomias e as independências entre as várias poleis, respeitados sempre os usos e costumes locais). Faço notar que em diversas fases da História europeia, desde a Idade Média até o século XIX, em diversos países (por exemplo, na França, na Espanha, na Itália, no mundo germânico, até mesmo no Império Otomano) verificaram-se análogos enfrentamentos de vetores centrípetos e centrífugos.

Mais por trás, ainda, do enfrentamento entre Atenas e Esparta está, é claro, o problema de mentalidade, de cosmovisão, de weltaunschaung. Era um problema filosófico ou ideológico, proveniente de dois modos de conceber a vida. O curioso é que, pelo menos na primeira fase da Guerra do Peloponeso, Atenas, a campeã das liberdades civis, adotou a posição centralizadora e imperialista, enquanto a ditatorial Esparta se fez paladina das liberdades e autonomias. Quem conhece a história do século XX se lembrará de muitas situações parecidas...

Grosso modo, parece-me que estão expostas as causas da Guerra. Passemos às consequências dela.

A primeira foi, sem dúvida, desastrosa para a Grécia. Quase três décadas de guerras, de divisões, de morticínios, enfraqueceram o mundo grego, empobreceram-no economicamente, prejudicaram seu florescente comércio e permitiram que Roma, muito mais nova (fundada em 753 a.C.) fosse assumindo o papel de grande potência mundial.

Igualmente foi abortada, com a derrota de Atenas, a evolução política e social que se verificava na cidade. Desse ponto de vista, a vitória de Esparta sobre Atenas representou um retrocesso.

Outra consequência, entretanto, que eu consideraria mais bem vantajosa para a cultura e a civilização, foi que, como decorrência da Guerra do Peloponeso, tomou a dianteira a Macedônia, inicialmente com Filipe e em seguida com seu filho Alexandre. A grande expansão militar e política de Alexandre teve o efeito de espalhar a cultura grega por todo o mundo conhecido de então.

A cultura grega, aquilo que se poderia anacronicamente chamar de "greek way of life", que já se espalhara pelas rotas comerciais e pelas colônias da Magna Grécia, atingiu então seu ponto máximo de desenvolvimento e de influência na condução dos povos antigos. Mais tarde, viria essa cultura a se constituir numa das três matrizes da civilização ocidental. De fato, a nossa civilização, aquela em que fomos formados e que formou nossos espíritos, tem sua origem em três grandes focos: o Lácio, a Grécia e a bacia do Jordão. Roma nos legou o Direito, muitas instituições políticas e administrativas, muitas línguas etc. Através dos judeus nos chegaram a Revelação e a Fé. E da Grécia herdamos a Filosofia, o pensamento, as categorias, a literatura, o teatro e tanta coisa mais. Até nós, pois, de algum modo chegaram as consequências remotas da Guerra do Peloponeso.

 

 

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS   -    É licenciado em História e em Filosofia, doutor na área de Filosofia e Letras, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História.

 

 



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - TROCANDO DE PELE

 

 

 

 

 

 

 

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A menina em breve completa 14 anos e seu sonho máximo, para a maioridade, é trocar de pele. A única forma, segundo ela, será através de tatuagens pelo corpo inteiro. Não é uma questão de arte, de aceno, de moda de seu tempo, de espelhar-se em alguém que admira. Nada contra tatuagem, porém me incomodam certas reações suas, principalmente de se sentir culpada nisso ou naquilo. Acontece alguma coisa na casa – são umas dez pessoas que lá habitam -, fica rebuscando em que errou. Foi tanta a culpa imposta pelo abusador que lhe roubou a infância que, até hoje, embora com atendimentos diversos, não consegue se libertar. Não foi só com ela que fez isso. Por inúmeras vezes, a buscava com seu jeito de mosca-varejeira, que deposita “seus ovos” onde houver ferida aberta. As larvas, nascidas de “seus ovos”, corroem os tecidos vivos, corroem o coração e até os ossos e as cartilagens. Essa é uma jovenzinha que acompanho.
Se há algo que não consigo digerir é como um indivíduo, com participação em oportunos setores da sociedade e que ouve a Palavra de Deus, ao se sentir atraído sexualmente por uma criança, não busca ajuda. Difícil, também, considerá-lo, no presídio em que se encontra, convertido. A primeira atitude seria a de escrever às vítimas e pedir perdão, reconhecendo o mal que fez a elas. E mais uma coisa que não assimilo é a razão de pessoas próximas a esse abusador, sem laços de sangue, demonstrarem muito mais interesse por ele do que pelas meninas maculadas. Cruel tudo isso!
Criança ainda, carregava sintomas de medos e sustos. Chegou a ser, numa representação infantil, o patinho feio, na tentativa de se perceber cisne. Inútil. Com o decorrer do tempo, a culpa, que não era dela, se acentuou de tal modo que pretende mudar de pele... Para se tornar uma pessoa que não é ela? Para sentir a dor das agulhas, que pensa poder diminuir o sofrimento que traz por dentro? Para se camuflar, com o propósito de que não saibam o que se passou dos seus sete aos nove anos? 
Semana passada, escolheu um livro para ler: “Fazendo meu filme” de Paula Pimenta. Na capa, dois copos de pipoca. Talvez seja uma procura do parque de diversões com roda gigante e cavalinhos em carrossel que, com o uso de seu corpo lhe recusaram.
Ah, antes que me esqueça, pretende fazer, na face, a tatuagem de uma cruz, semelhante a que viu em um túmulo!

 

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.

 


 
 



publicado por Luso-brasileiro às 18:08
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CINTHYA NUNES - PAGANDO MICO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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            Em outro texto eu já escrevi sobre eles, mas não fui capaz de evitar compartilhar aqui nesse espaço a nova experiência que tive com os saguis. Por mais estranho que pareça, precisei mudar para São Paulo para ver bem de perto esses pequeninos e delicados macaquinhos.

            Há alguns anos eu fazia aulas de artesanato no ateliê de uma amiga, no bairro paulistano de Santo Amaro. Minhas aulas eram aos sábados, em um sobradinho próximo a pequenas ilhas verdes. Um dia a professora postou nas redes sociais uma foto de um pequeno sagui que vinha “visitando” o ateliê em busca de comida. Aos poucos foi se aproximando e ganhando coragem para buscar pedaços de frutas.

            Assim que eu soube da existência dos ilustres visitantes, fiquei ensandecida. Queria eu também alimentá-los ou ao menos ter o prazer de ver o improvável daqueles animais frágeis existindo em meio ao cinza que prevalece nessa gigantesca cidade. Durante uns seis meses, quase todos os sábado eu me colocava na janela esperando que eles aparecessem, mas isso não aconteceu. Minhas amigas até transformaram minha expectativa em piada, tamanha minha frustração.

            Há cerca de um ano comecei a trabalhar um dia por semana no bairro de Santo Amaro, lá pelas redondezas do antigo ateliê que, para minha tristeza, já não é mais no mesmo bairro. Agora, além de estar bem distante, não tenho tempo livre para me dedicar às delícias do patchwork. Mas esse tema pertence a outro departamento...

            No início desse ano, em uma manhã qualquer, enquanto eu seguia em um táxi, rumo ao trabalho, observando o bairro, notei que uma figura corria pelo fio e vi, maravilhada, que era um sagui. Depois de tanto tempo procurando por eles, tinha a chance de um pequeno vislumbre. Fiquei pensando em como é aquele serzinho, anima pertencente à natureza, conseguia sobreviver circulando pelos postes e fios de alta tensão.

            Nessa semana, em uma das faculdades em que trabalho, um pequeno grupo de funcionários conversava animadamente embaixo de uma árvore. Olhando para direção para a qual apontavam eu quase não pude acreditar quando vi que se tratava de um sagui. Logo me contaram que por ali, quase todos os dias, circula uma família de saguis, incluindo um pequeno filhote.

            Próximos às margens do Rio Pinheiros, um verdadeiro esgoto a céu aberto, esses pequenos sobrevivem sabe-se lá como. A natureza reúne suas forças, talvez as derradeiras, e num apelo silencioso, reproduz símios diminutos em meio à poluição, à violência e a degradação ambiental.

            Ofereci um pedaço de fruta a um deles e logo uns três estavam em volta da minha mão, buscando cada qual o seu pedaço. Um deles, um dos pequenos, segurou com as mãozinhas o meu dedo e eu me senti magicamente abraçada. O espírito da natureza se fazia anunciar entre nós ou ao menos no meu coração.

            Sei que há riscos nesse contato e não oriento ninguém a fazê-lo. São animais silvestres, ainda que aparentemente mansos. Para eles, no entanto, os riscos são muito maiores. Somos a praga da natureza e a convivência conosco, muitas vezes os escraviza das mais variadas formas. Sem dúvida, desde há muito, somos nós que pagamos o mico...

 

 

 

 

CINTHYA NUNES   -   é jornalista, advogada e professora universitária – cinthyanvs@gmail.com



publicado por Luso-brasileiro às 18:03
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FELIPE AQUINO - OITO COISAS QUE TALVEZ NÃO CONHECIA SOBRE SÃO PAULO VI

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Paulo VI, Giovanni Battista Montini, é conhecido por ser o Pontífice que finalizou o Concílio Vaticano II, que havia sido inaugurado pelo seu predecessor João XXIII.

 

 

 

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Entretanto, muitos acontecimentos importantes do seu pontificado são pouco conhecidos. Eram tempos em que os meios de comunicação não tinham o alcance que têm atualmente, com a internet e com as redes sociais.

 

 

A seguir, confira oito coisas que você provavelmente não conhecia sobre São Paulo VI:

 

 

  1. Em 27 de novembro de 1970, no Aeroporto Internacional de Manila (Filipinas), Paulo VI recebeu duas punhaladas do pintor boliviano Benjamín Mendoza y Amor Flores, que sofria de problemas mentais e que disfarçado de sacerdote tentou assassinar o Pontífice com um punhal.
  2. Foi o primeiro Pontífice que usou avião em suas viagens.
  3. Foi o primeiro Pontífice que visitou os cinco continentes e, antes de São João Paulo II, ele já havia recebido o apelido de “Papa Peregrino”. Realizou uma visita pastoral ao continente africano; e também visitou a Colômbia e os Estados Unidos, na América; Portugal, na Europa; Austrália, na Oceania; Filipinas e Índia, na Ásia.

 

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Leia também: Com esta fórmula, Papa canonizou Paulo VI, Dom Romero e outros cinco novos santos

Sabia que o Papa Paulo VI escreveu duas cartas de renúncia ao pontificado?

São Paulo VI passa a ser celebrado no dia de sua ordenação sacerdotal

Esta é a “história secreta” da Humanae Vitae de Paulo VI

 

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  1. Além disso, foi o primeiro Papa que visitou a Terra Santa. Em Jerusalém, em 1964, encontrou-se com o patriarca ortodoxo Atenágoras I e celebraram juntos o levantamento das mútuas excomunhões impostas depois do Grande Cisma entre o Oriente e o Ocidente, em 1054. O Papa Francisco visitou a Terra Santa em 2014 para celebrar os 50 anos deste acontecimento.
  2. Foi o último Pontífice que teve uma cerimônia de coroação e o primeiro a dispensar o uso da tiara, durante as sessões do Concílio Vaticano II. Eventualmente, doou a sua tiara, um presente da sua antiga Arquidiocese de Milão, à Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição, em Washington (Estados Unidos), como um sinal do seu apreço pelos católicos norte-americanos.
  3. Exerceu o seu ministério sacerdotal durante 58 anos. Foi ordenado em 29 de maio de 1920 e faleceu no dia 6 de agosto de 1978.
  4. Nino Lo Bello, veterano “vaticanista” norte-americano, garantiu que Paulo VI, um apaixonado pela leitura, levava na sua bagagem durante suas viagens até 75 livros para escolher quais ler.
  5. Paulo VI criou os cardeais Karol Wojtyla, em 1967, e Joseph Ratzinger, em 1977, que alguns anos depois foram os seus sucessores, São João Paulo II e Bento XVI, respectivamente.

 

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/oito-coisas-que-talvez-nao-sabia-sobre-papa-paulo-vi-83285/

 

 

 

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FELIPE AQUINO - Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.



publicado por Luso-brasileiro às 16:48
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JOSÉ RENATO NALINI - SEM PESQUISA NÃO HÁ FUTURO

 

 

 

 

 

 

 

 

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A Universidade Brasileira se ampara sobre uma tríade: ensino, pesquisa e extensão. É o que a Constituição Federal explicita. Mas, na verdade, isso está no discurso, na retórica, na promessa. Pesquisa, mesmo, é quase nada. E sem ela, o Brasil não deslanchará.

Não é possível depender de governo. É urgente que a sociedade se aproprie dessa política pública e estimule a juventude a pesquisar.

Recentemente, São Paulo conseguiu congregar cinquenta universidades e centros de pesquisa para reduzir a distância entre a inovação e o mercado. Parece haver uma presunção de má-fé em relação ao empresariado. A Universidade não pode “se vender” ao capital. Por isso, ela deve continuar a produzir pensamento doutrinário, teorias edificantes, mas tudo desprovido de qualquer consequência prática.

Há muitos professores e alunos capazes de desenvolver projetos que poderiam significar facilitação da vida rotineira e se traduzir em ganhos para todos. Uma cultura acadêmica veda o contato com o empresariado. Só que é este que tem de sobreviver e fornecer ocupação remunerada para a maior parte da população. Se depender do governo, continuará a mamata de cargos em comissão, ineficiência, burocracia excessiva, inflação de funções e déficit na prestação. Qual é o serviço público bem avaliado no Brasil?

Nesse encontro chamado 100 Open Techs, aproxima-se o pesquisador e o empreendedor. São mais de 1.500 projetos, dos quais 100 serão estimulados e implementados. A informação sobre quais as tecnologias procuradas pela empresa brasileira, da qual a indústria encontra-se sucateada exatamente por esse distanciamento, permitirá o fomento de novas pesquisas e de parcerias que poderão resultar em novas startups.

As “Feiras de Ciências” da escola pública, sem incentivo maior por parte do Estado, já evidenciam que a criança e o jovem brasileiro quer criar, quer melhorar a vida das pessoas. É preciso acabar com os preconceitos e promover a união de todos os que querem um Brasil mais moderno, que assegure à sua população a qualidade de vida tão deficitária que hoje ela ostenta. Incentivar os cérebros, estimular a pesquisa e a criatividade, premiar a audácia. Sem isso, continuaremos essa imensa Nação que ainda não deixou o estágio colonial e que se conforma com a condição de exportadora de commodities e dependente, em tudo o mais, dos países líderes mundiais. Sem pesquisa não haverá futuro digno para o Brasil. Conscientizem-se disso, empreendedores, educadores e brasileiros que de fato amam seu País.

 

 

JOSÉ RENATO NALINI    -   é Reitor da Uniregistral, docente universitário, palestrante e autor de “Ética Geral e Profissional”, 13ª ed., RT-Thomson.

 

 

 

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publicado por Luso-brasileiro às 16:39
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PÉRICLES CAPANEMA - A CARA NOVA DA EUROPA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Cara nova da Europa. Tornaram-se mais nítidos traços de preocupação, sulcos de esperança, vislumbres de rumos diferentes. Apareceram mais visíveis depois que 427 milhões de eleitores foram às urnas para eleger 751 deputados (um terço dos quais mulheres), com mandato de cinco anos.

 

Preciso melhor. Às urnas foram bem menos, 50,82% do total possível, contudo a maior participação em 25 anos, revertendo tendência constante de queda desde 1979. Em 2015, o comparecimento foi de 42,6%. Agora pesou forte o temor da imigração desordenada e destrutiva, autêntica invasão; junto dele o da avalancha muçulmana. Para boa parte dos europeus, chegou a hora da reação. Sabem, a inércia é via para a morte da Europa como continente cristão e civilizado.

 

Reagir, sim, concordo, só mortos e moribundos não reagem. Mas o foco deve ser posto em outro ponto: como resistir e sob quais bandeiras? Se os europeus errarem aqui, abraçando escolhas falsas, a situação lá na frente aparecerá pior do que já está, agravada pela decepção e desespero. No fundo do panorama, em todos os cenários, percebe-se na bruma o olhar enigmático de Vladimir Putin.

 

Convém constar, em alguns países o eleitorado se mostrou pouco reativo. Por exemplo, Eslováquia (22,74%), Eslovênia (28,29%), República Checa (28,72%), Portugal (31,01%). As maiores porcentagens de comparecimento foram as da Bélgica (88,47%) e Luxemburgo (84,10%), Estados em que o voto é obrigatório, o que desnatura a amostra. Muita gente vota para não ser punida.

 

Da esquerda para a direita assim ficou a representação no Parlamento Europeu: Esquerda extrema (39 deputados, 5,19% dos votos); Esquerda Socialista (146 deputados, 19,44%); Verdes (69 deputados, 9,19%); Liberais (109 deputados, 14,51%); Democrata-cristãos (180 deputados, 23,97%); Conservadores (59 deputados, 7,86%); Direita eurocética – (54 deputados, 7,19%); Direita também eurocética – Europa das nações (58 deputados, 7,72%); Indeterminados (37 deputados, 4,93%).

 

Os grandes vitoriosos foram Marine Le Pen, Nigel Farage e Matteo Salvini, expressões da direita nacionalista, contrários à União Europeia, cujos partidos atingiram o primeiro lugar nas listas de seus países. O Reunião Nacional de Marine Le Pen conseguiu 23,31%, o Brexit Party de Nigel Farage teve 31,71% dos votos, a Liga italiana 34,3%. As correntes nacionalistas, de forma muito geral, têm programa de defesa da vida, família, nação, propriedade privada, tradição, pautas conservadoras. Sob outro ângulo, propugnam por valores pátrios ameaçados pela posição libertária e universalista da União Europeia. O quadro se agrava com a Europa assolada por hordas de imigrantes, provenientes de países conflagrados na Ásia e na África.

 

Todo esse sentimento inconformado se fará agora representar com mais força no Parlamento Europeu, daí reverberando para os países membros. Suscita esperanças, pode representar ânimo novo para focos de resistências na Europa inteira.

 

Vou focar um assunto, que bate às portas da Europa e começo com olhar retrospectivo. Embora à primeira vista surpreendente, a configuração de hoje se parece com a situação europeia de 1815. Napoleão, que havia encarnado a Revolução, “le fils botté de la Révolution”, estava no chão. Persistiam, porém, por toda parte, ameaças contra os tronos, sustentáculos da ordem antiga. Diante do perigo revolucionário, as potências conservadoras vitoriosas, no caso especificamente Rússia, Áustria e Prússia, estabeleceram pacto de defesa comum, a Santa Aliança. Agiriam em concerto. Entre outros fatores, por diferenças de concepção, fundamentação doutrinária superficial e frouxa e choques de interesses ruiu logo a Santa Aliança. Em 1830, a França mudou de orientação e em 1848 a Europa foi sacudida por onda revolucionária.

 

Agir em concerto, era a primeira tarefa da aliança. Hoje também faz falta um programa comum e uma ação concertada. Mas como agir em concerto? Na Europa, existem violentos choques de interesses nacionais e há miríades de concepções, tantas vezes contraditórias, como cimento de sem-número de movimentos conservadores. Aqui se aninha uma debilidade genética de tais movimentos. Se a preocupação prevalente é a nação, o interesse nacional de cada uma tenderá a se chocar com o da outra em numerosas ocasiões.

Ademais, que relações manter com duas grandes potências, Rússia e Estados Unidos, com enormes interesses no caso? Os movimentos nacionalistas europeus têm divergências fundas quanto à posição vis-à-vis de Putin. O autocrata russo financia alguns e é aliado de outros, que o veem como esteio contra a revolução libertária na Europa. É possível confiar em uma potência que na América Latina é o grande apoio de Cuba e Venezuela, ditaduras comunistas? Curto, não querer ver a ameaça russa e ter ilusões com Putin é o calcanhar de Aquiles do movimento conservador europeu.

 

Mais ainda, a política “America first” (pode ser traduzida como minha nação sempre em primeiro lugar) de Donald Trump facilmente pode levar à subestima dos deveres norte-americanos de defender a independência dos países europeus diante das ameaças russa e chinesa. Longe de Washington, próximo do cabresto de Pequim e Moscou. E muita gente na Europa fecha os olhos diante desse perigo que avança.

 

 

 

 

 

 

PÉRICLES CAPANEMA - é engenheiro civil, UFMG, turma de 1970, autor do livro “Horizontes de Minas"

 



publicado por Luso-brasileiro às 16:33
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PAULO R. LABEGALINI - NINGUÉM, ALGUÉM; QUALQUER UM, TODO MUNDO

 

 

 

 

 

 

 

 

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Acho que você já ouviu esta história ou outra bem parecida:

Moravam quatro pessoas na casa: Todo Mundo, Alguém, Qualquer Um e Ninguém. Havia um importante trabalho a ser feito e Todo Mundo tinha certeza que Alguém o faria. Qualquer Um poderia tê-lo feito, mas Ninguém o fez. Alguém zangou-se porque era um trabalho de Todo Mundo e Todo Mundo pensou que Qualquer Um poderia fazê-lo, mas Ninguém imaginou que Todo Mundo deixasse de realizá-lo. Ao final, Todo Mundo culpou Alguém quando Ninguém fez o que Qualquer Um poderia ter feito.

Que caso engraçado, não? Agora, se eu lhe perguntasse quem agiu certo na história, talvez você a relesse e respondesse: ‘Ninguém!’ Mas, e se você soubesse que o referido trabalho deles era sair correndo para socorrer o filho de Alguém? Daí, Qualquer Um poderia tê-lo feito, concorda? A intenção não é complicar a cabeça de ninguém, mas deixar claro que todo mundo deve dar uma parcela de colaboração a qualquer um que vive pedindo ajuda a alguém.

E quando realmente precisarmos atender o pedido desesperado de um filho? Será que ele sempre será atendido nas suas necessidades espirituais como Jesus Cristo desejaria a qualquer um? Se os nossos filhos forem preparados adequadamente para alcançar algumas graças rezando sozinhos, não seria melhor do que terem que recorrer a alguém?

Contam que na reunião de pais, a diretora de uma escola ressaltou o apoio que eles deveriam dar aos próprios filhos. Pediu-lhes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível, pois ela entendia que, embora todos daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicarem às crianças.

E a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e, com seu jeito humilde, explicou que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana, porque quando saía para trabalhar era muito cedo e o filho ainda estava dormindo; quando voltava do serviço, já era tarde e o garoto não estava mais acordado. Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família.

Ele contou, também, que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho, mas tentava se redimir indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa e, para que o menino soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Assim, quando o filho acordava e via o nó, sabia que o pai tinha estado ali e o havia beijado. Um simples nó era o meio de comunicação entre eles durante toda a semana.

A diretora ficou emocionada com aquela singela história e se mostrou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola!

Pois é, algumas vezes nos importamos tanto com a forma de educar os filhos que nos esquecemos da comunicação sincera através do sentimento. Simples gestos – como um beijo e um nó na ponta do lençol – valem muito mais do que presentes ou desculpas vazias.

É válido, portanto, nos preocuparmos intimamente com nossos filhos, mas também é muito importante que eles sintam isso. E para que haja uma comunicação perfeita, é preciso que os filhos ‘ouçam a linguagem do nosso coração’, pois, em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto do que as palavras.

Por exemplo, é essencial que desde pequenas, as crianças sintam que a oração – revestida de muita fé – cura a dor de dente, o arranhão no joelho, o medo do escuro etc. Os filhos menores poderão não entender o significado de muitas palavras, mas saberão que os pais, através desse gesto de amor e de entrega, estarão fazendo o melhor que podem para ajudá-los.

Um nó na ponta do lençol serve para marcar presença e mostrar ao filho que alguém se preocupa com ele, mas é através da semente de fé plantada no coração que a criança terá certeza que poderá contar sempre com Aquele que a criou.

E você, algum dia deu nós nos lençóis de seus filhos? Não precisou? Ótimo! Mas acredito que já rezaram juntos, não? E hoje, ainda rezam em família? Se estiver respondendo ‘sim’, tenho que dar-lhe os parabéns e dizer-lhe que está cumprindo o seu dever espiritual de pai – ou de mãe – aqui na Terra, pois há duas maneiras de se encarar a vida: uma, é acreditar que não existem milagres e, a outra, é dar graças por crer que todas as coisas são verdadeiros milagres.

Disse Jesus, o Autor dos milagres: “Tudo o que pedirdes com fé na oração, vós o alcançareis” (Mt 21,22); e ainda: “Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15, 7). Pena que muitos filhos não sabem ou não acreditam nisso!

Eu não tenho dúvidas ao dizer que precisamos construir um mundo melhor através da oração e do serviço ao irmão para continuarmos merecendo o milagre da vida; e se meus pais não tivessem me educado para esse fim, talvez hoje eu também não pensasse assim. E foi muito mais importante eu ter ficado rezando ao lado deles do que desfazendo nós dos lençóis.

Mas, cada caso é um caso e eu respeito a história que cada um viveu, apenas insisto que ainda é tempo de recuperar os períodos que os nossos filhos deixaram de rezar. Se ninguém se ajoelhar com eles, qualquer um terá a chance de fazê-los acreditar que alguém é mais importante que Jesus Cristo!

Que a Virgem Maria e São José ajudem todo mundo a rezar pela paz com os filhos e os abençoem sempre. Assim seja!

 

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 16:29
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - A VIOLÊNCIA DOMESTICA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em Portugal, desde o início do ano, apesar de se combater, por todos os meios, a violência na família, contam-se já mais de uma dezena de mulheres, assassinadas.

A violência doméstica não é calamidade dos nossos dias, pois entronca-se na época do antropoide pré-histórico.

Mas, que a agressão física, chegue a causar a morte, parece-me que é novidade preocupante, pelo menos na quantidade que se verifica.

Psicólogos experimentados tentam explicar o motivo que leve um dos membros, do casal, a agir com tal violência, que em muitos casos, leve à morte; mas, não conseguem conclusões definitivas.

As autoridades, por sua vez, procuram agravar as penas, para crimes desse género; mas continuam por explicar a razão, porque recrudesce a violência, não só entre os conjugues, mas, igualmente, no namoro.

Também não se descobre, porque as crianças agridem, agora, os pais e os professores; assim como os netos maltratam s avós. Outrora, nunca as crianças bateram nos professores, e raras se aventuravam a maltratar a mãe, e muito menos o pai.

Por que acontece agora?

A meu ver, é o resultado da educação que estamos a dar à juventude.

A ideia corrente, que bater nas crianças, pode traumatizá-las, levou a sociedade a condenar toda ou qualquer correção, até a simples palmada! …

Como a polícia e os tribunais, castigam o cidadão, que prevarica, também convêm, que os pais castiguem os filhos, enquanto pequenos, quando erram.

Devem assim agir – a meu ver, – para não se tornarem futuros delinquentes; e mais tarde, virem a necessitar, que o Estado os venha a castigar, fazendo o que os progenitores não fizeram.

As nossas cadeias estão cheias de criminosos, e os principais “culpados”, são os pais, por não saberem ou não quererem, repreende-los em menino.

O abandono, de grandes franjas da sociedade, e da Igreja, e o facto da juventude se ter afastado da doutrina de Jesus, tem contribuído para o aumento da violência, e de toda a espécie de delinquência e desrespeito. Porque, a Igreja, coadjuva, os pais, na educação dos jovens.

Se queremos coletividade mais justa e mais digna, temos que educar, convenientemente, a juventude.

Educar, não é só instruir, mas principalmente, inculcar: hábitos, valores morais e cívicos, que formem o carácter.

Caso contrário, as nossas cidades irão transformar-se numa selva de pedra e cimento, onde impera: o egoísmo, o desrespeito e desenfreada violência.

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 15:38
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EUCLIDES CAVACO - TRISTE REALIDADE - Tema e voz de Euclides Cavaco.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.
Videografia do talentoso amigo Afonso Brandão. Mais um dos meus lamentos e recados poéticos que partilho com os meus amigos e seguidores.
Com um abraço fraterno e desejos dum bom dia.

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=BaZFegCKqfQ&feature=youtu.be

 

 

 

 

Desejos dum aprazível fim de semana.
 
 
 
 
 
EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.
 

 

 

***

 

 

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Palavra do Pastor, com Dom Vicente Costa, 

 

Bispo diocesano de Jundiaí

 

ASCENSÃO DO SENHOR

                                                                     

https://youtu.be/XhvpO05mxbw

 

 

 

 

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Confira as Festas de Santo Antônio na Diocese de Jundiaí

 

 

 

 

 

 

 

 

Confira a programação das festas das paróquias que têm Santo Antônio como padroeiro:

*Para mais informações ou dúvidas, entrar em contato direto com as paróquias. 

 

 

Paróquia Santo Antônio/ Várzea Paulista

 

 

Trezena: De 31 de maio a 12 de junho

Horários: de segunda a sexta, às 19h30.

Sábado, às 17h.

Domingo, às 8h.

Festa Solene: 13 de junho, às 19h30 – Missa e procissão.

Quermesse: Dias 1, 2, 8 e 9 de junho, a partir das 19h30.

Local: Igreja matriz (Rua João Francisco Leal, 30, Jardim Promeca, Várzea Paulista. Tel.: (11) 4606-0661).

 

 

 

Paróquia Santo Antônio de Pádua/ Jundiaí

 

 

 

8 de junho, às 9h – Missa pela saúde dos enfermos.

Tríduo preparatório: De 10 a 12 de junho, às 19h30.

Festa Solene: 13 de junho, às 7h- Missa na Comunidade Santo Antônio (Engordadouro de baixo)

19h30- Missa solene com Bênção e distribuição dos Pãezinhos de Santo Antônio.

Quermesse: Dias 7,8, 10, 11, 12, 13, 14 e 15 de junho, das 19h às 23h.

9 de junho, das 11h às 15h.

Local: Igreja matriz (Av. Prof. Pedro Clarismundo Fonrnari, 81, Engordadouro, Jundiaí. Tel.: (11) 4582-5406).

 

 

 

Paróquia Santo Antônio/ Jundiaí

 

 

 

Trezena: De 1 a 13 de junho

Horários: De segunda a sexta, às 15h e 20h.

Sábado e domingo: 15h e 18h.

Festa Solene: 13 de junho

Horários das Missas: 7h, 9h, 11h, 15h, 18h.

Quermesse: Dias 1, 2, 8, 9, 13, 15 e 16 de junho.

Sábado das 8h às 22h.

Domingo das 11h30 às 14h30 e das 18h às 22h.

Dia 13 de junho das 7h às 22h.

Local: Igreja matriz (Av. Dr. Pedro Soares de Camargo, 724, Anhangabaú, Jundiaí. Tel.: (11) 4521-3555)

 

 

 

Paróquia Santo Antônio/ Campo Limpo Paulista

 

 

 

Trezena: De 31 de maio a 12 de junho. 

Horários: Durante a semana, missa às 19h30 e aos finais de semana, às 18h.

Festa Solene: 13 de junho, às 19h30- Missa Solene e Procissão.

Quermesse: Dias 8 e 9, 15 e 16, 22 e 23, 19 e 30, a partir das 19h.

Local: Igreja matriz (Rua Santo Antônio, 45 – Botujuru, Campo Limpo Paulista. Tel.: (11) 4038-3611)

 

 

 

Santo Antônio de Pádua/ Ivoturucaia

 

 

 

Tríduo: 11 e 12 de junho, às 19h30

13 de junho, às 19h30 – Carreata saindo da Cerâmica Donati e em seguida, missa na matriz.

Dia 15 de junho, às 19h – Confraternização aberta para todos

Local: Igreja matriz (Av. José Mezzalira, 5247 – Ivoturucaia. Tel.: (11) 4584-7909)

 

 

 

Paróquia Santo Antônio/ Santana do Parnaíba

 

 

 

Tríduo: De 10 a 12 de junho, às 19h30- Missas.

Festa Solene: 13 de junho

Horários: às 15h – Missa com unção dos enfermos (necessário inscrição na secretaria).

às 19h30 – Missa e Procissão

Quermesse: Dias 7 e 8 de junho, a partir das 18h.

Local: Igreja matriz: (Av. dos Pássaros, 31 – Aldeia da Serra, Santana do Parnaíba. Tel.: (11) 4382-4515)

 

***

 

 

 

 

 

Leitura Recomendada:

 

 

 

 

 

Resultado de imagem para Jornal A Ordem

 

 

 

 

 

Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

Opinião   -   Religião   -   Estrangeiro   -   Liturgia   -   Area Metropolitana   -   Igreja em Noticias   -   Nacional

 

 

https://www.jornalaordem.pt/

 

 

 

 

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***

 

 

 

Horário das missas em, Jundiai ( Brasil):

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?opcoes=cidade_opcoes&uf=SP&cidade=Jundiai&bairro&submit=73349812

 

 

 Horário da missas em São Paulo:


http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=12345678&p=12&todas=0

 

http://www.horariodemissa.com.br/search.php?uf=SP&cidade=S%C3%A3o+Paulo&bairro&opcoes=cidade_opcoes&submit=5a348042&p=4&todas=0

 

 

Horário das missas na Diocese do Porto(Portugal):

 

http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_paroquias&view=pesquisarmap&Itemid=163

 

 

 

 ***

 



publicado por Luso-brasileiro às 15:18
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Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - AUMENTA CONSIDERAVELMENTE O NÚMERO DE DIVORCIOS NO BRASIL.INFELIZMENTE, UMA TENDÊNCIA MUNDIAL.

 

 

 

 

 

 

 

 

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   Promulgado em 21 de janeiro de 1890 pelo então chefe de governo provisório da República, Marechal Manoel Deodoro da Fonseca, que se baseou em projeto de autoria do deputado republicano Joaquim Saldanha Marinho, o casamento civil ou “de papel passado” chegou ao Brasil com relativo atraso, já que a Holanda o consagrava há muitos anos. Historicamente, no entanto,  o matrimônio na Idade Média era leigo e as famílias é que determinavam a união do casal em obediência a um contrato verbal. Somente a partir do século IX, a Igreja o transformou em sacramento, estabelecendo a indissolubilidade conjugal.

            Muitos detratores criticavam-no sob a alegação de que ele se constituiu num dos primeiros instrumentos do governo republicano brasileiro objetivando separar o Estado da Igreja. E, realmente a proposição legal ensejava tal circunstância, tanto que em determinado momento, enunciava a seguinte justificativa:- “A medida é indispensável ata para facilitar a imigração de estrangeiros úteis e que não se anima a expor-se a ver perturbada a paz da família, com as seduções que a Igreja Romana costuma empregar para fazer proselitismo”.

Durante a longa existência, proliferaram-se os mais diferentes aspectos das mais variadas origens que envolveram o casamento civil, podendo-se afirmar, no entanto, que ele vem atravessando nos últimos anos, a sua maior crise. Com efeito, após a publicação da Emenda Constitucional nº 66/2010, o número de casais que se separou subiu assustadoramente no Brasil, e segundo pesquisas, segue uma tendência mundial.

Esse aumento de grandes proporções veio reafirmar a da falta de preparação ao matrimônio que persiste em nosso e em outros países. A formação ao casamento, que absorve os problemas e os transforma em experiência, saúde e forças espirituais, deve ser vista como uma preocupação constante de pais, educadores e religiosos em geral para que a estabilidade familiar, base da sociedade, possa se estruturar de modo a atingir os seus fins primordiais em todos os âmbitos.

Com efeito, além de se revelar num dos mais importantes sacramentos, ou seja, sinais sagrados instituídos por Jesus Cristo, a união oficial de um homem e uma mulher impõe o cumprimento de inúmeros deveres legais, entre os quais, respeito recíproco, fidelidade, assistência mútua, guarda, educação e sustento dos filhos, previstos expressamente no Código Civil Brasileiro.

A consolidação desta situação só se concretizará com a preparação e formação dos nubentes sobre a seriedade das núpcias em todos os seus aspectos, quer no jurídico, quer no religioso. A ausência de tais circunstâncias pode gerar um profundo vazio, tornando o divórcio uma solução imediata e simples, e  que em muitos casos, revela-se num repúdio à paixão, à capacidade de recuperação, ao uso da inteligência, ao bom senso e ao esforço para se resolverem dificuldades e dissiparem-se dúvidas, que não faltam à vida de ninguém e muito menos na constância da vida em comum. Enfim, nega-se ao amor a capacidade de aprimoramento e de perfeição, para simplesmente destruí-lo nas primeiras dificuldades, sendo que os resultados de eventual dissolução, sempre originam graves conseqüências, principalmente quando já existir prole.

As principais causas do rompimento do casamento são o materialismo, o consumismo, o utilitarismo, o hedonismo, o relativismo, o imediatismo e a mentalidade de que é impossível ter um relacionamento duradouro. Assim quem pretende assumi-lo deve fazer com absoluta consciência de seus efeitos legais e morais, concebendo a união como indissolúvel, encerrada num amor fecundo, fiel e permanente, necessário à estagnação da família, cuja solidificação depende de um matrimônio bem preparado. Essa deve ser a meta de todos que pretendem contraí-lo, reduzindo-se os fracassos e ampliando-o em ideal superior para não entende-lo apenas como um ajustamento puramente humano.

Sob esse prisma, reitere-se: namorar também é uma necessidade, que pressupõe retidão, afim de que as partes se conheçam bem, ajudem-se mutuamente a enfrentarem os desafios em geral, com firmeza de fé e confiança em Deus, para que no futuro, juntos, pautem a aliança entre si no envolvimento, na doação e no conhecimento pleno dos anseios e obrigações advindas da união oficial.

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras. (martinelliadv@hotmail.com)

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 13:10
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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - VOLTANDO AO TEMA DOS JOVENS INFRATORES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Tratamos, no último artigo, do problema dos memores de idade que cometem atos de natureza criminosa e, por serem penalmente inimputáveis, são recolhidos à Fundação Casa.

É indispensável fazer uma distinção prévia, importantíssima, que falta em quase todos os comentários sobre o assunto, veiculados na mídia. Esta se refere ao "jovem infrator", ou ao "adolescente infrator" como constituindo uma designação de sentido unívoco, aplicável indistintamente a todos os internos na Fundação Casa ou instituições análogas. Ora, isso não corresponde nem de longe à realidade. Nessas fundações, existem, misturados, menores muito diferentes. Existem monstros absolutamente irrecuperáveis - já me referi, no artigo anterior, a um menino de 15 anos com três mortes e nenhum sinal de arrependimento no seu prontuário; lembro também o rumoroso caso do Champinha, menor de idade que, juntamente com vários outros comparsas, sequestrou um casal de namorados, durante dias seguidos estupraram, em rodízio e quase ininterruptamente a moça (na verdade, era uma menina de 16 anos apenas) e, ao cabo de alguns dias de tortura assassinaram os dois. A morte da menina foi feita pelo próprio Champinha, com uma faca e com requintes de crueldade. Como Chapinha era "de menor", foi recolhido à Fundação Casa e ali ficou até completar 21 anos. Como era absolutamente perigoso e, legalmente, não podia ficar preso, o Governo do Estado o recolheu numa casa especialmente preparada para ele.

Transcrevo do site Wikipedia: “No dia 17 de dezembro de 2007, uma emissora de TV filmou Champinha numa casa confortável, decorada em alto padrão, com sofá, TV de 29 polegadas e se alimentando com 5 refeições diárias feitas por nutricionistas. O vídeo gerou grande revolta e críticas ao governo. O então governador Serra defendeu a situação de Champinha dizendo que ele estaria melhor ali do que nas ruas cometendo delitos. O secretário da Justiça de SP também repudiou a imprensa, dizendo que queriam linchar moralmente o Estado. Foi informado que Champinha custa R$ 12.000,00 (doze mil reais) mensais ao Estado estando hospedado no local.”

Em várias revoltas que têm ocorrido em institutos desses, ocorrem por vezes cenas verdadeiramente selvagens (como um caso, amplamente veiculado pela imprensa, de um agente penitenciário que foi morto, teve a cabeça decepada e numerosos detentos jogaram futebol com ela), que mostram que os "monstros" podem ser uma minoria, mas não são poucos, eles existem em número ponderável.

Entre os menores infratores haverá, sem dúvida, muitos que são francamente recuperáveis. São pessoas que se envolveram em delitos de menor gravidade. O simples "susto" do procedimento rigoroso da lei já representa, para esses, não apenas uma punição bem severa, mas é suficiente para "tomarem juízo" e nunca mais voltarem a delinquir. Para esses, se aplica sem dúvida o princípio  de que devem ser tratados com bondade, devem receber auxílio da comunidade, da família, das autoridades, devem ser ajudados a resgatar sua autoestima, não podem ser preconceituosamente tratados "como bandidinhos".

Entre as duas faixas extremas, a dos monstros irrecuperáveis e a dos que, a bem dizer, já se recuperaram e somente precisam se reintegrar na vida normal da sociedade, existe também um número indefinido, mas que não deve ser pequeno, de infratores que não têm a periculosidade dos primeiros, mas não podem ser colocados na categoria dos segundos. São jovens que cometeram delitos de gravidade variada e que, saindo do estabelecimento, podem se restabelecer como também podem recair nas vias da marginalidade. O que complica a situação é que na maior parte tiveram alguma relação com o tráfico organizado de drogas, ou foram delas dependentes, e por isso cometeram delitos em graus diversos, para pagar débitos contraídos com os traficantes etc. Esses, saindo do seu período de internação, têm muito mais facilidade para delinquirem novamente do que os primeiros. O fato de serem acompanhados de perto, de serem vigiados, de serem vistos com louvável desconfiança por pais, mestres e líderes comunitários ou religiosos, isso não é preconceito, é apenas legítima autodefesa do corpo social. Todos os que temos filhos, netos ou alunos, sabemos o risco que para eles representam as "más companhias". Sabemos que, por melhor que tenha sido a formação que receberam em nossas casas ou em nossas escolas, são vulneráveis, como todo jovem, também têm tentações, também correm riscos; e, por outro lado, também sabemos que os agentes do tráfico são eficacíssimos no seu empenho de estender a rede diabólica dos dependentes.

Sinceramente, eu não gostaria de ter filhos ou netos estudando numa escola em que soubesse que há ex-delinquentes que ainda não passaram pela "prova" de uma recuperação prolongada. Não me parece que seja "preconceito" de minha parte. Conheço a natureza humana, sei que "cesteiro que fez um cesto faz um cento", não ignoro que mesmo depois de saídos do estabelecimento esses pobres meninos continuarão a ser procurados e cooptados pelas redes do tráfico. Desejo a eles o melhor, desejo que resistam, desejo que se transformem em cidadãos de bem, que se transformem em exemplos para toda a sociedade, estou disposto a fazer até trabalho voluntário para ajudá-los. Já conheci alguns casos de pessoas que se recuperaram de modo admirável e tenho em minhas relações casos desses. Mas, por favor, enquanto não derem mostras disso, junto com meus filhos ou netos não quero pessoas assim. Podem me carimbar na testa "preconceituoso", se quiserem...

O que seria preciso, a meu ver, é que houvesse uma diferenciação bastante precisa dos infratores. E que houvesse também tratamento diferenciado para eles, em instituições separadas, adequadas para cada caso, pois cada caso é um caso. O que não se pode é jogar para as escolas comuns, que já lutam com tantas dificuldades, mais uma obrigação adicional, a de administrar a presença de menores infratores, com o discurso "politicamente correto" de que é preciso reintegrá-los na sociedade sem discriminações nem preconceitos...

 

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS   -    É licenciado em História e em Filosofia, doutor na área de Filosofia e Letras, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História.

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 13:05
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