PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sexta-feira, 7 de Junho de 2019
PÉRICLES CAPANEMA - MEU TESTE DO TORNASSOL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Ponha o papel (ou o líquido) do tornassol na solução. Teste simples, para pH entre 4,5 e 8,3, mostra de cara se alcalino ou ácido o meio. Ficou azul? Alcalino. Avermelhou? Ácido. O tornassol fica vermelho em baixas concentrações de pH; coloração azul, pH lá em cima. Simples assim.

 

Fazemos testes de tornassol a toda hora. Uma pergunta ágil, como resposta um silêncio por vezes constrangido e já supomos (em geral na mosca), por onde caminham preferências do interlocutor ▬ mais azuis ou chegadas ao vermelho. Nos mais variados ambientes, é dos mais empregados recursos de orientação. Simples assim.

 

Gestos, atitudes, insinuações, olhares, silêncios (tantas vezes mais que palavras claras e posições inequívocas) delatam disposições interiores, desmascaram intenções, expõem situações até então ocultas. Lembro ainda, no mundo oficial, de modo particular, o abuso escandaloso dos eufemismos (o emprego correto tem vantagens óbvias). Os grandes políticos nas suas guerras sem tréguas são mestres na artilharia dos eufemismos. Quando o emprego de tais recursos favorece só um rumo, temos claro ora um padrão de conduta, ora uma mentalidade, ora uma diretriz.

 

Proponho hoje meu teste de tornassol para ser utilizado como meio de esclarecimento. Não é de hoje acompanho com um pé atrás o noticiário relativo a visitas políticas e empresariais à China. Nelas transparece sempre o compreensível receio de retaliações do governo chinês que possam vir a lesar o enorme superávit comercial com a China, bem como possibilidades de investimento e de crescente comércio. As presentes disputas entre Pequim e Washington tornam ainda mais candente o quadro.

 

Para que não despenque logo sobre mim uma saraivada de acusações sem base, repito abaixo o que escrevi em dezembro de 2018 em artigo intitulado “O chinês mais rico do mundo”: “Não estou obcecado, procuro o contrário, que todos vejam [...]. Nem sou catastrofista. Busco evitar a catástrofe, apontando a pirambeira no caminho. E nem vou repetir razões já por mim expressas vezes sem conta. Acho que deve haver comércio com a China, é sensato aproveitar oportunidades comerciais, temos que considerar sempre necessidades e conveniências da economia brasileira, mas é imperioso, para mantermos de fato a soberania e possibilidades de futuro digno para filhos e netos que saiamos gradualmente da armadilha ▬ dependência excessiva e suicida da economia chinesa ▬, fruto sobretudo da política entreguista do período lulopetista. Como? Em especial, martelo, fortalecendo laços econômicos com Estados Unidos, Japão e Europa. Sem o apoio dos Estados Unidos, muito dificilmente escaparemos da enrascada na qual nos metemos por dessiso, irreflexão e leviandade”.

 

O presente, agora. Todas as notícias enviadas da China nas últimas semanas sobre a passagem por lá de autoridades e empresários brasileiros falam que houve contatos com empresários e investidores chineses interessados em investir no Brasil. Transcrevo parte de uma, que ilustra bem o tom: “A ministra [...] apresentou dados do setor agropecuário e áreas com potencial de crescimento para um grupo de 40 investidores chineses com projetos no Brasil, nesta segunda-feira, 13 [de maio], em Xangai, na China. O encontro foi organizado pelo Banco do Brasil em parceria com o consulado brasileiro. Os investidores informaram que pretendem aumentar o montante aplicado no Brasil, em setores de sementes, suinocultura, infraestrutura e ferrovias”.

 

Procurei com esmero nos sites do Itamarati e do Banco do Brasil o nome dos 40 grupos econômicos, empresas e investidores convidados. Nada encontrei, nenhum nome. Isto poupou um desconforto aos promotores da viagem. Estou certo, todos os 40 convidados, os tais empresários e investidores (para ser cordial, pelo menos a esmagadora maioria deles) são empresas estatais. Se houver algum grupo privado entre os 40, até poderia ser, não dará um espirro sem a anuência do governo e do Partido Comunista Chinês.

 

Foi oferecido a eles (ou a elas, as estatais) como amostra de possibilidade de investimento em obras ferroviárias na Ferrogrão entre Sinop e Itaituba, projeto orçado em 3,7 bilhões de dólares, com edital previsto para fins de 2019. Outra obra, a Fiol que ligará Ilhéus a Figueirópolis; mais uma, ferrovia Norte-Sul. Não há total, serão dezenas de bilhões de dólares lançados ao apetite voraz de estatais chinesas em leilões, concorrências e parcerias. Significam compra de ativos e concessões para muitas décadas em obras de infraestrutura.

 

Em nenhum momento, em nenhuma notícia, em nenhum comentário as expressões eufemísticas “investidores chineses”. “empresários chineses” ou “capitais chineses” foram trocadas por palavras que traduziriam realidade óbvia e incontestável: o Brasil estava oferecendo oportunidades de negócio para estatais chinesas. Poderia ser item, de um lado, de nova iniciativa, o Programa Transparência Zero. De outro, parte do espetacular Programa de Privatizações à Brasileira.

 

Vou dar um exemplo, fato quente de hoje. Enquanto redigia o presente artigo lia notícias veiculadas pela imprensa relativas à construção de aciaria em Marabá, no Pará, investimento de R$1,5 bilhão, com produção destinada ao mercado interno. A Vale vai financiar o empreendimento, a Concremat será sua proprietária e o executará. Começará a operar em 2023. A Concremat é controlada pelo grupo chinês CCCC (China Communications Construction Company). Em nenhuma notícia constava a informação de que a CCCC é estatal chinesa. No português claro, o governo comunista de Pequim vai ter uma aciaria importante no estado do Pará. Os brasileiros não têm direito de conhecer tal informação? Não é relevante? Mais uma realização do Programa Transparência Zero associado ao Programa de Privatizações à Brasileira.

 

Coloco os fatos acima ao lado de outra realidade ululante: as estatais chinesas são dirigidas por inteiro pelo governo chinês. O governo chinês, imperialista, coletivista, tirânico e ateu é dirigido de alto a baixo, por dentro e por fora, pelo Partido Comunista Chinês (PCC). Os diretores das estatais são na esmagadora maioria dos casos (e em todos os postos decisivos) membros do PCC, com fidelidade canina às diretrizes governamentais e partidárias.

 

Continuamos a pisar, dói dizê-lo, as veredas da tragédia anunciada, a servidão. Permito-me lembrar afirmações minhas em “O realejo estridente” de dezembro de 2018: “Desde 2003 até hoje, segundo a Secretaria de Assuntos Internacionais (SEAIN) do Ministério do Planejamento em 269 projetos houve investimentos chineses anunciados e confirmados de 124 bilhões de dólares. Desse total, segundo o Conselho Empresarial Brasil-China, 87% foram de origem estatal, 13% de origem privada. Vou, de novo, escrever o que ninguém ou quase ninguém põe no papel com clareza: esses 87% é dinheiro de empresas estatais chinesas, que trabalharão pelos objetivos do PCC, e cujos diretores se alinham sempre com a estratégia do partido. Os 13% restantes, via de regra, são de empresas que acertam o passo com o governo chinês”.

 

Entre outras políticas reveladoras a China apoia na Ásia a Coreia do Norte e na América Latina as ditaduras de Cuba e Venezuela. Maduro não caiu ainda, em parte por causa do apoio chinês. Tivesse Fernando Haddad ganho as presidenciais de 2018, teríamos agora a aliança Rússia-China-Brasil para defender a tirania venezuelana. Seria uma primeira manifestação da aviltante sujeição brasileira aos objetivos chineses, que nos ameaça.

 

O Brasil não está recebendo capital chinês. Ou, por outra, está recebendo maciço capital chinês estatal. Já é enorme sua presença na infraestrutura. Aqui não vale o mantra dos “setores estratégicos” que devem permanecer em mãos do Estado? Estão sim, mas cada vez mais nas mãos do Estado chinês.

 

Tudo isso é verdade. Não obstante, aqui vai minha previsão fácil (fiz outras de igual teor, acertei todas), nada vai mudar nos discursos e nos comentários dos meios de divulgação. Vamos continuar a escutar e ler “investidores chineses”, “oportunidades de investimento de capitais chineses”. Não leremos nem ouviremos a realidade inquestionável: é dinheiro de estatais chinesas.

 

A razão salta incoercível: na prática, mentalmente, em largas faixas falantes, da opinião que se publica, já temos as reações de protetorado chinês. Caminhamos rumo a situação parecida com a da Finlândia da época da Guerra Fria, formalmente soberana, na verdade protetorado efetivo da União Soviética. Finlandizados já também estamos nós em certa medida. A Finlândia não soltava um pio contra os interesses de Moscou. Ainda há tempo para tomar rumo oposto.

 

Meu teste de tornassol. Quem, ao tratar de economia, soberania, interesses estratégicos, independência nacional, nunca se refere com preocupação à presença crescente das estatais chinesas na economia brasileira, evidencia que mentalmente já vive em atmosfera de protetorado. Tem necrosado o amor à independência brasileira. Quem, ao ventilar os mesmos assuntos, pelo menos de quando em vez faz o contrário e se refere a tal presença, apontando perigos, ainda se vê como cidadão de país soberano. Deu vermelho? Meio ácido, dominante no espírito o complexo do protetorado. Deu azul? Meio alcalino, dominante na alma o ar fresco da soberani

 

 

 

 

 

 

PÉRICLES CAPANEMA - é engenheiro civil, UFMG, turma de 1970, autor do livro “Horizontes de Minas"



publicado por Luso-brasileiro às 12:08
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PAULO R. LABEGALINI - A SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA

 

 

 

 

 

 

 

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Como o primeiro dia do ano a Igreja festeja a devoção à Santa Mãe de Deus, começo 2019 com uma história de profundo amor da Maria Santíssima por seus filhos, que ocorreu em 1917, Portugal. Começa em 1916, quando o mundo passava pela I Guerra Mundial e por todas as desgraças que ela trazia às famílias – destruídas pela morte, pobreza e descrença. Naquela época, num vilarejo de Fátima, viviam três crianças: os irmãos Francisco e Jacinta Marto – 9 e 7 anos – e a prima Lúcia de Jesus – 10 anos. Felizes, eles tomavam conta de ovelhas, brincavam e, principalmente, rezavam o Terço.

Um dia, tocando o rebanho, descobriram uma gruta. Entraram para descansar e, de repente, apareceu-lhes um anjo convidando-os para rezar a seguinte oração: “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam. Amém.” E o Anjo da Paz disse-lhes também que os Corações de Jesus e Maria ficariam profundamente tocados se eles rezassem com muita fé.

A partir daquele dia, os pastorzinhos passaram a rezar constantemente, preparando seus corações para as próximas visitas do anjo; e, na sua última visita, ele deu às crianças três Hóstias pingando o Preciosíssimo Sangue de Jesus – a Primeira Comunhão! Assim, os pequenos foram perfeitamente preparados para as revelações futuras em suas vidas.

Os videntes receberam a primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima ao meio dia de 13 de maio de 1917. Ela apareceu sobre uma árvore pequena, com uma nuvem a seus pés, vestida de branco e segurando um lindo Rosário. Naquele momento tão abençoado, a Virgem Maria disse-lhes: “Não temam, não lhes farei nenhum mal. Vim do Céu para pedir que venham aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora e, em outubro, direi quem sou e o que desejo de vocês para o futuro.”

Ela perguntou aos meninos: “Vocês se oferecem a Deus para suportar os sofrimentos que Ele enviar, em reparação pelos pecados com que é ofendido e pela conversão dos pecadores?” Eles responderam ‘sim’ e um pacto divino teve seu início. Os três compreenderam o que Maria pediu e nos pede até hoje: oração e conversão.

Assim, eles começaram a sofrer grandes tribulações, mas sempre eram fortalecidos pelos Sagrados Corações. Chegaram a viver uma experiência ímpar na história da humanidade: no dia 13 de julho de 1917, Nossa Senhora permitiu que eles tivessem uma terrível visão do inferno e das almas ali condenadas. Depois disso, tiveram ainda mais horror do pecado e do mal, dedicando-se com muito ardor à oração e à penitência.

Durante os seis meses das aparições e mesmo depois que elas terminaram, os três foram interrogados e pressionados pelas autoridades. Chegaram a ser raptados, presos, ameaçados de morte, sofreram violências físicas e todos zombavam deles, mas, pela graça de Deus e pela intercessão de Nossa Senhora, superaram as dificuldades.

É importante sabermos que, na última das aparições, em 13 de outubro de 1917, Maria revelou em sua mensagem: “Eu sou a Senhora do Rosário. Vim para exortar os fiéis a reformarem o seu comportamento e pedirem perdão dos pecados que cometeram. É preciso que eles não ofendam mais a Jesus, já bastante ofendido e ultrajado pelos pecados e crimes da humanidade. Meu Coração Imaculado haverá de triunfar!”

Em seguida, a chuva forte que caía parou e o sol girou no céu milagrosamente, fazendo mais de cinquenta mil pessoas acreditarem que Nossa Senhora estava aparecendo ali na Cova da Iria. Ela insistiu também em quatro pontos muito importantes para que o seu Imaculado Coração possa realmente triunfar e nos trazer muitas graças:

1.      Que tenhamos uma grande devoção ao seu Imaculado Coração;

2.      Que rezemos o Rosário diariamente, com muita fé e devoção;

3.      Que façamos sacrifícios pelos pecadores, pelo Papa e em reparação aos pecados cometidos contra o seu Imaculado Coração; e

4.      Que haja a nossa consagração sincera ao seu Imaculado Coração.

Que história maravilhosa! É por este e outros fatos que confio plenamente na proteção de Nossa Senhora. Ela olha por mim, pela minha família, pela nossa Comunidade, pelos nossos padres, pelos nossos doentes, enfim, Ela está à frente de tudo o que pensamos e fazemos. E quando algo me preocupa em excesso, rezo assim: “Mãezinha, toma conta disso pra mim.” E preciso dizer o que acontece?

Em julho do ano passado, quando estive em Fátima com um grupo de devotos, senti a emoção de presenciar os lugares onde a Virgem Maria esteve com os pastorinhos, pude rezar o Terço e missa naquele local e participar da comovente procissão de luz à noite. Não há palavras para descrever essa forte experiência de fé. E também por isso, eu quero continuar sendo um pastorzinho da Rainha, e você?

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.



publicado por Luso-brasileiro às 12:05
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - SOARES DOS REIS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O MAIOR ESCULTOR PORTUGUÊS SUICIDOU-SE HÁ 130 ANOS

 

 

 

 

Em vésperas de Santo António, o atelier de Soares dos Reis, sito na rua de Camões, em Gaia, engalanava-se para receber visitas. Arrimavam-se as esculturas; cobriam-se de panos brancos, os esboços; penduravam-se vistosos balões chineses; acendiam-se as velas; e, para concluir, o artista suspendia enfeites, de papel crepe, de várias cores.

Sobretarde, ao declinar do dia, chegavam os convidados, entre eles, apareciam: Henrique Pousão, Souza Pinto, Tomás Costa, Teixeira Lopes, Marques Guimarães, Diogo José de Macedo.

Serviam-se, em bonitas bandejas de porcelana, doce de chã da “ Palaia” – estabelecimento que ficava na rua do Bonjardim, no Porto, – e biscoitos de Valongo; abriam-se garrafas de “Porto”, da Companhia Geral de Agricultura dos Vinhos do Alto Douro; e quando a festa atingia o auge, o anfitrião, tangia incipientes melodias ou dedilhava, nas cordas de velho violão, trechos da “ Marcha de Luís XIV”.

Conversava-se sobre Arte, e de conhecidos artistas plásticos, que residiam na Cidade da Luz; os que pretendiam estar à la page, liam e comentavam o folhetim de: “ A Palavra”, onde experimentado jornalista, desassombradamente, desancava na política e nos políticos da capital.

Era festa modesta, mas de intelectuais, onde imperava respeito e dignidade.

 

 

 

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Tinha o escultor índole amarga, frontalidade que facilmente se confundia com grosseria e agressividade. Só os íntimos – e pouco mais, – conheciam-lhe o coração terno, e a apurada sensibilidade hipersensível.

Insignificante falta de atenção, frase não concluída, era bastante para o deixar em atroz ansiedade.

Tinha Soares dos Reis numerosos detractores. Contribuiu para isso, o jeito agreste e rude como se exprimia.

Frequentemente citava Boileau: “ Un sot, trouve toujours un plus sot qui l’admire”.

Ao analisar trabalho alheio, não se inibia de declarar publicamente, se não fosse de seu agrado: “ É uma borracheira! …”

Detestava os políticos, mormente os hipócritas, que para ele eram quase todos. Considerava-se democrata e católico, mas poucas vezes ia à missa. Escrevia muito pouco, e carteava-se ainda menos.

Aos domingos, fazia longos passeios a pé, por: Paço de Rei, Quebrantões, Gervide e Lavandeira. Levava casaco comprido, botas-de-elástico, nada cuidadas, e cabelo desamanhado.

Fascinava-se com a beleza campestre, o sossego das boiças, o trinar dos passarinhos, o sussurro embalador dos córregos, e a beleza das flores silvestres, que atapetavam os verdes campos de Oliveira do Douro.

Quando se apaixonou pela dedicada esposa, mudou por completo. Mandou fazer, na Alfaiataria Rocha, bonito fraque e substituiu as cambadas botas-de-elástico, por modernas de cordão. Passou a cuidar o cabelo e amiúde frequentava o barbeiro.

Se o tempo não permitia passear pelo campo, recolhia-se no Clube Recreativo de Mafamude, jogando bilhar e dominó.

Numa hora de extremo desespero, que o levou ao suicídio, escreveu no papel de parede do quarto: “ Sou cristão, porém nestas condições, a vida, para mim, é insuportável. Peço perdão a quem ofendi injustamente, mas não perdoo a quem me fez mal.”

Soares dos Reis – o maior escultor português – nasceu em Santo Ovídio (Gaia), numa terça-feira, a 14 de Outubro de 1847. Foram seus pais, Manuel Soares Júnior – proprietário de mercearia, onde o filho era marçano, – e D. Rita do Nascimento.

Foi baptizado na Igreja de Mafamude pelo Padre Francisco Ribeiro de Moura, e teve como padrinhos: Santo António e D. Ana Maria de Jesus.

Desde cedo mostrou tendência pelo desenho. Na escola (a do Cabeçudo) retratou, às escondidas, o professor, o Sr. Matos. Descoberta a falta de atenção, o mestre não lhe bateu, e terminada a aula andou a mostrar, admirado, o talento do aluno.

Pouco depois, os pintores Francisco José Resende e Diogo de Macedo, este último, avô da esposa de Soares dos Reis, ao conhecerem o extraordinário valor do rapaz, convenceram o pai a matriculá-lo na Academia de Belas Artes.

Entrou na Escola a 1 de Outubro de 1861; seis anos depois partia para Paris, como bolseiro do Estado. Devido à guerra franco – prussiana, deslocou-se, depois a Roma, onde na Rua de S. Nicolau, 4, esculpiu o fabuloso “ Desterrado”,a obra-prima.

 

 

 

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Regressa à Pátria, em 1872, torna-se em 1881, professor da Academia Portuense de Belas Artes.

A16 de Fevereiro de 1889, suicida-se na sua casa da rua de Camões, em Gaia.

Casou a 15 de Julho de 1885, com D. Amélia Aguiar de Macedo. Do matrimónio nasceram: Bernardo de Macedo Soares dos Reis, que faleceu com 27 anos (foi empregado da Foto - Bazar e do Banco Comercial do Porto,) e Raquel Soares dos Reis, que morreu solteira.

Quarenta e dois anos após a sua morte – em Portugal é assim que se tratam os artistas de nomeada, porque os outros, morrem à fome, se não se tornam políticos (à força,) – concederam à viúva e filha, a pensão de mil e quinhentos escudos mensais, por despacho de 2 de Março de 1931, do Presidente Óscar Fragoso Carmona, como gratidão da Pátria à família do genial escultor.

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:51
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EUCLIDES CAVACO - CORAÇÕES DE PEDRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Este tema é um reparo lírico que reflecte os nossos actuais comportamentos que em nada dignificam o ser humano.
Video realizado pelo amigo Afonso Brandão.
 
 
 


https://www.youtube.com/watch?v=bwJn6JkEQpw&feature=youtu.be
 
 
 
 
 
Desejos dum agradável fim de semana.
Fraterno abraço



 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

***

 

NOTICIAS DA DIOCESE DO PORTO

 

 

 http://www.diocese-porto.pt/

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP

 

 

 https://dj.org.br/

 

***

 

 

 

Leitura Recomendada:

 

 

 

 

 

Resultado de imagem para Jornal A Ordem

 

 

 

 

 

Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

Opinião   -   Religião   -   Estrangeiro   -   Liturgia   -   Area Metropolitana   -   Igreja em Noticias   -   Nacional

 

 

https://www.jornalaordem.pt/

 

 

 

 

 

 

***

 

HORÁRIOS DAS MISSAS NO BRASIL

 

 

Site com horários de Missa, confissões, telefones e informações de Igrejas Católicas em todo o Brasil. O Portal Horário de Missas é um trabalho colaborativo onde você pode informar dados de sua paróquia, completar informações sobre Igrejas, corrigir horários de Missas e confisões.



https://www.horariodemissa.com.br/#cidade_opcoes 

 

***

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 10:19
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