PAZ - Blogue luso-brasileiro
Quinta-feira, 5 de Setembro de 2019
FELIPE AQUINO - O QUE DIZER SOBRE SUICÍDIO ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Igreja sempre ensinou que não somos proprietários da nossa vida, e sim Deus, por isso não podemos pôr fim a ela.

“Cada um é responsável por sua vida diante de Deus, que lhe deu e que dela é sempre o único e soberano Senhor. Devemos receber a vida com reconhecimento e preservá-la para honra dele e salvação de nossas almas. Somos os administradores e não os proprietários da vida que Deus nos confiou. Não podemos dispor dela” (CIC §2280).

Por isso, o suicídio contradiz a inclinação natural do ser humano a conservar e perpetuar a própria vida. É gravemente contrário ao justo amor de si mesmo. O suicídio ofende também o amor do próximo, porque rompe injustamente a comunhão com as pessoas amadas da família e da sociedade. E muitas vezes a família pode ficar desamparada com a morte do pai ou da mãe. E, sobretudo, o suicídio é contrário ao amor do Deus vivo.

A prática do suicídio torna-se mais grave ainda se for usado como exemplo, especialmente para os jovens, para justificar que a vida não tem sentido, e que por isso se possa eliminá-la. Uma mentalidade pagã que tem como único sentido para a vida o prazer, quando este não é possível, pode querer suprimi-la. Cooperar com o suicídio de alguém é também falta grave. Inclusive,alguns filósofos ateus propunham e ainda propõe o suicídio diante de uma vida que consideram um absurdo sem sentido. A vida humana, por mais debilitada e fraca que seja, é um belo dom de Deus, ensinava o Papa João Paulo II; e de forma alguma pode ser eliminada pela pessoa.

 

 

 

 

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Leia também: O Suicídio

Não escolhemos viver, porque haveremos de escolher morrer?

Toda pessoa que se suicida está condenada?

Não desesperar da salvação dos suicidas

Todos os suicidas vão para o inferno?

Podemos decretar a própria morte?

 

 

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Infelizmente hoje há “clínicas para matar” em países como a Holanda, Bélgica e Suíça, onde o “suicídio assistido” é legal. Então a pessoa chega viva nessas clínicas e a deixa morta. Uma gravíssima ofensa a Deus e a sociedade. Nos Estados Unidos faleceu há pouco alguém que ficou chamado de “doutor morte”, que inventou uma máquina para a pessoa suicidar “sem sofrimento”.

Os eleitores de Zurique, Suíça, rejeitaram em 2010, em referendo, propostas para vetar o suicídio assistido e o “turismo do suicídio”, a chegada ao país de estrangeiros em busca da morte. O suicídio assistido é permitido na Suíça desde 1941. Estrangeiros terminais vão à Suíça para cometer suicídio, aproveitando regras do país, um dos mais liberais do mundo (Folha de São Paulo, 16 de maio de 2011).

 

 

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Mas a Igreja reconhece que as motivações ao suicídio podem ser complexas. Não podemos dizer que aquele que suicidou esteja condenado por Deus. Antigamente muitos pensavam assim, mas a Igreja não confirma isso. Diz o nosso Catecismo que: “Distúrbios psíquicos graves, a angústia ou o medo grave da provação, do sofrimento ou da tortura podem diminuir a responsabilidade do suicida” (CIC §2282).

Sabemos que um momento grave de depressão, desespero, angústia prolongada, etc. podem debilitar psiquicamente a pessoa de maneira tão grave que ela possa buscar refúgio na morte, mesmo sem a deseja-la em si mesmo. Por isso a Igreja recomenda rezar pela alma do suicida, sem se desesperar de sua salvação.

Nosso Catecismo deixa claro que: “Não se deve desesperar da salvação das pessoas que se mataram. Deus pode, por caminhos que só Ele conhece, dar-lhes ocasião de um arrependimento salutar. A Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra a própria vida” (CIC §2283).

O importante, então, é não se desesperar com a morte suicida da pessoa amada, mas oferecer a Deus por ela as orações e, principalmente a santa Missa pela salvação e sufrágio de sua alma.

Na biografia de São João Maria Vianney há um fato muito interessante. O santo celebrava a missa e notou uma senhora vestida de preto chorando no fundo a igreja; seu marido havia suicidado há dias. No final da missa São João Vianney foi até ela é disse-lhe: “pode parar de chorar, seu marido se salvou, está no Purgatório, reze pela alma dele”. Quando ela quis saber como, o santo respondeu: “Você se lembra que no mês de Maio você rezava a Nossa Senhora, e ele, de vez em quando rezava com você; por isso ele foi salvo, Nossa Senhora conseguiu para a ele a graça do arrependimento no último instante de vida”

 

 

 

 

FELIPE AQUINO Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.



publicado por Luso-brasileiro às 09:31
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PAULO R. LABEGALINI - HISTÓRIAS DO POVO DE DEUS

 

 

 

 

 

 

 

 

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Uma música que compus – ‘Acolhamos alegres a Bíblia’ – começa assim: “A história do povo de Deus aumenta nossa esperança de vermos o amor e a justiça vencerem o ódio e a matança. Os textos sagrados confirmam que quem suportar sua dor, com dignidade cristã, verá a volta do Nosso Senhor”.

Quem já estudou algumas passagens bíblicas sabe que tem razões de sobra para acreditar nas promessas do Pai; porém, mesmo com maravilhosas graças acontecendo aqui na Terra há milhares de anos, para outros, isso ainda não foi suficiente para se converterem. E quem não procurar crescer em espiritualidade, irá demorar muito mais para conhecer o Autor da vida – e também o Único que poderá lhe dar a vida eterna.

No segundo Livro dos Reis (5, 1-15), há esta linda ‘história’:

“Naamã, general do exército do rei da Síria, era um homem muito estimado e considerado pelo seu senhor, pois foi por meio dele que o Senhor concedeu a vitória aos arameus. Mas esse homem, valente guerreiro, era leproso. Ora, um bando de arameus, que tinha saído da Síria, tinha levado cativa uma moça do país de Israel. Ela ficou ao serviço da mulher de Naamã. Disse ela à sua senhora: ‘Ah, se meu senhor se apresentasse ao profeta que reside em Samaria, sem dúvida, ele o livraria da lepra de que padece’.

Naamã foi então informar o seu senhor: ‘Uma moça do país de Israel disse isto e isto’. Disse-lhe o rei de Aram: ‘Vai, que eu enviarei uma carta ao rei de Israel’. Naamã partiu, levando consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupa. E entregou ao rei de Israel a carta, que dizia: ‘Quando receberes esta carta, saberás que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures de sua lepra’.

O rei de Israel, tendo lido a carta, rasgou suas vestes e disse: ‘Sou Deus, porventura, que possa dar a morte e a vida, para que este me mande um homem para curá-lo de lepra? Vê-se bem que ele busca pretexto contra mim’. Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado as vestes, mandou dizer-lhe: ‘Por que rasgaste tuas vestes? Que ele venha a mim, para que saiba que há um profeta em Israel’.

Então Naamã chegou com seus cavalos e carros, e parou à porta da casa de Eliseu. Eliseu mandou um mensageiro para dizer: ‘Vai, lava-te sete vezes no Jordão e ficarás limpo’. Naamã, irritado, foi-se embora, dizendo: ‘Eu pensava que ele sairia para me receber e que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria. Será que os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores do que todas as águas de Israel, para eu me banhar nelas e ficar limpo?’ Deu meia-volta e partiu indignado. Mas seus servos aproximaram-se dele e disseram-lhe: ‘Senhor, se o profeta te mandasse fazer uma coisa difícil, não a teria feito? Quanto mais agora que ele te disse: Lava-te e ficarás limpo’.

Então ele desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme o homem de Deus tinha mandado, e sua carne tornou-se semelhante à de uma criancinha, e ele ficou purificado. Em seguida, voltou com toda a sua comitiva para junto do homem de Deus. Ao chegar, apresentou-se diante dele e disse: ‘Agora estou convencido de que não há outro Deus em toda a terra, senão o que há em Israel’.”

No capítulo 4 do Evangelho de São Lucas, Jesus falou na sinagoga de Nazaré sobre a ‘história de Naamã’: “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria... no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”. Ouvindo estas palavras, o povo expulsou Jesus de sua terra, mas Ele continuou sua missão em outros lugares – sem se desviar da vontade do Pai.

Pois é, como naquela época, hoje Deus continua escolhendo seus representantes no meio do povo e muitos não são bem aceitos em suas comunidades – assim como ocorreu com Jesus. O importante é continuar a missão, procurando encontrar a paz e não deixando nenhuma Obra sem operários. O mal se paga com o bem e somente através do amor é que poderemos continuar construindo um mundo melhor.

E gosto de contar que, após a primeira guerra mundial, havia um menino que imaginava muita paz na Terra e resolveu lutar por isso. Como gostava muito da cor azul, pintou a sua casa da cor do céu e foi passando essa ideia em frente.

Primeiro insistiu com as pessoas do bairro em que morava e, assim que foi crescendo, passou a viajar por outros lugares, pregando a sua teoria. Todo dinheiro que ganhava no trabalho, usava para estocar tinta azul e doar àqueles que não a podiam comprar. Assim, foi colorindo de ‘paz’ todas as ruas que visitava.

O tempo passou, ele envelheceu, mas não queria morrer sem ver o seu sonho realizado. Gravemente doente, lutou pela vida por três anos no quarto de um hospital, na esperança de ainda poder ajudar mais pessoas a pintarem suas casas.

Certo dia, não aguentando mais o sofrimento da doença, ouviu esta notícia na televisão: ‘Os astronautas que estão no espaço disseram que a Terra é azul!’ E aquele menino, que sonhou com isso a vida toda, morreu em paz.

Portanto, vale a pena continuar sonhando e trabalhando por um mundo melhor, mesmo que não sejamos premiados como foi Naamã, afinal, já fazemos parte da História do Povo de Deus.

 

 

 

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.



publicado por Luso-brasileiro às 09:24
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - NOMES MALDITOS...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Através dos tempos, sempre se usou “ rótulos” para xingar ou destruir a carreira dos adversários.

Os mais velhos, ainda se recordam do famigerado termo: “Fascista”, que serviu para aniquilar todo e qualquer rival.

Agora não amedronta, seja quem for, muito menos as gerações mais recentes. Tantas vezes repetida…gastou-se…

Atualmente, a moda, é apelidar de: “ Racista”!

Ser racista, é o pior nome feio que se pode lançar sobre o inimigo. Faz tremer o mais valente, desarmando o mais afoito.

Outro “rótulo” eficaz, para aniquilar a honra, do mais honrado citadino, nesta época da globalização, – é: “ Xenófobo

Xenófobo, é termo da moda. Palavra corriqueira, que serve para “ matar” qualquer discussão; rótulo perigosíssimo, o mesmo que: cruel ou mau.

Xenófobo, confunda-se, infelizmente, com nacionalista, mesmo sendo aberto, como define Michel Winock, em: “ Antissemitismo e Fascismo em França";há muito que deixou de ser virtude…

Outro termo, que destrói a carreira de muitos, é: “ Populista” – ainda que hajam populistas bons (que é o dos nossos amigos); e populistas maus (dos que não pensam como nós.)

Ser populista, é gostar do povo mais pobre; ou proferir palavras que a turba gosta, e soam bem aos sentimentos…

Creio, que não há político, que não seja um pouco populista…

Na época dos nossos avós, em Portugal, o nome feio, era: “ Talassa”. Ser talassa, era gostar da Monarquia. No tempo da República, podia valer valente surra… ou coisa pior…

No século XIX, a palavra “ Liberal”, era maldita. Ainda tenho a obra de D. Felix Sardão Y Salvani Presbytero: “ O Liberalismo é Pecado”, datada de 1885.

Na minha juventude, quando se queria destruir o antagonista, ou camarada de profissão, chamava-se de: “ Comunista”. Era o bastante para que fosse preso, saneado da sociedade, e de cargos rendosos.

Todas as épocas, têm termos, que servem para rotular, os que não gostamos ou queremos destruir.

E são eficazes: porque o vulgo, julga que pensa, mas nunca pensa… é apenas repetidor do que ouve…Repetidor: cruel, e algumas vezes: assassino.

 

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 09:13
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EUCLIDES CAVACO - MURMÚRIOS DO MAR - Poema e voz de Euclides Cavaco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


O mar é um dos temas mais predominates da minha poesia. Aqui partilho hoje convosco este poema versando sobre o mar Arte videográfica executada pelo amigo Afonso Brandão.
 
 
 


https://www.youtube.com/watch?v=5UWdZLotgUI&feature=youtu.be
 
 
 
 


Desejos dum excelente fim de semana
 
 
 
 
 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

***

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DO PORTO

 

 

 

 http://www.diocese-porto.pt/

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP

 

 

 https://dj.org.br/

 

***

 

 

 

Leitura Recomendada:

 

 

 

 

 

Resultado de imagem para Jornal A Ordem

 

 

 

 

 

Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

Opinião   -   Religião   -   Estrangeiro   -   Liturgia   -   Area Metropolitana   -   Igreja em Noticias   -   Nacional

 

 

https://www.jornalaordem.pt/

 

 

 

 

 

 

***

 

HORÁRIOS DAS MISSAS NO BRASIL

 

 

Site com horários de Missa, confissões, telefones e informações de Igrejas Católicas em todo o Brasil. O Portal Horário de Missas é um trabalho colaborativo onde você pode informar dados de sua paróquia, completar informações sobre Igrejas, corrigir horários de Missas e confisões.



https://www.horariodemissa.com.br/#cidade_opcoes 

 

***

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 09:03
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