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Sexta-feira, 4 de Outubro de 2019
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - NADA MAIS JUSTO DO QUE OUTORGAR AS PESSOAS DA TERCEIRA IDADE, RESPEITO E DIGNIDASDE PLENA.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A Organização das Nações Unidas declarou 1.° de outubro, quarta-feira última, como o Dia Internacional do Idoso e a celebração se baseia na Declaração dos Princípios para os Idosos, estabelecida na reunião geral da entidade de 3 de dezembro de 1982. Por outro lado, a Lei n.° 11.433, de 28 de dezembro de 2006 instituiu o Dia Nacional do Idoso, a ser celebrado também nessa data. Em homenagem a data, invocamos os cinco princípios básicos que norteiam o texto composto dezoito itens:

            INDEPENDÊNCIA – Idosos devem ter acesso a comida, água, abrigo, roupas e cuidados médicos; devem ter oportunidade de trabalho e estudo e devem morar em sua própria casa o maior tempo possível.

            PARTICIPAÇÃO – Idosos devem permanecer integrados à sociedade, participando da elaboração e implantação de políticas que afetem diretamente o seu bem-estar; devem desenvolver maneiras de servir à comunidade e dividir seus conhecimentos com os jovens.

            BEM-ESTAR – Idosos devem ser beneficiados pela proteção dos familiares ou da comunidade, por serviços legais e de assistência social, por planos de saúde; devem ter seus direitos humanos respeitados.

            DESENVOLVIMENTO – Idosos devem estar aptos a buscar oportunidade para desenvolver seus potenciais e ter acesso aos recursos educacionais, culturais, religiosos e de recreação que a sociedade ofereça.

            DIGNIDADE – Idosos devem viver com dignidade e segurança, livres de explorações e maus-tratos; devem ser tratados com justiça, independentemente de idade, sexo ou raça.

            Frente aos inúmeros dados de recentes pesquisas a situação em que encontra o idoso no Brasil é grave. Impõe-se uma reflexão profunda sobre a questão e todos os meios devem ser acionados, através de uma política social para, inclusive, preparar os jovens para o encontro com a velhice. Precisamos lutar por seus direitos, quer material, quer espiritual, econômico, jurídico, moral, cultural e recreativo, e promover uma constante reflexão sobre a sua posição no contexto social e no seio familiar, incutindo uma educação de respeito, que habitue desde logo, as crianças, ao amor dos anciãos, procurando lhe propiciar sempre melhor qualidade de vida.

 

 

             A não-violência é “o amor na sua perfeição”

 

 

“A não-violência absoluta é a ausência absoluta de danos provocados a todo o ser vivo. A não-violência, na sua forma ativa, é uma boa disposição para tudo o que vive. É o amor na sua perfeição”. Essa frase é Mahatma Gandhi  e em sua homenagem, pela a dedicação e repercussão de sua causa e o intenso apreço por princípios fundamentais de Direito, de respeito à dignidade humana e de combate à tirania que sempre manifestou, a ONU – Organização das Nações Unidas, declarou dois de outubro, quinta-feira última, data de seu  aniversário, o Dia Internacional da Não Violência.

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            Breve reflexão

 

“Quando se é capaz de lutar por animais, também se é capaz de lutar por crianças ou idosos. Não há bons ou maus combates, existe somente o sofrimento dos mais fracos, que não podem se defender” (Brigitte Bardot).

 

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é jornalista, escritor, advogado e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. Ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas.

 

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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - A RENOVAÇÃO DOS ESTUDOS HISTÓRICOS

 

 

 

 

 

 

 

 

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Tratamos no artigo anterior do ambiente psicológico que prevalecia em todo o Ocidente nas últimas décadas do século XIX, ambiente esse no qual se inseriu um “cientificismo” de inspiração positivista que contagiou as Ciências Humanas. Houve, então, a pretensão de que se pudesse conferir à História, ciência essencialmente humana, uma precisão e um grau de certeza como se fosse uma ciência exata.

Ora, nos primeiros anos do século XX o avanço científico abriu, em várias áreas, horizontes novos, questionando e pondo em cheque noções anteriormente admitidas como dogmáticas. Isso abriu novos desafios para a humanidade, permitindo que o próprio conceito de ciência fosse revisto, como destacou Marc Bloch, já em seus primeiros escritos.

Dada a natural influência que as ciências - por mais diversas que sejam as respectivas naturezas e áreas de atuação - exercem entre si, era compreensível que os horizontes novos abertos pela nova Física e por outros análogos avanços na Química e na Biologia, de alguma forma influenciassem as Ciências Humanas. Era natural, pois, que a História sofresse influência disso.

Foi nesse contexto que teve início em 1929, com Marc Bloch e Lucien Febvre a atuação dos inovadores da Escola dos Annales, a partir da Universidade de Estrasburgo. Sua primeira luta foi contra os metódicos e os positivistas que pontificavam nas cátedras de todo o Ocidente. Deixando de considerar somente os fatos isolados (a famosa "histoire  evénementielle") e focalizando as continuidades, as permanências, as rotinas estabelecidas; privilegiando a interdisciplinaridade, em especial com as chamadas Ciências Sociais; relacionando com coragem problemas do presente com situações análogas do passado; levantando com ousadia hipóteses explicativas (o famoso "SE", que não faz a História, mas ajuda a fazê-la) - os intelectuais da École  des  Annales se transformaram em polos de referência para a renovação dos estudos históricos na França, na Europa e depois no mundo inteiro.

Agora, 90 anos passados, temos condições de fazer um balanço crítico de suas realizações. Vemos suas limitações (inegáveis, sem dúvida, especialmente no privilegiar tanto, sobretudo nas suas primeiras décadas, os aspectos meramente econômicos, pagando assim tributo ao marxismo), mas também suas admiráveis amplitudes de horizontes. É justo prestarmos homenagem a esses geniais precursores. A coragem com que romperam com os preconceitos então dominantes, coloca-os, talvez, na área das Ciências Humanas, no mesmo nível que atingiu um Einstein no mundo da Física.

Uma pergunta que podemos fazer é como Marc Bloch teria evoluído, com sua poderosa inteligência e invulgar lucidez, se sua vida não tivesse sido ceifada, como o foi, em 1944, num campo de concentração nazista. Como ele teria interpretado o mundo pós-Guerra? Como ele teria visto a Guerra Fria, a divisão do mundo em dois blocos, o surgimento do Terceiro Mundo, a corrida espacial, o aparecimento da Informática e a consequente generalização da internet? Como ele se pronunciaria pelo fracasso e colapso final do regime soviético? Que teria ele a dizer sobre a globalização e o reerguer do islamismo? Que pensaria do ecologismo? Da revolução de maio de 68 na Sorbonne, e de tantos outros fatos e fenômenos dos dias atuais?

 

Por que não imaginar Bloch já centenário, mas ainda bem lúcido, ditando para uma netinha ou bisnetinha o fecho que faltou a sua obra inacabada “Apologia da História ou O Ofício de Historiador, publicada postumamente, em 1949, por seu amigo e colega Lucien Febvre, e ainda hoje considerada leitura obrigatória de todo estudante primeiranista de cursos universitários de História.

Um pouco de imaginação, afinal, ajuda a fazer e entender a História...

 

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS é licenciado em História e em Filosofia, doutor na área de Filosofia e Letras e professor da Unisul. Também é Membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História.

 

 



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CINTHYA NUNES - FALANDO COM OS ANIMAIS

 

 

 

 

 

 

 

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Domingo à noite e eu já estava me preparando para o término do fim de semana. Na minha caixa de e-mails havia muitas mensagens que eu classifiquei como spam, ou seja, mensagens indesejadas. Fui apagando-as a esmo, até que notei uma que se repetia, sobre um congresso. Resolvi dar uma olhada antes de redirecionar tudo para lixeira e vi que se tratava de um aviso sobre um evento on-line para o qual eu havia de fato me inscrito.

Na realidade eu nem me lembrava, já que tinha feito minha inscrição havia quase dois meses. Tratava-se de um Congresso sobre Comunicação intuitiva com animais. Eu tinha perdido as palestras, mas ainda tinha 4 horas para assistir às gravações, que depois disso sairiam do ar. Eu precisava ver do que se tratava, já que o tema havia tinha aguçado minha curiosidade.

Larguei o que fazia e comecei a assistir aos vídeos, cujo conteúdo não sou capaz de reproduzir nesse espaço, mas tentarei fazer um rápido resumo. Em suma, tratava-se de técnicas, apresentadas por veterinários, sobre como podemos nos comunicar com os animais em um nível mais profundo. Eu, que sempre vibrei com essa possibilidade, tratei de assistir, tendo conhecimento de relatos no mínimo comoventes.

A verdade é que desde sempre eu tenho falado com os animais. A novidade é a chance de que eles possam responder, já que não duvido que possam entender. Essa afirmação pode parecer meio maluca, mas todo mundo que possui um animal de estimação acha normal o habitual monólogo dos tutores.

As palestras, no entanto, tratavam como fato que os animais, a depender das habilidades comunicativas do ser humano, podem entender e responder, em comunicação não verbal. Considero-me uma pessoa de mente aberta, disposta a conhecer os mistérios do mundo que formos capazes de desvendar. Amando aos animais como amo, já me sinto interligada a eles de muitas formas e se houver uma possibilidade que seja de poder estabelecer mais essa ligação, sou toda coração e ouvidos.

Através das palestras eu soube um pouco sobre formas de comunicação intuitiva com os animais e que há caminhos que precisam ser trilhados para isso, como forma de abrir os canais adequados em nossas mentes afim de que essa comunicação se dê de forma mais efetiva. Também conheci várias histórias emocionantes de pessoas que já vivenciaram essa experiência e como isso as modificou completamente.

Descobri que há palestras sobre o assunto também disponíveis no YouTube, bem como cursos on-line e até mesmo alguns livros sobre o assunto. Um deles, inclusive, foi escrito por uma veterinária que, vivendo no interior do estado de São Paulo, é considerada uma das maiores autoridades sobre o assunto. Não resisti e encomendei o livro assim que terminei de assistir aos vídeos. Por sinal ele já chegou e já estou na página 40, ansiosa por compreender melhor essa questão.

Não sei ainda onde vai dar isso, essa minha nova empreitada, mas prometo contar aqui os resultados que obtiver. Se eu conseguir, por certo que não haverá de me faltar assunto para essa

questão.

Não sei ainda onde vai dar isso, essa minha nova empreitada, mas prometo contar aqui os resultados que obtiver. S eu conseguir, por certo que não haverá de me faltar assunto para essa coluna, ainda mais morando com 5 gatos, uma cachorra, vários peixes e duas aves.

 

 

 

Cinthya Nunes  é jornalista, advogada e professora universitáriacinthyanvs@gmail.com



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - MILAGRES DIÁRIOS

 

 

 

 

 

 

 

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A amiga Maria Inês Guarda Tafarello, a respeito de minha crônica “Página do Evangelho”, escreveu: “A gente vive de milagres diários. Você (...) percebe e registra esses milagres. Obrigada por compartilhar. Isso alegra nosso coração”.

Tenho pensado sobre isso: os milagres de cada dia em minha história. Creio que os percebo - talvez nem sempre - pela maneira com que fui criada e é essa percepção de acontecimentos, com claridade do Céu, que me sustentam, me iluminam, me acariciam o olhar.  Sou das pequeninas coisas do cotidiano plenas de simplicidade. Não viajei além das fronteiras de meu país e não sou de castelos e grandes prédios. Prefiro os lagos mais próximos e as matas nativas. Não busco distâncias, aprecio as proximidades de meu dia a dia, que me permitem cantar louvores. Embora desafine, o importante é escancarar o peito e ensolarar as emoções.  Quando acordo cinzenta pelas noites mal dormidas, pelos sonhos inacabados, pelas incertezas, observo com mais detalhes as pegadas do dia e meu entorno. Encontro sempre um motivo de encanto.  Como escreveu Cecília Meireles em “A Arte de Ser Feliz”: “Mas quando falo dessas pequenas felicidades certas, (...) uns dizem que essas coisas não existem, outras que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim”.

Gosto do que escreveu Graciliano Ramos (1892-1953): “Comovo-me em excesso, por natureza e por ofício. Acho medonho alguém viver sem paixões”. Bem assim, é horrível caminhar sem as paixões que abrem as asas além do horizonte. Sou apaixonada pela vida que supera tantas mortes.

Há, ainda, os milagres das pessoas com quem convivo ou de quem ouço falar.

O menino está com 12 anos. Conheço-o desde os oito. A mãe é a avó por afinidade. A segurança dele também estava no avô. Acontece que o indivíduo se engraçou com uma mocinha. Doeu na avó e no menino. No começo da semana, ele me trouxe a sua preocupação: a mãe adoecida, domingo estava tão fraca que caiu no banheiro. Conseguiu ajudá-la a se levantar. Relatou-me, ainda, de sorriso terno, que, ao chegar da escola, prepara o almoço com arroz, feijão, farinha e macarrão. A mãe aprecia a comida feita por ele. Que lindo! Milagre também esse jovenzinho mais preocupado em sarar a mãe por afinidade do que com os apelos do mundo adolescente.

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.



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ALEXANDRE ZABOT - FRIJOF CAPRA E A NOVA ERA

 

 

 

 

 

 

 

 

Alexandre Zabot

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alguns cientistas adeptos dos misticismos da Nova Era (ou, do inglês, New Age) têm conseguido muito espaço na mídia para veicular suas perigosas doutrinas holísticas mascaradas com muitos jargões científicos. Um dos adeptos mais conhecidos deste grupo é o físico austríaco Fritjof Capra, que fez muito sucesso com a publicação do livro “O Tao da Física” e também “O ponto de Mutação”. Levando conceitos físicos maldosamente além de seus limites, o autor defende abertamente o fim do pensamento ocidental e o nascimento de uma “Nova Era”, quando, segundo ele, as pessoas estarão livres da mentalidade medieval e limitada de até então. Será uma era pós-cristã em termos de religião.

Para entender completamente o que é proposto por Capra, é preciso conhecer um pouco deste movimento chamado de “Nova Era”. Baseados em misticismos e religiões orientais, como budismo, hinduísmo e taoísmo, seus adeptos pregam o fim das tradições religiosas ocidentais e o início de um novo tempo (daí Nova Era), quando haverá uma religião universal que abarcará todas as crenças, num sincretismo total. Segundo eles, cada indivíduo se identifica com o todo, com o Universo e está conectado com a natureza através de energias cósmicas misteriosas. Baseados nas tradições orientais, defendem a união entre o bem e o mal. Não há certo e errado, tudo passa a ser relativo. Conceitos cristãos como “bem absoluto”, são vistos como excludentes de pessoas. Costumam dizer que ensinam uma verdadeira “ecologia cósmica” e atacam o cristianismo como fonte de mal para a natureza.

Pessoas de todas as áreas do conhecimento abraçam a filosofia da Nova Era, inclusive alguns físicos. Capra, sem dúvida, é o mais famoso deles. Ele defende que a Física Moderna, na Relatividade de Einstein, na Mecânica Quântica e na Cosmologia, “oferece, não raro, surpreendentes paralelos face às ideias expressas nas filosofias religiosas do Extremo Oriente” (O Tao da Física, pág. 21). Para ele a Igreja é a vilã responsável por alienar o mundo ocidental das visões holísticas místicas que são capazes de libertar o homem unindo a ciência com a religião. Segue, ainda, o velho discurso de que a Idade Média foi um período de ignorância graças à perversa defesa pela Igreja do modelo Aristotélico. Segunda ele, essa influência maléfica só começou a terminar no Iluminismo, quando a humanidade se libertou de Aristóteles e da Igreja.

Todo este discurso, entretanto, é completamente falso. Nada na física leva ao misticismo oriental. Suas descobertas não passam de enunciados sobre a natureza. Dizer, como ele faz, que a ininterrupta interação entre as partículas fundamentais leva a conclusão de que o mundo está todo conectado é propagandear o óbvio. Da mesma forma que é evidente que somos poeira das estrelas, ou que é preciso estudar o ciclos naturais para entender a vida na Terra. Ou, ainda, que todos os seres vivos formam uma rede. Não há nada de moderno nisso, menos ainda de contraditório em relação ao cristianismo. Essas conexões não são mágicas, são físicas.

As “novas” interpretações propostas por ele exigem uma componente externa, não científica, mas ideológica. No caso, um repúdio ao cristianismo e uma falsa noção de harmonia entre as doutrinas panteístas orientais, a gnose e mais uma centena de outras filosofias. A física, enquanto verdadeira ciência, não tem meios de fazer afirmações espirituais como querem os adeptos da Nova Era. Apesar de eventualmente reconhecerem isto, maliciosamente usam fatos científicos para tentar apoiar suas ideias. De fato, é justamente aí que se tornam muito perigosos.

Uma análise criteriosa, por exemplo, do livro “O Tao da Física” não seria capaz de apontar grandes erros de física. Pelo menos, creio, não encontraria mais do que em qualquer outro livro. A diferença é que Fritjof Capra usa a tática vil de colocar enunciados corretos de física, seguidos de pensamentos filosóficos orientais. Desta forma, alguém menos treinado cientificamente, ou desavisado quanto ao marketing doutrinário, é levado a acreditar que a física dá base ao budismo ou o hinduísmo, por exemplo. E pior, sendo conduzido pelo pensamento anti-ocidental do autor, acredita que o cristianismo está falido porque não se enquadra nas novas descobertas científicas. O que, obviamente, não faz sentido algum. Basta ver que grandes cientistas foram cristãos muito piedosos e que os filhos da Igreja sempre participaram (e continuam a participar) ativamente do desenvolvimento da ciência, inclusive da Física Moderna.

As descobertas científicas se aplicam ao mundo material. Implicações filosóficas e espirituais podem ser traçadas em perspectiva do conhecimento adquirido. Entretanto, isso deve ser feito honestamente, mantendo as pessoas conscientes quanto ao “passo além” dado. O cristianismo não é uma doutrina falida que não se adapta aos novos conhecimentos da ciência, como afirmam os defensores da Nova Era e Fritjof Capra. Antes, é a verdadeira fonte deles, já que foi a partir da civilização cristã ocidental que eles foram desenvolvidos. E estes, em especial a parte conhecida por Física Moderna, não têm qualquer incompatibilidade com a fé.

 

Escrito em 01/2009

 

 

 

ALEXANDRE ZABOT   -    Fisico. Doutorado em Astrofisica. Professor da Universidade Federal de Santa Catarina.   www.alexandrezabot.blogspot.com.br



publicado por Luso-brasileiro às 10:34
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JOSÉ RENATO NALINI - A ORFANDADE NÃO TEM IDADE

 

 

 

 

 

 

 

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Coisa mágica e sagrada é a Mãe. A criatura que ama incondicionalmente o filho. Está sempre ao lado dele. Mesmo quando ele está errado. Ou, principalmente quando ele está errado.

O único amor gratuito. Sem cobrança. Sem esperar nada em troca. Testemunho eloquente de que amor existe.

Quanta falta faz a mãe para o órfão. Descobri, com quase sessenta anos, que orfandade não tem idade. Desde então, agora com setenta e três, não há dia em que não “converse” com minha mãe. Tente adivinhar o que ela me diria diante de tantas situações enfrentadas. Perante as quais me sinto desamparado. Órfão. Sem mãe.

A cada mensagem dirigida a quem perde mãe, costumo repetir: “quem tem mãe tem tudo; quem não tem mãe, não tem nada”. E não é mera retórica. É a verdade que eu experimento.

Como tinha razão Junqueira Freire quando escreveu “Minha mãe era mui bela; eu me lembro tanto dela. De tudo o que era seu! Tenho em meu peito guardadas. Suas palavras sagradas. C’os risos que ela me deu”.

O patrono de minha Cadeira 40 na Academia Paulista de Letras, ocupada de 1909 – ano da fundação da APL – até 1962, quando faleceu, por um conterrâneo, o jundiaiense Professor José Feliciano de Oliveira, é o Patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva. Dentre tantos outros talentos, ele era poeta. Escreveu “Saudade”: “Eu já tive em belos tempos. Alguns sonhos de criança. Já pendurei nas estrelas. A minha verde esperança. Já recolhi pelo mundo. Muita suave lembrança. II – Sabia tantas histórias. Que não me lembra nenhuma. Os meus prantos apagaram, Todas, todas, uma a uma!. III – Ambições que eu já tive, que é delas? Minhas glórias, meu Deus, onde estão? A ventura – onde vive na Terra? Minhas rosas – que fazem no chão?”.

O destino dos humanos é ver rosas no chão. Despedaçadas por tantos desenganos. Pela mais cruel das fissuras de caráter: a ingratidão.

Além de perder a mãe biológica, o humano é tão calhorda que também destrói a mãe-natureza. Esta, como verdadeira mãe, é como o sândalo, que perfuma o machado que o fere. Diante da crueldade do homem, “a natureza revida, com amor seus agressores. E lhes dá, por despedida, o caixão, a cova e as flores!”.

 

 

 

 

 

JOSÉ RENATO NALINI  é Reitor da Uniregistral, ex-Secretário da Educação do Estado de São Paulo – 2016/2018 e Presidente da Academia Paulista de Letras – 2019/2020.

 

 

 

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publicado por Luso-brasileiro às 10:22
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FELIPE AQUINO - O ANJO DA GUARDA EXISTE MESMO ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Igreja nos ensina que desde a infância até a morte os anjos nos guardam, protegem e intercedem por nós (Mt 18,10; Lc 16,22; Sl 34,8; 90,10-13).

Jesus disse: “Em verdade eu vos digo, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no reino dos céus. Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos no céus vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus” (Mt 18,1-10).

 

 

Leia também: 02 de outubro: Dia do Anjo da Guarda

Cinco motivos para que não afaste o Anjo da Guarda da sua vida

Como saber o nome do meu anjo da guarda?

Qual a importância do Anjo da Guarda?

 

 

 

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Acreditamos, com a Igreja, que no dia do batismo, cada cristão é confiado a um anjo que o acompanha e o guarda em sua caminhada para Deus, iluminando-o e inspirando-o. Quem de nós não aprendeu, desde pequeno, aquela oração ao Santo Anjo da Guarda: “Ó santo Anjo da minha guarda, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine, Amém. Na Liturgia da Festa dos Santos Anjos da Guarda, a Igreja implora a sua proteção: “Ó Deus, que na vossa misteriosa providência mandai os vossos anjos para guardar-nos, concedei que nos defendam de todos os perigos e gozemos eternamente do seu convívio” (Oração do dia).

“Acolhei, ó Deus, as nossas oferendas em honra dos santos anjos e fazei que, velando sempre ao nosso lado, nos guardem dos perigos desta vida e nos levem à vida eterna” (Oração sobre as oferendas).

“Ó Deus, que alimentais com tão grande sacramento a nossa peregrinação para a vida eterna, guiai-nos por meio dos vossos anjos, no caminho da salvação e da paz” (Oração depois da Comunhão).

A Igreja reza conforme ela crê (Lex orandi, lex credendi). Pela orações acima, oficiais em nossa liturgia, vemos que a Igreja não tem dúvida sobre a existência e ação dos anjos. Quem negar isto se põe, voluntariamente, fora dos ensinamentos e da fé da Igreja, e deixe de ser plenamente católico. Embora o Magistério da Igreja não tenha definido como dogma de fé a tutela dos anjos sobre os homens, alguns santos doutores da Igreja afirmaram a mesma concepção judaica de que o povo de Deus, as dioceses, as nações, etc., e cada pessoa tem um anjo protetor particular. Não há porque não aceitar tal concepção. S. Basílio Magno (330-369) afirmou que “cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida” (Eun. 3,1).

 

 

Assista também: Os anjos existem?

 

 

Na Festa do Anjo da Guarda (2 de outubro), a Igreja põe diante dos nossos olhos o texto do Êxodo que diz:

“Assim diz o Senhor: Vou enviar um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei. Respeita-o e ouve a sua voz. Não lhe sejas rebelde, porque não suportará as vossas transgressões e nele está o meu nome. Se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que eu disser, serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários. O meu anjo irá à tua frente e te conduzirá à terra dos amorreus, dos hititas, dos ferezeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuzeus, e eu os exterminareis” (Ex 23,20-23).

 

 

 

FELIPE AQUINO Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.

 

 

 



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Quinta-feira, 3 de Outubro de 2019
PAULO R. LABEGALINI - REFLEXÃO SOBRE A VIDA E A MORTE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Procure imaginar você curtindo a família em casa na sexta à noite e ouvindo o noticiário na TV, assim: ‘Numa cidadezinha da África, morreram três pessoas, vítimas de uma gripe desconhecida’. Naquele final de semana, você nem se lembrou mais disso.

Na segunda-feira, logo cedo, você fica sabendo que a tal gripe já matou mais de mil nas colinas da Índia e que um grupo de cientistas americanos está investigando a doença. Na terça, todos os jornais falam da gripe mortal – que se espalha rapidamente pelo mundo!

Dias depois, a Europa fecha suas fronteiras, mas, infelizmente, a epidemia encontra-se fora de controle. Começa então o pânico, porque se fica sabendo que, quando se contrai o vírus, em quatro dias a morte é certa.

Agora você já está rezando numa igreja, quando entra uma pessoa aos gritos dizendo: ‘Ouvi no rádio que a doença chegou ao Brasil, mas deram esperança que é possível fabricar uma vacina se encontrarem a pessoa que possui o sangue apropriado e raro para isso’.

As filas nos hospitais dobram os quarteirões na tentativa de ajudar a achar o doador certo e, finalmente, um médico divulga o nome de seu filho menor, dizendo que só ele poderá salvar a humanidade. Que maravilha, não? O antídoto poderá ser fabricado! Todos sorriem, menos você.

De repente, já estão à sua frente com uma autorização para assinar, constando você concorda que todo o sangue do menino será retirado para a fabricação da vacina. Você reluta em deixar, mas as câmeras de televisão gravam os médicos lhe dizendo: ‘Por favor, assine. Estamos prestes a conseguir a cura para o mundo inteiro!’

Chorando, você assina e vê seu filho ser levado, gritando: ‘Pai, o que está acontecendo? Você está me abandonando?’ Antes que ele morra, você ainda grita: ‘Eu te amo, meu filho.’ E, assim, todos se salvam com a perda da vida dele.

Semanas depois, você marca uma Missa em sua memória e pouca gente comparece. Você vai furioso à televisão e diz chorando: ‘Meu filho morreu por vocês! Não se importam com isso? Preferem ficar em casa vendo futebol e lendo jornais do que rezarem por ele?’ Mas, nada muda...

Já pensou se tudo o que narrei fosse verdade e você – pai ou mãe – tivesse que passar por isso? Lembre-se que Deus entregou seu Filho para nos salvar e pouca gente lhe rende glória. Lembre-se também que quase todo mundo diz que crê em Deus, mas somente alguns deixam seus compromissos particulares para estarem junto Dele na Eucaristia.

No dia do juízo final, que desculpa daremos ao Pai para argumentarmos que preferimos ficar em casa descansando ou no clube nos divertindo enquanto Ele nos esperava na Igreja? Será que valerá a pena continuarmos desprezando a salvação que recebemos através do sangue de seu Filho na cruz?

Espero que esta história de hoje possa mudar a vida de muita gente, pois somente assim poderemos nos encontrar, um dia, no Céu – caso eu também chegue lá. É importante deixar claro que, para Deus, ninguém é melhor do que ninguém; mas eu procuro testemunhar as maravilhas que estou vivendo – seguindo Jesus Cristo e sendo abençoado por Nossa Senhora.

E para confirmar o poder do Nosso Senhor, eis mais um conto:

Um guerreiro tornou-se famoso por sua invencibilidade na guerra. Era um homem extremamente cruel e, por isso, temido por todos. Quando se aproximava de um povoado, os moradores saíam correndo e se escondiam.

Certo dia, alguém o viu aproximar com seu exército de uma pequena aldeia, onde viviam alguns agricultores. Quando o pessoal escutou a terrível notícia, tratou de juntar o que podia e fugir rapidamente para as montanhas. Só um velhinho ficou para trás, porque, pela idade, não podia fugir.

O guerreiro chegou, então, na casa do senhor velhinho e, sem piedade, foi dizendo a ele que seu dia havia chegado, mas lhe concederia um último desejo antes de passá-lo pelo fio de sua espada. O pobre homem pensou um pouco e pediu que o acompanhasse até o bosque e, ali, lhe cortasse um galho de árvore. O guerreiro achou aquilo uma besteira, dizendo: ‘Este velho deve estar gagá. Que último desejo mais besta!’ Mas, foram até o bosque.

Com um golpe da espada, o homem valente cortou um galho de uma árvore e o velho sábio logo lhe falou: ‘Muito bem, o senhor cortou o galho. Agora, por favor, coloque este galho na árvore outra vez’. O guerreiro deu uma grande gargalhada, dizendo que o velho era louco, pois todo mundo sabia que isso não seria mais possível.

O velhinho, então, lhe respondeu: ‘Louco é você, que pensa que tem poder só porque destrói as coisas e mata as pessoas que encontra pela frente. Poder tem aquela pessoa que sabe juntar, que sabe unir o que foi separado, que faz reviver o que parece morto. Essa pessoa sim, tem o verdadeiro poder’.

Bem, podemos até concluir que o velho homem teve a sua vida preservada no final da história, mas isso não é o mais importante. A sua conclusão sim, essa foi magnífica! Qualquer um pode tirar a vida, mas só Deus pode devolvê-la!

Na primeira carta de São Pedro está escrito: “Pois será melhor sofrer praticando o bem, se esta for a vontade de Deus, do que praticando o mal. Com efeito, também Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados; o justo, pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo Espírito”.

Portanto, preserve a sua vida dando testemunho do amor de Deus por nós e, quando a perder, Ele a devolverá. Aleluia!

 

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas



publicado por Luso-brasileiro às 16:23
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - PARA UMA SOCIEDADE MELHOR

 

 

 

 

 

 

 

 

Humberto Pinho da Silva.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

No tempo da minha juventude, conheci mocinha, de origem modesta, mas rica de inteligência, esperteza e perspicácia. Enxergava, com clareza, intenções, onde a maioria, apenas entrevia palavras e gestos.

Era pequenina, graciosa nos meneios, de lábios finos, cheios de simpáticos sorrisos. Delicada, como bonequinha de biscuit.

Gostava de dialogar com ela, acompanhando-a, com satisfação, o raciocínio, quase sempre acertado e oportuno.

Perdia há muitos anos, nos encontros e desencontros da vida. Tive pena, porque seu espírito crítico, era-me útil.

Graças a sortilégios da técnica do Facebook, reencontrei-a, já no crepuscular da vida, mas ainda com a frescura e a perspicácia, que conheci.

Certa ocasião, falava-se de novelas de TV, quando ela saiu-se com esta: “- As novelas, não são escritas para nos entreter, mas, modificar o nosso pensamento.”

Já havia chegado a essa conclusão, mas, a frase ficou-me gravada na memória, como verdade incontestável.

A maioria das novelas de TV, são verdadeiras lavagens cerebrais, no intuito de alterar, sem sentir: comportamentos, ideologias, e conceitos morais.

Constantemente somos bombardeados pela televisão – e não só, – com ideias e conceitos da Nova-Moral, de forma a inculcar, mormente na juventude, novos conceitos e comportamentos, que certas minorias, pretendem impor: por interesse económico ou prazer mórbido de perverter a sociedade.

Dizem-me: As novelas são o espelho da sociedade atual. Será? E que sociedade?

Anos há, escutei na “Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto”, interessante conferência, proferida pelo inesquecível comunicador, António Lopes Ribeiro.

A determinado passo, da dissertação, asseverou: “ O cinema não é nem mais, nem menos, do que o espelho da sociedade.”

Concordei e concordo. Mas não será, a sociedade, também, o espelho do cinema e da novela televisiva?

É inegável que o carácter é alicerçado, em tudo que: vemos, ouvimos e lemos. As leituras; o escritor que preferimos; o jornal e a revista, que compramos; os programas de TV, que assistimos; e o canal de televisão que vemos, exercem, sobre nós, efeito determinante, no nosso comportamento.

Igualmente, os locais, que frequentamos: os divertimentos; os amigos; e até o bairro que se vive, influenciam o nosso modo de pensar e agir.

Quem manda, quem tem o poder, conhece perfeitamente, isso, e utiliza-os para moldar-nos, a seu belo prazer, tão subtilmente, que pensamos que as ideias são nossas, e não deles! …

Eu sei, que não há uma sociedade, mas várias, na mesma cidade. Cabe a cada qual, escolher e integrar-se naquela que o ajude a peregrinar, pela vereda do bem.

Sem dúvida, que cabe aos pais e á família, o dever, diria: obrigação, de orientar e criar nos filhos bons hábitos, que lhes forme: carácter honesto e sadio.

O bom exemplo, que recebemos dos progenitores, e a conduta que nos ensinaram, são importantes, não só para nós, como para os outros, porque: a Pátria não é mais, que o conjunto das Famílias.

Por isso, devido à decadência das famílias, a Pátria deixou de ser local seguro: O crime campeia; o respeito acabou; o pudor desapareceu; e a honra e a dignidade, vende-se, tal qual, como Fausto vendeu a alma.

É urgente salvar a nossa civilização. Voltar aos conselhos bíblicos; educar e louvar a virtude; se não queremos caminhar para a promiscuidade. Que nos levará à destruição, ao aniquilamento total da sociedade, que já foi de Cristo.

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 16:06
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EUCLIDES CAVACO - DOCAS DE LISBOA Poema e Voz de Euclides Cavaco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Com este excelente vídeo elaborado pelo talentoso amigo Afonso Brandão, neste poema convido-os a fazerem connosco uma viagem imaginária pela nossa Lisboa ribeirinha.
 
 


https://www.youtube.com/watch?v=8bzy1ne_siY&feature=youtu.be
 
 
 
 
 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

 

***

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DO PORTO

 

 

 

 http://www.diocese-porto.pt/

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP

 

 

 https://dj.org.br/

 

***

 

 

 

Leitura Recomendada:

 

 

 

 

 

Resultado de imagem para Jornal A Ordem

 

 

 

 

 

Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

Opinião   -   Religião   -   Estrangeiro   -   Liturgia   -   Area Metropolitana   -   Igreja em Noticias   -   Nacional

 

 

https://www.jornalaordem.pt/

 

 

 

 

 

 

***

 

HORÁRIOS DAS MISSAS NO BRASIL

 

 

Site com horários de Missa, confissões, telefones e informações de Igrejas Católicas em todo o Brasil. O Portal Horário de Missas é um trabalho colaborativo onde você pode informar dados de sua paróquia, completar informações sobre Igrejas, corrigir horários de Missas e confisões.



https://www.horariodemissa.com.br/#cidade_opcoes 

 

***



publicado por Luso-brasileiro às 15:43
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