PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sexta-feira, 27 de Dezembro de 2019
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - ANO NOVO, MUITA ESPERANÇA QUE O MUNDO FIQUE MAIS JUSTO E SOLIDÁRIO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Normalmente, o final do ano nos convida a um balanço, impõe reflexões, renova esperanças e traz um sentido poético, que em outras épocas não conseguimos revelar. No entanto, há ainda um fator, que é a premência, quase obrigação, de ser feliz, da procura por uma realização plena. Daí surgem aspectos que podem ser frustrantes e até mesmo manifestamente prejudiciais ao nosso ego. A realidade é cruel e alienante, pois revela uma convivência baseada numa cultura consumista, onde a matéria tem preponderância sobre o espírito, prevalecendo o egoísmo, a individualidade e a quase ausência de relações desinteressadas e maduras.

         Efetivamente a vida está mais dura pela distância dos homens à sensibilidade, ao amor verdadeiro, ao respeito ao próximo e ao direito alheio. Por outro lado, a gigantesca desigualdade social provoca uma situação de insegurança em todos os sentidos, além do que, os que deveriam trabalhar pela melhora de tal quadro, ignoram-no de forma a agravar o relacionamento humano e a piorar as condições de milhares de pessoas Vale dizer, a título de reflexão, que será muito bom quando sentirmos sede de justiça, para lutarmos pelo direito de todos ou quando pudermos trabalhar e receber salários dignos para sobreviver. Será ótimo, enfim, quando nos motivarmos a seguir o caminho correto, para transformarmos esse mundo velho em um mundo novo, mais fraterno e solidário.

A efetiva participação de todos é imprescindível ao processo democrático, que não é um objeto pronto e portanto está longe do ideal a se aperfeiçoar. Além do mais, o crescimento e o desenvolvimento do país e de seus cidadãos deve ser uma constante, independentemente de uma página virada no calendário.

O Brasil vive há anos uma séria e grave crise ética, mas apesar dos fatos isolados, por maior repercussão que tenham, constata-se que o nosso povo, ainda que lentamente, vem se amadurecendo e como conseqüência, submetendo nossas instituições a duras provas. Há maiores cobranças de transparência de soluções às questões sociais e de vigilância aos atos de nossos governantes. Verifica-se, principalmente, o avanço de um inconformismo contra as tradicionais dificuldades intransponíveis pela falta de vontade política em amenizar as desigualdades.

De meio para servir a coletividade, o Poder Público passou, com  o tempo, a ser um fim em si mesmo, preocupado com o próprio bem estar e sobrevivência. Daí a importância da mobilização popular no sentido de que ele volte às suas origens, que se atenha às suas funções básicas e o faça com propriedade. Este ano que hoje se inicia promete um contínuo engajamento dos variados segmentos sociais na construção do bem comum, da solidariedade, da fraternidade e da ajuda mútua em todos os níveis, com a oportunidade  de fiscalizarmos a qualidade da representação política, tão deteriorada nos últimos tempos. Com as eleições que se passaram, aumentou a nossa responsabilidade na cobrança daqueles que escolhemos, na convicção que sejam pessoas sérias, corajosas, preparadas e desenvolvam um trabalho árduo em prol de suas comunidades, mesmo que contrariem interesses diversos e escuros de grupos organizados para esses fins.

Nesta época do ano sobram simpatias, análises, cultos esotéricos e religiosos para que tudo melhore. Sobram desejos e pedidos de paz, prosperidade, saúde. Esperamos, no entanto, que as mudanças concretas se sobreponham aos sentimentos repentinos ou as manifestações artificiais.

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. É ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas (martinelliadv@hotmail.com)



publicado por Luso-brasileiro às 13:00
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CINTHYA NUNES - PASSANDO A RÉGUA

 

 

 

 

 

 

 

 

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            Desconheço a origem da expressão popular que dá nome a esse meu derradeiro texto de 2019. Procurei rapidamente por alguns sites, no desejo de fornecer um pouco de cultura inútil a quem se der ao trabalho de ler essas linhas, mas depois de descobrir coisas bem curiosas sobre umas duas dezenas de expressões populares, nada achei sobre “passar a régua”.

            De todo, de forma geral, seu significado é conhecido entre as pessoas, notadamente as mais velhas, como sinônimo de fechar a conta, colocar um ponto final ou simplesmente finalizar algo. Então, como em todos os anos, sobretudo nos últimos vinte, tenho escrito na tentativa de fazer um balanço sobre os dias que ficaram para trás, quase como um ritual de passagem para o ano vindouro.

            Eu sei e quase todo mundo sabe ou acredita que nada de fato muda somente porque a data do calendário se altera, embora eu realmente gostaria que isso fosse possível. Como seria bom simplesmente apagar aquelas lembranças ou experiências que preferíamos não ter vivido, mas desconfio que isso também não daria certo, porque no fundo tudo está misteriosamente interligado.

            Não sou uma pessoa entendida de assuntos exotéricos e assim, mesmo que eu acreditasse, não  teria repertório suficiente para fazer qualquer previsão para 2020. Não faço a menor ideia sequer qual é o meu ascendente e saber meu signo é tudo do que sou capaz nessa área. Seja qual o mecanismo premonitório existente, não disponho de nenhum, restando-me a esperança de dias melhores.

            Por óbvio que nenhum ano é completamente bom ou ruim, não na mesma intensidade para todas as pessoas. Isso seria impossível, creio, exceto se houvesse um cataclisma mundial. Coisas boas e ruins acontecem o tempo todo. Mortes e nascimentos seguem um cronograma indecifrável e o choro dos bebês vez ou outra se encontra com o lamento daqueles que perdem alguém amado.

            Como eu poderia afirmar, sob minha única ótica, sobre em qual categoria 2019 se encaixa? Simplesmente não posso. Para mim foi um ano intenso e complexo. Profissionalmente não foi o melhor deles. Aprendi na sequência que amigos e colegas não são sinônimos e que algumas amizades sucumbem muito rapidamente diante da adversidade alheia.

            Mas esse ano também me presenteou com novas presenças. Ganhei uma sobrinha, a Olivia, além de duas lindas cachorrinhas, a Gigi e a Juju. Todas as três encheram minha vida de alegria, de muitos modos distintos. Em meio a tantas pessoas que partiram, continuo tendo a graça de estar com aquelas a quem amo. Só por isso, de fato, esse foi um ano a ver vivido.

            Passar a régua, desse modo, parece-me o mais correto a dizer. Se estamos vivos e aptos a 2020 é porque o saldo foi positivo. Que o seja igualmente ao término de 2020. Que o Universo nos guarde e nos guie nas melhores escolhas, livrando-nos de todo mal, sobretudo aquele que não sabemos identificar. Venha a nós 2020. Feliz Ano Novo!

 

 

 

 

CINTHYA NUNES  -   é jornalista, advogada, professora universitária e se ressente de não ter o telefone de um certo local no Polo Norte – cinthyavns@gmail.com

           



publicado por Luso-brasileiro às 12:56
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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - SOBRE A LITERATURA CLÁSSICA LATINA

 

 

 

 

 

 

 

 

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A literatura clássica latina foi grandemente influenciada pela cultura grega e é de uma variedade e de uma riqueza inesgotáveis, tanto em prosa como em verso.

Normalmente se estuda, em Letras, que o gênero Épico corresponde aos períodos de ascensão cultural dos povos, à fase de autoafirmação das sociedades novas. O gênero lírico predomina nos períodos de apogeu cultural, que geralmente coincidem com as fases de maior progresso material e econômico. E o dramático tende a tomar a dianteira nas fases em que já atingiram a maturidade e estão se encaminhando para o que se poderia chamar sua "terceira idade", ou seja, sua fase descendente (para não dizer decadente).

Essa divisão, que é clássica, se bem que muito incompleta e objetável por alguns lados, é exposta por Teófilo Braga na "Poética História Portuguesa" que abre o "Dicionário de Rimas - para uso de portugueses e brasileiros" de Costa Lima (Livraria Lello & Irmão, Porto, 1952). Transcrevo alguns trechos:

"A concepção épica corresponde à época da constituição nacional, da qual ela sintetiza a unificação; e nas épocas de civilização, idealizando o momento histórico da vida da nacionalidade... O lirismo corresponde a um estado de espírito emotivo e costumado à especulação subjetiva, e ao hábito de exprimir a passividade psicológica. Pertence às épocas de cultura literária, e é sempre representado por altas individualidades. É descritivo, quando a comoção é refletida, ideo-emotiva e se torna filosófica. O drama corresponde a uma fase social em que existem ideias morais definidas, entre as quais se estabelece a colisão ou situação, e quando um certo desenvolvimento da vida burguesa se manifesta por um poder novo ou opinião pública. Este gênero é digressivo, preparando por cenas e conduzindo para a unidade de ação. Todas as criações literárias nas suas mais originais modalidades se reduzem completamente a estas três categorias morfológicas" (op. cit., pp. 19-20).

Esses três gêneros se notam em Roma, se bem que nem sempre cronologicamente bem identificados, e muitas vezes os mesmos autores cultuaram mais de um deles.

Como exemplos do primeiro, cabe lembrar Ênio, com seus “Anais”, e Virgílio, autor da "Eneida". Não li Ênio, mas li e saboreei intensamente a "Eneida". Seu autor foi muito influenciado por Homero e, por sua vez, influenciou fortemente as epopeias renascentistas. O tributo que Camões pagou a Virgílio é enorme, desde os seus primeiros versos. Virgílio começou com a célebre frase "arma virumque cano" (canto as armas e o varão). Camões começou: "As armas e os varões assinalados ... cantando espalharei por toda a parte". Em Virgílio, como também em Homero, desenrola-se entre os deuses uma disputa paralela às disputas travadas entre os humanos; o mesmo faz Camões nos “Lusíadas”. Em Virgílio, a epopeia inteira é resumida, simbolicamente e parabolicamente, no episódio da grande tempestade marítima; do mesmo recurso se serve Camões. E assim por diante.

Não é propriamente uma epopeia, no sentido exato do termo, mas um relato histórico-militar o que César escreveu, narrando (na sua ótica, obviamente) em "De bello gallico" suas lutas e seus triunfos contra os gauleses.

Do segundo gênero, destaco Horácio, com suas "Odes", que tanta influência tiveram, Ovídio e Catulo.

Do terceiro, entre outros, destaco Apuleio, personagem muito curioso e de vida muito controvertida, autor de "O Asno de Ouro", que se poderia encaixar na terceira das classificações a que alude Teófilo Braga. O teatro romano, fortemente influenciado pelo grego, tinha também duas vertentes, a tragédia e a comédia. Ambas visavam, por meios diferentes, proporcionar a catarse ao público.

Esses três tipos de literatura - entendamos a palavra em sentido muito lato, é claro - correspondem bem à mentalidade e à cultura dos romanos antigos. Voltaremos ao assunto.

 

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS é licenciado em História e em Filosofia, doutor na área de Filosofia e Letras e professor da Unisul. Também é Membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História.



publicado por Luso-brasileiro às 12:45
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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - UM RAIO DE SOL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Aconteceu no último domingo do Advento. A mamãe e eu caminhávamos em direção à Catedral NSD para a Missa das 8h30. Passamos por um grupo de moradores de rua com seus cães. Um deles, veio ao meu encontro para solicitar uma ajuda, mas, ao observar a mamãe, desistiu da súplica e começou a repetir: “Como é bom ter mãe!” Ela lhe sorriu e comentou sobre o olhar de doçura de seus animais. São três. Um pouco mais à frente, sentamos em um banco para aguardar o término da Missa da 7hs. O moço foi até nós e nos relatou que perdera o pai aos dois anos e meio e a mãe um ano depois. A tia, que o criou, faleceu quando ele se encontrava com 13 anos. Depois disso, começaram seus desencontros. Chorou e agradeceu por poder partilhar suas lágrimas conosco. A mamãe lhe disse que nada estava perdido, pois era ele um homem de coração bom; caso contrário, os cães não se aproximariam dele. Afirmou que sua família, na atualidade, compunha-se por eles apenas. Pediu-me desculpas por ter falado que estava com fome, na verdade queria dinheiro para pinga.
Pensei muito nele com seus vazios e desamparo. Lembrei-me de um texto de Cecília Meireles: “Natal na Ilha do Nanja”. A Ilha do Nanja, no caso, seria a transfiguração, em prosa-poética, da Ilha de São Miguel, no arquipélago de Açores, terra da família materna da autora. Ela escreve: “Na Ilha do Nanja, o Natal continua a ser maravilhoso. Lá ninguém celebra o Natal como aniversário do Menino Jesus, mas sim como o verdadeiro dia do seu nascimento. Todos os anos o Menino Jesus nasce, naquela data, como nascem no horizonte, todos os dias e todas as noites, o sol e a lua, as estrelas... Na Ilha do Nanja, as pessoas levam o ano inteiro esperando pela chegada do Natal. Sofrem doenças, necessidades, desgostos como se andassem sob uma chuva de flores, porque o Natal chega: e, com ele, a esperança, o consolo, a certeza do Bem, da Justiça, do Amor. (...) Ninguém pede nada. Mas todos dão qualquer coisa (...) porque todos se sentem felizes, e a felicidade não é pedir nem receber: a felicidade é dar. Pode-se dar uma flor, um pintinho, um caramujo, (...) um pote de mel...  (...) Foi lá que me ofereceram, certa vez, um raio de sol!...”
Que oferecer ao moço desprotegido como a tantos outros? Ah, se eu pudesse lhes dar um raio de sol e o mapa da Ilha do Nanja, que mora em algum canto dentro dele.
 

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.

 



publicado por Luso-brasileiro às 12:39
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JOSÉ RENATO NALINI - QUEM SE LEMBRA DO MENINO ?

 

 

 

 

 

 

 

 

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Ainda era outubro e surgiam as primeiras árvores de natal nas lojas. Os panetones mereceram destaque nos supermercados. Propalou-se a aproximação de grandes festejos. O Natal.

Seu protagonista principal é o Papai Noel. Um velhinho vestido de vermelho, barbas brancas. Fantasia que nem todas as crianças apreciam. São muitas aquelas que têm medo e não se aproximam dele.

Iniciam-se as programações de trocas de presente. Amigo secreto? Brincadeiras que procuram identificar alguma característica do presenteado, que nem ele próprio acredita possuir?

Ceias, viagens, o fabuloso mundo das compras. As crianças são as principais destinatárias do planejamento. Não hesitam e pedem tudo aquilo que a mídia mostra ser imprescindível à sua concepção de felicidade.

Há exceções, é claro. Não se pode generalizar. Mas o Natal se converteu numa festa pagã. O comércio procura faturar. Sabe que ninguém deixará de honrar o seu compromisso de presentear.

Só que “Natal” significa nascimento. Natalício. Data de aniversário. De quem? De um garoto judeu, nascido em Belém, durante a viagem de seus pais, tão pobres que não podiam reservar acomodações condignas para a sua permanência no local em que deviam atender ao recenseamento. Precisavam provar que estavam vivos e no local em que haviam nascido. Daí a viagem àquela pequena cidade da Galileia.

As pousadas baratas estavam repletas. Refugiaram-se num estábulo. Contavam com o calor dos animais que ali se abrigavam. E nasceu o garoto. Numa cocheira. Tudo politicamente incorreto, pois hoje a fiscalização sanitária não permitiria um parto junto a cabeças de gado. Lugar insalubre, impróprio e vedado à fragilidade do recém-nascido.

Essa história já não é contada em todas as casas, nas quais Natal é tempo de comer, beber e trocar presentes.

Imagino o que seria hoje o nascimento de um excluído, como foi Jesus, o filho de Maria e de José. Escolheria para nascer uma comunidade? Ou se satisfaria com os baixios de um viaduto? Ou um prédio invadido? Ou uma palafita nas regiões ambientalmente inadequadas, mas onde vivem milhares de seres humanos?

Ainda que nem todas as pessoas sejam cristãs, ou se considerem cristãs, o nascimento de Cristo foi um acontecimento singular na história da humanidade. Ao inaugurar a ideia de que Ele é nosso irmão e, por isso, todos temos um só Pai, o Criador, o Cristianismo consolidou a concepção da igualdade. Ninguém é melhor do que ninguém. Todos são ontologicamente iguais. Todos destinados a uma existência finita, que é frágil e destinada a perdurar durante algumas décadas. Não mais do que isso.

As lições que Aquele Menino de Belém transmitiu aos coetâneos e legou para os que viessem a sucedê-los, daí por diante, até o fim da História, são preservadas em alguns lares. Menos do que o ideal. Mas o ideal, segundo esse Menino, tão esquecido no seu aniversário, só se atinge numa outra esfera. Para a qual somos todos destinados. Queiramos ou não!

Feliz Natal a todos! E que tenhamos consciência do que significa Natal. Não nos valhamos do aniversário Dele como pretexto de festa para a qual o aniversariante não é convidado.

 

 

 

JOSÉ RENATO NALINI   -    é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-Graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2019-2020.   

 

 

 

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publicado por Luso-brasileiro às 12:33
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FELIPE AQUINO - HOJE COMEÇA A OITAVA DE NATAL,CELEBRAMOS O NASCIMENTO DE JESUS POR 8 DIAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como é tradição na Igreja, na noite de 24 de dezembro se começa a celebrar de maneira solene o Natal do Senhor e, logo após, seguem-se oito dias chamados “Oitava de Natal”, que começa em 25 de dezembro e se conclui no dia 1º de janeiro, nos quais se festeja igualmente o nascimento do Menino Deus.

A celebração da “Oitava” tem suas raízes no Antigo Testamento, no qual os judeus festejavam as grandes festas por oito dias. Do mesmo modo, como se lê em Gênesis (17,9-14), há muito séculos, deus fez uma aliança com Abraão e sua descendência, cujo sinal é a circuncisão no oitavo dia depois do nascimento.

 

 

Leia também: A importância da Oitava de Natal

Quando termina o tempo do Natal?

 

 

 

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O próprio Jesus, como todo judeu, também foi circuncidado ao oitavo dia e ressuscitou no “dia depois do sétimo dia da semana”. Assim, a Oitava (oito dias) segue sendo uma tradição muito importante na Igreja e, por isso, estabeleceu-se apenas dois momentos no calendário litúrgico: a “Oitava de Natal” e a “Oitava de Páscoa”.

Na Oitava de Natal, também são celebradas as seguintes festas:

26 de dezembro: Santo Estêvão é o primeiro mártir do cristianismo e representa todos os que morreram por Cristo voluntariamente.
27 de dezembro: São João Evangelista é o jovem e valente apóstolo que permaneceu ao pé da cruz com a Virgem Maria. É considerado o “discípulo amado” e representa os que estiveram dispostos a morrer por Cristo, mas não foram mortos.
28 de dezembro: Os Santos Inocentes representam os que morreram por Cristo sem saber e os milhões de bebês que morrem hoje em dia com o aborto.
29 de dezembro: A Sagrada Família é modelo para todas as famílias e símbolo da união da Santíssima Trindade. Costuma ser celebrada no domingo seguinte ao Natal.
1º de janeiro: Santa Maria, Mãe de Deus. Todos os títulos atribuídos à Virgem Maria têm sua raiz neste dogma de fé.

 

Fonte:https://www.acidigital.com/noticias/hoje-comeca-a-oitava-de-natal-celebramos-o-nascimento-de-jesus-por-8-dias-43386

 

 

 

 

FELIPE AQUINO Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica.

 



publicado por Luso-brasileiro às 12:23
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PÉRICLES CAPANEMA - O QUE MUDOU NO BRASIL ?

 

 

 

 

 

 

 

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Quase 60 anos atrás, 1961, Nelson Rodrigues escreveu: “Hoje em dia, chamar um brasileiro de reacionário, é pior do que xingar a mãe. Não há mais direita, nem centro ▬ só há esquerda neste país. Perguntem ao professor Eugênio Gudin: ▬ ‘Você é reacionário?’. Sua resposta será um tiro. Insisto: ▬ o brasileiro só é direitista entre quatro paredes e de luz apagada. Ao contrário de setenta milhões de patrícios, eu me sinto capaz de trepar numa mesa e anunciar gloriosamente: ▬ Sou o único reacionário do Brasil. E, com efeito, agrada-me ser xingado de reacionário. Por toda parte, olham-me, apalpam-me, farejam-me como uma exceção vergonhosa.”

 

Comenta ainda o dramaturgo, considerado o maior do Brasil: “Eu, com todo o meu reacionarismo, confesso e brutal, sou o único autor [de teatro], o único que, até hoje, não mereceu jamais um mísero prêmio. Pois bem. O Dias Gomes, com o seu ‘Pagador de promessas’, fez um rapa de prêmios. O Flávio Rangel não dá um espirro sem que lhe caia um prêmio na cabeça. O meu amigo Augusto Boal, premiado. O Vianinha, premiadíssimo”. Dias Gomes e Vianinha foram do PCB, os dois outros são também autores de esquerda.

 

Em 2020, o brasileiro só se confessa direitista entre quatro paredes e de luz apagada? “Só há esquerda nesse país” continua válido? Vamos distinguir. Ponto capital: o Brasil de 1961, em boa parte, mantinha nível de moralidade privada e de moralidade pública que já não temos; melhor, moralidade e respeitabilidade, eram el larga medida penhor de futuro brilhante. Nesse sentido, sob o ponto de vista do que hoje se intitula revolução cultural, despencamos para a esquerda. Ficamos diferentes para pior, apareceram mais nítidas e mais pesadas nuvens negras no horizonte do futuro.

 

Faltam os prêmios. Continuam a jorrar só para a autores de esquerda? Por que naqueles anos de generalizada inibição e temor direitistas ▬ de hegemonia cultural esquerdista na posse dos microfones ▬, ninguém premiava Nelson Rodrigues? Simples, os instrumentos pelos quais se exprimia na época a opinião que se publica (diferente da opinião pública) estavam a bem dizer todos na mão da esquerda, comitês, comissões, diretorias de associações, tanta coisa mais. E ela só premiava e premia gente da patota. E assim, na promoção de numerosos corifeus da esquerda por meio de ambientes eruditos e posições de destaque (as patotas prestigiam patotas), não mudou nada ou quase nada. Temos ainda atuante uma carapaça revolucionária, já bastante encarquilhada, asfixiando um miolo vivo em que existe muita coisa boa. Em resumo, o brasileiro comum em boa medida permanece refratário à pregação esquerdista.

 

Não nos iludamos, este mundo de letrados esquerdistas, insulado do público em redoma tóxica, representa realidade artificial, postiça, mas sedimentada. Infelizmente ainda hoje sua orientação predomina nas sacristias, na academia, nas redações, em muitos clubes grã-finos. E isso projeta visão deformada do que seja o Brasil.

 

Alguém, por exemplo, já ouviu falar que a CNBB, CIMI ou CPT tenham promovido para os galarins sacerdote conservador, mesmo que seja por distração? Não existe. Nos últimos anos algum autor de direita foi distinguido com prêmio literário de valor? Nas redações despontam jornalistas com traços direitistas e conservadores, é fato. Por quê? Motivo pouco enfatizado, para as direções das empresas é conveniente tê-los como colaboradores, pois atraem para suas publicações e programas leitores e ouvintes conservadores. O descolamento entre o público comum e docentes, fortíssimo na academia, aqui é bem menor.

 

Em um aspecto, o Brasil de nossos dias é muito diferente do Brasil de 1961, em que a patrulha ideológica marcava forte. Nas redes, com audiência, há sites direitistas e conservadores dos mais variados matizes e orientações. De alto a baixo da opinião brasileira, em especial na parte anônima, que não se publica, que tem poucos microfones à disposição, cresce um movimento de reação. Quem diz reação, diz gente que reage, reacionários. Repito, mudou o Brasil, o reacionário e o conservador se manifestam com decibéis cada vez maiores. Em numerosos setores, abrigando-se em numerosas correntes, existem conservadores e reacionários atuantes.

 

Falei acima de matizes e orientações diferentes. Com efeito, as discrepâncias tantas vezes eriçadas provocam choques, às vezes desagregadores e destrutivos. E aqui começo o mais importante de minhas considerações. Liberais na economia, contrários à estatização, são tantas vezes libertários em costumes. Temos conservadores nos costumes, mas com pendores estatizantes.

 

Vou tentar clarear parte da situação, o demônio pesca em águas turvas. Para isso olho quintal vizinho, a França. Por razões de tempo e espaço, trato do tema por cima. Lembro divisão conhecida da direita francesa (com muitas adaptações seu conhecimento ilumina a cena brasileira): legitimista, bonapartista, orleanista.

 

A legitimista ▬ um dia quis Luís XVIII, mais ainda, sonhou com Carlos X, recusou Napoleão no trono ▬ via de regra é tradicionalista, monárquica, católica. Valoriza elites enraizadas na História, não é estatizante, seu foco é a defesa da família, espera relativamente pouco da ação do Estado, dá mais importância ao costume que à lei. A mais, luta pelos direitos das sociedades intermediárias (princípio de subsidiariedade). Líderes com certa nota patriarcal; melhor, paternal.

 

A bonapartista recusa o “Ancien Régime”, em geral subestima quando não despreza as elites com raízes históricas, cria uma nova elite com base na burocracia estatal, em especial no elemento armado, coloca à frente de suas reivindicações não a família saudável e as sociedades intermediárias, mas a pátria (de outro modo, subestima quando não nega o princípio de subsidiariedade). Engrandecimento nacional (gigantismo), pendores centralizantes e autoritários, líderes carismáticos e populistas. Por vezes, jacobina.

 

A direita orleanista aceitou a Revolução Francesa, mas quer o Rei, limitado constitucionalmente, como fator de ordem e unidade. Economia liberal, moral liberal, Estado secular. Instituições nascidas dos princípios da Revolução Francesa, sociedade moldada por eles, tem algo de república coroada. Líderes pragmáticos e gestores, em geral de mentalidade girondina.

 

Termino. O curso da lógica traz a pergunta: pra quem não é esquerdista, que tipo de direita preferir para o Brasil? Quais características o movimento conservador deveria privilegiar. Respondo. Sou católico, propugno a doutrina social da Igreja. Defendo o princípio de subsidiariedade e a ampliação da influência da família na sociedade. Recuso o estatismo, o populismo para mim é falsa solução para problemas reais. Convido-o, leitor, a alinhar as características de sua preferência. E os perigos que pretende evitar com elas. Tem motivo importante, o Brasil de hoje não é o de 1961, vergastado por Nelson Rodrigues; na sociedade começam a se generalizar sem timidezes conservadores e reacionários. Os rótulos valem menos que os conteúdos. Que conteúdo terão tais correntes de opinião daqui a alguns anos?

 

 

 

 

 

PÉRICLES CAPANEMA - é engenheiro civil, UFMG, turma de 1970, autor do livro “Horizontes de Minas"

 



publicado por Luso-brasileiro às 12:17
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VALQUÍRIA GESQUI MALAGOLI - CRIME

 

 

 

 

 

 

 

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Não há poesia

    Cá por estes ares

     E por que haveria

      Em outros lugares?

 

Não há poesia

       Pois não há poetas

Deram alforria

     A todos estetas...

 

Não há poesia

       Constitui-se crime

      Flagrante heresia

         A Arte que redime!

 

 

 

 

 

Valquíria Gesqui Malagoli, escritora e poetisa, vmalagoli@uol.com.br



publicado por Luso-brasileiro às 12:14
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PAULO R. LABEGALINI - O MAIOR ABSURDO DOS ABSURDOS !

 

 

 

 

 

 

 

 

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Numa edição mais antiga da revista ‘Super Interessante’, consta uma matéria de onze páginas, intitulada: “Bíblia, o que é verdade e o que é lenda”, afirmando que descobertas recentes da arqueologia indicam que a maior parte das Escrituras Sagradas não passa de coleção de mitos, lendas inventadas e propaganda religiosa. Talvez nem valesse a pena perder tempo discutindo tamanho absurdo, mas, para ajudar a combater os anticristos do mundo, vou descrever alguns comentários do autor Vinícius Romanini e procurar emitir uma opinião sobre o assunto.

O texto diz que o Gênesis, por exemplo, é visto como uma epopeia literária. O mesmo vale para as conquistas de David e as descrições do império de Salomão, no Antigo Testamento – chamados de “pequenos líderes tribais” pelo pobre jornalista. Os cientistas citados na reportagem também afirmam que: Abraão e Moisés jamais existiram; não havia muralhas em Jericó quando os hebreus tomaram Canaã; Jesus – com certeza! – foi um judeu sectário e um agitador político, que ameaçava levantar dois milhões de judeus da Palestina contra o exército romano etc.

Ainda sobre Jesus, o relato menciona que tudo o mais que a Bíblia diz Dele necessita de fé para ser considerado verdade. Comenta, também, que Mateus e Lucas omitiram algumas situações do Evangelho de Marcos por considerarem heresias! E afirma: “Em Marcos, Jesus é uma figura estranha que precisa fazer rituais de magia para conseguir um milagre”.

Para encerrar as conclusões ridículas do triste autor ateu, a matéria termina assim: “Uma bela história. Seja a da versão bíblica oficial, a apócrifa ou a que a ciência hoje propõe como a que tem mais chances de ser verdadeira”.

Já basta de asneiras, não? Embora eu relate isso aqui, confesso que li a matéria dando boas risadas das ‘piadas’ que os arqueólogos contam. Dizer que não conseguem comprovar cientificamente a existência de algum personagem bíblico, tudo bem, mas entrar no mérito religioso, contestando as Escrituras Sagradas e a própria divindade de Jesus, só pode ser invenção de quem não tem o que fazer. E mais: de que adianta, por exemplo, sabermos se Adão tinha umbigo? Descobertas sem nenhuma importância para os católicos irão mudar a nossa maravilhosa fé católica?

Eu imagino a momentânea alegria do infeliz jornalista quando terminou de escrever a matéria, achando que lançaria uma grande polêmica na mídia e colocaria dúvidas imensas nas cabeças de quase meio milhão de leitores da revista. Acredito que ele não sabe o que diz a Palavra na carta de São Paulo aos Hebreus: "A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê. Foi ela que fez a glória dos nossos antepassados. Pela fé reconhecemos que o mundo foi formado pela Palavra de Deus e que as coisas visíveis se originaram do invisível" (Heb 11, 1-3).

Portanto, qualquer coisa que venha daquele que não tem uma caminhada de vida cristã, não serve para criar polêmicas religiosas; mas precisamos ficar atentos nessas investidas de Satanás. Somente rezando e evangelizando, estaremos combatendo aqueles que tentam arrastar mais pessoas para o inferno.

E com esse objetivo de salvar almas, contei esta bonita história numa palestra:

No início da civilização humana, havia uma tribo que morava nas profundezas de uma grande caverna. Lá, não conheciam o sol, as estrelas, a natureza e quase nenhum animal. Viviam à beira de um rio subterrâneo, se alimentando de poucos peixes e sempre com medo de saírem daquele lugar.

Um dia, mesmo desautorizado pelos mais velhos, um grupo de jovens resolveu se aventurar pelos caminhos escuros e procurar descobrir outros meios de sobrevivência. Enfrentando muitos perigos, foram em frente até chegarem à boca da caverna. Maravilhados com a luz do sol e o verde da floresta, iniciaram uma discussão para resolver se voltariam ou não à tribo, buscando os que lá ficaram. Como não chegavam a um acordo, alguns foram em frente e outros voltaram – novamente enfrentando todos os perigos, por amor aos familiares que deixaram para trás.

Chegando ao fundo da caverna, os jovens eufóricos começaram a contar tudo o que lhes esperava do lado de fora, mas, julgados loucos pelos mais velhos, foram condenados à morte. Alguns morreram e outros conseguiram escapar, levando consigo mais pessoas para desfrutarem as maravilhas que Deus pôs na natureza.

O tempo foi passando e, quanto mais coisas bonitas descobriam ao ar livre, mais tentativas faziam para trazer para fora aqueles que ficaram na escuridão. E sempre a história se repetia: uns aceitavam, saíam e não se arrependiam; mas outros preferiam não acreditar em nada que lhes contavam e expulsavam os ‘loucos’.

Com base nesta lenda, posso agora dizer que a nossa luta de evangelização segue tão perseverante como o espírito dos jovens naquela caverna. Há muitos que continuam vivendo nas trevas, não conhecem os caminhos da graça e precisam ouvir os nossos testemunhos de fé. Cabe a cada um de nós, mais privilegiados, retirá-los do mundo obscuro que vivem e conduzi-los ao amor infinito de Deus.

Isso não é loucura, pois sempre foi e sempre será assim. Até que Jesus Cristo volte, milhares de pessoas O seguirão e outras infelizes O trairão. Espero que o autor da famigerada matéria da revista não esteja numa caverna muito profunda e que alguém, um dia, tenha fé e coragem para resgatá-lo.

Salve 2020!

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.

 



publicado por Luso-brasileiro às 12:05
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - A CARTILHA DE PADRE INÁCIO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Contava meu pai, que sua avó, que não cheguei a conhecer, dizia a cada passo: “ Isso estou farta de saber! Já vem na Cartilha do Padre Inácio! …”

A “Cartilha “ era basilar na educação primária, já que além da Doutrina Cristã e orações, era livro de leitura. Ensinava as primeiras letras, a tabuada, as vogais, etc.…etc.

Em 1813, ainda se usava ou pelo menos, imprimia-se, em Lisboa, a célebre “ Cartilha”

Todavia, a famosa “ Cartilha” ou “ Doutrina Cristã”, não foi escrita pelo Padre Inácio – como muitos supõem, – mas sim, pelo jesuíta, Marcos Jorge, Doutor em Teologia.

Mestre Inácio Martins, apenas actualizou, a “ Cartilha” ou “Catecismo”.

O aditamento, e o prestígio do Padre Inácio Martins, foram tão importantes, que o nome do verdadeiro autor foi praticamente eclipsado.

 

 

 

 

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Em meados do século. XX, ainda se podia ouvir, referências à célebre “Cartilha”. Amiudadamente era citada em conversas ligeiras: “ Isso é mais velho que a “Cartilha” de Padre Inácio! …“ Querendo dizer: é velho e revelho.

Na notável “ Prática, Em Dia de Arcanjo S. Miguel”, Padre Manuel Bernardes, refere-se à “ Cartilha”, lamentando a degradação dos costumes, e censurando: No “ tempo do Padre Mestre Inácio Martins, não se ouviam palavras torpes e licenciosas”, como se escutavam, na rua, na época em que o Padre Manuel Bernardes, pregava (*)

Desconheço a data exacta da primeira edição da “ Cartilha”. Contudo posso adiantar, que remonta ao século XVI

 

 

*) Manuel Bernardes, nasceu, em Lisboa, no ano de 1644; e faleceu em 1710. A primeira edição, dos sermões, saiu em 1710.

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 11:56
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EUCLIDES CAVACO - SOLICITUDE - Soneto e voz de Euclides Cavaco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Desejando a todos uma maravilhosa semana partilho este poema que é um canto à AMIZADE que tanto prezo na vida e dedico a todos os amigos.


Videografia do nosso talentoso amigo Afonso Brandão.

 



https://www.youtube.com/watch?v=-2CMgzM6tKI&feature=youtu.be

 

 

 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

 

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NOTICIAS DA DIOCESE DO PORTO

 

 http://www.diocese-porto.pt/

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP

 

 

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Leitura Recomendada:

 

 

 

 

 

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Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

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HORÁRIOS DAS MISSAS NO BRASIL

 

 

Site com horários de Missa, confissões, telefones e informações de Igrejas Católicas em todo o Brasil. O Portal Horário de Missas é um trabalho colaborativo onde você pode informar dados de sua paróquia, completar informações sobre Igrejas, corrigir horários de Missas e confisões.



https://www.horariodemissa.com.br/#cidade_opcoes 

 

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publicado por Luso-brasileiro às 11:46
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