PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sexta-feira, 29 de Maio de 2020
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - DIA MUNDIAL DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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             Comemorou-se a 24 de maio, o Dia Mundial dos Meios de Comunicação, data móvel que anualmente incide no domingo a seguir a Festa de Pentecostes. O tema desse ano foi “Para que possas contar e fixar na memória” (Ex 10, 2). A vida faz-se história». Uma realização da Igreja Católica que convida os cristãos a espalharem a "boa notícia" pelo mundo, no seu sentido literal e evangélico. A celebração desta data foi instituída através do Concílio Vaticano II em 1963. Trata-se de uma data de extrema importância diante da manifesta relevância que os seus meios exercem na opinião e formação do público.

             Tanto que as definições sobre comunicação são convergentes e  evidenciam um enfoque comum: o objetivo do emissor (comunicador) de alterar ou influenciar a mente de outro indivíduo (receptor), por meio de vários processos  (televisão, rádio, jornais, revistas, cinema, telefone, fax, telex, videotexto, internet, redes sociais e meios cibernéticos).    

        Assim, a comunicação é um processo complexo e interligado, que pode se processar por inúmeros meios, unindo uma ou várias pessoas, seja como emissor seja como receptor, e que busca influenciar ou modificar o comportamento e/ou pensamento de outra pessoa ou grupo de pessoas. Mesmo nas mais singelas mensagens, há sempre o intuito de alterar, de alguma forma, o universo ou o comportamento do receptor.

    A comunicação hoje inclui todos os procedimentos por meio dos quais uma mente pode afetar outra mente. Isto, obviamente, envolve não somente a linguagem escrita e oral, como também música, artes pictóricas, teatro, balé e, na verdade, todo comportamento humano. Diante de tal circunstância, a responsabilidade do comunicador é extrema já que ele pode influenciar sobre maneira as pessoas com as quais se comunica, tanto para o bem, como para o mal.

         Por essa razão, entendemos que COMUNICAR É DOAR AO PRÓXIMO AQUILO QUE EXISTE DENTRO E FORA DO NOSSO MUNDO. CONSTITUI-SE ASSIM NUM ATO DE DOAÇÃO. Por isso, devemos comunicar somente o que é certo, ético e moral. Ao se falar hoje em direito à informação devem ser considerados quase todos os meios de comunicação e sua grande penetração, demonstra o quanto devem ser utilizados responsavelmente.

 

 

 

 

DIA INTERNACIONAL CONTRA A AGRESSÃO INFANTIL

 

 

 

 

             A ONU instituiu 04 de junho como o Dia Internacional das Vítimas de Agressão ou o Dia Internacional contra a Agressão Infantil. Trata-se de uma data de reflexão e não de comemoração, já que é preciso entender e extinguir as razões da agressividade contra as crianças em todo o mundo.

Trata-se de circunstância notória que o retrato melhor traduz o destino de uma Nação é a situação atual de suas crianças. Evidentemente, a qualidade de vida, o amparo e a atenção dedicados na atualidade aos menores que revela o berço no qual se embala o futuro prodigioso de uma nação. E as necessárias mudanças como as que o Brasil suscita só se estruturarão definitivamente se for dada maior atenção à educação, saúde e a um modelo econômico que resulte num desenvolvimento baseado em correta distribuição de rendas.

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta. Ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e Letras Jurídicas. (martinelliadv@hotmail.com)

 

 



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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - AUTENCIDADE DA CULTURA POPULAR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A maior parte das melhores criações de comidas, em todo o mundo, se deve a simples donas de casa, modestas, anônimas, esquecidas, empenhadas em fazer, com muito amor e dedicação, menos sacrificadas as vidas dos maridos e dos filhos. E, com recursos limitados, conseguiram, de geração em geração, forjar essa maravilha que é a culinária popular típica.

O que é a pizza, senão pão e queijo, a mais simples e barata das combinações alimentares da velha Itália? A esfiha, que é senão a mistura de pão e restos de carne de carneiros? E a feijoada, verdadeira maravilha feita da mais barata das leguminosas e das menos nobres partes do menos limpo dos animais domésticos?

Lembro que certa vez estava em Madri, numa Semana Santa, hospedado num hotel baratinho. Como nessa época do ano a cidade fica vazia, pois todos os turistas acorrem a Sevilha, um grande hotel de 5 estrelas fez uma promoção incrível. As diárias ficaram mais baratas do que o meu modesto hoteleco... Fui, então, passar uns dias no Five Stars... Tinham um restaurante internacional, com cozinheiros super-premiados. Fui comer um cozido à madrilenha, o prato mais típico da capital espanhola. Não tinha gosto de nada, parecia comida de hospital, sem tempero, sem cheiro, sem graça.

Na semana seguinte, estava de novo no meu hotelzinho e fui a um botequim ordinário, desses bem baratinhos. Atendeu-me a dona, uma espanhola baixinha, gordíssima, parecia uma barrica... Perguntei qual era o prato do dia. Ela respondeu que tinha feito cozido à madrilenha. Perguntei, para provocá-la, se estava bom, porque na semana anterior tinha comido um que era uma droga. A espanhola ficou meio ofendida e me respondeu em tom de desafio: “Pués, cómalo, señor, y si no le gusta no hay que pagarlo!”.

Comi o prato e nunca mais esqueci dele. Estava maravilhoso, cheiroso, saboroso, charmoso, delicioso, fabuloso. Ela serviu com uma garrafinha de vinho barato, da casa, igualmente sublime e com aquele pão típico de Madri, que lembra o pão italiano, com casca muito grossa e dura e um sabor incomparável, e bastante azeite...

Em outras partes do mundo, considera-se falta de educação limpar o prato, no fim da refeição, com pão molhado no molho ou azeite que sobrou. Na Espanha, não. Lá é até sinal de que gostou da comida. Pois foi o que fiz com aquele cozido sublime, comi-o inteiro e, no final, limpei cuidadosamente o prato com aquele pão não menos sublime.

A mulher me observava enquanto eu comia. Vendo que eu tinha feito as honras do prato, veio me dizer em tom de desafio que, se eu não tivesse gostado, não precisaria pagar e podia ir embora, mas nunca mais voltasse. Respondi a ela que estava ótima a comida e só não pagava duas vezes porque estava com meu dinheiro muito contado, mas que ela bem mereceria. E prometi voltar outras vezes...

Outra vez, em São Francisco da Barra, às margens do rio São Francisco, estava com um amigo num restaurantezinho muito simples. Pedimos um prato local, moqueca de surubim. Estava deliciosa, realmente era um prato inesquecível. Comentamos, meu amigo e eu, que se a rainha da Inglaterra comesse aquele prato, por certo lamberia os beiços e repetiria... No fim, elogiamos o prato ao garçom, um meninote de seus 17 anos, e dissemos a ele que o cozinheiro estava de parabéns.  Ele se afastou e retornou, após alguns instantes, com a irmãzinha dele, menina de 14 para 15 anos. Ela é quem tinha feito aquela maravilha! Nós, evidentemente, elogiamos e incentivamos a menina, deixamos uma boa gorjeta para ela. Isso é cultura popular, da autêntica!

 

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS  -  é licenciado em História e em Filosofia, doutor na área de Filosofia e Letras, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História

 



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CINTHYA NUNES - GELOU

 

 

 

 

 

 

 

 

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            O tão temido frio chegou. Especialmente nesse ano, em tempos de vírus, a vinda do frio prenuncia tempos mais sombrios, eis que potencialmente agrava os sintomas provocados pela Covid-19. De fato, anseio por textos nos quais esse nome nem apareça, mas por ora fica quase impossível fugir completamente do assunto.

            A temática de hoje, em verdade, é sobre o frio. Não sou grande fã das temperaturas baixas, mas aprecio as boas coisas que dias frios proporcionam. Gosto de cobertores no sofá, de assistir tevê ou ler enrolada nas mantas quentinhas, com uma xícara de café ou chá fumegando por perto. De dormir um pouco mais, com a justa preguiça das primeiras horas de claridade.

            Por outro lado, no frio, parece-me, a nossa fome é maior. Isso complica um pouco as coisas para quem quer manter o peso e não tem, nesse momento, muitas condições de se exercitar. As temperaturas frias combinam com sopas, queijos, pães e bolos quentinhos. Triste, entretanto, imaginar o quanto sofrem, nesses dias, as pessoas e animais desabrigados. A pandemia não é a causa do desamparo ao qual muitos estão expostos, mas é óbvio que agravou dita miséria.

            Fechada em casa desde março, trabalhando como posso e ocupada o dia todo com os mil afazeres domésticos, pego-me fechando portas e janelas tão logo a tarde se adianta. Certifico-me de que todos nós estejamos agasalhados ou abrigados, pessoas e bichos. Depois de finalizar minhas obrigações diárias, às vezes pego novelos de lã e começo a tecer grossas meias. De repente eu me sinto como uma mulher de alguns séculos atrás, não fosse pela internet e pelo fato de que anseio a volta de dias mais animados a serem vividos lá fora.  

            Invariavelmente, nessa toada, sou surpreendida pelas lembranças de invernos vivenciados na infância, quando (loucos) colocávamos uma latinha com álcool e fogo no banheiro para que fosse possível tomar banho sem tiritar de frio. Íamos para escola com tanta roupa que se caíssemos, poderíamos rolar sem arranhar um centímetro de pele. Para dormir era inevitável forramos a cama com cobertor e praticamente ficarmos soterrados pela montanha dos outros que nos cobriam.

            O frio também me lembra das festas juninas, das fogueiras e quentões.  Cachorro-quente, pipoca, bandeirinhas, pescaria e camisa quente de flanela. Muito  provável esse ano não acontecerão. Não é o momento para aglomerações, nem para festejar. Ao menos em respeito aos mortos. Sem clima também para as quadrilhas. Só se fosse para gritar: Olha o vírus! Uhh, é mentira!

            Nesse frio pandêmico dá um medo lascado até de ficar com resfriadinho bobo, daqueles que faziam só o nariz escorrer e sermos mimados com sopinha e chá. Sempre era um argumento poderoso para dormir mais um pouco ou postergar algum trabalho. Agora espirrar é um misto de crime com prenúncio de pânico. E se for ele? E todo álcool gel que eu passei? Dor de garganta, então, a gente nem se permite sentir. Taca logo mel, limão, faz gargarejo. Vale tudo! Valha-me Deus!

            Frio deve ser bom para quem tem casa equipada com aquecimento interno completo, daqueles que aquecem até o chão do banheiro, a toalha e a água que sai de qualquer torneira. Para quem tem que ligar o chuveiro bem pouquinho para não morrer de frio, nem tanto. Para quem sobrevive ao relento, muito menos.

            O frio não é minha temperatura preferida, com certeza. Agora, ainda é temida, e nem é mais apenas pela água gelada da pia, tampouco do arrepio ao deixar a piscina depois da natação. O frio, nesses dias meio apocalípticos, vive também dentro de nós.

 

 

 

CINTHYA NUNES é jornalista, advogada e tem frio até diante do setor de congelados no mercado cinthyanvs@gmail.com

 



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - A COROA DO REI

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Lembrei-me, há poucas semanas, da marchinha de carnaval de Dircinha Batista (1922-1999): “A coroa do Rei, / Não é de ouro nem de prata, / Eu também já usei, / E sei que ela é de lata. (...) É de lata barata...”

Em uma conversa online com a Madre Maria Madalena de Jesus Crucificado, priora do Carmelo São José, ela me clareou alguns sentimentos de dificuldade com algumas pessoas: é porque esta ou aquela pessoa puxa para fora de mim o que tenho dentro. Fez-me um bem imenso perceber, no “olhar de fé”, o que Deus quer e o que está me falando com aquela situação ou pessoa. São as coroas de lata que trago comigo, que me ofereceram ou que coloquei em minha cabeça, e às quais me agarro, irritando-me com quem corro o risco de perdê-las. Orgulho, vaidade, poder...  Concluir sobre isso foi uma libertação e me trouxe paz.

Mas ainda sobre coroas de lata, me vem hoje os que as usam, mas aos olhos da sociedade são vistos como gente do bem pelo discurso, pela posição social, pelo comando...

Emocionei-me ao saber dos trapos vermelhos nas janelas em Soacha - Bogotá -, onde vivem colombianos humildes, como pedido de ajuda em remédio e comida. Se houvessem combatido de verdade a pobreza, como escreve a jornalista Sylvia Colombo no último domingo na Folha de São Paulo, o impacto da Covid-19 seria menos dramático.

Emocione-me ao saber do retorno de migrantes de São Paulo para Pernambuco e Paraíba, em transporte clandestino, porque perderem o emprego ou outras fontes de renda nos últimos meses.  Com eles levam a Covid-19 para as pequenas cidades nordestinas. Alguns viajam amontoados dentro de caminhões com ventilação escassa. Se houvesse combate de verdade para superar a pobreza, talvez nem tivessem saído de sua terra natal.  Diz a música de 1973 de Raimundo Fagner “... Que Deus do céu me ajude / Quem sai da terra natal/ Em outro canto não para/ Só deixo o meu Cariri no último pau-de-arara...”

Na Folha de São Paulo de 23 de maio, matéria sobre a 4ª. edição do Seminário Exploração Sexual Infantil, em que se constata que o aumento da desigualdade e o isolamento provocados pela pandemia de Coronavírus elevam o risco de exploração sexual de crianças e adolescentes.  Além da fome, mais tempo online na quarentena também os tornam mais fragilizados.

 Eu me importo.

Meu Deus do Céu, quantas coroas de lata para serem vencidas!

 

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.



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ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES - AS VIRTUDES CAPITAIS DO SÉCULO XXI - 1ª Série - 2º. A IGUALDADE (2B)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Deve tentar-se melhorar a situação de quem enfrenta piores condições iniciais. Mas deve fazer-se isso através da iniciativa privada e com realismo. Confiscar recursos, através de taxação. Dos que nasceram em condições iniciais melhores para aplicá-las na tentativa de igualizar as condições iniciais, envolve não só interferir indevidamente com a liberdade e os direitos individuais dessas pessoas mas, pior,  fazer isso em nome de um objectivo (igualdade de oportunidades) inalcançável-  totalmente utópico.

Há  utopias que são alcançáveis, e temos todo o direito de tentar promovê-las, com os nossos próprios recursos. Mas tentar promover utopias irrealizáveis com o dinheiro dos outros, é totalmente injustificável.

 

Faz parte da condição humana que não escolhemos o local e a data em que vamos nascer nem as condições sociais, culturais e económicas do casal que nos gerou. E também  não vamos escolher a combinação de genes que herdamos dos nossos pais.

Só podemos escolher o que vamos fazer com a carga genética que herdámos e com as condições sociais, culturais e económicas em que nascemos.

A natureza é imparcial no sentido de que não atribui uma carga genética excepcionalmente favorável apenas a pessoas que nascem em condições sociais, culturais e económicas favoráveis. Nascem génios entre os pobres e ignorantes, e verdadeiras toupeiras entre ricos e cultos.

 

É possível e  totalmente justificável, ajudar cada um a desenvolver ao máximo os seus talentos naturais , dentro das circunstâncias em que nasceu, com o objectivo de poder transcender  essas capacidades e, assim, permitir que  as crianças nasçam em condições sociais, culturais e económicas melhor.

O que não é  admissível é tentar manipular a carga genética das pessoas, para igualizá-las, nem violar as  liberdades e os direitos individuais de alguns para dar aos demais  condições iniciais iguais - a chamada igualdade de oportunidades.

 

A igualdade de género. A igualdade entre  mulheres e homens é uma questão de direitos humanos e uma condição de justiça social, sendo igualmente um requisito necessário e fundamental para a igualdade, o desenvolvimento e a paz. A igualdade de Género exige que, numa sociedade, homens e mulheres gozem das mesmas oportunidades, rendimentos, direitos e obrigações em todas as áreas. Devem beneficiar das mesmas condições:

-no  acesso à educação.

-nas oportunidades no trabalho e na carreira  profissional.

-no acesso  à saúde

-no acesso ao poder e influência.

Todos nós temos de  defender  a igualdade de  oportunidades para  realizarmos os nossos objectivos de acordo  com as nossas limitações, as nossas capacidades e os nossos projectos. Mas  tudo o que fizermos não deve  contrariar a  vontade de Deus, respeitando as diferenças naturais, culturais e religiosas.

Não usemos as faculdades que Deus nos deu  para  destruir a ordem natural das coisas.

 

 

(continua no próximo número)

 

 

 

 

ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES   -   Sacerdote Católico. Coronel Capelão das Frorças Armadas Portuguesas. Funchal, Madeira.  -    Email   goncalves.simoes@sapo.pt

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:19
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JOSÉ RENATO NALINI - RESGATAR O INTUITO DA ACADEMIA

 

 

 

 

 

 

 

 

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A Academia Brasileira de Letras existe desde 1897. Guardem bem: oito anos depois do golpe republicano. A Academia Paulista de Letras foi fundada em novembro de 1909. Há exatos cento e dez anos, portanto.

Como foi que nasceu a Academia Brasileira?

Os intelectuais do Rio, então capital do Império, frequentavam a Livraria Faro & Lino, que em 1879 lançou a “Revista Brasileira”. Seu objetivo era “proporcionar aos escritores brasileiros e a quantos se ocupam com o estudo das coisas de nosso país a publicação de produções literárias e científicas de reconhecido mérito e utilidade”.

Conforme relata Mary del Priore, “a marca da revista era a tolerância e a concórdia. Para tomar chá reuniam-se desde monarquistas como Alfredo d’Escragnolle Taunay, Joaquim Nabuco e Eduardo Prado a republicanos como Lúcio de Mendonça ou socialistas como José Veríssimo”.

Essa característica a Academia Paulista de Letras herdou de sua matriz. O humanista José Gregori reitera sua impressão de que as sessões das quintas-feiras no Largo do Arouche são as mais democráticas desta República. Assim como os frequentadores da livraria, o que integra os acadêmicos? “A aceitação da heterogeneidade e o culto às letras”.

Após à República, monarquistas convictos não encontraram lugar na vida republicana. Republicanos descontentes não aceitavam os rumos do regime. O monarquista mais inconformado era Taunay, assim descrito: “Toda a sua expressão era de desconsolo manifesto e perene. Sentia-se-lhe a saudade da situação desfeita e ele mantinha sagrado o culto do Império”.

Havia, como é o hábito no ambiente cultural, falta de público, de editores e de leitores. Foi então que os frequentadores da Revista Brasileira resolveram fundar uma Academia de Letras. Afinal, a Academia Francesa existia desde o século XVII.

Houve muitas críticas: Academia de Letras num país de analfabetos?

Muitos eram os fundadores endividados. Entre eles, Machado de Assis e Olavo Bilac. Até Taunay, por causa do Encilhamento, perdeu a sua fortuna. Mais um motivo para detestar a República. Taunay escreveu a José Veríssimo para recomendar que a Academia não tivesse vínculos com a República e se mantivesse politicamente isenta. E culminou por dizer: “Acho a ideia viável, generosa e fecunda, contanto que lhe deem para ponto de partida outra data que não o 15 de novembro”.

A Academia foi inaugurada em 20.7.1897, sob a presidência de Machado de Assis, sem qualquer auxílio do governo republicano. Dentro da casa, deveriam reinar duas regras: cordialidade e elegância.

Algo que a Academia Paulista de Letras, com seus cento e dez anos, procura levar a sério. Antes de tudo, o Silogeu dos intelectuais paulistas tem de ser uma casa de bom convívio. E ela tem sido fiel a essa vocação.

 

 

 

 

 

JOSÉ RENATO NALINI é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-Graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2019-2020.

 

 

 

 

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publicado por Luso-brasileiro às 11:08
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FELIPE AQUINO - Por que Santa Rita é conhecida como a santa das causas impossíveis? e Como e quais falsas doutrinas têm mais influenciado o Brasil?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descubra por que ela é a santa das causas impossíveis e peça com fé sua intercessão

Imediatamente após sua morte, Santa Rita de Cássia já era venerada como protetora contra a peste, provavelmente pelo fato de ter se dedicado em vida ao cuidado dos enfermos de peste, sem contrair jamais a doença. Este foi o principal motivo pelo qual era começou a ser conhecida como a Santa das Causas Impossíveis.

 

 

 

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Leia também: 22/05 – Santa Rita de Cássia

Oração a Santa Rita por uma causa impossível

Ó poderosa e gloriosa Santa Rita chamada Santa das causas impossíveis, advogada dos casos desesperados, auxiliadora da última hora, refúgio e abrigo da dor que arrasta para o abismo do pecado e da desesperança, com toda a confiança em vosso poder junto ao Coração Sagrado de Jesus, a vós recorro no caso difícil e imprevisto, que dolorosamente oprime o meu coração.

Assista também: Quem foi Santa Rita de Cássia?

 

 

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(Faça seu pedido)

Alcançai a graça que desejo, pois sendo-me necessária, eu a quero. Apresentada por vós a minha oração, o meu pedido, por vós que sois tão amada por Deus, certamente será atendido. Dizei a Nosso Senhor que me valerei da graça para melhorar a minha vida e os meus costumes e para cantar na Terra e no Céu a Divina Misericórdia.

Santa Rita das causas impossíveis, intercedei por nós! Amém.

Fonte: https://pt.aleteia.org/2016/03/22/oracao-a-santa-rita-de-cassia-por-uma-causa-impossivel/

 

 

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Como e quais falsas doutrinas têm mais influenciado o Brasil?

 

 

Sabemos que existem muitas falsas doutrinas e falsos profetas no Brasil.

Neste vídeo, o Prof. Felipe Aquino e Dom Henrique Soares da Costa conversam sobre como estas falsas doutrinas prejudicam a Igreja católica.

Confira:

 

 

https://youtu.be/U1FpwmnLTGY

 

 

 

FELIPE AQUINO   -      é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

 



publicado por Luso-brasileiro às 10:54
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PÉRICLES CAPANEMA - LAMPARINA NA PRAÇA DE MÁQUINAS

 

 

 

 

 

 

 

 

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Título sugestivo escolheu Roberto Campos para suas memórias: a lanterna na popa. A proa fende as águas da vida, é o presente. Parte de trás, a popa, é o passado. O texto do memorialista, a lanterna, o iluminava.

 

O movimento revolucionário pode ser comparado a um grande navio. Singra os mares da história humana. Tem parte pouco visitada, a praça de máquinas, onde estão seus motores, aquilo que o impulsiona. Vou entrar lá com uma lamparina, ali mostrar certos desvãos.

 

Tudo estava nas mãos do comunismo. Em 1917 o comunismo mais radical, sob o comando de Lênin, por meio de golpe de Estado, conquistou um império gigantesco, a Rússia. Implantou rápida e brutalmente ditadura total, governou balizado por concepções totalitárias, dominou o Estado, massacrou a oposição; enfim, o Partido Comunista tinha tudo nas mãos. Caminho desimpedido, seu objetivo, a sociedade sem Estado dos livres e iguais poderia ser implantado com celeridade, se necessário a ferro e fogo. E dali, pelo exemplo e pelos aparatos da expansão imperialista (em especial a Internacional Comunista) logo conquistaria o mundo encantado com as maravilhas da sociedade comunista ▬ os amanhãs que cantam. Havia enorme esperança no poder redentor do Estado. A superpotência comunista, o poder militar, o financiamento do comunismo no Ocidente de fato ajudaram o proselitismo e a expansão do comunismo. É realidade conhecida, a cara da moeda.

 

Obstáculos. Vou pôr em destaque agora o outro lado, a coroa da moeda. O mundo logo reagiu horrorizado aos espetáculos dantescos do bolchevismo. O Partido Comunista registrou o baque, não conseguia ganhar eleições em boa parte por causa da realidade no país dos sovietes. O horror da situação na Rússia cristalizou fortíssimo sentimento anticomunista e possibilitou a formação de movimentos dessa orientação no mundo inteiro, muitos dos quais tomaram o poder. Os próprios socialistas, ainda que concluindo alianças eleitorais, marcavam distâncias. Pior. O homem novo da utopia comunista não estava se formando na Rússia soviética. A liberação legal dos costumes ocorrida nos primeiros anos que deu origem a pavorosa desagregação social, foi trocada pelo enrijecimento da legislação, sob Stalin, a ponto de certas partes da legislação civil, por exemplo, as relativas ao divórcio, serem mais restritivas que disposições semelhantes vigentes em países democráticos. De outro modo, a liberação moral prometida pela doutrina era limitada pela prática, pois Stalin precisava da disciplina social para industrializar a Rússia ▬ praticava-se um capitalismo de Estado. Mais ainda. Lá o comunismo não transformava fundo as mentalidades. O russo comum era parecido com o russo sob o tsarismo.

 

Tudo estava nas mãos do comunismo? O Estado estava nas suas mãos, as instituições, ensino, polícia, empregos sob inteiro controle. Contudo, não o interior das pessoas, suas crenças, aspirações, gostos, costumes. Saltava à vista para os dirigentes, na política e nas esferas intelectuais, não bastava ter o Estado nas mãos para acelerar a criação do homem novo comunista. Mais ainda, era pouco ter o Estado nas mãos. E, olhando o Ocidente, era pavoroso o exemplo de sociedade comunista (tirania e miséria) que o comunismo russo lhe dava. Dele fugia o povo. Em curto, havia um impasse e a pura doutrina marxista, determinista, e tudo fazendo derivar de realidades econômicas, era incapaz de apresentar a solução.

 

Saídas. De passagem, em artigo anterior, “Dominação e emancipação”, postado no meu blogue (periclescapanema.blogspot.com) em 26 de junho, prometi voltar a tratar da Escola de Frankfurt. Cumpro aqui parcialmente a promessa, espero ainda discorrer mais longamente do tema. Várias foram as correntes e pensadores comunistas de partido e mesmo anarquistas que procuraram saídas para o impasse acima referido. Destacaram-se no cipoal das opiniões em choque, duas delas, o gramscismo e as doutrinas cuja origem de maneira um pouco simplificada podemos colocar na Escola de Frankfurt. É o que hoje via de regra se qualifica de forma abrangente de marxismo cultural. Antônio Gramsci (1891-1937) mostrou a importância de conquistar a sociedade civil (uma grande marcha no interior das famílias, das igrejas, do ensino, dos meios de divulgação) antes de busca o poder no Estado, etapa posterior. E Escola de Frankfurt abriu a mente de milhões de pessoas nas correntes comunistas abrigadas nos PCs ou em torno dele para a importância da destruição da família tradicional, da generalização da moral libertária, da criação de novas mentalidades e costumes, da valorização do instinto com a consequente desvalorização da razão, antes de visar obsessivamente o poder político. Em resumo, é preciso empapar sobretudo o interior das personalidades e a sociedade inteira com novos costumes e novas concepções de caráter libertário e desagregador. O poder político figura apenas como um dado a mais. Entre seus mais conhecidos representantes são mais conhecidos Herbert Marcuse (1898-1979), Max Horkheimer (1895-1973), Theodor Adorno (1903-1965), Walter Benjamin (1892-1940), Erich Fromm (1900-1980).

 

Um exemplo. Daniel Cohn-Bendit, Dany Le Rouge, foi ícone da revolução de maio de 68 na França. A evolução ao longo de 50 anos do que então ele representava desembocou no que hoje chamamos de marxismo cultural. Em maio de 1968 concedeu ele entrevista ao Magazine littéraire da qual transcrevo extratos. “Se quiser, sou marxista, como Bakunin. Sou muito antileninista, contra o centralismo democrático. Existem três temas importantes: a luta contra a repressão democrática, contra o autoritarismo e a hierarquia. Estes três fenômenos se encontram no Leste e no Oeste. Sou contra a sociedade soviética, sou contra a sociedade capitalista. A classe operária russa não tem nenhum poder de decisão. Não me interessa dialogar com o mito Mao. O estalinismo é a forma absoluta de repressão, uma sociedade burocratizada. Lutamos contra a repressão sexual. Marcuse na sua crítica da sociedade capitalista e na sua recusa da sociedade dita socialista é para nós um ponto de apoio”.

 

De forma muito resumida, é o que o prof. Plinio Corrêa de Oliveira no livro “Revolução e Contra-Revolução” intitula 4ª Revolução (sucedânea da 1ª Revolução, a Revolução Protestante, da 2ª Revolução, a Revolução Francesa, e da 3ª Revolução, a Revolução Comunista). E os temas levantados por tais correntes têm relação próxima com o que o pensador católico chama de revolução nas tendências, que em seu ensaio embasa a revolução nas ideias e depois nos fatos ▬ as três profundidades da Revolução.

 

 

 

 

 

 

PÉRICLES CAPANEMA - é engenheiro civil, UFMG, turma de 1970, autor do livro “Horizontes de Minas"

 

 

 
 


publicado por Luso-brasileiro às 10:43
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JORGE VICENTE - AS TROVAS QUE EU FAÇO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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JORGE VICENTE    -   Fribourgo, Suiça



publicado por Luso-brasileiro às 10:35
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - EÇA E A FAMOSA ESTATUETA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Visto por António Carneiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nos derradeiros anos do século transacto, tive a oportunidade de conhecer e entrevistar, D. Emília Eça de Queiroz. Emília, era, então, velhinha simpatiquíssima e muito conversadora. Durante a visita que realizei à sua residência, esta, revelou-me curiosos segredos de família, que, por serem do foro particular, não os divulguei nem os divulgo.

Durante a amena conversa, interroguei-a, se conhecera o escritor. Respondeu-me: -“Infelizmente, não”. Mas tanto ela, como a irmã, D. Maria das Dores – Marquesa de Ficalho – (a Mariazinha,) frequentemente inqueriam D. Emília:

- “Avó: como era o avô?! Emília de Castro Pamploma (Resende), apontava o indicador para a estatueta do Gouveia, dizia-lhes:

-” Se querem ver o avô, tal qual era, olhem para a estatueta do Gouveia.”

 

 

 

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Quem era Silva Gouveia, e porque o retratou nessa grotesca posição?

Gouveia (1872-1951) era filho de abastado negociante da Rua de S. João, no Porto.

Muito cedo mostrou inclinação para o desenho, mas o pai, contrariava-lhe a tendência, já que pretendia que o filho seguisse os negócios paternos.

Foi o tio Caetano, irmão da mãe (a Maria,) que convenceu o cunhado, a matriculá-lo nas Belas Artes.

Ao completar o quarto ano, o tio Caetano – grande industrial gaiense, - convenceu o cunhado a deixá-lo continuar os estudos em Paris (1883). Na Cidade da Luz tornou-se amigo de Rodim, Injalbert, Folguière, Pueche e Rolar.

Regressando a Portugal, iniciou as exposições individuais, em casas fotográficas.

Em 1905, apresentou as obras com retumbante êxito, em Lisboa. Todavia, devido a problemas de saúde, teve que regressar à terra natal – Porto, - em 1914.

 

 

 

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Recebeu em 1897, no Salon de Paris, menção honrosa; assim como, em 1900, na Exposição Universal de Paris. No mesmo ano, a medalha de prata, nos Estados Unidos.

Durante banquete de homenagem ao embaixador de Portugal, a que fora convidado, este, convenceu-se que se tratava de jantar informal, e apareceu de fato de passeio. Eça, ao verificar que Gouveia não trajava de harmonia com a cerimónia, virou-se, e acertando o monóculo. disse em ar de troça:

- “ Quem é este gigante que parece ter engolido um boi, e deixado os cornos de fora?!”

 

 

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No atelier em Paris

 

 

Gouveia regressou, ressabiado, e executou a famosa estatueta, – a caricatura do Eça.

A estatueta esteve escondida no atelier do artista, meses, receoso de implicações políticas. Descoberta por amigos, foi amplamente divulgada, e disputada em França e Portugal. A Duquesa de Palmela chegou a pagar a exorbitante quantia de mil francos, para obter uma cópia em bronze; e as encomendas choveram de: Portugal e Brasil.

 

 

 

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Eça de Queiroz

 

 

Gouveia fez, também, soberbo medalhão – baixo-relevo, – de Eça, que em nada lhe é inferior. Hoje, há pouquíssimos, segundo revelou-me D. Emília Cabral

Silva Gouveia foi agraciado pelo Rei D. Carlos – que tinha um exemplar, da estatueta, na secretário do gabinete, – com a Ordem de Santiago de Espada, pelo reconhecimento da sua obra, taxada, na época, genial.

Eis, em suma, a reduzidíssima biografia do escultor portuense.

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal.

 

 

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Desenho feito pelo autor da célebre estatueta de Eça,

fotocopia do original (ver quadro  onde se encontra o original)



publicado por Luso-brasileiro às 09:26
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EUCLIDES CAVACO - MOINHOS DE PORTUGAL, Balada na voz de Miguel

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Tire a sua imaginação de casa e venha connosco neste passeio virtual contemplar as relíquias que são os Moinhos de Portugal.
 
 
 


https://www.youtube.com/watch?v=p1_vVQxWwFM&feature=youtu.be
 
 
 
 
 
Desejos duma magnífica semana.
 
 
 
 
 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

 

 

***

 

Concurso MUSEU DA PANDEMIA 2020

 

 

REGULAMENTO

Que ninguém sairá disso como entrou é fato.
O que você quer eternizar deste episódio?
Sua crença na humanidade?
Sua descrença nela?
O quê?
A palavra – conforme sua arte a expressa – está com vocês.
Mais do que “boa sorte” desejamos a todos “boas reflexões”.

 

Categoria POESIA

I - Inscrição

 A inscrição é gratuita.

 Basta enviar seu poema (somente um e com, no máximo, vinte linhas), em formato .doc ou .docx (fonte Arial ou Times New Roman, tamanho 12); sem assinatura nem pseudônimo para concursomuseudapandemia@gmail.com

 O prazo para inscrição é de 01 até 31 de maio de 2020.

 Poderão participar quaisquer interessados em versar, em língua portuguesa, sobre o tema proposto, com exceção apenas dos promotores, bem como dos membros da Comissão Julgadora.

 A Comissão Julgadora será composta por dois poetas convidados.

 

II - Premiação

 O poema premiado será editado e entregue sob o formato de videopoema com até dois minutos de duração.

 O resultado será divulgado, através do site, até 30 de junho de 2020.

 A obra vencedora – já editada – será publicada, até 31 de julho de 2020, no canal no YouTube e, a partir daí, pelo próprio autor nos meios que lhe aprouver.

 

III - Disposições Gerais

 A Comissão Julgadora é soberana e não caberá recurso de suas decisões.

 Cada autor responderá perante a lei por plágio, cópia indevida ou outro crime relacionado ao direito autoral.

 As inscrições implicam em plena concordância com os termos deste regulamento.

 Jundiaí/SP, 01 de maio de 2020.

 

Categoria ARTES VISUAIS

I - Inscrição

 A inscrição é gratuita.

 Basta enviar, num arquivo em formato .jpg, com resolução 1920x1080, uma obra de sua autoria (pintura, desenho ou fotografia) sem assinatura ou identificação para concursomuseudapandemia@gmail.com

 O prazo para inscrição é de 01 até 31 de maio de 2020.

 Poderão participar quaisquer interessados, com exceção apenas dos promotores, bem como dos membros da Comissão Julgadora.

 A Comissão Julgadora será composta por dois artistas convidados.

 

II - Premiação

 O vencedor receberá um clipe de três minutos com uma compilação de obras de sua autoria, incluindo a premiada no presente certame.

 O resultado será divulgado, através do site, até 30 de junho de 2020.

 O clipe será publicad0, até 30 de setembro de 2020, no canal no YouTube e, a partir daí, pelo próprio artista nos meios que lhe aprouver.

 

III - Disposições Gerais

 A Comissão Julgadora é soberana e não caberá recurso de suas decisões.

 Cada autor responderá perante a lei por plágio, cópia indevida ou outro crime relacionado ao direito autoral.

 As inscrições implicam em plena concordância com os termos deste regulamento.

 

 Jundiaí/SP, 01 de maio de 2020.

 

 

***

 

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DO PORTO

 

 http://www.diocese-porto.pt/

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP

 

 

 https://dj.org.br/

 

***

 

 

 

Leitura Recomendada:

 

 

 

 

 

Resultado de imagem para Jornal A Ordem

 

 

 

 

 

Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

Opinião   -   Religião   -   Estrangeiro   -   Liturgia   -   Area Metropolitana   -   Igreja em Noticias   -   Nacional

 

 

https://www.jornalaordem.pt/

***

 

HORÁRIOS DAS MISSAS NO BRASIL

 

 

Site com horários de Missa, confissões, telefones e informações de Igrejas Católicas em todo o Brasil. O Portal Horário de Missas é um trabalho colaborativo onde você pode informar dados de sua paróquia, completar informações sobre Igrejas, corrigir horários de Missas e confisões.



https://www.horariodemissa.com.br/#cidade_opcoes 

 

***

 
 
 
 


publicado por Luso-brasileiro às 09:17
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2020
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - O IDEALISMO DE 1932, UM EXEMPLO À SITUAÇÃOO POLITICA ATUAL NO BRASIL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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          O ano de 1932 marcou várias concentrações na capital de São Paulo, reunindo pessoas que pediam uma nova Constituição para o Brasil. Elas não aceitavam o autoritarismo emanado do Poder Executivo federal, então exercido pelo presidente Getúlio Vargas. Por iniciativa de estudantes da cidade notadamente da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, houve um grande comício em 23 de maio, seguindo-se uma passeata ao Palácio dos Campos Elíseos, sede do governo paulista, em apoio a Pedro de Toledo, que embora fosse interventor era aceito pela população, tendo formado o seu próprio secretariado, contrariando os interesses do comando administrativo central.

         Quando a concentração se dirigia à Praça da República, na esquina com a Rua Barão de Itapetininga, seus membros se depararam com policiais e filiados ao Partido Popular Paulista (PPP), favorável a Vargas. Os tumultos foram iminentes e no movimento morreram Euclides Bueno Miragaia (21 anos), Mário Martins de Almeida (31 anos). Dráusio Marcos de Souza (14 anos) e Américo Camargo de Andrade (30 anos), ferindo-se Orlando de Oliveira Alvarenga, que veio a falecer posteriormente. No dia seguinte, durante um jantar foi fundado o MMDC – a partir de 2004 em homenagem a Alvarenga, passou para MMDCA -, que incentivou e culminou com a Revolução Constitucionalista, cuja guerra se efetivou de julho a setembro e na qual perderam a vida, oitocentos e trinta soldados.

         A revolta se instalou contra a ditadura vigente, sendo os paulistas favoráveis à restauração do estado de Direito. Integrantes das variadas classes sociais se juntaram para aniquilar a angústia provocada por um regime prepotente e autoritário, buscando-se a realização dos anseios de Justiça e ordem social. Por isso, comemora-se a 23 de maio, amanhã, o Dia do Soldado Constitucionalista, cujos nobres propósitos foram manifestamente vencedores. Tanto que, no ano seguinte à revolução, foi organizado o projeto da nova Constituição e neste mesmo período, eleita e reunida a Assembléia Legislativa. Era o Brasil novamente sob o regime da legalidade. O exemplo desses idealistas deve ser seguido hoje, num momento em que a maioria dos políticos brasileiros é extremamente egoísta e aética.  Além disso, mesmo com a pandemia do corona vírus, muitas lideranças políticas não se solidarizaram com a população e seus difíceis problemas, praticamente ignorando a grave situação existente.

 

 

               HOJE É O DIA DE SANTA RITA

 

 

Santa Rita é a padroeira dos doentes, das causas impossíveis e das mães, sendo representada com um espinho cravado na testa, rosas e crucifixos. Sua festa ocorre anualmente a 22 de maio, data em que faleceu a 1457. O seu templo é a Basílica que leva seu nome em Cássia, na Itália, país de origem. Os devotos procuram por sua intercessão nos casos difíceis e nos mais variados imprevistos, considerada uma das santas que agrega um dos maiores números de fiéis em todo o mundo.

 

 

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito no Centro Universitário Padre Anchieta no Brasil. É ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas (martinelliadv@hotmail.com)

 



publicado por Luso-brasileiro às 13:31
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